A caridade na visão espírita - o óbulo da viúva - palestra com Eliane Fagundes
A caridade na visão espírita - o óbulo da viúva - palestra com Eliane Fagundes
Com muita alegria que nós estamos aqui para mais uma palestra pública que ocorre presencialmente todas as quintas feiras às 19:30. Então estão todos convidados para fazer parte aqui do nosso auditório, né, receber as vibrações espirituais que aqui nós temos. Graças a Deus. Hoje nós temos eh nossa convidada Eliana Fagundes, né, que vai nos falar sobre o tema a caridade na visão espírita. O óvulo da viúva. Tema bastante interessante, né? Bem evangélico e com certeza nós vamos ter boas surpresas. A Eliana, ela é participante, né, da Casa Espírita Estudantes do Evangelho da Academia Espírita de Letras, né? E então nós a recebemos com muito carinho, essa trabalhadora da Seara Espírita que vem nos trazer esse tema tão importante. E nós gostaríamos de agradecer também aos nossos parceiros de transmissão, né, que permitem com que essa essa palestra chegue a mais irmãos em todo o país e queçá, né, pelo mundo afora. São eles do Instituto Goiano de Estudos Espíritas ou Iges, né, TV SECAL de Santa Catarina, Rádio Deus Conosco de Maceió, Rádio Nova Luz de Catalão, TV Goiás Espírita de Goiânia. Tá? Então nós agradecemos a participação de todos esses irmãos e vamos então iniciar, né, os nossos trabalhos da noite de hoje com a prece, né, para nós podermos sintonizar com a espiritualidade amiga que aqui já se encontra. e que veio trazer a sua participação também para cada um de nós, né? Vamos fechar nossos olhos. Vamos pedir ao nosso mestre amado Jesus que por sua misericórdia infinita venha trazer-nos os seus bálsamos de amor, de paz, restaurando, Senhor, a cada um de nós, especialmente nesta palestra de hoje, que possamos, Senhor, air das tuas palavras. eternas e salvadoras, Senhor, a luz que precisamos para as nossas vidas. Muito obrigado, mestre amado, por essa doutrina de amor que nos faz agora entrever todas as lições que o Senhor desejou nos legar e que aquele tempo não tínhamos ainda condição de entender. Que a tua paz, que a tua luz, Senhor, possam presidir a nossa reunião,
nos faz agora entrever todas as lições que o Senhor desejou nos legar e que aquele tempo não tínhamos ainda condição de entender. Que a tua paz, que a tua luz, Senhor, possam presidir a nossa reunião, contando sempre com amparo carinhoso e amoroso da equipe espiritual. que com tanto amor, com tanto carinho, prepara este ambiente para nos receber. E assim, mestre, Senhor, em teu nome, damos por iniciado, então, mais uma palestra pública na noite de hoje. Esses são seus. Então, queridos irmãos e irmãs, com a palavra, então, a nossa irmã Eliana, né? Seja bem-vinda, Eliana. Uhum. Obrigado. Uma boa noite a todos. É sempre uma alegria estarmos aqui no lar de Jesus, esta casa que nos recebe de maneira tão amorosa, sobretudo para falarmos de doutrina espírita com essas com esses ensinamentos de Jesus. Porque os espíritos como porta-vozes do mundo espiritual vem nos ensinar e nos explicar o que Jesus queria dizer naquela época. Assim nos diz Kardec lá no capítulo 5, bem-aventurados aflitos, quando ele fala que Jesus veio falar em nome de Deus e os e o espiritismo veio trazer aí a voz dos espíritos a nos orientar, a nos trazer aí essas informações do mundo espiritual, aqueles espíritos que já passaram por aqui, por esse mundo cheio de desafios, mas querendo dizer que é possível a todos nós também alcançarmos o que eles alcançaram. E o tema de hoje é um tema muito feliz para nós, porque contendo o tema lá no capítulo 13, que a vossa mão esquerda não saiba o que dá a mão direita, Allan Kardec nos traz o que é a caridade. Mas esse tema é tão rico que nós temos tanto no capítulo 13 como no capítulo 15, fora da caridade não há salvação, contendo também muitas informações sobre o que é a caridade. Então, de forma direta e clara, nós vamos descobrindo que a caridade é uma virtude, diferente do que nós imaginamos muitas vezes, que a caridade é uma ação. Nós falamos muito como espíritas, nós vamos fazer a caridade. Então, a caridade não é fazer, é ser. Quando nós nos colocamos no sentimento
o que nós imaginamos muitas vezes, que a caridade é uma ação. Nós falamos muito como espíritas, nós vamos fazer a caridade. Então, a caridade não é fazer, é ser. Quando nós nos colocamos no sentimento da caridade, então existe a pessoa caridosa, o coração caridoso, a mensagem caridosa. Então nós vamos descobrindo que a caridade é ser, é uma conquista de uma virtude. onde Paulo nos fala em Coríntios que a caridade é a maior de todas as virtudes, porque ela contém todas as outras. E o óbvulo da viúva é quando Jesus nos fala dessa caridade, nos trazendo essa essa tranquilidade para os nossos corações. E lá no capítulo 21 de Lucas, e Marcos também nos narra essa história do óbulo da viúva. Jesus sentado diante do tesouro do templo, ou seja, em frente àquele gasofilácio, que era a caixa onde eram recebidas as dádivas, onde eram recebidas as ofertas no templo, na igreja. Jesus de frente para essa caixa, onde eram colocadas as moedas, os dinheiros, as ofertas que as pessoas faziam, ele observava a cada um que passava por lá. Imaginemos então a cena Jesus de frente para as pessoas que entregavam as suas ofertas. E ele observava de que maneira cada um colocava, cada um ofertava aquele dinheiro e ele observava que tinha muitas pessoas ricas e doavam muito, era muito dinheiro, muitas moedas. E ele percebia que elas doavam somente aquilo que sobrariam. Mas ele também foi tocado por uma mulher, a pobre viúva, assim ele fala, que ela doou dois óbvulos, duas pequeninas moedas de valores bem baixos. E ele percebe nela que ela havia doado muito mais do que todos aqueles ricos naquele momento. E ele chama então os seus discípulos porque Jesus não desperdiçava ensinamento. E ele chama então os discípulos e fala para eles: "Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais que todos os que depositaram dinheiro neste cofre, pois todos os outros deram de sua abundância, mas ela em sua indigência deu tudo que tinha, tudo que possuía para viver. Essa história, ela traz tantas informações para nós, sobretudo pela
este cofre, pois todos os outros deram de sua abundância, mas ela em sua indigência deu tudo que tinha, tudo que possuía para viver. Essa história, ela traz tantas informações para nós, sobretudo pela passagem do tempo, porque as viúvas não tinha muito sustento naquela época, elas não tinham proteção, não tinha renda. Então Jesus observa por esse ponto de vista dela doar o que ela não tinha para o seu próprio sustento. Mas Jesus entendendo aquela virtude, aquele ato sincero e de coração, ele queria deixar para os seus discípulos a mensagem que muitas vezes nós nos confundimos. O que é doar? Nós vamos muito pela aparência. Quem doa mais, quem faz mais, pela quantidade. Jesus coloca então a importância da qualidade na nossa doação, mas ele também faz uma observação muito importante, que é espiritualizar aquela ação. Ela agiu como virtuosa na sua caridade. Jesus espiritualizou essa caridade material dela como espiritual, a caridade moral, porque ela usou de virtude para doar ali o seu sacrifício a Deus. Então, nós precisamos entender que a caridade é uma qualidade moral e é uma das mais importantes, ou melhor, é a mais importante. Outro ponto que é muito importante a gente observar é que Jesus estava vendo as atitudes de cada um ali presente. Imaginemos nós nesse momento Jesus olhando para cada um de nós e sabendo o que se passa nos nossos corações, nas nossas intenções, ou seja, na nossa verdade. Todos nós estamos doando algo em qualquer momento de nossas vidas. E Jesus está perto, olhando e nos mostrando que nos vê, que nos enxerga. Aí nós pensamos, isso nos tranquiliza ou nos preocupa? Porque muitas vezes nós queremos ser vistos pelas nossas ações e nos preocupamos que ninguém viu, quem ninguém sabe, nós não somos valorizados. Mas olha, Jesus tá dizendo que vê, vê e sabe e conhece o valor de cada ação nossa. Paulo em Coríntios, ele fala muito sobre a caridade. E a caridade ela também é conhecida como o amor. O significado também a tradução de caridade nós vamos ver como o amor. Então Paulo ele fala
nossa. Paulo em Coríntios, ele fala muito sobre a caridade. E a caridade ela também é conhecida como o amor. O significado também a tradução de caridade nós vamos ver como o amor. Então Paulo ele fala muito sobre o amor. Ele fala, por exemplo, que tudo que nós fizemos, fizermos, façamos com caridade. Aí nós vamos observar que nem tudo que nós fazemos, nós estamos fazendo com caridade. Porque fazer algo nós vamos estar sempre fazendo. Agora, a virtude da caridade nem sempre é posta nas nossas ações. Então nós que estamos aqui na Terra, no mundo de expiação e de provas, desenvolvendo nesse momento virtudes, virtudes que nós nunca nem imaginaríamos seríamos capazes de desenvolver, estamos em busca dessa. Mas precisamos entender que essa é a mais a maior de todas e não será fácil para nós, porque nós já temos várias virtudes conquistadas. Nós podemos ter bondade, nós podemos ter a virtude da tranquilidade, da serenidade, da paciência, que eu acho que é uma das mais difíceis de se ter, mas nós podemos ter. E os espíritos no capítulo 17, sede perfeitos, vai nos dizer que uma virtude conquistada, desenvolvida aqui na terra, nós vamos levar para toda a eternidade. Então, muitas vezes nós vemos pessoas que t uma qualidade que nós não temos, pode ter sido desenvolvido em outras vidas e que o que faz com que nós tenhamos a persistência que um dia nós conseguiremos, mas que essa qualidade deve ser eh conquistada com sinceridade, sem essa pressa. Claro que com a nossa preocupação em desenvolvê-la, mas sem a pressa, porque senão sai da nossa verdade. E a doutrina espírita, ela nos traz uma condição, uma forma de nós adquirirmos essa virtude. Nós vamos então encontrar duas formas importantes, que é a caridade moral e a caridade material. É aí onde às vezes entra um pouquinho de confusão no nosso meio espírita, porque a caridade material ela é muito importante. O pão, o remédio, o sapato, um agasalho, tudo isso é importante para nós. Mas nós temos que ter a necessidade de entendimento que nessas doações tem que
que a caridade material ela é muito importante. O pão, o remédio, o sapato, um agasalho, tudo isso é importante para nós. Mas nós temos que ter a necessidade de entendimento que nessas doações tem que ter o amor e a caridade vinculada, onde nós não vamos poder separar os nossos bons sentimentos nessas doações. Não é o tem que tem que levar a cesta básica, tem que levar o pão, tem que levar o remédio, tem que levar a sopa. Quando a gente coloca o tem que desaparece a caridade. Porque a caridade ela é espontânea, ela é sentimento. Vamos colocar no na palavra amor. Tem que amar. Você tem que amar. Quem que ama por obrigatoriedade? Então é algo natural que nós vamos construindo através da bondade, através da empatia. Na pandemia se falou muito em empatia, ou seja, se colocar no lugar do outro, mas Jesus já nos ensina isso, amar o próximo como a ti mesmo, não fazer ao outro aquilo que não gostaria que vos fizessem. E nós vamos encontrar então Paulo dizendo sobre a caridade material. Ele diz assim: "E ainda que eu distribuísse toda a minha fortuna para o sustento dos pobres, se não tivesse amor, nada disso me aproveitaria". Está aqui porque as nossas questões materiais, os nossos problemas, as nossas necessidades vão desaparecer. É isso que a doutrina espírita tem conosco, o compromisso de nos mostrar que nós somos eternos. Isso aqui tudo vai acabar. Mas o que que é que nós vamos carregar conosco? O que é que nós vamos levar uns dos outros? E eu me lembro assim de uma história muito interessante da obra Cartas e Crônicas de Humberto de Campos. É o irmão X, né? Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Ele traz uma história muito interessante, chama lição das Trevas, que era um benfeitor espiritual muito bondoso, benfeitor a gente já imagina, né? todo luminoso. E ele entra então nas trevas e encontra espíritos rebeldes, criminosos, estavam ali organizando crimes. A medida que ele ia entrando, ele ia curando uns, ajudando outros, auxiliando, porque ele era muito amoroso. Mas ele então é
e encontra espíritos rebeldes, criminosos, estavam ali organizando crimes. A medida que ele ia entrando, ele ia curando uns, ajudando outros, auxiliando, porque ele era muito amoroso. Mas ele então é tocado por um espírito que o reconhece. E ele, esse espírito, se emociona ao encontrá-lo e agradecido. E ele fala: "Você me conhece?" O benfeitor pergunta a ele. Ele: "Sim, você me amparou na minha vida terrena". E aí os outros espíritos que estavam próximos, os espíritos infelizes, seus amigos, ficaram intrigados porque perceberam alguma coisa ali. Falou: "Mas você conhece ele? Ele foi seu amigo, ele te ajudou, todos curiosos." Ele fala assim: "Esse homem, ele me amparou de todas as formas que eu precisei na carne, limpou as minhas feridas, me deu de comer, de beber, tirou das suas bolsas o seu dinheiro sem nunca se preocupar se ele ficaria sem." E ele foi trazendo tantas informações bonitas de amparo. E aí o benfeitor não ficou curioso. Ele falou: "Nossa, mas se eu te amparei tanto, se eu te ajudei, por que é que você se encontra aqui nesse lugar?" E aí ele responde: "Em verdade és bom e amparaste minha vida, mas não me ensinaste a viver". E aí o Humberto de Campos, ele termina nos falando nessa história para nós espíritas, que com o pão do corpo, ou seja, com a caridade material que nós levarmos, se for necessário, estendamos a luz da alma que nos habilite a aprender e compreender, raciocinar e servir. Porque a proposta da doutrina é que nós vamos cuidar do corpo e da alma. Não há como separar as duas coisas. Se passar disso, nós só estamos fazendo um assistencialismo. E a proposta da doutrina é trazer o lado moral, o lado espiritual. Então, nós vamos encontrar também em Jesus o que ele entende sobre caridade. Na questão 886 do livro dos espíritos, Allan Kardec pergunta aos espíritos superiores: "O que Jesus entende sobre a palavra caridade?" E os espíritos respondem: "Benevolência para com todos, imperfeiç indulgência para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas".
íritos superiores: "O que Jesus entende sobre a palavra caridade?" E os espíritos respondem: "Benevolência para com todos, imperfeiç indulgência para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas". Benevolência é a bondade, a boa vontade em servir. A indulgência, aquilo que nós estamos tentando não fazer, que é observar o erro e a falha uns dos outros. Ou seja, julgar e mais que isso, não divulgar os erros uns dos outros, porque nós carecemos da indulgência também e o perdão das ofensas. Essa a caridade moral onde nós muitas vezes falhamos e nós vamos encontrar isso bem nítido muitas vezes dentro do nosso próprio lar. Porque quando nós falamos de caridade, a gente pode ser que a gente pense que é trabalhar na casa espírita, ajudar na sociedade, mas é muito mais amplo do que isso, é muito mais profundo do que isso. Porque quando nós não aceitamos perdoar alguém, nós já estamos querendo dizer o seguinte: dia nós vamos ter que acertar e resolver isso. E aquilo que a gente acha que não vai esquecer, nós passamos pelo pela situação, pelo processo da reencarnação, que já é um esquecimento, né? Que é o véu do esquecimento. Quando nós reencarnamos, aí nós vamos encontrando os nossos desajustes nos lar, problemas de convivência com os nossos familiares. É o perdão que nós não tivemos condições de dar naquela hora. Ou seja, o nosso orgulho e o nosso egoísmo. Mas essa ideia da do óbulo da viúva, quando Jesus coloca que a quantidade não é melhor, não é mais importante que a qualidade na ação, é importante para cada um de nós. Porque lá no capítulo 13, Allan Kardec nos traz essa visão de que todos nós podemos ajudar, podemos servir, podemos contribuir em todos os lugares que nós estivermos. Allan Kardec, ele coloca de maneira tão sensível a todos nós que ele fala assim: "Olha, encontre em cada um talento, ou seja, um dom para poder servir, para poder ajudar, para poder contribuir e colaborar." E a gente vê isso muito, só que a gente não se dá conta de que isso é uma virtude caridosa.
m cada um talento, ou seja, um dom para poder servir, para poder ajudar, para poder contribuir e colaborar." E a gente vê isso muito, só que a gente não se dá conta de que isso é uma virtude caridosa. Quer ver? na casa espírita, quando nós olhamos para nós e queremos eh fazer com que nós contribuamos, façamos o bem, nós descobrimos que nós podemos doar algo de nós. Por exemplo, um dom da costura. Quantas pessoas aqui nessa casa não tem um dom de costurar e deve costurar? ou o dom de cuidar de uma criança trabalhando na evangelização ou tem facilidade para lidar com as pessoas, trabalha no atendimento fraterno, sem contar na mediunidade, que é uma grande doação, doação do tempo, renúncia, às vezes até da própria vida o médium faz isso e tantas outras coisas. Então, esse olhar que nós temos que ter, o que eu posso fazer, o que eu posso contribuir, mas dentro dessa verdade, dessa boa vontade, porque Jesus, ele não está anotando tudo que nós fizemos, não está batendo um ponto nosso aqui, não. É no sentido de sentimento e de entendimento nas ações que nós fazemos. E aí precisamos ter muitas vezes uma palavra que é muito difícil, que é o discernimento. É discernir, entender, compreender. Como é que nós vamos entender, então como ajudar alguém, como que nós vamos saber. E aí a gente tem aquela parábola do bom samaritano, que eu acho que se a gente olhar os pontos que ela nos traz, nós tiramos dela um bom proveito no sentido da sensibilidade. Quando Jesus narra que o homem descia a rua e viu um homem caído, olha, ele viu. A gente precisa ver, senhora. E aí ele fala: "Um homem viu e ele foi tocado de compaixão." Então a gente vê, a gente sente a dor do outro. Olha só o tanto de coisa que a gente pode fazer e precisa. Então a gente percebe que é uma caridade refletida. Nós vamos refletir na necessidade do outro. E então aquele homem é levado para uma hospedaria e o bom samaritano fala para o dono da hospedaria: "Tudo que esse homem precisar, eu volto e pago e cuido de tudo que ele precisar,
essidade do outro. E então aquele homem é levado para uma hospedaria e o bom samaritano fala para o dono da hospedaria: "Tudo que esse homem precisar, eu volto e pago e cuido de tudo que ele precisar, a atenção que ele tem, a sensibilidade na necessidade. Então, muitas vezes nós queremos dar um pão, sim, mas às vezes tem algo a mais. Não é só o pão, é o pão e uma oração, né? Ou o pão e a atenção, porque a atenção também é uma caridade muito grande. Nós que trabalhamos no com o público, todo mundo quer conversar, todo mundo quer falar, tá todo mundo carente, todo mundo necessitado de de ser ouvido. E aí às vezes, a gente tem que ter essa caridade no ouvir. Olha que caridade mais bonita de ouvir o outro. Quem tem paciência de ouvir o outro? Muitos não têm. Então essa é uma virtude da paciência de ouvir. E esse discernimento vai nos trazendo a sensibilidade e o olhar para as pessoas que estão em volta. Não é somente a ação, mas é ver o outro. Eu gostaria de contar um caso meu em particular, peço licença, de uma história que eu vivi há uns 10 anos atrás. Um amigo nosso fazia um trabalho, ainda faz esse trabalho, que ele encontrava um grupo grande de pessoas, quase 200 pessoas. Nisso tinham crianças, jovens, mães, tinha muita gente. Depois desse trabalho que eles doavam sopa, eh, frutas, material escolar, era um trabalho belíssimo deles, muito atencioso. Faziam o culto no lar na casa de uma família que eles elegiam naquela semana. E eu lá com eles, né? Falou: "Eliane, vamos comigo, vamos lá conhecer". E eu consegui ir nesse dia. Nós estávamos com uma fileira grande de crianças. Então, criança recebendo os bolos, sucos, biscoitos e nós fomos entregando e a minha fila tinha muitas crianças e eu com um bolo para entregar para cada uma e entregando o bolo. De repente eu escutei um espírito falou para mim assim: "Olhe para a criança". Aí eu levei um susto e parei e olhei. Ele falou: "Sorria para ela". Aí eu sorri para ela e ela sorriu de volta para mim. Entregue o bolo. Aí eu entreguei o bolo e ele
mim assim: "Olhe para a criança". Aí eu levei um susto e parei e olhei. Ele falou: "Sorria para ela". Aí eu sorri para ela e ela sorriu de volta para mim. Entregue o bolo. Aí eu entreguei o bolo e ele falou: "Cada criança é um pedacinho de Deus". Aí veio outra. Olha, sorria, ela sorria para mim de volta, entregava o bolo. Cada criança é um pedacinho de Deus. E é isso. Fala: "Olha que bom, né?" É isso. Não é a quantidade de coisas que nós vamos fazer, é a qualidade em tudo que nós fizermos. E assim nós vamos estar servindo ao próprio Cristo, que ele fala que todo aquele que nós vestirmos, dermos de beber, dermos de comer, é a ele que nós estamos servindo. Então, olha, cada criança é um pedacinho de Deus. É Jesus sendo representado ali. E muitas vezes nós achamos que nós estamos fazendo o bem. É claro que sim. Nós somos instrumentos. na mão de Deus também. O outro é instrumento de Deus para conosco, nos auxilia o tempo todo. Nós somos auxiliados e auxiliamos, necessitamos uns dos outros. Mas Leon Denis na obra Depois da Morte, ele nos fala que todo o bem que nós fizemos foi para nós mesmos. Ai de nós que não tivermos visto, sentido, refletido e ajudado, porque Deus é amor, Deus é caridade infinita e ninguém está desamparado. Então, se passa por mim a oportunidade de servir e eu não serviro, pode ter certeza que o outro vai servir. Como nós também, nós nunca seremos desamparados. Se não for esse que vai me ajudar, será outro. e outro e outro e outro. Nós estamos sempre sob divino. E já caminhando, né, para o encerramento, fica assim uma mensagem para nós de que ajudar, fazer o bem é muito fácil, mas vamos exercitar dentro de nós, nessas ações, a, por exemplo, tentar chegar nessa caridade. Um dia nós vamos alcançar essa claridade. E aquela caridade ela não tem, como diz Paulo de Tarso, ela não se irrita, ela não tem má intenção, ela não quer ser vista, ela não quer recompensa. Ainda eu estou falando de mim, tá gente? Ainda nós não alcançamos essas virtudes de humildade, mas é no
so, ela não se irrita, ela não tem má intenção, ela não quer ser vista, ela não quer recompensa. Ainda eu estou falando de mim, tá gente? Ainda nós não alcançamos essas virtudes de humildade, mas é no bem, no exercício do bem que nós vamos entendendo para que um dia a gente chegue nessa virtude que é a caridade e a ideia, né, de que a caridade é a chave do céu. Vicente de Paulo que fala isso para nós. O espírito Vicente de Paulo fala que a caridade é a chave do céu. Acho que é por isso que é difícil achar essa caridade. Mas, ó, Jesus diz que ele é a porta e Emmanuel nos fala que Kardec é a chave. Então, nós estamos muito bem assessorados, muito bem instruídos, porque nós temos a doutrina espírita para poder nos ajudar a encontrar uma maneira de entrarmos por essa porta da salvação. Porque Allan Kardec trouxe para nós essa máxima de fora da caridade, da não há salvação para poder acolher a todos os outros. E isso é muito bonito, porque Chico Xavier mesmo fala que se Kardec tivesse trazido fora do espiritismo na salvação, ele teria se entristecido com a doutrina espírita. Mas não é isso. A proposta é fora da caridade, fora do amor. Não é fora da verdade, não é fora da doutrina, não é fora da igreja, é fora da caridade, fora do amor. E assim nós vamos encerrando. E eu gostaria de trazer uma mensagem da obra Comando do Amor. Essa obra é de Francisco Cândido Xavier. É um exercício para nós entendermos o que é a caridade e para praticá-la. O espírito José Silveiro Horta, ele fala assim: "Com caridade". Caridade sim, meus irmãos. Caridade no sentimento, caridade na ideia, caridade nos ouvidos, caridade na boca, caridade na profissão. Olha o tanto que nós carecemos de caridade na profissão. Quando nós buscamos alguém que nos sirva através de sua profissão, ou um médico, ou um vendedor, ou um costureiro. poderemos, por exemplo, entender que a caridade da gentileza, a educação, nós carecemos disso. E ele continua assim: "Em todas as atividades nós busquemos a caridade, caridade no
or, ou um costureiro. poderemos, por exemplo, entender que a caridade da gentileza, a educação, nós carecemos disso. E ele continua assim: "Em todas as atividades nós busquemos a caridade, caridade no olhar. Aí a gente lembra lá da criança, caridade no gesto, na voz. Caridade na opinião, caridade no trabalho, na rua, na casa espírita. Essa foi por minha conta. Caridade no lar, caridade na visita, na colaboração. É isso que nós estamos precisando. Cada um com a sua contribuição, cada um com seu óbvulo contribuindo no lar. é a primeira oficina de amor, é a primeira escola da alma e a mais importante de todas. É lá que nós vamos exercitar a verdadeira caridade, porque lá nós encontramos a dor muitas vezes nas convivências difíceis e nós perseveramos porque nós estamos juntos, não foi à toa que nós estivemos ali. E aí a gente lembra de Madre Teresa de Calcutá, que ela fala que nós devemos amar até doer. E dói, né? Dói porque ainda a gente carrega muita imperfeição, porque a gente ainda não aprendeu a se doar totalmente, mas nós estamos aprendendo e é isso que importa, que Jesus nos envolva com muita paz, que nós possamos sair daqui melhores do que nós chegamos e com esse mestre amado que é Jesus, que possa estar conosco em todos os nossos dias. Muito obrigada. Nós agradecemos a nossa irmã pela linda palestra e realmente, né, como diz Paulo, né, ainda que eu falasse a língua dos anjos e dos homens, se não tiver o amor, eu nada seria, né? Então assim, não há nada mais importante do que isso. O amor é a língua que que Deus fala conosco, né? É a linguagem de Deus. Então, eh todo todo o trabalho que a gente desenvolve dentro de um centro espírita, por exemplo, né? Qualquer que seja ele, ele tem que vir com amor, porque senão de nada adianta, né? Então, como a nossa irmã falou bem, antigamente nos primórdios do espiritismo, essa fora da caridade não há salvação, era erroneamente eh entendida pelos nossos irmãos que achavam que a beneficência, né, era a essência da caridade, mas
antigamente nos primórdios do espiritismo, essa fora da caridade não há salvação, era erroneamente eh entendida pelos nossos irmãos que achavam que a beneficência, né, era a essência da caridade, mas esqueciam-se de olhar no próprio livro dos espíritos, né? E muitas vezes eh as pessoas deixavam, como ela mesmo contou a própria história, de realmente fazer a caridade fazendo beneficência, se perdendo, né, nessa diferença tão tênue, mas tão importante, que é tudo aquilo que a gente faz com amor. Então, caridade nós podemos fazer em qualquer lugar, na nossa casa, no nosso trabalho e também dentro do centro espírita de preferência, né? Estamos aqui para desenvolver esse amor. Então, vamos colocar, né, uma pitadinha de amor em tudo que nós fizermos. E nós agradecemos a sua pitada de amor, né, em vir aqui e nos trazer essa luz, né, que o evangelho nos nos traz, onde Jesus nos convoca, né, a darmos o nosso óbvulo, ou seja, com muito amor. Tá bom? Então, nós vamos então passar paraa nossa prece final. Queria pedir pro pro Marcos pra gente. Pode ser, Marcos. Desde já agradecemos a presença de todos e ao final nós teremos então a segunda parte dos passes. Uma boa noite. Vamos fechar os nossos olhos, elevar o nosso pensamento até o Altíssimo, rogando a sua misericórdia infinita sobre nós, para que possamos, diante de tantos ensinamentos que tivemos na noite de hoje, possamos aprender com o mestre Jesus a caridade, o amor ao próximo, né, essas virtudes que tanto falta hoje para a humanidade em virtude do momento que estamos vivendo. Pedimos aos bons espíritos que nos abençoe diante de tantas dificuldades que nós vivemos no nosso dia a dia, para que tenhamos força para construir, né, a fortaleza da fé em nossos corações e o reino de Deus em nós mesmos, para que possamos cumprir a nossa missão aqui nessa terra. Um dia, quando Jesus andou dessa terra, nas bem-aventuranças, ele disse: "Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados aqueles os humildes, porque herdarão a
ui nessa terra. Um dia, quando Jesus andou dessa terra, nas bem-aventuranças, ele disse: "Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados aqueles os humildes, porque herdarão a terra. E bem-aventurados aqueles que sofrem perseguição por amor e justiça, porque deles é o reino dos céus. Que assim seja. Convidamos os nossos irmãos passistas para sala de passe.
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