Educação para a vida imortal | Eulália Bueno | 13º Congresso RS

FergsPlay - Canal da Federação Espírita do RS 22/11/2025 (há 4 meses) 55:37 1,019 visualizações 137 curtidas

Educação para a vida imortal: lições que atravessam o tempo e a alma. ✨ Com leveza, emoção e sabedoria, a palestrante Eulália Bueno encantou o público na manhã de sábado, durante o 13º Congresso Espírita do Rio Grande do Sul, ao abordar o tema “Educação para a vida imortal”. Contadora nata, Eulália conduziu sua fala por meio de histórias envolventes e reflexivas, despertando risos, lágrimas e, sobretudo, a vontade de aprender mais sobre o processo educativo do espírito — aquele que ultrapassa os muros da escola e segue conosco pela eternidade. Inspirada em O Livro dos Espíritos, especialmente na questão 917 — que trata da educação como caminho para o progresso moral —, a palestrante lembrou que “a arte de manejar os caracteres exige experiência e observação”. Citando obras de André Luiz, como Entre a Terra e o Céu e Ação e Reação, destacou que a verdadeira educação começa no lar, onde se formam os alicerces do “currículo espiritual reencarnatório”. “A família é uma microhumanidade”, afirmou, “e nela encontramos o laboratório de nossa regeneração”. Ao citar autores como Joanna de Ângelis e Chico Xavier, Eulália provocou a plateia a refletir sobre sua própria missão: “Estamos com muita saudade de Jesus”, disse, ecoando a necessidade de vivermos os ensinamentos do Cristo no cotidiano. Nascida em Portugal e radicada em Santos (SP), onde fundou o Lar Espírita Caminho do Cristo, a autora e palestrante encerrou sua fala com um convite inspirador: “Agora é o único tempo que você possui. Viva, trabalhe e eduque com vontade.” 💙 #13CongressoEspíritaRS #DoutrinaEspírita #Espiritismo

Transcrição

Bom dia. >> Bom dia. Eu estou me sentindo no umbral, iluminada por vocês. Primeiro eu tenho que me descrever e vou começar dizendo que sou uma mulher de estatura mediana, 1,61 m de altura. Meus cabelos são quase à altura do final do pescoço, castanhos, olhos castanhos. Estou usando um vestido de fundo branco com rosas e um casaquinho preto. Meus cabelos perderam a cor. São brancos como a neve da saudade da mocidade que foi, mas que guardam em si todas as alegrias vividas, a maior parte delas porque sou espírita. E o espiritismo nos abre um horizonte infinito de possibilidades. Quando se trata de nos encontrarmos assim, neste meio amoroso que tão bem representado esteve aqui ontem com a diretoria executiva da FERGs, cada um falando de si, nos dando a dimensão do obstáculo que se ergueu de alguns anos para cá. nas sequências da pandemia e posteriormente a grande enchente que tomou de assalto os ricos pampas do Rio Grande do Sul, esse povo corajoso, valente e que luta diariamente pela reconstrução. Me recordo de uma imagem que nos chegou nos primeiros dias do prédio da Fergs, a livraria, o depósito totalmente inundado e ver que eles não desistiram. ouvir do Antônio ontem os esforços, o sacrifício e chegar aqui, juntar todos nós e dizer: "Nós somos espíritas cristãos". Se a arena nos convida ao desafio que seja da própria existência física, nós adentraremos cantando como os mártires do primeiro século, porque seguimos os passos do mestre Jesus. Gratidão, Ferges, por vocês serem essa família de amor e nos permitirem estar aqui com vocês, com todos os nossos amigos que pudemos nos juntar para falar de espiritismo. Nos pedem a educação do espírito imortal. Isso nos convoca algumas reflexões muito importantes e fomos buscar, obviamente no livro dos espíritos, na sua questão 917, qual o meio de destruir-se o egoísmo, a educação conveniente entendida constitui a chave do progresso moral. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como como a de manejar as inteligências,

ual o meio de destruir-se o egoísmo, a educação conveniente entendida constitui a chave do progresso moral. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como como a de manejar as inteligências, que somos tão hábeis hoje, conseguirse a corrigi-los do mesmo modo que se aprumam as plantas novas. Essa arte, no entanto, exige muito tato, muita experiência e profunda observação. onde estabeleceremos esse processo educativo que vai conosco para a imortalidade, permitindo que o nosso currículum espirituales reencarnatório seja mais suave. A gente aprende com a Sandra, não é à toa que ela é doutora em educação, né? Então, onde onde vamos ao livro Entre a Terra e o Céu de André Luiz, capítulo 39, ponderações. Aliás, o próprio tema do capítulo já nos convida a sermos ponderados. No santuário doméstico, as afeições transviadas se recompõe a fim de que possamos demandar o futuro. Ao clarão da felicidade, ninguém avança sem saudar as dívidas do passado. Pois é, mas na maioria das vezes esse santuário evolutivo do espírito permanece abandonado como se ele fosse uma máquina que se autogerisse. Bastaria conectá-la a uma corrente elétrica ou a uma bateria e por si só esse equipamento funciona, mas não é verdade. Então, nós fomos resgatar a história de Iseet, esse homem das primeiras décadas do século XX, que se tornou famoso, para não dizer, o mais famoso advogado do mundo, o mais bem sucedido não perdia uma causa. interessante. Ele era advogado de uma única pessoa, Al Caponei. gangster, um criminoso que burlava todas as leis, que sabiamente Ed ou Edward conseguia blindar e livrar de todas as acusações. Ed tornou-se milionário, já não conseguia mais avaliar o porte das suas posses. Morava na maior mansão de Chicago. Era um local invejado. E quando seu único filho completou 15 anos, no meio daquela festa que reunia a nata da elite daquela cidade e de outras, ele parou num canto do salão, vendo seu filho adulado pelos seus amigos. ante as suas possibilidades, porque não o poder que talvez teria no

esta que reunia a nata da elite daquela cidade e de outras, ele parou num canto do salão, vendo seu filho adulado pelos seus amigos. ante as suas possibilidades, porque não o poder que talvez teria no futuro. E ele refletiu: "Meu Deus, o que é que de verdade eu vou deixar para o meu filho?" Não tenho dúvida. uma fortuna imensa. Talvez ele possa viver várias vidas e a fortuna permanecerá inabalável. Porém, ele vai ficar conhecido como o filho do advogado que defendeu o maior criminoso, o maior gangster de todos os tempos. Isso vale a pena? Será que é esse tipo de herança que Deus espera que eu deixe para o meu filho? E nós abrimos aqui um parênteses do que aconteceu exatamente em 1929 e que se for projetado para a atualidade, com absoluta certeza pode se repetir que não causará estranheza a grande maioria das criaturas humanas. nesse ano de 1929, concorrendo ao título de O homem mais importante do ano, repito, concorrendo ao título de homem mais importante do ano, Par a par, com Albert Einstein e Mahattima Gandy. Al Capone levou o título: "Vejam a sociedade naturalmente corroída nas suas bases morais. E e trago a lembrança de uma forma muito clara e que nos convoca a responsabilidade, o livro Vidas vazias da benfeitora Joana de Angeles Por Divaldo Pereira Franco, onde ela nos alerta que sem nos darmos conta, porque seguimos os preceitos que a sociedade adota. Já deixamos de questionar se são morais, são normais, todo mundo faz. Nós vimos nos esvaziando de humanidade. E humanidade é composta de moral ilibada, olhar em direção ao nosso próximo. conceito de dignidade estabelecida para seguir os parâmetros do modelo e guia que é Jesus e que nos deixou resumido numa única frase: "O que devemos fazer para a educação do espírito imortal que somos? Ama a Deus sobre todas as coisas, de todo o teu entendimento, de todo o teu coração e ao teu próximo como a ti mesmo. Ed levou ao FBI exatamente a denúncia e ofereceu toda a manipulação processual que a sua inteligência e habilidade

, de todo o teu entendimento, de todo o teu coração e ao teu próximo como a ti mesmo. Ed levou ao FBI exatamente a denúncia e ofereceu toda a manipulação processual que a sua inteligência e habilidade conseguiram estabelecer para livrar ao Capone de todas as acusações. E o órgão governamental pediu que ele teria que fazer a acusação cara a cara com Alcapone durante o tribunal, durante a sessão do tribunal. Pensando no filho, ele aceitou. sabia que ia morrer, mas que importava se ele conseguisse deixar para o filho aquele bem imperecível, valia a pena. Ele foi, fez toda a sua parte, conseguiu a condenação de Al Capone, ganhou a proteção do FBI e aguardou a morte que veio a breve tempo. e foi metralhado nas ruas de Chicago, numa armadilha bem feita, com o mesmo comando de Alcapone, que estava prisioneiro. A polícia, ao abordá-lo, abordar o corpo, encontrou em seus bolsos um rosário, a esfinge de um santo e um pequeno bilhete que eu faço questão de ler tal qual se encontrava e que façamos de conta que o recebemos agora aqui no Congresso, estamos lendo, vamos botar no bolso e todos os dias a gente tira, só para dar uma olhadinha, o relógio da vida recebe corda apenas uma vez. Nenhum homem tem o poder de decidir quando os ponteiros irão parar, se mais cedo, se mais tarde. Agora é o único tempo que você possui. Viva, ame e trabalhe. com vontade. Não ponha nenhuma esperança no tempo, pois o relógio pode parar a qualquer momento. Esse era o ano de 1929. Em 1942, logo após o trágico ataque a Pe Harbor, os Estados Unidos viajava pelo Oceano Pacífico com tropas de alto poder destruidor a bordo de um enorme porta-aviões, USS. Lexington e muitos aviões iriam decolar em direção às Filipinas, onde uma base japonesa concentrava os grandes aviões de ataque que destruíram a base no Havaí. Eles iriam bombardeá-las. levantou um esquadrão e um dos pilotos já quase a meio caminho, percebeu que o seu painel começou o do avião, a dar aviso de baixo combustível. Primeiro pensou, talvez um botão,

s iriam bombardeá-las. levantou um esquadrão e um dos pilotos já quase a meio caminho, percebeu que o seu painel começou o do avião, a dar aviso de baixo combustível. Primeiro pensou, talvez um botão, mas não era. Alguém havia esquecido de colocar o combustível no seu avião. Ele comunicou o comandante que imediatamente mandou o retornar, mandou-o voar pelo caminho mais curto para garantir que iria chegar ao porta-aviões e mesmo assim não seria 100%. Esse homem, Edward Henry Butther, ele simplesmente cruzou com uma frotilha de aviões e sem pensar duas vezes, percebeu que voam em direção ao porta-aviões. Eram seis. Com o risco da própria vida, ele lembrou-se de que seu pai dizia: "Melhor morrer a serviço da da dignidade do que ser um herói da imoralidade que as multidões aplaudem." Ele atacou e derrubou três aviões. Os demais fugiram e com todas aquelas manobras, quase tinha certeza que não conseguiria pousar, mas conseguiu. E no início desse ano, de 1942, ele foi homenageado pelo autoado. americano, exatamente como um herói da pátria. O seu nome hoje é o nome de um dos maiores aeroportos do mundo, Butcher, em Chicago. E quando ele foi chamado a se pronunciar no momento em que recebia a condecoração, alguém lhe perguntou: "Ei, meu jovem, que coragem?" Ele sorriu e disse: "Meu pai aboliu deixar-me a herança em dinheiro para me deixar a herança da dignidade. Ele era o filho de Ised, o advogado de Alcapone, que preferiu morrer e deixar para o filho maior de todos os exemplos. Diz-nos, André Luiz, também nesse mesmo capítulo ponderações, identificamos no lar humano o caminho de nossa regeneração. A família consanguínea na Terra é o microcosmos de obrigações salvadoras em que nos habilitamos para o serviço. A família maior que se constitui a humanidade inteira. A família consanguínea é a microumanidade. podem ter absoluta certeza que os problemas que iremos enfrentar no transcorrer das nossas reencarnações não serão diferentes daqueles que enfrentamos nessa microhumanidade

nguínea é a microumanidade. podem ter absoluta certeza que os problemas que iremos enfrentar no transcorrer das nossas reencarnações não serão diferentes daqueles que enfrentamos nessa microhumanidade ou família consanguínea e que é o reduto de amor amorosamente preparado. décadas antes da nossa chegada à Terra, onde se congregam os espíritos que mais se afinizam conosco, mas também os nossos desafetos, para aprendermos a resolver nesse reduto que é a primeira reunião mediúnica da qual participamos na Terra, onde na aprendizagem da convivência. Vamos à reunião mediúnica, temos o dialogador, temos os médiuns de sustentação. Algumas poucas palavras podem colocar em cheque toda a conduta do espírito até então, mas não a modificarão, porque ninguém se modifica instantaneamente. Nessa reunião mediúnica chamada família, nós podemos nos transformar moralmente. Sandra colocou ontem aqui que procuramos nos entregar às tarefas espíritas, dizendo: "Dialoguei com tantos espíritos, dei passe em tantos espíritos, recebi tantos espíritos, entreguei tantas cestas sociais, mas eu me autoiluminei, eu me auto modifiquei, aproveitando exatamente ente essa microumanidade que se talvez faltasse um único membro não poderia se constituir. ao livro Ação e Reação de André Luiz no seu nono capítulo, a história de Silas, que eu não vou narrar porque quero que vocês busquem para compreender o quanto estava a reencarnação de toda uma família porque faltava um membro. Ali estão nossas disciplinas morais, porque o processo de educação do espírito não é o processo cultural que nós buscamos nas escolas da vida, mas a educação familiar pode modificar o nosso comportamento em qualquer local, em que nos encontremos. diz prosseguindo André Luiz que a humanidade é a macrofamília ou família do Cristo. Ele nosso modelo e guia, nossa disciplina mais difícil que vamos aprendendo exatamente no dia a dia de nossas existências. Diz-nos o livro Família, um livro pequenino, mas portentoso, de Emanuel por Chico Xavier, página aos

, nossa disciplina mais difícil que vamos aprendendo exatamente no dia a dia de nossas existências. Diz-nos o livro Família, um livro pequenino, mas portentoso, de Emanuel por Chico Xavier, página aos pais. Só haverá educação se ajudarmos a criança a caminhar na estrada produtiva da disciplina. Então, prestemos atenção. Já a pergunta 385 do livro dos espíritos traz a questão em que muitos de nós, pais nos debatemos. Qual a razão da mudança que se opera no caráter do indivíduo em certa idade, especialmente ao sair da adolescência? É o espírito que se modifica. É o espírito que retoma sua natureza e se mostra tal qual era. Os espíritos só entram na vida corporal para se aperfeiçoarem. É caminho único para se melhorarem. A fragilidade dos seus primeiros anos os torna brandos, possíveis ao conselho das experiências e dos que devam fazê-los progredir. É quando se pode reformar o seu caráter e reprimir os seus maus pendores. Não é qualquer coisa que está na resposta dessa pergunta. Quando vamos ao consolador, Emanuel nos alerta exatamente na pergunta 109, dizendo que a reencarnação apenas se completa em torno dos 7 anos de idade. Demorei muito para compreender isso. Então, até os sete a gente tá meio reencarnado. ficava pensando, mas é o equipamento cerebral, o equipamento biológico, sendo devagarinho assomado pelo espírito. O primeiro um hemisfério, o hemisfério das reações espirituais. do entrelaçamento, depois o hemisfério esquerdo, da convivência, da fala, nós vamos nos assenando assim de forma sutil daquele equipamento magistral. E acho interessante porque no livro Pensamento e Vida, que é uma leitura obrigatória que deveria ser estudado nos Evangelhos do Lar com os filhos, pensamento e vida, vida e sexo. a sua lição eh intitulada Filhos, pensamento e vida, percebam a destreza de Emanuel, porque ele diz assim: "Nasce a criança trazendo consigo o patrimônio moral que lhe marca a individualidade, primeira parte. Tudo que ele traz da reencarnação impressiona-lhe o corpo

streza de Emanuel, porque ele diz assim: "Nasce a criança trazendo consigo o patrimônio moral que lhe marca a individualidade, primeira parte. Tudo que ele traz da reencarnação impressiona-lhe o corpo que corresponde àelas vivências indispensáveis para a aquisição de um patrimônio moral diferenciado. Abe, no entanto, aos pais e aos mestres, os exemplos morais que lhe imprimirão na nova chapa cerebral as imagens que lhes influenciarão a vida inteira. Quando nós investimos e muitas vezes nos sobrecarregamos excessivamente, conversando com os amigos aqui que já são avós, nós lembramos que, de certa forma não tivemos tanto tempo para curtir os nossos filhos, para acompanhar-lhes os primeiros passos, mas para sentir-lhes as inclinações da alma. Porque desde o berço onde eles aportam na insegurança de uma nova vida, onde nós vemos aquele corpo terro quase desaparecido no berço que idealizamos, eles olham para nós aguardando que os nossos braços os acolham encontro ao cora e possamos sentir-lhes a necessidade como espíritos que são, talvez tendo uma oportunidade que há muito, há muito não lhes fora possibilitado. É um recomeço. Depositam em nós as esperanças da sua transformação moral. para receber exatamente nessa primeira infância os exemplos morais que Ised, embora o seu filho já tivesse 15 anos, não temeu fazer um grande movimento de transformação que lhe legasse a maior e mais segura de todas as heranças, que ele que fazia tornar-se um espírito diferenciado a ponto de não hesitar em dar a sua vida a favor do seu próximo. emos para perguntar ao nosso coração que herança estamos deixando para os nossos filhos e que filhos estamos deixando de herança para o planeta. Será que serão espíritos que muito mais do que nós, porque nos amolentamos, se entregarão a estabelecer de fato a regeneração na Terra? Ou serão aqueles que a complicarão antepondo-se ao cristianismo? Porque os espíritos não confrontam com o Cristo. Eles sabem quem é o Cristo. Já eles também sabem quem são os

o a regeneração na Terra? Ou serão aqueles que a complicarão antepondo-se ao cristianismo? Porque os espíritos não confrontam com o Cristo. Eles sabem quem é o Cristo. Já eles também sabem quem são os supostos cristãos. Então eles nos disputam para diminuir aqueles que seguem capazes do próprio martírio para seguir Jesus. O que estamos oferecendo, com o que contribuímos para dar a esses espíritos que retornam ao nosso lar, à nossa família? que segundo Emanuel também no livro Vida e Sexo, na lição 17, aborto diz que de todos os institutos sociais da terra é sem dúvida nenhuma, a família o mais importante em questão dos alicerces morais. Querem sim destruir-lhe esses alicerces. Querem sim que nos desvinculemos desses espíritos que não de hoje, mas de muito tempo fazem parte da nossa história, que estão se colocando novamente em nossa vida, não apenas para que lhes oportunizemos um processo de recuperação, mas para que na companhia deles possamos acima de tudo nos recuperarmos dos deslizes do nosso passado. Necessariamente esse deve ser um processo de dor intensa? Não, a dor é exatamente da grandeza ou da distância em que nós desviamos do caminho. Conforme nos distanciamos do caminho da moralidade, passamos a confrontar as leis divinas, é claro que sentiremos sobre nós as consequências desse afastamento. É por isso que Chico dizia com plena sabedoria: "Nós estamos com muitas saudades de Jesus". Recolhemos uma história impressionante de um jovem e promissor casal norte-americano, ele senador dos Estados Unidos, que concorreu e venceu para governador da Califórnia. Ele procedia de uma família riquíssima, dona das maiores ferrovias dos Estados Unidos, chamado LAN Stanford. Ela, Jane Stanford, uma mulher de uma beleza ímpar, que também procedia de uma família de grandes posses econômicas na área bancária. Fútil, ocupava o papel que a sociedade lhe impunha aceitá-la, para adulá-la. Eles tinham um filho, Lelan Stanford Júnior. Quando ele foi para São Francisco assumir o seu cargo, mandaram construir ali

Fútil, ocupava o papel que a sociedade lhe impunha aceitá-la, para adulá-la. Eles tinham um filho, Lelan Stanford Júnior. Quando ele foi para São Francisco assumir o seu cargo, mandaram construir ali próximo, em Palo Alto, uma mansão, que seria também a residência do governador em forma de u, a parte frontal, a parte governamental. Um dos lados, a ala de convivência do casal, o outro a ala reservada ao filho, cercado por uma babá irlandesa, dona de uma disciplina ímpar e uma francesa dona de uma etiqueta incomparável. Mas Land vivia numa ilha isolada. Vez por outra ouvia falar do governador e sua esposa, muito comentados nas redes de convivências sociais. Ela supostamente uma dama caridosa que comparecia a todos os eventos, mas ele não conhecia nem o pai, nem a mãe. jornalista porque nunca conseguira uma entrevista com Jane Stanford. Vingou-se dela. Descobriu uma tia que acabara de morrer num gueto, uma rua estranha, uma casa pobre de São Francisco. Era de uma linha não muito bem quista da família. Ninguém sequer foi ao seu sepultamento e ele fez questão de estampar no jornal como uma grande manchete, impondo a senora Jane Stanford um luto que ela odiaria. seis meses, vestindo-se totalmente de negro, sem poder comparecer a eventos sociais, nem tampouco usar joias. Esses eram os valores dela. E nesse sonho considerava que estava deixando para o seu filho um verdadeiro império que ele talvez nem precisasse trabalhar, pudesse usufruir melhor do que eles. e entediada, revoltada, certa feita, desabafou com uma amiga e ela lhe disse: "Horas, eu posso arranjar algo para você sair de casa, qualquer coisa". Então elas resolveram visitar o maior orfanato de São Francisco, encher carruagens de gulose, levar animadores, ela ia poder sair de casa em grande estilo. Claro, ela convocou todos os jornalistas alguns dias antes, porque estava totalmente sozinha. Ela lembrou-se que tinha um filho e foi a ala em que ele residia. Quando adentrou, ouviu uma balada ao piano, linda, triste, parece que lhe apunhava o

uns dias antes, porque estava totalmente sozinha. Ela lembrou-se que tinha um filho e foi a ala em que ele residia. Quando adentrou, ouviu uma balada ao piano, linda, triste, parece que lhe apunhava o coração. Ela sentiu-se mãe, adentrou a sala, sentou-se ao lado de Leland, deitou a cabeça sobre as suas pernas, ouviu até o fim. era seu filho que dedilhava o piano. Ele estava aproximadamente com 10 anos. E ela disse: "Leland, eu não sabia que tocavas com tanta maestria, mas é uma música tão triste, Leland. É a minha história, mamãe. É uma balada que a minha a minha ama da Irlanda me ensinou a tocar. Conta a história de um casal de pescadores que tinham apenas um filho. Todo dia pela manhã eles iam até a praia. Ela tomava o filho nos braços, subia uma pedra e ficava acenando para o barco que partia até que ele desaparecesse do horizonte. Mas um dia, mamãe, um dia o barco não voltou e ela ficou ali naquela pedra úmida e fria, noite e dia, embalando seu filho, aguardando que o barco voltasse. Todas as demais esposas haviam ficado viúvas e já sabiam, mas ela não aceitava. E não suportando, sentou a criança naquela pedra úmida e fria e atirou-se às ondas do mar. Leland, é muito triste. É, mamãe. Aquela criança ficou lá sozinha numa pedra fria. É a minha história, mamãe. Não digas isso, Leland. Tu és o filho do governador da Califórnia. Sua mãe é Jane Stuffford. E eu continuo sozinho na pedra fria. Ela saiu dois dias depois, o burburinho, os repórteres, tudo cobrindo a saída das carruagens. Leland ouviu aquele alvoroço, invadiu a área governamental, foi a sacada e disse: "Mamãe, o que está acontecendo? Uma festa?" E obviamente os repórteres voltaram-se para aquele ser estranho para eles. Quem era? Quem é? Quem é? é meu filho. A senhora tem um filho. Então a senhora vai levá-lo, está indo ao orfanato. Ela constrangida e porque Lela de descobrir e disse: "Sim, eu vou com mamãe". E já desceu e já tomou assento na carruagem e foram. E Leland apaixonou-se pelos órfãos. Mamãe,

lo, está indo ao orfanato. Ela constrangida e porque Lela de descobrir e disse: "Sim, eu vou com mamãe". E já desceu e já tomou assento na carruagem e foram. E Leland apaixonou-se pelos órfãos. Mamãe, veja, meus irmãos, os órfãos. Ela procurou desvencilharse, sair. Aquela não era convivência para o seu filho. Eram crianças descartadas, pobres, sem nenhum tipo de nobreza, educação, cultura. Ela tomou Land a força pela mão, encerrou o passeio e encerrou a alegria de Leland. Um dia depois, a ama veio e disse: "Senhor, ele queima em febre, ele quer voltar para ver os irmãos, os órfãos por nada nesse mundo. Os dias se passaram e Leland não melhorava. O médico veio, chamou-a e disse: "Senhora, em seus delírios da febre, ele fala dos irmãos, os órfãos. O que é isso?" Ela contou-lhe revoltada e ele disse: "Então, a senhora só tem duas saídas. Essa febre é emocional, mas ele está definhando, senhora. Ele é uma criança léve. Nunca. Então, tire-o daqui. Tirarei. Ensetou uma viagem de cruzeiro por vários países do mundo. E Leland, fragilizado, por onde o navio passava, ele ia a poa, a popa, apontava e dizia: "Mamãe, para que lado fica São Francisco?" Para lá. Ah, mamãe, é lá que estão meus irmãos, os órfãos. Leland. Dias no navio. Leland contraiu difiteria. Agravou-se o estado. Precisaram desembarcar. Ela conduziu para a Viapia em Roma, o hotel mais famoso. Mandou buscar o médico da rainha Vitória da Inglaterra. Ela era Lelan Stanford. Ele e tantos outros médicos se desprenderam. Lela agonizava. Os seus olhos verdes pousavam nos olhos verdes de sua mãe e só sabiam dizer: "Mamãe, me leve para casa, me leve para que eu possa ser feliz junto dos meus irmãos, os órfãos". Ela começou a fechar-se numa tristeza imensa. E certa feita, o médico lhe diz que não haveria salvação. O filho olha para ela e diz: "Mamãe, pegue-me no colo, como há muito tempo você não faz. Agora era fácil. Lel definra. Era uma folha de outono que se desprendera de uma árvore sem a seiva da vida. Ela tomou em seus braços corroída de

ãe, pegue-me no colo, como há muito tempo você não faz. Agora era fácil. Lel definra. Era uma folha de outono que se desprendera de uma árvore sem a seiva da vida. Ela tomou em seus braços corroída de arrependimento. Leve-me à janela, mamãe. Ela o levou. Para que lado fica São Francisco? Ela olhou para o médico, ele apontou-lhe, ela disse para lá, Leland, mamãe, me leve para casa para os meus irmãos, os órfãos e mamãe nunca mais os deixe. E morreu. A senhora de Stufford embalsamou-o, colocou-o numa urna de cristal, era um príncipe. Aportou em São Francisco vestida de negro, despida de todas as joias, mas despida da sua presunção. Ela naquele momento era mãe e dava-se conta que perdera a grande oportunidade da vida de dar aquele que lhe fora confiado por filho, a maior heranças, aquela que a traça não corrói, que a ferrugem não consome e que poderia estar lhe abastecendo aquele corpo frio, inerte. parou a porta do orfanato. As crianças correram, ela olhava, de fato, o estava enlouquecendo. Parecia que Leland sorria. Ela chegou a ver um átimo de cor tomar o seu rosto, mas era tarde demais. E ali ajoelda ante o esquif do filho, ela disse: "Leland, eu te juro, meu filho, nunca mais deixarei de ser a mãe de teus irmãos, os órfãos. Lhes darei não apenas a cultura, o amparo, que por falta deles foram atirados a este local segregado do mundo. Eu lhes serei mãe de amor, nada lhes faltará. Leland foi sepultado nessa mesma propriedade, num pequeno alteplano, sobre uma árvore de flores vermelhas que caíam como lágrimas de sangue sob o singelo túmulo, onde Jane fez questão de escrever: "Aqui descansam para sempre os olhos verdes de meu filho. Lelan Stanford nunca mais usou uma joia, nunca mais vestiu outra cor que não fosse o negro. E junto a seu esposo LAN Stanford, em honra ao filho, eles fundaram uma das maiores, uma das 10 maiores universidades do mundo, a Universidade de Stanford, a casa mãe onde Leland, por certeza voltou a viver, voltou a sonhar. voltou para descobrir que, enquanto ele não pôde usufruir

s, uma das 10 maiores universidades do mundo, a Universidade de Stanford, a casa mãe onde Leland, por certeza voltou a viver, voltou a sonhar. voltou para descobrir que, enquanto ele não pôde usufruir da verdadeira arte da educação que é conquistada nos braços de pai e mãe, sob a disciplina da matéria do amor, porque só o amor cobrirá a multidão de pecados. Só quando descobrirmos o valor do amor, nós deixaremos ruir todo o egoísmo, toda a ânsia de dominação. Nós também saberemos, sentiremos que somos imortais porque nos esquecemos disso no dia a dia. Somos espíritas, acreditamos, temos certeza da reencarnação, mas a maioria das vezes agimos como se esta fosse a única vida. Sim, como disse Isiede, o relógio da vida só dá corda uma vez por cada vida. Nós não sabemos quando ele vai parar, mas tenhamos cuidado para que no momento em que tiver estipulado a sua parada obrigatória, nós possamos descer desta carruagem iluminada chamada reencarnação, carregados de amor. Deixemos saudades nas lágrimas dos olhos de nossos filhos, que se eles tiverem algo para reclamar de nós, que só possam dizer: Estreitaram-me tanto em seus braços e incansavelmente me disseram que me amavam e que queriam que através dos seus exemplos, não das suas conquistas, da fortuna que angarearam, das roupas de grife, do lar luxuoso, do bairro que todos almejam, da escola mais cara. Não, não, eles não foram buscar os valores amoedados, porque você ganha hoje, pode nem ganhar licitamente e perde amanhã. Mas quando a fortuna procede do coração, ela acompanha-nos por toda a eternidade, oferecendo-se, oferecendo-nos nessa disciplina ímpar a conquista de nós mesmos, para, como disse Jesus, atravessarmos todas as aflições e vencermos. o mundo. Muita paz e profunda gratidão a todos.

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