Divaldo Franco - Amor, alimento da alma

Mansão do Caminho 06/02/2021 (há 5 anos) 52:35 112,921 visualizações 8,490 curtidas

Divaldo Franco - Amor, alimento da alma

Transcrição

Jesus é o vulto mais completo [música] da humanidade. em menos de 400 meses, construiu um reino cujas balizas foram implantadas em quase três anos nos corações, num tempo hostil e no lugar remoto, sendo essa a mais grandiosa obra de civilização de todos os séculos. Esse é um reino diferente superior. Os sinais característicos do seu país permanecem no conserto de todas as nações. Sua bandeira é branca, simbolizando a paz. Seu hino nacional é o amor que todos podem cantar e viver. suas armas para a defesa, a sua [música] misericórdia e o perdão que se fazem de fácil manuseio. O seu idioma é a bondade que todos compreendem sem qualquer esforço, sendo de simples e rápida assimilação, sem fronteiras limítrofes, estende-se por todos os demais reinos, independente ideal, sustentando os sofredores de toda parte, dando-lhes a nacionalidade básica, permanente, expressa na legítima fraternidade que unirá [música] todas as criaturas. Sobrevivendo ao passado, ele resistirá ao futuro, unindo as criaturas diferentes no só rebanho que conduzirá ao Pai, após a luta final contra as paixões que cada súdito deve travar no íntimo de si mesmo para a perfeição anelada. Joana de Angeles. Nosso cordial boa noite a todos e votos de saúde e paz. Estamos iniciando daqui de Fortaleza o nosso programa que ocorre sempre as sextas-feiras, Espiritismo em Pauta. Hoje com um formato diferente em razão da parceria que fazemos com a TV Mansão do Caminho. O programa Espiritismo em Pauta foi idealizado pela diretoria atual da Federação Espírita do Estado do Ceará e começou a ser editado a partir de junho do ano passado em face. da celebração dos 110 anos do início do trabalho federativo no estado do Ceará. resultado do labor extraordinário daquele que foi a glória da oratória espírita em terras brasileiras até a primeira metade do século passado, o tribuna de coruel de Carvalho. E hoje, aproveitando esse início de fevereiro, que há muitos anos é de hábito termos conosco fisicamente, o nosso Divaldo Pereira Franco,

ira metade do século passado, o tribuna de coruel de Carvalho. E hoje, aproveitando esse início de fevereiro, que há muitos anos é de hábito termos conosco fisicamente, o nosso Divaldo Pereira Franco, acertamos com ele que em face das circunstâncias do momento atual pelo qual nós passamos, mesmo assim ele não deixaria de marcar a sua presença, de estar juntos dos seus irmãos cearenses. Para quem não sabe, Divaldo é cidadão fortalezense desde 1979 e cidadão cearense desde 2010, portanto é filho também da terra de Bezerra de Menezes e de Viana de Carvalho. E sempre há anos ele tem vindo estar conosco, normalmente no mês de fevereiro, para nos trazer a sua palavra. Portanto, hoje nós vamos ter a oportunidade de estarmos, mesmo que virtualmente, com o nosso Edivaldo Pereira Franco, esse aralto da esperança, nesses dias tão difíceis, mas de renovação pelo qual nós passamos, a fim de que ele desenvolva para nós um tema grandemente importante às nossas vidas, o amor, alimento da alma. Este é um ano especial para nós espíritas cearenses, porque além da celebração dos 190 anos de nascimento do grande apóstolo da fraternidade e da unificação do movimento espírita brasileiro, nascido em terra cearenses, o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, fato este que acontecerá no dia 29 de agosto deste ano. Nós temos também o ensejo de celebrar os 70 anos da primeira visita que Edivaldo Franco fez à Fortaleza e ao estado do Ceará. Este fato ocorreu no dia 13 de outubro de 1951, quando aqui ele esteve, muito jovem, integrando a equipe capitaneada pelo professor Cloves Tavares, que trazia a Fortaleza naquela ocasião o médium espiritualista italiano Pietro Ubalde, Edivaldo Vinha acompanhando essa comitiva e, portanto, marcou presença em nosso estado. de lá para cá, com certa regularidade, ele não tem deixado de comparecer aos convites, particularmente aqueles feitos pela Federação Espírita do Estado do Ceará. Então, nesses 70 anos, Divaldo, que você convive conosco, que você veio a primeira vez ao nosso estado

mparecer aos convites, particularmente aqueles feitos pela Federação Espírita do Estado do Ceará. Então, nesses 70 anos, Divaldo, que você convive conosco, que você veio a primeira vez ao nosso estado 70 décadas passadas, nós queríamos, em nome da família espírita cearense, dos seus também conterrâneos, externarmos o nosso reconhecimento, a nossa gratidão por sua semeadura de estrelas na terra desse espírito que você tanto ama, Dr. Bezer de Menezes e daquele que o assiste há muitos anos nesse trabalho de parceria na divulgação da Boa Nova Espírita, o outro grande tribuno do nosso país, Viana de Carvalho. Então a você, querido amigo, desse que o tem como um pai pelo coração, em nome dos espíritas cearenses, muito obrigado por tudo quanto você tem feito por nós e de maneira especial pela nossa, pela sua federação espírita do estado do Ceará. Com a palavra de Vald. Queridas irmãs, queridos irmãos espiritistas, caras amigas, caros amigos que nos acompanham pela web TV Mansão do Caminho, pela web TV da Federação Espírita do Ceará e pelos demais órgãos da comunicação social, nossos votos de muita paz. O nosso querido Luciano fez-me dar um salto quântico no tempo e na relatividade do espaço. Rever-me chegando à Fortaleza pela primeira vez em 1951. Desde então, encantei-me com a cidade do sol e tenho retornado inúmeras vezes para banhar-me na água lustral da verdadeira fraternidade, na Federação Espírita do Estado do Ceará. E não me posso furtar ao prazer de evocar a razão pela qual eu me encontrava na caravana do professor Baldi. O notável espiritualista italiano que nasceu em Folino, estava realizando uma viagem ao Brasil. Esse homem notável que deixou um grande legado na literatura e um grande legado nos exemplos de verdadeiro cristão, é a demonstração nítida do poder da imortalidade. Os espíritos sopram onde quer disse Jesus a Nicodemos. E nós sabemos que constituem a mais poderosa força que o pensamento pode conceber. Naquele período longínquo, o professor Pietro Baldi,

talidade. Os espíritos sopram onde quer disse Jesus a Nicodemos. E nós sabemos que constituem a mais poderosa força que o pensamento pode conceber. Naquele período longínquo, o professor Pietro Baldi, que havia recebido um prêmio de literatura, visitava o Brasil pela primeira vez. Notabilizara-se por uma obra que publicara nos anos 30. denominada a grande síntese. Quando a Federação Espírita Brasileira publicou esta obra, antes de o fazer, o Dr. Antônio Vantuio de Freitas consultou o espírito Emanuel através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier. E o que Emanuel falou a respeito do médium O balde e da obra A Grande Síntese revela a extraordinária tarefa desse missionário que concluiu a sua jornada abençoada no Brasil, na cidade de São Vicente, no estado de São Paulo. Ele vinha trazer novas obras e, provavelmente, estudar a possibilidade de ficar no Brasil para desempenhar a tarefa gigantesca de missionário do amor e do saber. O professor Baldi vivia na região de Folino e logo depois da Primeira Guerra Mundial ele ficou muito abatido porque o seu filho varão foi devorado pelo monstro das batalhas. certa feita, materialista, intelectual, mestre no ginásio de Folino, ele resolveu visitar a Assis, é relativamente perto. E chegando a Assis, aspirou o ar da presença psíquica de São Francisco, que ainda permanece naquela região dúida da Umbria. E estando de joelhos diante da tumba imensa em uma grande pedra na parte baixa da igreja, ele sentiu uma força estranha tomar conta dele e de imediato ele pegou de um caderno e começou a escrever. escreveu com celeneridade em casa continuou. E logo depois de dois ou três dias ele havia concluído uma obra a qual denominou As Grandes Mensagens. Essas mensagens eram ditadas pelo espírito de verdade. O espírito do Senhor, que sempre visita as criaturas da terra, havia convocado o seu antigo discípulo Pietro Balde para que trouxesse à Europa atormentada uma mensagem incapaz de resistir ao materialismo científico. E foi o que ocorreu nos anos imediatos.

terra, havia convocado o seu antigo discípulo Pietro Balde para que trouxesse à Europa atormentada uma mensagem incapaz de resistir ao materialismo científico. E foi o que ocorreu nos anos imediatos. Ele começou a escrever a grande síntese, como o próprio nome diz, é uma síntese extraordinária do pensamento filosófico, apoiado na física então newtoniana, com as primeiras visões da física quântica. Estamos, repito, nos anos 20. E ao terminar a obra, ela foi um grande sucesso de literatura, de ciência e de revelação de natureza espiritual. foi traduzida a inúmeros idiomas, inclusive ao português. E foi, portanto, por volta dos primeiros dias dos anos 50 que ele formularam amigos paulistanos, um convite para vir ao Brasil falar a respeito da missão da ciência, revelando Deus, a imortalidade da alma. Ele se havia dedicado ao conhecimento da teologia católica e dizia-se católico, espiritualista. Portanto, depois de realizar um périplo pelo estado de São Paulo, quando era governador o Dr. Ademar de Barros, assessorado por alguns espíritas, ele começou a visitar o Brasil. Veio a Salvador, onde proferiu algumas conferências. Ele as escrevia em italiano, eram traduzidas, lidas. E o auditório formulava perguntas que eram traduzidas e respondidas no mesmo instante. e estava comprometido com Fortaleza. E Cloves Tavares da cidade de Campos, no Rio de Janeiro. Emininente mestre, admirável literato, escritor, que se havia também tornado célebre como espírita depois da desencarnação de sua noiva, a jovem intelectual Nina Aroeira. Cloves Tavares fascinou-se com a grande síntese e foi estudar o italiano para poder lê-la no original. Fez parte daqueles que convidaram Pineto Baldi e eu o acompanhou porque era quem fazia o diálogo em italiano. Mas uma dificuldade interrompeu-lhe a viagem aqui em Salvador e Recife e Natal. Eu fui convidado Natal, não, Fortaleza. Eu fui convidado para acompanhar o Insigne de Pescador. Era um grande místico, homem de poucas palavras e de profundas reflexões.

em Salvador e Recife e Natal. Eu fui convidado Natal, não, Fortaleza. Eu fui convidado para acompanhar o Insigne de Pescador. Era um grande místico, homem de poucas palavras e de profundas reflexões. Eu era muito jovem, estava com 25 anos e me sentia o mínimo para acompanhar um personagem tão notável. Ele sintonizou perfeitamente com a minha juventude, aconselhou-me a caminhar pelas estradas espinhosas. Falou-me dos desafios que a mediunidade ou a percepção profética, como ele chamava, ou a nouri também que ele denominava, era agredida por forças maléficas tanto da terra como do mundo espiritual. Jamais me ouvidarei daquele homem gentil, manso, dúo, falando a alguém que nem era seu discípulo, porque já era espírita, seguia a tradição kardequiana e podia agora adicionar as experiências notáveis desse médium espiritualista como sendo a segurança para o meu caminho. E ele me dizia: "O amor é a única solução para os problemas do mundo". Mais de uma vez naquela viagem até Recife e depois de Recife à fortaleza. como retorno a Salvador, ele repetia que o sentido da vida é amar e em espécie muito delicada amar Jesus, amar o Cristo cósmico, integrar-se nesse pensamento transcendente da Divina Majestade, que é um hino de amor. Chegando a Fortaleza, eu estava destacado para ler as suas conferências e para, naturalmente, após o tradutor, responder as questões formuladas. Foi essa a minha primeira jornada à Faculdade de Direito do Ceará, onde houve lugar a inesquecível conferência do grande místico e sábio que amou tanto o Brasil, que se transferiu para o estado de São Paulo, indo morar em São Vicente, entre a grande cordilheira e o mar. tendo oportunidade de escrever aproximadamente 14 ou 15 obras extraordinárias. Destaco, porém, a grande síntese pelo seu sentido espiritual, pelas informações baseadas na cultura da época e a certeza absoluta que ele nos oferece da imortalidade. Após este momento, travando conhecimento com a então União Espírita do Ceará, hoje, federação, passei a visitar a terra de Daema,

ura da época e a certeza absoluta que ele nos oferece da imortalidade. Após este momento, travando conhecimento com a então União Espírita do Ceará, hoje, federação, passei a visitar a terra de Daema, mas principalmente do riacho de sangue, na fazenda em que nasceu venerando o apóstolo Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcante, convidado por Maria Santíssima quando cumpriu 50 anos de desencarnado, a habitar qualquer um dos planetas do sistema solar, mas também a terra em que nasceu o major Manuel Viana de Carvalho, na cidade de Icó, nesse mesmo grandioso estado que eu tive a honra de conhecer. e de percorrer várias cidades desse glorioso estado. Fascinado pela obra de Ubalde, que se me tornou benfeitor e foi mensageiro de uma página ditada por sua voz. Era o seu espírito guia. Alguns pensam que seria o mesmo pseudônimo que dera a Jesus como espírito de verdade. Possivelmente sua voz era esse mesmo ser que agasalhou o homem notável e que morreu com 96 anos de idade. as recordações, portanto, da doutrina espírita que abria as portas do mundo cultural de Fortaleza para esse jovem de 25 anos, a famosa fortaleza dos grandes debates dos intelectuais, dos poetas, dos romancistas e sobretudo dos cantores, os cantores de poemas e de improvisação. De tal forma dignificou minha vida que aí eu tenho o pedaço da alma esculpido nas praias formosas que embelezam a paisagem terrestre. E o poema de amor, a doutrina espírita que traz Jesus de volta, conforme está na Bíblia, a segunda volta é toda ela fundamentada nesse hino incomparável da afetividade. afetividade é vida e quando dirigida em natureza cósmica universal é a aspiração mais elevada que se pode ter. Então eu gostaria de narrar uma história real do século XIX para deixar expresso em qualquer tempo, modo e lugar. o sentido de amor que aprendemos com Jesus e que procuramos viver na doutrina espírita. A dama era uma das mais famosas dos Estados Unidos. Estávamos por volta de 1875 em uma pequena cidade na Baia de São Francisco, na Califórnia.

os com Jesus e que procuramos viver na doutrina espírita. A dama era uma das mais famosas dos Estados Unidos. Estávamos por volta de 1875 em uma pequena cidade na Baia de São Francisco, na Califórnia. Naquele tempo, as grandes mansões de São Francisco não ficavam exatamente naquele pequeno planalto, naquela lingueta de terra que de um lado a outro está protegido por pontes que se ligam à outra parte do continente. E ali uma dama notável era casada com o então governador do estado, que era ao mesmo tempo senador da República. Era Madame Stafford. Esta senhora era conhecida como a rainha da moda. Tinha tudo que dá felicidade. Era jovem, era casada, era mãe. Seu filho tinha 11 anos nesta época, era magra também, fato fundamental da felicidade feminina. Então, madame deslumbrava São Francisco e o mundo porque a sua casa em Palô Alto ali na Bahia era um verdadeiro museu. Anualmente, madame fazia uma viagem à volta do mundo para comprar peças de antiguidade e espécimes de objetos que não possuía. Era uma mãe exemplar, porém uma mãe da moda naquele tempo. Não tinha tempo. Sendo o primeiro dema. Ela tinha que exercer várias funções, as funções do lar, portanto, a grande mansão palaciana, as funções de esposa, as funções sociais e os deveres oficiais. possui uma carruagem que era laqueada de ouro. E quando a sua carruagem saía pela rua de São Francisco, deslumbrava com os seus cavalos fogos e madame assinando, com um lenço de cambraia de linhas as pessoas, todos deslumbravam-se com o poder econômico e com a grandeza moral da administração do Estado e da sua cidade. Quando as amigas perguntavam: "E Leland? Leland, o meu filho está muito bem, ele tem tudo. Imagine que eu consegui colocar para ele uma ama inglesa vinda especialmente de Londres. Também ele tem uma babá americana e eu coloquei porque amo muito uma enfermeira francesa. Metade do nosso palácio pertence a Leland. Ele ali passa todo o tempo porque estamos dando-lhe educação individual. Os mestres vão à nossa casa e Leland é muito feliz.

o muito uma enfermeira francesa. Metade do nosso palácio pertence a Leland. Ele ali passa todo o tempo porque estamos dando-lhe educação individual. Os mestres vão à nossa casa e Leland é muito feliz. Era o que ela pensava, porque Leand tinha tudo, mas não tinha exatamente mãe. Eles encontravam-se uma vez por semana por causa dos compromissos. Quando Leland acordava pela manhã, mamãe estava dormindo. Quando Leland fazia refeição, mamãe estava preparando-se. Eram sempre desencontrado os horários, mas aos domingos, na refeição, a família se reunia à mesa e Leland fascinava aos pais. Ele possuía dois olhos verdes como duas esmeraldas. E madame dizia: "Meu filho, se eu pudesse, arrancava esses olhos e fazia um pedante para colocar no meu p esmeraldas que tu carregas na face". E beijavam e ele a beijava. Lenland amava especialmente mamãe e permanecia deslumbrado sempre que estava com ela. Era assim. a vida gloriosa desta família especial. Certo dia, no entanto, mamãe teve que ficar em casa. Havia morrido uma tia. Dessas tias velhas, pobres, que nascem em famílias ricas. Ela morava no bairro periférico de São Francisco e madame dizia: "É excêntrica. Titi é inglesa e ela gosta de viver perto dos miseráveis. Não era exatamente, mas era isso que os jornais publicavam. E a tia morreu e achou de morrer na primavera. Quando poderia ter morrido no inverno, não chamava atenção. E exatamente no dia em que abria a ópera de São Francisco. Então os impositivos sociais obrigavam que madame guardasse o luto. Uma semana de luto. E ela ficou desesperada. Perguntou ao marido, o que é que eu deverei fazer? ficar em casa uma semana inteira, eu não aguento. Ele disse: "Vá brincar com o nosso filho, porque às vezes os filhos são brinquedos para alguns pais. Não é exatamente, mas é quase isto. Ela lembrou-se de Leland e saiu correndo até a ala direita, os tapetes persas, a sala e quando empurrou a porta, Leland estava no clavicórdio uma espécie de piano antigo tocando uma balada. Madame entrou suavemente

de Leland e saiu correndo até a ala direita, os tapetes persas, a sala e quando empurrou a porta, Leland estava no clavicórdio uma espécie de piano antigo tocando uma balada. Madame entrou suavemente e viu aquelas mãos finas e brancas, deslizando no teclado branco e negro os olhos verdes de Leland, nimbado de lágrimas. Ela sentou-se, pôs a cabeça na perna do filho, olhou para cima e também se comooveu. A balada era triste. Quando Leila determinou, ela perguntou: "Meu filho, que é isto?" É uma balada francesa, mamãe da Normandia. Leland, mas é muito triste. É, mamãe, você sabe o que significa? Você estava cantando em francês, não é? Foi a minha serva da Normandia que me narrou. É a história de uma criança. A Normandia tem regiões praianas fantásticas e havia um casal de pescadores que tinha um filho mais ou menos da minha idade, mamãe. Todo dia a mãe e o filho iam até a praia levando o pai. Ele entrava na barca, tirava-se as águas, viajava e à tarde voltava com o peixe para comer, para vender, para viver todo dia. Dia, porém, ele e a mãe ficaram na pedra e a barca foi sendo levada por ventos suaves. Ela sacudiu o lenço de adeus e voltou à tarde. Quando voltamos à tarde, a barca não chegou, nem à noite, nem no dia seguinte, nem na outra tarde. Então, ao segundo dia, a mãe olhou para o filho e disse: "Espera-me, espera-me aí, eu vou buscar teu pai. A rainha do mar deve ter seduzido e entrou na água. Entrou, sumiu na água e não voltou nunca mais. E o filho ficou sentado na pedra ali dentro do mar até hoje. Ó, Leland, é muito triste. Não, mamãe, é parecida comigo. Como tu és filho do homem mais rico da América? Eu sou mulher. que possui a melhor coleção de joias da América. E tu és o menino abandonado na praia? Sim, mamãe, de certo modo, porque veja bem, papai vai sempre pescar. Sai cedo e vai para o mar dos negócios. Mamãe sempre vai visitar os lugares do dever como se fosse buscá-lo. E eu fico aqui sempre esperando chegar o domingo. Ela disse: "Leland, eu não sabia da tua tristeza.

e vai para o mar dos negócios. Mamãe sempre vai visitar os lugares do dever como se fosse buscá-lo. E eu fico aqui sempre esperando chegar o domingo. Ela disse: "Leland, eu não sabia da tua tristeza. Agora vamos brincar." pegou pela mão do filho e saiu para brincar no imenso jardim no grande pomar e Leland estavazava, ele era frágil, estavazava do sorriso, a alegria imensa de estar com Madame mais ou menos na quinta-feira ele perguntou: "Mamãe, por que você está em casa?" E ela disse: "Por quê? Nós tínhamos uma tia muito pobre, meu filho, caprichosa, e ela morreu. E quando morre alguém da família, nós temos que cumprir o luto. Oito dias de luto, isto é, sem sair de casa." Ele riu e pergunto: "Mamãe, e quantas tias você ainda tem?" Ela disse: "Não, não é exatamente assim. No sábado, uma amiga de madame foi visitá-la, uma amiga frívola e disse: "Você está aqui encarcerada neste castelo? Eu tive uma ideia amanhã. Eu descobri que existe aqui em São Francisco um orfanato e você poderia amanhã visitar o orfanato. Seria fantástico. Você ficaria famosa porque na tristeza da morte da sua tia você ia visitar crianças órfãs. Madame ficou jubilosa, mandou preparar golose e no dia seguinte, quando os lacaios desceram até a carruagem bordada em ouro, parada na porta, colocando as bandejas e preparando-se para seguir com Madame, Leland chegou à porta da rua do palacete e Madame o viu. Ele parecia um quadro de Gensburu, viludo azul, um chapéu grande com a pluma de então olhava e a mãe perguntou: "Leland, queres vir comigo?" Era a primeira vez que ele pegava a carruagem. Ele desceu correndo em toda a carruagem, bateu a porta e perguntou: "Mamãe, aonde vamos?" "Nós vamos a um orfanato." "E o que é orfanato, mamãe? Tu não sabes?" "Não, nunca ouvi falar esta palavra aqui em casa. Orfanato é um lugar de é um lugar, é um lugar de moleques de rua, né? De meninos. É um lugar de meninos que não tem mães, que não tem mães, que não tem pães. Mamãe, e aqui em São Francisco que papai é o governador, existem crianças

ar, é um lugar de moleques de rua, né? De meninos. É um lugar de meninos que não tem mães, que não tem mães, que não tem pães. Mamãe, e aqui em São Francisco que papai é o governador, existem crianças que não tem pães, que não tem mães. Ó, lógico, Lelande. Mamãe, o que que o papai faz lá em casa? Jogam-se pães para os cães e há crianças que não t pães. Leland, isto é coisa de política, viu, filho? Eu não sei, nem me interessa. Nós vamos visitar os órfãos, vamos fazer a caridade, vamos dar uns alimentos. Leland ficou impressionado. Ele não tinha ideia que havia crianças que não tinham nada. A carruagem chegou à porta. Aí apareceram algumas crianças na porta. Todas elas são iguais, maltratadas, cabelos sem cortar, dentes amostra, sujas, unhas grandes, aquele aspecto de abandono, aspecto de órfão. A palavra na Europa e na América soava sempre muito mal até hoje. E ele quando viu, diz assim, mãe, são crianças. Ele pegou uma bandeja da mão do lacaio e foi oferecer doces ao menino e perguntou seu nome John. E há uma menina esfarrapada. Seu nome Mary e E você, Jack? Mamãe. Quando madame viu ele de veludo, no meio daquelas crianças sujas, Leland chamou. Vamos embora. Já cumprimos. Já fiz caridade. Mamãe, eu quero ficar um pouco com os órfãos. Eu nunca brinco com crianças. Mamãe, os órfãos são crianças. Olha, mamãe. Lelan, vamos embora, mamãe. E ele disse para a meninada, eu vou voltar. E ela respondeu: Nunca mais. Você não pode ficar no lugar deste, meu filho. Você é o herdeiro de seu pai, herdeiro único. Você vai herdar a postura de senador, vai ser eleito e a fortuna. Lelante. Quando a carruagem chegou em casa, ele pegou o braço da mãe, levoua correndo ao quarto e da janela disse: "Mamãe, de que lado está o orfanato?" Ali, Leland. Ué, então é lá que estão os meus irmãozinhos órfãos. Leland, você não tem irmãos? Você é filho único. Os miseráveis não têm irmãos, são abandonados. Mamãe, mas eles são crianças. Quando é que nós vamos voltar lá? Nunca mais. Ó mamãe, eu queria tanto brincar com os

ê não tem irmãos? Você é filho único. Os miseráveis não têm irmãos, são abandonados. Mamãe, mas eles são crianças. Quando é que nós vamos voltar lá? Nunca mais. Ó mamãe, eu queria tanto brincar com os órfãos, pois tire da cabeça. No dia seguinte, mamãe, não iremos. Ao terceiro dia, mamãe, eu queria ver os órfãos. Não pode, Lelad, você não pode. Você de outra casta. No quarto dia amceu com febre, foi chamado médico. E o médico disse: "Senhora, é uma febre emocional. Ou a senhora leva-o ao orfanato, ou a senhora faz uma viagem tirando de São Francisco. É disse: "Então eu farei uma viagem a Europa e assim eu tiro e ele passaria um pouco comigo. Uma semana depois, madame pegava um transatlântico no porto de São Francisco com destino à Espanha. A multidão foi despedir-se da primeira dama. Leland exultava diz assim: "Mamãe, de lá eu posso ver o orfanato?" Não, Leland, nós está milhares de quilômetros. Quando ele chegou ao navio e os amigos do Cais e o pai deram a Deus, ele perguntou: "Mãe, de que lado está o orfanato?" "Ali, Lelante." "Ah, então é lá. Eu te proíbo. Eu te proíbo que as blasfêmia desta. tu não tens irmão? De quando em quando ele perguntava de que lado estava dos Estados Unidos e era lá que estavam os seus irmãos órfãos. Quando ele chegou a Barcelona e se instalaram no hotel de luxo, ele perguntou: "Mamãe, de que lado está a América?" Ela apontou, ele disse: "Então os meus irmãozinhos, eu já te disse, Leland. Tu não tens irmãos, é uma obsessão. Tu estás fascinado por aqueles miseráveis. Arrependo-me de terte levado lá, mamãe. Me eles eram tão bonitinhos, precisavam tomar banho. Mamãe, eu até queria dar um dinheiro para consertar Lelant. Não vamos aplicar nada com os órfãs. Leland viajou com mamãe atravessando a cordilheira para França. Esteve em Paris e a pergunta de sempre. Esteve em Londres. Atravessou. Ali o grande bloco de distância foi a Londres e viajou diretamente à Itália. Se hospedaram na Via Ápia. antica. E ali naquele lugar maravilhoso que era o único caminho para o porto,

ndres. Atravessou. Ali o grande bloco de distância foi a Londres e viajou diretamente à Itália. Se hospedaram na Via Ápia. antica. E ali naquele lugar maravilhoso que era o único caminho para o porto, Madame estava no hotel de luxo. Era o mês de agosto, fazia calor. No terceiro dia pela manhã, Leland voltou a ter a febre. estava muito pálido, foi chamado médico. O médico ficou preocupado. Leland estava com febre amarela. Naquele tempo, não tinha cura, não havia vacina e as pessoas morriam como numa pandemia. Batama ficou preocupada. Então o médico disse: "Senhora, rependa, a senhora está tão longe da América, porque não terá tempo de voltar para casa. Seu filhinho vai morrer." Ela disse: "Mas não pode, ele é meu filho, não pode morrer. Não tem cura, senhora. Ela só faltou enlouquecer. E ele emagreceu nos dois dias seguintes, que se podia perceber os ossos, os dois olhos verdes, cercado de enfermagem, um sacerdote católico acompanhando madame. E naquela tarde, noite de calor, de muito calor, Leland podia falar. Ele disse: "Mamãe, leve-me à janela". Os funcionários abrind a janela. Ela carregou seu tesouro até a janela que dava na direção de Roma. Ele olhou a eterna cidade e perguntou baixinho: "Mamãe, aonde está a América?" Madame disse: "Leland, é ali, mas eu vou te dizer uma coisa, fica bom, fica bom depressa para eu te levar para brincar com teus irmãozinhos, os órfãos." Está bem? Ele disse: "Mamãe, mamãe, leve-me para a cama". Ela colocou o tesouro nos leçóis de seda que daí a pouco levantou tórax e disse: "Mamãe, mamãe, os órfãos estão chegando não, Lelete, é o delírio da febre. Mamãe, mamãe, Tom! Tom, Mury, estão me chamando, mamãe? Não, meu filho, não vá. Ela não vaz, meu filho. Mamãe. A cabeça pendeu. Madame deu um grito. Leland havia morrido. No dia seguinte o corpo de Landed foi balçamado e ela viajou de retorno a São Francisco. A cidade comoveu-se. O governador havia emagrecido muito de saudade e o caixão de Lane de Mógno e Cristal foi colocado dentro da carruagem.

anded foi balçamado e ela viajou de retorno a São Francisco. A cidade comoveu-se. O governador havia emagrecido muito de saudade e o caixão de Lane de Mógno e Cristal foi colocado dentro da carruagem. Madame estava desfeita. Vestida de negro, ela de seu concheiro para o orfanato. A carruagem seguiu. Quando chegou à porta do orfanato, madame parecia louca. Ela a porta da carruagem. As crianças estavam ali sem saber e ela disse mais ou menos assim: "Leland, meu filho, perdoa-me. Aí estão os teus irmãos, os órfãos. Perdoa, Milelante, perdoa a tua mãe, meu filho. E o levou e plantou no terreno em Palo Alto. Colocou uma imensa lápide de mármore de carrara e escreveu aqui: "Dormem os olhos verdes de meu filho". Naquela semana, ela deu 20.000 orfanato. No mês seguinte, madame mandou construir um orfanato em homenagem a Leland. No ano seguinte, madame ergueu vários orfanatos no estado da Califórnia. O senador morreu e um dia madame estava pensando e ela reflexionou: "Os órfãos necessitam de mães e de pães, mas também de educação. tudo que tinha e construiu a Universidade Stef lá na Califórnia, perto de Palô Alto, na Bahia de São Francisco, em homenagem a Lelante, um jornalista brasileiro de nome Felício Terra, no ano de 1905. entrevistou Madame. Ela morava numa casa relativamente modesta e disse o jornalista: "Desculpe, não lhe oferecer mais uma cadeira. Eu não tenho porque eu dei tudo, tudo para meu filho, tudo para educação. Mas naquela época Leland havia recebido do seu padrinho $.000 E ele havia pedido a mãe para dar o orfanato e ela disse: "Não, esse dinheiro é seu agora". Finício Terra perguntou-lhe: "Madame, você deu tudo?" "Tudo, senhor, e os 1000 de Leland não eram meus, como você disse, de Leland. Eu transformei-os numa fundação para poder educar. Qualquer criança de olhos verdes que seja órfão em homenagem ao meu filho. E a Universidade Stef, onde esteve Albert Einstein como mestre. Essa universidade que é uma das 10 maiores do mundo, é fruto do amor, do amor dessa mãe pelo filho,

eja órfão em homenagem ao meu filho. E a Universidade Stef, onde esteve Albert Einstein como mestre. Essa universidade que é uma das 10 maiores do mundo, é fruto do amor, do amor dessa mãe pelo filho, desse filho pela mãe. Ele se reencarnou exclusivamente para salvar os pais queridos, ensinando-lhes na fortuna fraternidade e amor. Madame tem o seu busto na universidade. Fui visitar a universidade transpira ternura o seu estilo muito especial, a foto do senador, de Madame Stef de Leant, vestido como a Porque o amor é a única via de salvação da humanidade. Em uma live de ontem, eu me referi ao Dr. Seel, o homem que descobriu a vacina contra a poliomielite e salvou milhões de crianças desse mal que matava, que aleijava, que deformava crianças. E o Dr. Sein, que em segunda dúps casou-se com uma brasileira e a que esteve no Brasil no século passado, ofereceu de graça a sua vacina para que o vírus da poliomielite desaparecesse da Terra. E esse homem venceu a doença. Hoje não existe mais póliomielite. Graça ao amor de um homem, ao amor de um especialista que dedicou a sua vida ao microscópio, aos micróbios, e que além dessa vacina conseguiu outras e amou. e amou as crianças do mundo. Eis porque só através do amor, como disse Kardec e outras palavras, fora da caridade não há salvação, fora do amor não há paz de espírito. Ardemos essa joia que é a ternura, que são a caridade, o bemquerer, o afeto, o devotamento, como se fosse os dois olhos verdes de Leland. E gostaria de dizer aos meus gentis ouvintes que Leland em espírito apareceu-me e ele próprio me contou a sua história numa conferência que realizei no Ministério da Fazenda quando era no Rio de Janeiro, por volta do regime militar de exceção. o amor confirmando Jesus e os imortais que nesta pandemia vem nos ajudar e pedir-nos que não tenhamos medo, que confiemos em Deus, que nos vacinemos, mas conservemos as máscaras ainda. Observemos a distância, evitemos a mão na boca, nas narinas, nos olhos. Muita gente não sabe por quê.

ue não tenhamos medo, que confiemos em Deus, que nos vacinemos, mas conservemos as máscaras ainda. Observemos a distância, evitemos a mão na boca, nas narinas, nos olhos. Muita gente não sabe por quê. Porque o vírus necessita do meio ambiente, de células próprias, úmidas na saliva, na humidade do nariz, no canal lacrimal. E nesses três lugares da vida, da face, ele se introduz no corpo e viaja imediatamente com uma velocidade terrível para o pulmão, que é o seu campo, e para a bomba cardíaca. E aí já é muito mais difícil, matando às vezes por asfixia, como aconteceu no Amazonas e ainda está no mundo inteiro. Então, amemos, não odiemos ouvidos, amemos. O Dr. Burle Stigel, o grande e dedicado cientista de uma das mais belas universidades americanas, IEL. Dr. Sigel diz: "Não odeia a doença, bombardeie com seu pensamento. Diga o vírus que eu estou eliminando e consiga acima de tudo a paz. do seu coração através do amor. Muito obrigado.

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