DIÁLOGOS INCLUSIVOS: INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA FÍSICA - COM LUIZ LORETO | PE

FEBtv Brasil 27/04/2025 (há 1 ano) 1:01:56 49 visualizações

DIÁLOGOS INCLUSIVOS: INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA FÍSICA - COM LUIZ LORETO | PE Bem-vindo ao Diálogos Inclusivos, um podcast feito para você! Todo mês, um convidado especial traz reflexões e trocas incríveis sobre inclusão, acessibilidade e diversidade. junte-se a nós neste bate-papo cheio de descontração e aprendizado! Curta, comente e compartilhe para levar essa mensagem ainda mais longe! #Inclusão #Acessibilidade #DeficiênciaVisual #Libras #TEA #Diversidade #Audiodescrição #Empatia...

Transcrição

Caros ouvintes e internautas, sejam bem-vindos. Dentro de instantes, iniciaremos a nossa transmissão. O Sistema Deus Conosco de Comunicação Espírita em parceria com a Federação Espírita do Estado de Alagoas e com a Federação Espírita Paraibana apresentam programa Diálogos Inclusivos. No programa deste mês, o tema será: O que é preciso fazer para promover a inclusão das pessoas com deficiência física? Teremos como convidado Luís Loreto, moderador Elmo Costa, intérprete de Libras, Sandra Santiago. Sejam todos bem-vindos. Olá, saudações a todas as pessoas que estão prestigiando neste momento ou em momento posterior o programa Diálogos Inclusivos. Este é um, este programa é uma promoção do sistema de comunicação espírita Deus Conosco e é uma iniciativa da Federação Espírita do Estado de Alagoas e da Federação Espírita Paraibana. conta com apoio das demais federativas e de inúmeras instituições espíritas espalhadas por este Nordeste. Eu sou Elmo Costa e juntamente com Joanira Fonseca e Joselito Mendes, eu coordeno o setor Libras e Espiritismo da Federação Espírita do Estado da Bahia. Eu sou um homem de pele parda, de cabelos curtos bem grisalhos, de barbas também cerrada, bem grisalhas. Eu estou usando óculos com armação arredondada na na cor vermelha, usando uma camisa branca, uma camiseta branca de algodão e atrás de mim uma estante com vários livros enfileirados, uma TV tela plana desligada, portanto tela preta e uma impressora ao lado dessa tela plana. uma impressora. Muito bem, contamos aqui também com a presença da nossa queridíssima Sandra Santiago. Ela é intérprete de Libras, que tá levando todo o conteúdo desse programa A Comunidade Surda Brasileira. Ela é uma mulher de pele clara, cabelos castanhos e cacheados na altura do dos ombros um pouco, né, mais longos. E hoje ela tá usando uma blusa de cor preta. Ela está sentada, tem ao fundo um encosto de uma poltrona e uma parte de um quadro, apenas uma pequena parte de um quadro que está disposto numa parede branca.

je ela tá usando uma blusa de cor preta. Ela está sentada, tem ao fundo um encosto de uma poltrona e uma parte de um quadro, apenas uma pequena parte de um quadro que está disposto numa parede branca. E hoje eu serei o mediador deste importante bate-papo. É assim que nós chamamos, é um bate-papo. Exatamente. Programa Diálogos Inclusivos é um bate-papo e que tem o objetivo de disseminar os saberes, as práticas sobre inclusão e acessibilidade, de modo que a pessoa que está acompanhando agora, ela possa desenvolver, ela possa aprimorar competências inclusivas nos diferentes ambientes em que ela transita, inclusive na instituição espírita à qual ela pertence. Quando falamos de mundo inclusivo, nós estamos nos referindo a um mundo onde há respeito, onde há amor, onde há fraternidade. Esses são os principais valores, instrumentos para uma vida plena e feliz. E nós acreditamos plenamente que todos, todos aqui temos um papel na construção de uma terra regenerada, de uma nova terra. E nós olhamos paraa inclusão como uma oportunidade, uma espécie de bússola que vai nos orientar, que vai nos guiar na direção da regeneração. Você pode participar dos nossos programas tanto assistindo como compartilhando, enviando perguntas também. Nós exibimos esse programa uma vez por mês, mais especificamente no último sábado de cada mês. Cada sábado, um tema importante para esse processo de evolução da nossa humanidade vai ser abordado. Então, a gente recomenda, não perca, participe, faça perguntas, envie-nos perguntas, compartilhe. é muito importante pro crescimento, paraa evolução deste nosso diálogos inclusivos, desse nosso programa, tá bom? Porque a gente precisa, todos nós precisamos colaborar efetivamente, de fato, assim, na prática para a construção de um mundo sem preconceitos, sem diferenças, em que todos sejamos iguais como filhos de Deus, fraternos. Essa é a nossa, esse é o nosso objetivo, esse é o nosso intuito. Hoje o nosso tema é um tema muito interessante, eu acho muito interessante. Eu já assisti

ejamos iguais como filhos de Deus, fraternos. Essa é a nossa, esse é o nosso objetivo, esse é o nosso intuito. Hoje o nosso tema é um tema muito interessante, eu acho muito interessante. Eu já assisti todos os programas anteriores, não é? E eu acho que assim, o tema de hoje é fantástico. O que é preciso fazer para promover a inclusão da pessoa com deficiência física? Para conversar conosco, nós convidamos hoje uma pessoa muito especial, o nosso querido amigo Luís Carlos Loreto. O Luiz Carlos Loreto tá entrando agora na na sala, já está aqui presente. Ele ele é psicanalista, ele é teólogo, ele é palestrante, ele é escritor, ele é um defensor de causas e projetos humanistas. que entende o papel da espiritualidade na vida humana e o valor da inclusão. Bem-vindo, meu querido amigo Luís Loreto, como você colocou aí na sua tarja, seja muito bem-vindo. Eu gostaria que você apresentasse suas boas-vindas ao público e falasse um pouco de você, fizesse a sua audioodescrição. Boa noite, tudo bom, querido? Muito bom estar com vocês. Quero desde já agradecer esse convite tão carinhoso que vocês fizeram a mim. Eu sou Luís Loureto, sou um homem branco, cabelo grisalho, não tão curtinho quanto o do Elmo, um pouco maior, barba grisalha também. Estou usando nesse momento uma camisa preta. Tem o óculos de aro redondo e atrás de mim uma parede branca. Sou psicanalista, teólogo, como o Elmo falou, e milito na questão da da inclusão e da acessibilidade há aproximadamente 40 anos. Eu sou uma pessoa com deficiência física, sou usuário de cadeia de rodas e nos últimos anos me dediquei em especial a conversar, a bater papo sobre o capacitismo, que é, na minha opinião, a questão mais emergente a ser tratada nesse momento. Hoje vamos falar de muita coisa e eu tô muito feliz e quero dizer que tô completamente aberto a tudo que os nossos queridos participantes, ouvintes, espectadores desse programa tenha nos perguntar com muita alegria. Nós vamos eh compartilhar aquilo que nós temos em nosso coração. Muito bem.

to a tudo que os nossos queridos participantes, ouvintes, espectadores desse programa tenha nos perguntar com muita alegria. Nós vamos eh compartilhar aquilo que nós temos em nosso coração. Muito bem. Obrigado, Luís, pela pela tua presença aqui entre nós. Realmente, nós temos muitas perguntas. O tema despertou o interesse de muita gente. Nós temos muitas perguntas. Vamos ver se temos tempo. Vamos tentarir vencer todas elas, né? É porque o tema exige um certo aprofundamento. Mas eu vamos começar aqui com uma pergunta que é do José Bonifácio de São Paulo. Não é daqui no no Nordeste, não é lá de São veio lá de São Paulo essa primeira pergunta. E ele diz assim: "Por favor, esclareça para nós o que seria a deficiência física. Tem tipos diferentes de deficiência física, necessidades diferentes?" Essa é a pergunta do nosso querido José Bonifácio de São Paulo. Oi, José, obrigado pela pergunta. Eh, em primeiro lugar, é preciso esclarecer que a terminologia correta seria pessoa com deficiência. Então, hoje a terminologia aceita pela ONU e aqui no Brasil pela Lei Brasileira de Inclusão de 2015, promulgada pela presidenta Dilma, traz a terminologia pessoa com deficiência. A deficiência física é um aspecto dessa deficiência. Então, a deficiência é vista como qualquer impossibilidade ou limitação que a pessoa possa vir a ter como uma condição sua e interagindo com alguma barreira impesta que essa pessoa se relacione com plenitude com a sociedade. Então, nós estamos falando de deficiência. A deficiência física é uma delas. Nós temos a deficiência física, a deficiência visual, a deficiência auditiva, deficiência mental e intelectual e as múltiplas deficiências que acontecem quando uma pessoa possuir mais uma condição de deficiência ao mesmo tempo. É o caso do sexo surdo ou da pessoa que tem uma deficiência física e também tem uma deficiência mental. Então se diz que essa pessoa tem múltiplas deficiências, mas a terminologia correta, mais abrangente. Antigamente nós chamávamos deficiência física para todos os tipos

mbém tem uma deficiência mental. Então se diz que essa pessoa tem múltiplas deficiências, mas a terminologia correta, mais abrangente. Antigamente nós chamávamos deficiência física para todos os tipos de eficiência, mas hoje nós damos a cada aspecto, a cada condição de eficiência, um nome próprio e o correto a se chamar é pessoa quando Muito bem, esclarecido aí a ao José Bonifácio, lá de São Paulo, né? Muito obrigado pela sua pergunta. Eh, eu eu observei que você falou da lei brasileira que trata dessa questão, né, da da ciência. E aí tem uma pergunta aqui que é da nossa querida Sandra, que tá aí do lado, tá fazendo a interpretação em Libras. Ela mesmo fez uma pergunta que já a gente já articula com a sua resposta, não é? porque ela quer saber quais as principais orientações da lei brasileira para a promoção da acessibilidade arquitetônica. Ela especificou aqui arquitetônica nos lugares de uso público. Que que você tem a nos dizer, Luiz? Eh, Sônia, eh, a Lei Brasileira de Inclusão é considerada uma das melhores leis do mundo no que tange a pessoa com deficiência. Nós temos o privilégio de sermos detentores de uma lei que abarca de forma muito completa tudo que diz respeito à pessoa com deficiência. Obviamente toda a lei precisa de seus complementos, de seus ajustes para que seja aplicada com o rigor necessário e que atue de forma plena como é o que nós desejamos. Mas a LBI é uma excelente lei no que diz respeito à sua abrangência, mas a LBI ela é apenas a bússola, é o norte. Por exemplo, no que diz respeito à acessibilidade arquitetônica, nós temos normas que regem essa acessibilidade. A acessibilidade ela é obrigatória. Ela é obrigatória nos espaços públicos, ela é obrigatória nos espaços religiosos. por lei já é obrigatória. Como fazer, por exemplo, como colocar em prática acessibilidade arquitetônica, eh, por exemplo, no centro da sua região, onde você precisa de um banheiro adaptado para pessoas com deficiência física. Aí você vai eh recorrer à norma a BNT 9050 de 2015, por

bilidade arquitetônica, eh, por exemplo, no centro da sua região, onde você precisa de um banheiro adaptado para pessoas com deficiência física. Aí você vai eh recorrer à norma a BNT 9050 de 2015, por exemplo. Essa norma vai ensinar os padrões arquitetônicos a serem seguidos. Largura de porta, altura de vaso sanitário, altura de PI, essas coisas práticas. A LBI ela não traz esses detalhes porque se tornaria um calhamaço muito grande. Então a a LBI dá ao norte e aí nós temos que recorrer às normas para saber como colocar em prática essas questões, né? Existem normas, como eu falei, para eh acessibilidade arquitetônica, existe norma para os espaços públicos, existe norma pro transporte público. Cada um tem a sua norma e é importante que a pessoa interessada pesquise a norma específica para fazer eh da melhor maneira possível a acessibilidade do seu espaço. Nós temos, por exemplo, alguns casos de igrejas, de centros, que até t boa vontade, mas que não recorrendo às normas acabam não fazendo como deveriam fazer. A boa vontade, nesse caso, ela é muito bem-vinda, mas não é suficiente. A boa vontade tem que ser adicionada ao uso da norma específica para aquela necessidade que o seu órgão, o seu centro, a sua igreja necessita. Ótimo. Ô Luiz, como nós temos aqui algumas pessoas que estão nos acompanhando que podem não estar familiarizadas ainda, talvez com o tema, você falou aí várias vezes de LBI, você poderia traduzir para nós, por favor? Posso sim. É Lei Brasileira de Inclusão, promulgada em 2015 pela presidenta Dilma Roussev. Então, desde 2015, nós temos essa lei que é também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência e que rege tudo que diz respeito à acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no Brasil. Perfeito, perfeito. Esclarecido. Olha, nó, eu tenho duas perguntas aqui que é de um companheiro nosso Pernambuco e ele tá muito envolvido com essa coisa da da inclusão das acessibilidades, que é o Osgley. Mas eu creio que as duas perguntas você já respondeu. Eu vou

s aqui que é de um companheiro nosso Pernambuco e ele tá muito envolvido com essa coisa da da inclusão das acessibilidades, que é o Osgley. Mas eu creio que as duas perguntas você já respondeu. Eu vou fazer as perguntas de qualquer maneira, né? Acreditamos que você já tenha respondido, mas você pode acrescentar alguma coisa se você quiser. Ele pergunta, ele pergunta primeiro se a gente pode considerar como deficiência física aquelas pessoas que possuem cegueira e surdez. Acho que você falou sobre isso dizendo que existem os as pessoas com deficiência auditiva e as pessoas com deficiência visual, certo? Acho que você falou sobre isso. E a segunda pergunta que ele faz, eh, como estão as leis brasileiras em benefício das pessoas com deficiência quando comparadas com o contexto mundial? Você disse que a nossa é bem avançada, mas talvez você queira fazer algum complemento a esse respeito. Bem, eh, obrigado pela pergunta e a primeira pergunta sua, eu já respondi, mas queria me aprofundar um pouquinho mais, que é no que diz respeito à importância da terminologia correta. Ah, muitas vezes a gente pode pensar que a terminologia não é tão importante quanto na realidade é. Por muito tempo as terminologias foram as mais diversas. Já já fomos portadores de de deficiência, já fomos deficientes, já fomos eh eh paralíticos, enfim, foram várias as terminologias ao longo do tempo. Eu como pessoa com deficiência física de 62 anos, eh você pode imaginar eh ao longo desses anos quantas coisas eu posso ter escutado acerca da minha deficiência. Mas é importante ressaltar que a terminologia ela foi criada para que nós nos encontrássemos na sociedade, nos colocássemos eh sociedade como pessoas, em primeiro lugar, como pessoas. É por isso que a terminologia é pessoa com deficiência. A deficiência não nos antecede. O que nos antecede é o fato de sermos pessoas. Essa é a questão importante. A deficiência é uma condição que nós possuímos. A deficiência não é uma doença. A deficiência não é algo que faz

s antecede. O que nos antecede é o fato de sermos pessoas. Essa é a questão importante. A deficiência é uma condição que nós possuímos. A deficiência não é uma doença. A deficiência não é algo que faz de nós heróis ou heroínas. A deficiência é apenas uma condição. E a coisa mais importante de tudo é que nós somos pessoas e que precisamos ser enxergados como pessoas. Ao sermos enxergados como pessoas, pessoas com deficiência física, pessoas com deficiência visual, pessoas com deficiência auditiva, deixamos de ser objetificados porque ao longo de muitos anos sofremos com essa objetificação. O alejado, o ceguinho, o sudinho eram pessoas que não tinham nome. Hoje nós temos nome e personificação. E muito disso não é de agora. Eh, no ano de 1982, salvo engano, nós tivemos um ano internacional da pessoa da pessoa deficiente, era assim, que era chamado na época. A partir desse ano, principalmente na década de 80, começou a se falar muito no assunto, associações foram criadas e o mundo começou a voltar aos seus olhos para a questão da pessoa com deficiência, porque até então no Brasil muito pouco se falava no assunto. Então, hoje nós começamos a dar passos largos por conta de uma alerna que possuímos, mas ainda estamos atrás de países da Europa e de alguns estados dos Estados Unidos, onde a acessibilidade é um direito muito mais determinado e efetivado do que aqui no Brasil. Muito bem. E e com essa com relação a essa essa outra pergunta que ele fez no contexto mundial, Luís, você acha que nós somos uma referência? Não, ainda não. Ainda não. Ainda não. Ainda não. Não somos referência. Temos uma lei que é referência. Sim. Mas leis precisam ser colocadas em prática e nós ainda não eh temos visto isso ser colocado em prática com tanta eficácia assim. muita coisa tem mudado. Eh, eu traria como exemplo a questão do transporte público. Aqui em Recife, onde eu moro, no grande Recife, por exemplo, nós não temos mais ônibus sem plataforma elevatória. Todos os ônibus possuem plataforma elevatória. Então, nós temos

do transporte público. Aqui em Recife, onde eu moro, no grande Recife, por exemplo, nós não temos mais ônibus sem plataforma elevatória. Todos os ônibus possuem plataforma elevatória. Então, nós temos eh uma conscientização pública já acontecendo em vários aspectos, mas não em todos. Então, ainda não somos essa referência, estamos buscando isso, mas estamos caminhando mais rápido e com passos mais largos do que há duas, três décadas atrás, por exemplo. Perfeito. E aqui e a eu vou emendar agora com a pergunta que é lá do Gustavo, da Federação Espírita do Estado de Alagoas, que o Gustavo faz, toca num ponto que eu acho que é fundamental para essa essa discussão que nós estamos tendo aqui agora. Ele diz assim: "Sabendo que muitas vezes a pessoa com deficiência é julgada incapaz, o que as casas espíritas, ele se refere às casas espíritas, você pode ampliar naturalmente, tá? Podem fazer para vencer essas barreiras atitudinais". Então, se você puder tocar também um um um pouco nesse aspecto das barreiras atitudinais, né, muito importante, dizendo o que as casas espíritas ou outras instituições podem fazer para que essas barreiras sejam superadas, certo? Eh, é o Gustavo, né, que fez a pergunta. Gustavo, Gustavo, eh, obrigado pela pergunta, Gustavo. Ah, o capacitismo, que é o preconceito contra pessoas com deficiência, ele foca exatamente nas nossas capacidades, por isso esse nome. Eh, o capacitismo ele ele tenta colocar a pessoa com deficiência no lugar de incapaz. Então, todas as vezes que a pessoa com deficiência é vista como uma pessoa que não pode realizar suas tarefas mais básicas, como uma pessoa que não pode trabalhar, que não pode se casar, que não pode namorar, que não pode ter lazer porque é incapaz, eh, isso é capacismo. O que é que se pode fazer para vencer as barreiras atitudinais? As barreiras atitudinais são postas quando as pessoas se recusam a permitir que a pessoa com deficiência tenha acesso ao seu meio ou a seu círculo. O que se pode fazer é se aproximar de pessoas com deficiência sem

atitudinais são postas quando as pessoas se recusam a permitir que a pessoa com deficiência tenha acesso ao seu meio ou a seu círculo. O que se pode fazer é se aproximar de pessoas com deficiência sem tratá-las como diferentes, sem tratá-las como doentes ou necessitadas. Isso é um processo. Ah, quando as pessoas eh me perguntam como, por exemplo, ajudar uma pessoa com deficiência, eu sempre respondo dizendo, eh, por que que você acha que a pessoa com deficiência precisa de ajuda? Em primeiro lugar, eh, parece-me que há sempre uma eh uma postura de se colocar como defensor e ajudador da pessoa com deficiência, mesmo que ela não expresse nenhuma necessidade de receber ajuda por parte das pessoas. Eu creio que falando especificamente para o público espírita, que é o público que nos ouve majoritariamente nessa noite, é entender que aquela pessoa, seja qual for a sua condição, quer ser tratada apenas como uma pessoa, sem qualquer outra deferência, sem qualquer outro tipo de tratamento diferenciado, mas apenas ser tratada como pessoa e recebida. Eh, como é de prche nos centros, com amor. Qualquer pessoa que é recebida com amor, ela vai se sentir bem no ambiente em que ela é recebida, seja qual for a condição dessa pessoa. Eh, não recebê-la como um doente que precisa de cura, não recebera como uma pessoa especial que precisa de tratamento especial, mas recebê-la como qualquer outra pessoa que entra no centro. carente de amor e também com possibilidades de doar esse amor às outras pessoas também. Se nós conseguimos olhar uns para os outros como seres eh desejos de receberem e de doar amor, o preconceito se acaba e as dificuldades caem por terra. E isso pode se aplicar a qualquer tipo de preconceito que possa ser exercido pela sociedade. É, você respondeu aí a pergunta de Irene Rodrigues do Recife, não é? A Irene perguntou exatamente isso. O que significa capacitismo? Como ele se revela com relação à pessoa com deficiência física e e pediu que você desse alguns exemplos. Eu acho que você já fez isso,

? A Irene perguntou exatamente isso. O que significa capacitismo? Como ele se revela com relação à pessoa com deficiência física e e pediu que você desse alguns exemplos. Eu acho que você já fez isso, né? Mas deixa, eu posso dar mais alguns exemplos? É, pode, claro, fica à vontade. Eh, porque o capacitismo, falar sobre o capacitismo tem sido a minha missão nesses últimos anos. Certo. Você você, aliás, você Ô, ô, Luís, perdão, você é escritor também? Você escreveu um livro sobre isso, não é verdade? Sim. escreve falar um pouco também sobre sobre isso, sobre essa experiência sua como escritor. O livro se chama capacitismo. O que é isso? Uhum. E ele está à venda na Amazon. é a única plataforma em que você encontra o livro para vender. Eh, no ele também é vendido no formato físico, mas eh eu sempre recomendo se você puder comprar no formato digital, porque é um livro pequenininho, fácil de ler. Eh, e nesse livro eu explico o conceito de capacitismo, que é todo conjunto de pensamentos, conceitos, palavras que colocam a pessoa com com deficiência no lugar de incapaz, que divide a sociedade entre capazes e incapazes, e coloca a pessoa com deficiência no lugar de incapazes, seja qual for a deficiência dela, e sem nenhum julgamento prévio, sem conhecer essas pessoas, sem saber de suas habilidades. Então, o capacitismo diz que a pessoa com deficiência é incapaz apenas e tão somente por ser pessoa com deficiência. Ah, e o capacitismo se dá de muitas formas, algumas eh escancaradas, algumas eh sem nenhum desfáce, de forma insultuosa, como uma delegada de polícia na região norte que comparou eh crianças com síndrome de Down a filhotes de animais. Isso saiu em vários jornais. Essa é uma forma ostensiva de capacitismo, fácil de identificar, um um preconceito viw e fácil de identificar, mas nem sempre o preconceito é fácil de identificar. Por exemplo, quando as pessoas olham para mim, um homem adulto de 62 anos, e acham que eu preciso ser tutelado, acompanhado, eh, por uma pessoa o tempo

nem sempre o preconceito é fácil de identificar. Por exemplo, quando as pessoas olham para mim, um homem adulto de 62 anos, e acham que eu preciso ser tutelado, acompanhado, eh, por uma pessoa o tempo todo. Esse é um preconceito muito comum e que acontece muito com a pessoa com deficiência, que é a expectativa de que ela seja tutelada o tempo todo. Então, eu muitas vezes já cheguei em determinados ambientes em que eu me apresentei eh consultórios médicos, por exemplo, e a pessoa ao se referir eh à minha consulta, ao médico que eu ia consultar, perguntava a minha acompanhante, a minha esposa, que médico eu iria consultar, que exame eu iria fazer e não a mim mesmo. Essa é a expectativa de que eu preciso ser sempre ajudado, não é? Existem coisas até mais eh mais simples. Por exemplo, eu sou uma pessoa com cadeia de rodas, eu sou um usuário de cadeira de rodas que também pode ser chamado de cadeirante. Isso não é um insulto. E muitas vezes as pessoas se aproximam de mim e empurram minha cadeira sem pedir permissão. Eu quando eu tô sozinho em algum ambiente, as pessoas simplesmente chegam e empurram minha cadeira sem que eu tenha pedido isso, normalmente para um caminho errado para o qual eu não iria. Então assim, o capacitismo se dá de muitas formas. Eh, ajudar sem que essa ajuda tenha sido pedida é uma forma de capacitismo, não é? E colocar a pessoa num lugar de especial ou de herói, eh, um exemplo de superação, como a gente vê as pessoas chamando pessoas com deficiência, também é uma forma de preconceito, porque a pessoa com deficiência, ela não existe para motivar os outros. A minha existência não é para motivar você, a minha existência é para mim. Se ela te motiva de alguma forma, que bom. Mas não é para isso que eu vivo. Eu vivo para como você, como a Sandra. eh para viver um dia de cada vez e para colocar em prática a minha missão de vida. Essa essa é é a forma como eu enxergo a vida. Eu não quero ser ser enxergado como especial, herói, exemplo de superação. Eu quero apenas ser

cada vez e para colocar em prática a minha missão de vida. Essa essa é é a forma como eu enxergo a vida. Eu não quero ser ser enxergado como especial, herói, exemplo de superação. Eu quero apenas ser enxergado como pessoa. Então o capacitismo se dá de muitas formas, de várias maneiras. E eu espero que de forma simples eu tenha conseguido explicar um pouquinho o que é. É, você trouxe aqui para nós uma coisa que até para mim parece surpresa, né? porque você nos nos apresenta aqui essa forma de capacitismo que paraa maioria, provavelmente, das pessoas leitas que não estudam esse assunto poderia soar como algo muito positivo, que é o de colocar a pessoa com deficiência na condição de herói, porque ela superou uma adversidade que a vida lhe trouxe. né? Então isso para mim é muito interessante pensar dessa forma eh de que eh realmente a a pessoa com deficiência a condição é dela e ela deve aprender a a conviver com isso sem necessitar, não é, de desse tipo de tratamento, né, ser colocada como herói. Eu acho achei muito interessante a a sua fala nesse nesse sentido. Ah, tem uma outra pergunta aqui, Luís, que é da Mariana Pinho, vem lá do Rio Grande do Norte, tá? Da Federação Espírita do Rio Grande do Norte. E e como nós estamos falando aqui da pessoa com deficiência física, ela diz assim: "No passado, muitos casos de de pessoas com deficiência física foram causados pela paralisia infantil, mas com as campanhas de vacinação isso foi sendo erradicado." Então, não é praticamente erradicado. Mas na atualidade ela quer saber quais são as principais causas da deficiência física. O que que nós podemos fazer para prevenir? Ela pergunta. as questões de saúde pública são têm sido efetivadas ao longo do tempo e assim, graças a Deus, nós eh galgamos grandes progressos no que diz respeito à saúde pública. Eh, eu mesmo sou uma pessoa que tenho sequelas de poliomialite, a paralisia infantil, que foi erradicada, salvo engano, no início da década de 80. Ah, mas a deficiência ela tanto pode ser

úde pública. Eh, eu mesmo sou uma pessoa que tenho sequelas de poliomialite, a paralisia infantil, que foi erradicada, salvo engano, no início da década de 80. Ah, mas a deficiência ela tanto pode ser congênita quanto adquirida. Ah, eu não eu não sou uma pessoa com deficiência desde nascência. Eu tive pólio com 3 meses de idade. Era um bebezinho quando adquiria polo. Mas são várias as possibilidades e não existe uma prevenção que não seja a prevenção que a ciência nos ensina, o uso da vacina, eh fazer com que as nossas crianças tenham o seu quadro vacinal em dia. eh essas coisas que vão ajudar a diminuir o número de doenças e também o número de deficiências oriundas dessas doenças. Ah, mas nós temos, por exemplo, hoje um quadro enorme de pessoas com deficiência, pessoas com deficiência física, oriundas, por exemplo, de acidentes de moto. Nós temos um um número absurdo de acidentes de moto no Brasil hoje em dia. Então, são muitas as possibilidades e como eu falei, eh, entender que a ciência é boa e é um bem pra sociedade é o primeiro passo de prevenção, né? Não negar a ciência é uma coisa muito importante. Ah, no Brasil hoje nós somos 18% da população, então é o meu número bem considerável. 18% da população possui alguma condição de deficiência, seja ela física, mental, visual, auditiva. Então, é um é um é um número muito grande. Eu acho que nós somos a maior minoria do Brasil é a das pessoas com deficiência. Perfeito. E nesse sentido, a Jandira lá do Maranhão tá bem diversificado aqui, né? O quadro de perguntas. Tem do Rio Grande do Norte, tem do Maranhão, de Pernambuco, de Alagoas, já veio de São Paulo. E a Jandira Lima, lá do Maranhão, ela quer saber o seguinte: paralisia cerebral é um tipo de deficiência física, Luiz. Aí ela ela pede, você explica um pouco mais sobre isso. Sim, Janirra, paradisia cerebral é um tipo deficiência. Ela pode ser oriunda de várias possibilidades diferentes. As causas podem ser as mais diversas, mas é sim um tipo de deficiência e hoje é vista com muito

rra, paradisia cerebral é um tipo deficiência. Ela pode ser oriunda de várias possibilidades diferentes. As causas podem ser as mais diversas, mas é sim um tipo de deficiência e hoje é vista com muito mais tranquilidade por por conta dos muitos avanços científicos que tivemos. Ah, uma pessoa com paralisia cerebral há 50 anos atrás estava fadada a morte ou a viver de forma vegetativa eh em cima de uma cama. hoje em dia, eh, com o avanço da ciência, com, eh, os vários profissionais que militam juntos, eh, para que a qualidade de vida dessa pessoa seja melhor a cada dia. Eh, nós temos pessoas com paralisia cerebral, eh, fazendo mestrado, doutorado, trabalhando, passando em concursos, eh tendo uma vida, eh, do ponto de vista social perfeitamente normal. Então, eh, deixou de ser um estigma a paralisia cerebral de alguém que que vive de forma vegetativa e não se relaciona. Hoje a ciência já tem avanços muito grandes. Eh, o as equipes multiprofissionais que tratam desse assunto são muito eficazes e, portanto, tem trazido uma qualidade de vida diferenciada, não apenas aquele que possui paralisia cerebral, mas a todas as as pessoas com deficiência. Nós temos recebido esse esse avanço na nossa qualidade de vida a cada dia. Muito bem. E e agora a Sandra tá aqui conosco, viu? A nossa intérprete lá da Paraíba para diversificar mais ainda, né? Trazendo aqui a Paraíba. A Sandra quer quer saber ela primeiro ela faz uma afirmação na pergunta dela, depois ela ela faz uma pergunta. A a afirmação que ela faz é a seguinte: hoje as informações estão mais acessíveis por causa da internet, não é? Eh, esse conteúdo que tá sendo disseminado aí na internet. Tem muita coisa, né? Às vezes a gente duvidoso, né? Que a gente precisa sempre checar, mas há um um uma quantidade de informações que a gente pode ir lá e acessar faz muito bem. E e ela diz o seguinte: você indica a leitura, a consulta, algum tipo de material específico para orientar os gestores das casas espíritas, pessoalmente. Ela fala aqui dos

lá e acessar faz muito bem. E e ela diz o seguinte: você indica a leitura, a consulta, algum tipo de material específico para orientar os gestores das casas espíritas, pessoalmente. Ela fala aqui dos gestores, mas sempre sua resposta vai para além das casas espíritas, não é? Eh, eh para melhorar a qualidade do que é oferecido nas casas espíritas em relação à inclusão e às acessibilidades. Que tipo de material você orientaria se você tivesse conversando agora com um gestor de uma casa espírita, o que que você diria para ele? Diria para ele ler meu livro? Claro que como gestor falando para para um público espírita especificamente como gestor, ele se aprofundasse numa numa questão da psicologia chamada vieses inconscientes. Eu vou explicar eh o que é isso e para que o nosso público entenda porque que a gente vai eh por esse caminho. Eh, o que é que são viéses inconscientes, são atalhos mentais que o nosso cérebro usa para não se desgastar demais, para não se para não ter muito trabalho. O nosso cérebro, ele caminha sempre pelo caminho mais fácil. Os vies inconscientes podem ser os mais comuns. Por exemplo, eh existe o viés da associação de eu de eu me sentir mais seguro, eh, quando eu tô perto de alguém parecido comigo, como por exemplo, digamos, você tá em um outro país e você encontra um brasileiro espírita. E a primeira coisa que você sente, ah, eu tô em casa, certo? Encontrei uma pessoa parecida comigo. Encontrei uma pessoa que tem alguma coisa em comum. Os vieses inconscientes fazem com que a gente se aproxime de quem é parecido e se distancie de quem é diferente. Por exemplo, ah, digamos que você, Elmo, fosse eh, gerente de RH de uma empresa. E como gerente de RH dessa empresa, você é uma pessoa altamente qualificada para fazer uma seleção de profissionais paraa sua empresa. Ah, você torce, você é da Paraíba, não é? Bahia. Você é da Bahia? Sim. Melhor ainda pro exemplo que eu vou dar. Qual é o teu time na Bahia? Você torce para algum time? Esport Clube Vitória, o melhor do

h, você torce, você é da Paraíba, não é? Bahia. Você é da Bahia? Sim. Melhor ainda pro exemplo que eu vou dar. Qual é o teu time na Bahia? Você torce para algum time? Esport Clube Vitória, o melhor do Nordeste. O maior do Nordeste. Então, bem, eu diria que há controvérsias o que você não vamos entrar nesse assunto, mas você gerente de RH, torcedor do Vitória, recebe a primeira pessoa naquela manhã para uma seleção e aquela pessoa entra com a camiseta do Bahia. Mas você é um bom gestor de RH. e não vai deixar que isso atrapalhe o processo de seleção. Claro que não. O que não vai fazer com que o teu viés inconsciente diga algo em você, tipo, pode ser até bom, mas não sabe escolher o time que preste. Pode ser até bom profissional, mas enquanto torcedor péssimo. Não é bom. Péssimo. Entende o que o viés inconsciente faz? Sim, claro. É. E o viés inconsciente também vai fazer algo que você vai ter um esforço danado para não para não cair nessa cilada, que é depois entrar um outro candidato com a camisa do Vitória e você automaticamente gostar mais dele apenas porque ele torce pelo mesmo time que você. Perfeito. Isso é o viés inconsciente. Agora imagine estar num lugar, o centro espírita abre suas portas. Todas as pessoas estão ali, não tem nenhuma pessoa com deficiência e entra uma única pessoa com deficiência, um cego, um surdo, um cadeirante. E aquelas pessoas, por conta dos viéses inconscientes acontecendo ali, não vão olhar para ela como um de nós, porque aquela pessoa é diferente. Até que isso seja mudado, é necessário um esforço. Você, como uma pessoa que entende a importância da espiritualidade, sabe que o nome desse esforço é amor. Na medida em que uma pessoa chega e mesmo sendo diferente, eu a amo, as diferenças vão caindo por terra. Perfeito. Então, eh, todo preconceito nasce de um viés inconsciente que diz: "Ele é diferente de mim, logo eu não quero me aproximar dele. Eu prefiro ficar distante." Se a gente vence esse viés inconsciente se relacionando, o preconceito

nasce de um viés inconsciente que diz: "Ele é diferente de mim, logo eu não quero me aproximar dele. Eu prefiro ficar distante." Se a gente vence esse viés inconsciente se relacionando, o preconceito cai. As pessoas chegam para mim e dizem: "Luís, como é que eu venço o preconceito com pessoas com deficiência?" Eu diria do mesmo modo que você vence o preconceito com qualquer pessoa, se relacionando com aquelas pessoas e permitindo que elas entrem em sua vida, dando acesso a elas. Acesso não é apenas rampa na porta. Acesso é rampa no coração. Se você coloca uma rampa na sua vida, no seu coração, e permite que as pessoas entrem, elas vão entrar e vão se relacionar. Se você fechar a sua porta, elas não vão poder entrar. É assim que se vence o preconceito, com amor, superando-se todos os viés inconscientes que fazem com que a gente queira se afastar delas. Eh, achei fantástico a sua resposta, inclusive o exemplo que você deu, né? Acho perfeito. A gente pode pode eh transportar esse exemplo para qualquer outro tipo de rivalidade que exista, né? né, em que você vai entrevistar uma pessoa que você considera que é do grupo rival, que pertence ao grupo rival e por mais qualificada que ela seja, você já está com isso, né, no seu íntimo, já é um um fator que diferencia de um outro candidato, por exemplo. Não é a competência, é a preferência daquela pessoa muitas vezes, né, pelo que eu entendi, foi isso que você quis dizer. E e aí eu queria emendar, já que a Bahia não fez nenhuma pergunta aqui, eu então queria, como representante do nosso estado aqui da Bahia, eu queria fazer uma pergunta para você que é mais ou menos dentro desse de tudo isso que você falou agora no final, porque às vezes eh eh uma pessoa se aproxima de mim e diz assim: "Puxa, eu eu estive numa situação de tentar me aproximar de uma pessoa com deficiência, qualquer que seja, qualquer tipo de deficiência, não apenas a física. Mas eu não sabia o que dizer e eu fiquei com medo de errar. Eu fiquei com medo de falar

e aproximar de uma pessoa com deficiência, qualquer que seja, qualquer tipo de deficiência, não apenas a física. Mas eu não sabia o que dizer e eu fiquei com medo de errar. Eu fiquei com medo de falar alguma coisa, né? Por exemplo, uma pessoa que desconhece a terminologia, pessoa com deficiência, e que diz uma outra coisa e que de repente ela pode ser, né, maltratada, mal vista, então ela tem receio de se aproximar. você na sua experiência sobretudo, não é, você considera que esse é um fator, digamos, impeditivo dessa aproximação das pessoas com os seus semelhantes que possuem algum tipo de deficiência? Que que você acha? Olha, eu vou eh primeiro falar de eh de uma passagem bíblica eh que fala sobre sobre Jó. Eh, o melhor amigo de Jó foi o que menos falou. Eh, talvez a gente precisa acabar com essa ideia errada de que a gente precisa sempre estar falando alguma coisa. Colocar-se à disposição, estar ao lado é melhor do que falar. Isso eh você pode aplicar em várias em vários aspectos da vida, no luto, na na doença, eh num grande problema financeiro que a pessoa tá passando. Às vezes tudo que a gente fala não passa de verboagia, mas muitas vezes apenas o nosso silêncio, a nossa companhia já dizem tudo. Se você está eh de verdade interessado em saber como se colocar ao lado de uma pessoa com deficiência, eh, para entendê-la, e eu repito, eh, não necessariamente para ajudá-la, porque você nem sabe se ela precisa da sua ajuda. Claro, você nem sabe se ela naquele momento necessita de algum tipo de ajuda, mas se apenas para ampliar o teu o teu círculo de amizades e entender aquele universo melhor, se você faz isso de coração, com genuinidade, com sinceridade, apenas o se aproximar já é suficiente. E se você de verdade quer conhecer melhor aquela pessoa, não tenha nenhuma dificuldade em fazer perguntas, desde que não sejam invasivas, desde que não sejam perguntas que invadam a intimidade e a privacidade daquela pessoa, eh, a quase totalidade das pessoas com deficiência que eu conheço não tem

rguntas, desde que não sejam invasivas, desde que não sejam perguntas que invadam a intimidade e a privacidade daquela pessoa, eh, a quase totalidade das pessoas com deficiência que eu conheço não tem nenhuma dificuldade de de explicar, de de de falar um pouco mais para que a pessoa entenda melhor o universo em que habit Amos, mas eh eu volto ao amigo de de Jó, Elma. O o o que mais ajudou Jó foi o que silenciosamente sentou ao lado dele e apenas compartilhou com um gol da sua dor, não é? Eh, eu acho que isso não se aplica apenas a pessoas com deficiência, mas no geral, eh, se você quer ser útil, eh, aproxime-se, esteja ao lado, sem necessariamente falar, mas esteja por perto para que a pessoa saiba que você tá ali. E esse talvez seja um bom caminho. Nesse sentido, a gente já tá já quase se aproximando pro final, mas ainda quero explorar um pouco aí do teu conhecimento. Nesse sentido, você já é um homem de 62 anos, pelo que você disse, você tem a minha idade, nós temos a mesma idade. Você percebe que a sociedade como um todo, ela tem mudado essa concepção, essa forma de de enxergar as coisas saindo do capacitismo para uma atitude mais proativa. Que é que você acha? Eu acho que como sociedade nós estamos andando aos poucos lentamente, mas estamos. o que é muito melhor do que estarmos parados ou então de retroagir. Mas a gente poderia eh ter andado mais rápido. Eh, vivemos um um tempo enquanto sociedade muito difícil, de pouca tolerância com o outro, de de olhares envieszados, de dificuldade em se colocar no lugar do outro. Eh, enquanto sociedade vivemos isso de forma geral. E é óbvio que quando falamos especificamente de de pessoas com deficiência, é óbvio que que esses problemas que enfrentamos enquanto sociedade nos atingem também. Eu acredito que poderíamos ter avançado mais. Em contrapartida, nós temos muito mais material hoje, muito mais gente falando. Se você abrir o Instagram hoje, você vai ter o Ivan Baron falando sobre o capacitismo e com milhões de seguidores. uma pequena louca, um

, nós temos muito mais material hoje, muito mais gente falando. Se você abrir o Instagram hoje, você vai ter o Ivan Baron falando sobre o capacitismo e com milhões de seguidores. uma pequena louca, um influencer eh com nanismo que que acredito que a condição dela é nanismo, agora eu fiquei em dúvida, mas que é uma pessoa com milhões de seguidores. Eh, nós temos muitos influenciadores digitais que são pessoas com deficiência e que estão falando sobre as suas condições. Então, eh, isso faz com que a as pessoas conheçam mais sobre a questão. Conhecer mais sobre a questão não faz de nós pessoas melhores no sentido do acolhimento, da empatia. A informação é um bom primeiro passo, mas a informação não faz a gente chegar no ponto de chegada, no no final da linha. Ela apenas nos ajuda a caminhar. O que faz a sociedade chegar lá no final almejado é quando ela se tornar uma sociedade mais tolerante, mais empática, mais cuidadosa com os seus. Eh, não vejo isso acontecendo com a velocidade que poderia acontecer, Elmo, por conta eh dessa grande polarização em que nos encontramos, que não é nem uma uma coisa do Brasil, o mundo o mundo está polarizado politicamente e essa polarização atua em vários segmentos ao mesmo tempo, gerando retrocessos sociais muito grandes em vários lugares do mundo, inclusive aqui no Brasil. Brasil, mas nós podemos olhar para o metro quadrado em que nós estamos e resolver que aqui no meu metro quadrado eu vou fazer o melhor que eu posso fazer. E se cada um pensar desse jeito, eu acredito que aí sim a gente começa a mudar as coisas. Eu, apesar de todo o meu discurso sobre polaridade, intolerância, eu sou uma pessoa otimista e acredito que a gente vai chegar lá. Muito bem, Luís. Essa última essa última frase sua aí sobre o metro quadrado, né, nos remete, nos faz pensar que há o metro quadrado nas casas espíritas, aos metros quadrados nas casas espíritas, todos espalhadas por esse Brasil. E e como os centros espíritas eles são núcleos cristãos que primam disseminação

que há o metro quadrado nas casas espíritas, aos metros quadrados nas casas espíritas, todos espalhadas por esse Brasil. E e como os centros espíritas eles são núcleos cristãos que primam disseminação do amor e da fraternidade. E eu ouvi você mais cedo falar sobre essa necessidade de nós nos amarmos, que afinal é a mensagem fundamental, né, do Cristo, né, que nós nos amemos uns aos outros. Disse nós seríamos conhecidos assim. seus discípulos serão conhecidos por muitos semarem. Então eu fiquei assim muito tocado por essa mensagem tua, porque de fato as nossas mesmo as nossas instituições espíritas elas precisam eh estar atentas, estar com olhar mais atento para acolher nas suas instituições a pessoa. Eu diria o espírito, mas vamos colocar aqui do ponto de vista humano a pessoa independente da sua condição atual, né, e fazer todo o esforço para que essa pessoa não se sinta em nenhum momento excluída, né? Parece-me que, parece-me que se a gente começar esse movimento aí, né, pelas casas espíritas espalhadas por esse Brasil, o movimento espírita terá dado uma contribuição excelente, como é o caso desse programa Diálogos Inclusivos, que é promovido aqui pelo sistema de comunicação Deus conosco, uma iniciativa da Federação Espírita do Estado de Alagoas com a Federação Espírita do Estado da Paraíba. Nós estamos aqui com 57 minutos, já nos encaminhando pro nosso final, Luiz. E eu gostaria então que você eh em um ou dois minutos fizesse as suas considerações finais, deixasse uma mensagem aí, como você disse, de otimismo, não é? Porque assim como você, eu também sou um otimista de primeira linha, tá? Quando alguém convoca assim otimistas à direita, eu talvez seja o primeiro a me colocar nessa condição. Meu amigo, por favor, suas palavras derradeiras. Eh, são palavras de gratidão, Elmo, de gratidão pelo convite carinhoso que vocês me fizeram. eh também de parabenização por essa iniciativa fantástica de vocês, eh, de fazer esse programa, de tratar desses assuntos. é uma iniciativa maravilhosa e

o pelo convite carinhoso que vocês me fizeram. eh também de parabenização por essa iniciativa fantástica de vocês, eh, de fazer esse programa, de tratar desses assuntos. é uma iniciativa maravilhosa e eu espero que eh a partir dessa iniciativa surjam muitas outras eh não apenas dentro dos centros espíritas, mas em todos os lugares e em todas as pessoas que nos assistem. e falar para você eh da minha alegria de poder compartilhar tudo isso e dizer por último que há um princípio eh ensinado por Jesus muito simples, porque a sabedoria de Jesus é muito simples. Eh, e ele diz: "Olha, trate os outros como você gostaria de ser tratado". Essa é a questão que encerra todas as coisas. Trate os outros como você gostaria de ser tratado. Se você fizer isso, tudo vai dar certo e nós vamos ser uma sociedade maravilhosa. Obrigadão, Elmo, pela oportunidade. Maravilha, meu amigo. Você acho que você fechou com a com a com a mensagem que vai servir para nós durante o decorrer de toda esta semana de reflexão, fazer aos outros o que você gostaria. que os outros fizessem a você. Com essas palavras, nós nos despedimos então do Luiz, agradecendo mais uma vez pela sua presença, generosidade, né? Compartilhar os seus conhecimentos, as suas vivências, as suas experiências. Isso para nós foi muito, muito importante. Agradecer a Sandra Santiago, nosso intérprete lá da Paraíba, que coloca todo esse conteúdo aí à disposição da comunidade surda brasileira e a todos os que estiveram nos bastidores também eh auxiliando, contribuindo para a produção desse programa. Mas a você em especial que está nos assistindo, que nos acompanhou até aqui, o o a nossa gratidão, o nosso profundo agradecimento com votos de saúde, paz, alegria, otimismo, amor no coração. Que Deus nos abençoe a todos, ao sistema de comunicação Deus conosco, a nossa gratidão. Estejamos no próximo programa mais uma vez juntos. Até lá. Um abraço a todos. Fiquem com Deus. Sistema Deus conosco de comunicação espírita. Aqui você navega em Ondas de

eus conosco, a nossa gratidão. Estejamos no próximo programa mais uma vez juntos. Até lá. Um abraço a todos. Fiquem com Deus. Sistema Deus conosco de comunicação espírita. Aqui você navega em Ondas de Luz. O sistema Deus Conosco de Comunicação Espírita apresentou Programa Diálogos Inclusivos. O próximo programa Diálogos Inclusivos será dia 31 de maio, às 20 horas. e terá como tema o papel da família na inclusão da pessoa com deficiência. Teremos com convidada Alessandra Mendes, mediadora Marlúci Ferreira, intérprete de Libras, Ione Oliveira. Aguardamos todos vocês. Será dia 31 de maio às 20 horas. Você gostou do conteúdo que produzimos? A maior caridade que podemos fazer a doutrina espírita é a sua própria divulgação. Gostaria de participar? Então venha e se junte ao grupo de amigos do sistema Deus conosco de comunicação espírita. Ajude a manter esse trabalho de amor. Seja um colaborador. Você pode contribuir com qualquer valor. Basta escanear o QR code da tela. A sua colaboração é muito importante para nos ajudar a levar para o mundo a mensagem do Evangelho de Jesus e a doutrina espírita.

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