Cuidar-se para cuidar do outro
Recebemos a psicóloga clínica e facilitadora de Constelação Familiar Sistêmica, Letícia Talarico, conversando com Ivana Raisky e Jaime Lopes sobre os cuidados que devemos ter para conosco, principalmente quando somos os cuidadores de outrem. Imperdível! Compartilhe com quem precisa desse tema!
Olá boa noite sejam todos bem-vindos a esta Live mensal da revivas que a rede escolha viver é uma organização formada por pessoas de várias partes do Brasil todas preocupadas com a problemática do suicídio que é uma verdadeira pandemia silenciosa E esse grupo de pessoas se uniu com o objetivo de salvar vidas prevenir o suicídio nós sabemos que são vários os fatores várias situações que podem levar a pessoa a essa situação a pensar na possibilidade de tirar a própria vida e tudo isso envolve não somente aquele que está passando por essa situação de grande dor de grande sofrimento mas também toda a sua família e é justamente sobre isso que nós vamos conversar hoje sobre o cuidado que nós devemos ter com aqueles que Então como cuidar daqueles que cuidam dos que precisam mas antes de mais nada eu quero convidar para dividir comigo a mediação desta Live o nosso coordenador Nacional da comissão executiva Nacional da revivas o Jaime Lopes de fazer para o trabalho de prevenção ao suicídio sempre trazendo alguém que possa nos ajudar nessa reflexão um abraço a todos e tenhamos aí uma boa reflexão uma boa conversa muito bom e hoje nós temos uma convidada que é muito querida ela é psicóloga Clínica Ela É facilitadora de consideração familiar sistêmica tem bastante experiência nesta área do que nós vamos conversar hoje é a Letícia talarico Boa noite Letícia bem vindo Boa noite obrigada que prazer estar aqui com vocês para um tema tão importante né tão especial é verdade Letícia Então nós vamos começar pedindo para você fazer uma introdução acerca desse assunto e na sequência Nós voltamos para conversarmos um pouco então já fica aí para você que está nos acompanhando se tiver dúvida se quiser perguntar alguma coisa ou mesmo também compartilhar a sua experiência conosco é só ir colocando aí no chat mas olha pessoal primeiro a gente precisa agradecer aos nossos parceiros aqueles que estão colaborando com a retransmissão desta Live da revivas nós agradecemos a Rede Amigo Espírita a
ando aí no chat mas olha pessoal primeiro a gente precisa agradecer aos nossos parceiros aqueles que estão colaborando com a retransmissão desta Live da revivas nós agradecemos a Rede Amigo Espírita a rádio Fraternidade a TV secal a fé égua Federação Espírita de Goiás ao igésimo Instituto Goiano de estudos espíritas que estamos todos juntos aí neste trabalho em defesa da vida Letícia então a palavra com você Então vamos lá bom eu queria compartilhar um pouco da minha experiência né Por ter trabalhado em fazenda de recuperação né a gente tava sempre ali atenta as famílias que estavam de olho né na nos filhos no sobrinhos que iam lá visitar né os familiares e a experiência também Hospital Psiquiátrico né quando os pais então tinham que internar os filhos né por tentativa de auto extermínio então o que que a gente passou observar que a família é também paciente a família também precisa de cuidados porque quando a família ela ela luta ela ajuda a lutar né pela vida do filho pela vida do irmão ou até às vezes da própria mãe às vezes são os filhos tendo que internar a mãe ou tem que internar o pai a gente observa um sofrimento muito grande e além desse sofrimento psíquico muito grande a gente observa né também a dificuldade que a pessoa tem de retomar a própria vida ela fica tão envolvida na causa né de ajudar o outro a viver que na maioria das vezes a família vai adoecendo né os cuidadores vão adoecendo Lembrando que esses cuidadores pode ser os filhos tá quantas vezes no Hospital Psiquiátrico de Belo Horizonte que internava a mãe ou pai eram os filhos os filhos já adultos ou os filhos adolescentes então acompanhando essas famílias né por mais de 10 15 anos o que que é possível observar que mesmo depois né da recuperação da estabilização desses pais que eram internados por tentativa de algo extermínio os filhos continuavam com papel de cuidadores mesmo com os pais melhores e tinha uma dificuldade né de desse desidentificar desse papel adoecidos então né na vida psíquica O
ntativa de algo extermínio os filhos continuavam com papel de cuidadores mesmo com os pais melhores e tinha uma dificuldade né de desse desidentificar desse papel adoecidos então né na vida psíquica O que que a gente observava também né a psiquiatria né o departamento da psiquiatria da Psicologia a gente observava a dificuldade que a pessoa tinha de voltar para a própria vida então muitas vezes eram pessoas vivas mas que psiquicamente tinham morrido para a própria vida né então morto vivo e Vida e isso né acarretava um grande sofrimento não só para essas pessoas que estavam tentando ajudar mas também para o paciente né Porque é importante a gente dosar o tanto que a gente pode ajudar é importante a gente dosar qual é a ajuda que realmente ajuda porque tem ajuda que é cheia das boas intenções mais que na verdade vai tirar força do outro né de caminhar com as próprias pernas Então como é que eu posso ajudar sem tirar a autonomia do outro qual que era o cenário então que a gente via de Sofrimento mental esses filhos que muitas vezes precisavam internar o pai ou a mãe né e realmente eles abriram a mão da própria vida e acabava adoecendo psiquicamente ou então o contrário né os filhos então o contrário os pais tendo que internar os filhos né Sempre naqueles mesmos períodos são realmente de três em três meses de quatro em quatro meses na estabilizava a medicação e depois tava lá os pais com os filhos e o que que a gente observava também principalmente dos pais com os filhos a gente observava uma criação de uma simbiose porque é difícil mesmo quando a gente compra essa causa né do filho não nós vamos te ajudar nós queremos te ajudar é difícil não se misturar né com aquele papel a gente acaba achando que a gente é somente aquele papel e a gente acaba esquecendo da própria vida né de tão envolvido que a gente fica naquilo também se identificando com aquela causa então né eu fico muito feliz de estar aqui hoje para a gente abrir esse espaço para olhar para essas pessoas que também
tão envolvido que a gente fica naquilo também se identificando com aquela causa então né eu fico muito feliz de estar aqui hoje para a gente abrir esse espaço para olhar para essas pessoas que também adoecem porque com a melhor das boas intenções Elas abrem mão da própria vida né e acabam perdendo autonomia e acabam se enrolando e acaba criando também é além dessa simbiose né Essas pessoas acabam criando uma forma de se relacionar com o doente é uma forma adoecida né então quer dizer uma forma de codependência eu me acostumei tanta ser útil para essa pessoa que eu só me vejo nesse papel eu esqueço então de trabalhar autonomia né da pessoa que precisa de ajuda e eu aos poucos me desdonificar desse papel e ganhar novamente autonomia na minha própria vida né voltar para aquilo que é meu voltar para minha própria vida então eu tô muito feliz de estar aqui com vocês hoje para a gente discutir né sobre essas pessoas que sofrem que cuidam mas que muitas vezes não são vistas muito bom bom demais ter você aqui conosco viu Letícia Jaime você quer conversar você quer começar falando com a Letícia seu áudio está fechado Então Letícia que bom que você está aqui conosco para refletir sobre esse assunto né que é sempre tão necessário retomar não é um assunto que novo né muita gente já falou sobre isso encontra isso nas redes sociais e tudo nos canais mas é sempre bom retomar novamente eu queria começar colocando para você a seguinte indagação você é inclusive falou e na sua introdução sobre aqueles que estão ao redor ao derredor da pessoa que sofre né Principalmente pessoas com essa problemática já avançada em crise já pensando em suicídio em morte e tudo mais eu vou te relatar um caso que eu estou acompanhando né de um rapaz que tem de 27 anos ele tem uma ideação suicídia suicida permanente constante a mãe é a pessoa mais próxima dele que tá ali o tempo todo e a informação que eu tenho que ela está cansada porque o tempo todo ela tá aí tentando impedir que ele cometa o suicídio
ermanente constante a mãe é a pessoa mais próxima dele que tá ali o tempo todo e a informação que eu tenho que ela está cansada porque o tempo todo ela tá aí tentando impedir que ele cometa o suicídio né E ela chegou ao ponto de fazer a seguinte e a seguinte colocação eu não dou conta mais é melhor ir embora com ele Olha que frase forte Olha que frase que que não é só uma frase não é só uma expressão É um cansaço ela ama o filho não quer que o filho morra mas e também ela não quer perder o filho e ela Então faz essa relação já que ele quer mesmo se matar eu vou junto com ele então assim é dramático uma situação como essa aí é a indagação assim o que fazer numa situação como essa né o que fazer como ajudar também essa mãe Nessa situação limite de cansaço de lidar com uma pessoa que o tempo todo Aliás eu só para complementar essa pessoa chegou a dizer para mãe o seguinte ó não fique tentando me impedir isso vai acontecer sim sim então queria colocar essa indagação para você o que fazer numa situação como essa é interessante né porque assim a gente começa a conviver muito com a depressão e nem no caso dessa mãe né com toda sua vontade a sua boa intenção de ajudar esse filho e aí a gente acaba assim entrando né nos emaranhados do inconsciente porque o inconsciente ele começa a emaranhar a pessoa da seguinte forma a gente começa então a esquecer que nós né que a gente é que a gente é separado do outro mas a gente fica tão envolvido naquilo que eu começo então num processo de me identificar com aquela doença eu começo então a me identificar né com a vida daquela pessoa que eu estou tentando salvar e eu esqueço eu apago né que eu tenho que eu tinha uma vida antes daquele problema acontecer né então isso é uma coisa comum assim não só na depressão mas a gente vê né Muito em outras doenças também como câncer né das pessoas que ajudam muito né a outra dos Pais também que estão tentando ajudar o filho né se recuperar do vício né da dependência química a pessoa ela fica identificada com aquele papel
o câncer né das pessoas que ajudam muito né a outra dos Pais também que estão tentando ajudar o filho né se recuperar do vício né da dependência química a pessoa ela fica identificada com aquele papel então é importante fazer um trabalho né com essa pessoa para que ela se lembre da vida que ela tinha antes que ela tem uma vida separada que ela tem uma bagagem separada desse filho né E aos poucos ajudar essa pessoa a enxergar Como observadora a doença do filho porque nesse momento ela não está como observadora ela é a doença também e isso é uma coisa muito difícil é um mecanismo eu posso dizer assim é quase que natural de Nós seres humanos a capacidade que a gente tem de se identificar com os papéis que a gente atua por um certo tempo né A gente passa a acreditar que a gente é aquilo né então por exemplo eu tenho o meu papel de psicóloga por um tempo eu acreditei foi quando eu adoeci também eu acreditei que eu era aquilo não aquilo era um papel mas não era a minha Essência né então é muito fácil a gente se perder quando a gente tem uma grande causa quando a gente tem um papel que a gente aprofunda muito e aí eu vou lembrar de como é que ele chama é o Dr Roberta sádioli né ele já desencarnou e ele falava muito sobre esse processo de identificação de identificação então ele tem uma frase muito legal assim que ajuda a pessoa a poder se afastar né daquilo que não é dela e ela poder observar e ver como que ela pode ajudar ela repetir essa seguinte frase por exemplo né vamos supor que eu sou essa mãe desse rapaz né então eu sofro com problema do meu filho mas eu não sou o problema do meu filho eu sofro de não poder ajudar como eu gostaria mas eu não sou a depressão do meu filho então assim uma simples frase né que ajuda o inconsciente dela identificar que ela não é aquilo já começa a produzir então um efeito ela começar então a ficar um pouquinho mais como observadora daquilo né diferente de se ver na doença né outra outra coisa que ajuda muito é a gente tentar identificar
omeça a produzir então um efeito ela começar então a ficar um pouquinho mais como observadora daquilo né diferente de se ver na doença né outra outra coisa que ajuda muito é a gente tentar identificar né é os pactos que ela fez também né com esse filho às vezes não fez pacto nenhum com ela mas às vezes ela fez né no áudio do sofrimento né No momento que ela teve que internar esse filho talvez ela tenha prometido para a alma dela Não importa se eu vou sacrificar minha própria vida mas eu vou ajudar esse meu filho a qualquer preço então eu já fiz ali né uma promessa inconsciente e eu me cobro a cumprir mas aí portanto Mas aí pode se dizer que dessa nesse caso especificamente nós estamos trazendo aqui essa pessoa que é a mãe podia ser outro outra pessoa mas de ser uma mulher namorada né mas no caso específico é a mãe é a gente pode dizer que ela nesse momento já entrou também no processo de adoecimento psíquico porque essa frase que foi colocada por ela denota que ela tá também admitindo a possibilidade de cometer um suicídio junto com o filho ou seja se ele se mata eu também vou me matar então já é um processo de adoecimento luto né Letícia que essa não é uma realidade de um caso só eu tenho a sensação de que muita gente se acaba entrando dentro dessa perspectiva por não saber lidar com a situação e por não saber separar o que você tá dizendo aí eu sou eu eu não sou o problema dele pessoa alguém que tem um amor muito grande por ele mas eu não sou o problema é que ele vive então eu preciso me afastar de distância agora isso é extremamente difícil penso eu muito muito e aí né é a hora que assim precisa mesmo entrar né a intervenção de vários tratamentos né um tratamento sistêmico tratamento espiritual tratamento medicamentoso o tratamento psicológico né que vai também até abordar a família né porque é quando a pessoa chega nesse estado a gente atende a pessoa até junto com a outra até ela começar a entender que ela é um indivíduo separado muitas vezes a gente começa atendendo as duas pessoas juntas
quando a pessoa chega nesse estado a gente atende a pessoa até junto com a outra até ela começar a entender que ela é um indivíduo separado muitas vezes a gente começa atendendo as duas pessoas juntas né E aí depois ajudando essa mãe a refletir que quando ela fala essa frase ela já desistiu da vida ela já internalizou que ela vai junto Ela ela chegou no limite que é porque ela não sabe mais o que fazer então é a única alternativa que ela vê exatamente e a culpa né que a que nós mães eu falo que a gente engravida a gente já sente culpa né do que que a gente está fazendo de errado e a culpa né que não existe né nas mães né que tem filhos assim de estar sempre pensando mas que que eu fiz de errado né e a gente esquece que o filho vem com uma bagagem separada da nossa bagagem né espiritual e é muito difícil porque quando a gente começa a sentir culpa a gente então começa a arrumar né sacrifícios para a gente compensar essa culpa né e a gente esquece né que assim que a gente tem uma vida separada e a gente esquece também né por isso que a racionalidade racionalizar sobre o problema também é importante que a gente esquece o seguinte quando eu né me proponho embora junto com meu filho eu estou então piorando o peso do meu filho Porque então como é que esse filho vai receber isso né E vocês podem achar isso um pouco duro mas em muitas situações né a gente a gente também aplica essa técnica né de dizer para mãe olha Então como é que é para você dizer para o seu filho a minha vida não vale a pena a minha vida só vale a pena se você viver será que isso é leve ou isso é pesado para ele como é que é como é que você sente isso no corpo de falar isso não mas eu não tô falando Letícia você não tá falando mas você tá vibrando e o que a gente tá vibrando é o que importa né então como é que é para esse filho receber isso A Mariana falou acho que bem isso que você tá falando olha só o comentário da Mariana quando estamos passando por isso Sofremos muito também por ver a nossa família nossos amigos também sofrendo
isso A Mariana falou acho que bem isso que você tá falando olha só o comentário da Mariana quando estamos passando por isso Sofremos muito também por ver a nossa família nossos amigos também sofrendo por nós então quando vê essa mãe nesse sofrimento isso pode até piorar a situação dele muito piora muito né assim eu acompanhei famílias que realmente se despediram que os filhos se foram mas foram famílias né que se uniram se não foi a mãe né com os outros irmãos e decidiram viver né e decidiram então cada um tentar achar o seu próprio rumo mas eu sei que lá no fundo a gente se questiona Qual o meu papel né sendo mãe desse filho irmã né dessa desse jovem é que pensa todos os dias em tirar a própria vida Qual o meu papel eu ainda vou responder mas vamos pensar um pouquinho né com o meu papel é salvar Será que nós seres humanos nós temos né capacidade de salvar o outro daquilo que é dele que é o desafio dele e quando eu tento fazer isso será que eu tô ajudando ele até mais força ou menos que é muito importante a gente pensar na postura de ajudar eu sei que é difícil né eu sei que é um sofrimento enorme mas é sempre um convite para a gente aprender Então vamos tentar aprender né Qualquer postura do ajudante Letícia eu queria trazer uma outra questão nós temos visto também famílias que passam pela experiência das várias tentativas de suicídio de um ente querido naquela família pessoa tenta uma vez tenta uma segunda tenta uma terceira e às vezes tenta até mais do que isso né E a questão que que eu queria colocar para você como profissional da área de saúde mental é essa família toda ela já tá impactada não tem como não está ainda empatou da primeira vez e vai em toda a segunda fatura terceiro e já está se preparando para o impacto seguinte e esses impactos emocionais eles são eles são muito decisivos muito como é que eu diria não tem uma palavra técnica para dizer aqui mas eles são algo que mexe com toda a estrutura emocional dessa família então a pergunta é como um profissional
ão muito decisivos muito como é que eu diria não tem uma palavra técnica para dizer aqui mas eles são algo que mexe com toda a estrutura emocional dessa família então a pergunta é como um profissional de da saúde mental que você é essa família toda também tem que buscar a terapia tem que buscar o psiquiatra para também ela não adoecer junto todo mundo ao mesmo tempo Com certeza alguma ajuda né não sei qual né aquela ajuda que a pessoa se identificar melhor né mas alguma ajuda ela vai precisar buscar né porque o que que a gente observa né trazer um caso real né uma mãe né uma família de cinco filhos que acompanhou várias tentativas de suicídio da mãe certo então tá E aí chegou e aí depois a mãe estabilizou aí você fala assim não agora ficou tudo bem na família e aí a gente começa a observar assim que alguns filhos tiveram dificuldade de sair de casa para casar porque a maioria né desses filhos continuou ou seja já tinha passado o problema anos depois esses filhos continuaram na costura de continuar estado de alerta ou seja passaram-se os anos mas a postura de ficar em estado de alerta ou seja vai acontecer alguma coisa vai acontecer alguma coisa acabaram então exagerando nos cuidados com a mãe deixa nesta mãe super dependente tá a ponto deles não ter eles não terem coragem de sair do Bairro que os pais moravam para ficar ali caso a mãe precisasse Ou seja eu não devolvi para minha mãe a capacidade que ela tem de tocar a própria vida mas por que interrompeu o ciclo do trauma mas o trauma não saiu de mim porque Passado Presente Futuro para o inconsciente é tudo a mesma coisa então o que a gente não elabora vai me adoecer né Isso é muito comum no ser humano Quantas vezes a gente já mudou de ciclo na vida mas aquele meu papel não saiu de mim não saiu né então o que que eu né Eu observo outros profissionais observa a gente né troca algumas informações é isso a dificuldade né dessas pessoas que passaram por esse trauma de sair do trauma mesmo aquele familiar já não está mais em
bservo outros profissionais observa a gente né troca algumas informações é isso a dificuldade né dessas pessoas que passaram por esse trauma de sair do trauma mesmo aquele familiar já não está mais em crise tá a gente a gente não sabe se despedir dos papéis né Por exemplo uma pessoa né que ganha um papel Numa família de 10 irmãos né para ser aquela aquela irmã que vai cuidar de todos os outros irmãos ela às vezes ganha esse papel até como sobrevivência emocional né dos outros irmãos e aí quando essa pessoa tá com 70 anos 80 ela observa que ela continua cuidando de todos como se fossem pequenos eu não me despedi daquele papel eu não tenho nem consciência que eu continuo repetindo aquele papel e não vai ser diferente com as pessoas que são cuidadoras né o estado de ansiedade da pessoa tá sempre né em estado de alerta né às vezes da pessoa não soltar não confiar né que agora o que acontecer né infelizmente a pessoa vai ter que arcar né porque se não tô matando duas vidas da pessoa e a minha bom nós queremos agradecer a todos que estão nos acompanhando aqui deixando seu recadinho aqui no nosso chat e equipe do jéssi aqui em peso obrigada queridos e todos os demais gente que bom que vocês estão aqui conosco O tema é muito importante muito sério e é por isso que a revivas promove essas lives para falarmos um pouco sobre isso e até nos ajudar né nos cuidados que nós temos que desenvolver conosco com aqueles que nós amamos E aí Letícia nós ficamos pensando né que esse cuidado e Especialmente quando a gente fala das pessoas que convivem com essa ideação suicida e muitas vezes isso é algo constante na vida daquela pessoa por vezes Como disse o Jaime né esgota a família às vezes chega num ponto que a própria família já não sabe mais o que fazer ela às vezes até já entrega os pontos e outras vezes também essa pessoa não tem a família por perto ou não tem uma família que cuida e ela acaba cuidada pelos amigos pelos colegas de trabalho por aqueles que convivem ali né no dia a dia dessa pessoa e aí eu queria
pessoa não tem a família por perto ou não tem uma família que cuida e ela acaba cuidada pelos amigos pelos colegas de trabalho por aqueles que convivem ali né no dia a dia dessa pessoa e aí eu queria te perguntar para esses cuidadores que não fazem parte do núcleo familiar mas que da mesma forma querem o bem amam esses amigos né esses colegas de que forma nós podemos ajudar efetivamente bom sem adoecer né Sem adoecer bom então vamos lá né Vamos colocar aqui algumas reflexões eu comecei falando né da postura que a gente vai ajudar o outro então primeiro postura que eu preciso trabalhar em mim eu sei que é difícil mas nós estamos aqui para melhorar é a gente tentar ajudar o outro sem ter dor sem dó é mesmo olhando para aquela pessoa que luta todos os dias para ficar vivo eu preciso ver força nessa pessoa que essa pessoa é forte mesmo se todo dia ela tem que dizer o SIM para a vida pela suportar ficar viva ele é mais forte que nós né porque a gente ainda encontrou um sentido na vida e quem não encontrou e sobrevive Que Força é Essa você até onde vai essa força né mas então é muito importante a gente né que quer ajudar que tem um amigo muito querido a gente olhar com força para essa pessoa né e olhar saber olhar né para essa pessoa sabendo que ela tem recursos que talvez eu nem tenha então o que que ajuda mais é alguém olhar Morrendo de dó da gente querer convencer o outro de ficar vivo ou a gente olhar com força e assim olha eu tô aqui você precisar né mostrar que tá ali né a outra a outra postura né importante também é a gente se lembrar que a pessoa tem recursos que a gente não tem então eu não sei como preencher esse vazio que só essa pessoa que está passando essa dificuldade sabe e às vezes a gente fica desesperado ou desesperada né para preencher esse vazio não vamos lá então profissional comigo né não vamos quer dizer eu tô tentando às vezes né encher a pessoa de coisas eu vou perder força com isso sem a pessoa ter despertado então assim é uma ajuda com muito respeito né na postura sem dó
go né não vamos quer dizer eu tô tentando às vezes né encher a pessoa de coisas eu vou perder força com isso sem a pessoa ter despertado então assim é uma ajuda com muito respeito né na postura sem dó com força com respeito e mostra para pessoa assim olha eu tô do seu lado mas eu tô do lado da vida né então assim podemos marcar né um profissional para você ir Podemos marcar um grupo de ajuda né que que você quer não eu não quero nada agora tá eu não concordo né com isso mas eu tô aqui porque senão eu vou começar então a achar que eu tenho que salvar ia desviar energia da minha própria vida né para preencher aquilo que falta no outro sendo que não vai preencher é duro isso Tá Mas realmente a gente precisa observar os nossos limites eu queria pegar esse ponto que você colocou agora que essa questão até onde que a gente vai até onde que a gente não vai nesse cuidado com o outro Tendo sempre a preocupação de que eu tenho que me preservar para que eu não me adoeça Esse é o ponto da nossa conversa aqui eu ajudar o outro no máximo que eu possa fazer dessa estabelecer dessa ajuda mas também não deixar que isso minha doença porque senão eu não vou ter condição de ajudar nem a ele nem a mim nem mais nem a mais ninguém mas aí você colocou um pouco porque eu já aqui na revivas Inclusive a gente tem orientado os nossos voluntários mais ou menos nessa direção Porque tem uma questão do limite da pessoa a pessoa está por exemplo no momento da crise da crise em que ela está com suicídio dia marcado ou ela está já com os instrumentos para isso E aí é o momento da crise então eu ouvi uma vez um psiquiatra E eu perguntei para ele disse não pega na mão dessa pessoa e leva para os cuidados que ela precisa ter porque senão ela vai se matar mesmo então por exemplo então alguém tá numa crise eu não vou falar porque de médico que não É aconselhável porque você fala mas a pessoa tá numa crise E aí às vezes Corre que você tem dependendo do momento dessa crise na madrugada uma clínica de psiquiatra você não vai
rque de médico que não É aconselhável porque você fala mas a pessoa tá numa crise E aí às vezes Corre que você tem dependendo do momento dessa crise na madrugada uma clínica de psiquiatra você não vai encontrar o seu amigo psicólogo para atender aquela pessoa então muitas vezes a orientação que a gente tem dado para os nossos voluntários seguintes ó aciona o corpo de bombeiros acionando a polícia aciona SAMUR aciona quem quer e possa naquele momento porque a pessoa ali não é uma questão Você quer ou não quer ela já está decidida a fazer então eu queria ver como você como é que que você vê essa questão é isso mesmo foi muito bom você ter lembrado já me porque né a pessoa no estado depressivo né que já teve tentativa de algo que termina ela tem os períodos de crise né então no momento de crise eu preciso ser um pouco mais radical né para ajudar Ou seja tem que chamar uma ajuda de terceiros às vezes uma internação né no hospital né na psiquiatra às vezes chamar o corpo de bombeiros né se eu não conseguir lá eu pedi para alguém ir até lá né Então realmente na crise a nossa ação ela é uma ação diferente né não tem dessa Ah você quer que vai alguém aí não a pessoa não tem não tá nem ela não consegue nem pensar Ela só sabe que ela vai fazer e pronto Ela já tem a decisão dela né mas Entra naquele processo que ela tá um pouco melhor mas aquela a ideia ainda existe né mas que a pessoa ainda continua com aquela ideia sem estar na crise né o que eu sugiro é essa postura né que eu trouxe aqui agora na crise aí a gente precisa ser um pouco mais drástico né é chamar bombeira chamar a polícia e até lá né é fazer internação né psiquiatra às vezes involuntária não tem jeito né vai pedir ajuda para isso porque é diferente né só que infelizmente a gente às vezes não vai conseguir ajudar em todas as crises né porque nem sempre eu vou saber que a pessoa está em crise então saber que é esse momento exatamente Nem sempre dá para saber né eu sei de da última família né que eu podia acompanhar o pai e a mãe já
porque nem sempre eu vou saber que a pessoa está em crise então saber que é esse momento exatamente Nem sempre dá para saber né eu sei de da última família né que eu podia acompanhar o pai e a mãe já estavam muito cansados muito cansados e eles falaram Letícia nós desistimos de salvar a vida da nossa filha e agora a gente vai cuidar da gente o que a gente sabe que depois de sete Tentativas Em algum momento ela vai fazer então né quer dizer nos momentos que ela estava pior eles interviam ia lá internava né aí melhorava ela voltava né com as crises e ela dizia Em algum momento eu vou fazer em algum momento eu não vou conseguir salvar né A minha filha em todos os momentos de crise eu acho que é estranho né falar isso mas isso é humano né então esses pais esse pai essa mãe conversarem entre eles E aí coisa né não estava mais acompanhando ela passou mais ou menos um ano eu tive a notícia né que da sala do psiquiatra ela pulou e esses pais não imaginavam que isso aconteceria né na sala do psiquiatra então quer dizer eu não vou conseguir controlar tudo eu não vou né eu não vou eu tenho que ter consciência que eu quero fazer o meu melhor mas eu não vou conseguir tirar a pessoa desse estado né e foi assim uma família né que sente muita saudade isso já tem muitos anos né porque ainda era da época que eu trabalhava nesse Hospital isso já tem muitos anos mas foi uma família que se reconstituiu mesmo com a dor e com a saudade porque eles falaram Olha nós temos a consciência tranquila que o nosso melhor nós fizemos mas nós não poderíamos deixar a nossa família morrer toda para querer salvá-la a gente também Letícia precisou aprender a respeitar o estado mental da nossa filha né Eu acho que é importante isso a gente respeitar né O Estado mental dessa pessoa sem achar né que eu vou mudar aquilo mas eu vou ajudar enquanto eu posso mas a pessoa que já decidiu fazer em algum momento mesmo não aparentando ela vai fazer são pessoas assim que sofre de uma perturbação muito grande muito grande
uilo mas eu vou ajudar enquanto eu posso mas a pessoa que já decidiu fazer em algum momento mesmo não aparentando ela vai fazer são pessoas assim que sofre de uma perturbação muito grande muito grande muito grande tive outros né outras pessoas mais recentes que também né se despediram e o relato dessa mãe pouco tempo ela falou olha Letícia eu já estava assim muito tranquila eu e meu marido a gente já estava desfrutando de uma paz de que assim nós estávamos fazendo tudo que a gente amava esse filho mesmo nessa condição porque é difícil respeitar o destino de um filho que não escolhe pela vida né é muito difícil porque parece assim que respeitar o destino desse filho é tô nem aí pode então não nós estamos falando de algo muito mais profundo né respeitar que ele não vai ter um trajeto como eu gostaria que tivesse e que nem por isso ele deixa de ser especial ele deixa de ser essa pessoa importante na minha vida porque ele trouxe com ele esses desafios né Então na hora que a gente começa a aprofundar né nesse caminho de tentar encontrar um equilíbrio uma paz né para essa trajetória Isso facilita para todos né ou para pessoa continuar a vida com as suas dificuldades de ficar na vida ou muitas vezes quando a gente precisa despedir olha só a Amélia ela coloca e aceitar o livre arbítrio ou seja essa atitude seria isso Letícia essa aceitação é difícil falar disso né porque assim eu não sei né O que que ela tá pensando sobre livre arbítrio mas eu digo assim quando a gente puder fazer a gente vai fazer só que eu começar a adoecer eu começar de cuidar deixar de cuidar dos outros filhos de mim mesmo do resto da família do mínimo para eu sobreviver né de salvar então eu também estou cometendo um suicídio direto eu também estou mais conectada com a morte do que com a vida quando eu falo de aceitar o destino eu não tô nem dizendo de aceitar o livre arbítrio mas aceitar aquela doença né que atua sobre a pessoa que ela não consegue se libertar sozinho quando eu falo doença na verdade assim
aceitar o destino eu não tô nem dizendo de aceitar o livre arbítrio mas aceitar aquela doença né que atua sobre a pessoa que ela não consegue se libertar sozinho quando eu falo doença na verdade assim não é só depressão né são os diversos transtornos que atuam nesses casos que a gente sabe que não é uma questão só de querer viver Ah não você tem que querer viver mas você tem que ter gratidão gente mas a pessoa pensa na morte já tem muitos anos né nunca se conectou com a vida então assim é a gente na verdade respeitar que a pessoa já nasceu já veio com aquela dificuldade e respeitar e aceitar que eu não tenho o poder né de mudar aquilo nesses casos raciocínio mas é o seguinte essa para não perder nesses casos em que você tá colocando as situações limites né porque não é só uma questão por exemplo se você coloca a questão da depressão a depressão tem vários níveis né ela pode ganhar vários níveis e a depressão tem tratamento a Ciência Hoje possibilita um certo controle da depressão até mesmo a pessoa livrar-se dela agora tem outros tem outras doenças de o campo da Saúde Mental outros transtornos que eles são mais difíceis de ser erradicados por exemplo a esquizofrenia bipolaridades a ansiedade crônica essas coisas todas então muitas vezes a pessoa tá tomando tem acompanhamento psiquiátrico Faz terapia semanal e mesmo assim ela não dá conta de conta então para não ficar só como tema é de quem cuida e voltando a ele em relação porque às vezes acaba focando só naquele que é o objeto voltando da pessoa que quem cuida eu quero lhe colocar uma questão da culpa essa questão da culpa eu vejo muito presente a culpa a culpa essa culpa que vem de paz de irmãos de amigos que tá acompanhando alguém e não consegue ver avanços naquela pessoa e ela não sabe mais o que fazer e acha que ela não fez tudo ainda que precisa ser feito E aí o medo e que a pessoa venha cometer o suicídio e ela não conseguiu E aí ela vai ficar com aquela pergunta Será que eu fiz tudo eu devia fazer Será que eu não não deveria
nda que precisa ser feito E aí o medo e que a pessoa venha cometer o suicídio e ela não conseguiu E aí ela vai ficar com aquela pergunta Será que eu fiz tudo eu devia fazer Será que eu não não deveria ter feito mais né isso no caso de alguém e no caso isso essa culpa advém tanto nesses casos nos casos da das tentativas recorrentes que a mãe fica perguntando E por que que eu não consigo libertar o meu filho na minha vida ou no caso de quando o suicídio é Consumado E aí essa culpa ela transforma ela gigantes porque a pessoa vai ficar o tempo todo né eu fiz tudo que eu devia ter feito Qual que é o papel da ciência do profissional para essas pessoas que alimentam culpa de achar que não fez tudo que tinha que ser feito como é que sai bom antes né de trazer né algumas ideias né para sua pergunta eu queria só lembrar o seguinte né que o suicídio ele é um caso assim muito específico porque é um tipo de morte que ninguém se orgulha né E que às vezes as pessoas têm vergonha de falar né e acaba não buscando ajuda por isso né Por se sentir assim impotente né diante da possibilidade assim de ajudar né o filho ou a mãe então voltando aqui né a sua pergunta nos casos bem-sucedidos tá que a gente observa dessas pessoas que perderam se tiveram que se despedir né ou da mãe Do pai ou dos filhos né O que que a gente observa e o que que as teorias né também falam sobre isso que a pessoa a medida que ela vai se trabalhando e que ela vai observando né que o que ela já fez né é o melhor que ela já deu né que o que ela está fazendo né Se ela passar daquilo ela já vai começar a sacrificar para previda e ela começa então a ter um olhar diferente para essa pessoa e para a vida dessa pessoa é um trabalho de elaboração né ela então ela passa a aceitar isso com mais tranquilidade Lembrando que aceitar não é desistir nem jogar toalha né mas a gente saber o limite e para conhecer esse limite eu preciso me conhecer né e saber aquilo que é aquilo que me atrapalha né a tomar conta da minha própria vida e
ão é desistir nem jogar toalha né mas a gente saber o limite e para conhecer esse limite eu preciso me conhecer né e saber aquilo que é aquilo que me atrapalha né a tomar conta da minha própria vida e saber né aquilo que atua sobre mim então a gente poder olhar para a gente mesmo conhecer né as nossas sombras as nossas máscaras as nossas ferramentas é o que ajuda as famílias depois a seguir com a vida mesmo quando a vida daquela pessoa querida não pode né seguir com eles ali então é um trabalho muito difícil e a gente a gente observa né porque eu gosto muito de trabalhar com a psicologia familiar sistêmica que trabalha muito sobre as sobre as doenças transgeracionais né o suicídio é uma delas é uma dor transgeracional então por exemplo se eu tenho um bisavô que suicidou a gente vê a repercussão disso ainda em mais três quatro gerações para frente né assim principalmente você fala mas como como que isso repercute quando a família não se trabalha como que isso repercute né segunda teoria transgeracional se repercute através de membros da família que vão passando para as outras gerações a sensação de fracasso em ajudar o outro então eu passo para frente tá a sensação de que eu sou um fracasso para ajudar o outro então eu posso nem ter conhecido o meu bisavô eu não posso às vezes nem conhecer o que aconteceu com ele mas essa informação né de que nós somos um fracasso que a gente fracassou que a gente não dá conta né E às vezes da ansiedade ela vai ser passado por mais três quatro gerações então nós precisamos quem tem esse Desafio em casa precisa encarar sim né é um trabalho de ajuda para que a gente possa realmente assim se aliviar de coisas que não são nossas e evitar né que esses traumas sejam passados para as próximas gerações porque passa né ficam informações no inconsciente familiar Pois é o Irã fez um comentário aqui e é claro e que nós concordamos totalmente com você né que ele fale enquanto a vida a esperança a pessoa está doente temos que tomar atitudes proativas para ajudar
Pois é o Irã fez um comentário aqui e é claro e que nós concordamos totalmente com você né que ele fale enquanto a vida a esperança a pessoa está doente temos que tomar atitudes proativas para ajudar o doente jamais desistir então só reforçando né que o Irã Ele chegou depois ele não deve ter acompanhado nosso diálogo desde o início mas o que nós estamos falando é exatamente isso né vou dar enquanto a gente pode mas chega num ponto que a gente não pode morrer junto né a gente precisa preservar a saúde até para conseguir cuidar porque senão nós adoecemos e ao invés de cuidarmos nós vamos É somar né naqueles que precisam ser cuidados e não naqueles que estão na linha de quem cuida então é somente no sentido de preservar a saúde né ou seja claro né tá do meu lado eu vou fazer o meu melhor a gente não desiste mas o fato de eu não desistir né não significa que eu preciso desistir da minha vida porque se eu fizer isso eu não vou ter condições nenhuma para ajudar o outro quantas vezes eu não escutei isso né no Hospital Psiquiátrico de falar assim tá pesado Letícia tá pesado a família agora parou de olhar para eles para a vida dele só olha para mim eles não entendem que eu tenho uma doença que eu tenho as minhas dificuldades Ou seja a própria pessoa que está adoecida Ela não quer carregar esse peso né ela não quer carregar esse peso então assim não existe uma receita para isso existe um convite né de cada um encontrar dentro de si né o seu meio termo eu ajudo eu não desisto porque olha gente é você dura não tem como eu ajudar e salvar a vida do outro se eu não tiver escolhido também viver né o mínimo da minha vida para eu poder dar conta não tem ajuda desse jeito né aí eu vou me adoecer e vou adoecer o resto da família porque por exemplo né o que eu já vi que não de uma família que não foi feliz né uma mãe que ficou completamente sem vida né para ajudar esse filho é muito fácil a gente se perder tá tô dizendo não não no sentido da gente jogar essa mãe pelo contrato dizendo que isso pode acontecer comigo
que ficou completamente sem vida né para ajudar esse filho é muito fácil a gente se perder tá tô dizendo não não no sentido da gente jogar essa mãe pelo contrato dizendo que isso pode acontecer comigo né eu também posso me perder mas quer dizer para a gente ver os efeitos e qual foi o efeito né disso essa Mãe abriu mão da própria vida para ajudar esse filho e aí os outros filhos começaram a deprimir porque sentiam falta da mãe ainda precisava dos dados dela né o marido não deu conta separou porque houve então né eu mudei de vida né um super investimento de vida né então como eu preciso descobrir se tem de mim não tem receita né cada um vai ter que ser vai ter que refletir todos os dias como é que eu posso continuar viva na minha própria vida e ao mesmo tempo não desistir de cuidar e de ajudar né a pessoa que precisa só que aí nós vamos nós vamos enfrentar um sentimento que vem do ser humano que chama lealdades invisíveis tá quem descobriu isso foi meninade que que ele percebeu nós temos uma lealdade né Com certas pessoas da nossa família Então se alguém que eu amo muito não tá feliz eu sou Leal a tristeza daquela pessoa eu não consigo suportar que eu posso ser feliz mesmo tendo um filho que está nesse estado eu sou Leal ao que o meu filho está vivendo eu sou Leal né Essa lealdade invisível ela acontece de geração para geração ela acontece na mesma geração Mas isso é do ser humano isso é inerente ao ser humano tá Isso faz parte do nosso processo de grupo familiar tá a lealdade invisível então ou seja nós temos lealdades que a gente não enxerga e a gente precisa pesquisar sobre isso eu sou Léo Aqui eu suporto receber a abundância da minha vida mesmo sabendo que os meus irmãos não conseguem eu consigo suportar suportar a alegria que eu tenho no meu trabalho mesmo sabendo que os meus filhos estão desempregados porque na lealdade invisível né o inconsciente acha que ele tem que estar de igual para igual e isso é difícil da gente enxergar né que a gente está cultivando uma lealdade
filhos estão desempregados porque na lealdade invisível né o inconsciente acha que ele tem que estar de igual para igual e isso é difícil da gente enxergar né que a gente está cultivando uma lealdade então para a gente entrar nesse processo de desinidentificação da doença eu não sou doença do outro e eu posso ajudar né isso me ajuda muito então né para quem tá cuidando aí né de um filho ou de uma mãe começa a fazer começa a se fazer a seguinte pergunta nós temos vida separadas eu aceito receber a abundância Que a minha vida tem para eu usufruir mesmo sabendo que o meu irmão ou meu filho não tenho o mesmo sentimento de abundância na própria vida e dependendo da resposta eu já sei então do meu grau de lealdade tá melhor Sou psicóloga né que eu consegui desfazer de todas as lealdades não pelo contrário meu inconsciente Funciona igual de todo mundo o funcionamento é o mesmo né então assim são dinâmicas que ocorre no inconsciente familiar né que esse autor o bozón meninidade Ele estudou e ele viu isso né nas famílias dentro de Hospital Psiquiátrico também essa lealdade invisível tá e muitas vezes a gente é legal não só uma pessoa dessa geração mas de outra sem eu nem saber que existiu né então para a gente ajudar né de forma saudável não é do dia para noite gente é um caminho árduo mas que vale muito a pena porque é um caminho que eu vou aprender a respeitar o que é meu ao que é do outro né eu vou ter a chance de evoluir com aquilo de ser uma pessoa melhor para mim para o outro e de ver Deus em tudo até nessas dificuldades né até nessas dificuldades Letícia Nós já estamos com quase uma hora de Live Então daqui a pouquinho nós já temos que caminhar para encerramento embora eu tenha certeza que esse assunto aqui né rende muito ainda mas nós teremos né mensalmente a Revistas promove uma discussão acerca de assuntos relacionadas a temática então dois aspectos que eu queria que você ainda comentasse conosco primeiro é o fato de vivenciar o luto quando alguém querido parte pode ajudar a trabalhar
acerca de assuntos relacionadas a temática então dois aspectos que eu queria que você ainda comentasse conosco primeiro é o fato de vivenciar o luto quando alguém querido parte pode ajudar a trabalhar esse sentimento desculpa a pessoa realmente encarar aquilo de frente vivenciar esse luto tá Primeiro vamos comentar essa questão e depois eu quero fazer um comentário com a Priscila falou aqui no chat tá bom tá e eu acho importante a gente lembrar que né para que eu me permita viver ao meu luto eu preciso acolher todas as emoções e às vezes a mais difícil da gente acolher é a raiva a raiva porque você se foi porque você me deixou não é errado gente nós precisamos acolher a nossa raiva né quantas vezes não tá ali no nosso coração com vontade de explodir né de pôr para fora a nossa vontade de dizer assim eu não te dei o direito de você ir embora não criatura eu não te dei não Da gente mudei vivenciar essa raiva porque faz parte do nosso processo de luto então assim a honestidade com todos os ciclos do luto porque a gente passa por vários ciclos né é muito importante é muito importante todos Jaime você ia falar alguma coisa não é só sobre essa questão que você colocou que todos dizem isso normalmente a vivência desse grupo começa pela raiva né Essa não aceitação depois vem o processo da aceitar de começar a aceitar o fato E aí depois a própria superação mas nessa questão da raiva eu acho que isso é mais forte e mais presente no caso de marido e mulher quando dos cônjuges se vai né ou namorado namorada ou já vi casos por exemplo de a pessoa tá prestes a casar e um dos parceiros acaba cometendo suicídio E aí essa raiva é quase uma raiva absoluta na vida da pessoa porque ela não consegue compreender como é que o outro me faz isso nós vimos casar e ele se vai né ou nós acabamos casar e ele se vai então essa raiva muitas a gente acha que às vezes não é a pessoa não tem direito mas ela tem direito de sentir-se de forma e é um caminho para um caminho para superação não pode dizer ah você
e se vai então essa raiva muitas a gente acha que às vezes não é a pessoa não tem direito mas ela tem direito de sentir-se de forma e é um caminho para um caminho para superação não pode dizer ah você não pode pensar assim o Jaime eu queria fazer um comentário assim né que nós temos tá assim dificuldade mesmo né Isso é do ser humano de aceitar né é que muitas vezes né o filho a filho ou marido ou Marido Marido né eles tiveram esse caminho né assim do suicídio é muito difícil para a gente aceitar porque assim a gente a gente deseja né que o amor ele possa seguir vivo né com a pessoa viva mas eu fico pensando muito também isso me faz lembrar né as tentantes os casais tentantes estão tentando engravidar né as mãezinhas que perderam um filho aquele filhinho que só pode ficar dois meses né no ventre da mãe com isso é difícil também da gente ver com beleza né que foi grande aquela vidinha por dois meses por duas semanas porque que eu não posso ver grandeza né a Por que que eu não posso ver grandeza naquele tempo de vida que só durou 20 anos que só durou 15 por que que para ser bonito tem que ser igual de todo mundo é claro que a gente quer mas eu não tô do outro lado né para saber o histórico desse espírito que reencarnou que muitas vezes se ele ficou que 15 anos às vezes estava previsto só dois meses ele com 15 anos né então assim eu acho que a gente precisa ter uma abertura para ver o que os nossos olhos da Carne muitas vezes não pode ver mas a gente sentir alegria no coração de ter convivido aquele tempo com aquela né então assim eu fico vendo né Não só as pessoas que tiveram que se despedir de alguém nem por suicídio mas aqueles bebês que também não puderam ficar mais do que quatro meses na barriga e os pais ficam né Realmente assim conectados com aquele filho o resto da vida porque que eu não posso olhar com alegria com beleza né que valeu a pena quatro meses também então imagine 15 anos 20 30 é uma forma diferente né da gente viver a vida não vai ser do jeito que a gente quer
e que eu não posso olhar com alegria com beleza né que valeu a pena quatro meses também então imagine 15 anos 20 30 é uma forma diferente né da gente viver a vida não vai ser do jeito que a gente quer mas vai ser da forma que a gente ainda não compreende né na questão assim até da própria espiritualidade Mas tá tudo certo né nas leis divinas no plano de Deus então assim será que eu não posso ver beleza no tempo em que essa pessoa pode ficar com a gente ajuda tanto né A Priscila ela deixou um comentário aqui até bastante extenso né o YouTube até cortou um pouco ela não pode concluir mas em síntese ela fala da dificuldade que ela enfrenta né diariamente porque ela tem três filhos né um dos filhos é autista e ela é assistente social na era da Saúde ela trabalha numa unidade de saúde e ela fala assim do cansaço né que ela sente a falta de perspectiva que ela vê na vida e que ela se sente mal por não se sentir Grata pela vida que ela tem então eu me lembrei Letícia de uma síndrome que tem sido também muito comentada a síndrome de Burnout que acomete principalmente pessoas que cuidam de pessoas né como é o caso dela que é uma assistente social da saúde quer dizer isso se residente na qualidade de vida dela inclusive né em relação à família você pode comentar um pouquinho também sobre isso claro claro né porque assim a síndrome de Burnout né ela ocorre quando a gente chega assim no máximo do máximo do máximo do nosso estresse né E que já não me sobra mais nenhuma energia nem para o trabalho nem para casa então né eu começo adoecer psicamente ou seja ela ela já deve né se sentir sobrecarregada porque são três crianças né e uma requer um cuidado diferente né porque ele tem necessidade de outras coisas que os outros não têm né então ela já fica ali super ligada e superligada no trabalho ou seja realmente né qual foi a pergunta do porquê porque acontece na verdade né ela fez um desabafo e eu pensei como que essas pessoas que vivem uma situação como a Priscila vive prevenir para não adoecer para não
nte né qual foi a pergunta do porquê porque acontece na verdade né ela fez um desabafo e eu pensei como que essas pessoas que vivem uma situação como a Priscila vive prevenir para não adoecer para não adquirir essa síndrome de Burnout perfeito tá então a dica né É o que eu vou falar amanhã lá no Segal no seminário de família na verdade a gente precisa pensar assim nós não somos fragmentados por exemplo né na verdade a gente vivencia a conexão de vários sistemas então eu tenho o sistema familiar que conecta com o sistema do trabalho que conecta com o sistema da minha vida pessoal que conecta com meu sistema de vida de casal é tudo imagina uma teia né então é a gente observa o seguinte que na verdade a gente começa adoecer é na nossa história pessoal tá a gente começa adoecer e ela e vai potencializar no trabalho então por exemplo quantas vezes né a gente né não reclama do trabalho não fala que tá difícil que a gente tá sem força mas quando a gente vai olhar onde que eu tô adoecida onde ver da onde verdadeiramente me dói né que entre as pessoas que eu amo então eu lembro de uma pessoa que dizia assim Nossa Letícia não sei o que aconteceu no meu trabalho eu tô me sentindo péssima tudo que eu falo para o meu chefe eu vejo que ele não gosta eu tô me sentindo incompetente incompetente e assim trazendo muito assim competência né Sem competência no trabalho esse sentimento de se sentir incompetente Mas sabendo que nós estamos interligados a todos os sistemas que a gente vivencia nós começamos a trabalhar então onde que realmente essa pessoa se sentia E aí veio a fala eu tô me sentindo muito incompetente em relação a meu filho eu queria muito ter mais coisas para ele se desenvolver para ele ter mais alegria na vida para ele ter mais propósito na faculdade ele tá muito desmotivado e eu não tenho mas eu tô vendo Letícia que então eu estou projetando isso lá no meu trabalho então quando vem o Burnout tá é porque então todos os sistemas já foram bombardeados quando eu começar a ficar
u não tenho mas eu tô vendo Letícia que então eu estou projetando isso lá no meu trabalho então quando vem o Burnout tá é porque então todos os sistemas já foram bombardeados quando eu começar a ficar estressada né com alguma coisa eu preciso ver de qual sistema tá chegando essa dor de qual sistema está chegando esse desequilíbrio porque o nosso inconsciente ele vai fazer o seguinte Isso é para todos nós se tem alguma dificuldade ele vai fazer o papel de deslocar para uma outra área então assim não isso aqui é muito angustiante pensar que eu tô fracassando aqui na maternidade eu vou jogar isso lá para o meu trabalho então vou jogar isso lá para minha mãe e para as minhas irmãs isso chama mecanismo de defesa do inconsciente tá ou seja funciona assim para todos nós para Letícia para o Jaime para Ivana tá então Ou seja eu começo a ter um problema que eu não percebo tanto que aquilo tá me doendo Então meu inconsciente vai deslocar isso para o trabalho aí eu começo a querer ser muito competente lá no trabalho para compensar onde eu tô me sentindo incompetente tá dando para entender outra confuso isso E aí Eu começo eu começo entrar né num estado de Muita ansiedade porque onde eu preciso trabalhar minha dor meu inconsciente não deixa eu ver então é muito fácil explodir né no Burnout porque quando o Burnout vem isso quer dizer que o meu sistema emocional ele já está em colapso assim Ou seja eu preciso estar sempre me perguntando né assim onde tu é assim né Por exemplo quantas vezes eu acho que eu tô com problema né no trabalho não só trabalhando demais estou muito cansada quando eu vejo tô é com preguiça de enfrentar um problema dentro da minha casa tô falando Letícia Mas então eu queria Letícia ao final mas acho que é importante a gente deixar não é uma orientação vamos científica para isso por exemplo esse caso que a como é o nome dela aí ela faz um desabafo eu já tô cansada eu lido por três crianças eu sou assistente social já tem uma série de problema no meu trabalho e tudo mais
isso por exemplo esse caso que a como é o nome dela aí ela faz um desabafo eu já tô cansada eu lido por três crianças eu sou assistente social já tem uma série de problema no meu trabalho e tudo mais então o que eu quando eu tô diante de uma pessoa que coloca isso para mim eu não sou profissional da área de saúde mas a minha experiência prática diz o seguinte procure ajuda não é hoje que não espere que a doença se Estabeleça comece a se estabelecer Então procure ajuda vai ao profissional vai vai o psiquiatra psiquiatra vai te recomendar psicólogo ou vai o psicólogo psicanalista que vai recomendar o psiquiatra procure ajuda no espere isso aconteça isso é que a previsão é a gente não esperar que o problema chegue se instale E aí pronto você já não tem condição então vá se você não tem condições procure as instituições que podem lhe ajudar né mais fácil faça alguma é o caso da por exemplo da depressão a pessoa eu já me vi isso porque eu tive depressão e quando eu percebi que eu estava entrando no processo depressivo eu disse para mim mesmo Pronto agora eu vou ter que buscar ajuda aí eu fui primeiro psiquiatra e o psiquiatra já passou aquele remédio não sei o quê mas falou já começa a fazer terapia eu fui para terapia resolveu o problema pelo menos eu resolvi aquele problema né do início da depressão Então acho que a dica que a gente podia que a gente pode falar de dica e eu queria que você corroborasse isso ou não né às vezes é a coisa de outra maneira chegou a dificuldade chegou no todo ano tu conta vou buscar ajuda previna-se cuide-se para que você não a doença acho que essa mensagem final que a gente podia deixar aqui isso Exatamente porque sim a gente Às vezes a gente que cuida dos outros e ela cuida né de muitas pessoas Às vezes a gente pensa assim não gente tá tudo bem né não eu vou dando meu jeito não faça isso porque como eu disse aqui né agora pouco Às vezes a gente acha que é uma coisa mas é outra é outra muito mais doida né Às vezes eu tô vendo só a projeção de
né não eu vou dando meu jeito não faça isso porque como eu disse aqui né agora pouco Às vezes a gente acha que é uma coisa mas é outra é outra muito mais doida né Às vezes eu tô vendo só a projeção de uma coisinha né de uma dor que muito mais profunda eu falo que na verdade a nossa dor tá sempre numa camada mais embaixo ela não tá na ponta do USB que ela não tá nossa agora explodir então procurar ajuda correndo porque a gente não sabe lá no fundo o que que tá acontecendo né e assim para nós que gostamos de ajudar né é um cuidado muito especial que a gente acaba assim se empolgando com a ajuda se identificando com ela né e a gente assim acaba tendo tanto prazer né em poder servir em poder ajudar que a gente acha que a gente é aquilo e na verdade né na verdade eu tô fazendo pelo outro tô identificada com a ajuda que eu tô dando com o outro mas eu não sou a ajuda que eu dou para o outro Eu também preciso me ajudar isso é um exercício de desidificação que serve para todos nós cuidadores né que gostamos muito de ajudar né então é a gente fica junto né que nós precisamos sim de cuidado de ajuda o fato né de eu poder ajudar alguém que eu amo não significa que eu estou me cuidando com isso não perfeito muito bom é isso gente Que pena já acabou né então tudo bem mas olha Letícia dá pelo seu tempo por estar aqui conosco é sempre muito importante nós falarmos sobre esses assuntos porque para se trabalhar prevenção nós precisamos falar no assunto não é então a gente traz a temática do suicídio em diversos aspectos justamente para que todos nós possamos encontrar caminhos onde aparentemente eles não mais existem Então essa é a proposta da revivas Jaime eu queria passar para suas palavras finais por favor Obrigada para vocês o nosso site mas também nós estamos no Instagram estamos no Facebook e lá através do site principalmente mas também do Instagram e Facebook quem tiver precisando de ajuda né pode entrar lá que vai ter alguém que possa ter uma primeira recepção a primeira conversa e a partir daí nós temos um
rincipalmente mas também do Instagram e Facebook quem tiver precisando de ajuda né pode entrar lá que vai ter alguém que possa ter uma primeira recepção a primeira conversa e a partir daí nós temos um grupo de profissionais também que pode ajudar é muito limitado ainda mas naquilo que for possível ajudar nós vamos ajudar então assim ajuda a divulgar revivas que assim nós estaremos também fazendo a prevenção ao suicídio eu agradeço Obrigada Jaime Letícia para você também as suas últimas palavras sim Agradeço também né oportunidade de estar aqui né que para que possamos dizer o sim para nossa vida todos os dias né porque dizer um sim para nossa própria vida é sim para a vida que eu ganhei sempre a história que eu ganhei sim para os recursos que eu tenho sim para as limitações que eu tenho sim às vezes né para bagagem que o meu filho trouxe para tudo que eu tenho aqui hoje disponível para mim é a vida sim do jeito que ela é então é a gente poder dizer o SIM para a vida todos os dias né Para a gente se conectar com essa força que nos trouxe até aqui obrigada muito obrigada Letícia e olha se você que tá aí do outro lado achou interessante o trabalho da revivas você pode também ser um voluntário basta buscar o nosso site colocar ali a sua intenção tá quero ser um voluntário revivas que você poderá participar né dos cursos de formação de acolhedores caso você não seja um profissional da área da saúde mental caso você seja profissional da área você também pode ser voluntariar para algum atendimento emergencial para alguém que não tenha acesso ao serviço de saúde mental então todos nós juntos ficaremos mais fortes e salvaremos mais vidas Talvez nós pois acabo de abrir aqui a plataforma da review se tem alguém aqui querendo conversar então e mais uma vez Então nós agradecemos a vocês que ficaram conosco aqui até esse momento aos nossos parceiros da transmissão muito obrigada aos nossos queridos da Rádio Fraternidade da Rede Amigo Espírita da TV sercal dois Jessie da Federação Espírita de Goiás e também
ui até esse momento aos nossos parceiros da transmissão muito obrigada aos nossos queridos da Rádio Fraternidade da Rede Amigo Espírita da TV sercal dois Jessie da Federação Espírita de Goiás e também a equipe da revivas que tá aí ligada nos acompanhando gente no mês que vem na primeira sexta-feira de dezembro nós estaremos de volta com mais um assunto relacionado com essa temática em defesa da vida que nós tenhamos aí uma excelente novembro e a gente se encontra de novo em dezembro um abração pessoal beijo para você Letícia já beijo obrigada pelo carinho obrigada gente tchau tchau obrigada gente