Diálogo Franco | Um Olhar Espírita para o Setembro Amarelo (Parte 2)

Mansão do Caminho 21/09/2025 (há 6 meses) 42:45 7,942 visualizações 1,314 curtidas

Participe conosco do "Diálogo Franco", uma transmissão AO VIVO especial da TV Mansão do Caminho, dedicada ao Setembro Amarelo. Neste sábado, 20 de setembro de 2025, às 20h, teremos um olhar espírita profundo e sensível sobre a prevenção e valorização da vida. Nossos convidados especiais, Mário Sérgio, Lusiane Bahia, Paulo de Tarso e Lacordaire Faiad, compartilham reflexões e esclarecimentos baseados na Doutrina Espírita, oferecendo consolo, esperança e ferramentas para lidarmos com este tema tão importante. A Doutrina Espírita nos convida a compreender a vida em sua totalidade, incluindo os desafios e sofrimentos. Abordaremos a importância da solidariedade, do amparo fraterno e do entendimento das leis divinas para auxiliar aqueles que enfrentam momentos de desespero. Não perca esta oportunidade de aprendizado, acolhimento e conscientização. Compartilhe com seus amigos e familiares e ajude-nos a levar essa mensagem de luz e esperança a mais pessoas. Fique por dentro! 🔔 Inscreva-se no canal e ative o sininho para não perder a transmissão ao vivo! 👍 Deixe seu like e ajude este conteúdo a alcançar mais corações. #PraCegoVer: O card da transmissão apresenta o título "Diálogo Franco" e "Um olhar espírita para o Setembro Amarelo". Quatro palestrantes são destacados em hexágonos: Mário Sérgio, Lusiane Bahia, Paulo de Tarso e Lacordaire Faiad. Informações sobre a transmissão "AO VIVO", "TV Mansão do Caminho", "Sábado", "20 Setembro 2025" e "20h" também estão presentes, com a fita amarela, símbolo do Setembro Amarelo, em destaque. #SetembroAmarelo #DiálogoFranco #Espiritismo #Prevenção #ValorizaçãoDaVida #SaúdeMental #TVMansãoDoCaminho #DoutrinaEspírita #Esperança #ApoioFraterno #Vida #AmorAoPróximo #PalestraEspírita #MárioSérgio #LusianeBahia #PauloDeTarso #LacordaireFaiad #DivaldoFranco *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

disse Jesus, "Os meus discípulos serão conhecidos por muitos se amarem. Primeiro, amar a mim mesmo como filho de Deus, como aprendiz da vida, entra num sentimento de profunda gratidão por aqueles que investiram o tempo, o trabalho para que nós pudéssemos chegar onde chegamos desde a nossa gestação." Então, quando nós entramos nessa ausência da gratidão, nós entramos na ingratidão e entramos nesse desalinho mental. Daí a importância de nós estarmos buscando principalmente aquilo que nós já conquistamos no horizontal da vida, investimos em nós enquanto ser espiritual que somos. E Jesus nos coloca muito bem quando ele diz assim: "Não amontoeis tesouro onde a traça corrói, a ferrugem consome, o ladrão rouba". Ó, amontoar. Ele não tá falando da gente não usar. O uso edifica, diz o espírito André Luiz. E é justamente essa ausência de nos perceber quem nós somos enquanto cocriadores e colaboradores da divindade. Nós entramos justamente nessa apatia diante da vida. E por trás do suicídio vem também um processo muitas vezes de exigência. Já que a vida não se curva ao meu jeito, eu me nego a viver, que é uma grande ilusão, porque nós podemos sair do corpo, mas não saímos da vida. Então, Jonas Di também nos diz no livro Momento de Saúde, a vida humana é um dom supremo que deve ser preservado e usado com eficiência para coletar benefícios. O propósito existencial dá sentido à luta e aos desafios, impulsionando o indivíduo ao crescimento interior. No livro Momento de Saúde, na página 19. Então nós vamos perceber que o suicídio também não é só tirar a vida do corpo, nós também suicidamos psiquicamente numa apatia diante da vida, nos desconectamos do nosso propósito. Então, daí vem a importância da leitura edificante, da oração, da meditação, de estarmos buscando num espírito de solidariedade, de fraternidade, estarmos na condição de um voluntário, numa instituição, estarmos devolvendo aquilo que amorosamente a vida investe em nós. Este é o grande momento e o grande remédio para todos nós em

e fraternidade, estarmos na condição de um voluntário, numa instituição, estarmos devolvendo aquilo que amorosamente a vida investe em nós. Este é o grande momento e o grande remédio para todos nós em sintonia com amor é o que disse Allan Kardec. Fora da caridade não há solução, não há salvação. >> Muito obrigado. Acordi. >> Nós podemos notar que sempre que existe uma um suicídio, ele afeta o entorno, principalmente os familiares, os amigos, os familiares. Até que ponto nós somos responsáveis por aquele suicídio? Até que ponto nós nos esforçamos o suficiente para que a pessoa não fosse levada aquela conduta? Será que o nosso comportamento ou a nossa alienação em relação ao sofrimento e à problemática não influenciou de uma forma positiva para que a pessoa tomasse a decisão, hein, Paulo? Como é que nós podemos pensar que que os familiares e amigos podem fazer para evitar que ocorra o suicídio? Esse assunto, a gente precisa tratar com muito cuidado para não criar uma situação de agravamento nas famílias aonde esse fato já aconteceu. Em verdade, Joana de Angeles, no livro Momentos de Saúde, citado por La Cordé, ela também faz uma análise dos tipos humanos em relação à sua reação diante da vida. E ela classifica em três tipos. os codependentes, que são aquelas pessoas que vivem na hierarquia funcional, dependendo sempre de outras pessoas. São aquelas pessoas que Murai Bowen falava sobre o fusionamento do ego. São pessoas que se realizam apenas na presença de outros. são aqueles dependentes emocionais e que eles não conseguem ter vontade própria para alcançar os seus objetivos. sempre necessitarão de alguém, serão dependentes. E muitas vezes acontece que essas pessoas elas se sentem fragilizadas pela ausência desse suporte que pode ser dado ou essa ausência pode surgir, porque aquele suporte, o eleito, ele está envolvido nas suas atividades cotidianas, está envolvido no trabalho, tá envolvido nas circunstâncias da vida e não necessariamente está disponível para dar à aquela pessoa o suporte ou o

to, ele está envolvido nas suas atividades cotidianas, está envolvido no trabalho, tá envolvido nas circunstâncias da vida e não necessariamente está disponível para dar à aquela pessoa o suporte ou o amparo emocional e funcional que ela necessita ter o tempo. tempo inteiro. Então isso é uma coisa que Joana diz que é um fator humano da codependência ou do funcionamento, fusionamento do ego. O segundo aspecto que ela vai dizer é que existem aqueles que são os revoltados. Os revoltados são aqueles que nada tá bom, que tá tudo ruim, que tá tudo de certa forma muito eh negativo. São pessoas que reclamam de tudo, tem uma herança atávica disso, porque os espíritos eles trazem muitas vezes essas mensagens e essa mundividência vem no inconsciente profundo dessas pessoas. Então eles são reativos, eles estão fechados para as emoções, eles não conseguem interagir. Então ela vai dizer que esses são aqueles mais ácidos e que no final da vida eles vão se revelar como sendo os covardes e os cruéis, aqueles que são os capazes de fazer coisas ignominiosas, coisas assim típicas dos psicopatas, porque são pessoas que o sentimento com alteridade e a fraternidade, eles não se desenvolveram de forma plena. E o terceiro tipo, que são aqueles que estaria mais ou menos aí dentro de uma correlação com a tipologia eh de do padre Teliadã, que ele também fala sobre os ociosos, os bvivãs e os audaciosos. Ela também fala que esses são os visionários. Esses visionários são aqueles que não se contentam com a paralisia, com o nada, com o marasmo, com a com aquilo que não acontece. Eles estão sempre buscando coisas novas, eles estão sempre buscando o mais. Na o parado não lhes atende às necessidades. Então são os buscadores, são aqueles que se envolvem nas questões eh dos estudos, são aqueles que vão praticar meditação, são aqueles que vão procurar de repente as respostas em outros lugares da vida que não são encontradas no seu ambiente familiar. Então, essas três, esses três tipos, Joana diz que depois

ar meditação, são aqueles que vão procurar de repente as respostas em outros lugares da vida que não são encontradas no seu ambiente familiar. Então, essas três, esses três tipos, Joana diz que depois de uma análise bem profunda da ciência se chega à conclusão de que a gênese dessa tipologia está na relação familiar. Essa relação familiar, ela acontece dentro das dinâmicas que a gente conhece, porque ninguém forma família com manual de instruções. Quem aqui fez um curso de como montar uma família antes de montar, levanta a mão, por favor. Teve esse curso? Como criar um filho do tipo A, do tipo B, do tipo C, do tipo Tem alguém? Não tem. Então, a gente forma as famílias dentro de um processo aleatório, achando que a gente vai dar certo. A gente que a gente tá fazendo por amor, com as boas intenções, mas o que está na subjacência das relações humanas foge muitas vezes dos nossos olhos. A gente acha que está fazendo bem e não está fazendo bem. A gente acha que está caminhando pela via certa e não está. Então isso no outro causa um impacto na sua autoestima, na maneira como ele se percebe, na maneira como ele se valora, na maneira como ele se fortalece para ser esse ente de tomar decisão. Porque tudo, se o indivíduo ele é levado a ser um codependente, não, não se preocupe não, que eu resolvo para você, que eu faço tudo por você, que eu estou sempre por você. A ciência hoje chega a determinar uma um tipo de paz. que são chamados pais helicópteros, que eles ficam girando em torno dos filhos que tem o helicóptero de salvamento, o helicóptero de resgate, eles chegam até dar esses nomes engraçados para os pais. E o resultado disso é que as crianças que estão sendo vigiadas e protegidas por esse super processo, eles estão sendo alijados da capacidade de suportar as frustrações, suportar os embates do mundo. Eles não resistem nem às vezes um dislike lá numa rede social, um cancelamento e tal nem se fala. Então, esse tipo de coisa a gente tem que tomar cuidado quando a gente aborda para não levar aquelas

. Eles não resistem nem às vezes um dislike lá numa rede social, um cancelamento e tal nem se fala. Então, esse tipo de coisa a gente tem que tomar cuidado quando a gente aborda para não levar aquelas pessoas aonde esse problema aconteceu levar uma culpa além da culpa. E o que nós temos fazer aqui, estamos fazendo aqui, é esclarecer do ponto de vista da doutrina espírita, o que é que nós estamos fazendo dentro das nossas casas, não é para nós somente evitar que ocorra o suicídio, mas é para que as pessoas não tenham vontade de fazer, para que as pessoas não se sintam motivadas por fazer. E uma das coisas mais importantes que a gente precisa é construir dentro das nossas casas com os nossos filhos. é a união com Deus, a união com o Deus imanente, a união com o Deus que está no coração, essa conexão humana que faz com que todos nós sejamos iguais, conectados uns com os outros. Isso é desde o começo, gente. Os valores com os quais nós vamos lidar com a vida, a construção de uma tabela de valores. Então, se a gente tá anelado das coisas do mundo, conforme, né, eu já tinha comentado na minha última fala, na minha fala anterior, se nós estamos conectados com as coisas do mundo, tomar cuidado com que tipo de tradição nós estamos fazendo para os nossos filhos. Que tipo de exemplo eu sou para os meus filhos? O que que eu mostro? De que maneira eu me mostro como sendo o portador daquilo que eu peço que ele faça. Eu sou de um tempo, eu tô vendo aqui umas cabecinhas assim nevadas que a gente ouvia assim: "Faça, me respeite que eu sou seu pai". Quem ouviu isso aqui? Tem um bocado de gente que não quer assumir, né? Mas a gente sabe que isso existia. Hoje, gente, é me respeite porque eu sou digno de ser respeitado. É me respeite porque esse valor não é só bom para você, não, é bom para mim também. Então, ao ao estar trazendo isso para dentro de casa, nós estamos criando aquilo que o espírito emano chama de couraça, o capacete da fé. Coraça da fé. É o momento em que nós vamos construir

m também. Então, ao ao estar trazendo isso para dentro de casa, nós estamos criando aquilo que o espírito emano chama de couraça, o capacete da fé. Coraça da fé. É o momento em que nós vamos construir essa possibilidade da resiliência. A resiliência para que as pessoas tenham um sentido da vida. A Cordé falou aqui do Victor Frankel. Víctor Frankel viveu num campo de concentração. Ele viveu num campo de concentração e ele assistia as pessoas passando por um fenômeno que ele chamava de desistite. A desistite era quando a pessoa, porque imagina o seguinte, você tá em 1943, aquelas pessoas só foram libertadas em 1945. Então, em 1943, 1944, quando o negócio estava bem avançado, quem estava preso no campo de concentração não sabia se aquilo ia durar 2 anos, 10, 50, se nunca mais ia acabar, se eles iam morrer ali dentro. Então, uma pessoa que não suportava mais as agruras de um campo de concentração encostava a mão na cerca elétrica e morria eletrocutado, ou então simplesmente jogava sua comida fora e parava de comer e morria. O tifo matava aqueles que se abandonavam. Então ele viveu nesse período aí, 2 anos, 2 anos e meio, dentro desse campo de concentração e desenvolveu a sua logoterapia. A logoterapia é a terapia voltada para o sentido da vida. Niet dizia que para quem tem um para que viver pode se suportar quase que qualquer como. É preciso que nós acordemos todos os dias com um propósito. É preciso que os nossos filhos tenham um propósito na vida, que todos nós sejamos envoltos na sensação de que vale a pena viver. E isso tem que ser um valor familiar. Não pode ser um valor somente dito, pendurado nas paredes ou nas canções de final de ano. Tem que ser uma coisa de todos os dias nas relações. E os nossos filhos não vieram aqui para serem privados das sensações e das reflexões do mundo. Eles vieram aqui para viver como nós vivemos. Eles vieram aqui para os enfrentamentos como nós também enfrentamos. Eles precisam estar nesse campo de batalha e criando as suas resistências.

do mundo. Eles vieram aqui para viver como nós vivemos. Eles vieram aqui para os enfrentamentos como nós também enfrentamos. Eles precisam estar nesse campo de batalha e criando as suas resistências. Então, é preciso que a gente pense que nós não estamos criando reis, príncipes, princesas. Estamos trabalhando com seres humanos, com suas diversidades, respeitando as suas diferenças, respeitando as características que cada um traz para viver a essência da sua vida. E é dessa maneira que eu penso, Mário, que a família vai contribuir para que isso aconteça ou melhor, para que isso não aconteça, para que a pessoa não fique se sentindo esvaziada da vida, porque a vida é linda, a vida é muito linda. Se a gente souber viver, se a gente olhar para ela na sua diversidade, na sua pluralidade, na sua imensidão, nós vamos compreender que vale muito a pena estarmos vivos. Não importa como nós estejamos vivos. Porque essa é uma oportunidade que a divindade nos concede para que nós possamos melhorar espiritualmente. Se nós não mudarmos isso na sociedade, e eu fico vendo essa propaganda acontecer nas televisões, nos rádios, etc., que são os mesmos meios de comunicação que propagam os valores da destruição da vida. Não é incoerente isso? Você comentar sobre a morte das pessoas, são 800.000 1000 pessoas por ano. Falar sobre 800.000 pessoas mortas todo ano e deixar um mês inteiro para falarmos sobre isso não é coerente paraa continuidade da divulgação dos valores que destróem a família, que destróem os valores da comunhão com Deus, que destróem a religiosidade das pessoas. não é coerente, porque é justamente isso que está por trás disso, está a gênese da ampliação da quantidade imensa de pessoas que estão tirando a própria vida. Portanto, a família é extremamente importante. Eu peço desculpa por ter me alongado um pouco, porque realmente esse é um ponto fundamental para que a gente possa dizer: Pessoas fortes nascem de famílias estruturadas, funcionais. Famílias disfuncionais geram seres

por ter me alongado um pouco, porque realmente esse é um ponto fundamental para que a gente possa dizer: Pessoas fortes nascem de famílias estruturadas, funcionais. Famílias disfuncionais geram seres disfuncionais. E há inclusive pesquisas, esse Murai Bo que eu citei como o estudioso do fusionamento do ego, ele diz que esse processo é transgeracional. O disfuncional de hoje, ele será um pai disfuncional de amanhã, que será um avô disfuncional de um filho disfuncional. E lá na frente essa família vai experimentar a o aparecimento da esquizofrenia como fenômeno, porque não existe a pessoa, não existe possibilidade de uma pessoa não se realizar inteiramente. Ela sempre vai precisar ser ela, independente de quem esteja ao seu lado. >> Obrigado, Paulo. Luziane, nós observamos que o Lacorder falou sobre Víor Frankel no sentido da vida. O Paulo também citou e eu observei, pessoalmente, observei que nos últimos meses da vida de Divaldo, os últimos seis meses, ele fez diversas palestras e que o tema central da palestra era o sentido da vida. está passando por momentos difíceis. Então, ele buscou um esforço interno através inclusive da instrução da literatura de Vitor Frankel, que ele citava continuamente, para superar aqueles momentos difíceis, né? Na sua experiência, Luziane, o que mais ajudaria, o que poderíamos fazer para ajudar uma pessoa a buscar o sentido da vida nesse momento mais difícil da existência, porque ela está passando e pensando no suicídio >> para o auxílio é necessário que estejamos atentos e a nossa sociedade apresenta um comportamento muito exterior e de muita desatenção a fatores que são mais profundos. É uma sociedade que olha sob o aspecto do imediatismo e das coisas de forma muito objetivas, lidando com a dor do outro como se pudesse escalonar ou como se pudesse cercar em alguns parâmetros, classificando, qualificando. E esses pontos vão nos distanciando desse auxílio para auxiliar, como no passe que a doutrina dos espíritos nos ensina, que para doar a boa energia, nós precisamos

metros, classificando, qualificando. E esses pontos vão nos distanciando desse auxílio para auxiliar, como no passe que a doutrina dos espíritos nos ensina, que para doar a boa energia, nós precisamos querer a vontade e ter a disposição interna de fazer esse bem e de olhar para o bem. O sentido da vida e o livro citado de Víctor Frankel é em busca do sentido. A gente traz aqui como a referência para a nossa leitura e estudo. Todas as vezes que buscamos olhar esse sentido, é o que o Paulo trouxe, o que Lacé também apresentou. E nós dissemos aqui oportunamente, é essa conexão com Deus de não perder-se no caminho. Auxiliar alguém a buscar o sentido da vida é relembrar esse alguém da existência de Deus. Mas não de um formato prosélito, de uma forma proselitista, a querer conduzir alguém para uma vertente religiosa ou um pensamento religioso, mas é cultivar e estimular o outro à religiosidade, a busca da alegria dentro de si mesmo. os espíritos. Na questão 943 do livro dos espíritos, em que Allan Kardec pergunta qual seria a razão para o desgosto da vida, os espíritos respondem à ausência de fé, a saciedade e a ociosidade. Se queremos ajudar alguém a encontrar o sentido, façamos o alavancar desses aspectos que estão na resposta 943. Estimulemos o outro ao cultivo da fé. Mas como disse Jesus, a gente só pode ofertar o que está repleto o coração. Não tem como dizer ao outro para buscar a fé se eu não busco vivenciar a fé cotidianamente. Fé vem de fideles que vem de fidelidade. A mesma raiz etimológica que traz a ideia de entrega, de confiança, de pertencimento. Lembra que os nossos irmãos evangélicos muito sabiamente dizem: "Deus é fiel e é mesmo". sempre a sua lei, como disse tio Divaldo, Deus é amor. Tá lá na primeira epístola de João, capítulo 4, versículo 8. Deus é amor e por isso ele é a fidelidade, ele é fiel. Mas nós, nos contextos da vida, da existência saímos da fidelidade, desse processo de fé em relação a nós mesmos. nos conectamos porque, como diz Santo Agostinho em

sso ele é a fidelidade, ele é fiel. Mas nós, nos contextos da vida, da existência saímos da fidelidade, desse processo de fé em relação a nós mesmos. nos conectamos porque, como diz Santo Agostinho em confissões, se eu me desconecto de Deus, eu me desconecto de mim mesmo. Eu perco o endereço, a orientação, o rumo no caminho e fico naqueles passos sem ter uma cadência lógica e firme que deve estar pautado na fé. É a fé em Deus, sim, mas a fé também em nós. Quais são as nossas capacidades? Às vezes nós olhamos no contexto social tanta apatia. Por quê? Porque a gente prefere acreditar nos pensamentos depreciativos ao invés de nutrir-se de uma alegria cristã. E essa alegria cristã ensaio diário que vem da fé, dessa crença que está além de simplesmente acreditar. É saber. é saber que Deus está em tudo. Em tudo. O livro Memória de um suicida, nas primeiras páginas citadas por Mário, fala do vale dos suicidas. E muitas vezes a gente não quer ler esse livro porque fica pensando nos pontos que aqui estão descritos nesse início. O livro é um primor de misericórdia e uma proposta de conexão nossa com Deus o tempo todo. Porque até neste contexto de sofrimento e de tamanha dor, nós identificamos a organização do amor, porque tudo está pautado sobre a lei do amor, que é a lei suprema, a lei máxima. Então, caminhar nesse sentido de fortalecimento da fé, da esperança. A fé, segundo o evangelho, é a mãe da esperança e da caridade. Sem fé a gente não tem esperança. Se a gente fica pensando, ah, essa sociedade é assim mesmo, esse planeta é assim mesmo, as pessoas são assim mesmo, a gente tá sem fé no outro também. A gente tá descrente do ser humano e aí a gente perde esse sabor de fraternidade, de solidariedade, esse brilho que deve estar no Elã. Nós convivemos uns com os outros para aprendermos, para cultivarmos o aprendizado, porque somos gregários. Todas as vezes que nos isolamos, nós adoecemos. Então, a ausência de fé, ou seja, buscar o contrário, buscar a fé, engrandecer essa fé no outro para fazer pro outro,

rendizado, porque somos gregários. Todas as vezes que nos isolamos, nós adoecemos. Então, a ausência de fé, ou seja, buscar o contrário, buscar a fé, engrandecer essa fé no outro para fazer pro outro, eu preciso fazer para mim também. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Mas os espíritos falam de ociosidade. Ociosidade é ausência de ocupação útil. E os espíritos esclarecem: trabalho é toda ocupação útil. Tá falando de poder, não. Tá falando de dinheiro, não. Tá falando de condição social? Não. Tá falando de ocupação. O que é ocupação útil? Perceber o que que eu posso fazer para o outro. Todos nós aqui, questão 643 do livro dos espíritos, todos nós temos condições de fazer o bem. Basta que a gente seja criativo, que a gente queira e que a gente descubra que caminho é esse, que eu posso fazer o bem e acreditar que eu posso laborar, trabalhar em nome de uma sociedade maior, de uma condição maior. Ah, os pontos mais relevantes da sociedade, acho que eu não consigo fazer, mas quem disse que o mal ele é debelado simplesmente pelas coisas grandiosas da vida? São nas pequeninas coisas que nós vencemos o mal, porque ali na sua raiz, quando ele está nascendo, e ao invés da gente apresentar o mal, o que que Jesus falou? Retribuir o mal com o bem. Se eu ser seio ali, eu estou sendo útil, útil à vida. Eu não vou encontrar aspecto de desânimo e achar e acreditar que eu não posso contribuir, porque eu vou estar buscando processos de utilidade. Então, cultivar para o outro os seus talentos. O que é o suicídio senão a enterrar o talento na parábola que Jesus contou? Eu recebo um presente de Deus e eu devolvo o presente a Deus. Eu enterro porque eu não identifico substância onde eu possa multiplicar e fazer geminar aquele talento. Ora, buscar a utilidade é entender mecanismos onde eu posso estar no protagonismo, que é uma palavra atual, numa ação, numa atividade, numa construção. E por fim, os espíritos falam saciedade. Então, nós temos de cultivar o oposto. O

r mecanismos onde eu posso estar no protagonismo, que é uma palavra atual, numa ação, numa atividade, numa construção. E por fim, os espíritos falam saciedade. Então, nós temos de cultivar o oposto. O que é a saciedade? É a representatividade do orgulho. Eu acho que eu tenho tudo. Tudo me basta. Tá tudo OK. Essa vida já deu para mim. Tá tudo OK. Aí chegou no ponto máximo, eu não consigo mais oferir nada. Isso é orgulho. Por que orgulho? Porque eu acho que eu não posso aprender mais. Eu acho que eu não posso compartilhar com o outro. Eu acho que o outro já não tem mais o que me ofertar. Saciedade é deixar de sonhar. E quando a gente deixa de sonhar, a gente deixa de projetar, a gente deixa de ter ideal. Então, cultivar para o outro e para si, que nessa vida nós estamos aqui sempre para aprender. O espírito Joana deângeles no livro Vida, Desafios e Soluções. Porque aqui nós trouxemos algumas obras e vou mostrar para vocês, porque quando a gente fala de sentido da vida, como é que a gente vai encontrar o livro? Ele é companheiro, ele é parceiro, que às vezes a gente esquece na estante lá, tá tão bonita a nossa estante com os livros, mas eles estão ali prontos para conversar e dialogar conosco. Nesse livro aqui, ó, Vidas, Desafios e Soluções, a benfeitora traz no prefácio que viver a existência é um desafio. E a gente sabe isso, a gente sabe disso, que é desafiador. Mas aí é que está a beleza, porque Deus nos quer após os esforços empreendidos. A pergunta que foi feita ao tio Divaldo, por que Deus não evita o suicídio? É a mesma pergunta. Por que Deus não nos faz perfeitos? Porque tem que ter o sabor da vitória, tem que ter a conquista, tem que ter o mérito, que é a superação nossa em relação às nossas próprias dificuldades. Esses livros aqui vão nos conduzir a um sentido. Olha que lindo esse título. Seja feliz hoje. Não é ontem, nem amanhã. É hoje. É hoje, porque hoje é o dia mais importante das nossas vidas. Essa é a nossa melhor versão de nós mesmos e essa reencarnação é a nossa

do esse título. Seja feliz hoje. Não é ontem, nem amanhã. É hoje. É hoje, porque hoje é o dia mais importante das nossas vidas. Essa é a nossa melhor versão de nós mesmos e essa reencarnação é a nossa maior responsabilidade. Seja feliz hoje. O livro que a benfeitora nos traz também, e esses aqui que eu estou mostrando são psicografia do nosso querido tio Divaldo. O primeiro livro, Ivone do Amaral Pereira, a Médium, e o espírito é Camilo Câjido Botelho, que é o Camilo Castelo Branco, autor português. E aí vem uma trilogia. Tem gente que gosta de série, gosta de assunto sequenciado. Minhas irmãs, meus irmãos, isso aqui é mil vezes melhor. Olha que trilogia linda. Vidas vazias, vida plena. Tomara que eles não caiam. Vida plena, olha que lindo. E mundo regenerado. Cada um desses livros nós encontramos mensagens orientadoras. Não é simplesmente para voltarmos ao caminho, é para não sairmos do caminho. E se porventura cairmos, termos o sustentáculo para nos levantar. E para nós finalizarmos esse processo do sentido da vida aqui na nossa abordagem, nós queríamos trazer a frase de tio Divaldo, que quando lhe perguntava: "Mas qual é a razão de todo esse brilhantismo, de todo esse vigor?" E ele respondia: "Alegria de viver". Mas não era alguém com 15 anos que estava dizendo que era alegria de viver. Não era alguém com 30, com 50. Era alguém com mais de 90 anos. Era alguém com 98 anos que nas suas últimas palestras, e eu convido os irmãos e as irmãs para reassistirem, ele está falando de vida, de sentido e de que vale a pena viver. Alguém que viveu 98 anos com desafios, com lutas, com embates físicos cardíacos na coluna, no ciático, a as questões respiratórias, o câncer, mas também que enfrentou embates da moralidade, preconceitos, questionamentos acerca da sua mediunidade, dúvidas acerca da sua atuação, desafios que ele enfrentou por conta da alegria de viver, mantendo-se conectado com Deus. Então, não nos esqueçamos de Deus. Falemos de Deus, cultivemos onde quer que estejamos,

acerca da sua atuação, desafios que ele enfrentou por conta da alegria de viver, mantendo-se conectado com Deus. Então, não nos esqueçamos de Deus. Falemos de Deus, cultivemos onde quer que estejamos, encontrando alguém cabes baixo, diga assim: "O que que hoje você pode fazer de bom? O que é que hoje nós podemos juntos realizar de bom? Vamos sair dessa couraça do orgulho, do egoísmo. Vamos buscar ajuda, encontrar na comunidade da fraternidade o apoio para nos sustentarmos mutuamente, porque nós seremos conhecidos por muito nos amarmos. >> Muito bem, Luziane, muito obrigado pelas palavras. Nós sabemos que o Divaldo, ele fez um atendimento fraterno a milhões de pessoas. Mas tinha um ponto nevrálgico quando uma mãe ou um pai procurava ele dizendo que perdeu um filho. Perdeu entre aspas que ninguém perde nada. Esse era o espinho da carne do Divaldo, porque ele tinha realmente lhe faltavam palavras para poder responder, para poder consolar, porque é algo inconsolável para uma mãe ou para um pai. Então vamos ouvir o que que Divaldo nos fala sobre esse assunto. >> Não há palavras que possam constituir consolo, especialmente a uma mãe cujo filho tombou na armadilha do suicídio. Tecnicamente, o suicida sofre quando chega ao mundo espiritual, mas depende de muitas circunstâncias. Hoje nós vemos a depressão como uma pandemia e de repente o indivíduo é vítima de um surto e suicida-se. É diferente daquele indivíduo que, desgostoso, com problemas financeiros, sociais, emocionais, planeja um suicídio. Allan Kardec, com muita propriedade diz que a intenção é o mais importante. O sofrimento para quem interrompe a vida por um surto, por um programa adred traçado é muito grande. Mas nunca nos esqueçamos do amor de Deus. Deus tem sempre misericórdia, principalmente daqueles que não têm resistência para suportar as provações. Lembre cada mãe que essa dor do filho aflito vai passar e que ela vai ter a oportunidade daqui de diminuir a sua dor, orando, lembrando-se dos momentos mais felizes,

tência para suportar as provações. Lembre cada mãe que essa dor do filho aflito vai passar e que ela vai ter a oportunidade daqui de diminuir a sua dor, orando, lembrando-se dos momentos mais felizes, recordando-se do filho como seu tesouro e enviando pensamentos bons. Em 1939 suicidou-se uma irmã minha. Eu contava 12 anos. Mais tarde, quando criamos a mansão do caminho, eu tive uma ideia de, por amor a ela, fazer algo muito original. O meu irmão era delegado de polícia e feira de Santana, nossa cidade natal. Eu fui à Feira de Santana e perguntei-lhe sobre as mulheres sofredoras que se entregavam ao comércio carnal e pedi que ele me levasse. Eu gostaria de conhecer de perto a situação delas e meu irmão me levou. Eu fui surpreendido com cenas de difícil exposição. Algumas atendiam clientes sobre a cama e embaixo no chão dormiam os seus filhos. Que poderiam ser eles? Aquilo me deu uma dor física, porque elas não tinham onde deixá-los. Então, em homenagem à minha irmã, que sofria muito, eu pedi a Deus que nos ajudasse a atender aquelas crianças duplans e em risco de aprenderem tudo quanto era pernicioso. E então elegimos 10 crianças e fui a cada mãe explicar que desejava educá-las, que ninguém nunca saberia qual daquela que veio daqui o da Colá. Assim escolhemos 10 crianças, retiramos de debaixo das camas, levamos para a mansão do caminho e ninguém da mansão do caminho sabia da origem daquelas crianças, somente eu. Nós temos um livro em que registrávamos a entrada, apresentávamos ao meritíssimo juiz de direito que nos concedia o documento de responsabilidade e guarda, mas a razão real somente eu sabia. E eles cresceram, meninos e meninas, todos 10 são cidadãos. em homenagem ao amor pela minha irmã. E essa homenagem, ela recebeu como bênçãos, porque as leis divinas transformam o amor em resgate. Era uma forma, se ela suicidou, também foi muito amada, tinha merecimento. A circunstância levou-a a esse desespero, mas era uma boa mãe, uma esposa exemplar. E isso contabilizou.

m o amor em resgate. Era uma forma, se ela suicidou, também foi muito amada, tinha merecimento. A circunstância levou-a a esse desespero, mas era uma boa mãe, uma esposa exemplar. E isso contabilizou. E com esse problema, ela teve o direito de reencarnar-se, reencarnass-se, de nós conhecermos. Ela foi para a mansão do caminho, para a nossa creche, desencarnou com 6 anos e está hoje reencarnada. Então eu diria às mães, todo o bem que fizerem, façam-lo em memória do filho querido. Não lembrem deles sofrendo. Lembrem-se de quando eram crianças, como eram alegres, de incidentes positivos, porque seu pensamento vai até eles. Um dia Chico Xavier me disse uma frase bem tosca, mas de uma grandeza emcomum. A prece das mães arromba as portas dos céus. Então, quem teve um filho, um amigo, um parente que não suportou as vestissitudes da vida e interrompeu pelo suicídio o seu ciclo, ore. Não pense naquele ato. Ame e com a imensa ternura diga: "Meu bem, pense em Deus, eles serão beneficiados". Então, ah, nós podemos encerrar. Eu agradeço muito ao Lacer pelas palavras, ao Paulo de Tarso, a Luziane, a nossa equipe e a presença de todos aqui, né? Eu acho que foi uma noite enriquecedora, com muito conhecimento, muita elucidação, com muito consolo e abrindo perspectivas para que todos nós possamos participar. ajudando ao próximo, como nos disse o Lacorder, que fora da caridade não há salvação. E a caridade muitas vezes é a palavra, é o consolo, é o ombro amigo. Então vamos, meus irmãos, agora nos preparar para o encerramento da nossa reunião, convidando os médiuns passcistas da casa para que possam se colocar ao longo dos corredores na aplicação dos passes coletivos. Senhor e Mestre Jesus, neste momento de profunda emoção, mas também de profunda gratidão. Gratidão, Senhor, porque nos concedestes a bênção do Consolador Prometido, que veio até nós, nos trazendo justamente isto, o amor, o teu amor entre nós. Te rogamos, ó querido amigo, que abençoe-nos, abençoe-nos neste momento em que a humanidade

ênção do Consolador Prometido, que veio até nós, nos trazendo justamente isto, o amor, o teu amor entre nós. Te rogamos, ó querido amigo, que abençoe-nos, abençoe-nos neste momento em que a humanidade se encontra tão perdida, sem rumo, muitas vezes desesperada, achando que exterminando a vida tudo se conclui. Ó Senhor, que ilusão, que ilusão. e estende a vossa misericórdia a todos aqueles que desesperados buscam através da extinção do corpo físico terminar com as suas dores. Tende misericórdia, ó Senhor. rogue ao Pai que ele possa nos consolar e consolar a eles todos. envolve aos médiuns passcistas desta casa nas messes do teu amor, dando-lhes as energias necessárias do mundo espiritual para transmitir a todos nós os benefícios da cura física e principalmente da cura espiritual. Conduz os nossos pensamentos de saudade, Adivaldo Franco e a Nilson de Sousa Pereira. Abençoa os nomes que colocamos na entrada desse cenáculo, encarnados e desencarnados. Abençoa a nossa água, transformando-a num remédio para as nossas problemáticas emocionais, físicas, mentais, espirituais. Conduz-nos de retorno ao lar, alegres, felizes, porque sabemos que estás conosco. Abençoa-nos, Senhor, hoje e por todo sempre. E que assim seja. Está encerrada a nossa reunião. Muito obrigado a todos.

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