Esquina de pedra | Stela Martins | 05.10.25
Essa série de lives tem por objetivo principal divulgar a obra “A esquina de pedra” e seu autor, Wallace Leal V. Rodrigues. O livro aborda a história do cristianismo primitivo e a formação do catolicismo, com capítulos que se assemelham a crônicas poéticas, explorando temas como a fé, a caridade e a transformação moral. Wallace Leal Valentim Rodrigues, autodidata, foi ator e diretor de teatro, diretor de cinema, escritor, jornalista tendo atuado durante 25 anos na Casa Editora o Clarim como continuador da obra de seu fundador, Cairbar Schutel. Conheça a trajetória inspiradora desse espírito no documentário WALLACE LEAL – PODERES DO ESPÍRITO (Márcia Tamia | Zé Henrique Martiniano) https://youtu.be/pwItf50t0fg?si=D2qw3eQpXZMVXeyo #espiritismo, #doutrinaespírita, #allankardec, #reencarnação, #mediunidade, #evoluçãoespiritual, #vidaapósamorte, #cristianismoprimitivo, #esquinadepedra
renascer ainda e progredir sempre. É além nascer, nascer renascer renascer ainda e progredir progredir. sempre sema noite, gente linda. Boa noite a todos. Lá vamos nós para mais um. Deixa eu acertar. Ué, montada. Ah, ué, ué, ué, ué. Lá vamos nós para mais um capítulo, não é mesmo? Aqui será não, aqui. Eita! Eu tô tentando acertar aqui a o jeito de colocar na tela, mas não tá dando certo não. Mas vamos lá. Aqui tá bom, né? Lá vamos nós para mais um trecho do nosso capítulo sexto do livro A esquina de pedra, de autoria do Alace Leal Rodrigues, que nós já vemos tratando dele já há algum tempo. Eu espero que vocês estejam animados porque hoje temos muita emoção no ar. Marilda, boa noite, querida. A dona do estudo. Bom demais. Que bom, querida. Que bom que você gosta. Oi, Maria José, boa noite. Bem-vinda. Hoje nós vamos ter emoções fortíssimas. Vocês se preparem. Vocês se preparem porque hoje vai ser muito bom. Muito bom. Eu tô aqui encafifada porque eu queria pôr Bom, bora lá. Vamos lá. Queria acertar aqui um um uma situação, mas não, pelo jeito, não vai rolar. Então vamos acertar aqui que também saiu do lugar. O Kindle saiu do lugar também. Ué, vai entender, né? Acabei de mexer nele, tava tudo certo. Aí ele sai do lugar. Ó lá. Não é isso. Vocês têm um pouquinho de paciência que ele sumiu. Não, eu tô tentando achar aqui. Eu já tava com com o Isso nós já vimos. Ó lá. Cadê? Ah, tá. Achei. Pronto. Ai, ai, pelo amor de Deus, meu povo até desanimou. Vamos lá. Me perdoem a confusão aqui, mas ele desmarcou o lugar pra gente começar e aí ia ser difícil, né, a gente poder manter a a lógica do do que nós estamos lendo e conversando a respeito dessa dessa obra. Então, vamos lá. Nós estamos no capítulo sexto, né? Nós estamos fazendo a leitura do capítulo sexto e hoje nós vamos falar, vamos continuar eh a descrição que a Gala tava fazendo a respeito da reunião dos eh dos cristãos primitivos que ela fazia parte, não é? Então, eh é sobre isso que nós vamos falar hoje. Nós vamos começar a nossa conversa. Depois
ção que a Gala tava fazendo a respeito da reunião dos eh dos cristãos primitivos que ela fazia parte, não é? Então, eh é sobre isso que nós vamos falar hoje. Nós vamos começar a nossa conversa. Depois ela vai se passar em pelo menos metade do nosso estudo de hoje vai ser a respeito dessa reunião e do conteúdo dela e algumas outras coisas interessantes que a gente pode fazer, pode conversar a respeito, fazendo a a fazendo uma comparação com o que eles faziam na época deles, né, desses cristãos primitivos aqui, eh, apresentados pelo alace leal para nós. e o que a gente faz hoje, né? E o que, de que maneira a gente desenvolve essas atividades hoje. Então, vamos lá, vamos aqui voltar pro Kindle. Então nós paramos quando o a pessoa que era considerada mais sábia lá pela naquela comunidade, ele chegou, né, na no ambiente lá na Eclésia, que era a igreja deles. e para começar o evangelho que eles faziam uma vez por semana. Já vi mais de uma colocação de que esse evangelho sempre era feito aos domingos, mas por enquanto Gala não fala pra gente de uma um dia da semana, mas fala assim que é uma vez na semana, né? Uma vez por semana. E aí ele v ele diz assim: "Oremos", ele disse: "E serrou, oremos a E cerrou seus olhos cansados. Ouviai, então a rogativa habitual pela qual os elementos imprescindíveis à nossa jornada cotidiana eram humildemente solicitados. Eles pedem a mesma coisa que a gente pede sempre. Olha que bonitinho. Equilíbrio e paz, forças e alegrias para as lutas necessárias, vigilância íntima, amor para com todos. Então, em pequenas cestas de junco foi distribuído pão simples, maneira pela qual comemorava-se a ceia do Senhor. Em silêncio as pequenas corbes. E aí eu trouxe aqui para vocês, deixa eu só tirar um pouquinho aqui. Você sabe, né? Eu vou fazendo a troca aqui do Essa, essa é a cesta que o rapaz tá carregando aqui mais no alto, né? Ele tá levando bem aqui no alto, que era uma cesta já que eles usavam feita de vime, que eles utilizavam mesmo para para levar comida, né, de um lugar pro outro.
z tá carregando aqui mais no alto, né? Ele tá levando bem aqui no alto, que era uma cesta já que eles usavam feita de vime, que eles utilizavam mesmo para para levar comida, né, de um lugar pro outro. Ali, no caso, eles estão usando para fazer a distribuição dos pães. E olha que bacana, né? Eu fiquei aqui pensando, olha que a gente fala da distribuição, ou pelo menos eu via nas em algumas das vezes que eu fui até uma missa, eh, em que a hóstia era distribuída como pão, né, que além do ser o corpo de Cristo também era o pão, não é isso? Eu achei interessante porque olha de tão como ela vem de longe. Mas no caso ali deles, a Gala vai explicar que eh não tem essa conotação eh com Jesus. Na verdade ali eles fazem essa essa distribuição dos pães, esse compartilhamento não é nenhuma distribuição, viu, gente? Porque eles tinham pouco pão naquela época, né? Eu já expliquei isso para vocês. A situação ali deles é uma situação eh de bastante restrição de alimentos, restrição econômica mesmo. Então eles vão compartilhar o pão porque é um horário em que as pessoas estão com fome normalmente. Então esse compartilhamento do pão é uma questão de sobrevivência e de educação. Nós estamos todos juntos num horário em que era pra gente tá se alimentando em casa. Então, vamos compartilhar o pão para o corpo e também para o espírito. Vai ser é bem legal a fala dela. Ó lá. Então, ela diz aqui, ó, eh, comemorava-se a ceia do Senhor, né? Seia no sentido de jantar, viu? Em silêncio, as pequenas corbes, que são essas cestas, corriam de uma para outra mão, e, em seguida, irmanados no pequeno repasto feito em comum, nivelados na lembrança de Jesus, as criaturas do autofuncionário, ao escravo cuidadoso das horas, da senhora bem posta, a humilde serva, como que, impregnados por uma sublime envolvência, pareciam igualar-se na qualidade de filhos. ante um pai comum. Que bonito, né? Então, muita atenção nesse trecho, porque ela vai fazer reflexões muito importantes para nós. Muitas e muitas vezes estive a meditar sobre a força
alidade de filhos. ante um pai comum. Que bonito, né? Então, muita atenção nesse trecho, porque ela vai fazer reflexões muito importantes para nós. Muitas e muitas vezes estive a meditar sobre a força tremenda daquele ato, aparentemente tolo e inóco, sobretudo quando me ponho a observar o momento da refeição dos homens, quando mais do que nunca as criaturas se separam, de conformidade com posses para as casas de pasto diferentes, os senhores aqui, os subordinados a colar. Crianças à distância de adultos são apartados de enfermos antes os patrões, os servidores depois. Um abismo entre o homem do palácio e o homem caído na sarjeta. Até dos enfermos a gente se se separa. E como é ruim você deixar com que a criança fique longe dos adultos na hora da alimentação, ou que a pessoa que está doente não se alimente junto com com os demais membros da família. ou quando você tem uma pessoa que te ajuda aí na casa para algum serviço da casa e ela só pode comer depois que a família inteira já comeu. Isso é muito chato. É muito chato. Aquele pedaço de pão espontaneamente colhido na cestinha realizava, porém, o sublime milagre que nunca mais depois se pôde repetir. E de todo o empreendimento levado a efeito em torno da lembrança do Senhor, nenhum outro nunca mais teve a peregrina beleza daquele sobre os bancos rústicos com uma simples cesta e a cdea, códea códea de pão escuro. Eu não sei como pronuncia, mas côdea é a casca de pães com coloração marrom, que é essa daqui, ó. Vou mostrar para vocês. Ó lá. É um pedaço, né, que pode, esse pão marrom pode ser resultado do uso de farinha de senteio integral ou de grãos escuros como senteio e trigos especiais, né? Eles não tinham tanto essa eh esse eh eles não faziam o refinamento da farinha, né, da como a gente conhece hoje, ou da adição de cacau, mel, melaço, ou de cozimento prolongado e em temperaturas que favoreçam a carabelização da casca. Isso tudo são possibilidades, mas certamente esse pão era escuro porque a farinha não era não necessariamente era trigo, né? E
ento prolongado e em temperaturas que favoreçam a carabelização da casca. Isso tudo são possibilidades, mas certamente esse pão era escuro porque a farinha não era não necessariamente era trigo, né? E não necessaria porque trigo era caro e não necessariamente ela era eh tratada a ponto de ficar branquinha, né? Não, não necessariamente era assim. Ah, que bom que o povo o estudo de uma obra espírita nos permite viver e aprender a cultura antiga. Muito bom. E que a gente pode retomar em vários aspectos, né, Marilda? Eu acho que tem vários aspectos aqui que a gente poderia retomar. Lúcia Araújo, boa noite. Não tem problema, querida. Chegando, assistindo lá de Orlando. Ângela Brandão, boa noite. Oi, Rosiane, boa noite. Atrasada também. É, cheguei, Terezinha. Que bom, então. E olha que interessante, né? Deixa eu tirar um pouco essa imagem daqui para contar para vocês que tá esquisito esse negócio aqui. Não tá abrindo do jeito certo. Enfim, eh, eu conversei com uma pessoa ontem, eh, lá do Rio de Janeiro, de Três Rios, na verdade, a Catarina, e ela tava contando que uma das providências que eles tomaram na casa espírita, eh, da qual ela faz parte, foi incluir após a palestra, o passe e etc, que eles fazem uma vez por semana, eles também criaram ali um café da esperança. Então, tem um cafezinho, tem um chá, uma bolachinha, sempre alguém leva um bolo, né? Não é a casa espírita que fornece esses essa esse material. Quem quem leva são os próprios frequentadores que levam essas coisas todas lá para eles poderem conversar um pouco. Não é para que as pessoas possam se alimentar depois da da palestra e do passe, mas é que para que haja um momento de conversa, de confraternização, né? para que a gente se comporte dentro da casa espírita realmente como uma comunidade. Eu já fiz isso também, já tive, já fizemos isso eu e minha irmã na casa espírita que a gente frequentava antes, na casa do caminho, e nem todo mundo ficava, né, obviamente, mas quem ficava a gente conseguia ter uma conversa tão
ive, já fizemos isso eu e minha irmã na casa espírita que a gente frequentava antes, na casa do caminho, e nem todo mundo ficava, né, obviamente, mas quem ficava a gente conseguia ter uma conversa tão agradável, tão leve, a gente saía de lá ainda melhor do que depois do passe, sabe? Então era palestra o PR e a gente saía dali muito melhor. É uma possibilidade para todos fazerem? Não necessariamente para todos, né? Existem alguns lugares em que isso é muito complicado de fazer, mas quando você puder realizar uma reunião que seja, claro, de de elevação espiritual, né, de elevação dos nossos pensamentos e sentimentos, com certeza, mas que exista um momento de para confraternização das pessoas, que é o que eles fizeram com o pão. Lá Marilda dizendo, une únice-se útil ao agradável. Exatamente. E a gente se torna mais eh ligado às pessoas que estão ali na casa com a gente. É, é isso é muito chazinho da amizade. Exatamente. Chazinho da amizade. Isso é muito importante que a gente desenvolva laços e que as pessoas que não frequentam a casa há muito tempo ou que frequentam a casa poucas vezes por semana, tem uma possibilidade de conversar com quem está ali há mais tempo e saber de algumas coisas, pedir informação, a gente compartilhar informação com essas pessoas. Ah, que bom, né? Você parou aqui hoje no nosso chá, no nosso café, né? Seja, você tem vontade de estudar, de participar de mais alguma atividade? Gostaria de participar aqui com a gente de outra coisa, convida a pessoa, convida a pessoa, né? É uma chance importante, importante. Voltamos lá pro nosso pro nosso livro. Então, a códea de pão escuro é um pode ser entendida como um pedaço de pão ou como mesmo como a cesta de pão escuro. Ela pode ter esse sentido também. E aí continua a gala. Lembro-me de que de certa feita, tomando a palavra, Filoto, falou-nos sobre o ágape. E aí a gente, só para não perder aqui o costume, ágape é uma palavra grega antiga que se refere ao amor divino e incondicional, uma ação de dar sem
tomando a palavra, Filoto, falou-nos sobre o ágape. E aí a gente, só para não perder aqui o costume, ágape é uma palavra grega antiga que se refere ao amor divino e incondicional, uma ação de dar sem esperar nada em troca, que vai além dos sentimentos e abrange o amor ao próximo, até mesmo ao inimigo. refletindo o amor de Deus pela humanidade. O termo descreve tanto o amor de Deus pelo homem quanto o amor fraternal entre as pessoas, sendo um conceito central no cristianismo. É uma definição interessante, né? Vocês vão encontrar definições um pouquinho diferentes em um lugar ou outro, mas é mais ou menos isso mesmo. Continuando, comparando o ensino evangélico ao pão do espírito e dádiva do Criador, vendo no pão comum o alimento de todos os homens, dos reis e dos mendigos da rua, partilhando, recordávamos o imperativo da fraternidade e a igualdade de todos em face de Deus. abrindo suas anotações ao acaso. Adastro, que é o líder deles lá na na Eclésia, sorteou para o estudo da noite o versículo dos atos em que, havendo o circunstante se calado, Tiago tomou a palavra, dizendo: "Varões, irmãos, ouvi-me". E em seguida, para minha surpresa, para surpresa da gala, ofereceu a palavra Filotemo. Nosso jovem amigo ergueu-se e depois de uma pausa pôs-se a discorrer com fluência e naturalidade. Aqui lá vou eu parar de novo. Faz 30 anos que eu sou espírita. Parabéns, Ângela. Parabéns, querida. Que bom. Fico contente com isso. Que bom que você veio comemorar conosco. Inclusive, eu queria dizer para vocês que, olha só que interessante, né? O o homem sábio ali da eclésia convida o jovem Filotemo para fazer a exposição da noite. Eu parei agora e não depois, porque a gente vai ficar muito emocionado com a exposição do Filotemo. Quantas vezes vocês já viram eh a casa espírita que vocês frequentam chamarem alguém da mocidade para falar? qualquer um da mocidade, mesmo que sejam pessoas sem experiência, porque ainda são muito jovens, eh, para falar com alguma dificuldade, porque eu também quando fui falar a
guém da mocidade para falar? qualquer um da mocidade, mesmo que sejam pessoas sem experiência, porque ainda são muito jovens, eh, para falar com alguma dificuldade, porque eu também quando fui falar a primeira vez uma casa espírita, gaguejei até não poder mais, quase morri do coração, porque é uma responsabilidade. Mas quantas vezes vocês já viram a casa espírita que vocês frequentam chamando jovens? Se tiver alguém aí que que frequente uma casa espírita que faz isso com frequência, por favor, não se acanhe, porque seria fantástico saber que alguma casa espírita faz isso com frequência. Eu tenho certeza que elas existem. Eu tenho certeza que esse tipo de casa espírita existe, mas infelizmente ainda não é a maioria, infelizmente. Mas se você frequenta uma que chama os jovens para falar, por favor, manifeste-se. Bom, e aí vamos lá. Segura aí o coração. Nosso jovem amigo ergueu-se e depois de uma pausa pôs-se a discorrer com fluência e naturalidade. Sua explanação, como todas as outras, que nos tempos que se seguiram eu tornaria a ouvir de seus lábios, era um veemente apelo em favor da modificação das mentes com Jesus por modelo. Não permitamos, dizia com convicção, que os problemas externos, mesmo os do nosso próprio corpo, nos inabilitem para o serviço de nossa iluminação interior. A lição dada era caminho para a nova lição. Atrás do enigma resolvido, outros enigmas deveriam surgir. Lembremo-nos das aflições que sempre rodearam o espírito cristão no mundo desde a vinda do Mestre. Era míst cada um se dispusesse a desculpar e a auxiliar sempre, a fim de que a gloriosa oportunidade de crescimento espiritual não se perdesse. Centralizemo-nos no esforço de ajudar no bem comum, seguindo cada um com sua cruz ao encontro da ressurreição das trevas, da ignorância para a luz divina da compreensão. E nas surpresas constrangedoras da marcha, recordemo-nos de que antes de tudo importa orar sempre, trabalhando, servindo, aprendendo, amando, sem nunca desfalecer. Horas depois, encerrados os comentários
as surpresas constrangedoras da marcha, recordemo-nos de que antes de tudo importa orar sempre, trabalhando, servindo, aprendendo, amando, sem nunca desfalecer. Horas depois, encerrados os comentários em torno do pequeno passo evangélico, Adastro voltou a orar, encerrando o trabalho da noite. Mas olha que beleza, né? Era mister que cada um se dispusesse a desculpar e a auxiliar sempre no bem comum. No bem comum, não é só para o nosso bem, mas é no bem comum. Orar sempre, trabalhando, servindo, aprendendo, amando, sem nunca desfalecer, sem nunca desanimar, sem nunca achar que nós estamos fazendo sozinhos, que ninguém mais faz, que eu faço tudo, mas o outro não me ajuda, então eu não aguento mais. Que que legal. Bom, com outros jovens frequentadores da igreja, vi Cirilo corado e cheio de animação ao lado do orador que estreara com geral agrado, colhendo sorrisos de aprovação. Vieram em grupo juntar-se a nós e eu, pela primeira vez, não me retraía ao encontro dos companheiros de minha idade. A nossa gala está ficando adulta, né? Ficando adulta. Oi, Tânia, boa noite, querida. Bem-vinda. E agora ela vai apresentar dois personagens que são muito importantes e com histórias muito comovedoras. Então, se vocês já se emocionaram, já separa aí o lencinho porque aí vem mais. Cândido é o primeiro personagem que nós vamos conhecer. Na verdade, sentia-se muito mal. Por muitas horas tentara resistir até que finalmente caira sob o controle do pesado Leme. Agora estavam atracados e o capataz vociferava entre gritos de fúria. Abandonaste o teu posto sem permissão. Sabes o que significa? Não quero ouvir tuas desculpas. Basta-me que tenhas abandonado teu posto sem permissão. Não é coisa que se tolere nem ao menos uma única vez. Cândido não diz nada. O capataz se aproxima e põe-se a vergastá-lo com o seu rebque de couro. O capataz grita e seus gritos despertam a atenção de quantos se encontram no desembarcador. A roupa do adolescente, vou repetir, a roupa do adolescente salpica-se de sangue. Ele protege a face
couro. O capataz grita e seus gritos despertam a atenção de quantos se encontram no desembarcador. A roupa do adolescente, vou repetir, a roupa do adolescente salpica-se de sangue. Ele protege a face com os braços magros e aperta-se de dor contra os fardos de couro. Então o homem alto e calmo se interpõe. O menino desmaiou no leme, sentiu-se mal. Um magistrado não confundirá um desmaio com abandono de posto. O menino está doente. Sente-se mal. Não te sentes, filho? Cândido assente e o capacita. Depois grita: "Então, te sentistes mal? Se estiveres mentindo, já sabes o castigo glorioso que te espera. Todavia, o capataz tem interesse em ser agradável ao passageiro habitual, distinto e bem posto. Assim, sua voz se torna mais contida e diz: "Que desculpas tens?" "Vamos, desembuxa." Mas Cândido não tem desculpa nenhuma e apenas gagueja. Sim, foi isso. Certamente. A cabeça roda-he. O homem suspende-o como se fosse um arenque defumado e larga-o sobre os fardos. Outra vez, o desconhecido intervém, ampara-o com cuidado e volta a chamá-lo filho. Esse tratamento repetido torna-se incômodo para o capataz. É horrível", diz seu Salvador, presa de uma inquietude sincera e maneando a cabeça com desolação. Precisa ser tratado. Volta-se para o capataz e propõe: "Façamos um negócio, nós que nos conhecemos bem. Tu substituis o garoto por alguém em melhores condições. Desces e sobes o rio três vezes. Na terceira volta, devolvo o timoneiro em boa forma. Assim dizendo, da dobra da túnica, retira a escarcela recheada. É a carteira, viu, gente? Ele tirou a carteira. Então, ficamos entendidos bem. De minha parte também vos conheço bastante para Está claro. Os dedos grossos do capatar estremecem. O que quer que propuserdes, saberei acatar. Saúdo-vos, Senhor. Saúdo-vos. É porque ele vai receber um dinheirinho, né? O desconhecido ampara Cândido e tira-o do barco. Para onde me levais, senhor? Indaga o menino acovardado. Estás doente e cansado? Não tenhas medo. Levo-te para minha casa. Ali te recuperarás.
nho, né? O desconhecido ampara Cândido e tira-o do barco. Para onde me levais, senhor? Indaga o menino acovardado. Estás doente e cansado? Não tenhas medo. Levo-te para minha casa. Ali te recuperarás. Diz-me o coração que alguém espera por ti. Cândido compreende que, afinal alguma coisa de bom está para lhe acontecer. Entretanto, os sentidos fogem-lhe outra vez. Em meio à névoa que se adensa, pode ainda perguntar: "Quem me espera, Senhor?" Jesus. E quem é Jesus? O médico e o amigo. O médico e o amigo. A consciência escapa-lhe docente o médico e o amigo. Quem de nós faria o mesmo? Não é socorrer umas uma pessoa nessas condições e ainda além de cuidar de graça dessa pessoa, levar um desconhecido pra própria casa, cuidar dele para que ele fique bem e ainda dizer, você precisa conhecer um médico que também é amigo, não é lindo? É lindo. A gente nem precisa pensar, levar a pessoa para casa, mas a gente pode conversar com ela sobre esse médico e amigo, né? Falar para essa pessoa sobre ele. Mas a gente precisa ter vontade de fazer isso. Vamos lá. Nosso segundo personagem de hoje é o anjo. O dia escurece em volta do caminho que atravessa o jardim culto e conduz a casa. A lama e a folha arada, o lixo e os galhos secos se escondem sob a neve. Anjo está de pé na janela e olha o crepúsculo cor de cinza. O mundo lá fora parece-lhe incrivelmente vasto e terrivelmente vazio. Está a três noites sem dormir. A velha, presa de uma de suas crises costumeiras, embriagara-se e fora se esconder onde ninguém pudesse encontrá-la. Anjo está sozinho e mais uma vez ocorre-lhe que seu irmão vai morrer. Cândido chegará bom. Cândido é o personagem anterior, lembra? de se de sua última viagem, ausentara-se por um largo tempo. Ficara doente a bordo, mas um passageiro, um homem muito bom, o recolhera, levara-o para sua casa e ali o curara, tratando como a um filho. Irradiava saúde e confiança quando saltara no desembarcador, mas na manhã seguinte não pudera erguer-se. Delira e nem ao menos tivera tempo de
o para sua casa e ali o curara, tratando como a um filho. Irradiava saúde e confiança quando saltara no desembarcador, mas na manhã seguinte não pudera erguer-se. Delira e nem ao menos tivera tempo de contar-lhe certa coisa maravilhosa que lhe ocorrera e que demandando tempo, ficara para manhã seguinte. A velha não aparece. Anjo trata do enfermo, procura mantê-lo aquecido com tijolos quentes, faz-lhe papas que ele não engole. vigia-o noite e dia sem parar e tem um medo horrível que ganha a forma de uma dor em seu coração. E se Cândido abandoná-lo para sempre? E isso tem de acontecer agora, justamente quando já pode acompanhá-lo, que sua idade já lhe permite ser admitida na cabotagem do rio, descer a buscar auxílio na aldeia. tinham lhe dado raízes e folhas de infusão e tinham dito que a velha saberia como prepará-las, mas a velha escapulira. Anjo não pode aceitar que Cândido venha a faltar-lhe. É o único motivo de seus pensamentos, o único assunto de suas conversas. Por isso, seu medo crescerá tanto que se transformar em dor física. Fecha a janela e vai sentar-se no quarto do enfermo. Também hoje não está melhor. A escassa claridade vele o rosto purpúrio, a cabeça imóvel, a páda mão que foge por debaixo da manta. No sentimento taciturno e grave une os dois irmãos. Um silêncio que deve compensá-los por todo mais que não tem. Cândido, Cândido abre os olhos redondos e cinzentos e fita o irmão. Sua mão se move levemente e ele tenta sorrir. Não te dei um tempo livre para brincares e saíres lá fora? Eu não poderia. A neve continua a cair. Estás melhor? Cândido? não responde e olhe, olha bem o outro, como que sopesando sua sensibilidade e sua perturbação. Depois responde balançando a cabeça, diz que não, que não está melhor. Há um momento de silêncio absoluto no interior do quarto de minuto. Depois, anjo arrebenta em soluços, sem poder, por mais tempo conter sua dor e seu terror. Tenho de fazer alguma coisa. É preciso. Dize-me, Cândido, por favor. Dize-me o que fazer. Ouve, eu ia contar-te, mas queria um bom
ta em soluços, sem poder, por mais tempo conter sua dor e seu terror. Tenho de fazer alguma coisa. É preciso. Dize-me, Cândido, por favor. Dize-me o que fazer. Ouve, eu ia contar-te, mas queria um bom momento. Tu eu, a sós. Em casa do Bom Senhor, daquele de quem te falei, aprendi muitas coisas. Mano, tu já viste os homens do caminho sofrendo e morrendo por aquilo em que creem? Sabes porque isso? Sabes qual o segredo? Tem uma grande compensação, uma compensação muito grande pelo desprezo e a perseguição que eles votam. De fato, tem a coisa mais importante que um homem possa ter. Sabes o quê? Uma luz. Mas Cândido, que luz? Jesus, mano, estou muito mal, não te posso esconder, mas este pode ser o teu momento. Anjo, põe as tuas mãos sobre minha cabeça. Desculpa, mas são duas crianças conversando, né? Um tá morrendo e o outro tá desesperado porque vai ficar sem ninguém se o irmão morrer. E aí eles estão falando de Jesus. Desculpa. Anjo, põe as tuas mãos sobre minha cabeça e roga a Jesus a bênção da saúde em seu nome. Queres tentar? Dizias há pouco que precisavas tentar. É o que nos resta. Queres tentar? Sim, sim. Anjo quer tentar. Toda sua alma grita esse desejo. Cândido quer prosseguir falando, porém sua voz se transforma num engrolado sussurro. Sua febre face tão alta que dele parece partir uma intolerável e aflitiva onda de calor. Anjo estende as mãos sobre a cabeça do irmão e dialoga infantilmente com o desconhecido Jesus. Diz-lhe que não o conhece, mas que mesmo assim bate a sua porta, pois que os motivos são imperiosos. Insiste pelo socorro e imprantos no seu monólogo, não sente o tempo passar. De súbito, o reencontra-se em meio ao silêncio do quarto. O crepúsculo fez-se treva espessa. Seus ouvidos se apuram. Ele ouve o manso cair da neve e normal a respiração do irmão. O que se passou? Cândido dorme do leito, porém chega uma voz renovada. Toca-me, irmão. Anjo Tateia, encontra a fronte do enfermo. A febre se foi. Com naturalidade, assenta-se na cama. Agora a velha está
que se passou? Cândido dorme do leito, porém chega uma voz renovada. Toca-me, irmão. Anjo Tateia, encontra a fronte do enfermo. A febre se foi. Com naturalidade, assenta-se na cama. Agora a velha está de volta. Entra com a candeia acesa. Cântido sorri, põe-se de pé. A luz da chama, seu rosto, embora emagrecido, já não é o mesmo. Ele anda, estão muito próximos. Tomam-se as mãos. Cândido, achas que eu poderei retribuir a Jesus? Achas que eu possa ser o seu servidor? Quero dizer, achas que ele me aceitará? Sim, sim, claro que sim. Duas crianças conversam porque uma tá doente, uma febre, que obviamente eles não sabem o que fazer para curar e porque o o adulto que deveria estar ali com eles saiu e foi beber. Mas um deles já tinha ouvido falar e já tinha aprendido a respeito de Jesus. E aí diz pro mais novo que é uma criança mesmo, pede a ele, pede a Jesus que me cure, faça isso. E a criança faz. E o que acontece? O mais velho fica curado. Quantos de nós têm essa certeza, essa confiança para no momento em que algum parente, alguma pessoa que a gente ama muito, tá nessa condição e a gente para para fazer uma prece e um passe, não é? Ai, ai. Eu não sei vocês, mas eu chorei quando eu li a primeira vez, quando eu li a segunda vez e agora tô chorando de novo, porque é demais, né? Oi, Vanira, meu bem. Boa noite, querida. Muita luz para nós todos. Eu acho essas essa esse trecho eh de uma de uma beleza, né? e um e muito significativo pros tempos de hoje, em que nós duvidamos tanto de tudo, né? Duvidamos da possibilidade de um passe por alguém, duvidamos de da mediunidade, duvidamos de tudo e achamos que nada vai ser resolvido. Duvidamos da gestão de Jesus no nosso planeta. duvidamos de que nós estamos realmente evoluindo. Enfim, duvidamos dos jovens, não é? É isso. É muito triste eles acreditarem com tanta, tanta força, com tanta tranquilidade e nós tampouco. Mas vamos lá. Vocês estão dormindo aí no chat? Tô vendo ninguém se manifestar. Tô achando que vocês estão dormindo hoje. Ontem eu fiz uma palestra online
força, com tanta tranquilidade e nós tampouco. Mas vamos lá. Vocês estão dormindo aí no chat? Tô vendo ninguém se manifestar. Tô achando que vocês estão dormindo hoje. Ontem eu fiz uma palestra online que tava todo mundo dormindo. Ninguém, todo mundo falou só boa noite, depois foi dormir. Que nem diz o Jorge Larrá. Ai ai. Com facilidade. Agora já é já é Gala, né? Gala já voltou a narrar de novo a história. Com facilidade pus-me a conversar com Cândido e Anjo, uns amigos de Cirilo que trabalhavam no Rio. Lembrei-me de que a primeira notícia que nos chegara sobre Filotemo partira de Cândido dias antes. Como tempo passara depressa. Como o tempo passou depressa, eu disse alto. Quando foi que atiraste tua tripticha? Não sei se é assim que fala, mas é uma uma pequena tábua em que eles esculpiam uma uma mensagem, um recado, né? Atiraste tu a tripticha a Cirilo, contando-lhe da chegada de Filotemo. Poucos dias antes daquele pretexto da rápida passagem dos dias, teria sido suficiente para que me ensimmasse e fugisse para o meu mundinho de imaginação. Mas precisava agora firmar-me a nova situação. Os outros queriam conversar comigo. Eu também queria conversar com os outros. Gema e Filotemo trouxeram seus pais a nós e com eles, compenetrada e linda, guardando os traços de sua mãe, Loreta, a filha mais nova do casal. E aquela foi uma outra pequena prova para mim. Quantos anos tens? 16. Filotemo tocou meu braço e de leve empurrou-me em direção à porta. Entretanto, embora o rubor que me cobria, eu preferia aquilo ao desconforto de travar uma conversação com aqueles a quem eu chamava ainda os adultos. Por trás de Filotema e Gema, adivinhava-se a educação grega, requintada e severa. Ao lado deles, eu não podia passar de uma pequena capadócia selvagem, desconfiada e sarcástica. Mas naquele momento eu não queria de nenhuma maneira que a minha rusticidade me afastasse. Filotemo dissera que talvez fôssemos velhos conhecidos. E de todo coração eu desejava que assim fosse. Posso ainda sentir aquela ansiedade a
ia de nenhuma maneira que a minha rusticidade me afastasse. Filotemo dissera que talvez fôssemos velhos conhecidos. E de todo coração eu desejava que assim fosse. Posso ainda sentir aquela ansiedade a ver a noite azul marinho para a qual saímos. O ar no pátio enchia-se com agradável perfume da resina queimada nas taídas. Así são as montanhas, viu? Para quem não lembra ou para quem perdeu as os nossos primeiros encontros. Fomos nos assentar às bordas do poço e o vento noturno pôs-se arruflar brandamente nas barras de nossas túnicas. Sobre o altiplano da step, o céu reunia milhares de estrelas de brilho limpo e claro como diamantes. Eu olhava o céu, as árvores trêmulas, minhas mãos, com um novo sentido, com a sensação de quem observa com um mais penetrante olhar. Foi ali no pátio que Filotemo falou-me do que ele chamava a sua corrente pela primeira vez. Ele ouviu uma voz que lhe falava e e me pareceu de princípio estranho que empregasse exemplos do evangelho para explicá-la. Das primeiras vezes, assustara-se e se retraíra ao visitante invisível. Depois lembrara-se da advertência de João, verificar se os espíritos vêm de Deus. Certo dia, convidado para os comentários evangélicos, para o comentário evangélico, pus a interferência à prova. Ai ai. Médiuns, sempre médiuns. Que bom, querida, que bom. Pedi-lhe que me auxiliasse e em breve uma nova lucidez me visitava. As palavras surgiam mais exatas e mais rápidas, vestindo melhor meus pensamentos. Mesmos conceitos ocorriam-me espontâneos e passados pelo crio de minha própria crítica, pareciam-me acertados e oportunos. Então, alegrei-me. Filotemo não se importou de confessar que, de todas as belas coisas que oferecia, umas poucas palavras, quando muito, eram realmente suas. A visão da corrente viera-lhe na noite do primeiro dia passado na cidade. Fatigado, procurara mais cedo o leito. Entretanto, antes de adormecer, decidira-se a leitura de alguns trechos do Evangelho que lhe preparassem o repouso da noite. Sozinho em seu quarto, pusera-se a ler. Em
do, procurara mais cedo o leito. Entretanto, antes de adormecer, decidira-se a leitura de alguns trechos do Evangelho que lhe preparassem o repouso da noite. Sozinho em seu quarto, pusera-se a ler. Em breve, porém, as letras se confundiam, distendiam-se e contraíam-se dançando móveis como labaredas. Só uma paradinha, o Filotemo é de uma família que tem um situação econômica bem melhor do que a da gala. E aqui a gente tem mais uma prova disso, né? porque ele tem cópias do evangelho, o que também não era comum naquela época, né, as pessoas terem à mão a cópia dos do evangelho. Era difícil, inclusive, que elas tivessem alguma coisa escrita para que pudessem ler. Não era comum, porque a maior parte da população não tinha recurso para ter, para possibilitar o acesso a esses documentos, a esses escritos, né? Porque não dava nem para chamar de livro. De súbito, vira sobre o pergaminho, perfeitamente nítida uma corrente de ferro. Não tinha nada de belo e até aquele momento nada de especial. de olhos bem abertos, fixos nela, pusera-se a orar. E foi depois disso que, como que intuído por outra mente, desejou contar os relos que a compunha e, como de hábito seu, estendeu o indicador para iniciar a operação. Tocara no primeiro deles e um fenômeno curioso se processou. feito como que de misteriosa substância, remontando-lhe e ultrapassando-lhe o dedo, o elo cresceu diante de seus olhos e a afeição de moldura exibiu-lhe um rosto nítido, identificável, não um retrato, mas uma fisionomia viva, na qual percebi o brilho dos olhos e o sangue a palpitar sobre a pele. 19 vezes isso se processou. Na vigésimª, todavia, o elo, em se destacando, empanou-se, avançou, mas em seguida, sem nenhum ruído, partiu-se em pedaços. Um fundo desgosto empolgou-o e foi ansiosamente que fitou o 21º, sem entretanto ter coragem de tocá-lo. Mas como para restabelecer sua confiança, por si mesmo aquele elo se moveu sob seu dedo, cobriu a falha e apresentou-lhe a face seguinte. 39 vezes o fato se repetira e na
tanto ter coragem de tocá-lo. Mas como para restabelecer sua confiança, por si mesmo aquele elo se moveu sob seu dedo, cobriu a falha e apresentou-lhe a face seguinte. 39 vezes o fato se repetira e na quadragma, para sua surpresa, viu-se a si mesmo. A visão fora tão impressiva que ele nunca mais poderia esquecer aquelas fisionomias. Filotemo tinha ainda a cadeia sobre seus olhos materiais quando uma voz falou-lhe nas fibras da alma. Agora espera esperando, confia. Jesus pede a cada um aquilo que pode dar. >> Ele adormecer em seguida. Não se passaram muitos dias e no desembarcadouro, tomado de funda surpresa, defrontar ao sol duas daquelas faces, Cândido e Anjo, depois Cirilo, depois João. Falando sobre aqueles fatos junto ao poço de da Boa Aba, Filotemo parecia-me perplexo e preocupado. alguma coisa se preparava e sua juvenil curiosidade desejaria saber o quê. Eu experimentava uma espécie de carinho e de gratidão porque ele me contara suas preocupações, aquele assunto tão secreto que nos anos que iam seguir, três curtos e inesquecíveis anos, apenas nós dois conheceríamos. Ele certamente contava com meu silêncio, mas não me pedia. E a essa confiança era sensível o meu coração. Evitando sair em grupos, de pouco em pouco as pessoas abandonavam a eclésia. Eu tive de me despedir. Quando já estávamos longe, para além da porta da cidade, percebi um jasmim entre os dedos de Cirilo. Depois, lembrei-me de tê-lo visto espetado na trança de gema. Meu irmão aspirava o perfume da pequenina flor. Olhando-lhe o rosto ao luar, lembrei-me da visão de Filoteno e, sem saber o porquê, aquilo se avolumou dolorosamente em meu pensamento. Silenciosos e apressados, cortávamos em silêncio a step deserta, batida pelo vento. E eu me perguntava o que poderá suceder quando aquela corrente for atirada numa certa direção ou for distendida para conter alguma coisa? Fitava meu amado irmão e quase podia ver seus pensamentos. A graciosa figura que boiava neles. Entretanto, mesmo assim, sonhador e distante, Cirilo dava-me impressão de
ndida para conter alguma coisa? Fitava meu amado irmão e quase podia ver seus pensamentos. A graciosa figura que boiava neles. Entretanto, mesmo assim, sonhador e distante, Cirilo dava-me impressão de força e firmeza. Eu imaginei que como elo, meu irmão não seria o lugar onde se partiria a corrente. Que coisa, né? Eu preciso de um tempo para processar, porque imagina só depois de ver tudo isso, de ver esses rostos todos e depois de de encontrar com alguns dos rostos que ele viu nesse episódio tão marcante, ele deve passar o dia, o tempo todo se perguntando: "Por que que eu vi essas pessoas? Por que que eu vi esses rostos? O que que vai acontecer? Qual é a ligação? Nós somos elos de uma corrente. Que corrente é essa? Essa corrente vai fazer o quê? Talvez seja a mesma pergunta que a gente faça com frequência, né? O que que eu tô fazendo aqui? Sei se faz. Ah, perdeu a esquina, Chirley. Que pena. Assiste ela depois, querida. Vocês se perguntam que que eu tô fazendo aqui? Eu ouvi dias desses de uma pessoa muito querida, muito querida, que em determinado momento da vida dela, ela olhou para pras pessoas que ela conhecia mais próximas e ficou pensando, né, que que eu tô fazendo aqui? Vocês já perguntaram? Porque Filotemo devia estar perguntando isso, né? O que é que eu tô tô fazendo aqui? Por que é que eu estou aqui? O que é que eu prometi que eu viria fazer aqui? Essa é uma pergunta que nos segue desde sempre, porque a gente sabe que se comprometeu a realizar determinadas coisas, as mais importantes e as mais profundas dentro de nós mesmos, mas que também nos comprometemos a colaborar com ações que são coletivas. Quais ações? Não sei. Milhares. São milhares, são tantas. A gente tem que ir tatiando e encontrando a cada dia cada significado, cada motivação, cada missão. Não é? Foi, Rosiane. Muita emoção hoje, não foi? Muita emoção. Muita emoção. Mas domingo que vem tem mais. Domingo que vem tem mais. Queridos, mais uma vez muito obrigada pela companhia de vocês todos. Hoje
Foi, Rosiane. Muita emoção hoje, não foi? Muita emoção. Muita emoção. Mas domingo que vem tem mais. Domingo que vem tem mais. Queridos, mais uma vez muito obrigada pela companhia de vocês todos. Hoje vocês estavam muito quietinhos aí no chat. Eh, depois vocês me contem o que que vocês acharam dessa desse final do capítulo seis. Tenham todos uma excelente semana. Aqueles que puderem, já vão adiantando, já vão lendo aí o o próximo capítulo pra gente já poder ir trocando ideia no chat, o que que vocês pensaram, o que que vocês acharam, porque o legal é isso, né? A gente poder ter ideias diferentes a respeito de um assunto. Se Deus quiser, querida, estaremos juntos no próximo domingo. Próximo domingo, 18:30, estaremos aqui. Fiquem todos com Deus. Uma boa semana e até lá.
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