A fé, a esperança e a caridade

TV Goiás Espírita 29/12/2025 (há 3 meses) 45:46 4 visualizações

Com Cynthia Arruda

Transcrição

เฮ Na hora da oração. Na hora da oração. Luz. Na hora da oração. Na hora da oração. Jesus. Na hora da oração. Na hora da oração. Da hora da oração. Na hora da oração. Jesus. Na hora da oração, na hora da oração, na hora da oração, traga a sua luz. Traga a sua luz. Traga sua luz, meu amado Jesus, na hora da oração, na hora da oração, na hora da oração. Traga sua luz, traga sua luz. Traga sua luz, meu amado Jesus. Traga a sua luz. Traga a sua luz. Traga a sua luz. Meu amado Jesus. Boa tarde a todos. Sejam todos muito bem-vindos que estão nos acompanhando aí pelos nossos canais da internet. Hoje é o nosso último encontro de 2025. É uma alegria estar aqui com todos vocês. Nós vamos fazer uma leitura preparatória do livro Palavras de Vida Eterna, a mensagem intitulada O amor tudo sofre. Tudo sofre. Paulo, primeira epístola aos Coríntios, capítulo 13, versículo 7. O noticiário terrestre reporta-se diariamente a desvarios cometidos em nome do amor. Homicídios são perpetrados publicamente. Suicídios sucam de pranto e desolação a rota de lares esperançosos. Furto, contenda, injúria e perversidade aparecem todos os dias invocando a inspiração do sentimento sublime. Mulheres indefesas, homens dignos, jovens promissores e infelizes crianças em toda a parte sofrem abandono e aflição sob a legenda celeste. Entretanto, só o egoísmo, traduzindo apego da alma ao bem próprio, é que patrocina os golpes da delinquência, os enganos da posse, os erros da impulsividade e os desacertos da pressa. Apenas o egoísmo gera ciúme e despeito, vingança e discórdia, acusação e cegueira. O amor, longe disso, sabe rejubilar-se com a alegria dos corações amados, exposando-lhes as lições e as dificuldades, as dores e os compromissos. Não se atropela, nem se desmanda. abraça no sacrifício próprio em favor da felicidade da criatura quem ama a razão da própria felicidade. Por esse motivo, no amor verdadeiro, não há sinal de qualquer precipitação, conclamando aeração ou a loucura. O apóstolo Paulo afirmou divinamente

e da criatura quem ama a razão da própria felicidade. Por esse motivo, no amor verdadeiro, não há sinal de qualquer precipitação, conclamando aeração ou a loucura. O apóstolo Paulo afirmou divinamente inspirado: "O amor tudo sofre". E de nossa parte acrescentaremos o amor genuíno jamais se desregar. Então, com essa mensagem, com essa inspiração de Emanuel, nós vamos elevar a Deus os nossos pensamentos, agradecendo por mais este dia de nossas vidas, por mais este encontro que nos ilumina, que nos esclarece, pedindo a inspiração dos bons espíritos para que as nossas palavras possam chegar a todos os corações, para que todos os corações se sintam incentivados, esperançosos, cheios de alegria para o ano novo que está chegando. Sabemos que é apenas um marco, Senhor, nas nossas tradições seculares aqui da Terra, mas por ser um marco, também traz a esperança da renovação, das boas expectativas, das boas atitudes com que nós vamos nos planejar e nos preparar para as tarefas que virão. Sob o vosso amparo e a vossa inspiração, e com a vossa permissão, nós iniciamos o nosso encontro desta noite, dizendo graças a Deus e a Jesus. Muito bem, vamos aos nossos slides. Vou pedir a o pessoal aí para colocar pra gente porque o nosso tema de hoje é bastante sugestivo para um final de ano, para o início de um novo ano, pois ele nos fala da fé, da esperança e da caridade. muito eh muito bem depois da mensagem do Paulo que nos dizia que o amor tudo sofre, sabendo que a caridade é o amor em ação, nós vamos então àquele conceito maior de caridade que nós encontramos no livro dos espíritos, onde perguntado aos espíritos o que era a caridade segundo o entendimento de Jesus, eles nos responderam que a benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas, Tudo ligado ao nosso desprendimento interior, a nosso combate diário com as nossas mazelas ainda trazidas pelo egoísmo que ainda é tão forte nos nossos corações. É como se nós nos desprendêsemos de nós

udo ligado ao nosso desprendimento interior, a nosso combate diário com as nossas mazelas ainda trazidas pelo egoísmo que ainda é tão forte nos nossos corações. É como se nós nos desprendêsemos de nós mesmos, das nossas vontades, dos nossos quereres, para sermos mais assertivos com o nosso próximo, sermos mais com todos, assim como desejamos para nós mesmos, sermos mais indulgentes para com as imperfeições que nós enxergamos nos outros, que também enxergam em nós imperfeições ainda tão frequentes, né? e o perdão das ofensas, que nada mais é do que nós nos livrarmos de pesos inúteis que trazemos nos ombros e no coração. sobre a fé. Assim como nós não vemos o pequenino grão de feijão que fica lá escondido debaixo da terra e que aos poucos vai se apresentando na na sua germinação, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem. Porque o o o carocinho de feijão tá lá embaixo, mas a gente sabe que com cuidado ele com sua força germinativa, ele vai aparecer, ele vai sair debaixo da terra e vai dar flor e fruto. E a esperança, assim como num terreno árido, onde brotam flores, a esperança e a confiança ou expectativa de que algo bom vai acontecer. Um sentimento que nos move a acreditar na realização de desejos ou na melhoria das situações, mesmo diante das adversidades, sendo uma força motivadora, essencial para o futuro. E é assim que nós estamos hoje, cheios de esperança, cheios de expectativa, reunidos com a família, com os amigos, para entrarmos de espírito renovado numa nova oportunidade de crescimento, de trabalho, de realizações num ano novo que chega. Talvez o nosso ano não tenha sido muito bom, tenha sido de lutas muito difíceis, muito árduas, não é? Mas assim, nesse terreno árido ainda do nosso coração que chega ao final do ano, sentindo as injunções vividas ao longo desses 365 dias, essas pequenas flores vão brotando, porque a nossa confiança é sempre grande, porque algum pouquinho de fé nós temos no nosso coração. Então,

o, sentindo as injunções vividas ao longo desses 365 dias, essas pequenas flores vão brotando, porque a nossa confiança é sempre grande, porque algum pouquinho de fé nós temos no nosso coração. Então, diante dessas adversidades, nós temos uma força motivadora que é essencial para nós construirmos o nosso futuro. E lá no evangelho, no capítulo 11, no item 13, um espírito protetor, numa mensagem recebida em Cracov em 1861, nos disse o seguinte: "Disse-vos não há muito, meus caros filhos, que a caridade sem a fé não basta para manter entre os homens uma ordem social capaz de os tornar felizes." Pudera ter dito que a caridade é impossível sem a fé. E como é que nós enxergamos o mundo que está ao nosso redor? Nós vemos um mundo combalido, não é verdade? Um mundo que está à beira de um colapso, na eminência de circunstâncias difíceis que começaram e os anos passam e nós não vemos o seu final. Nós vemos os grandes combates, nós vemos as grandes dissidências, nós vemos as grandes dificuldades, mas há outras, tantas pequeninas acontecendo ao redor que não tem voz, mas que acontecem como nos conflitos pessoais e ser anônimos nas pessoas que estão sofrendo as suas dores, nas nos processos cármicos que acontecem em famílias, nas dificuldades que nós vemos acontecer. nos meios sociais, os mais diversos, doenças, eh, situação econômica, diferenças salariais, diferenças de gênero, diferenças de ideologias que vão apartando as pessoas, onde a caridade se faz necessária, mas uma caridade respaldada numa fé que confia no futuro, que gera expectativas dentro de uma esperança, que sabe que pode esperar para o futuro, porque confia naquele que nos criou, que é Deus, nosso pai. E para que nós possamos ilustrar essa situação toda como um exemplo de força, de esperança para todos nós, nós vamos trazer a história da dona Aparecida, uma querida senhora chamada Vocida, que eu conheci no final da década de 70, ainda uma mulher forte nos seus 60 anos, que trabalhou muito a vida inteira. Ela morreu aos 91 anos, aos quase 92, né?

ida, uma querida senhora chamada Vocida, que eu conheci no final da década de 70, ainda uma mulher forte nos seus 60 anos, que trabalhou muito a vida inteira. Ela morreu aos 91 anos, aos quase 92, né? Ela nasceu em Garapava, em São Paulo, em 19 de maio de 1917, e desencarnou em Uberaba, em 22 de dezembro de 2009. Era uma mulher que nasceu com todas as dificuldades naturais de uma família pobre. Ali em Garapava mesmo, em 1934, ela se casou e teve ao longo dos anos oito filhos. oito filhos que ela criou como parteira, como professorinha do Mobral, primeiramente da área da zona rural e depois como professora do Mobral, ajudando o seu companheiro nas lides da roça, porque ela morava numa fazenda. Eles eram caseiros de uma grande fazenda. E ali, aos poucos, ela foi imputindo nos seus filhos os bons valores. Ela foi trazendo ao mundo inúmeras crianças, trabalhava de sol a sol, era a única pessoa da região que tinha coragem, mesmo sem conhecimentos técnicos, de aplicar uma injeção. Mas ela havia estudado e por ter estudado, ela podia transmitir aquele conhecimento às pessoas. e era uma pessoa boníssima, muito boa mesmo. Os anos se passaram e em 1956 ela e a família com o companheiro e os filhos vieram para Uberaba para um centro maior, um centro onde havia mais dificuldades, onde ela precisou correr atrás de algo que eh ajudasse o seu companheiro nos trabalhos que ele fazia para poder sustentar uma família numerosa. Mas era uma época também em que eh empregos, em que situações, em que oportunidades também apareciam com mais facilidade e ela não era uma pessoa de enjeitar trabalho. Então, ela conseguiu um emprego no hospital eh na beneficiência por eh na Santa Casa de Uberaba, no isolamento, onde ela a princípio ela relutou muito porque o isolamento tinha as pessoas eh em fase terminal de saúde, com todos os tipos de doença e principalmente uma doença que aconteceu de de aparecer muito naquela região. que era o pêfoo foliácio, que nós conhecemos como a doença do fogo selvagem.

minal de saúde, com todos os tipos de doença e principalmente uma doença que aconteceu de de aparecer muito naquela região. que era o pêfoo foliácio, que nós conhecemos como a doença do fogo selvagem. E uma doença que deixa marcas muito sérias, que deixa a pessoa numa situação muito triste, como se ela tivesse queimaduras pelo corpo inteiro. E a pessoa sofre porque e aquilo tudo dói, arde, tira energia da pessoa, ela não consegue nem se vestir. E ela foi parar nesse isolamento para cuidar dessas pessoas. E como seu trabalho era muito dedicado, ela era uma pessoa muito boa, o pessoal do hospital gostava muito dela. Só que nós sabemos que as sociedades são movidas por poderes políticos. E em 19 final de 57, início de 58, com a mudança da do domínio político da região e a mudança também na presidência da instituição, ela foi convidada com os 12 internos do isolamento a se retirar do hospital porque o tratamento era muito caro, eles não tinham dinheiro para isso e ela precisava sair que aquele dia aqueles doentes não receberiam alimento. E a dona Aparecida ficou muito difícil, ficou muito complicada a situação para ela. Ela ficou meio desesperada. Ela falou: "Mas meus amigos, eles não tm nada, eles só tm a gente. Como é que nós vamos tirar eles do hospital? Para onde nós vamos mandar esse pessoal todo? Não é problema nosso. Todos receberam alta e foram pra rua. E ela foi pra rua, então ver se conseguia um lugar com aquelas pessoas para poder colocá-las. onde ela batia, as pessoas batiam a porta também porque tinham medo. E aquelas pessoas com feridas vivas iam deixando aquele rastro no chão das suas equimoses, das suas feridas. E as pessoas, à medida que ela ia passando nas calçadas, ela iam jogando água desinfetante porque não queriam que ela ficasse por ali. Então, o que que ela resolveu? naquele dia ela não conseguiu eh já era final da tarde, ela não conseguiu que abrigar aquelas pessoas ali. Então que ela falou: "Vamos todos para minha casa, não se preocupe". E ali

que ela resolveu? naquele dia ela não conseguiu eh já era final da tarde, ela não conseguiu que abrigar aquelas pessoas ali. Então que ela falou: "Vamos todos para minha casa, não se preocupe". E ali ela foi com os 12 doentes, ela levou todos paraa casa dela. E quando ela chegou na casa dela, o marido e os filhos se desesperaram, ficaram apavorados com aquilo ali, porque ninguém sabia que o o pêfego não era uma doença contagiosa. Então, as pessoas tinham muito medo do que viam. Mas ela disse para eles, quando eles disseram: "O senhora, escolhe ou eles ou nós?" O que que ela falou? Olha, hoje eu fico com os doentes porque eles têm Deus e eu por eles. Vocês estão crescidos e vão se virar. E entrou com todos casa dentro. E a sua vizinhança era uma vizinhança muito boa. Então arrumou um uma lata grande para ela ferver água, para dar banho no pessoal. Outra arrumou um colchão, uma tábua e ela foi acomodando o pessoal da forma que ela pôde e outros levaram algumas coisas, ela fez uma sopa para todo mundo comer e naquela noite aquelas pessoas tinham o que comer e onde dormir. E naquela situação eles ficaram durante dois dias, dois dias e as notícias correram, os boatos correram e logo a vigilância sanitária naquela época, o conselho de medicina da cidade na época, todos vieram visitar, ver como estava a situação dos doentes e disseram a ela: "Olha, a senhora aguente mais um pouquinho que nós vamos arrumar um lugar pra senhora colocar esse pessoal porque aqui eles não podem ficar." foram e aí dois dias depois eles voltaram e levaram a dona Aparecida com os 12 doentes para o o asilo São Vicente de Paulo num pavilhão que tinha lá que tava vazio. Então ela foi levantou daquela mudança, os colchões que ela havia conseguido, as latas de água, o que ela pôde levar, ela levou. E eles deixaram com ela assim um fardel para alimentar aquelas pessoas, mas as necessidades eram muito grandes. Então ela pegava dois, três que estava em melhor condição e saía pela rua pedindo. Pedia um, pedia outro e assim ela foi

fardel para alimentar aquelas pessoas, mas as necessidades eram muito grandes. Então ela pegava dois, três que estava em melhor condição e saía pela rua pedindo. Pedia um, pedia outro e assim ela foi conseguindo e foi mantendo aquele pessoal ali. e o pessoal da da da do hospital, o pessoal da da vigilância sanitária, o pessoal da da do Conselho de Medicina disseram a ela que em 10 dias eles arrumariam um lugar definitivo para ela ficar. E ela, de uma forma muito jocosa, ela comentava: "E esses 10 dias se transformaram em 10 anos. Eles passaram 10 anos ali no asilo a custa da caridade alheia, porque como ela mesmo disse ali, nunca entrou dinheiro do governo, nunca entrou dinheiro de político nenhum. Eram todos donativos dos cidadãos da cidade que mesmo com medo ou enfrentando as suas próprias limitações de aceitação, mandavam entregar eh recursos para que ela pudesse manter aquelas pessoas ali. Para vocês terem ideia, ela entrou lá com 12 pessoas. Isso no final de 57, 58. No início de 1959, já eram 50 pessoas que ficaram sabendo que elas estavam acolhendo ali esses doentes e levavam essas pessoas para lá. E não eram só mais pessoas de fogo selvagem ou do pênfigo foliácio. Eram pessoas que muitas vezes na hora que ela estava na rua pedindo donativos, ela reconhecia a necessidade deles e trazia pro abrigo. Em 1960 já eram 187 pessoas. Em 1961 já eram 363 pessoas convivendo de uma forma muito difícil dentro de um pavilhão no asilo São Vicente de Paulo. E ela botou uma ideia na cabeça. Ela ia construir um hospital. Não sabe como nem de onde ela ia tirar esse dinheiro, mas a fé dela, a expectativa dela era muito grande e ela ia construir aquele hospital para abrigar aquelas pessoas. E assim ela fez. E ela não se limitava a pedir dinheiro só em Uberaba. Ela ia para São Paulo. Tem até uma passagem que ela foi a São Paulo lá pro viaduto do chá, levou dois dos seus doentes para ajudarem, abriam um lençol no chão e pediam donativos. E ela gritava mesmo: "Ah, uma um donativo aqui pro pessoal do Hospital

la foi a São Paulo lá pro viaduto do chá, levou dois dos seus doentes para ajudarem, abriam um lençol no chão e pediam donativos. E ela gritava mesmo: "Ah, uma um donativo aqui pro pessoal do Hospital do Fogo Selvagem em Uberaba". Ah, um um uma cesta básica. E pedia e as pessoas iam atirando as coisas e atravessando a rua, saíam da calçada. Até que dois vereadores de Uberaba passando pela rua, era um lugar muito movimentado, viram aquilo e foram reclamar com autoridades, até com a Ciste a Tobrian, que nós sabemos que foi um grande jornalista. Eh, ela, eles foram reclamar e o que que aconteceu? Prenderam a dona Maria Aparecida. Ela ficou oito dias presa até que no oitavo dia apareceu uma advogada de nomea que havia sido mandado por Chico Xavier que ela nem conhecia ou se já havia ouvido falar dele, não tinha a menor vontade de conhecer porque ela não gostava do espiritismo. Então ele mandou essa advogada que a livrou da cadeia, levou de volta para Uberaba e ela nunca mais viu essa mulher. Eh, nem tampouco foi até o Chico para agradecer, né? Ela sabia que ele tava fazendo era a caridade dele, sabia que ele era muito caridoso, mas ele não, ela não queria ir lá conhecer. E assim foram vários episódios. Numa outra oportunidade que ela foi a São Paulo, ela estava na rua com um dos com os dois internos e mais uma pessoa que trabalhava com ela lá no no nesse hospital improvisado que se chamava Lauro. E passando na frente do palácio do governo, ela entrou e pediu para falar com a primeira dama. Ela viu que tinha muita gente entrando lá, perguntou pro guarda da porta o que que eles estavam fazendo. Elas estão vindo pedir favores à primeira dama. Então eu vou também explicou a situação pro pro guarda. Ele não deixou os doentes entraram, entrou sozinha com o Lauro. Chegou lá numa sala imponente, ficou sentada lá numa cadeira e ela falou com Lauro: "Lauro, nós estamos fedendo demais, foi o dia inteiro no sol. Como é que a gente vai conversar com a primeira dama nesse cheiro de suó sujos, empoeirados, como

a lá numa cadeira e ela falou com Lauro: "Lauro, nós estamos fedendo demais, foi o dia inteiro no sol. Como é que a gente vai conversar com a primeira dama nesse cheiro de suó sujos, empoeirados, como nós estamos?" Imediatamente a sala se encheu de um perfume que ela não sabia da onde vinha. Mais tarde, ela ficou sabendo que era Sheila que estava ao lado dela e que como sempre quebrou um vidro de perfume e perfumou o ambiente e as pessoas que estavam ali não ficaram incomodadas com aquele cheiro. até que ela teve a oportunidade de falar com a primeira dama, que ficou muito sensibilizada com a história dela e disse que não poderia destinar verbas para ela, porque eles estavam em São Paulo e o hospital que ela queria construir era em Minas, mas que ela se mobilizaria e faria muitas campanhas para ajudar a construção daquele hospital, independente dos poderes públicos, né? seriam campanhas patrocinadas por ela particularmente. Ela conseguiu isso daí já no final do dia, saindo do do do Palácio do governo, eles se encontraram com algumas pessoas de um centro lá de São Paulo que pediram a ela que fosse lá, porque o dirigente do centro disse que a o mentor do centro pediu para que ela fosse lá. Ela ficou muito reticente, não queria ir e mas o Laura a convenceu e eles foram lá nesse centro. Quando chegaram lá, o salão tava cheio, a palestra começou, até que num determinado momento o dirigente do centro falou assim: "A senhora de Uberaba, do Hospital do Fogo Selvagem, por favor, queira se apresentar". O salão tava cheio e ela não falou nada, ficou quietinha, não quis se apresentar. Ela fiz: "Já fiz o máximo, já vim, já estou aqui, não vou fazer nada". E o salão foi esvaziando porque as pessoas foram tomando passe, indo embora. E quando terminou, que esvaziou, aí ela foi até a mesa. Chegou até a mesa e falou assim: "Era com comigo que o senhor queria falar? Ah, a senhora que é de Uberaba?" "Sim, eu sou Aparecida de Uberaba, lá do Hospital do Fogo Selvagem". Ah, é porque o mentor do do

u até a mesa e falou assim: "Era com comigo que o senhor queria falar? Ah, a senhora que é de Uberaba?" "Sim, eu sou Aparecida de Uberaba, lá do Hospital do Fogo Selvagem". Ah, é porque o mentor do do do centro pediu que a senhora desse um passe na dona Mafalda, que é a presidente do centro, e ela está há três meses acamada e sempre perdendo a mobilidade. É um processo obsessivo e ela precisa da sua ajuda. O mentor do centro disse que só a senhora vai conseguir tirá-la dessa cama. Ela ficou assim, eh, estranhando aquilo ali, né, como eu, se nem do espiritismo eu gosto, mas seguiu, seguiu com o pessoal, subiu uns dois lances de escada, ela estava, morava em cima, estava acomodada numa cama, só mexia os olhos. E aí o pessoal do centro fez uma roda em volta da cama e ela falou assim: "Olha, vai sair bobagem aqui, mas eu vou fazer as minhas rezas do jeito que eu sei fazer quando eu era parteira, do jeito que eu rezava pros meninos nascer direito." E aí ela começou a fazer as orações dela, aquele jeito mesmo de benzedeira. Rezou, rezou, saiu e foi embora. Com dois dias a dona Mafalda se levantou, foi até Uberaba conhecê-la e prometeu que a ajudaria com as campanhas dela também. a erguer o hospital. Então, foi assim que ela pedindo, ajudando, fazendo, ergueu o hospital do Pênho, o hospital do fogo selvagem em Uberaba. E depois de fazer tudo isso, ela acabou se convencendo, né, que a fé dela era muito grande. Ela se convenceu que ela podia tudo porque ela acreditava em Deus. Porque Jesus já nos disse que em verdade se nós tivéssemos fé como um grão de mostarda, diríamos a este monte: "Passa daqui para cular". E esse monte haveria de passar. Então, era o monte dos preconceitos, o monte da necessidade, o monte da indiferença social que ela foi superando através daquela fé imensa. E acabou que ela, depois de tanta ajuda, ela acabou se no na na inauguração, ela acabou dizendo para si mesmo que ela precisava ser espírita, porque a coisa que tá me apertando, ela tá me perseguindo, porque

u que ela, depois de tanta ajuda, ela acabou se no na na inauguração, ela acabou dizendo para si mesmo que ela precisava ser espírita, porque a coisa que tá me apertando, ela tá me perseguindo, porque a comida que nós ganhamos vem do povo espírita. A Sheila me deu essa permissão para que eu pudesse dar passe no no pessoal doente. A dona Marfalda me ajudou muito, fazia bingos, rifas, jantares, até que ela morreu de câncer. Então eu preciso conhecer o Chico. E assim foi que ela, no ano de 1964 ela conheceu o Chico e se tornaram grandes amigos. E Chico nunca mais parou de ajudá-la e nem ela ele. E ela aprendeu com ele e que ela poderia, através do passe que ela viu que aconteceu com a dona Mafalda, acalmar as dores dos seus doentes internados ali. Mas a a dona a dona Cida, a avó Cida, ela não não ficava parada só nos doentes do fogo selvagem. Ela saía da rua para pedir as coisas, para buscar os donativos. Se ela via alguém numa situação muito difícil, só um minuto, desculpem. Se ela via alguém numa situação muito difícil, o que que ela fazia? ela ela recolhia para o seu centro de caridade, ela trazia para ser ajudado ali. E então quando ela ela viu que aquilo ali tava aumentando mais ainda a as demandas de auxílio às pessoas e incentivada pelo Chico, ela criou então o Lar da Caridade ao lado do hospital do Pênfego. E quando eu fui a Uberaba para conhecer esse lar da caridade já existia. Eu conheci os dois, que era uma casa de apoio às pessoas que não tinham família em Uberaba, que eram recolhidas nas ruas, onde ela fez também montou uma escola, porque ali todos tinham que trabalhar e estudar, os internos do hospital que tinham condição eh estudavam as principalmente as crianças. Ela deu toda a formação de alfabetização de de primeiros anos de escola. Todos tinham que estudar. era uma escola autorizada pela Secretaria de Educação do Município e e eram esse lar da caridade abrigava então todas essas pessoas que ela ia recolhendo na rua. A dona Maria Leocia do Arquivo Público de Uberaba disse que

zada pela Secretaria de Educação do Município e e eram esse lar da caridade abrigava então todas essas pessoas que ela ia recolhendo na rua. A dona Maria Leocia do Arquivo Público de Uberaba disse que ela não conseguiu viver só para os doentes. Ela começou a recolher os necessitados de comida, os necessitados de afeto. Seu olhar enxerga mais longe e ela vê os que precisam e do que precisam, porque esse é o seu diferencial. cuidar das pessoas por inteiro, saúde, educação, profissionalização e família. Então, ela era uma pessoa que tinha um olhar abrangente, não só para a doença que inicialmente surgiu, que foi o chamado dela, porque era o compromisso dela naquela encarnação, mas para todos aqueles que precisaram dela. E ela era uma pessoa muito, muito alegre. Ela era uma pessoa que vivia sorrindo. Todos os dias às 7 horas da manhã, ela passava em todas as as a os os locais do hospital e do lado da caridade. Dava passe nos doentes. Às 7 horas da noite também ela passava na cama de todo mundo, conversava, dava um passe. Era uma pessoa que viveu para o trabalho, dormia muito pouco e trabalhava muito. A dona Maria Aparecida, ela deu mostras reais de ser um espírito abnegado. E em conversas com o Chico, né, ela perguntou por que que ela tinha aquela tarefa, por que que ela tinha aquele compromisso. E o Chico disse: "Porque você está tentando dessa vez resgatar todos os seus débitos. Débitos que você vem tentando resgatar há muitos, muitos anos, mas sem sucesso. Até que dessa vez você conseguiu seu objetivo reencarnando negra, pobre, cheia de filhos e de doentes para cuidar." E ela perguntou assim: "Mas débitos de que época? Por que o fogo selvagem?" Ele disse: "É época da fogueira da inquisição, minha irmã. Época em que você mandou muitos pra fogueira e hoje eles vêm aqui ainda criados das suas dores, das suas feridas, das suas dificuldades, para que você cuide deles, para que você, muitos deles que saem daqui curados, porque recebem em seus corações o amor que você consegue dar.

os das suas dores, das suas feridas, das suas dificuldades, para que você cuide deles, para que você, muitos deles que saem daqui curados, porque recebem em seus corações o amor que você consegue dar. Eh, uma história que enche os nossos corações de expectativa, de esperança, de boa vontade, porque nós sabemos que a nossa vida não é só a nossa rotina, o remem de todos os dias. Não é só levantar ir para o trabalho, cuidar dos nossos filhos, ir a um evento social, cumprir aquela rotina diária de uma criatura encarnada aqui na Terra. Nós temos propósitos muito maiores nesta vida, muitas vezes até dentro dos nossos próprios lares, propósitos que a nossa fé vai mover os nossos recursos para que nós possamos aceitar o familiar difícil, para que nós possamos nos dedicar a um trabalho voluntário. E a medicina já disse que quem se voluntaria, quem ora mais, quem faz, quem presta serviço voluntário, sem desejar a a a que e nada em troca, é uma pessoa que vive com mais alegria, que tá menos exposta a problemas de saúde, porque a imunidade aumenta, porque a os recursos de vida para que aquele trabalho possa ser levado adiante, eles chegam e Não tenhamos dúvida de que aquele que se dedica, aquele que está realmente e eh vinculado a uma uma tarefa de amor, ela vai viver para aquilo e vai ter muito mais proteção da espiritualidade. Não porque seja uma pessoa privilegiada, mas porque é uma pessoa dedicada. Eu vou pedir licença a vocês de novo e eu espero que esse alarme não nos interrompa mais uma vez, porque agora nós vamos eh na primeira epístola de Paulo aos Coríntios, que tá lá no Evangelho também no capítulo 15, no lá no item seis, que nos diz que agora estas três virtudes, a fé, a esperança e a caridade permanecem, mas dentre elas a mais excelente é a caridade. Por quê? Porque a caridade, conforme os espíritos nos dizem, é o amor em ação. É a gente pegar todo aquele sentimento que a gente tem no coração e transformar em serviço ao próximo e não deixar que ele se amorteça dentro do nosso coração com medo do que

dizem, é o amor em ação. É a gente pegar todo aquele sentimento que a gente tem no coração e transformar em serviço ao próximo e não deixar que ele se amorteça dentro do nosso coração com medo do que nós vamos encontrar fora de nós. Assim como a dona Aparecida, como a tia Cida, a avó Cida, como ela muito querida de nós era chamada, sem medo de ver a dor do nosso próximo. a indigência que muitas vezes está nos olhos daqueles necessitados, sem ver a imperfeição alheia. Olha lá, é benevolência, indulgência, perdão das ofensas. Eh, eh, é agir com o coração, movimentando os recursos que nós temos de trabalho, de criatividade, de boa vontade, para que nós possamos dividir as bênçãos que recebemos com os nossos semelhantes. Nós vamos resolver o problema do mundo desse jeito, nós vamos acabar com as dificuldades, nós vamos vai deixar de ter pessoa na rua com fome, com dor, de fila no hospital? vai deixar de ter guerra na terra? Nós desejamos que um dia, sim. Mas por enquanto o que nós podemos fazer é movimentar os recursos que nós temos de fé, de esperança e de caridade para que esses sentimentos também possam habitar o coração daqueles que sofrem. A maioria de nós aqui, principalmente nós que estamos aqui reunidos, escutando essas palavras de Jesus através do Evangelho, através da história da dona Cida, que foi uma pessoa tão abnegada, eh, somos privilegiados, não temos as mesmas dificuldades. Qual de nós, qual de nós, em san consciência, refletindo nesse final de ano, sai do seu canto, sai da sua comodidade para lembrar de alguém que tá com fome? Nós temos uma ação na nossa casa que se chama caldo que aquece, que todas as semanas vai levar um jantar mais especial para as pessoas de rua. Nós já fomos lá conhecer essa ação. Quantos de nós já se se municiou de amor e de boa vontade para servir ao próximo? Emânuel nos diz que caridade é amor em manifestação incessante e crescente. É o amor em ação. Ele cresce à medida que se movimenta. É o sol de mil faces brilhando para todos. É o gênio de mil

próximo? Emânuel nos diz que caridade é amor em manifestação incessante e crescente. É o amor em ação. Ele cresce à medida que se movimenta. É o sol de mil faces brilhando para todos. É o gênio de mil mãos amparando indistintamente. Duas mãos podem se multiplicar na obra do bem. Onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, porque onde houver ou onde estiver o espírito do Senhor, aí se derrama a claridade constante dela a benefício do mundo inteiro. O nosso grão de areia, a nossa pequena participação, a nossa pequena colaboração, pode tirar a dor de alguém, pode levar o sorriso a alguém que não imaginava que estava sendo visto, sentido, olhado. são os invisíveis que estão ao nosso redor e que por medo de perder perdermos muitas vezes o nosso conforto, nós não viramos o nosso olhar para eles. São os asilos, onde inúmeros idosos estão ali, muitas vezes afastados de suas famílias, sem visitas, sem o calor de um afeto, tem um abrigo, mas estão carentes do maior recurso que a gente pode dar para alguém que é o afeto de um bom dia, de um boa tarde, de um abraço sincero. Não precisa de presente. O presente é só um acréscimo. O presente que nós vamos levar é a nossa presença, é o nosso olhar, é a nossa compreensão para suas dores. É de alguém que estava na rua, que se estava drogado, que estava muitas vezes até assaltando e que sabe que naquele dia, naquele determinado local, alguém vai levar para ele um prato de sopa, um pão, uma água. E naquele dia ele até se apronta, ele até toma banho, ele procura estar ali presente de uma forma diferente. Ele faz oração, ele recebe aquele prato de sopa com calor, ele interage com aquelas pessoas se sentindo igual, se sentindo alguém filho de Deus também. É uma criança que está deixada num orfanato, sem um pai, sem uma mãe, sob o calor do afeto limitado que uma mãe cresira pode dar, porque são inúmeras crianças, ou que o coleguinha, o companheiro de de dificuldade pode compartilhar com ele, mas que pode ter

sem uma mãe, sob o calor do afeto limitado que uma mãe cresira pode dar, porque são inúmeras crianças, ou que o coleguinha, o companheiro de de dificuldade pode compartilhar com ele, mas que pode ter em alguém que passe por ali, que passe um sábado ali à tarde brincando com aquelas crianças, não é? que faça uma atividade diferente, que leve alguma esperança para alguém para ver o sorriso no olhar de alguém. É num hospital, numa cama de dor, numa enfermaria onde os doentes ficam muitas vezes afastados de seus familiares e que a gente pode ir ali dar um passe, nunca sozinho, sempre acompanhado, né? Que a gente pode fazer uma oração, que a gente pode trocar uma palavra, levar um violão, tocar uma música. Quantas pessoas não se sentem mais revigoradas, mais fortalecidas, porque foram eh tocadas nos seus sentimentos mais profundos e uma pontinha da fé, que era uma brasa quase apagando, foi soprada e voltou a vibrar. É um calor maior que a gente pode deixar nos corações, porque segundo Emanuel, a caridade é o processo de somar alegrias. diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade para que a terra se realize na condição do esperado reino de Deus. Nós não estamos ali com grandes missões. Nós vamos fazer milagres e transformar. Jesus não fez isso. Ele apenas tocou os corações na medida em que ele pôde, em tudo aquilo que ele soube fazer. Ele não tirou a dor do mundo, ele não acabou com a fome da sociedade, mas ele alimentou as pessoas de esperança, de fé, com a caridade de levar a sua palavra, o seu olhar. E se nós sabemos que não iremos ao Pai, se não for através dele, não é? Que é o caminho, a verdade e a vida, o que estamos fazendo dos nossos caminhos? É para nós nos perguntarmos nesse final de ano e para nos lembrarmos que essa mensagem no nosso último encontro do final do ano, nós desejemos a nós mesmos que a fé, a esperança e a caridade sejam o nosso maior compromisso para o ano que vai começar. que nós aprendamos a sair de nós mesmos para movimentar os melhores

al do ano, nós desejemos a nós mesmos que a fé, a esperança e a caridade sejam o nosso maior compromisso para o ano que vai começar. que nós aprendamos a sair de nós mesmos para movimentar os melhores sentimentos que temos aqui dentro, para eliminarmos os nossos próprios desequilíbrios através da convivência com o nosso próximo, enxergando no outro a nossa própria indigência, a nossa própria necessidade e compartilhando com eles as bênçãos que nós já podemos receber ao longo da nossa vida. É assim que nós nos despedimos em mais um ano, desejando a todos que estão nos escutando e aqueles que ainda vão nos escutar mais tarde, que esse ano seja de muita esperança em todos os corações, que esse ano seja de muita, muito trabalho, de muita edificação positiva, um ano que será desafiador em todos os sentidos e que Deus esteja conosco em todos os momentos da nossa caminhada. Que assim seja. M. Por onde eu caminhar, contigo vou seguir. Venha comigo ver que juntos temos força para vencer. Vamos seguir na mesma direção, buscando a união. Seremos um só. Vamos buscar o amor dentro de nós. vai sempre existir a força para viver no coração, para nos iluminar dentro de nós. Vamos acreditar que em nosso olhar existe a luz. O amor vai nos guiar. >> O amor vai nos guiar. dentro de nós vai sempre existir a força para viver no coração, para nos iluminar. dentro de nós. Vamos acreditar que em nosso olhar existe a luz. O amor vai nos guiar. O amor vai nos guiar. >> O amor vai nos guiar. Oh.

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