#11 Igualdade de gênero | Conscientização Ecológica
🌟 Live Conscientização Ecológica 🌿 📅 Toda quinta-feira, às 19h30 (horário de Brasília). 💚 Tema desta semana: "Igualdade de gênero". ✨ Convidados especiais: Julliana Cutolo e Geraldo Campetti. Vamos juntos refletir sobre a importância da preservação ambiental sob a ótica espírita! 🌎💙 Não perca! Acesse FEB Lives no horário marcado e participe com suas dúvidas e reflexões. Acesse a playlist completa: https://febtv.live/playlist_conscientizacao_ecologica 🔔 Ative o lembrete e compartilhe com...
เฮ Oh. Boa noite, boas-vindas ao programa de concentração ecológica da FEB. Eu sou a Letícia. Temos aqui também Geraldo e a Juliana. Nós somos da equipe de facilitação da campanha. Boa noite, pessoal. >> Boa noite a todos vocês. Uma satisfação estarmos juntos em mais um momento aqui, né, do conscientização ecológica. Boa noite, Ju. >> Boa noite, Geraldo. Boa noite, Letícia. Boa noite a todos e todas que nos acompanham. A gente tem um tema aí interessante para tratar e a gente espera contar com os comentários, né? >> Com certeza. Fernandinha, coloca na tela pra gente, por favor. Hoje o tema é o ODS de número cinco, igualdade de gênero, que é um ODS que busca eh alcançar a igualdade de gênero e empoderar mulheres e meninas eh no mundo todo, né? Mas antes da gente começar essa conversa, a gente quer ouvir de vocês eh antes, né? Na verdade tem uma pergunta, ela acabou indo depois do vídeo. Então vamos primeiro ver o vídeo, depois a gente põe a pergunta. Vamos lá. É uma campanha que fala sobre esse tema bem importante, igualdade de gênero. Let's talk about the dream gap. The gap that comes between their full potential. You see at 5 girls stop believing they can be president, scientists, astronauts, big thinkers, engineers, CEOs. And the list goes on. Why? Because what else are we going to believe? When we are three times less likely to be given a science related toy. That's sad. And when our par are as likely to Google, is my son gifted, then is my daughter gifted? That's not cool. We need to see brilant women being brilliant and see how they got to where they are to imagine ourselves doing what they do, but we can't do it alone. Moms, dads, brothers, and bosses, we need all of you to help. We need to close the dream g. It's up to all of us. Essa campanha é muito bonita, né? Uma campanha da marca Barbie, da boneca. combina muito com um filme, inclusive que foi lançado eh no ano passado, retrasado, e fala justamente dessa questão de que as meninas podem desejar ser o que elas
campanha da marca Barbie, da boneca. combina muito com um filme, inclusive que foi lançado eh no ano passado, retrasado, e fala justamente dessa questão de que as meninas podem desejar ser o que elas quiserem, né, no futuro enquanto profissionais. E a nossa pergunta, ela já quer provocar alguns pensamentos e sentimentos. Você já presenciou um ato de preconceito ou violência relacionado à diferença de gênero, a meninas, a mulheres? No seu dia a dia? Você viu alguma coisa? Comenta no chat pra gente que a gente vai trazendo os comentários. A gente já com certeza não só viu, mas eu como sendo mulher posso dizer que já vivenciei também. Aposto que a Ju também e muitas outras mulheres que estão aqui assistindo eh ou mesmo no nosso grupo também eh já vivenciaram. Eh, e uma das diferenças de gênero, como mostra o vídeo ali, tá na educação. Muitas meninas e mulheres não podem exercer o seu direito à educação devido à desigualdade de gênero e à práticas discriminatórias. pobreza, casamento precoce, eh, e violência de gênero são algumas só das razões por trás da alta porcentagem de meninas e mulheres que estão fora da escola hoje no mundo. Existe um dado eh da ONU que diz que hoje tem 739 milhões de adultos com 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever e 2/3 deles são mulheres. Eu vou aqui passar rapidinho paraa frente, eh, pra gente começar a falar também de uma questão que é consequência da falta de educação que envolve o trabalho. Hoje as mulheres elas recebem cerca de 20% ou menos do que os homens no mercado de trabalho. No índice global de desigualdade de gênero, o Brasil tá em 72º lugar, quase na metade, ali numa lista de 148 países. É, e aí, por que que a gente quer falar isso? A gente tem um outro vídeo bem interessante para mostrar, que é sobre essa questão da disparidade salarial. Eu vou começar ele um pouquinho depois porque ele é um pouco longo, então a gente vai começar aqui no >> Gabriela Ferreira >> Gardes >> é um experimento que foi baseado no sindicato de trabalhadores do mercado
meçar ele um pouquinho depois porque ele é um pouco longo, então a gente vai começar aqui no >> Gabriela Ferreira >> Gardes >> é um experimento que foi baseado no sindicato de trabalhadores do mercado financeiro da Noruega. Ele foi replicado em vários países do mundo e essa aqui é a versão brasileira. Tão vendo que tem um monte de bolinha aí ao redor de vocês? >> Sim. >> Sim. Então, o trabalho de vocês é colocar essas bolinhas dentro desses vasos de vidro. Só que um vaso só pode ter bolinha vermelha e no outro só pode ter bolinha azul. Tá bom? Ó, agora, agora eu vou te ajudar. Trabalharam bastante, então, já que vocês trabalharam tanto assim, a gente vai dar uma recompensa para vocês, certo? Aí, para isso, fica atrás aí de onde vocês estavam e fecha os olhos e bota a mão pra frente. Isso. Muito bem. >> Segura forte. >> Que legal. >> Nossa, eu vou eu vou ficar gordinha. Vou ficar gordinha. Pode pegar. E vocês olharam pra recompensão do outro? >> É injusto. >> É por que que é meio injusta? Por que que você acha, Rafa, que ela recebeu menos que você? >> Sei lá. Não é justo. Evidente. >> Tem muito mais. >> Por que que não é justo? >> Porque tem muito mais. >> É tipo, a gente trabalhou junto na mesma coisa e eu queria bem isso. >> Então a Paulinha recebeu menos doce porque ela é uma menina. Não tem sentido. Ué, não. Mesma coisa que eu falar que você vai receber 10 doces porque seu cabelo é curto e você vai receber dois porque seu cabelo é longo. >> Não, isso é preconceito. >> Eh, dados mostram muitos dados. Hoje tem muitos dados da ONU principalmente, eh, mostram que, independentemente das conquistas educacionais das mulheres, elas frequentemente são subrepresentadas em empregos ou setores com salários mais baixos, né? Então, elas as mulheres ganham salários mais baixos do que os homens na maioria das vezes, mesmo que a o cargo, a função seja equivalente. E os homens dominam setores com salários mais altos e cargos de liderança também. Eh, em todos os países, em todos os
ue os homens na maioria das vezes, mesmo que a o cargo, a função seja equivalente. E os homens dominam setores com salários mais altos e cargos de liderança também. Eh, em todos os países, em todos os setores, as mulheres em média ganham menos do que os homens. E essa persistente desigualdade salarial não é só uma violação dos direitos humanos fundamentais, mas é também uma preocupação econômica, visto que a redução da disparidade salarial entre homens e mulheres pode contribuir pro desenvolvimento econômico. Então o dado, como que a gente viu antes, eh mostrava que 20% das mulheres eh mulheres recebem menos do que os homens, segundo a Organização Internacional do Trabalho. E nesse ritmo de progresso levará 257 anos, mais perto de três séculos, é para eliminar totalmente a disparidade salarial que existe hoje entre homens e mulheres, né? Isso se deve a fatores eh a fatores sistêmicos dos países, como acesso acesso desigual às oportunidades, discriminação de gênero, eh segregação ocupacional, onde as mulheres se concentram em empregos de baixa remuneração. Esse dado de 123 anos, ele é do índice global de desigualdade de gênero, que é uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial feita desde 2006, que ranqueia países e como e como que a desigualdade opera em cada em cada um desses países. No último relatório de 2024, o Brasil ficou eh em 72º lugar. O topo do ranking tem sido ocupado pela Islândia desde 2009. Eh, e com base nessa velocidade de ajuste dos países, vai levar mais de um século pra gente atingir a paridade total no mundo. Isso é um problema bem grande e que ele está na causa, ele é uma consequência, na verdade, eh, de um problema que vem da sociedade há muitos e muitos e muitos séculos, diria até milênios, né, Ju? Só abre o microfone, J. Isso. Exatamente. Eu tô aqui com participação especial. Bom, mas enfim, só acrescentando, né? Eh, eu acho que assim, em todos esses dados a gente tem que lembrar uma coisa, né? As mulheres elas realizam quase três vezes mais o trabalho de cuidado não
cial. Bom, mas enfim, só acrescentando, né? Eh, eu acho que assim, em todos esses dados a gente tem que lembrar uma coisa, né? As mulheres elas realizam quase três vezes mais o trabalho de cuidado não renumerado, né? Aquele cuidado que é dedicado no lar, à família, enfim. é o trabalho de cuidado mesmo. Isso é um dado da ONU, tá? Eh, sobre o progresso desses objetivos do desenvolvimento sustentável, um recorte de gênero que foi feito em 2025, tá? Então, assim, três vezes mais elas realizam esse trabalho. Então, cuidar, amparar, zelar, eh, esses deveriam ser valores de crescimento espiritual e não restritos a gênero, né? até quando a gente pensa em termos de espíritas, né, como nós somos aqui. Mas isso abre um campo pro que a gente vai discutir aqui hoje e é um assunto dos mais importantes, dos mais urgentes. Então assim, alguns pontos a gente considerar dentro aí do do ODS5, igualdade de gênero ou o título completo diz, né, alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas, né? Esse ODS ele não fala explicitamente, né, na complexidade eh dos dos gêneros, tá? Mas assim, tá previsto, né, aí que a gente tem que para alcançar essa igualdade enquanto uma sociedade que aspira aí uma nova terra, né, todas as mulheres e meninas junto com todos os homens e meninos precisam encontrar uma equidade, né? Então, assim, é fundamental que a gente perceba essa essas nuances. Eh, quando a gente lê esse esse ODS, alguns tópicos que ele trata muito rapidamente, ele vai falar de acabar com as formas de discriminação, né, contra as mulheres e meninas em todos os lugares. Vai falar de eliminar as formas de violência. Então, essas formas podem ser públicas e privadas, podem envolver a exploração sexual, abuso sexual, tráfico de pessoas, né, entre outros tipos de violência. Vamos falar de reconhecer e valorizar o trabalho de assistência doméstico não remunerado. Isso que a gente falou agora desse dado da UN, né? Aí por meio o quê? De disponibilização de serviços públicos, infraestrutura,
conhecer e valorizar o trabalho de assistência doméstico não remunerado. Isso que a gente falou agora desse dado da UN, né? Aí por meio o quê? De disponibilização de serviços públicos, infraestrutura, políticas públicas de proteção social, né? Promover responsabilidade de família, compartilhar as responsabilidades familiares, enfim, todos os avanços sociais necessários. Vamos falar também de adotar, fortalecer políticas públicas e legislação que façam essa igualdade de gênero acontecer, né? Empoderem essas mulheres e essas meninas em todos os níveis. Ou seja, que haja o fim de uma hierarquização, né, de uma pretensa superioridade de um gênero sobre o outro. E aí que eu acho interessante a gente falar sobre essa diferença entre sexo e gênero muito rapidamente. O sexo, gente, tá referente aí a características biológicas que são usadas para classificar machos e fêmeas de uma determinada espécie. não tem a ver com cromossomos, tem a ver com o nível de hormônio, com os órgãos genitais, com os órgãos reprodutores. Mas o gênero em si é tem a ver com características de homens, mulheres, meninos e meninos que são socialmente construídos. A gente fala: "Mas como assim socialmente construídos, né? são normas, são comportamentos, são papéis, são funções, né, que foram idealizados na nossa sociedade, nas nossas relações sociais, e vão estabelecer alguns padrões de comportamento, como deve ser uma mulher, como deve ser um homem, eh o que fazem as mulheres, o que fazem os homens ou não fazem, né? Então isso vai variar de sociedade para sociedade, de tempo para tempo, conforme os séculos vão caminhando, né? E tudo muda, tudo se transforma. Então os padrões que nós temos hoje na nossa sociedade pode ser que não estejam aqui daqui a 100 anos. Isso é importante a gente considerar. Então, quando a gente fala em papéis e funções de gênero nossa sociedade, nós estamos falando, né, que gênero se baseia nas diferenças que são percebidas entre os sexos, tá? E aí vão ser posicionados, como eu falei antes, de
la em papéis e funções de gênero nossa sociedade, nós estamos falando, né, que gênero se baseia nas diferenças que são percebidas entre os sexos, tá? E aí vão ser posicionados, como eu falei antes, de uma forma hierárquica, ou seja, a gente tem papéis e funções de um gênero que seriam superiores aos papéis e funções do outro, né? Então, eh, isso justificaria algumas diferenças de espaços ocupados. Eu vou me explicar aqui. Por exemplo, né, na nossa sociedade, características como força e coragem, elas são associadas ao homem, né? E características ligadas à fragilidade, como empatia e delicadeza, serão típicas das mulheres. Então, e tem espaços, né, onde predomina a necessidade da força, seriam espaços mais masculinos, espaços onde seria necessário o cuidado, onde seriam espaços femininos, né? Isso tudo dentro dos padrões da normalidade da sociedade. Sociedade considera norma, normal. Então, eh, essas elas reforçam discriminações, tá? Elas reforçam as desigualdades de gênero que vão reproduzir desigualdades sociais, desigualdades econômicas, desigualdades políticas e violências de gênero, tá? Como que a gente falou antes, assédios, violações sexuais e até os feminicídios que a gente ouve falar tanto hoje, né? Isso não acorre em todas as sociedades. Eu quero deixar isso bem claro para nós. É preciso dizer, tá? Há relatos de sociedades que tem outros padrões sociais. Até lembrando a nossa colonização, né? Há eh documentos históricos de colonizadores portugueses que ficaram chocados ao perceber que os seus padrões europeus de gênero, de sociedade, não correspondiam à aqueles padrões construídos nas sociedades indígenas há 500 anos atrás, tá? Então, muitas vezes eles consideravam esses padrões totalmente divergentes, totalmente inferiores, não civilizados e até pecaminosos. justamente porque eles eram outros padrões, né? E a partir daí esses colonizadores justificaram destruição dos desvios, locas, dessas sociedades indígenas, tentando impor justamente os padrões sociais da
tamente porque eles eram outros padrões, né? E a partir daí esses colonizadores justificaram destruição dos desvios, locas, dessas sociedades indígenas, tentando impor justamente os padrões sociais da civilização europeia, tá? Então aí aconteceram os massacres, aconteceram os genocídios e tudo aquilo que a gente sabe da história do Brasil. Na nossa sociedade em particular, desigualdade de gêneros é estrutural, ou seja, ela vai permear toda a estrutura, as instituições sociais, desde a família, na nossa educação, na forma como a nossa cultura se dá, na economia, na política, no mercado de trabalho e ela vai se reproduzindo continuamente. Então, basta ver então que a gente tem alguns espaços ocupados por mulheres, como os papéis das mulheres, né, colocam em jornadas de trabalho, de cuidado com o lar, com a família e são espaços mais conformes, assim, mais eh próprios com espaços privados, espaço do lar, né? E aí a gente vai pensar os espaços masculinos, espaços das empresas, das projeções dos dos lugares dos parlamentos, enfim, seriam espaços mais dedicados ao homem. Então, quando a gente vai pensar também em termos de igualdade e identidade, vejam vocês, a gente tá falando de um ODS que fala de igualdade de gênero. Então, a gente procurou falar o que é gênero e agora eu vou falar o que é a diferença entre igualdade e identidade. São duas coisas. Quando a gente fala de igualdade de gênero, a gente tá falando de igualdade de direitos entre os gêneros, de maneira que os papéis sociais eles não interfiram no pleno desenvolvimento, nem oprimam a pessoa em razão da sua identidade de gênero, tá? Então vamos lá. Quando a gente fala em identidade de gênero, a gente tá se quendo a forma como a pessoa se identifica, tá? não é especificamente a forma como ela nasce, com o sexo com o qual ela nasce, mas ela se torna homem ou ela se torna mulher. Isso é construído socialmente. Daí que a gente tem os termos que às vezes a gente se confunde nos nos formulários que a gente tem que preencher, tá escrito lá gênero,
rna homem ou ela se torna mulher. Isso é construído socialmente. Daí que a gente tem os termos que às vezes a gente se confunde nos nos formulários que a gente tem que preencher, tá escrito lá gênero, né, ou transgênero, tá? Decorre justamente daí. Esses nomes vão se referir, né, justamente a como o ser humano pode se identificar ou não com seu sexo de nascimento. Então, se gênero é uma pessoa que se identifica com seu sexo biológico, com o qual ela nasceu, e o transgênero é a pessoa que não se identifica com seu sexo biológico, tá? Então, entre os gêneros, a gente vai ter homens e homens trans, mulheres e mulheres transgênero. OK? Eu não vou me alongar nisso, né? não faz parte do tópico do ODS, é só para um esclarecimento, mas é justamente paraa gente trazer a complexidade, né, que tá envolvida em toda essa questão de de igualdade de gênero e e para que a gente possa contemplar, né, dentro das metas do ODS5, eh também esses direitos daqueles que não nasceram mulheres, mas se sentem mulheres, né, ou nasceram mulheres e não se identificam como mulheres. são pessoas que também são vulneráveis e muitas vezes sujeitas a violências. E a gente tem que estar atento para nos discriminar, né? Vamos lembrar que a gente como espíritas, né, o espírito não tem sexo, né? Então, eh, a gente tem que entender que essas questões não implicam necessariamente uma condição de avanço ou de atraso espiritual dessa pessoa. Nem vou implicar em qualquer julgamento da nossa parte com relação a seus comportamentos, seus valores, né? se são questionáveis e se não são questionáveis. A gente tem que observar que a lei de justiça, amor e caridade é o que deve prevalecer no nosso comportamento. A gente não pode discriminar, tá? Então, terminando aí, procurando avançar um pouco mais. E quando a gente fala de patriarcado e misogenia, né, o patriarcado é justamente o sistema, tá, social em que a gente baseia a nossa cultura, as estruturas e relações que favorecem e privilegiam os homens, né? Então, quando
e patriarcado e misogenia, né, o patriarcado é justamente o sistema, tá, social em que a gente baseia a nossa cultura, as estruturas e relações que favorecem e privilegiam os homens, né? Então, quando a gente fala de um ODS que busca eh amparar as mulheres e as meninas, a gente tá falando de uma sociedade que tem uma estrutura que privilegia os homens e os meninos, tá? Então, eh, a gente precisa observar que essa estrutura social que alimenta esse modo de pensar, eh, alimenta um machismo, uma misogenia, que seria o desprezo pelas mulheres, né? E justamente esse conceito, né? O livro do Vila Raga esclarece muito bem. Tem raízes lá na Grécia antiga, se desenvolvem várias culturas da antiguidade, chega aos dias de hoje, né, e vai reverberar em formas de inferiorização da mulher, assim como inferiorização dos negros, inferiorização dos animais, né? Todas as formas de inferiorização estão ligadas aí a uma forma de superioridade do homem em relação a todas as criaturas, de antropocentrismo, lembrando o nosso primeiro eh um dos nossos primeiros episódios, tá? E a gente faz um, né, uma união aí de um argumento que vem lá de trás. Então, durante muitos séculos, a gente tinha a exclusão das mulheres nas atividades públicas, né? Eh, para que elas se dedicassem apenas ao âmbito privado, doméstico. E o patriarcado, né, o difícil dele é que ele não só oprime as mulheres, mas também limita os homens, porque os homens têm que ter a determinados papéis, tem que obedecer aquelas funções. Eles não podem ser emocionais, eles não podem ser delicados, eles não podem ter características femininas. Vejam como é difícil lidar, né? Então a gente precisa de toda forma destacar o dever de nós espíritas, né, de não só atentos, estarmos atentos aos preconceitos de gênero, nas formas como eles se apresentam na nossa sociedade hoje, mas principalmente a gente agir para eliminar as causas de inferiorização, né, das mulheres, em especial com as mulheres não brancas, negras, indígenas, as mulheres trans, as meninas, as
ciedade hoje, mas principalmente a gente agir para eliminar as causas de inferiorização, né, das mulheres, em especial com as mulheres não brancas, negras, indígenas, as mulheres trans, as meninas, as mulheres de baixa renda, né? Todos esses estão em situação de vulnerabilidade, de violência e opressão por uma sociedade que vai normalizar apenas pessoas que são eh que se identificam com o seu sexo de nascimento, que têm determinados comportamentos, enfim, e colocam essas pessoas numa condição de superioridade. Então, vamos lembrar novamente, espírito não tem sexo, né? Como espíritas, a gente precisa ser os primeiros a não seguir os padrões de violência social que vitimizam aí tantos irmãos e irmãs nossos. Geraldo, >> bem, então >> passar para você >> o que diz o espiritismo, né? Eh, desde a base, Alan Kardec, o codificador de espiritismo, traz para nós questões importantíssimas pro nosso esclarecimento. Tá no livro dos espíritos, a questão 817. E são iguais perante Deus o homem e a mulher e tem os mesmos direitos? Olha que pergunta, né? Já avançada paraa época, porque já haviam problemas, problemas estruturais, problemas de cultura historicamente, não é? A mulher não era considerada, não era respeitada, não era sequer contada, né, assim estatisticamente na época do Cristo. E essa pergunta que Kardec faz, são iguais perante Deus o homem e a mulher e tem os mesmos direitos? Aí a resposta que o Espírito da verdade dá é muito clara. Não ortogou Deus a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade progredir? Ele responde com outra pergunta, porque é tão óbvia essa igualdade, né, esses direitos, que ele vem assim, ora, Deus não concedeu, né, tanto ao homem quanto à mulher a inteligência, né, com relação ao bem, ao mal e a faculdade de progredir. Por que que eles não teriam os mesmos direitos? Por que que também não teriam, né, a possibilidade de evolução? E tem outra questão também, não é, que vai trazer para nós aí, Fernandinho, eh, a questão 822. Os homens sendo iguais perante a lei de
? Por que que também não teriam, né, a possibilidade de evolução? E tem outra questão também, não é, que vai trazer para nós aí, Fernandinho, eh, a questão 822. Os homens sendo iguais perante a lei de Deus devem ser igualmente perante a lei humana. Aí Kardec é muito sábio, como pedagogo, ele vai aprofundando. Ora, se perante Deus nós somos, né, aqueles que temos os mesmos direitos, né, temos igualdade, Deus nos olha e de maneira igual. Nós perante Deus somos iguais. E será que então perante, não é, a lei humana também essa igualdade deveria prevalecer? A resposta. Este é o primeiro princípio da justiça. Não façais aos outros o que não quereis, né, que os outros vos façam. Veja que interessante. E a gente vê que essas questões vão acontecendo e vão se alongando, né, no decorrer aí do passado, tempo e tudo, e vão criando determinadas coisas que não são naturais. A gente cria socialmente algumas desigualdades que não são naturais. A desigualdade nesse caso, não é natural, né? oportunidade, né, de de evoluir, de progredir, de realizar, ela deve ser a mesma para todos. E a 822. De acordo com isso, né, para uma legislação ser perfeitamente justa, deve consagrar a igualdade de direitos entre o homem e a mulher. Kardec, como didático, né, como professor, pedagogo, ele vai insistindo para não restar dúvida. Veja que ele vai não crescendo. É muito didático, gente. A leitura do livro de espírito é algo assim especialíssimo. E a resposta é: a lei humana para ser justa deve consagrar a igualdade de direitos entre o homem e a mulher para ser justa. A lei humana ela deve considerar essa igualdade, né, de direitos entre homem e a mulher. Todo privilégio concedido a um ao outro é contrário à justiça, né? Então não vai ser justo se há privilégio. A igualdade, né? não privilegia, concede mesmas oportunidades. E aí algumas reflexões, né, que a gente vai verificar sobre essa questão da desigualdade de gênero, não é? Eh, até no próprio livro do Vila Raga, que é esse desenvolvimento sustentável, né? O papel dos espíritas
s reflexões, né, que a gente vai verificar sobre essa questão da desigualdade de gênero, não é? Eh, até no próprio livro do Vila Raga, que é esse desenvolvimento sustentável, né? O papel dos espíritas na agenda 2030, disponível no www.febeditora.com.br para quem tiver interesse, né? Por exemplo, começa a questão educação em casa. Por que que a gente presenteia, por exemplo, as meninas, né, quase que unicamente com brinquedos que emitam serviços domésticos, né? Isso desde historicamente acontece. E os meninos com uma diversidade de possibilitares, né? Por que que isso acontece? Porque, né, a gente e os meninos não podem brincar de papai, né, e de filhinho, nem brincar de cozinhar. Acaso eles não vão ser pais? Os pais também não cozinham, não é isso? E se não forem acaso, né, saber o cozinhar não é algo importante para eles em sua vida adulta, por que as meninas não ganham carrinhos, aviões, kit cientistas? A gente viu o vídeo aí, né? Acaso não podem ser motoristas, astronautas, etc? Então veja, a nossa própria educação já vai dando aquela contextualização preconceituosa de desigualdade. Outra imposição, né, da sociedade machista, meninos não deve demonstrar seus sentimentos e fraquezas, nem solicitar ajuda, pois essa seria uma atitude de meninas, chorar, né, a demonstrar que é sensível. Ora, a gente vai vendo hoje, né, social psicologicamente essas questões hoje com a própria legislação, uma compreensão maior, né, do próprio ser humano no seu comportamento, a gente vai ter uma visão mais ampla, uma visão mais aperfeiçoada, porque realmente se a gente fica nessa limitação, a sociedade vai desdobrando comportamentos cada vez mais preconceituosos. a gente sofre o reflexo, a consequência de todo um processo que vem de longo tempo e que a gente precisa trabalhar para superar. O espiritismo não tem preconceito algum, gente. Quem tem preconceito somos nós, eventualmente espiritistas, tá? Então a gente tem que tomar todo esse cuidado. E tem aí, não é, ainda algumas sugestões,
O espiritismo não tem preconceito algum, gente. Quem tem preconceito somos nós, eventualmente espiritistas, tá? Então a gente tem que tomar todo esse cuidado. E tem aí, não é, ainda algumas sugestões, reflexões, não é isso, pra gente poder encaminhando aqui pro fechamento por causa do nosso horário, né? >> Tem a última que daí fica como sugestão pra casa espírita. né? Nós que trabalhamos, que estudamos, somos parte da diretoria, a gente precisa se perguntar, será que a diretoria do centro tá refletindo essa igualdade de gênero? Tem homens e tem mulheres? E outra coisa que é importante a gente pensar, quais são as consequências espirituais dos comportamentos que promovem as desigualdades de gênero, né? Então assim, o que que a gente tá fazendo hoje na nossa vida individual, coletiva e como que isso vai refletir futuramente nas nossas próprias encarnações futuras e na sociedade e como que isso, se for bom, a gente pode ampliar e se for ruim, que a gente esver fazendo, como que a gente pode melhorar, né, para trazer uma e assim construir o mundo de regeneração que a gente quer, né? Eh, >> isso mesmo. >> Tem muitas perguntas interessantes no chat. Geraldo, quer trazer uma? >> Vamos, vamos trazer aqui, né? Que >> vamos lá. O pessoal colocou, não sei se a Ju tá com áudio, ela tava sem áudio. Eh, vamos trazer aqui, Fernandinha, isso. Olha, a Marcela, diretamente da Argentina dizendo que a diferença média na Argentina, conhecida como brecha salarial de gênero, indica que as mulheres ganham em média cerca de 25 a 26 a menos, né, do que os homens. da questão salarial, né? Uma diferença que não tem realmente razão nenhuma para existir, porque desenvolvem muitas vezes, né, os mesmos papéis, mesmas funções com responsabilidades semelhantes e às vezes até responsabilidade da mulher, não é? E a gente vê que essa remuneração é diferente. Tem aí também outra participação, Lê? >> Sim. Ah, da Denise. Tanto os homens como as mulheres possuem papéis complementares na sociedade, mas a
r, não é? E a gente vê que essa remuneração é diferente. Tem aí também outra participação, Lê? >> Sim. Ah, da Denise. Tanto os homens como as mulheres possuem papéis complementares na sociedade, mas a liberdade de aceitá-los ou não, de ser assegurada, né? Então, realmente, eh, tem essas essas questões importantes, né, da complementaridade. Inclusive, a questão as questões que a gente leu, elas a gente trouxe só um pedacinho, mas elas aprofundam e elas falam a importância de se ajudar, né, as pessoas sempre estarem se ajudando, independente de gênero, independente de sexo, porque a sociedade é construída em conjunto, né? Então, uns tem que tá sempre ajudando o outro, né? E as diferenças elas são eh complementadas, talvez, ou são, como que a gente pode dizer, valorizadas até nessa ajuda mútua, porque o que cabe cabe a um, cabe a outro, cabe outro. >> Exato. Tem as diferenças, a gente tem que entender como naturais, né? O que não é natural é a injustiça, né? não precisa ter essa injustiça. A injustiça é criada pelo ser humano devido aos seus preconceitos, né, aos seus privilégios, eh, de se achar superior ao outro, né? A a diferença ela é existente até compreensivelmente a gente poderia ter uma desigualdade ou outra, mas mesmo assim a gente tem que tomar muito cuidado com a informação para não precipitar, porque não pode haver a injustiça a ponto, por exemplo, de um ter outro não ter nada, né? Um sobrar, o outro faltar. Ah, mas isso está na lei de causa e efeito. Não é bem assim. A lei de causa efeito não. A gente tem que entender que a lei de justiça, de amor e de caridade, né? Ela vai funcionando no sentido de nós devemos nos ajudar. Aquele que tem mais ampara o outro que tem menos, o mais forte ajuda o mais fraco. É assim que funciona, não é? Tem uma questão da Raquel rapidamente, né, que ela vai trazer para nós que é uma questão social que está sendo administrada de uma forma mais dinâmica atualmente, né? pelo menos existe a intenção, existem legislações por conta
rapidamente, né, que ela vai trazer para nós que é uma questão social que está sendo administrada de uma forma mais dinâmica atualmente, né? pelo menos existe a intenção, existem legislações por conta de novas leis que passaram a ter uma alternância de proteção de oportunidades, né? A legislação existe, tudo. A gente precisa é aplicar essa legislação realmente, principalmente no nosso comportamento, né, no dia a dia e tal. Vamos trazer mais uma valorizando aí a participação. Ju tá podendo falar ainda não, né, Ju? Não sei se a Ju tá escutando a gente. Acho que acho que não, né, Len? Então faz aí para nós. É, não. >> Eh, acho que é não sei, não vou saber dizer o nome dessa pessoa. >> É Borges, né? Acho que é B. Borges. Isso. Diz que é importante a questão das informações, das campanhas para que o senso de justiça e empatia faça parte da nossa educação. Exatamente. E a educação começa em casa, como a gente viu ali, é tratando meninos e meninas da mesma forma, né? Não dando para um tipo de brinquedo que o outro não pode brincar. Até porque brinquedo não tem sexo, não tem gênero, né? Assim como cor. Não existe cor de menino e cor de menina. Cor é cor. >> Inclusive algum tempo lá alguns séculos, né? A cor rosa, por exemplo, era para o homem, o azul para a mulher, né? Na França era assim que funcionava. Então hoje você tem, ah, o azul é masculino e o e o rosa é feminino, quem disse, né? Então, são as coisas que a gente vai criando e tudo. Eu cria aquele preconceito, às vezes é difícil a gente tirar isso, mas olha, a doutrina espírita é uma doutrina que nos ensina o respeito, a consideração e, evidentemente, nós termos responsabilidade sobre o que a gente pensa, o que a gente fala, como a gente age, como a gente se eh relaciona com todos os seres da natureza. E aqui a gente tá falando não só o ser humano, mas todos os seres que Deus criou, que são também nossos irmãos. E essa campanha tem essa finalidade, né, da gente ir trazendo gradativamente essas informações. E agora tá com a cópia aí
o ser humano, mas todos os seres que Deus criou, que são também nossos irmãos. E essa campanha tem essa finalidade, né, da gente ir trazendo gradativamente essas informações. E agora tá com a cópia aí que já vai ocorrer o mês que vem, né, Leijo eh em Belém, né, no Pará. E a gente já tem aí, né, e esses ODS são exatamente objeto, né, de estudo, de análise desse encontro mundial extremamente importante, pelo menos a discussão, a busca de alternativas, né, apresentação de de relatórios, enfim, a gente vai buscando caminhar. O espiritismo está plenamente como ciência, como filosofia, né, como religião, está nesse sentido de uma integração ética, moral pra gente fazer o melhor a nosso alcance, gente. Então nós temos essa oportunidade e a campanha tem essa finalidade realmente de nos levar à sensibilização para nos educarmos e chegarmos à conscientização de que a gente precisa fazer o melhor ao nosso alcance, né, nessa biodiversidade e numa relação interrelacionamento respeitoso com todos os seres da natureza. >> Exatamente. Então, com isso, a gente se despede de vocês. Obrigada pela participação, por assistir, quem vai assistir depois também. E fica o convite pra próxima semana quando a gente vai falar do ODS6, que é sobre água potável e saneamento. Até lá.
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