A Esquina de Pedra | Stela Martins | 30.11.25
A Esquina de Pedra | Stela Martins | 30.11.25 🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5483594840801280
เฮ Que a minha vida seja o canto do que louva, que meu silêncio ser estrondo tem que crer. O meu agir traduz a luz que de jorra e a minha prece e a honra de te agradecer. Que o meu falar consolha a lágrima que chora. Que o meu ouvir entenda as dores do que sofre. Que meu olhar conduz ao beijo que conforta meu sorriso, amizade que acorre. Que o meu sentir expresse a luz no fim da luta. Que o meu pensar seja a candura do que hora. Que o meu nascer reflita no esforço do que busca e o meu morrer, a alegria do que volta. Que o despertar lhe seja doce como a brisa. que a consciência me abol muitas falhas. Que trabalhe seja fonte de alegrias e os reencontros aventura tão buscada. Se eu voltar as portas dos renascimentos, que eu viva a vida com a nobreza de um anjo, para que ao fim eu me descubra sem lamentos e o meu retorno seja belo como um sonho. Hum. Mas se eu voltar as portas dos renascimentos, que eu viva a vida com a nobreza de um anjo para que ao fim me descubra sem momentos. E o meu retorno seja belo como um sonho. Boa noite, esquineiros. Eu já tô vendo aqui os comentários no chat e aí não tem mais jeito, né? Já estamos apelidados de esquineiros. Tânia Maria, boa noite, querida. Já chegou aqui logo na foi a primeira a chegar em 18:25 já tava aqui. É isso. É, né? É, sim. Boa noite, Tânia. Boa noite, Rosiane, que também chegou aqui. A turma da esquina. Olga Ferraren, boa noite, querida. Boa noite para Eliana, Eliamar, desculpa para Eliamar que hoje já encontrei Eliamar hoje de manhã também, né? Já participamos de um evento presencial hoje. A Olga também, boa noite, Olga. A Olga também é daqui de São Carlos. Nivalci, Nivalci. Hoje faz tempo que eu não faço isso. Gente, Anival de Olinda. Aí toda vez que ela escreve Olinda Pernambuco, eu penso num frevo. Ai ai. A pessoa precisa ficar séria. Não é lindo, né? To, tudo que a que a Sia aada faz é muito bonito. Ela tem uma uma inspiração e uma delicadeza, né, para falar as coisas do coração, que é fantástico. É a delicadeza que ela
car séria. Não é lindo, né? To, tudo que a que a Sia aada faz é muito bonito. Ela tem uma uma inspiração e uma delicadeza, né, para falar as coisas do coração, que é fantástico. É a delicadeza que ela também demonstra quando ela participa do pingafogo na web Rádio Fraternidade junto com o Jorge Elará. Então é a mesma a mesma delicadeza. lá também ela fala com muita delicadeza. Muito bem, queridos. Já tendo a a nossa a música da da Sâmia como a nossa prece de abertura, vamos direto pro nosso livro. Vamos saber exatamente eh como é que estão as coisas. Nós vamos conhecer um personagem novo hoje, hein, Lilia? Você coloca pra gente, compartilha. É verdade, Olga. Sâia passou na fila da delicadeza. Isso. Muito bem. Muito bem. A Same assim, claro. Então, vamos lá. Vamos pro nosso pra nossa leitura aqui. Opa, abriu uma coisa errada aqui. Pronto, agora sim. Então nós vamos conhecer hoje o Gutrio. Eles põem os nomes, né? A minha irmã sempre fala isso. Por que que eles põe os nomes tão complicado ness nas nas nesses textos, né, nesses romances espírita? Nos nas obras do André Luiz é um nome mais difícil que o outro. Mas vamos lá. Gutoo foi capturado na noite seguinte. Daquela vez, os assaltantes, com o excesso de ousadia que podia ser atribuído à fome, tentaram alcançar o redil, tomando a cadela de surpresa. Como uma forte brisa começar a soprar depois da meia-noite, trabalhando contra o vento, atearam fogo a um trecho da paliçada extremamente seca e tentaram transpô-la pelo outro lado. Só lembrando que eles tinham no trecho anterior que a gente leu, eles já tinham sido acordados uma vez. visto dois, duas pessoas fugindo. Então eles já estavam ligados que tinha alguém ali por perto tentando assaltar e roubar algo, possivelmente roubar os animais ali na na casa da gala e da família dela, né? Vocês lembram disso que é era isso que é disso que eles estão que eles estão falando, que a Gala tá contando para nós agora, né? O instinto de Corona, porém, foi mais forte. Ela abocanhou furiosamente a mão
lembram disso que é era isso que é disso que eles estão que eles estão falando, que a Gala tá contando para nós agora, né? O instinto de Corona, porém, foi mais forte. Ela abocanhou furiosamente a mão armada que se levantara para feri-la de morte. Um grito de dor nos acordou. Já então, entre o estrépido dos animais em pânico, podíamos ouvir o característico e aterrorizante crepitar dos espinheiros em chamas. Apesar dos gritos de mamãe, vi que vovô e Cirilo abriram a porta da frente e desciam como os como loucos os degraus da escada. Eu abri o alçapão e desci precipitadamente os degraus cortados na rocha com João e mamãe nos meus calcanhares. No ângulo em que a palçada tocava o paredão rochoso, atenta e furiosa, coronacoava os assaltantes, movendo-os como um pêndulo na técnica tão bem que tão bem desenvolvera junto ao rebanho. Dá até para ver, né, a corona eh os os bandidos lá, os ladrões encostados na na parede da caverna e a cor a corona correndo de um lado pro outro para eles não conseguirem fugir, né? Não dá para imaginar. Dá até para imaginar. Ao nos aproximar, iluminados pelas chamas, os desconhecidos tentaram desesperado recurso de fuga e investiram em nossa direção. O mais alto e mais forte foi bem-sucedido. Abrindo o caminho entre João e eu, atirou-nos ao solo com violência e saltando sobre as chamas, escapou para fora. Ao correr em direção a nós, vi-lhe perfeitamente o rosto largo, os olhos mongólicos e a negra trança enfeitada que lhe descia do alto da cabeça. Depois eu soube que do outro lado fora também de encontro a meu irmão e vovô. Estes, como nós, não lhe opuseram resistência. Levantei-me rapidamente, corri para a corona e abracei-he firmemente pelo pescoço. Com as ordens enérgicas que mamãe e João lhe gritavam, nós a contemos. O outro assaltante, ainda um rapaz, tentava grimpar o paredão de pedra, porém as forças lhe faltaram. Ele caiu com surdo bque sobre o solo. Nos momentos que se seguiram, quase sem pensar, nos pusemos em ação. Mamãe e João arrastaram
az, tentava grimpar o paredão de pedra, porém as forças lhe faltaram. Ele caiu com surdo bque sobre o solo. Nos momentos que se seguiram, quase sem pensar, nos pusemos em ação. Mamãe e João arrastaram desfalecido para o interior da gruta e dificultosamente o alçaram degraus acima. Eu corri ao auxílio de Cirilo e João, que tinham iniciado o combate às chamas. A água que tínhamos em reserva, entretanto, bem cedo se esgotava. foi preciso correr ao rio. Fiquei então acionando a nora e enchendo os jarros que traziam a correr. Vocês lembram, né? A nora é o o sistema que eles usam lá para pegar água. Não sei quantas horas permanecia ali sobre o barranco. Quando o dia nasceu, vovô se aproximou-me, se aproximou e tomou-me pela mão, levando-me de volta à casa. Eu estava molhada e tiritava. tinha os braços doloridos e uma estranha estranha sensação de peso na cabeça. Mamãe e Cirilo olhavam mudos a devastação. Aquela palçada fora construída cuidadosamente e sólidamente por nosso pai. 2/3 dela estavam completamente destruídos. Sem nada dizer, mamãe deixava que as lágrimas escorressem de comprido por seu rosto e pingassem uma a uma em sua camisa de dormir. É triste isso, né, gente? Porque por mais que você saiba, né, que são coisas materiais, que são coisas que a gente eh pode repor, né? Nós estamos falando aqui de pessoas que já viviam numa situação muito difícil, né, num ambiente muito inóspo, muito complicado, porque eles tinham muita dificuldade com água. Ali não era uma região de grande produção agrícola, então o pouco que eles conseguiam produzir era mesmo para subsistência. Eh, tinham algum excedente com relação aos animais que era o que eles podiam vender para comprar aquilo que eles não conseguiam suprir e ainda tinham que pagar imposto pros romanos porque era uma região na Macedônia, na Capadócia, desculpa, uma região da Capadócia que estava sob o império que fazia parte do império romano. Então eles já viviam numa situação muito difícil. E aí, nessa situação muito difícil, eles ainda vem
ócia, desculpa, uma região da Capadócia que estava sob o império que fazia parte do império romano. Então eles já viviam numa situação muito difícil. E aí, nessa situação muito difícil, eles ainda vem uma parte daquilo que foi tão difícil construir, ser destruído pelo fogo, porque algumas pessoas tentaram roubar o que eles tin, o pouco que eles tinham, né? O pouco que eles têm. É duro isso, né? É difícil. É difícil. Bom, gastei ainda algum tempo para reunir os animais e quando voltei e entrei na entrei na casa, via já inteiramente recomposta, debruçada sobre o ferido. Era jovem, talvez da idade mesma de Cirilo, se não tivesse menos. Seus cabelos oleosos e sujos eram compridos e divididos em tranças. Corona abocanhara-lhe o pescoço e rasgara-lhe os tecidos perigosamente, quase tocando as artérias. Sangrara abundantemente por vários lugares, porém mamãe já o enfaixara e cuidara. Agora jazia exangue e desacordado sobre algumas peles diante do fogo. Assentamos-nos para o desjejum, quase sem nos falar. Sei seguramente que não havia rancor nem ressentimento em nenhum de nós, embora embora isso possa parecer estranho. E com certeza pareceu estranho ou desconhecido quando débilmente entreabriu os olhos e nos encontrou a fixá-lo com uma certa curiosidade apenas. De início, o terror pintou-se em sua face. A gente também fica achando estranho, não é? Não sei se já foram assaltado. Não sei se já foram assaltado, mas a sensação que dá na gente, eh, pelo menos quando eu fui, né, eh, não foi de apenas curiosidade, não. Eu fiquei bem chateada, bem chateada mesmo. Então, de início, o terror pintou-se em sua face, depois a suspeita e, finalmente, verificando a circunstância de sua captura, um despeito amargo que o fez soluçar soluçar selvagem, como um pequeno animal preso à armadilha. As forças faltavam-lhe, até mesmo para esboçar um gesto de fuga. Mamãe ergueu-se quando viu chorar. É um menino", disse, "ouma criança. E se algum rancor houvesse em nós naquele instante se desfez de todo."
ças faltavam-lhe, até mesmo para esboçar um gesto de fuga. Mamãe ergueu-se quando viu chorar. É um menino", disse, "ouma criança. E se algum rancor houvesse em nós naquele instante se desfez de todo." Ela se ajoelhou junto ao rapaz e tentou enxugar-lhe o rosto sujo e em bebe com a ponta de seu grande avental. Ele, porém, arrepeliu, apertando os lábios com orgulho. "Nós não te deteremos", ela voltou a falar. Poderás ir quando quiseres, mas não creio que de por enquanto, mesmo porque tuas forças não te bastariam. Ele pareceu não compreender e soluçou mais alto. Digo-te que é não és um prisioneiro mamãe insistiu. Poderás ir embora quando quiseres. Vê, cuidamos dos teus ferimentos. Não queremos te fazer mal nenhum, nenhum mal. Compreendes? Um olhar de pasmo foi sua primeira resposta. Conteve o pranto e fechou os olhos. Mamãe abriu uma de nossas mantas e cobriu. Ele adormeceu. Quando voltei à tarde, estava num catre montado na cozinha. Soube que aceitara o leite a papa que mamãe lhe dera, mas naquela noite não lhe viu o rosto, pois cobrira a cabeça e virara-se para a parede. Não houvera tempo de improvisar uma cerca e então vovô imaginara o recurso de acender pequenas fogueiras em derredor do aprisco. A todo instante, no decorrer da noite, Cirilo e ele se levantavam para abastecer o fogo. tinha sido combinado que se em algum momento o estranho se levantasse e tentasse partir, não o deteríamos, não o deteríamos. Isso, entretanto, não aconteceu. Uma febre intensa se apoderara dele e o prostrara delirante, exigindo de mamãe e João uma assistência vigilante e constante. Um dia e outros dias transcorreram. Penosamente levantamos um arremedo de cerca, usando galhos de espinheiros que cortávamos pelos arredores ao preço de 100 arranhões doloridos. Se perdoáramos a destruição havia a vida, o mesmo não se dava com corona. Ao passar pelo cree do jovem assaltante, varejava o ar muitas vezes e olhava para nós interrogativamente como a perguntar: "Então, de que valeu castigá-lo? Na tarde em que nossos amigos costumavam
na. Ao passar pelo cree do jovem assaltante, varejava o ar muitas vezes e olhava para nós interrogativamente como a perguntar: "Então, de que valeu castigá-lo? Na tarde em que nossos amigos costumavam vir, nosso trabalho foi suavizado. Enquanto duraram as luzes, estiveram conosco a cortar e arrastar as urzes, os agressivos galhos do espinheiro negro. Com eles, um pouco de ruído diferente veio para dentro da casa e as tonalidades de tragédia e desastre arrefeceram. Olha, eu queria falar uma coisa para vocês que é nessa época do ano é muito muito muito importante. Maio Rosa, boa noite. Ah, é Aparecida de Cachoeira de Itapemirim. Boa noite, querida. Bem-vinda. Oi, Rê. Boa noite para você também. Não tem problema. Atrasado. Atrasada. Mas tá aqui. Eu queria falar uma coisa para vocês, né? A gente tá vendo aí a Gala contar que ela que a chegada, né, dos visitantes mudou o ambiente, né, da casa, porque eles estavam num ambiente pesado, né, porque passaram por um momento muito difícil, o incêndio. Ah, Marilda, oi Marilda, boa noite, querida. Que bom que você chegou, meu bem. Então, eh, eles estavam passando por uma situação difícil, né, tendo que trabalhar muito. Terezinha chegou também. Oi, Terezinha. O povo aqui não falha. É bom ver vocês. Eh, eles tinham passaram pelo incêndio criminoso, pela tentativa de de roubo, eh, o enfrentamento dos bandidos, eles estavam tendo que reconstruir a cerca. E vocês viram que não é uma coisa fácil, porque eles tinham que ir atrás de espinheiro e aí para cortar esses espinheiros já era complicado. Aí tem que transportar o espinheiro, o o galho do espinheiro até onde eles estavam para poder fazer uma cerca. Então eles estavam vivendo uma situação muito difícil. Além do que eles tinham uma pessoa desconhecida dentro da casa, que não é uma coisa fácil, né? Não é uma coisa simples, mesmo quando é alguém muito querido, porque tira a gente da rotina, né? E era um desconhecido que precisava de muitos cuidados. Exigia presença constante ali, tanto do
il, né? Não é uma coisa simples, mesmo quando é alguém muito querido, porque tira a gente da rotina, né? E era um desconhecido que precisava de muitos cuidados. Exigia presença constante ali, tanto do da mãe da Gala quanto do João. E olha só a diferença que fez a presença das visitas. E por que que eu tô chamando atenção eh dessa questão para vocês? Porque essa é uma época do ano muito complicada paraas pessoas que vivem sozinhas ou que não tem uma relação muito positiva com a família ou paraas famílias e também para as famílias que eh estão vivendo luto ou que estão vivendo algum problema, alguma situação muito difícil com relação à saúde, eh ao uso de a drogadição, enfim. Enfim, as pessoas que estão passando por por problemas muito sérios e um deles é a solidão, eh nessa época do ano tem e essa situação agravada, sabe? Eh, pelos motivos que vocês já possam imaginar. Então, poder tirar uns 5, 10 minutos no nosso dia e ligar para essas pessoas ou conversar com elas que seja por mensagem ou se puder ir na casa delas, né? Ah, eu tava passando por aqui, resolvi dar uma paradinha. Entra, pede um copo d'água, conversa um pouquinho, né? Vai ouvindo a pessoa falar e já vai fazendo uma prece pro ambiente mudar, para as condições melhorarem. Essa é uma uma atividade que a gente deve fazer o ano todo, mas agora em dezembro, em janeiro, isso precisa ser intensificado, porque nessas épocas, nesses dois meses, principalmente o número de pessoas que tentam e e de pessoas que conseguem por fim a própria vida aumenta bastante. E a gente pode colaborar para que isso não aconteça. A gente pode ajudar essas pessoas a saírem dessa condição ruim se a gente demonstrar interesse pela vida delas, vontade de tempo disponível para elas, sabe? Eh, se a gente mostrar para elas que elas são necessárias na vida de todos nós, vamos ajudar, sabe, essas pessoas. E se você que tá me escutando passa por essa situação, peça ajuda, procure alguém, diga que você não tá bem, que você não tá passando por um
as na vida de todos nós, vamos ajudar, sabe, essas pessoas. E se você que tá me escutando passa por essa situação, peça ajuda, procure alguém, diga que você não tá bem, que você não tá passando por um momento bom, que você tá com dificuldade, que não tá, não tá fácil passar por esse período, peça ajuda. Não queira passar por tudo sozinho, porque não dá certo. A gente precisa dos outros, né? A gente sempre precisa dos outros. E é isso que nós estamos vendo agora nesse livro, né? A gente tá vendo a Gala falar sobre isso. Então, voltando lá, né? Eh, Filotemo tratou-nos com naturalidade. Não hesitou em tocar a fronte do enfermo, auscultando-lhe a febre entre comentários ocasionais. Senti que meu cansaço e abatimento não lhe tinham passado desapercebidos quando me convidou a ir ver os tesouros do crepúsculo. Saímos a andar vagarosamente até o alto da colina, espiando as cores brilhantes do poente. Ele entretinha-me com assuntos ligeiros, despertando minha atenção para pequenos detalhes do verão que ia em meio. Mas em breve regressamos, pois que os outros o esperavam para as leituras da noite. Lembro-me da suave vitalidade que parecia promanar dele, sua voz, de toda sua pessoa e de sua cabeça envolta na doirada poeira do sol no ocaso. Lembro-me também de Cirilo a distender os braços do lado de fora da casa rubra pelo clarão da tarde e a dizer: "Vai ser divertido contar esta aventura". Essa frase teve o dom de me fazer sorrir e um pouco do meu abatimento se foi. Uma onda de ternura jorrou de meu coração envolvendo o expansivo grupo. Vou ler de novo, ó. Uma onda. Olha só o que que a gente pode fazer com os nossos pensamentos e com a nosso nosso magnetismo. Uma onda de ternura jorrou de meu coração envolvendo o expansivo grupo. Ela doou, né, essa esses fluídos, esses bons fluídos dela para todo o grupo, né? É como se ela tivesse dado um passe ali em todo mundo. Bacana, né? Aos meus olhos, naquele instante, meu irmão e seus jovens amigos surgiam altivos e graciosos, desanuviados.
la para todo o grupo, né? É como se ela tivesse dado um passe ali em todo mundo. Bacana, né? Aos meus olhos, naquele instante, meu irmão e seus jovens amigos surgiam altivos e graciosos, desanuviados. Suas faces irradiavam quente colorido. Um deles, Caio, apelidado paizinho, improvisando uma breve pantomima, em risadas gerais, ofereceu-me flores colhidas de entremeio à poda dos espinheiros. E agora ela vai apresentar para nós o Caio, né? A gente pode até imaginar que eles iam fazer ali um quê? Um evangelho no lar, talvez. Que que vocês acham? Essa essa reunião aí uma vez por semana, não dá impressão que eles estão fazendo um evangelho no lar e aí os amigos vão até a casa deles para poder fazer uma leitura, né? É um evangelho no lar, não é verdade? Interessante isso, né? Não é esse nome, não é essa definição, né? Obviamente, mas dá essa impressão, né? Dá a impressão de um evangelho no lar. Então, vamos ver quem é o Caio. Havia entrado e o pequeno Andreas correra a abraçar-lhe as pernas. O silêncio dentro dos cômodos singelos o assustava e ele se deteve esperando. Mas a voz do pequeno Andreas o cham o chama. Chega-te, chega-te. Caio transpor transpõe o limear. Seus olhos caem sobre antístios. Pelo amor de Deus, hein, gente. Antístios. e o fixam em cheio. O velho parece estar olhando para ele e seus olhos são grandes e profundamente azuis. Estão claros? Ninguém os dirá incapazes de ver. O velho Antístius não diz nada e ele fica ali de pé, balançando-se aflito, desconcertado, até que exclama: "Pois bem!" e arrebenta em soluções. Em soluções, ajoelha-se aos pés do cego e descansa a cabeça nos seus joelhos. Pelo amor que te tem o bom antístios, a questão será aclarada, suficientemente aclarada, como é preciso. Pedirei a papai, ele se encarregará de tudo, de uma investigação minuciosa. Amanhã ou mais tardar ele estará aqui. Então, poderemos efetuá-la. Estejam os outros de acordo ou não, a justiça vem à frente de tudo. O cego que o deixara falar livremente se sobressalta.
minuciosa. Amanhã ou mais tardar ele estará aqui. Então, poderemos efetuá-la. Estejam os outros de acordo ou não, a justiça vem à frente de tudo. O cego que o deixara falar livremente se sobressalta. Não, não. Tens de persuadi-lo justamente a não fazer isto. As causas justas não podem ser julgadas assim. Outras violências viriam. Filho, é preciso perdoar. 70 vezes sete vezes. É preciso perdoar. Assim é preciso fazer. As mãos do velho estremecem em sua cabeça. Ele hesita, depois diz rapidamente: "Caio, meu filho, é preciso que me confesse contigo que sempre tiveste o maior amor para conosco. Vê só, já sou muito velho. A vista não me fará tanta falta. Agora ouve bem. Quando vim para cá, o pai de teu pai era ainda jovem. servi-o e depois servi a teu pai. Serviria a ti e a teus filhos se os dias do homem não fossem limitados. Quando eras pequenino e choravas à noite, tomava-te nos braços e levava-te para os últimos cômodos da casa para que teus pais dormissem. O mesmo amor que dei a meus filhos, deio a ti. Sim, eu sei, eu sei, diz Caio com emoção. Eu poderia dizer que me amaste mais do que meus próprios pais. Tem sido aquele em que em quem confio, aquele que me compreende em tudo. Por isso, não posso aceitar o que fizeram contigo. Dize-me, Antístio, tu és mesmo cristão como alegaram? Isso queria dizer-te", responde o cego lentamente. Sim, sou cristão. Cresceste, és um rapaz decente. Escuta, pois, todos estes dias tenho pensado em ti e satisfaz-me saber que te posso falar com franqueza. Os anos não me ajudam. Sinto que não poderei suportar mais. Ontem à noite percebi que a vida me escapa. Deixo para trás Andrés. é tão pequeno. Andrés me esquecerá e esquecendo-me tanto quanto lhe tenho ensinado, se apagará. Esse pensamento dói em mim. Necessito de tua colaboração, filho, para que não possa esquecer. Só tu me podes prometer isto. Tu o farás. Antístios, dize-me qual tem sido o segredo de tua bondade, de tua paciência, de teu desvelo em todos esses anos? Por que desejas que teus ofensores
esquecer. Só tu me podes prometer isto. Tu o farás. Antístios, dize-me qual tem sido o segredo de tua bondade, de tua paciência, de teu desvelo em todos esses anos? Por que desejas que teus ofensores sejam perdoados, não uma, mas 70 vezes, sete vezes? Jesus ensinou-te assim? Julgas que possa ter sido ele? Tua resposta importante para mim. Fala-me com sinceridade. A voz de Antícios se torna trêmula e morna de emoção. Sim, filho, de Jesus me tem vindo o melhor. Antístios, pede então a Jesus que te conceda o tempo de vida suficiente a que me instruas. Quero ser um cristão como tu. Tu me ensinarás e eu ensinarei o pequeno. Estamos combinados? No silêncio da casa. A voz do velho anui. Sim, estamos combinados. Oremos juntos. Então, que coisa, né? Que coisa. Nós assim, poucas páginas a gente viu o perdão sendo apresentado de de diferentes formas, né? O perdão praticado por esses cristãos primitivos. Eu não gosto desse nome cristãos primitivos, viu, gente? primitivo me dá uma impressão de pouco evoluído, mas enfim, é o nome certo deles, né? O nome que todo mundo usa, então vou usar também. Mas vocês percebem a a o nível de de entendimento dos ensinamentos de Jesus nos dois casos, nas nesses dois no trecho da história da Gala e na história do Caio. Um porque eles puseram, são ladrões que puseram fogo numa parte da propriedade deles e iam roubá-los. E mesmo assim eles cuidam daquele que ficou machucado, porque não tinha condição de de fugir e não sentem raiva dele. Não sentem raiva dele. Tanto que já combinaram, né, que a hora que ele ficar bom é para deixar ele ir embora como ele quiser. E o outro foi perdeu a visão, né? Foi tirada dele a possibilidade de ver, né, como castigo por ele ser cristão. E ele lembra dos ensinamentos de Jesus. É preciso perdoar 70 vezes. E nós estamos aqui ainda, né? Tatiano, tati de um lado, tatiando do outro. Mas enfim, vamos lá. Vamos, Andreas, agora tu animava Caio ao pequeno de quem se encarregar anos antes o que lhe valera o apelido. Paaizinho,
ui ainda, né? Tatiano, tati de um lado, tatiando do outro. Mas enfim, vamos lá. Vamos, Andreas, agora tu animava Caio ao pequeno de quem se encarregar anos antes o que lhe valera o apelido. Paaizinho, né? Ela contou. Pai, paizinho. Andreas, para imitá-lo, desejava ofertar-me o casulo de lagarta que encontrara, não se sabia onde e que muito interessava os seus olhinhos muito azuis e muito espertos. Até que se decidiu. Toma disse, entregando-me o emaranhado cor de palha. Perdeste a casa de teus carneirinhos. Fica com a casa da minha borboleta. Ai, que bonitinho. O pequeno discurso foi saudado com risadas e palmas. Beijei Andrés e pus-me acariciar o seu rosto gorducho, iluminado por um calmo sorriso. Aquelas tristezas e aquelas alegrias davam a sensação de existir. Outrora, na infância, eu era como a paisagem difusa antes do dia nascer. Minha personalidade se definia em contornos. Prisco era o instante mesmo do erguer do sol. Eu tinha brasas no coração, mas em minha boca havia fios de mel. Era como no canto da bem-amada de Salomão, o rei, muitas de cujas estrofes João sabia repetir decor. O amor era assim, as coisas agrestes, os espinheiros, o leite, o mel. No ano e meio que se seguiria, eu deveria conhecer e encontrar muita gente. Amanhã do dia seguinte estava marcada para Jantio. Quase ao solino, eu me refugiara refugiara sob uma fresca bóboda das ruínas, bem próximo ao rio. Ele remava contra correnteza, desenvolvendo grandes esforços, e pôs-se a gritar quando me viu. com valentes remadas, abicou para o remanço onde eu estava e atirou-me à corda de canhamo. "Ora viva", disse, passando nó pelo galho de uma framboeseira silvestre. Estalei os dedos, chamando Corona, e, ao vê-la aproximar-se, perguntei ao recém-chegado: "Quem és e o que desejas? Tu, tu és Gala? É Gala quem está aí?" Era um estranho, era um modo estranho de falar, tão estranho quanto a personalidade toda com que eu defrontava. Sou Jantilo, o pintor. Jantilo, o pintor, era pisco e tinha os gestos mais desconexos que eu jamais
anho, era um modo estranho de falar, tão estranho quanto a personalidade toda com que eu defrontava. Sou Jantilo, o pintor. Jantilo, o pintor, era pisco e tinha os gestos mais desconexos que eu jamais vira em toda a minha vida. Se não for o rubor que fluía e refluía em sua face, denotando seu embaraço e a funda tristeza que havia nos seus olhos escuros, poderia ser tomado por um cômico de feira e provocaria o riso. De qualquer forma, eu me sentia surpreendida demais para me rir, sobretudo porque me chamara pelo nome, o que não for explicado ainda. Percebendo que me assustava, purpurejou mais violentamente e pediu desculpas. Corona mostrava-lhe os dentes, rosnando ameaças. Se nos sentássemos, ele propôs visivelmente nervoso e com desgosto, talvez o cão se acalme. É mesmo, né? Bom corona se acalmar, porque já a gente já viu que corona é capaz de grandes eh grandes estragos. A Tânia Maria perguntando aqui, ó, Estela, de que matéria eram feitos esses cristãos? Acho que nossa matéria não é a mesma. Tenho vergonha em ouvir essa história. Tamanha fé desses cristãos. Ai bem, eu também tenho. Mas pensa por outro lado, né? Se a gente hoje pode ter contato com as histórias deles, né? É porque a gente tem já tá em condição de mudar. Vocês não acham? Porque se a gente chega até um livro, pega esse livro e começa a ler, é porque de alguma forma o os trabalhadores espirituais sentiram que tá na hora da gente receber essa informação. E se tá na hora de receber essa informação, é porque nós vamos recebê-la bem, né? Nós vamos poder aproveitá-la. Então não, tudo bem, eu também fico envergonhada, mas vamos nos concentrar em imitá-los ao invés de ter vergonha, né? Porque a gente pode, sabe, essa coisa do eu não consigo, eu não consigo e não é verdade, a gente consegue, é só a gente querer, sabe? É só a gente querer. A gente precisa se movimentar. com a certeza de que nós temos condição para isso, viu? Nós temos e nós vamos conseguir. Assentamos-nos e o nosso movimento naturalmente acalmou as desconfianças da
rer. A gente precisa se movimentar. com a certeza de que nós temos condição para isso, viu? Nós temos e nós vamos conseguir. Assentamos-nos e o nosso movimento naturalmente acalmou as desconfianças da cadela. Eu acabara de verificar que o pintor era também gago e tinha esgares tão violentos que olhando vinha minha vinha-me a impressão de ver não uma fisionomia, porém muitas ao mesmo tempo. Ele ele tinha tique que nervoso, né? E ele dava umas entortada no rosto. Esses esgares, é disso que ela tá falando. Ele entorta o rosto, né? Dá uns tiques, entorta tudo. É isso. O que me contou em seguida, entretanto, foi de tudo o mais inesperado e surpreendente. Tem um amigo, disse-me, um romano acartelado na 12ª. Ah, lá vem ele, né? Lá vem, Prisco. Propôs-me o teu retrato entre condições. Ninguém poderá saber além de ti. Se de todo não fosse possível vê-la, pintar de imaginação ou fazer o retrato de um ponto qualquer aqui por perto, de onde não me vises. Eu não teria facilidade alguma de sua parte. Teria de me arranjar. Não fiz comentários e fiquei muda de surpresa ao fixá-lo. O meu olhar o incomodava, pois que se virou ligeiramente, oferecendo-me apenas o perfil. Porém, mesmo assim, era tão dramático e penoso vê-lo que minha estupefação se transformou em dó. O meu comportamento não o acalmava. Uma onda de simpatia borbotou em mim. Ele dizia: "Afinal, não é fácil me arranjar. Eu assusto as pessoas. Tu te sentes assustada? Oh, não. Não como pensas. Não te assustaria se de súbito alguém quisesse um retrato teu? Jantil pareceu se animar. Está claro. Seus olhos brilharam com uma certa alegria. O preço que me pagam é tanto mais elevado pela dificuldade que devia encontrar. Sim", eu lhe disse sorrindo, "mas desconfio que tu levarás a vantagem. Não serei eu quem criará dificuldades para ti." Oh, honestamente, isso é bom. Eu necessito vender os quadros, ganhar encomendas para poder viver. Eu compreendo. Jantil suspirou desafogado e eu percebi que seu rosto e seus movimentos serenaram.
ti." Oh, honestamente, isso é bom. Eu necessito vender os quadros, ganhar encomendas para poder viver. Eu compreendo. Jantil suspirou desafogado e eu percebi que seu rosto e seus movimentos serenaram. Como então voltei a falar um romano da 12ª Seja o meu desejo o meu retrato. E qual deles entre um tal de nícalo e um tal de Prisco? Ela queria saber, né? Foi o Nícalo ou foi o Prisco? Porque se fosse o Nícalo, ela sabia que o Nícalo tava encomendando o retrato para entregar pro Prisco, né? De qualquer forma, a gente sabe que ia ser pro Prisco. Aí ele respondeu: "Um tal de Prisco". Jantel avançou até a porta borda, desculpa, até a borda do barco e retirou de sob o banco uma cesta de jungla, onde certamente guardava o seu material de pintor. "Gostaria de mostrar alguns trabalhos meus. Não me conheces, nem sabes se sou mesmo pintor ou se valerá perder teu tempo pousando para mim." Vê. alinhou contra os arbustos uma pequena fileira de miniaturas lindas que extremamente lindas que extremamente provavam o favor de seu talento. Também faz as esculturas, sim, quando o modelo inspira essa espécie de trabalho. Em três dos medalhões que me mostrava, o perfil for esculpido em baixo relevo antes de ser patinado suavemente em azul e branco, oferecendo um aspecto macio de porcelana. Não aprecias o vermelho e o negro como os artistas gregos? Não, o vermelho e o negro eles me perturbam. Essa confissão trouxe um momento de embaraço que procurei desfazer, dizendo-lhe: "Sinto não possuir nenhuma roupa mais bonita ou pelo menos mais leve com que pousar". Não tem importância. O necessário é que consintas e que ninguém saiba. Podemos começar hoje mesmo? Sim, como queiras. Ele saiu a escolher o lugar com as luzes favoráveis e eu, sentindo-me só, deixei-me levar pela nova emoção. Longe de mim, Prisco desejava ver-me mesmo através de um pedaço de madeira esculpida e pintada. Céus, era amor aquilo. Imaginar e recordar como eu fazia não lhe bastavam, mas estava claro que não. Ocorreu-me então que seu orgulho se quebrava. O
través de um pedaço de madeira esculpida e pintada. Céus, era amor aquilo. Imaginar e recordar como eu fazia não lhe bastavam, mas estava claro que não. Ocorreu-me então que seu orgulho se quebrava. O desejo por aquele retrato era uma confissão de humildade nascente. Em vez de investir, de arrebatar, ele despertara para a necessidade de nossa segurança que lhe fugia das mãos. E lá restara, remoendo seu constrangimento e quçá percebendo o temor pela primeira vez. O orgulhoso Senhor consentia não mais o modelo, o esboço tão somente. Olha só, pessoas. ela vai de novo eh encontrar uma explicação eh caridosa, né, pro comportamento do Prisco. Lúcia Araújo, boa noite. Eu estava assistindo lives anteriores desde Orlando. Muito bem, querida, não tem problema nenhum. Vai acompanhando a partir daqui e depois você assiste em outro momento, você assiste o comecinho, tá bom? Mas vocês vejam só que comportamento diferente, né? Em vez de pensar assim: "Nossa, aquele brisco também, hein?" Ao invés de resolver logo essa situação, em vez de resolver a situação, foi lá e mandou alguém pintar meu retrato, né? Ou tirar uma foto minha, que seria no tempo de hoje, né? Em vez disso, ele vai tirar uma, manda alguém tirar uma foto minha. Mas ele já, ela já pensa diferente, né? Em tudo eles pensam diferente. É a mesma coisa que o o Emanuel fala pra gente, o Emmanuel, a Joana de Angeles falam pra gente inúmeras vezes. É preciso haver uma mudança interna que cause alteração em nossos nossos menores atos, nas nossas menores escolhas. Nós precisamos mudar em tudo. tudo para melhor, né, obviamente. Ai, ai. Vamos lá, mais um pouquinho. Uma onda de sangue borbotou de meu coração, enchendo-me de calor e de alegria. Eu tinha um desejo insano de saltar e cantar. Ó Prisco, ó Prisco, como eu pousaria feliz para aquele retrato. Corri ao encalço de Jante e pus-me a segui-lo enquanto encontrava o favorecia. Depois, passivamente, deixei que me assentasse, agistasse as dobras de meu manto, com dedos tímidos, tocasse a
e retrato. Corri ao encalço de Jante e pus-me a segui-lo enquanto encontrava o favorecia. Depois, passivamente, deixei que me assentasse, agistasse as dobras de meu manto, com dedos tímidos, tocasse a minha face, acertando o ângulo de seu gosto. Serias capaz de sorrir? Ohó, sim. Eu era capaz de sorrir o dia inteiro e à noite sorriria nos sonhos. E sorri. Jâo, Jantil também sorriu humilde em seus esgares. Como seria engraçado se os outros viessem me encontrar ali fingindo de estátua. E como seria impossível alguém saber a felicidade e a alegria que dançavam por detrás daquela impilidade? Foi a minha felicidade que me fez sentir a desgraça de Jante. Ele se absorvia no trabalho, porém o rico doloroso e dramático de seu rosto não se desfazia. Embora relativa calma de sua fisionomia, aquela curiosa impressão de máscaras, superpondo-se continuava até que a ideia me veio. Veio sob a forma de uma correlação. Jante e o jovem libertado por Jesus dos espíritos impuros. Sim, ali estava o caso. Eu precisava falar-lhe a tal respeito e febrilmente pus-me a esperar que se detivesse. Abordaria o assunto mesmo abruptamente. Jante podia libertar-se também. Bastava que quisesse, que soubesse como. Era aquela uma intenção curiosamente prosaica dentro da minha emoção. Jantil descansou um instante e eu me aproveitei. Contei-lhe a passagem falando rapidamente. Descrevi-lhe outros casos de cura realizados nos tempos apostólicos e ainda agora no seio da comunidade pela imposição das mãos. Ele ouvia de olhos baixos, sem nem por um momento olhar para mim. Bastaria que tivesses respeito e humildade", disse-lhe para terminar. Ele levantou a cabeça e pôs-se a olhar a correnteza do rio. Suspirou. É um esforço conjugado. As águas, a terra, as plantas emociona essa humildade, essa humilde mudez, essa eficiência. É como se nada quisesse perder tempo, nada, nem as pequeninas coisas. Tudo prossegue rapidamente com segurança. Mesmo depois que tivermos passado e partido, elas recomeçarão tudo de novo com essa veemente ousadia que me toca e
rder tempo, nada, nem as pequeninas coisas. Tudo prossegue rapidamente com segurança. Mesmo depois que tivermos passado e partido, elas recomeçarão tudo de novo com essa veemente ousadia que me toca e me enche de coragem. Dentro da natureza tudo parece dizer sim. Já reparaste? Mesmo quando as condições são as mais adversas, ouve-se essa resposta afirmativa. Sim, dizem os minúsculos animais entre os grãos de areia, a menor aste, ainda que no seio escuro e seco da terra, lutando para emergir. Porque todos os processos não são agradáveis, porque são justos e salutares. Os melhores são os mais terríveis. Ele se voltou repentinamente para mim. Eu devo tentar. Preciso tentar. Basta que eu tenha respeito e humildade, tu disseste. Não sabes o que tm sido estes anos todos. Dores bastantes para que o respeito e a humildade não se fizessem presente. Quantos anos tem Jante? 20. As luzes se tinham modificado. Ele começou a reunir seus pertences. Há ainda alguma coisa a dizer que eu voltei a falar. Há riscos a correr. Estarás entre os cristãos. Pensa no que isso pode representar. Tu és cristã? Balancei a cabeça confirmando. Jante deu de on eu nos compreendemos. Falamos a mesma linguagem. Eu me entenderei com os cristãos também. Quanto aos riscos, quais dentre os inimigos são os mais terríveis? Queres ver o esboço? Eu não quis ver, mas perguntei a ele: "Sabes porque a encomenda te foi feita? Ele deverá regressar." Regressar? Sim, para Roma em breve. Por isso quero o teu retrato para levar consigo. Ah, o Prisco vai embora. Brisco vai embora, minha gente. Ai, ai, ai, ai, ai. Acabou a festa, né? E a possibilidade também dela reencontrar com ele e eles poderem se entender, né? Sei lá, de que jeito. A gente fica aqui imaginando uma maneira, né? Mas a gente já sabe que essa eh como é que isso vai acontecer? Ela cristã e ele romano. Não é só ela cristã, né? Ela é uma plebeia. Ela nem romana é. E ainda além de tudo isso, de ser plebeia, de ser romana, ela ainda é cristã. É tudo errado, tudo errado.
ntecer? Ela cristã e ele romano. Não é só ela cristã, né? Ela é uma plebeia. Ela nem romana é. E ainda além de tudo isso, de ser plebeia, de ser romana, ela ainda é cristã. É tudo errado, tudo errado. Mas é isso que vai acontecer. Ele vai embora. Por isso que ele tá pedindo o retrato, que não é o retrato, né? É um camafeu. Vocês lembram o que que é camafeu? Eu devia ter trazido uma foto de um camafeu para vocês verem. Minha mãe adorava camafeu. Ela tinha vários que ela deixava penduradinhos assim na corrente. Lindos todos eles. Ai pessoas, não será fácil isso, né? Não será fácil. Agora nós sabemos que eh ele vai embora, né? Prisco vai voltar para Roma e aí a possibilidade deles se encontrarem fica quase nula, não é? Quase nula. E obviamente que nós não vamos começar um capítulo faltando 9 minutos para terminar o nosso horário, né? Ah, você tinha um camafeu, Terezinha? Ah, minha mãe tinha também vários. Eles eram tão lindos. Eu tive um camafeu também, ela que me deu. Mas sabe, né? Tempo vai passando, a gente vai perdendo as coisas. Bom, nós vamos ter uma semana para ficar aí refletindo sobre esses exemplos maravilhosos desses espíritos fantásticos com quem o Alace Leal conviveu numa encarnação dele, né? a gente não sabe direito qual era a encarnação, de que jeito, quais as condições, mas a gente sabe que ele esteve ali e por isso ele fez essa obra que nós gostamos tanto, né? Eh, mas vamos nos concentrar nesse comportamento maravilhoso dos cristãos primitivos que tem essa capacidade tão natural de perdoar. e tão natural de entender as dificuldades das outras pessoas, né? Entender o comportamento diferente dos outros. Que coisa mais bonita a gente ver, não é mesmo? Queridos e queridas, eu agradeço muito a companhia de vocês. Eh, fico muito feliz que vocês estejam junto comigo, porque essa é uma jornada muito querida pro meu coração. Esse livro eu sou apaixonada por ele. Já falei isso para vocês várias vezes, mas vou continuar falando e e espero que vocês possam fazer propaganda do livro
uma jornada muito querida pro meu coração. Esse livro eu sou apaixonada por ele. Já falei isso para vocês várias vezes, mas vou continuar falando e e espero que vocês possam fazer propaganda do livro também para outras pessoas. Contem do livro, falem para as pessoas comprarem o livro para elas também se divertirem e aprenderem como nós estamos fazendo. Um beijo grande para vocês. Nós vamos nos ver de novo na próxima semana. Domingo que vem nós estaremos aqui. É. Ou até amanhã. Até amanhã também pode ser no Bom Dia Café. Um beijo grande para vocês. Fiquem todos com Deus. Uma boa semana.
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