Seminário - 22 anos do Programa Conte Mais | "A Contação de Histórias e as Neurociências"

FergsPlay - Canal da Federação Espírita do RS 22/06/2025 (há 9 meses) 3:30:52 2,216 visualizações 216 curtidas

Você certamente já ouviu uma história que ficou marcada na memória. A arte de contar histórias remonta aos primórdios da humanidade e atravessa gerações e culturas, perpetuando vivências e ensinamentos que seguem vivos no imaginário coletivo das comunidades. Graças ao trabalho de estudiosos e ao avanço das neurociências, hoje sabemos que essa força não é por acaso. A contação de histórias ativa diversos circuitos cerebrais, influenciando aspectos afetivos, linguísticos e cognitivos de quem escuta. E é justamente sobre essa poderosa ferramenta e seus impactos no cérebro humano que será celebrado o seminário em comemoração aos 22 anos do Programa Conte Mais, da Federação Espírita do RS. Sob o tema "A Contação de Histórias e as Neurociências", o evento será realizado no sábado, 21 de junho, das 8h30 às 12h, na sede da Fergs, localizada na Travessa Azevedo, 88, no Bairro Floresta, em Porto Alegre. A programação especial de aniversário contará com a presença do Professor Dr. Guilherme Nogueira, especialista em Neurociência do Envelhecimento, com ênfase nos aspectos cognitivos e emocionais.

Transcrição

Bem-vindos. Bom dia. Tudo bom? Vocês fazem? Bom dia. Bom dia. Tudo bom? Bom dia. Tudo bom? Bom dia. Tudo bem? Prazer. Tudo bem? Teste. Testando. Alô. Teste. Som. Acho que dá para escutarem bem aí, né, todos? Hum. Um bom dia a todos. É uma grande alegria receber todos vocês aqui na FERGs, atualmente na nossa sala de reuniões. Daqui uns dias mais nós vamos estar de novo com o nosso auditório em condições para receber a todos vocês para outros eventos maravilhosos. Mas esse trabalho do Conte Mais na manhã de hoje enche o nosso coração de alegria, de satisfação, porque nós sabemos da importância da história na vida de todos nós. E hoje o Dr. Guilherme vai nos falar o quanto isso vai afetar neurologicamente lá, né, na como é que funciona no nosso cérebro quando nós escutamos as histórias e o que isso vai interferir na parte emocional, na parte cognitiva, enfim. Então, nós teremos uma amanhã repleta de informações que nós levaremos com certeza nos nossos corações para fazer então este trabalho tão lindo que é a contação de histórias. Nós vamos passar agora para o nosso presidente Antônio para dar a saudação inicial. Bom dia, então, a todos. É uma grata satisfação. Vocês viram que até o tempo colaborou, né? Tivemos uma semana com chuva, né? né? E isso permitiu inclusive que pessoal do interior, alguns a gente vê uns roços aí do do interior que estão presencialmente, além da possibilidade de todos vocês que estão acompanhando, já temos um número expressivo, né? Digam do centro espírito, da cidade, da onde vocês estão acompanhando para que a gente possa ter um registro, né? Como disse ali, é uma alegria receber aos contadores, aqueles que estão interessados na temática, né? O Dr. Guilherme, a sua equipe nessa manhã que certamente será muito significativa aqui da FEX, tá? Então é uma alegria. Lembrando que depois no intervalo nós temos a nossa livraria que já está toda funcional, recuperada e que vale a pena vocês visitarem porque muitos dessas belas obras, dessas histórias estão à

legria. Lembrando que depois no intervalo nós temos a nossa livraria que já está toda funcional, recuperada e que vale a pena vocês visitarem porque muitos dessas belas obras, dessas histórias estão à disposição lá para você. Inclusive o kit Conte Mais, né? Afinal de contas, o Conte Mais é a data especial hoje porque faz aniversário, né, Lemar? Quantos anos mesmo? 22. Então, um bom evento a todos nós. Obrigado por vocês estarem aqui. 22 anos, né, queridos? Então, nós vamos fazer uma leitura inicial e depois na sequência a gente chama a nossa querida Viviane Pereira, que durante muitos anos esteve à frente na coordenação do trabalho com Timais, né? Eh, agora nós temos a Nicole Paese, que está na coordenação. E então vamos fazer a leitura preparatória. Então, no livro Vida Feliz de Joana de Angeles, ela nos diz assim na na lição 172, a conquista do conhecimento é um logro pessoal intransferível. Esse tesouro sempre se multiplica quando é repartido e ninguém pode usurpá-lo de quem o possui. Nem a morte o arrebata, porquanto continua com o espírito que o detém, constituindo-lhe um tesouro de valor constante e de fácil manejo. luta por adquiri-lo, jamais considerando ser tarde demais para esse empreendimento, aumentando-o, se já o possuis, ou iniciando caso ainda não tenha experimentado o prazer que dele se exterioriza. O homem que sabe conduz-se com mais segurança, poupando-se a incontáveis sofrimentos. Por outro lado, a ignorância é responsável por males sem conta. Então, chamamos a nossa querida Viviane para fazer a prece de abertura do evento. Bom dia. Sejam todos bem-vindos. É uma alegria estar aqui. E vamos então eh elevar o nosso pensamento a Deus, a Jesus, a equipe espiritual do programa Conima Mais da nossa federativa, vibrando pelos 22 anos do Contórias que encantam a todos nós. que Jesus, nosso mestre, possa nos guiar nesse encontro, iluminando as nossas mentes e os nossos corações, para que possamos cada vez mais aprender e aprender e distribuir esse aprendizado

todos nós. que Jesus, nosso mestre, possa nos guiar nesse encontro, iluminando as nossas mentes e os nossos corações, para que possamos cada vez mais aprender e aprender e distribuir esse aprendizado através de histórias de amor, de luz, de esperança no coração de todos os irmãos do caminho. Muito obrigada e que tenhamos um encontro repleto de luz e conhecimento. Agora vou chamar a nossa coordenadora, a Nicole Pé Paese, que vai dar continuidade então a essa apresentação, tá bom? Obrigada, Vivi? Obrigada, queridos amigos, pela presença de todos. Sejam todos muito bem-vindos a Fergs, né, mesmo quem tá online está aqui com a gente também. Então, bem-vindos também. É com muita alegria que a gente recebe vocês hoje pro aniversário do Conte essa data tão especial, para um programa tão especial quanto é o Conte Mais, que há muitos anos vem passando histórias de geração em geração, histórias que encantam, histórias que educam. histórias que trazem a moral do Cristo para mais perto de nós, seja na sociedade, seja no centro espírita, seja onde for. Então, a gente fica muito feliz de ter todos vocês aqui hoje. Mas pra gente não ser muito longa, eu gostaria de apresentar para vocês a equipe, pelo menos que está trabalhando aqui hoje. A equipe do Conte Mais ela é muito grande, temos muitos voluntários, mas eu gostaria de pelo menos nomear os que estão aqui conosco hoje presencialmente. Alguns não puderam vir, infelizmente, por motivos diversos, mas enfim. Então, a gente tem aqui com conosco hoje a Vivi, que estava na coordenação, então, até o ano passado, mas que continua como assessora pedagógica, né? Temos então a Renata, que é uma das nossas contadoras também. Pode dar um oizinho aí, Renata. Tem hã o Andrew que não está por aqui no momento. Está não, ele deve estar lá embaixo na recepção ainda. Então, o Andre também, que é o secretário do nosso conte, temos a Magda, também não tá por aí, né? A Magda também está lá embaixo. A gente ainda tá divididos por aí, mas ela tá por aqui hoje nos

inda. Então, o Andre também, que é o secretário do nosso conte, temos a Magda, também não tá por aí, né? A Magda também está lá embaixo. A gente ainda tá divididos por aí, mas ela tá por aqui hoje nos auxiliando. A Giovana, que também está por aí em algum lugar nos auxiliando. Hum. Renata, Magda, Giovana, a Jô, que é a nossa diretora de programas e projetos, a Lia, que é a nossa vice de relações institucionais. E temos então as nossas duas contadoras que vão fazer a contação para nós agora, porque afinal a a gente sabe, né, que vocês vieram aqui só para ouvir a história. Brincadeira, desculpa, doutora, eu tinha que fazer essa brincadeira, mas enfim, a história tinha que fazer parte, afinal de contas, né? Então eu apresento para vocês a Rosinha e a Andreia, que vão fazer a contação da história A fonte da beleza com vocês, amigas. E aqui está o da belça. Essa fonte existe. Nós vamos ver com a nossa história como essa fonte realmente existe. Então ela começa assim, ó. Era uma vez uma menina chamada Norinha, que se achava muito feia. Cada vez que ela se olhava no espelho, ela ficava triste e malumorada. Na verdade, tinha uma aparência bonita, mas ela costumava agir de maneira grosseira. Contudo, o maior desejo dela era ser linda e suspirava, dizendo a si mesmo: "Ah, se eu fosse como a Lúcia ou como a Lídia, elas sim são lindas. Aí elas recebem tantos elogios que eu gostaria que fossem para mim assim. Certa noite, a menina começou a ler um livro que a sua amiga Lúcia lhe havia emprestado. E o nome do livro era A fonte da beleza. Ela contava a história de uma fonte maravilhosa que ficava num lugar muito distante. Tecnologia. Alô, alô, alô, alô, alô, alô. Eh, a história uma ponte que ficava num lugar muito distante. Qualquer pessoa que se banhasse em suas águas saía de lá lindíssima. Durante algum tempo, a menina, o a fantástica história, mais vencida pelo cansaço, abandonou o livro. Ah, ficou pensando, ah, se essa ponte realmente existisse, eu ia me banhar em suas águas.

díssima. Durante algum tempo, a menina, o a fantástica história, mais vencida pelo cansaço, abandonou o livro. Ah, ficou pensando, ah, se essa ponte realmente existisse, eu ia me banhar em suas águas. E com este pensamento ela adormeceu e dormindo sonhou que estava até ela olhava encantada para cabar tão limpinha. Mas de repente ela notou ao seu lado uma senhora. As suas vestes eram brancas assim com o seu cabelo e tinha um sorriso bboso que lhe iluminava o rosto. Bom, bom, a menina lançou um olhar zangado, como de costume, né? Mas a senhora lhe perguntou: "Olá, que fazes junto a essa fonte?" "Quero banhar-me em suas águas", respondeu ela, né? com o seu mau humor, seus maus modos, admirando-se que a mulher sabia o seu nome, mas ela ficou com vergonha de responder, ficou vermelha, porque ela não queria que ela soubesse que ela tava feia, que ela queria ficar bonita, né? Então, eh, a senhora não se importou com a grosseria dela, olhou para ela e sorriu um belo sorriso. Já sei, Norinha, você quer se banhar nas águas da fonte, né? Porque você quer ficar linda. Só que agora não é possível. Não é possível realizar o seu desejo. Você tem andado muito zangada. Volte e se esforce. Para ser amável e educada. Responda as perguntas que lhe fizerem com paciência. Tenho certeza que logo você terá uma bela surpresa. Como Noarinho olhasse contada, a bondosa senhora explicou sorrindo. Eu sou a guardiã da fonte da beleza. Ela só concede a sua transformação à aqueles que cultivam as boas atitudes. Norinha insatisfeita, saiu correndo. Logo acordou e lembrou do sonho. Olhou-se no espelho e disse: "Continuo feia". Nesse instante, a mãe veio avisar que o seu café estava pronto. "Bom dia, norinha. Seu café está pronto? Vou! Posso acordar assim em paz? disse a menina. E olhando para a mãe, notou que ela estava triste pelo modo que ela havia lhe respondido. Então, lembrou das palavras da senhora da fonte da beleza, que ela só concede a transformação àqueles que têm boas atitudes. Será que mudando

ela estava triste pelo modo que ela havia lhe respondido. Então, lembrou das palavras da senhora da fonte da beleza, que ela só concede a transformação àqueles que têm boas atitudes. Será que mudando as minhas atitudes? Ficarei mais bonita?", pensou a menina. Então resolveu a partir daquele dia ser diferente. Começou respondendo a todos com paciência e educação. Alguma, algumas vezes quando ela se encontrava meio contrariada, ela respirava fundo, contava até cinco para passar a raiva e assim se esforçou. Dali adiante, seus pais ficaram muito felizes com a mudança das suas atitudes e na escola conquistou novos colegas. O tempo passou e a menina começou a ouvir elogios. Norinha, como estás bonita. Que sorriso lindo, como é gentil. Que menina educada. A menina ficou muito feliz, pois escutava agora elogios para ela e até parecia que ela tava ainda no sonho. Um dia olhou-se no espelho e pela primeira vez se sentiu bonita. ficou muito contente e em pensamento agradeceu o sonho que teve da fonte da beleza. E a nossa história aqui que entrou pela porta e saiu pela janela. Quem quiser que conte outra. Então a Deu, deu. Então a nossa fonte da beleza eh tá numa fonte cheia de aguinha. Será? Onde será que tá a nossa fonte da beleza? Muito bem dentro de nós, né, Mariana? Muito bem, né? Então, e todos nós podemos ser belos, não precisamos nos banhar nas águas, né, dessa fonte maravilhosa, que bom que ela existe, né, que ela nos faz repensar nos nossos valores, né? E então vocês a partir de hoje podem lembrar em pensamento e ter sempre com vocês aquele que tá sempre de mão da e nós termos sempre boas atitudes e com certeza a quem nós levarmos ficará muito feliz e agradecido. Muito obrigada, queridas amigas. Então, pessoal, nesse momento eu convido a todos para que a gente assista o vídeo institucional do Conte Mais. Você conhece o programa Conte Mais? Agregando diferentes projetos, o programa tem como proposta didática a educação da inteligência emocional, utilizando o recurso da contação de

cional do Conte Mais. Você conhece o programa Conte Mais? Agregando diferentes projetos, o programa tem como proposta didática a educação da inteligência emocional, utilizando o recurso da contação de histórias como uma ferramenta social que visa a promoção de uma cultura de paz e a educação dos sentimentos. O programa nasceu da adaptação de histórias contadas no berço da evangelização espírita do Rio Grande do Sul. Em 2003, estas histórias foram reunidas e organizadas por um grupo de valorosas educadoras, resultando no lançamento do primeiro livro da coleção Conte Mais, que atualmente conta com quatro volumes que reúnem mais de 230 histórias para educar e encantar. A criação do projeto de contação de histórias permitiu que estas belas narrativas sobre amor, perdão, amizade, entre tantos outros temas relevantes alcançassem muitas crianças, pois os personagens das histórias não ficam somente dentro dos livros, eles passeiam muito por aí com as contadoras nos diferentes segmentos da sociedade, como escolas, eventos, centros espíritas do nosso estado e até mesmo fora dele. Com tantas contações, foi preciso que a equipe aumentasse. E foi daí que surgiram também as formações do programa Conte Mais. Para os interessados em aprender a arte de contar histórias. Para acolher a todos, nasceu o projeto Conte Mais Incluir, que tem realizado diversas ações, visando tornar o conte mais acessível a todos nos seus aspectos atitudinais e materiais, tornando os nossos vídeos de histórias mais acessíveis, com o acompanhamento da tradução em Libras. E falando em vídeos, as histórias, devido às demandas emergentes da sociedade, também ganharam espaço nas diferentes redes sociais. Nestes mais de 20 anos, o programa Conte Mais cresceu e se multiplicou. esteve presente na vida de muitas pessoas, levando muitas alegrias e aprendizados. Pois por meio de uma boa história, nós podemos mudar histórias de vida. Então, amigos, agora a gente vai pro nosso próximo momento da manhã, que é o painel com o Dr. Guilherme. Enquanto ele

endizados. Pois por meio de uma boa história, nós podemos mudar histórias de vida. Então, amigos, agora a gente vai pro nosso próximo momento da manhã, que é o painel com o Dr. Guilherme. Enquanto ele vai apresentar a sua a sua fala, a gente vai ter as meninas, a Magda, a Andreia e a Renata, vão estar passando com papeizinhos e canetas para quem está aqui presencialmente. Tendo perguntas, vocês podem fazer um sinalzinho, elas vão até vocês, vocês anotam a pergunta e entregam para elas, que daí depois do intervalo nós vamos ter um momento de roda de conversa no qual essas dúvidas serão sanadas. Para quem está online, quem tá em casa, pode fazer as perguntas pelo chat mesmo que nós vamos estar monitorando e da mesma forma essas perguntas vão chegar até nós pro momento de roda de conversa. Então, gostaria de apresentar vocês o professor Dr. Guilherme Nogueira, que é doutor em neurociência do envelhecimento, aspectos cognitivos e emocionais. Ele é professor de neurociência do comportamento e da aprendizagem em cursos de pós-graduação. É fundador e coordenador do grupo de estudos dos aspectos neuroafetivos do comportamento e da aprendizagem. é elaborador e gestor do PROAM, Programa de Aprimoramento e Monitoramento da Inclusão, titulado palestrante egrégio pela Escola Superior de Defesa ESD no Ministério da Defesa, pesquisador vinculado ao CNPq, que é o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Então, boas-vindas, doutor. A gente agradece muito a tua presença e fica à vontade. O palco é teu. Bom dia. Bom dia. Primeiro, uma questão de hábito também. Gostaria de agradecer a oportunidade, uma questão de hábito, porque socialmente isso é um comportamento para mim desejável e por conhecer também o impacto disso, né, na na saúde mental. Então eu já acordo agradecendo. Então aqui eu estendo, né, eh, esse esse hábito ao agradecer pela oportunidade de poder estar aqui. Muito obrigado, Iviane, né, por essa acolhida. Muito obrigado a Fergs. Eh, estar nesse espaço aqui também remete algumas

o, né, eh, esse esse hábito ao agradecer pela oportunidade de poder estar aqui. Muito obrigado, Iviane, né, por essa acolhida. Muito obrigado a Fergs. Eh, estar nesse espaço aqui também remete algumas questões que colocam a satisfação de estar aqui num outro patamar, né? meu pai e minha mãe eh nos criaram, digamos assim, né, dentro da doutrina espírita, né, nessa nessa condução muito bacana. E o pai, acho que frequentou bastante tempo aqui também a Fergs, né, fazendo as revisões literárias aqui, né? Então, acho que imagino que que o pai, né, já no plano espiritual esteja muito orgulhoso, né, de da gente estar aqui fazendo um participação, né, nesse nesse projeto maravilhoso de vocês, né, e a mãe, né, me honrando com a sua presença mais uma vez. A mãe, sempre quando eu dou palestras próximas aqui em Porto Alegre, a mãe me pergunta onde eu vou dar a palestra e, né, pede a agenda lá e me acompanha. Então é um carinho, né, maravilhoso, né, que eu sou muito grato também. Muito obrigado. E claro, né, para minha surpresa, se estende aí a participação da família, então me honra ainda muito mais, né, ter os irmãos presentes aqui, né, a cunhada, as primas, né, as sobrinhas aí. Então, muito obrigado pelo carinho e começo dizendo para vocês que o ser humano ele é atraído por contar histórias. Atraído por histórias. E dentro desse caminho da neurociência, né, eu venho eu venho costurando várias coisas, né, e sempre instigando o público com questionamentos. Será que contar histórias, né, modifica o nosso cérebro estruturalmente, né, ou fica no plano psicológico? Será que há uma dissociação entre os elementos, né, eh eh neurobiológicos, os psicológicos e sociais? Aprendizado é um processo psicológico abstrato, né, ou ele influencia na modulação tecidual do cérebro. Eh, será que a eh o clima lá fora influencia na forma de perceber a história, interpretar a história? Será que a pressão atmosférica, o dia estar cinzento, né, nublado ou estar ensolarado, modula o nosso humor e isso

h o clima lá fora influencia na forma de perceber a história, interpretar a história? Será que a pressão atmosférica, o dia estar cinzento, né, nublado ou estar ensolarado, modula o nosso humor e isso nos, né, diferencia na percepção e interpretação da contação de histórias? Eu costumo dizer que lá em casa, eh, costumo dizer, não, ouvir lá em casa, né, os filhos dizer assim: "Pai, tu vê neurociência em tudo?" Aí eu digo: "Pois é, eu acho que é uma linha tênue, né, entre a paixão pela neurociência e a psicose. Então eu tô tomando alguns cuidados também assim. Mas então eu começo, né, essa minha minha apresentação e eu fiz um material com muito carinho aqui para passar uma semana com vocês. É sempre assim, ó. Minha esposa sempre pergunta, era quanto tempo tu vai palestrar, né? Porque ontem ainda eram 22 horas ainda, falei com a com a minha irmã, com a Daniela e eu disse: "Mas o que que você tá fazendo hoje? Eu tô dando mais uma revisadinha no material aqui, colocando mais algumas coisas, né, e tal, que eu baixei alguns artigos ali para poder complementar. Então, ele tem um material robusto cientificamente aqui, mas eu espero, né, dialogar com vocês de maneira, né, simples, né, e e, né, espero também muito agradável. Mas eu começo assim, até onde as histórias nos levam, nos levam um arcabolso informacional dentro, né, da perspectiva semântica. Claro, nos resgatam e nos coloca numa perspectiva episódica também, né, fatos e eventos, mas elas também impactam, né, de alguma forma, né, de maneira mais afetiva emocional. E eu lhes trago aqui uma história, né, pessoal. éramos pequenos, eu não consigo precisar a idade porque eu sou eu sou ruim nisso, com datas e essa perspectiva mais precisa. Eh, eu lembro que a minha irmã não havia nascido ainda e nós tínhamos um tio que morava em na que morava na Feliz, na cidade de Feliz. íamos frequentemente, né, os finais de semana visitar o tio e sempre passávamos na Charlau ali, onde tinham aquelas bancas, né, de de artesanato com com cerâmicas, né, e

na Feliz, na cidade de Feliz. íamos frequentemente, né, os finais de semana visitar o tio e sempre passávamos na Charlau ali, onde tinham aquelas bancas, né, de de artesanato com com cerâmicas, né, e parávamos ali para para enfim para ver alguma coisa e aproveitar para dar uma paradinha. E numa dessas paradas, né, eu encontrei uma cabecinha de uma de uma estátua do laçador no chão e peguei a estátua, a cabecinha quebrada no chão. E quando entramos no carro e tal, né, partimos estrada a continuar a viagem, o meu irmão me cutuca no banco de trás assim: "Que que é isso aí que tu pegou?" E eu digo: "Não, não vou te mostrar agora e tal", né? E isso gerou um trauma entre nós até hoje. E ele diz assim: "Eh, deixa eu ver o que que é isso". E eu não quis mostrar. E ele disse assim: "Pai, o Guigo pegou uma coisa. Nós havíamos andado mais ou menos uns, talvez uns 10, 15 minutos, né, além da banca aquela da loja. Meu pai parou no acostamento, disse: "Opa, espera aí, que que tu pegou?" Eu disse: "Não, eu peguei isso aqui, mas da onde? Quem te deu isso aqui?" Eu disse: "Não, eu peguei no chão". E ele disse: "Não, mas isso não se faz, né? Se não foi dado, né? Isso não é correto." E o meu pai voltou, voltou 15 minutos de viagem perdida, né? Voltou, paramos na banca. Isso tem um recordatório para mim muito claro, né? na na memória declarativa, tanto que eu tô contando para vocês. E descemos, eu, o pai, a mãe, e o meu irmão, e o meu pai e minha mãe conversaram com o dono da banca e disseram assim e disse assim: "Não, meu filho pegou uma coisa, ele gostaria de devolver, né?" E eu me lembro o senhor da banca disse assim, da loja, disse assim: "Não, mas isso é uma peça quebrada, não tem problema nenhum". E meu pai e minha mãe disseram assim: "Não, por favor, me ajude a educar os meus filhos". O que eu quero dizer com isso é que a história ela tem um elemento semântico, contextual, né, conceitual, mas ela tem também um elemento episódico. E na neurociência hoje, nós sabemos que essa perspectiva episódica diz muito

isso é que a história ela tem um elemento semântico, contextual, né, conceitual, mas ela tem também um elemento episódico. E na neurociência hoje, nós sabemos que essa perspectiva episódica diz muito sobre a forma como nós nos enxergamos. Então, relembrar fatos e eventos é fazer uma cartarse na nossa história de vida. Isso mexe muito com a forma como nós nos autorreconhecemos. E se vocês querem estender um pouquinho a a importância disso, quando a gente fala em desenvolvimento da linguagem, quando a gente fala de alfabetização, quando a gente fala de toda a organização do funcionamento social, parte daí também. A linguagem se estabelece a partir da capacidade que o cérebro tem de se autore-reconhecer, ou seja, consciência corporal. É a partir daí que ela passa a entender, né, os seus constituintes e coloca aí uma perspectiva do que fazer com essa corporeidade viva, que não é corpo, é corporeidade. Ela sente, ela se manifesta, ela se envolve. A partir daí é que ela permite, opa, mordi a língua. Ela permite toda uma organização linkando aí o córtex motor para eu poder criar todo o arranjo interpretativo e gerar produção comportamental, que a gente chama de função executiva. Do que que eu já estou falando? Eu já estou falando de uma linguagem não verbal, a linguagem gestual, que é a linguagem que precede a linguagem verbal. Então, a gente tá dando aí todo um alicerce na organização do quê? Da da da comunicação. É a partir da linguagem verbal que também o cérebro começa a refinar o plano motor para a leitura e para a escrita. E o que dizer então de todo esse processo olho no olho? Quando eh o meu primeiro filho nasceu, tem dois filhos já bem maturados, digamos assim, mas quando o primeiro filho nasceu, trabalhava em São Paulo com ratos. E naquela época já começava a me envolver com as questões da da neurociência. E minha a minha esposa ainda brincou comigo assim: "Olha só, não vai tornar a nossa casa laboratório os filhos ratos de laboratório, né?" Eu digo: "Ah, isso é inevitável, tem que

s da da neurociência. E minha a minha esposa ainda brincou comigo assim: "Olha só, não vai tornar a nossa casa laboratório os filhos ratos de laboratório, né?" Eu digo: "Ah, isso é inevitável, tem que testar em alguém." E naquela época, né, além de fazer toda uma parte lá voltada ao pâncreas, né, eu falei, eu fazia, eu fui eh eh tive ali eh a oportunidade, né, de ser o segundo no país aí a fazer isolamento de ilhotas de lângers do pâncreas, né, porque um colega lá se interessou por me ensinar, né, e ele era o cara pioneiro nessa área. Mas fora isso, a gente descobria, descobriu que olhar no olho, né, o direcionamento ocular está diretamente relacionado com a ativação do principal centro atencional, que é filtro. E o centro da atenção, ele também organiza todo o nosso funcionamento social, porque ele dá base ao plano executivo. Então, na medida em que a gente conta história também e consegue capturar a atenção das pessoas, não só, não só, né, eu modulo o impacto motivacional, mas eu também crio um arranjo atencional muito melhor. E isso, né, dentro da hierarquia das funções cerebrais, né, melhora a capacidade não só de aprendizado, mas de toda uma organização educativa. Então, dentro disso, né, ah, mas isso é só é a introdução. É só a introdução. Deixa eu fazer uma pergunta para vocês. Vocês acham que lade impacto na atenção, na motivação? Será que o nosso humor, né, modula a percepção para aquilo que a gente vai comunicar? Uma vez eu tô numa livraria em Porto Alegre e aí um senhor pega uma um livro da estante assim, né, e chama a esposa e a filha e diz assim: "Ha, olha como escrevem bobagem aqui. Aqui tá dizendo que o cérebro sabe quando é dia e quando é noite. Nisso eu senti um puxão no meu braço assim, né? Era minha esposa. Não temete sim, né? O cérebro sabe quando é dia e quando é noite, né? E isso é um processo neuroquímico interessante, né? E essas coisas que a gente vivencia geram impacto modulador no nosso cérebro. Se o cérebro sabe quando é dia e quando é

é dia e quando é noite, né? E isso é um processo neuroquímico interessante, né? E essas coisas que a gente vivencia geram impacto modulador no nosso cérebro. Se o cérebro sabe quando é dia e quando é noite, só o fato de eu ficar com o celular à noite, né, com a luz azul, já diminui a atividade da glândula pineal, liberando melatonina, né, e mantém a atividade de uma outra substância fotosensível chamada melanopsina, que aumenta a liberação da noradrenalina, deixando meu cérebro ligado. Aonde é que isso impacta? Vamos fazer uma uma rede de relações, que eu gosto de fazer essas correlações assim para vocês entenderem a complexidade que é o nosso cérebro. Se eu tenho uma noite de sono mal dormida, o que acontece? No outro dia eu tenho menos liberação, menor nível de liberação de serotonina, que a neuroquímica relacionada com um bom humor, mas ela também tá relacionada com a atenção, ela também aumenta a criticidade, ela também aumenta o impulso de agressividade, ela também modula a minha perspectiva moral. Então, quando eu penso na na contação de história, não só com arcabolso informacional, dentro do ambiente informacional para aumentar o meu conhecimento, mas penso na na na produção, na na comunicação com a história para um processo educativo, aí eu já tenho um fator prejudicial. E quando a gente fala no aprendizado, a gente sabe que as as cascatas neurobiológicas do aprendizado, a consolidação da memória, ela se faz no sono profundo. E aí outras coisas tão importantes quanto, né, o crescimento corporal, ele é acionado de maneira mais potencial pela liberação do hormônio do crescimento lá no sono profundo. É lá no soro, no início do soro profundo que o cérebro também libera mais hormônio antidiurético, ajudando depois lá para fazer o desfraude. Por exemplo, o que eu quero dizer com isso é que o nosso organismo internamente ele é absolutamente interdependente e complementar. E o tecido social se dá mesma forma. Então, trazer isso para vocês é mostrar o quanto o que nós fazemos impacta, né,

o nosso organismo internamente ele é absolutamente interdependente e complementar. E o tecido social se dá mesma forma. Então, trazer isso para vocês é mostrar o quanto o que nós fazemos impacta, né, ou tem um efeito modulador, não só na capacidade de aprendizado, não só no arcabolso informacional, mas muito na saúde mental, muito na organização do funcionamento social. E é isso que vai nos dar lá fora, né, uma rede, um tecido social mais harmônico, mais pacífico, mais, né, benéfico para viver. Então aí eu começo com algumas questões para vocês. A contação de história pode mesmo influenciar o nosso neurodesenvolvimento, né? Até onde eh gera impacto nisso, né? Pode modular neuroquímicas? Será que pode? Será que essa neuroquímica ela pode modular uma condição de bem-estar ou mal-estar, que é aquela percepção subjetiva do eu? Se vocês melhorarem o humor das pessoas contando história, ela não pode servir como analgésico natural? Vai servir, pode ter certeza. Vou mostrar isso para vocês, né? Então, só a modulação do humor, ela já impacta na diminuição da atividade daquele daqueles circuitos relacionados com a dor física e a dor psicogênica, que nós chamamos, que é a dor psicológica, a dor percebida, sugerida a partir daquilo, né, que o tecido sente. De que forma a contação de história impacta o cérebro, influencia na aprendizagem e no funcionamento social? Será que a modulação dessas neuroquímicas não predispõe o cérebro a uma condição, né, mais bem estabelecida pro tecido social? Claro, depende o tipo de contação, o tipo de história e a forma como se conta. Isso é tão maluco que quando a gente olha para alguém, eu tenho uma área atrás da orelha esquerda chamada gir giro fusiforme. O que que ela faz? Ela identifica as características físicas do rosto, por exemplo. Mas lá na leitura e na escrita, lá na alfabetização, ela serve com a forma, como a área eh estruturante da forma da palavra escrita. vai ser, o cérebro vai usar para alfabetizar, mas a mesma área do lado contralateral,

e na escrita, lá na alfabetização, ela serve com a forma, como a área eh estruturante da forma da palavra escrita. vai ser, o cérebro vai usar para alfabetizar, mas a mesma área do lado contralateral, do lado direito, ela lê as características, a as expressões faciais do rosto. E isso tem um direcionamento diferente. Vai lá pro meu sistema afetivo emocional e ali que eu passo a interpretar se o outro tá feliz, angustiado, se o outro tá triste, assim por diante. E isso modula o meu humor. Isso alavanca a motivação para perspectivas diferentes. Porque se eu desenvolvi uma boa empatia e a tua expressão facial me remete a algo ruim, algo de tristeza, algo de angústia, isso aumenta a atividade da minha área do medo, da minha área da angústia também. E alavanca não só a empatia, mas a preocupação empática, o fazer pelo outro, porque o bem-estar do outro impacta no meu bem-estar. Isso a história entrelaça, isso a contação da história. Vocês vão ver a ressonância entre os cérebros. Será que é é possível utilizar a contação de história como recurso direcionador ou modulador do comportamento? E o que que o escrutínio científico tem a nos dizer, né, acerca do tema? Então, dentro disso, né, aquilo que eu trouxe para vocês com a minha história, né, os humanos são excepcionalmente atraídos por contar histórias. É ali que a gente faz conexões, é ali que a gente se, né, reorganiza numa releitura, né, da vida, né, ali que a gente coloca, né, e eh renova os objetivos ou fortalece determinados objetivos também. O que que a neurociência tem nos dito em relação, né, a essa relação eh relação com o mundo? Existe uma forte relação cérebro ambiente. E é por isso que eu digo, né? Se nós queremos um bom desenvolvimento, cuidem do ambiente. O ambiente modula o cérebro e o cérebro modula o ambiente. Então existe essa interação cérebro ambiente aí que é absolutamente importante, né? E a gente passa a entender que em termos de aprendizado, desenvolvimento e funcionamento social, ao longo da vida, o cérebro que melhor

nteração cérebro ambiente aí que é absolutamente importante, né? E a gente passa a entender que em termos de aprendizado, desenvolvimento e funcionamento social, ao longo da vida, o cérebro que melhor vai nos definir é menos ancorado na nossa genética. Até porque nós não temos um gene do aprendizado, nós não temos um gene do funcionamento social, nós não temos um gene que defina a moralidade, a empatia e assim por diante. São processos aprendidos, são processos construídos, tá? E a gente começa a entender esse cenário a partir daqui, né? Eh, o desenvolvimento se ancora, claro, né, na dotação genética. E aí meus últimos estudos, né, onde eu cruzei lá polimorfismo genético, né, liberação de uma neuroquímica específica, receptores dessa neuroquímica, a forma como o cérebro estabelece vínculos afetivos, traços de personalidade, saúde mental. O que que passa? O que que eu passei a a compreender melhor? Que a genética ela não é determinística. A genética, né, na capacidade aprendente no funcionamento social, ela é probabilística. Então, claro, né, se a criança nasce lá com alteração do receptor da dopamina, por exemplo, né, ele vai ter um déficit atencional, ele vai ter um déficit de atenção, né, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, porque a dopamina também faz parte do controle motor. Se ele nasce como polimorfismo, alteração da do da dacina, é claro que ele vai ter mais dificuldade de interação social, mas é o meio que modula, né, tudo isso. O meio é que vai compensar isso. O meio é que vai dar uma outra condição pro cérebro. O meio é extremamente importante. Então ele está altamente influenciado pelo ambiente. Então quando vocês promovem um ambiente de contação de história, né, não é só a arquitetura, né, a parte física do ambiente, né? É como você chega para contar a história. É como você expressa o seu humor. É como você se envolve com a própria história. Eu dou aula em Brasília, na Escola Superior de Defesa, falando sobre sugestibilidade cerebral. trouxe um pouquinho para vocês

você expressa o seu humor. É como você se envolve com a própria história. Eu dou aula em Brasília, na Escola Superior de Defesa, falando sobre sugestibilidade cerebral. trouxe um pouquinho para vocês o quanto a história sugestiona algumas coisas, o quanto a tua expressão facial falando sobre a história, né, trazendo aquilo com empolgação, né, modula essa perspectiva sugestionada, né, e claro, né, o desenvolvimento vai se ancorar onde? Nas experiências vivenciais. E é isso, cada contação de história tem o elemento semântico, contextual, conceitual. mas leva as pessoas à memória episódica, a fatos e eventos vivenciados ali. E vocês vão ver como o cérebro faz ressonância. E isso eu já adianto para vocês. Quando a gente começa a contar uma história para alguém, o cérebro ao fixar a atenção, ele atrasa a interpretação da história em até 3 segundos. Ah, tem aí o desvio padrão, né, para mais e para menos. Mas quando tu começa a te interessar pela história contada pelo outro, o nosso cérebro em ressonância, a ressonância é atividade cerebral, ele é capaz de antecipar a tua história em em até 2 segundos. Eu me projeto no teu cérebro, me projeto na perspectiva que tu vai trazer sobre a tua história. Isso entra no processo, né, de imaginação. E nós vamos ver que a imaginação prepara o cérebro para consolidar melhor a memória, porque ela associa e integra as informações de maneira mais potencial. E assim como a história pode, né, elevar a condição do indivíduo para coisas boas, para coisas socialmente desejadas, ela pode destruir também o indivíduo. E é por isso que eu trago essa questão de que num cérebro em desenvolvimento e o nosso está sempre em desenvolvimento, cada elemento, cada soluto da experiência vai causar um impacto. E a gente não sabe precisamente o momento do outro. A gente não sabe precisamente o nível de humor do outro. A gente não sabe precisamente, né, o o qu qu qu qu quais são os elementos constitutivos daquele ser quando vem para receber, né, a contação de

A gente não sabe precisamente o nível de humor do outro. A gente não sabe precisamente, né, o o qu qu qu qu quais são os elementos constitutivos daquele ser quando vem para receber, né, a contação de história, mas vai gerar um impacto. E o mais impressionante de tudo isso é que não há um imediatismo de resposta. O cérebro vai criando as cascatas neurobiológicas até colocar isso, né, na função executiva, ou seja, na manifestação do comportamento. Um transtorno de ansiedade, ele não brota da noite pro dia, ele é um processo construído, ele é um preditor da depressão, é porque ele vai disfuncionando o cérebro. Isso é tão maluco quando a gente pensa, por exemplo, em outras patologias como diabetes. O diabetes não é um problema só relacionado aí à oxidação do nosso tecido para depois gerar uma cardiopatia, por exemplo. O diabetes aumentando aí a resistência da insulina, ele vai modificar a sinalização daquela molécula, daquela neuroquímica relacionada com a atenção e com a motivação. É como se eu gerasse um cérebro preguiçoso. Puxa vida, mas pelo diabetes é então o controle de algumas, né, de algumas questões mais periféricas, digamos assim, é extremamente importante pro nosso funcionamento cerebral. Isso vai impactar na motivação pra vida, vai impactar na motivação pra relação com o outro, vai impactar na forma como a gente se estabelece na relação com o outro, porque as neuroquímicas se retroalimentam também, né? Isso é a parte também fascinante do nosso cérebro, tá? Então o comportamento, né, é a resultante dessa cascata de eventos construídas aí. E o que a gente sabe é que o desenvolvimento não pula etapas e cada etapa alicerça as etapas subsequentes. Então, dentro do desenvolvimento cérebro, por exemplo, se nós formamos um bom vínculo afetivo lá na tenraidade, isso diz muito da forma como eu vou me estabelecer nas relações, nas etapas subsequentes. Isso é tão maluco que envolve também uma capacidade de explorar os ambientes, de, né, e é ser empreendedor naquilo que eu

ito da forma como eu vou me estabelecer nas relações, nas etapas subsequentes. Isso é tão maluco que envolve também uma capacidade de explorar os ambientes, de, né, e é ser empreendedor naquilo que eu vou fazer, a capacidade que eu tenho de gerir, né, a minha frustração, gerir os meus conflitos, né, e gerir os conflitos externos. fazendo um parênteses aqui, né? Se a contação de história, e aí não sou eu que vou dizer, são vocês, se a contação de história leva a um aumento da capacidade de autocontrole pela autopercepção, por sugerir essa questão de, né, voltar o olhar para dentro de si. Eu vou dizer que vocês têm um grande ganho com isso e nós enquanto sociedade temos um grande ganho com isso. Parte dos circuitos neurais que nós utilizamos para gerir a nossa frustração, para gerir as nossas angústias, os nossos conflitos internos, é o que o cérebro utiliza para gerir os conflitos interpessoais. O que há por trás da ansiedade? Vocês estão tão apavorados assim? É um bombardeio informacional. Eu sei. Vocês viram que agora meus filhos têm razão, né? É. O que há por trás da ansiedade? Medo. O que há por trás da raiva? Porque a raiva tem uma alavanca, né, altamente deletéria pro tecido social, porque ela gera agressividade e violência. O que há por trás da raiva? Um cérebro entristecido. Na medida que a gente modula o humor neurofisiológico, né, modula o humor do indivíduo, né, tu diminui a criticidade, tu diminui o impulso agressivo e vocês vão ver depois em seguidinha. Eu não sei quanto tempo eu tenho, mas eu por mim eu passo o dia. Eh, vocês vão ver o quanto isso impacta, né, na modulação também da da do comportamento moral, tá? Então isso aqui é extremamente importante, né? A a a contação de história, ela não só amplia o arcabolso informacional das pessoas, né, e processamentos cognitivos mais complexos, né, mas ela bate forte também, ela tem que bater forte, né, nos aspectos afetivo emocionais. É isso que ancora, né, todo o processo. E aí dentro disso eu faço uma um arranjo

cognitivos mais complexos, né, mas ela bate forte também, ela tem que bater forte, né, nos aspectos afetivo emocionais. É isso que ancora, né, todo o processo. E aí dentro disso eu faço uma um arranjo aqui mais estratégico também pr pra contação de história, porque a gente sabe que o cérebro sempre vai tentar, vai buscar equalizar a relação entre a alça sensorial, tudo que entra no sistema sensorial ou pelo sistema sensorial e a resposta motora. Fazendo o quê, né? Utilizando os recursos intermediários. Então, como a gente percebe as coisas, falando em percepção, como a gente identifica, discrimina e classifica as coisas. esse seu processo gnóstico, seu processo, né, de percepção que vai ancorar o processo interpretativo, que vai ajudar a estruturar a nossa memória, que vai ajudar as funções executivas a planejar, criar objetivos, manter os objetivos, dividir em etapas, fazer julgamento social, né, enfim, né, fazer uma série de funções de acoplamento aí, tá? Então, uma das funções primordiais do cérebro é fazer isso, é utilizar as experiências sensoriais, né, integrando aos recursos intermediários para gerar respostas. E aí que a gente começa a pensar qual é o impacto da contação de história, né? Vamos pensar nessa história que foi contada antes aqui. Ai, que bobagem. Ai, se achar feio, né? Ah, é fonte da beleza. Ai, que bobagem isso, né? Que uma coisa, né? Excessivamente infantilizada. Não, talvez pro nosso cérebro maduro, sim. Mas olha que loucura isso. Num cérebro imaturo, por exemplo, da criança e do adolescente, né? Esse sistema de autogestão que eu falei dos conflitos internos, não está ainda bem estruturado, né? Para gerir essas angústias. Eles ainda têm aquela aquela alavanca motivacional, afetiva, emocional do senso de pertencimento, muito mais potencializado do que nós adultos. O que acontece com isso? O cérebro adolescente, ele tem a influência motivacional três vezes maior por pares. Lembra lá quando a avó dizia: "Diga-me isso com quem anda que eu te direi isso

ós adultos. O que acontece com isso? O cérebro adolescente, ele tem a influência motivacional três vezes maior por pares. Lembra lá quando a avó dizia: "Diga-me isso com quem anda que eu te direi isso quem é". Ela tem razão, né? Então, bons ambientes, boas relações, né? Isso, isso ajuda o cérebro, porque o cérebro não sabe distinguir, a ocitocina não distingue entre o amor romântico e o amor de amizade. Então, a dopamina também não vai distinguir, né, entre o acolhimento social e a cocaína. É isso que a gente precisa entender, né? E por isso que ambientes, né, bem estabelecidos fazem uma grande diferença. E o que que a gente passa, né, a compreender de maneira mais ampla também, né, é que eh são indissociáveis aí, né, os aspectos neurobiológicos, psicológicos e sociais. Toda vez que você contar uma história e a pessoa sair dali, né, pensando na história, ela tá reverberando aquele conteúdo. E reverberando o conteúdo, ela tá gerando cascatas neurobiológicas que vão consolidar melhor esse aprendizado, né? E claro, né, tudo que impacta, né, o tecido social. E a gente sabe que, né, as funções que ancoram aí o aprendizado e o funcionamento social trabalham de maneira interdependente, absolutamente interdependente e complementar, mas de maneira hierárquica também. Então, olha que interessante. Se eu não tiver uma boa atenção, uma boa capacidade atencional de concentração, e olha que coisa louca, a mesma área da concentração, isso eu fazer com os meus filhos, é treinando os meus filhos, olhar no olho, né? Olhar no olho. Olhar no olho. Sempre olhando no olho, tá? OK. Até 16:30, tá? Eh, olhar no olho, olhar no olho, né? Porque a mesma área do direcionamento ocular, a mesma área atencional, ela ajuda a fazer julgamento de sentimentos, discernimento de sentimentos. É ela que ancora a empatia. Mas voltando a essa parte da representação mental, da reverberação, né? Se vocês acham que a empatia é importante pra gente viver no tecido social de maneira mais harmônica, saudável e assim por diante, o que

ando a essa parte da representação mental, da reverberação, né? Se vocês acham que a empatia é importante pra gente viver no tecido social de maneira mais harmônica, saudável e assim por diante, o que ancora a formação da empatia é pensar sobre os outros. E isso reverbera na história. Quando eu passo a pensar sobre a menina que se sentia feia, quando eu passo a pensar nos personagens, né, da história, né, entrelaçando muitas vezes aí elementos episódicos da minha própria história. Então a gente sabe que muito antes dos processos cognitivos estarem, né, atuante aí, né, essa minha área de estudo, neurociência afetiva hoje, né, as emoções já estavam aí bombando, né, no nosso cérebro, tá? Então, elas são consideradas processos primários. A história, a contação de história, né, ela precisa ter elementos que impactem emocionalmente. Ela tem sim que ter o elemento, né, semântico e tudo mais, né, de de ampliação de informações, variação de vocabulário, aí ampliação do vocabulário. Isso também ajuda, né, o cérebro a criar conexões neurais mais amplas. Isso te dá uma reserva cognitiva maior, né? Mas ela precisa impactar, né, o cérebro e vai impactar, né, eh, afetivamente o cérebro. Quando a gente pensa em resultado em relação a tudo isso, a gente sabe que existe uma circularidade. Aqui existe alguns alguns equívocos, né? Eh, pais que criam filhos com excessivo rigor, sem carinho, atenção, amor e cuidado, geram adolescentes rebeldes e não cumpridores de regras e normas, né? Então, existe um cérebro, uma circularidade. Para eu ser disciplinado, eu preciso ter uma boa base emocional afetiva. Agora, para eu ter uma boa base afetiva emocional, eu tenho que ser disciplinado. Lá em casa, eu vouar isso na frente da família, né? Uma muito uma coisa muito pessoal. Lá em casa, o Rafa e a Lulu. E lá eu tenho dois temperamentos completamente distintos. O Rafa é um doce de temperamento. Temperamento tem muito mais base genética, né? Agora a minha polaca pensa no cão chupando manga, triplica,

. E lá eu tenho dois temperamentos completamente distintos. O Rafa é um doce de temperamento. Temperamento tem muito mais base genética, né? Agora a minha polaca pensa no cão chupando manga, triplica, não é? Então eu tenho que lidar com eles de maneira diferentes, completamente diferentes. E um dia minha a minha filha assim: "Pai, por que que tu por que que tu eh tu fala com Rafa todo doce assim e comigo tu fala sempre mais incisivo?" Aí eu dei uma aula sobre temperamento, né, pra minha filha. Mas assim, resumindo, eu disse para ela assim: "Filha, se o pai falar contigo, como eu falo com a Luía, como eu falo com o Rafa, tu monta nas costas do pai e sai cavalgando, né? galopando ali, então não dá, né? Lá eles tem as tarefas de casa, né? Aí eu peço pro Rafa e tal, Rafa, não, pai, tudo bem e tal, só posso terminar tal coisa ali, eu já faço, pode, né? E vocês tira e bota, tira e boto aqui. Tô ficando, eu sou hiperativo, vocês não podem fazer isso, né? Eh, aí eu disse pra Lulu assim: "Lu, tem que descer seu lixo. Por que eu?" "Porque a tarefa é tua. Mas por que que tem que ser agora? Porque eu tô mandando. Ela desce 13 andares chorando, sobe 13 andares chorando, mas logo passa, né? Logo passa. Mas o que eu quero dizer com isso é que lá em casa funciona a seguinte regra: equalização da plataforma, amor, carinho, atenção, cuidado, frufru, nhanh, tchu tchu tchuchu, tch tch tchá e pé no pescoço, tá? Para mim essa é a melhor equação, tá? Então nem oito nem 800. E dentro da história a mesma coisa, né? A história tem que ter aquele elemento mais infantil, aquele elemento mais afetivo, aquele elemento mais, né, ai, mais fofinho. Mas a história tem que ter o elemento frio, contextual, conceitual, semântico, né, informacional. Ele tem que ter, né, nós precisamos pro cérebro fazer essa relação. E é dentro disso que a gente se estabelece no desenvolvimento bem-sucedido, né? A gente não pode, por exemplo, ficar, né, só calcado na motivação consumatória. Sabe como é que vocês estruturam a motivação consumatória?

ue a gente se estabelece no desenvolvimento bem-sucedido, né? A gente não pode, por exemplo, ficar, né, só calcado na motivação consumatória. Sabe como é que vocês estruturam a motivação consumatória? Deem tudo que a criança quer na hora que ela quer, da forma que ela quer, sentadinha onde ela estiver. Vai, vão gerar um saco de batata. Onde botar fica, né? Então o sério precisa também prospectar algo, né, mais distante, né, que são as alavancas apetitivas, né, e aí também o estress, né, é um um elemento importante. E o que que a gente sabe dentro disso, né, que as alavancas motivacionais do cérebro estão calcadas no quê? busca de recompensa, né? Identificação de ameaça. Então, as histórias também elas vão partir disso, né? Alguns elementos mais ameaçadores, por exemplo, mais instigantes, eles aumentam a noradrenalina, aumentam a vigília e eles vão orientando, eles vão educando, eles vão colocando uma perspectiva de que, opa, né? Sistema no go, não vai, freia. Quanto tá fazendo isso, né? Ó, o caminho era perigoso, então não vai. Que que tá dizendo pro sério? Freia, trabalha essa capacidade, né, de freiar os impulsos. Freio inibitório. O que que isso me permite? O acoplamento de uma outra área do córtex pré-frontal chamada dorso lateral, que ajuda não só no planejamento, na divisão de etapas, mas ajuda também a buscar alternativas. A gente chama isso neurocente flexibilidade cognitiva, a capacidade de entender o problema, né, e depois buscar alternativas para resolver o problema. E olha que coisa interessante a história trazer tomar uma linha aqui. Muito bem, a culpa é tua. Tu me tirou do foco. Hiperativo, sabe? Para voltar. É o que eu quero trazer dizer com isso, né? É que dentro desse diagrama aqui da da felicidade, né? Eh, a felicidade ela tá ancorada exatamente nisso. Primeiro, gerar emoções positivas. Mas mais do que isso, né? Gerar processos cognitivos que me coloquem numa condição de melhor humor e aí criar estratégias de intervenção para cultivar essas emoções,

Primeiro, gerar emoções positivas. Mas mais do que isso, né? Gerar processos cognitivos que me coloquem numa condição de melhor humor e aí criar estratégias de intervenção para cultivar essas emoções, que são os ambientes, que são essas estratégias como a contação de história, né? E tudo isso vai fazer uma baita diferença aí, né, no decorrer da vida, tá? Então, quando a gente quando a gente lê esse diagrama pro cérebro, tá? Eh, não adianta só, né, a gente ter todo o conforto afetivo emocional. Eu tenho que ter também processamentos mentais positivos, colocar o cérebro em pensamentos mais positivos. Gente, isso é tão maluco. Eu sou pesquisador da da psiquiatria já faz acho que uns 15 anos, mais ou menos. O que que a gente via também, né, eh, lá na na nos estudos, só de você de você forçar o riso na pessoa, tá? Isso não cura a depressão, por favor, né? mas já modifica a o nível de liberação da neuroquímica do bom humor, a serotonina relacionada aí com, né, a depressão. Então, só você forçar o cérebro, opa, né, você já tem um efeito modulatório, tá? E a contação de história, então, né, ela traz aí na relação contador e ouvinte três eh eh sistemas e de ativação. Primeiro, ela vai impactar num sistema emocional, tá? E aí pensando, claro, trazendo a contação de história para uma perspectiva positiva, tá? Então ela vai impactar o sistema de recompensa, ela vai modular, ela vai melhorar a dopamina, a liberação da dopamina, alavancas motivacionais, projetivas, né? Prenúncio de recompensa, modulação do humor e assim por diante. Vai dando uma condição melhor pro indivíduo. Isso é tão maluco quando pensar assim, tá? Isso é melhor a condição, né? eh eh o moral da criança na contação de história. Será que isso tem impacto no aprendizado da educação formal? Será que tem? Qual é o impacto? Ah, vocês balançam a cabeça. Essa é agora vai. Hã? Qual o impacto? Se eu melhor o humor e eu melhoro a neuroquímica do bom humor, ela tá relacionada também. Vamos pensar na gestação, contar história para

vocês balançam a cabeça. Essa é agora vai. Hã? Qual o impacto? Se eu melhor o humor e eu melhoro a neuroquímica do bom humor, ela tá relacionada também. Vamos pensar na gestação, contar história para gestantes. Será que pode influenciar na melhora do do neurodesenvolvimento lá, né, na fase e gestacional? Vou trazer essa pimenta também, porque quando eu aumento a serotonina, né, ela é responsável também não só pela proliferação neural, né, as células do cérebro, mas pela conectividade dessas células que nós chamamos de sinaptogênese. Ela que regula a organização tecidual do cérebro. Mas mais do que isso, por onde é que entram as informações pra criança aprender? Pelas vias sensoriais. A serotonina amplifica as vias sensoriais, melhora a capacidade atencional, serve como uma conexão facilitatória lá na área de memória de longo prazo. Olha o que vocês estão contribuindo. Olha o olha a importância do nosso papel. Você tinham ideia que vocês, né, navegavam de maneira tão complexa, né, nesse processo. Outra, né, quando conta história, o meu cérebro tava contando a história ali, né, da menina e tal, eu não tô só no elemento semântico, né, eu tô fazendo uma retro, né, avaliação, né, de mim mesmo. Será que eu me senti assim? Será que em algum momento eu me senti assim? Como é que foi? traz o, né, o episódio, traz o fato e evento. Então, a gente mexe com uma chamada rede de simulação intersubjetiva. Isso é tão louco que é a mesma área utilizada para projeções de representações mentais acerca do outro. No lado contralateral é onde se estabelece a área da inteligência, de todo o arcabolso conceitual, de todo o arcabolso eh informacional, né, já interpretado e armazenado, tá? E depois ela entra numa numa numa rede mentalizante, rede de formulações mentais, redes de pensamento, né? E nós vamos ver como isso aí prepara o cérebro também. Os seres humanos têm a necessidade fundamental de interagir, tá? Tanto que a gente vê que a rejeição dói. A rejeição dói. Um dos piores maus tratos que a gente pode sentir, né? É

ara o cérebro também. Os seres humanos têm a necessidade fundamental de interagir, tá? Tanto que a gente vê que a rejeição dói. A rejeição dói. Um dos piores maus tratos que a gente pode sentir, né? É alguém não nos dá atenção, né? Mas claro, tem tem outro lado, né? Falar pra minha prima aqui, né? Para de babar essa guria, né? Tia, né? Muita atenção também faz mal, né? Isso, né? Mas isso é fato, né? Então a gente precisa desse processo interativo, tá? Isso faz uma grande diferença, tá? E quando a gente fala que que a rejeição dói, dói de verdade, né? A rejeição, a negligência, né? E aí a contação de história traz muito, porque na medida que eu tô contando uma história, ó, a gente tá conectado, a gente tá entrelaçando, ressonando cérebros. E quando tu tá me olhando, quando tu tá, né, interagindo, né, nessa nessa ressonância, só a tua atenção já me gera sentimento de pertencimento. David McLin de Harvard, um dos pilares da motivação do humano, sentimento de pertencimento. E isso faz diferença, porque isso vai modular uma neuroquímica importante também para o funcionamento social, para as a organização moral. Isso faz toda a diferença, tá? E não pense que doer, né, tá só materialmente, né, estruturado ali pro cérebro, né, aumentando marcadores inflamatórios, né, porque tem isso também, né, muitas vezes essa essa e essa essa rejeição, ela também envolve aí diminuição do potencial imunológico, aumento de marcadores inflamatórios e assim por diante. Mas nós temos uma outra via chamada via de processamento subjetivo da dor, dor psicogênica. né? Então, eu passo a pensar sobre a dor, eu passo a sofrer, eu passo a sofrer psicologicamente. E aí, e o conforto e o acolhimento que a contação de história traz, será que ela gera impacto? Tá aí os estudos mostram, né, correlatos neurais mostram o impacto do apoio social. O apoio social, ele é capaz de diminuir a atividade, né, do sistema de dor, diminuir a atividade dos circuitos da dor percebida ou subjetiva, psicogênese, diminuir marcadores inflamatórios,

io social. O apoio social, ele é capaz de diminuir a atividade, né, do sistema de dor, diminuir a atividade dos circuitos da dor percebida ou subjetiva, psicogênese, diminuir marcadores inflamatórios, diminuir estress oxidativo no nosso corpo e melhorar a condição imunológica, inclusive. Gente, isso é tão maluco, tão maluco e tão interessante, tão fascinante. Eu não sei se eu tô naquela linha Teno, né? Acho que eu tô também. Eu tenho um artigo publicado fora falando sobre estress emocional e osteoporose. Vocês tirarem a criança, o adolescente, o adulto, o indivíduo dessa condição de sofrimento que até então se acha que é só psicológico, mas não. O hormônio do estress tá agindo no nosso corpo, tá aumentando a glicose no corpo no processo chamado gliconeogênese, tá adoecendo o nosso corpo, vai levar processos cardiovasculares lá, né, altamente e deletéreos, ele pode comer osso. Imagina o que que ele faz com o cérebro. Então, aquela coisa, o estress mata. Mata o estress mata. Então, se a contação de história, né, né, se torna um simples fato de acolhimento do indivíduo e conforto emocional, já ganhamos o dia, a semana, o mês, o ano, a vida, n baita diferença, tá? Deixa eu correr aqui. E aí nós entramos na contação de história, nós entramos no impacto modulador neuroquímico. Essa não pode fotografar os slides, tá, por favor? Não é brincadeira. Nível de tensão, né? Isso. Isso é bom. Doses de bom humor são fundamentais no nosso dia, viu? Isso. E deixa eu te explicar outra coisa. Ai, mas estress não, né? Sim, um pouquinho de estress sim. Curva de Eric Dodson, curva do stress ideal, né? Que é o seguinte, ó. Quando teu cérebro estressa, a primeira coisa que ele faz, né, é liberar a nossa maconha interna, a nandamida, né, para tentar acionar os receptores canabinoides lá e nos acalmar. Depois ele vai liberar as endorfinas, né, de maneira mais ampla. Mas olha que coisa louca, quando a gente se estressa, a primeira coisa que o cérebro faz, sabe o que que é? Olha a importância do outro na relação.

ai liberar as endorfinas, né, de maneira mais ampla. Mas olha que coisa louca, quando a gente se estressa, a primeira coisa que o cérebro faz, sabe o que que é? Olha a importância do outro na relação. Maturana já trazia isso, né, há muito tempo. A importância do outro na relação, tá? Quando o nosso cérebro se estressa, a primeira coisa que ele alavanca é a ocitocina para busca de apoio social. E olha a importância de ter de termos figuras de apoio, eh, ambientes de apoio, né? Então, não é só a contação de história que se torna um elemento de apoio, é quem conta a história, é quem está do outro lado ali também, né? E isso faz uma baita diferença, tá bem? Então, essa aqui é a minha menina dos olhos, né? E a a gente vê que a contação de história ela bate forte, né, na modulação do sistema da citocina, né? Ela é a ponte mais visível entre a nossa neurofisiologia, né, e o funcionamento social, né? Eh, deficiências na na na liberação da ocitocina geram grandes prejuízos aí que vão de depressão, né, a comportamento antissocial, tá? E quando a gente conta história e mexe com a citocina, envolve outro, né? Cria uma relação saudável, né? Cria pelo menos uma perspectiva, um prenúncio de recompensa acerca do outro, né? contando aquela história e tal, porque dali tu pode inclusive naquela rede intersubjetiva, né? Vi aqui depois assim: "Puxa vida, tu sabe que eu já passei por isso nessa angústia, né, de me sentir feia, de não sei o quê, de me sentir feio e tal, pá, b pá, né? Então essa conversa, né, ela não é terapia, mas ela é terapêutica, né? E aí que tu aciona o sistema nos levando a uma condição, leem aí para mim, super favorável, né? É ela que me permite uma formação de vínculo afetivo mais seguro. Onde é que isso impacta lá na criança? Vínculo afetivo seguro. A criança chega num ambiente, ela larga a mãe e o pai, tá? E vai explorar o ambiente. Por que que ela vai explorar o ambiente? Porque ela sabe que qualquer problema, a mãe tá lá. Tu sabe, né? Tu sabe, né? Qualquer coisinha, porque eu conheço esse pai e

i, tá? E vai explorar o ambiente. Por que que ela vai explorar o ambiente? Porque ela sabe que qualquer problema, a mãe tá lá. Tu sabe, né? Tu sabe, né? Qualquer coisinha, porque eu conheço esse pai e mãe, né? Hã? Que coisa mais doce que são, né? Então, tu sabe, qualquer problema tá lá, né? E isso dá segurança pro cérebro. Mas mais do que isso, essa é essa é uma molécula que me predispõe a entender de maneira mais positiva a importância do outro na relação. E o que que ela ajuda a constituir? A empatia, o comportamento prós-social. É ela que alavanca melhor a confiança. Claro que aí tem a parte cruel disso, né? Porque quando se eu sei disso e eu começo, por exemplo, ah, tudo bem, não fica com o meu relógio aqui, tal, tu vai dizer assim: "Ah, olha só, se ele deixou o relógio dele comigo, é porque ele confia em mim, né? Ou eu começo a, né, a aumentar a citocina nela, né? Isso vai também te tornar mais vulnerável se eu não tenho um comportamento moralmente correto, né? Então, para te prejudicar, né? Isso é muito fácil também, né? Então isso mexe até em questões morais. Crianças que desenvolvem um bom vínculo afetivo, tá? Elas não só entendem melhor as regras sociais, olha a contação de história fazendo seu papel também, né? Ó, adjacente aí, né? Elas não só entendem melhor as regras sociais, mas elas se colocam muito mais à disposição de segui-las, né? Olha que coisa interessante, tá? Então isso faz uma baita diferença. E quando a gente, por exemplo, começa a contar história, tá? E as pessoas chegaram angustiadas, né? passaram por problemas fora lá e tudo mais. E eu consigo impactar, né, nessa perspectiva de vínculo maior. Os estudos neurocientíficos mostram que a própria oscitocina se encarrega de lá e atenuar a atividade da mídala, que é a área do E aí quando a gente correlaciona isso, né, por exemplo, com o uso de fármacos, ela tem um efeito análogo a usar qualquer ansiolítico comprado na farmácia. Olha que interessante isso, tá? Só que esse aqui, né, esse aqui não

rrelaciona isso, né, por exemplo, com o uso de fármacos, ela tem um efeito análogo a usar qualquer ansiolítico comprado na farmácia. Olha que interessante isso, tá? Só que esse aqui, né, esse aqui não diminui a tua atividade cognitiva, por exemplo, como muitos ansiolíticos fazem, né? Te dá uma condição mais saudável. Ela também modula, melhora o nosso, a nossa neuroquímica do bom humor e ela se encarrega numa retransmissão de acalmar o nosso cérebro também. Então aquilo que eu falei, melhorar o humor acalma o cérebro, diminui a dor, diminui o sofrimento, coloca o cérebro numa perspectiva de busca de, né, de de pistas sociais mais positivas. A molécula do do bom humor tá diretamente correlacionada com o nível de criticidade que nós colocamos nas coisas. Sabe aquele aquela coisa rançosa? Ai, tá tudo bem. Ai, para ti tudo bem porque tá horrível. Ah, mas olha só que legal essa. Horrível isso aí. Não, mas olha esse design que eu fiz aqui. Não sei que a não gostei da cor. É a hiena doibanco, né? Quem tem amidade sabe, né? É, quem tem vai lembrar, né, amores. E a própria os citocina, o próprio vínculo afetivo, a própria relação mais positiva trazida não é na história, mas é na relação com a contação de história, tá? Melhorando a serotonina, olha os ganhos que a gente tem, porque o o sistema se retroalimenta na medida em que eu formo um bom vínculo afetivo, tá? Isso se retroalimenta também, isso joga, né, uma ação mais ampla, neurofisiologicamente falando, tá? Então, a melhora, tudo que vocês estão vendo aqui, ó, é o que a gente chama na neurociência de áreas do cérebro social, tá? E o cérebro social envolve ali elementos afetivos, emocionais, racionais, né, cognitivos, né, autointerpretativos e assim por diante. Nada tá dissociado. Então, melhorando essa condição, eu inibo respostas agressivas, diminuo a criticidade, eu aumento as alavancas motivacionais do cérebro para busca de pistas sociais mais positivas. Inclusive eu tiro a perspectiva, né, de gerar dano a outras pessoas, ou pelo

sivas, diminuo a criticidade, eu aumento as alavancas motivacionais do cérebro para busca de pistas sociais mais positivas. Inclusive eu tiro a perspectiva, né, de gerar dano a outras pessoas, ou pelo menos ali também validar o dano a outras pessoas. Então a contação de história ela é riquíssima, né, paraa modulação, não só, né, neuropsicobiologicamente, mas socialmente falando também. A serotonina tá diretamente relacionado com julgamento moral, tá? Assim como ositocina, né, o comportamento, a alavanca de comportamento moral. Isso é tão maluco que essa condição também coloca o cérebro numa perspectiva de leitura mais precisa sobre as pistas. Lembra que eu falei das áreas que mapeiam características físicas e expressões faciais, né, de pistas de expressão social do outro no que diz respeito à análise de constrangimento. E isso faz o quê? alavanca, não, né? Não, não só a empatia, mas a preocupação empática, ou seja, ação efetiva, fazer alguma coisa para melhorar a condição do outro, para que eu me sinta melhor, né? E a contação de história tá aí, né? Aí envolve a conversação também. Tem tem um material que eu escrevi para UNESCO lá pela Palazena de São Paulo. E se vocês, eu acho que eu mandei um material, ó, é hora de cobrança. Eu mandei um descritivo, né, para um para um capítulo, né, que é que tinha base, que tinha base naquilo lá. Muito bem, que vai ser publicado amanhã. botar pressão. Isso. Então, os cérebros são capazes, né, de ressonar, né, entre eles ali quando a gente tá conversando, tá? E o que que a gente tem visto ali que a contação de história e a conversação elas impactam aí nas áreas circuitos aí relacionados com a formação da empatia, né, que tá diretamente relacionado com direcionamento ocular, concentração, julgamento social, discernimento de sentimentos e assim por diante e definição de objetivos. é a mesma área, né? Eh, representações mentais acerca do outro, que na psicologia é a teoria da mente. Isso é um exercício legal, né? Se vocês quiserem essa dica aí, né? Para quando

ição de objetivos. é a mesma área, né? Eh, representações mentais acerca do outro, que na psicologia é a teoria da mente. Isso é um exercício legal, né? Se vocês quiserem essa dica aí, né? Para quando contar a história, nós vamos ver agora o impacto disso, né? Pedir pras crianças, pedir pras pessoas, né? Eh, reverberarem isso de maneira expressiva, né? Memória declarativa, né? Isso ajuda a criar representações mentais acerca do outro, que dá base, a teoria da mente dá base, né, pra formação da empatia e claro, né, aquela análise intersubjetiva que eu já vi já havia falado, tá? Isso tudo ajuda a mexer, né, eh eh em áreas, em sistemas, em circuitos, tá? Em processamentos mentais que vão nos dar um grande alicerce pro comportamento moral, tá? que são as emoções autorreferenciais, né? Então, dentro de ouvindo a história, né? Eu posso me arrepender, eu posso me sentir culpado por alguma coisa, reverberar alguma coisa, trazer, fazer cartar acartar-se, né, de alguma coisa ali. Claro, cuidado, né? Nem 8 nem 800. A gente sabe que, por exemplo, né, o excesso de de de autocrítica, o excesso de emoções autorreferenciais me deixam mais vulneráveis aí para transtornos de ansiedade, depressão e assim por diante, né? Levam a uma configuração de comportamento muito mais dependente, muito mais heterônomo, né? Menos autônomo, menos potencial. Então, a gente precisa também cuidar e equalizar tudo isso, tá? Porque é dentro disso, né? dentro da dessa autorreflexão que a gente cruza aí todos os algoritmos, né, do nosso arcabolso de conhecimento, tá? E aqui tem um outro estudo que eu acho que é muito bacana também, mostrando aí que a contação de história, tá, ela aumenta a a ositocina, tá? Isso aí imaginem em ambientes, né, onde eu tenho um nível de estress muito alto, né, e contínuo, tá, que é a parte hospitalar, tá? Então, a contação de história, ela não só aumenta a citocina, mas ela é capaz de reduzir o cortisol, o hormônio do estress e com isso diminuir marcadores inflamatórios, dor,

é a parte hospitalar, tá? Então, a contação de história, ela não só aumenta a citocina, mas ela é capaz de reduzir o cortisol, o hormônio do estress e com isso diminuir marcadores inflamatórios, dor, sofrimento, percepção subjetiva, né, do sofrimento e assim por diante, colocando, né, o indivíduo que está numa condição de paciente, pessoa que sofre, né, numa condição mais bem estabelecida, né? Então, os estudos mostram aí, né, que que eh eh toda essa relação. Então, tá aqui, ó, aqui, eh, mostrando aqui, né, fazendo tarefas, por exemplo, eh que não eram da contação de história no tarefas de de de eh é é eram eram cartas de de eram cards assim de é um jogo de enigma, mas é é descobrir qual é como se fosse um, como se fosse um detetive aqui. Muito obrigado, né? Táé. E comparado à contação de história, né? Então, desafios projetivos ali, né? Eh, situação embaraçosa, né? E a própria contação de história, tá? E aqui mostrando depois o nível de impacto disso no cortisol, né? E na escala de dor percebida, tá? Então, a contação de histórias também vai, né, colocar o cérebro numa perspectiva de imaginação, representação mental. O que que a gente sabe, né, que eh a imaginação ela prepara o cérebro pro aprendizado, pro funcionamento social. Por quê? Porque ele reverbera informações, ele associa, ele integra informações, faz raciocínio analógico, faz raciocínio analítico e assim por diante. Isso ajuda, né? Porque cada um de nós, nós somos indivíduos, né? Cada um de nós vai fazer uma leitura diferente. Cada um de nós constrói uma realidade. Como é que o cérebro constrói a realidade? Eu preciso captar pistas sensoriais. Começa por aí. Segundo, eu vou integrar isso, né, naquilo que eu já trago enquanto armazenamento informacional e de conhecimento, né? Ou seja, raciocínio analógico, né? E depois eu vou criar uma expectativa acerca de tudo isso. Então, isso é muito próprio. Dá para entender? E isso vai ter impacto modulador dependendo do teu humor, tá? Se para mais ou para menos,

né? E depois eu vou criar uma expectativa acerca de tudo isso. Então, isso é muito próprio. Dá para entender? E isso vai ter impacto modulador dependendo do teu humor, tá? Se para mais ou para menos, tá? Então eu vou construir uma realidade a partir da contação de história. Se vocês ainda não acreditam, né, passa por esse processo, tá? envolve toda a parte, né, de de sistema executivo do cérebro. Aí uma área importante no planejamento, na determinação de etapas ou, né, sequenciamento das etapas, flexibilidade do pensamento e assim por diante, né, uma área de representação mental acerca do outro, pensar no outro, né? Aqui na FERGs nós não temos isso, né? Mas no mundo lá fora tem, né? As pessoas gostam de fazer fofoca, né? E isso é um processo quase que natural, você falar do outro, falar no outro, é criar representações mentais acerca do outro, né? Isso faz o cérebro tentar entender melhor o outro, né? Então, faz parte do processo. Claro, quando entra no campo, né, excessivamente da maldade, né? Ah, deixa eu dar uma dica para vocês, né, pensando nisso, porque aqui na Félix também não tem isso, né? Nunca teve e nem no entorno aqui, né? Porque a gente tá protegido, que é a inveja, né? Mas eu quero dizer para vocês o seguinte, ó. Não se preocupe com a inveja, né? Porque os estudos mostram que a inveja dói em quem inveja. Então, flor, azar é deles. A inveja aumenta marcador inflamatório, sabe em quem? Em quem inveja, né? Aumenta a atividade do sistema de de de eh percepção subjetiva da do sofrimento em quem inveja. Então, as áreas dos outros, né? Deixa invejar, tá? Mas eh é importante essas questões que envolvem também eh todo esse processo, porque isso envolve não só a busca, o resgate, a evocação de memórias já estabelecidas, né, mas envolve uma importante área do nosso cérebro chamada ínsula anterior. É ela que vai te dizer, né, nessa perspectiva subjetiva, a tua condição de bem-estar ou mal-estar, né? Então isso vai ter na história também. Quando começa a contar uma história, a

da ínsula anterior. É ela que vai te dizer, né, nessa perspectiva subjetiva, a tua condição de bem-estar ou mal-estar, né? Então isso vai ter na história também. Quando começa a contar uma história, a tua intenção é uma, mas eu posso ter aquela história, né, como algo, né, de sofrimento, algo de cartar-se mesmo, né, me mostrando, me dando uma condição, né, subjetiva de mau humor. Então, eu vou criar uma realidade, né, mas isso é ruim, de todo ruim, não. Não, porque esse sofrimento, ele vai alavancar aquela perspectiva de busca de apoio social. O que a gente tem que entender é o seguinte, cuidado com isso. Cuidado com isso, porque às vezes eu conto uma história, né? Eu sou contador de história. Contei a história, tchau, virei as costas, meu, meu papel já fiz. Não, não. Tu provocou, tu instigou o cérebro, tu não sabe o que que tá sendo construído de realidade lá e o que que tá fazendo, né, de cartar-se, né, em relação a perspectivas episódicas do indivíduo também. Então, se termina a contação de história e a pessoa diz assim: "Viviane, eh, eu poderia falar contigo um pouquinho ali. O que há subjacente é atenção, cuidado, a base da existência humana enquanto humano, tá? Então, a gente tem que estar, né, também, né, atento a essas questões, tá? Porque a gente não sabe como é que o indivíduo vai, né, criar essa realidade a partir da contação de história, tá? E tá aí, né, as memórias episódicas, né, moldam, né, e dizem muito, né, como nós pensamos que somos. E olha que coisa interessante, quando eu faço aquela história, quando eu reverbero aquela história do meu pai e da minha mãe, aquilo ali diz muito como eu sou. Ah, mas é só aquilo ali, não é um conjunto, né? Mas aquilo ali diz muito, né, como eu me vejo, ó, né, como eu penso que eu sou dentro de uma estrutura moral. E aí vou passando pros meus filhos, vou tentando me regular socialmente assim, né, não cair em tentação, né? Ah, mas é só um não. Meu pai e minha mãe disseram que nem uma cabecinha do laçador, né? Isso me gerou trauma, né? Eu fui lá

os, vou tentando me regular socialmente assim, né, não cair em tentação, né? Ah, mas é só um não. Meu pai e minha mãe disseram que nem uma cabecinha do laçador, né? Isso me gerou trauma, né? Eu fui lá na banca depois comprei todos os laçadores que tinam. Não. Então a a contação de história, né, ela faz uma conexão entre os dois ali, tá? Ela faz uma conexão eh eh entre a história e o contador. E isso faz uma diferença na forma como tu estás contando a história, tá? Isso entra dentro da sugestibilidade. Vai fugir, mãe? Isso. E aí envolve o quê, né? A reconstrução, né, o imageamento disso tudo por parte do ouvinte vai envolver dois aspectos. primeiro, né, essa reverberação, né, de memória declarativa aí, que é a lembrança, né, e como isso se integra ao conteúdo já estabelecido que te dá então a familiaridade. Enquanto a lembrança permite recuperação das informações estabelecidas no tempo, né, por fatos e eventos, a familiaridade diz respeito a como eu sinto aquilo ali, tá? E isso é o são os constituintes dessa relação contador ouvinte. Tá? Porque o que tá no livro ali é frio. Dá para entender? O que tá ali, o que tá escrito é frio, né? O impacto afetivo, então, amplia a capacidade mnemônica, né, de memória, né? E há uma correlação positiva aí entre o desempenho da memória e o nível que se estabelece de, né, eh eh preocupação em relação ao outro, tá? E aqui é uma parte mais aplicada disso, tá? Isso aqui é um um artigo que eu achei que é muito bacana. Se eu gostei muito desse artigo. Ele mostra ali a sobreposição, né, de de áreas ativadas, né, eh, tanto na narrativa quanto na compreensão da história, né? Então, eh, eh, esse foi feito um teste ali, né? Então, se conta a história, né? E aí, como o cérebro vai criar uma realidade a partir da história, né? Eu preciso ter um intervalo de tempo, tá? Então, se dá o intervalo de tempo, não eh minha noção espacial tá ruim, né? Então, se dá um tempo ali, né? E depois tu pede pro indivíduo contar a história, né? A partir de algumas pistas que tu dás

? Então, se dá o intervalo de tempo, não eh minha noção espacial tá ruim, né? Então, se dá um tempo ali, né? E depois tu pede pro indivíduo contar a história, né? A partir de algumas pistas que tu dás sobre a história e tu vê ali que muitas das áreas se sobrepõem. né, tanto na compreensão quanto na narrativa da história, né? Então é como se, né, é como se aí entram os neurônios em espelho, né? Na medida que eu observo, né? Eu observo, eu tenho neurônios em espelho chamados vcônomo, né? Que são neurônios que ao observar a ação do outro, eu posso não estar fazendo o que tu tá fazendo. Dá para entender? Eu posso não estar reproduzindo motoramente o que tu tá fazendo, mas o meu córtex motor tá reproduzindo. E isso parece bobagem, mas não é. Porque essa reprodução interna do observado tá acionando o sistema de recompensa também. E se o teu comportamento é um comportamento socialmente não desejado, isso já tá sendo incorporado neurobiologicamente. Lembra que eu falei? Cada absoluto causa, né, um impacto, né? Então, aquela coisa mais eu nunca disse para ele ser agressivo com ninguém, mas nem precisa, é só ele olhar o teu comportamento diário aí falando com as pessoas e tudo mais, né, que, né, tá tá tá consolidado, né, o comportamento. Então isso aqui também é uma coisa importante, né, e de se pensar na medida em que tu conta a história, a forma como tu conta a história, a forma como tu te envolve, né? Porque tem gente que chega para fazer um negócio querendo embora já, né, né? Queria nem diz um amigo meu assim: "E aí, Rui, como é que tu tá?" Tudo bem, né? Tudo tranquilo? Não, tranquilo não, medicado. Aí tu, ô Rui, e aí Rui não sei quem e tudo mais. Ô, Guilherme, eu tô aqui, mas não tô nem aí, né? Não é aquela coisa, né? E e é o que eu digo, os filhos assim, pai, tu é super intenso, né? Eu digo: "Ah, eu sou, eu sou, né? Eu sou eu sou de colocar naquilo que eu faço o prefixo per na frente, né? Porque ele te dá perspectiva de totalidade. Então, se eu vim aqui, eu tô aqui. Onde

nso, né? Eu digo: "Ah, eu sou, eu sou, né? Eu sou eu sou de colocar naquilo que eu faço o prefixo per na frente, né? Porque ele te dá perspectiva de totalidade. Então, se eu vim aqui, eu tô aqui. Onde é que tu quer estar? Aqui. Quanto tempo tu quer ficar? O tempo que for necessário. Eu tô aqui, né? Eu não tô pensando, né? Ah, mas não, eu tô aqui. E para tudo eu sou assim. Eu sou intenso, né? Pena. Eu sou aquariano hiperativo, né? Eu tenho pena de quem convive comigo. A minha irmã hoje é minha, hoje não há bastante tempo, já minha assessora, né? Então eu quase enlouqueço a coitada minha irmã dentro dessa intensidade toda. Amores, por que que eu falo que a forma como a gente se coloca pro outro, né? E essas coisas são muito legais. Se a vida dá umas a vida coloca umas peças certinha assim, né? Com o tempo ela vai colocando peças certas nos lugares certos, né? O o meu irmão faz karatê comigo, né? Treina comigo aí, tal. Para mim é uma honra, um prazer, é um troçoim, né? Não que não não tenho palavras para expressar, né? E é muito legal porque lá ele também ele consegue ver, né, o quanto eu sou intenso aquilo que eu falo, né, que eu faço. Tem um aluno que fazia um tempão que não ia dis assim, professor, né, tu continua com a mesma intensidade, né? Eu digo o velho, enquanto o corpo permitir, né, eu vou manter assim, né? Pode ter certeza que eu vou incomodar, né, amores, atenção aos contadores, né? Sugestibilidade cerebral. O cérebro é uma estrutura altamente sugestionável, tá? Então, o que que a gente vê, né? O que que a gente vê quando isso na tomada de Ah, deixa eu, deixa eu botar isso como pergunta. Vocês acham que faz diferença, Tati? Faz diferença. Eu te pedi para tomar uma decisão que tu te sinta pertencente ou uma decisão só para terceiros. Faz diferença pro cérebro? Faz uma baita diferença, tá? Teste de Coen, vagão desgovernado, tá? Peguem depois para vocês, para vocês fazerem esse teste e ver o resultado, tá? Eh, faz uma baita diferença. Quando eu tomo uma decisão aonde eu estou envolvido, me

ste de Coen, vagão desgovernado, tá? Peguem depois para vocês, para vocês fazerem esse teste e ver o resultado, tá? Eh, faz uma baita diferença. Quando eu tomo uma decisão aonde eu estou envolvido, me sinto pertencente, eu ativo muito mais circuitos emocionais, afetivo emocionais, né? Também os cognitivos, mas muito mais afetivo emocionais do que eu ativo quando eu vou tomar uma decisão para terceiros, tá? Então, a forma como a gente apresenta tem impactos diferentes, né? Esse é um estudo que eu uso lá na escola de defesa, né? para mostrar a questão da sugestibilidade. E lá eh eh eu eu dou aula nos cursos lá que envolvem a guerra cognitiva, né? Então, a questão das guerras da das redes sociais, o bombardeio informacional e como é que isso impacta nas pessoas, né? Isso é tão maluco que, por exemplo, vocês sabiam que eh reproduzir informações falsas sem verificar as informações, não sei que e tudo mais, também é influenciado pelo por um traço de personalidade? Olha que louco, né? Então, as pessoas mais extrovertidas são aquelas com maior gatilho motivacional e impulso, né, para dialogar, para contar alguma coisa, para se relacionar, para para se sentir, né, integrado. Esses têm maior probabilidade de, né, disseminar informações sem checagem. É o queridão. O queridão, o queridão vai lá, né? Que não, se o meu irmão mandou, deixa que eu vou distribuir isso aqui pro mundo, né? Mais ou menos assim. E o que que a gente tem visto, né? Que a forma como o indivíduo se coloca, né, na abordagem informacional impacta circuitos diferentes, tá? Esse estudo mostra aqui que quando tu faz só uma descrição gastronômica do prato, tu ativa muito mais circuitos racionais, cognitivos, frios. Ou seja, tu entende, entendi, né? Entendi quais são os ingredientes. Agora, quando tu fala aquilo, tem que ver o feijão da minha mãe. Hã, ela coloca aquelas linguicinhas defumadas. Ah! Tá? Isso é tão louco, mas tão louco, que nós temos chamada fase encefálica. Se eu largar aqui no no telão eh o doce que vocês mais gostam, vocês

mãe. Hã, ela coloca aquelas linguicinhas defumadas. Ah! Tá? Isso é tão louco, mas tão louco, que nós temos chamada fase encefálica. Se eu largar aqui no no telão eh o doce que vocês mais gostam, vocês não vão comer porque tá no telão, mas o cérebro reconhece como doce. Busca o teu histórico, né, do paladar, da sensação, né, eh, eh, eh, do paladar. Isso faz o quê? Acionar os glúe. Conhece os glúte? Não confunda, né? Glúteos e glúteo. Glúteos são moléculas que captam a glicose do sangue. Isso vai fazer com que aumente a liberação de insulina e isso vai gerar uma chamada hipoglicemia. Porque se liberar e insulina, tu não tendo eh ingerido eh glicose, ele vai captar os resíduos. Isso vai acionar o teu o teu hipotálamo lá, núcleo lateral do hipotálamo. Já ouvi falar, mas nós temos, mesmo que não tenha ouvido falar, nós temos, né? E vai te aumentar, né, a alavanca para busca, né, de alimento. Isso também, né, há uma desregulação, desarranjo nisso, por exemplo, quando tá estressado. Quando tá estressada, tu vai comer uma saladinha verde ou tu vai comer quindim. Quindim, né? Porque o cérebro sabe que em dia é muito mais calórico, né? E muito mais recompensador. Então, amores, olha aqui, ó, né? A forma como a gente apresenta a história. Outra coisa aqui não tá aqui, né? Mas eu vou trazer porque eu trago isso na área da educação também. Não matem a curiosidade das pessoas, né? Não matem a curiosidade do ouvinte, né? Por quê? Porque a expectativa do estímulo aumenta a noradrenalina. tá aumentando a noradrenalina, aumenta a atenção, tá? Então, aquela coisa assim, ã, sabe quem é que vai pular a cerca para pegar Chapeuzinho Vermelho? Ah, quem é que já sabe da história, não tem graça, né? Hã, mas ok, mas essa alavanca, ah, essa coisa, o impacto emocional, uá, que parece bobo, não, ele tem, né, uma uma um impacto neuropsicobiológico completamente diferente. Bom, eu vou dizer para vocês que a gente tá afadado ao fracasso. Vim até aqui para dizer para vocês que podemos fechar o projeto Contação da

uma um impacto neuropsicobiológico completamente diferente. Bom, eu vou dizer para vocês que a gente tá afadado ao fracasso. Vim até aqui para dizer para vocês que podemos fechar o projeto Contação da História e abrir um projeto novas tecnologias. Tecnologias do amanhã. Gostou dessa? Mas que olho, hein, mulher? Olha para cá. Não te preocupa, porque a inveja dói em quem? Em inveja. Isso. Tá. Não te preocupa com isso. Fica tranquilo. Mas meu Deus, hein? Hã? depois que Deus é justo, né? Olha aqui, né? Tá, amores, olha só, quando quando a gente compara estudos, né, do diálogo direto, da contação de história, da conversa, assim por diante, tá? Com o uso de tecnologias, a gente começa a meio que se apavorar, tá? Não que as tecnologias não sejam importantes, elas são, tá? Então aqui eu trouxe o estudo para vocês comparativo, tá? Entre o uso de telas, né? e a contação de história, tá? E não confundam, tá? Vocês vão ver ali, ah, mas a hã a a contação, a o uso de tela aumentou a atividade do córtex frontal, né, que é a área da concentração ali singular anterior. Não não eh se joguem nessa perspectiva, porque aumentou a atividade de uma onda cerebral que a gente usa pro sono, pro relaxamento, né? Para eu ter maior atividade atencional de concentração, eu tenho que usar uma uma frequência maior, tá? Uma chamada onda beta, tá? Quando eu uso tela, eu aumento a atividade de onda teta nessa área da concentração. O que que as telas têm gerado? Os que são mais novinhos lá já melharam com cara feia, né? Tá tudo bem. O tio é velho, a ranzinza mesmo. Tá tudo certo, né? Mas não é deixar de usar, é usar com moderação, tá? Quando a gente fala de uso de telas, a gente tá falando de uso excessivo de telas, tá? E envolve tanto, né, o tempo de uso quanto o conteúdo, assim como a história também. Foi o que eu falei, né? Eu posso trazer uma história trágica para vocês aqui deprimir todo mundo, tá? Isso pode acontecer. Mas olha só, isso aqui envolve o aumento da atividade de uma onda, né, de relaxamento. Então,

ei, né? Eu posso trazer uma história trágica para vocês aqui deprimir todo mundo, tá? Isso pode acontecer. Mas olha só, isso aqui envolve o aumento da atividade de uma onda, né, de relaxamento. Então, a tela tá jogando ali o cérebro para uma condição de distralidade. Gente, a tensão não é filtro tão somente para capacitar memória. Sem atenção, eu não tenho controle executivo. Eu não tenho capacidade nem de fazer a autorreflexão, né, sobre aquilo que eu estou, né, me propondo. E quando a gente compara aqui, olha lá, no método experimental, a contação de história melhorou a capacidade atencional, né? Então, com um recurso aqui experimental, quando eu coloco isso aí, né, para eh ver o o os ganhos, né, nessa nessa comparação aqui mostra que, né, eh e isso tudo em função de que o cérebro, né, nessa velocidade de captação não consegue, né, fazer a a chamada transferência pra realidade, tá? A contação de história também, né, se for hiper acelerada, né, e com arcabolso de informações absurdas e tal, fadiga o cérebro, fadiga cognitivo não gera só distralidade, aumenta agressividade, comportamento competitivo, eh capacidade de, né, de se tornar menos moral, digamos assim, né, menos empático e assim por diante. Então, a história também não pode ser excessivamente longa, tá? Eh, e os estudos estão mostrando aí que tanto a leitura quanto o canto, né, e a contação de história tem melhorado a atividade de circuitos importantes relacionados com aprendizado, né? Eh, eh, não confunda, não é? Aprendizado é uma coisa, educação é outra, né? Elas se complementam, né? A educação tá relacionado a todo a utilização do arcabolso de conhecimento, né, para as funções executivas, para a manifestação do comportamento, tá? Então, eu posso ter, né, um extraordinário arcabolso eh eh informacional, né, e não ter uma organização educativa, né, para para colocar aí eh em prol da sociedade, tá? Isso é tão maluco que esse acoplamento neural que a contação de história faz, ela aumenta inclusive a oxigenação do

ter uma organização educativa, né, para para colocar aí eh em prol da sociedade, tá? Isso é tão maluco que esse acoplamento neural que a contação de história faz, ela aumenta inclusive a oxigenação do cérebro, né? Então lá tem o maior atividade da hemoglobina, né, com eh a porte de oxigênio maior. Aí as células cerebrais trabalham de maneira muito mais eficiente, eficaz e efetiva também trazendo o oxigênio do astrócito capto capta o o oxigênio da das artérias jogando para dentro dos neurônios para poder fazer, né, uma atividade muito maior. E aqui para finalizar os estudos, né, que eu botei para complementar aqui, né, o ambiente da aí a extensibilidade da coisa, né, então o que o projeto provoca ou pode provocar como extensão, né, pro pros lares aí, né? Então, eh, os estudos têm mostrado aí que o incentivo à leitura em casa, né, e envolve a criança, pais e assim por diante, né, tem aumentado significativamente, né, a a atividade de circuitos que eh utilizam todo esse processamento eh eh informacional, né, para gerar respostas aí principalmente na na expressão verbal ou na linguagem, né? que é que é a área da inteligência, né, que é a área da de associação das informações e de consolid e de estruturação do conhecimento, né, paraa área de brocar, que é a área, né, aonde eu vou então eh eh utilizar para verbalizar. E isso tem gerado grandes impactos também na capacidade da criança em, porque olha só, para eu aprender a lei, a escrever, eu tenho que integrar dois circuitos de maneira muito potencial. Primeiro, o circuito visual, né? tendo uma capacidade de identificar, discriminar e classificar traçados gráficos, né? Gnosia visual e outra auditiva, capacidade fonológica de identificar, discriminar e classificar. Quando eu integro esses dois, esses dois circuitos, né, a criança tá pronta paraa alfabetização ali numa alavanca muito melhor. E a e ler em casa, ler, né, e contar histórias tem aumentado essa capacidade, tá? Mesmo que não possamos eliminar a dicotomia nós, eles, assim como não

aa alfabetização ali numa alavanca muito melhor. E a e ler em casa, ler, né, e contar histórias tem aumentado essa capacidade, tá? Mesmo que não possamos eliminar a dicotomia nós, eles, assim como não conseguiremos extinguir o estress da nossa vida, sim continuaremos firmes lá, né, almejando, né, a busca por relações sociais que nos promovam sentimentos de aceitação, conforto e segurança. por mim, né, e pelos estudos, os melhores momentos da nossa existência estão relacionados com sentimentos de pertencimento, quando nos sentimos totalmente inseridos e que a história e a contação de história seja um canal de aproximação, de entrelace, né, e de bons vínculos afetivos. lá no laboratório, preocupado, né, em em tudo que eu vinha pesquisando sobre neurociência, pensava o seguinte: "OK, mas e aí, né, onde é que como é que isso se aplica lá fora, né? Qual é o qual é o impacto disso?" E como eu vim da educação e depois me tornei neurocientista, né? Vim da sala de aula, eu tinha comigo essa coisa de que não adianta, né? eh as crianças que formavam o melhor vínculo afetivo comigo pareciam que elas prestavam mais atenção, se engajavam mais e aprendiam melhor e assim por diante. E por isso que lá pro quando saí do mestrado para ir pro doutorado depois eu quis estudar toda essa relação do vínculo afetivo. E aí que eu fui estudar polimorfismo do gene da ocitocina, né, e dos receptores da ocitocina, níveis de ocitocina, vínculos afetivos, traços de personalidade, saúde mental e entendendo que o ambiente, né, tem maior influência sobre tudo isso e não a genética. E aí então eu digo, não, só um pouquinho, né, a ciência pode nos vai, mas e a forma como a gente se coloca frente à pessoas, né, é que faz todo o resultado, né? Então, muito obrigado pelo carinho, né? Reitero o agradecimento milhões de vezes e me coloco à disposição. Um abraço. Muito obrigada, Dr. Guilherme. Eu não sei vocês, mas a minha cabeça tá fervendo. Não sei vocês. Então assim, meus amigos, a gente vai fazer um breve intervalo,

zes e me coloco à disposição. Um abraço. Muito obrigada, Dr. Guilherme. Eu não sei vocês, mas a minha cabeça tá fervendo. Não sei vocês. Então assim, meus amigos, a gente vai fazer um breve intervalo, tá? Para quem tá em casa, vai dar uns 25 minutos. A previsão é a gente voltar ali por 15 paraas 11. Ã, para quem tá aqui presencial, a gente tem um cafezinho lá embaixo no primeiro andar. Ã, tem a livraria tá aberta, vai ter algumas coisinhas lá no meio. Enfim, então 25 minutinhos a gente vai, tem banheiros em todos os andares, vocês podem circular, esticar as pernas e a gente volta às 10:45. Conta pra gente um pouquinho da tua relação, como começou a tua história com a Féds, com este espaço. Hum. Nossa, ela é uma história antiga, bonita. Começou em 2009, quando eu recebi o primeiro convite para ser uma colaboradora no ESD. Eu fui convidado, né, já era voluntário do movimento espírita e fui convidado pela Bet, pela Gabriel para vir trabalhar profissionalmente. No início até o convite me causou estranheza, assim, né? Era era sair da área de voluntário e virar profissional dentro da federação me causou estranheza, mas depois eu vi que era um caminho muito bonito. Eh, já faz 12 anos eh de carteira assinada, trabalhando como funcionário, mas eu entrei em 2008 como voluntária. Eu estou de voluntário na FES, à frente do departamento de patrimônio desde 2019. E se tu pudesse assim descrever um pouquinho da tua relação com a Febas, assim, como que tu descreveria a relação? É de é de amor mesmo, né? É estranho a gente dizer isso por uma instituição, né? Mas eu acho que é muito pelo que a instituição mesmo representa, né? Eu acho que a gente não tem isso muito aqui, a nossa cultura no Brasil, assim, das pessoas gostarem de uma instituição, mas o que ela faz na história, eh, te toca, né? E principalmente quando tu passa um período da tua vida aqui dentro. Eu me sinto bem aqui. É um lugar que a gente fica 8 horas por dia, às vezes mais. Então o acolhimento é muito grande. E como que é a tua relação com o livro? Tu

ssa um período da tua vida aqui dentro. Eu me sinto bem aqui. É um lugar que a gente fica 8 horas por dia, às vezes mais. Então o acolhimento é muito grande. E como que é a tua relação com o livro? Tu consegue descrever um pouquinho assim? Nossa, eu amo o livro. Eu gosto do cheiro do livro, eu gosto de folhar o livro e eu gosto de marcar o livro porque eu gosto de escrever, eu gosto de colocar eh uma marcação ali onde é que eu estou. Gosto de reler aquele livro depois de um certo tempo. Gosto de ler uma página. Tem livros que a gente lê e depois fica meditando. Ah, isso é muito bom. O livro é alimento da alma. Sempre di livro é alimento da alma. E o livro espírita, então, é o alimento vindo do do alto. Eh, muita gente diz que chega no espiritismo pelo sofrimento. E eu cheguei no espiritismo pelos livros, né? Não precisei da dor, eh, mas cheguei pelos livros. recebi o livro de presente, recebi o nosso lar, depois recebi o livro dos espíritos de presente e depois daquela leitura não tinha mais como negar que eu tinha relação com a doutrina espírita. E isso vem me norteando a minha vida desde a juventude, desde quando eu recebi esses maravilhosos presentes. A gente chegou aqui com com um grupo de voluntários, né, E a primeira impressão foi foi de fragilidade, de impotência diante da da da cena que a gente viu, né, os os móveis, os livros, a sede em si, né, afetado pela pela água. Foi um dia bem difícil assim. Eh, eu tinha muita vontade de vir, mas tinha um risco para entrar aqui na fé mesmo, mas eu queria muito vir. E bom, aí um dia, eh, eu consegui eh até autorização, porque muito responsé por uma questão de risco. Mas um dia eu disse: "Olha, vou ir, vou ir, vou ir". Botei aquele macacão de borracha até o peito assim e a gente entrou aqui ainda com água dentro, assim, foi uma coisa surreal. Eh, parecia que eu tinha caído em outro mundo assim, né? Por mais que tu espere que as coisas vão estar ruins, mas quando tu enxerga é que é que realmente te toca assim, tu vê os os livros na

surreal. Eh, parecia que eu tinha caído em outro mundo assim, né? Por mais que tu espere que as coisas vão estar ruins, mas quando tu enxerga é que é que realmente te toca assim, tu vê os os livros na água, algumas prateleiras viradas, vidros quebrados, mesa que tinha saído do lugar porque tinha flutuado. Foi foi como cair no mundo de estópicas, porque a gente tá o dia a dia ali, né, o nosso ambiente de trabalho assim. Então, foi foi muito chocante, muito chocante mesmo. Tu lembra qual foi o pensamento que veio a tua mente naquele primeiro momento? Lembro, mas eu não consigo falar. A gente construiu aqui, assim, a gente se mudou para cá em 2015, como eu te falei, tava na na Andrea da Rocha, a gente se mudou para cá, então a gente participou de de todo o processo assim, eh, de pintar, de organizar livro da livraria, de ajudar os guris, ajudar tudo, a gente participava de tudo e eh tava tudo tão estruturado, tão tão legal assim, de repente repente a água vem e leva, sabe? É como se tivesse levando uma parte assim que tu construiu, uma parte da tua história. Sabe que eu tenho na mente ainda assim vem a mente assim, aquela imagem triste, dolorida, daquele livro que foi encontado daquela página que está destacada com aquela frase. E eu lembro da equipe tentando recuperar livros, fazendo uma corrente humana, tentando salvar livros. Doeu bastante. Eu posso te dizer que doeu muito. Tem uma cena que eu vi o o Antônio Antônio Nascimento sentado numa caveira. Nós estávamos ali dentro lanchando, fazendo lanche, uma uma hora de de de nós estávamos descansando, fazendo lanche e o Antônio tava sentado ali na numa cadeira na rua do lado de um contêiner lotado de livros, livros que foram fora, né? E essa cena me marcou bastante, né, aquela a figura do do presidente ali diante da daquela problema que existia ali, né? Eu queria entender um pouquinho como foi pra gestão eh esse desafio de reconstruir não só o espaço físico, mas também o ânimo das pessoas, que também foi um desafio, né, Antônio. Então, queria que

né? Eu queria entender um pouquinho como foi pra gestão eh esse desafio de reconstruir não só o espaço físico, mas também o ânimo das pessoas, que também foi um desafio, né, Antônio. Então, queria que tu falasse um pouquinho sobre isso. E eu acho que e a gente só superou aquele momento, né, Mar, amigos, né, porque eh a gente já estava percebendo essa a corrente de solidariedade do Brasil espírita, né, Brasil e do exterior também, que já tava materializado, já tava canalizado e isso já nos dava a certeza de que nós poderíamos reconstruir. O desafio foi lidar com aqueles momento de destruição, né, que é algo inimaginável. Só quem passou ali que viu a destruição, o lodo, né, aquela aquela massa de celulose ali composta ali, a perda de tantos itens que para nós não é apenas um livro, né, mas é um repositório de luz, é esperança, é fé, né? A perda de um livro não é só questão econômica, que não são R$ 10, R$ 15 da edição, mas é toda aquela aquela possibilidade do que aquele livro poderia fazer na transformação das vendas, né? Então, a gente sentia muito aquela dor daquela perda ali que, lógico tá sendo substituída, mas que a gente gostaria que não tivesse acontecido. Mas aí quando eu vi aquela aquele pessoal todo ali calçando as botas, colocando as máscaras, né, botando a mão na lama, né, literalmente, e essa sensação de de de de fragilidade se tornou uma uma que a gente poderia ã refazer. Conta pra gente, o que que tá acontecendo hoje aqui. Hoje tá rolando multilhão de na Federação Espírito do Rio Grande do Sul. Todo mundo muito animado, deixando tudo bonitinho que nós precisamos recomeçar, reconstruir, recomeçar melhores eu acho que essa essa questão do reconstruir para nós foi muito bonita pela coletividade, pela união, né? A gente recebeu muita força das pessoas próximas e das pessoas distantes. E essa essa noção de de pertencimento e de construir junto ficou muito mais forte, né? Eu lembro de quando chegamos aqui, quando foi possível ter acesso à sede das pessoas que a gente encontrou, que nós

essa essa noção de de pertencimento e de construir junto ficou muito mais forte, né? Eu lembro de quando chegamos aqui, quando foi possível ter acesso à sede das pessoas que a gente encontrou, que nós nos abraçamos e nós nunca perdemos a esperança. Isso foi muito belo, porque mesmo naquela diversidade toda, o olhar um do outro, aquele olhar de tristeza, mas de esperança, como quem diz, vai passar e nós vamos vencer juntos. Eu senti aí, juntos. E aí tu via o trabalho de cada um, né, ali juntos com o mesmo objetivo, que é a chama da esperança é que ela ela, digamos assim, não se apagou e ela realmente vitalizou todo aquele bom ânimo nosso nosso, né, de todas os integrantes da equipe na forma de trabalho, né, acho que essa manifestação do trabalho, dessa superação, né, eu lembro que a gente visitava a cada momento, chegava, tinha que lavar as botas, colocar, chegava ficava em casa passar porque era um lodo fétido, né, que grudava, que era difícil, né? Tinha coisas que a gente às vezes não não tinha nem como como recuperar mais, né? A gente só resistiu ali, né? Porque a força e o amparo da espiritualidade é muito grande, né? Basicamente isso. الله missão, né, que que fica pra gente, né? Somos sempre amparados pelo alto e as boas ações eh sempre vencem, né? O trabalho coletivo de união é que traz os resultados para todos os seus melhores resultados. Pessoas diziam a fé, né? lá em Porto Alegre sentiam participantes. Acho que desta vez essa reconstrução permitiu com que todos optassem e participassem dessa reconstrução. Então acho que mais do que nunca, né, a expressão A casa do Espírita Gaúcho eh faz tanto sentido. E como é que tá o coração agora? Agora tá super feliz, né? Agora tá super feliz assim, o prédio tá lindo, a gente tá louco para estar lá dentro, para arrumar, para ver os livros no lugar de novo. É tanta coisa bonita, tanta coisa linda assim. E a expectativa de ver o pessoal vindo na livraria comprar, de consolar corações. E agora com a expectativa da reabertura da retomada, a

o lugar de novo. É tanta coisa bonita, tanta coisa linda assim. E a expectativa de ver o pessoal vindo na livraria comprar, de consolar corações. E agora com a expectativa da reabertura da retomada, a gente tem certeza que certamente esse vai ser um ponto de encontro. As pessoas vão vir, né? Eu acho que não vão deixar de vir a Porto Alegre sem vai ser não um ponto turístico, né, nem um ponto de peregrinação, vai ser um ponto importante assim na agenda a gente tem que visitar, né? Assim como certamente quem vai Salvador quer visitar a nação do caminho. Quem Brasília, quem não é fé, quem não é Porto Alegre tem que vir. auxílio aqui, ó. Tá bem assessorado, vai testar o estresse, o medo, a ansiedade. Então, queridos colegas, vamos voltando, todos animados agora, né? Com a barriguinha cheia, chazinho, cafezinho bem gostoso. Então, amigos, a gente vai dar início agora a nossa segunda parte do da manhã de hoje, né? A gente vai ficar aqui sentado. Eu sei que para quem tá presencial, talvez tenha que ficar assim, mas é bom que daí já se mexe um pouquinho, né? Já faz um movimento físico, evita o sono depois do cafezinho. E a gente vai fazer essa parte agora com uma roda de perguntas. Então, algumas perguntas foram coletadas aqui da plateia durante o momento da fala do Dr. Guilherme. Outras foram feitas para nós via chat do no YouTube, né, no YouTube, no Facebook, enfim, nas redes da Fergs, por onde tá sendo transmitida essa manhã. E a gente gostaria de frisar, de relembrar, né, que apesar, apesar não, que o foco da nossa, da fala do Dr. Guilherme hoje de manhã foi muito na ciência, na neuro, nas neurociências, né, na questão do cérebro, enfim, mas que isso faz parte também, porque afinal a gente sabe que a doutrina espírita ela tem o seu tripé na ciência, filosofia e religião. Então, nós não estamos fugindo do espiritismo, nós estamos usando aliados pra nossa prática espírita. Então, nesse contexto, Dr. Guilherme, a primeira pergunta que aparece para nós é o seguinte: qual é a ciência por trás da

fugindo do espiritismo, nós estamos usando aliados pra nossa prática espírita. Então, nesse contexto, Dr. Guilherme, a primeira pergunta que aparece para nós é o seguinte: qual é a ciência por trás da história antes de dormir? Tem um período do dia que é mais propício para contar histórias? Muito bacana, pô. Pergunta muito bacana. Eh, aquilo que eu falei, o cérebro sabe quando é dia e quando é noite, né? Então, eh, é importante respeitar, né, esse ciclo circadiano, né, porque o cérebro, claro, né, começa a entardecer, né, o o a luminosidade começa a diminuir e isso começa a a gerar menos atividade cerebral. Consequentemente, as funções cerebrais se tornam mais eh eh dificultosas para aquilo que eu quero em termos de estímulo, tá? Mas isso varia, né? eh, de indivíduo, né, para indivíduo. Então, tem pessoas, eu, por exemplo, né, o dia poderia começar para mim lá pelas 9 horas da manhã, eu tenho pavor de acordar cedo, né, acordo, né, e tenho dificuldade para ligar, mesmo sendo hiperativo. Minha esposa não concorda, mas eu tenho dificuldade para ligar. dis que eu já acordo no 220, mas isso depende, né? eh eh depende da qualidade do sono que a pessoa teve, né, e assim por diante. Então, eh não vejo assim um um período específico. Nós sabemos que, por exemplo, paraa atividade física, a ciência diz que a tarde, né, é o melhor turno, porque aí as funções fisiológicas, né, já estão mais mais equilibradas e assim por diante. O corpo já mais aquecido, o sistema cardiovascular já mais bem estabelecido, mas para as funções cerebrais isso não tem muita muita diferença. que eu o que eu gostaria de de aproveitar o momento é para dizer o seguinte: diferença, né, cronológica, né, e de maturação biológica também, não é bobagem que o cérebro do adolescente, né, eh eh troque ou tende, né, tenda a trocar o dia pela noite. O cérebro ainda tá ainda tá em desenvolvimento, né, e ele libera muito mais melatonina durante o dia do que a noite. Então, a dificuldade de indução de sono de noite,

tenda a trocar o dia pela noite. O cérebro ainda tá ainda tá em desenvolvimento, né, e ele libera muito mais melatonina durante o dia do que a noite. Então, a dificuldade de indução de sono de noite, claro, e aí ele vai fazer algumas atividades noturnas, né, liga muito mais o cérebro, né? Mas isso o o hábito, né, as rotinas tendem a organizar, né, e acomodar tudo isso, mas não é bobagem não, né? Então essa questão de, por exemplo, vai contar história, sala de aula, principalmente, né, de manhã para adolescente, né, eu tenho que ter uma atividade impulsionadora noradrenérgica muito boa, porque senão eu não consigo ligar o cérebro do adolescente. É mais dificultoso mesmo, né? Mas isso varia também, né, de indivíduo para indivíduo. Guilherme, eh, tem uma pergunta que é assim: a contação de histórias, ela pode ajudar os a melhorar os aspectos no envelhecimento, ou seja, reduzir danos ou demências? Ô, essa pergunta perfeita que era que eu estava pensando. Sensacional. Eh, sim. O o que nós sabemos hoje é que mais de 95% dos casos de Alzheimer não estão relacionados à genética, estão relacionados a estilo de vida. Isso tá, isso decorre de o aumento de estress oxidativo, eh, os radicais livres. né? Então essa o cuidado com a alimentação, por exemplo, né, para poder aumentar os antioxidantes e assim por diante, diminuir o estress. Ah, mas é difícil. Eu eu costumo trazer essas coisas muitas vezes nas palestras, né? E a pessoa disse: "Ah, mas eu não tenho como fazer isso". Eu digo: "Bom, mas olha só, cada um com, né, o seu contêiner, né? Então esse é um problema teu, eu não posso fazer nada, né? Se tu tem informação de, ah, eu não tenho como fazer isso, eu não tenho como regular o stress, eu não tenho como não sei quê, ok, né? a gente vai sofrer os danos, né? As consequências vão aparecer, né? Então, a contação de história, ela nós já vimos ali essa questão de formação de vínculos afetivos, uma condição cerebral mais positiva, né? E que coloca o cérebro, né, num processamento

aparecer, né? Então, a contação de história, ela nós já vimos ali essa questão de formação de vínculos afetivos, uma condição cerebral mais positiva, né? E que coloca o cérebro, né, num processamento anti-inflamatório, antioxidante, né? E isso de diminui a probabilidade, né, de aumento de marcadores inflamatórios e consequentemente é um é um fator de proteção, né, para essas doenças neurodegenerativas, salvo aquelas, né, com base forte, né, de de hereditariedade, tá? e mais as reservas cognitivas. Por exemplo, a contação de história, né, ela amplia o vocabulário. Quando a gente amplia o vocabulário, nós estamos ampliando também redes neurais. Eu tô eu fazendo uma chamada arborização dendrítica e axional. Eu tô aumentando os ramos neuronais e isso aumenta não só a capacidade de processamento, mas a velocidade de processamento. E isso gera reservas cognitivas. No Alzheimer, por exemplo, por que que o sintoma ele é visto quando a doença já já se instalou pelo menos há 10 anos antes, né? 10 anos antes, porque o cérebro, como é tem uma estrutura plástica moldável, o neurônio vai morrendo, né? E aquele neurônio vivo, né? Ele vai tentando criar conexões com os outros, né, adjacentes. Para quê? para manter as funções estabelecidas pelo neurônio. Uma outra coisa interessante da neuroplasticidade é que o cérebro vai destinar circuitos neurais para aquilo que tá sendo utilizado, né? Então, a essa essa essa amplitude de vocabulário também, né, nos dá uma boa reserva, né, cognitiva. E mais um detalhe, a gente tem visto eh em estudo com idosos longevos, né, eh lá no eu eu tive próximo estudo do Dr. Augusto Buchevitz, um ex-colega que hoje tá nos Estados Unidos, né, no Instituto Cérebro, que mapeou o cérebro de super idosos, aqueles que chegar, passavam dos 80 anos com uma condição cognitiva, né, com baixo declínio, né? A área que mais apresentou taxa metabólica, ou seja, atividade, não foi a área da inteligência, a área do, né, da da do arcabolso de vocabulário, foi a área da socialização.

é, com baixo declínio, né? A área que mais apresentou taxa metabólica, ou seja, atividade, não foi a área da inteligência, a área do, né, da da do arcabolso de vocabulário, foi a área da socialização. Então, a formação de vínculo afetivo, a socialização, a comunicação, o contato com o outro, né, o diálogo aberto, né, isso dá muita salutaridade pro cérebro. A contação de história, nossa, ela é fantástica nessa questão, né? Porque ela promove essa interação social, né? E também nas questões das funções executivas que tu falaste antes, né, de planejamento, porque tem o antes, o depois, correta ou é não. Perfeito, perfeito. Isso depende também de como vocês aplicam a contação de história, né? Se é numa condição mais passiva, né? Tu vai tá ativando menos circuitos executivos. Agora, se a contação de história, ela te coloca assim, tá? Mas aí o que que tu acha? Por exemplo, criar hipóteses, né? Criar hipóteses. Criar hipótese significa projetar a mente, né? Lá pra frente para uma coisa, né? E eh eh eh não concreta, né? E real. Então, eh daqui a pouco tu tá contando a história e tu para. O que que tu acha que vai acontecer com o personagem? Ou tu que tá criando hipóteses, não dá tudo pronto, né? Reconta a história, reverberação. Tu tá evocando, né, memórias. Então tu tá exigindo, né, circuitos neurais ali que são importantes para manter essa essa condição saudável, né? O cérebro é que nem músculo, precisa ser exercitado, né? Muito obrigado. Então, a próxima pergunta é assim: a contação de histórias aumenta a autoestima na criança quando ela se projeta pela história ou é a liberação de ocitocina? Não, isso tá correlacionado, tá? Porque a a ao liberar ositocina, tu automaticamente impacta no sistema psicológico, aumentando essa condição de confiança prospectiva, né? Então, se tu aumenta essa perspectiva de confiança, né? Eh, e análise de de busca de apoio social, identificação de de figura de apego, isso já mexe com a autoestima. Então, essa questão psicológica, ela é potencializada também, né? Tanto que tem

ança, né? Eh, e análise de de busca de apoio social, identificação de de figura de apego, isso já mexe com a autoestima. Então, essa questão psicológica, ela é potencializada também, né? Tanto que tem uma correlação entre apego seguro, que tá diretamente correlacionado com a citocina, né, e autonomia, ou seja, né, aquela condição autônoma e de confiança para ir buscar e explorar o mundo, né, e fazer as coisas de maneira menos heterônoma, menos dependente. Então, nós temos aqui outra pergunta que é: Qual a motivação para as crianças com TEA? Legal, muito legal. Eh, quando a gente estuda o cérebro da criança com teia, a gente vê que elas têm ela, vocês viram na ocitocina ali, né, o que eu chamo de cérebro social, ali, que a gente chama de cérebro social, né, que envolve questões afetivas de representação eh mental intersubjetiva própria, né, de autoconsciência e mentalizante externa. Ah, basicamente a criança com teia, tá, ela não tem ativação ou tem baixa ativação nessas áreas de recompensa social, né? Então isso dificulta a interação, que dificulta o desenvolvimento da linguagem, que dificulta uma série de coisas. Mas o que a gente tem que entender é que o cérebro do autista ele tem sistema de recompensa. O cérebro do autista ele é alavancado por por motivações que nós chamamos regulatórias. ele sente fome, ele sente sede, ele sente necessidade fisiológica e tal. Então ele tem alavancas que necessitam essa autorregulação, né? E ele não tem essa capacidade absoluta de resolver as coisas por conta própria. Então é aí o momento que a gente deve entrar, né, pela pelo pelo trabalho da necessidade, né? E eu eu vejo um arranjo maior assim dentro desse espaço de contação de história, eh, o exercício ou submeter essas essas crianças a exercícios, as a práticas de colaboração no espaço, né? Porque isso é que mexe no sistema de recompensa e cria uma perspectiva de valor hedônico, né, ou valor de de prazer, né, pro pro pra relação social. O os estudos têm mostrado isso, né, que crianças e

Porque isso é que mexe no sistema de recompensa e cria uma perspectiva de valor hedônico, né, ou valor de de prazer, né, pro pro pra relação social. O os estudos têm mostrado isso, né, que crianças e adolescentes com teia eh submetidos a atividades de jogos cooperativos, jogos eh eh coletivos e tudo mais ampliam essa capacidade de socialização, impacta na liberação, na na na melhora da memória e assim por diante. Então, eh de novo, né, depende como a gente traz a contação de história, né? Se eu trago de uma forma passiva, quero que ele sente lá para ouvir a história, nossa, não tem, ele não tem recompensa social para isso, né? E ele é muito, o cérebro do autista é como se fosse muito egocêntrico, né? Ou seja, o que tá bom para mim tá tá ótimo, o resto não me interessa, ele não vai fazer nada para te agradar, né? Mas quando ele passa a entender, né? E isso eu falo de carteirinha assim, porque, né, vivencio isso, né? Quando a gente consegue um vínculo afetivo com a criança, né, ela te busca, né, para fazer atividades, ela tem esse prazer, ela ela mostra esse gatilho motivacional, então ela amplia essa perspectiva de busca de apoio social e tal e de relação mais ampla. E aí é que entra depois a segunda etapa, né, da do entrela dela na contação de história. Mas então a contação de história, ela pode começar pel um pelo que nós chamamos de metodologia ativa. Pega a história e transforma ela num elemento teatral, né, gestual, corporal e tal, com com materiais, com alguma coisa assim, depois tu puxa ela para dentro do livro, né? Eu acho que é uma estratégia interessante. Exatamente. Existem formas de contação de histórias eh coletivas onde as crianças podem auxiliar eh por exemplo, segura segurando um cartaz ou colocando, né, sugestões de final para aquela história. Então, seria mais ou menos isso, assim, essa participação ativa da criança na contação de histórias. Isso. Isso. Maravilhoso. Porque assim, ó, eh o que a gente tem que desmistificar também, tá? É aquela coisa de que, ah, ele é autista, então

ssa participação ativa da criança na contação de histórias. Isso. Isso. Maravilhoso. Porque assim, ó, eh o que a gente tem que desmistificar também, tá? É aquela coisa de que, ah, ele é autista, então ele não ele não faz tal coisa porque ele é autista. Eu tenho pavor dessas coisas assim. Eh, ah, ele não pode tocar nele porque ele tem hiperestesia, né? Hipersensibilidade, né? Não, o cérebro é uma estrutura moldável, adaptável, programada para se adaptar às exigências do meio. Então, se devagarinho a gente for tocando, a gente for se aproximando, a gente for criando relação mais próxima, né, nós vamos dessensibilizar o cérebro para essa hipersensibilidade, né? Então isso vai dando a ele uma condição mais favorável, né, para se integrar, né, as atividades. Então assim, ó, claro, é isso que eu falo do ProAM, né, o ProAM mexe e eh com com a área da inclusão dentro dessa hierarquia das funções cerebrais, né? É onde, por exemplo, eu só vou ter uma boa comunicação expressiva se eu desenvolver na criança uma melhor comunicação receptiva. Olha que interessante, né? Então eu tenho que chamar, né? Por exemplo, até dar um susto, né? Ei, tu olhou, ó, isso é comunicação receptiva, né? Então ele só vai te mostrar alguma coisa, só vai te levar alguma coisa que é que é que é a comunicação expressiva na medida em que tu desenvolve bem a comunicação receptiva. Então, tem uma sequencialidade e uma hierarquia das funções cerebrais que são interessantes. Assim, por exemplo, mais um exemplo. Eh, vocês, eu posso falar do fala falar do meu do meu doce lá, né? O dia do judia dele, judi para caramba. Não sei como é que ele me ama. Eh, o meu sobrinho, eu diz assim: "Puxa, eu preciso desenvolver nele eh o valor hedônico da busca de apoio social para ele para ele entender a minha importância na relação." E é isso que a gente começa a construir na formação de vínculo. Quando eu quando eu quando eu vejo o quanto o quão importante tu é, né, para suprir as minhas necessidades, meus desejos, eu passo a valorar a relação, né? E o que

a construir na formação de vínculo. Quando eu quando eu quando eu vejo o quanto o quão importante tu é, né, para suprir as minhas necessidades, meus desejos, eu passo a valorar a relação, né? E o que que eu fazia, né? Eu descia no no no pátio lá no da minha da do do prédio da minha mãe, eu fazia uma teia de de cordas, né? Ele era bem pequenininho e eu colocava ele lá no meio de maneira autônoma. A visão diz assim: "Bah, mas que cruel, né?" Disse: "É, não é aquele aquele pé no pescoço que eu falei da balança, né?" E aí eu colocava ele lá no meio, né? Ele tentava sair, não conseguia. Tentava sair, não conseguia, né? O que que ele fazia? Chorava, né? Vocalização. Isso é um mecanismo inato da comunicação, né? E isso é tão maluco que eh a a nossa biologia, né, a neurobiologia, ela traz essa essa rede de vocalização inata, mas na gestação o cérebro da mãe, por exemplo, já proliferou o tecido da citocina. Então, o choro do bebê já aumenta a atividade da mídala, da área do medo da mãe, que aumenta a atenção e o impulso do comportamento de atenção pra criança. Olha, olha o que é a biologia, né? Então o que que acontecia? Quando ele chorava e tal, deixava ele chorando um pouquinho e tal, quando ele me olhava, né, eu dizia: "Tá, deixa que o dindo te salva daí, tal". Até os 3 anos de idade, o hemisfério direito é mais amalgamado, né? Mais mais e entrelaçado suas conexões e aonde ele processa não é informação fria, né? a parte e conceitual, semântica das coisas, mas o elemento prosódico. Por isso o manhêo, o maternêzo, aquele manhê, né? Se vocês verem eu falando com os meus filhos hoje, um com 21, outro com 19, assim, podem me internar, né? Mas com a criança é fundamental, né? Porque vale mais como impacto comunicativo e de recompensa o tom humoral da voz do que os elementos semânticos, né? da da da comunicação. Então eu ia lá e disse: "Ai, o Dindo te salva, vem cá com dindinho e tal". E ele já levantava os braços, ó, né? E eu salvava ele. Vem cá, pronto. E tal, e tirava ele dali, né?

é? da da da comunicação. Então eu ia lá e disse: "Ai, o Dindo te salva, vem cá com dindinho e tal". E ele já levantava os braços, ó, né? E eu salvava ele. Vem cá, pronto. E tal, e tirava ele dali, né? Processo construído, né? Ele passava a entender, não assim, ó, ah, meu dino é maravilhoso, mas assim, ó, a importância do outro para resolver o meu problema, né? o cérebro começa a criar representações mentais a partir daí, assim que se forma vínculo afetivo, né? Questões não atendidas aumentam a probabilidade de vinco com afetivo eh evitativo e dispensado. E naquela pergunta anterior, isso é importante também, né? A gente via lá que idosos longevos lá a partir dos 80 anos, né? Eh, que criavam, né, ou tiveram a vida vínculos afetivos dispensados e evitativos, adoeciam, tá? e não se permitiam ser ajudados. Então, nem que tu queira ajudar, ele não se permite, né? Ele evita a relação. Isso é pá, é terrível de ver, né? Então, a criança a mesma coisa, o o adolescente é a mesma coisa, né? Ele vai fazer essa evitação, né? E muitas vezes ele vai fazer o quê? O adolescente, né? Além de fazer a evitação, ele vai se colocar paradoxalmente, né? Aquilo que tu tá propondo, ou seja, a tal da rebeldia. Mas não se preocupem, né? Menos de 10% dos adolescentes no mundo, né, apresentam esse quadro extremo de rebeldia. Aí esse tom moral a gente vê muito na dos palestrantes, né, que hoje se desenvolve tom de voz característico daquele palestrante. Então ele vai chama atenção, né? Então, Portela e tem outros, né, palestrantes que eles a gente acha que eles falam as coisas falam normalmente eles desenvolvem eh na momento que da fala para fazer o impacto. Eu só vou repetir o que ela falou no microfone pro pessoal que tá em casa poder ouvir também, né? Então, a, como é que é o teu nome? A Marilise comentou também sobre a questão do tom moral que os palestrantes utilizam muitas vezes, que é às vezes não algo inato deles, mas é algo justamente para fazer chamar atenção, né? Para fazer a gente lembrar. E ela citou o Cortela e

ão do tom moral que os palestrantes utilizam muitas vezes, que é às vezes não algo inato deles, mas é algo justamente para fazer chamar atenção, né? Para fazer a gente lembrar. E ela citou o Cortela e inclusive eu sempre brinco com o meu marido assim, mas ele precisa falar daquele jeito, vamos combinar, é chato, mas se se não falasse a gente talvez não lembrasse, né? E a gente cita algumas coisas que ele fala justamente zoando o tom de voz dele, o jeito como ele fala. Mas é assim, né? Justamente esse artifício que o cérebro usa, né? Para ver como lembro o elemento prosódico, né? O tom humoral, né? Ele vale muito em termos de evocação de memória, não só de consolidação, mas de busca da memória, né? Para relembrar, para lembrar as coisas. Isso é fato. Ele não fala assim. A gente, deixa eu fazer uma uma pergunta engatando nessa. E já tem outra que engata nessa também, né? A gente tava falando então sobre crianças, adolescentes com TEA. Eh, essas aplicações também servem para adultos com TEA? Porque a gente vê que hoje em dia muitos adultos têm sido diagnosticados com TEA ou com outros transtornos, enfim, mas algo que talvez eles não tiveram acesso na infância, né? não quer dizer que ah, surgiu agora e sempre teve essa condição, mas agora que tá vindo à tona, porque agora tem meios de chegar nesse diagnóstico, enfim. Então, como seria para adultos com Tra? Tá bem. Eh, eu tomo alguns cuidados assim, né, com essa proliferação eh de laudos que tem acontecido aí. Não, não, não discordo absolutamente, mas eh ter algumas ressalvas. Eh, quando se fala do adulto, né, diagnosticado com com Teia, eu não eu não tô questionando, né, o o a eficiência ali da análise, tá? Mas eh o TEA é um conjunto de transtornos do neurodesenvolvimento, né? Então, quando ele já tá na fase adulta, é sinal que também, né, dentro da sua experiência de vida e tal, ele já conseguiu superar muita coisa, criando alternativas e criando condições para aquilo. Então, ele tem uma capacidade executiva muito maior, né? Então aí eu

entro da sua experiência de vida e tal, ele já conseguiu superar muita coisa, criando alternativas e criando condições para aquilo. Então, ele tem uma capacidade executiva muito maior, né? Então aí eu acho que a eu acho que a eu penso que a que a contação de história ela, ela talvez ajude, né, a fazer uma cartarse para diminuir as suas angústias em relação a algumas coisas que ele pode ter passado, né? E e e mas eu eu tomaria algum cuidado assim com essa coisa da da super proteção também, né? que a história não venha como um elemento de super proteção para algo que, né, eh eh eu eu traga como uma frustração e tal, né, que coloque isso numa alavanca de superação, numa alavanca, porque o cérebro precisa disso, né, ele precisa definir objetivos para poder prospectar, né, o empenho em cima da busca, né? Então, eh, é diferente, né? É diferente porque a criança e o adolescente eles ainda não têm o sistema executivo bem e eh estruturado, bem maturado, né? Então, as bases afetivos emocionais têm grandes alavancas, né? Por isso que os exercícios, né? Os exercícios mentais, os exercícios de executivos com as crianças são são fundamentais. Como é que, por exemplo, você aumenta a atividade da região órbito frontal atrás dos olhos, que é uma região importante de processamento afetivo emocional, de valor social hedônico e tudo mais, e de controle inibitório, fazendo a criança esperar, né? Então, a criança vai ficar naquela angústia de esperar, não sei que e tudo mais, tá? Ela tá, você tá ajudando a aumentar a atividade de circuitos que vão fazer uma autorregulação melhor, né? Então, eh, essas coisas precisam ser eh eh pensadas de maneira diferente dentro da cronologia, né? O adolescente, por exemplo, verdade, tem dificuldade de prever consequências negativas, tem eh dificuldade eh eh de inibir os seus impulsos emocionais. Nós, se nos apaixonarmos agora, a gente vai sofrer o que é chamado sequestro cognitivo, né? Se apaixone para ver. Alguém vai dizer: "Não, mas isso aí é a cruza de jacaré

r os seus impulsos emocionais. Nós, se nos apaixonarmos agora, a gente vai sofrer o que é chamado sequestro cognitivo, né? Se apaixone para ver. Alguém vai dizer: "Não, mas isso aí é a cruza de jacaré com porco espinho." Não é a pessoa mais linda do mundo. Cegueira cognitiva. Isso acontece tanto na recompensa quanto no estress. Isso acontece, né? Então é é importante pensar nisso nas diferentes fases da da vida aí para poder intervir, né? Então eu eu diria que com criança e adolescente muito mais, né? A questão prática, né? metodologia ativa, as questões executivas, né, de de de controle executivo, né, e nos adultos essa coisa, né, de fazer a representação intersubjetiva, de fazer análise, de fazer a cartar-se comunicativa na comunicação, trazer essa essa verbalização pro contexto da contação de história, eu acho que isso seria mais estrategicamente assim mais eficiente, eficaz e efetivo. Então, sobre a contação de histórias para gestantes, qual a influência que gera diretamente ou indiretamente no bebê, no ventre e pós-nascimento? Adoro esse. Qual o efeito que gera? Calma. Essa é isso é bom trazer. Essas coisas não são matemáticas quando se fala, né, de complexidade do organismo humano, né? Mas o que que nós sabemos? Deixa eu botar isso aqui como pergunta para vocês. Quando é que vocês imaginam que o cérebro já consegue, né, eh, discernir entre o impacto punitivo ameaçador e o impacto de recompensa? Estou falando em período gestacional. Quando vocês imaginam que o cérebro já consegue discernir o que é o impacto recompensador de o impacto, acho que já vem é inerente a ele, algo inerente a partir de 4 5 meses. Legal. entre o quarto e o quinto mês de gestação, o hipotálamo, que é o nosso gestor, né, das funções eh eh mais básicas e complexas também do nosso cérebro, ele já consegue discernir o que que é o impacto, né, hedônico, né, de recompensa e um um impacto punitivo por intermédio de quê? De quem? da mãe. Então, se a mãe libera cortisol, o cortisol transpassa a camada

nsegue discernir o que que é o impacto, né, hedônico, né, de recompensa e um um impacto punitivo por intermédio de quê? De quem? da mãe. Então, se a mãe libera cortisol, o cortisol transpassa a camada placentária, atinge a corrente sanguínea do bebê. Isso vai comprometer inclusive o neurodesenvolvimento, o desenvolvimento do tecido cerebral e das conexões neurais, né? que a partir ali da oitava eh oitavo oitava semana de gestação, isso aí já começa a ter impacto também, né, em termos de probabilidade de transtornos mais adiante. Bom, então pra gestação, essas coisas são extremamente importantes, né? Tu pensa que eh no primeiro trimestre de gestação, né, entre o 24º 24º e 25º dia de gestação, é aonde é formado o berço do sistema nervoso central, né, o tubo neural. As mamães nem sabem que estão grávidas e já tá formando o berço do sistema neural, né? Dali prolifera todo um tecido em espiral, né? eh, que vai até a pele, obviamente, né, para para fazer o revestimento, mas no final do terceiro trimestre de gestação, né, o bebê ainda não tem essa condição absoluta ali de de mapeamento, né, mas o sistema tátilestésico já tem capacidade de codificação informacional. Então tu imagina tu contando uma história pra mãe que a mãe encharque o cérebro de neuroquímicas positivas, assim, os citocena, serotonina, dopamina, né? Diminua o nível de estress e tal. E que ela comece lá a acariciar a barriga, isso acariciar a barriga, né? que ela se coloque numa condição muito mais eh positiva para fazer uma atividade física, para todo esse movimento, ele já é percebido pelos mecanorreceptores sensoriais da pele, do embrião lá do do, né, do bebê, né? E isso já começa a criar codificações, né? Tem interpretação racional? Claro que não, né? Tem uma uma excelente interpretação emocional? Claro que ainda não, né? Lá pelo sétimo mês, por exemplo, o sistema, o córtex auditivo do bebê já apresenta a capacidade de identificar e discriminar sons externos. Imagina tu contando história, imagina a mãe falando sobre a história,

étimo mês, por exemplo, o sistema, o córtex auditivo do bebê já apresenta a capacidade de identificar e discriminar sons externos. Imagina tu contando história, imagina a mãe falando sobre a história, imagina a mãe gargalhando sobre a história, né? Então, tudo isso tem um grande impacto e e Viviane, isso é tão interessante, né, que quando a gente faz estudos experimentais, assim, depois de análise, né, eh, eh, eh, bioquímica, biológica, eh, eu fazer um trabalho cooper, desculpa teu nome, Marise. Marelise. Eu fazer um trabalho cooperativo com a Marel Elize. Tá? Aumenta o citocina em mim, aumenta a citocina nela e aumenta o citocina em quem está observando. Olha a importância do ambiente, né? Então, eh, é contagioso, é contagioso, né? Então, vale a pena investir nisso também, né? É aquela coisa, vamos desmistificar, né? Primeiro, as neurociências não vão dar todas, né, as soluções, as soluções para todos os problemas e não serve como um elemento prescritivo. Não posso pegar isso fazer fazer disso uma prescrição, né? Mas a gente tem alguma base aí para poder, né, e criar métodos experimentais aí para ir validando esses métodos, né? Isso vale a pena. Que bacana. Queria só lembrar para vocês que já estudam também a questão, questão de eh a no momento da vida, né? Como é que o espírito chega? É célula a célula. Então isso que tu falaste no 29º dia, né? Então há uma ligação célula a célula. É isso que a gente tem que ter consciência. que o espírito já está ali conectado. Então, a percepção dele através da genética da mãe, né, da neurobiologia dela, já está presente naquele indivíduo. Claro, ele vai ter o reconhecimento que a gente conhece cognitivo, né, nesse plano mais à frente pela questão do desenvolvimento, que é necessário, né, do esquecimento, seja ele qual for, mas é essa percepção que a gente tem que ter. Então, tudo que se diz, que se fala, vai ter um impacto naquele que tá sendo gerado do princípio. Fez a concepção, o espírito já está ali, a coisa já vai funcionando. É, é isso.

e a gente tem que ter. Então, tudo que se diz, que se fala, vai ter um impacto naquele que tá sendo gerado do princípio. Fez a concepção, o espírito já está ali, a coisa já vai funcionando. É, é isso. Não. E e tem essa coisa que a biologia traz, que a neurobiologia traz, que a gente chama de plasticidade expectante, que entra nos marcos do desenvolvimento também, os padrões de desenvolvimento, né? Então, tem essas etapas do desenvolvimento que são mais padronizadas e que a biologia tem códigos genéticos, né? E aí, né, da acopla-se aí, né, toda a questão, né, eh, eh, espiritual e assim por diante, que eu não domino, né, aí eu teria que puxar lá meu, né, os meus meus os meus pais e os e os colegas aqui para poder auxiliar. Mas eh nós temos também a chamada eh plasticidade estímulo dependente. Então a nossa biologia ela prepara o nosso cérebro e abre as portas e janelas paraa interação com o ambiente. Aí passa a ser responsabilidade nossa do ambiente, né, nos processos de intervenção, né, para qualificar, né, o curso desse desenvolvimento, tá? Então, só fazendo um adendo rapidinho, ã, nisto tudo que tu tá trazendo para nós, a gente pode inserir com muita clareza a doutrina espírita quando ela fala justamente isso, que a partir do momento em que há concepção, o espírito já tá ali junto, acoplado, né? E a gente sabe disso também no sentido de que ao contar uma história, a mãe contar a história pro bebê ou a mãe participar da evangelização de bebês enquanto gestante, isso também vai auxiliando, porque mesmo que seja ali lá nos primeiros dias que aquele feto ainda não consiga ter essas conexões, não consegue sentir, enfim, o espírito já ali. E aquele espírito é um espírito milenar que já tem diversas experiências e que ele vai sendo aos poucos sensibilizado para esse mundo, para essa situação na qual ele tá encarnando nesse momento. Então mesmo a criança também vai fazendo essas conexões, vai fazendo, mas não é só aquele corpinho, não é só esse conjunto de neurônios que a gente tá

situação na qual ele tá encarnando nesse momento. Então mesmo a criança também vai fazendo essas conexões, vai fazendo, mas não é só aquele corpinho, não é só esse conjunto de neurônios que a gente tá tratando, né? A gente tá tratando com o espírito imortal também. Deixa eu aproveitar então eh eh para criar esse eh essa eh essa representação mental, esse pensamento, né, mais eh de maneira mais ampla, assim falando em espiral. E isso tudo tá entrelaçado ao espírito da mãe, né? Então, eh, como é que ela se coloca naquela relação? como é que ela se coloca temporalmente, né, naquele eh naquele momento, porque isso interfere muito também com a biologia, porque o estado moral da mãe aumentando o nível de estress, tá? Ele não só vai inibir a produção de proteínas estruturantes pro cérebro, mas ele pode inclusive degradar proteínas já existentes. Então, quando a gente fala, por exemplo, ali, né, a aquela a doença mielomeningocele, que é o o eh a ramificação nervosa toda aberta, né, na na coluna embaixo ou a neencefalia, né, que que é o quando não fecha o tubo neural em cima, isso é uma deficiência de folato, de ácido fólico, né? Mas não é porque a mãe talvez não tenha, né, eh, o não tenha suplementado ou não tenha níveis adequados de folato. Isso pode estar relacionado também com o complexo B, né, as vitaminas, né, no corpo, né, que também tem a ver com o sistema imunológico, que também tem a ver com o nível de estress mãe. Então, enfim, né, é um conjunto de fatores, né, que precisam entrar numa engrenagem muito bem eh eh organizada ali para que tudo ocorra da melhor maneira, né? E claro, a gente pode, ou a gente sabe disso dentro da dos estudos neurocientíficos, né, a gente pode eh remodelar em algum grau, né, o curso do desenvolvimento. Então isso também, né, e isso eu via muito do meu pai também, né, né, dos meus pais, que a gente pode, eh se desenvolver espiritualmente, né, para elevar outras, né, outros patamares de desenvolvimento para, né, para fazer daqui a pouco uma transição mais

ambém, né, né, dos meus pais, que a gente pode, eh se desenvolver espiritualmente, né, para elevar outras, né, outros patamares de desenvolvimento para, né, para fazer daqui a pouco uma transição mais tranquila, para se chegar numa numa condição diferente até dentro dessa convivialidade, né, ontogênica, né, da do aprendizado na terra aqui, se colocar numa condição melhor. Então, se a gente pode se evoluir enquanto espírito, né, biologicamente não é diferente. Total. Ã, eu vou pedir licença para vocês porque a gente já tá estourando o nosso cronograma, mas tem duas perguntas que precisam ser feitas. A gente não pode sair daqui sem essas duas. E uma delas é o seguinte, ã, tá bem claro para nós quais são os benefícios das pessoas que ouvem as histórias. Mas e para quem conta? Muito bem. Não, vocês vão vão lembrar da do material ali quando eu falei que o cérebro constrói a realidade, né? Então eu capto as pistas sensoriais, né? Eu cruzo isso no chamado raciocínio analógico e analítico, né? Com a com aquilo que já tá armazenado, com o meu histórico, né, de de memória. E eu crio uma expectativa sobre aquilo, né? Então esse é o grande impacto no cérebro do contador de história, né? Porque ele é o contar a história e como eu comecei a contar a minha história, né? Imaginem o impacto dentro dessa dessa memória de fatos e eventos, essa memória episódica, o quanto aquilo mexeu, né, com o meu sistema emocional, né, o quanto aquilo, né, me colocou, né, numa numa perspectiva de eh pensamento positivo, né, ou o ou busca de pistas sociais positivas, o quanto aquilo impacta na minha condição de humor, né, e o quanto isso reflete na forma como eu expresso isso para vocês, né? Seria muito diferente, por exemplo, né? Se eu tivesse feito um recordatório traumático em termos de memória. Eu eu costumo dizer isso na educação. Se vocês querem, se vocês pensam tão somente em qualificar a memória dos alunos, judiem dos alunos, maltratem os alunos. Isso não tem, né, nada mais eficiente para consolidar a

dizer isso na educação. Se vocês querem, se vocês pensam tão somente em qualificar a memória dos alunos, judiem dos alunos, maltratem os alunos. Isso não tem, né, nada mais eficiente para consolidar a memória. Porque se eu te perguntar, descreve para mim um trauma que tu tivesse, não sei que, tu vai descrever em detalhes, porque o cérebro consolida isso com memória, né, para te evitar te colocar numa situação, né, semelhante, né, ou seja, né, não vai para lá, né, busca alternativas e tudo mais, né, mas o cérebro também é capaz de evocar essas memórias maravilhosas quando tem um impacto recompensador idônico, né? Então, e direcionando isso, né? O contador de história precisa disso também, né? Então, quando ele vai trabalhar uma uma história que é mais triste e tudo mais, mais assim, mais assado, né? Né? É importante também, né? que que ele que ele evoque essas emoções autorreferenciais de culpa, de vergonha, de arrependimento. Isso coloca ele também, né, numa numa perspectiva interubjetiva de valores morais, por exemplo, que é isso que nos molda para valores morais. Quando eu me arrependo, né, eu também tenho maior probabilidade de mudar comportamento. Eu eu eu fiz um trabalho aqui na na fase, né, e tive um tempo ali em contato com os meninos da da galeria de alta eh crimes eh graves, de alta periculosidade. E uma vez um conversando comigo dis assim: "Doutor, eh não fui eu que eh eh 13 anos, quatro homicídios já. Eh, não fui eu que puxei, não fui eu que matei, não fui eu que matei. Quem matou foi a bala. Eu só puxei o gatilho. Quando a gente não se sente pertencente, quando a gente não faz, né, essa essa avaliação intersubjetiva, quando a gente distancia o sentimento da razão, né, a gente tem alta dificuldade em tomar boas decisões. Os estudos mostram isso. Para eu tomar boas decisões, eu preciso ter sentimento sobre as decisões, né? Então, no contador de história é a mesma coisa, né? Então, é é legal que ele utilize a história também, né? Para fazer essa avaliação intersubjetiva. Mas cuidado

ter sentimento sobre as decisões, né? Então, no contador de história é a mesma coisa, né? Então, é é legal que ele utilize a história também, né? Para fazer essa avaliação intersubjetiva. Mas cuidado com o outro lado, né? Nem oito, nem 800. De novo, o excesso de emoções autorreferenciais me vulnerabilizam, né? Me deixam frágil, baixo a minha autoestima excessivamente e tal, né? Então, cuidem com isso, né? E e a ausência delas, né? É um é um quadro quase que psicopático assim, né? aquela arrogância, prepotência, baixa empatia, sem perspectiva pró-social, que também é altamente deletério. Os efeitos da contação seriam parecidos com o da música. Sensacional isso. Quando coloca o elemento prosódico, né, o ritmo na contação da história, né, o tom moral e assim por diante, né? Nós sabemos que eh o hemisfério direito ele processa, né, os os os estímulos eh eh prosódicos, assim, e a música também. Nós sabemos que a música ela alavanca o sistema, né, que a gente chama lá de de área segmental ventral, que é o disparo da dopamina pro cérebro de maneira mais difusa, né, que melhoram a minha concentração, melhoram a minha definição e preservação de objetivos, empenho, busca, motivação apetitiva e assim por diante, né? E a história pode fazer isso, né? ela pode te projetar, ela pode, a gente sabe que, né, a qualidade, né, a salutaridade mental, né, a a salutaridade cerebral também, né, ela está em renovar objetivos, renovar propósitos, criar perspectivas diferentes, né? E a contação de história, ela pode levar isso, não é? Uma um efeito, eu diria, análogo, né, a a a música, né? Porque a música também te te eh eh ela ela busca eh eh memórias, memórias afetivas, né, encroadas, não mais não só no hipocampo, que é a a área de memória declarativa, onde o Alzheimer bate muito forte, mas ela evoca outros tipos de memória, né? E com isso ela cria conexões neurais muito muito maiores. Também a gente poderia dizer que a arte, né, tem esse poder, né, porque tanto a contação de histórias

s ela evoca outros tipos de memória, né? E com isso ela cria conexões neurais muito muito maiores. Também a gente poderia dizer que a arte, né, tem esse poder, né, porque tanto a contação de histórias quanto a música, quanto a poesia, enfim, né? É, então os estudos mostram, ó, simples atividades de rabiscar ele, eh, eh, atividades motoras contínuas, contínuas, tá? E tu vê o cont, voltando pro contador, quando o contador tá contando a história, né? Ele mantém uma uma estrutura motora fina que é da da área de brocar, da área da fala, né, contínua. Ele engata uma coisa na outra, né? E os circuitos neurais para pensar na história, para formular história, para contar história, para, né, criar eh outros arranjos dentro da história, precisam também se manter amplos, né? Então, atividades motoras, tá? Contínuas, desenhar, rabiscar, pintar, né? a parte de tocar um instrumento, né? Isso aí aumenta circuitos eh eh eh envolvidos aí com a eh linguagem, né? Com a leitura e com a escrita, né? Então tem ganhos aí, né? Tu sabe, Guilherme, que a que aqui, né, o Conte Mais ele sempre que conta uma história, o contador conta uma história utilizando os recursos, enfim, e depois da contação sempre vem o quê? Uma atividade manual. e uma atividade cooperativa de interação, onde as crianças a interagem, trocam, né? Então assim, não é como tu falaste bem no início, né? Assim, não é só vou lá conto a história, não. Existe toda uma continuidade para que essa história possa fazer a diferença, né, na questão da aprendizagem. Então, a gente fica muito feliz, né, em te ouvir, ouvir, eu tô falando assim, eh, mas em ouvir todas essas, porque quer dizer, então, que nós, enquanto contadores, nós enquanto programa conte mais, né, estamos eh no caminho, né, que o que se visa é essa saúde mental, espiritual, psicológica, física, né? E que que legal. Isso é só uma parte assim meu, porque eu tinha que eu diria que se a gente se a gente quer uma saúde melhor, se relaciona, se comunica, interage, abre esse campo social, né, de maneira

que que legal. Isso é só uma parte assim meu, porque eu tinha que eu diria que se a gente se a gente quer uma saúde melhor, se relaciona, se comunica, interage, abre esse campo social, né, de maneira mais potencial. Isso é o que nos dá salutaridade, né, e cerebral, mental, física e assim por diante. É no outro que a gente se constrói, é no outro que a gente se desenvolve, né? Enfim, isso tem um grande impacto. Só tem o agradecemos. Muito obrigado pelo carinho. Não seja por isso. A gente tem mais uma pergunta. Como diz a, como diz a minha esposa, assim, ó, né? É, eles estão encantados porque eles não te conhecem no dia a dia. A minha esposa, a minha esposa tem dias que ela diz assim: "Guilherme, tu não tem que viajar essa semana? Imagine o que eu sou em casa. Pensa. Mas uma última pergunta, então, só para fazer esse fechamento, né, assim como a Vivi trouxe, ã, no Conte Mais a gente tem muito essa essa cultura de não só contar a história, mas trazer reflexão, fazer os nossos ouvintes pensarem, interagirem e se sentirem pertencentes ali no contexto. E as histórias que a gente utiliza são histórias que foram escritas lá muitos anos atrás e que foram trazidas para nós, foram compiladas em livros, né? são os quatro livros base de histórias do Conte Mais e que elas vêm sendo vem eh tendo algumas adaptações eh recentemente para serem publicadas na forma ilustrada. E a nossa pergunta é justamente isso: a atualização dos textos das histórias adequando as necessidades e desafios ao momento atual é importante para desenvolver essas novas conexões cerebrais? Sem dúvida, né? Porque eh se nós pegarmos que isso tem testes de memória que são feitos, né? Tu olha uma imagem, tá? E aí te pedem para reproduzir aquela imagem, né, sei lá, eh, um dia depois, tá? Ela vai tá muito mais próxima da configuração original. Agora, pede para ti reproduzir aquela imagem um mês depois, ela já vai havendo distorces ali, né? Então, o cérebro vai recriando a realidade, né? Conforme também essas questões temporais, né? que que

Agora, pede para ti reproduzir aquela imagem um mês depois, ela já vai havendo distorces ali, né? Então, o cérebro vai recriando a realidade, né? Conforme também essas questões temporais, né? que que influenciam muito. Então, perfeito, né? Eu eu eu reformular a história é um grande ganho, né? São releituras, né? Dentro do mesmo contexto, né? E isso amplia conexões neurais, isso busca, né, outras perspectivas. E isso é uma das coisas que é é importante no cérebro, né? Volto dizer, o cérebro vai dedicar circuitos neurais para aquilo que tá sendo exigido. Se tu fizer sempre o mesmo caminho para ir pro trabalho, são sempre os mesmos circuitos neurais. Se tu lê sempre as mesmas coisas, são sempre os mesmos circuitos norais. Assim como a gente eh desenvolve padrões eh motores, a gente desenvolve padrões de pensamento. Se você vai ficar pensando sempre dentro do mesmo padrão, né, pode ter certeza tá usando e fortalecendo circuitos neurais específicos para aquilo, né? E vai est desprezando outras possibilidades, né? E olha que coisa maluca, né? Logo que o bebê nasce, eh, o cérebro estabelece em torno de 40.000 novas conexões neurais por segundo, né? Os pais do do fofo ali, né? E é muito louco isso, né? E claro, depois o cérebro vai vendo que esses arranjos não são necessários e ele vai fazendo as podas neurais, ele vai especializando o nosso cérebro. Lá na adolescência, quando a gente especializa, né, de maneira mais potencial o cérebro, o cérebro vai numa ordem de 60.000 podas neurais por minuto, né? Então, o que eu quero, o que eu quero dizer com isso é a importância da formação de bons hábitos. E os hábitos ancoram as nossas tomadas de decisão. Elas servem como uma essência ética. E aí trazendo, né, um pouquinho da etimologia do termo lá, né, da Grécia, né, do etos, né, não se diz, não, não diz respeito só a a a sua essência, né, essência do indivíduo, mas, né, o quanto é influenciável aí essa questão eh cultural, né? Aí usa Uribrofen Brenner também pensando na contação de história que nós conversamos

ó a a a sua essência, né, essência do indivíduo, mas, né, o quanto é influenciável aí essa questão eh cultural, né? Aí usa Uribrofen Brenner também pensando na contação de história que nós conversamos no intervalo, né? o quanto eu penso que assim como a escola, né, aqui a contação de história pode também oportunizar os pais, né, em termos informacionais, assim, da importância de estender isso, né, do ambiente da FERG, dos ambientes da contação de história pro para casa, né, isso vai fortalecendo, né, eh eh hábitos, não só hábitos de leitura, de contação de história, mas hábitos comportamentais, hábitos executivos, né? Isso faz toda a diferença, né? Porque o usando aí um pouquinho da teoria de Uri Brofen Brenner, né, a gente começa a se estabelecer pelos microssistemas, depois faz um arranjo complementar entre os microssistemas, tornando, né, isso um mesossistema. E esses padrões eles se estendem pro macrossistema, né? Então é assim que a gente vai conseguir um tecido social, né, eh eh muito mais bem organizado, né? Então, se a gente consegue isso num microssistema como um espaço da FERGS aqui que nós estamos, né? Por que não irradiar isso a outros microssistemas para que nessa junção, né, nós tornemos aí um mesoistema mais bem estruturado, né, e queçar um macrossema numa condição muito melhor. Maravilhoso. A gente fica muito agradecido por todos esses esclarecimentos. foi uma manhã muito proveitosa. A gente conseguiu eh ampliar as nossas conexões neurais, né, de uma forma muito efetiva. Então, nesse momento, para fazer o encerramento para nós, eu vou chamar a nossa querida diretora de programas e projetos, Joseline Luongo, para fazer as suas palavras. Mas antes disso, coisa horrível ficou para mim, né? Depois de todo esse espetáculo dessa manhã, desse dia, de tanta informação, eu fico com a tarefa eh de fazer esse encerramento. Mas primeiro eu queria colocar aqui na tela, pedir pro pessoal colocar a avaliação, tá gente? É, vai tá o QR code aqui, é importante a avaliação,

o, eu fico com a tarefa eh de fazer esse encerramento. Mas primeiro eu queria colocar aqui na tela, pedir pro pessoal colocar a avaliação, tá gente? É, vai tá o QR code aqui, é importante a avaliação, ã, que vai ficar aqui. É muito importante para nós essa avaliação desse momento, né? E não tem como a gente tá sentado ali e ter um histórico na área de infância e juventude e não lembrar daquelas pessoas que começaram essas histórias, mesmo que tenham que ser revisitadas, mesmo que tenham que ser atualizadas em algum momento, será que aquelas evangelizadoras que sentaram lá e que escreveram aquelas histórias para que hoje nós tivéssemos esse projeto, esse programa, desculpem, será que elas tinham ideia disso? Será que quando a gente tem um insight de vou começar a contar a história, a gente tem noção do que a gente faz no ambiente da contação de história que nos foi comprovado aqui hoje do quanto isso é importante? Então eu eh digo a todos vocês que nós temos uma tarefa muito grandiosa nas mãos, levar essa tarefa daquelas pessoas que iniciaram esse trabalho e está conosco hoje, está nas nossas mãos, ou melhor, nas mãos e na voz. Então, gostaríamos de, antes de ir pro encerramento, falar de que como nos tornarmos melhores contadores através dos nossos treinamentos, das nossas capacitações, das nossas oficinas. Aqui a Nicole, coordenadora do Conte Mais. Muita gratidão, né, Viviane? Vê assim todo o trabalho que vocês já trouxeram e que continuam trazendo. E agora passa-se o bastão para Nicole e a Viviane tá aqui junto segurando a pontinha desse bastão e a gente não se separa porque Jesus quer que a gente conte o que ele nos ensinou. O que que mais Jesus nos ensinou, gente? Contar histórias. O que que Jesus mais nos trouxe que até hoje a gente assiste e ouve com amor as suas histórias, o seu amor. E a doutrina espírita, ela é maravilhosa porque ela une ciência, filosofia e religião. E nossas relações institucionais, né, Lia? É esse papel que no momento do encerramento o Guilherme trouxe, essa

. E a doutrina espírita, ela é maravilhosa porque ela une ciência, filosofia e religião. E nossas relações institucionais, né, Lia? É esse papel que no momento do encerramento o Guilherme trouxe, essa estarmos firmes no Centro Espírito contando história pra gente sair da casa espírita espalhando essas sementinhas. Relações institucionais da Fergs t esse papel de levar a doutrina espírita à sociedade, mas ela precisa se fortalecer dentro das nossas casas. dentro do movimento espírita. Criem espaços continuais. Busquem contação de história nas nossas casas. Fortaleçamos as bases para chegarmos à sociedade. Aqui é impossível nós falarmos de contação de história sem lembrarmos da área de infância e juventude. Preciso andar de mãos dadas, agarradinhos, mãos entrelaçadas para que nós possamos fazer esse trabalho. Então, a nossa gratidão é imensa hoje. Muito feliz por esse trabalho e os olhinhos de todos aqui brilham. né? E quando a gente tá contando história, a gente lembra daqueles olhinhos que nos olham lá, né? E eu, como profe da educação infantil, eh, ficava lembrando dos meus olhinhos lá na sala de aula quando a gente leva o Conte Mais ou qualquer história, mas sim, o Conte Mais estava dentro da minha sala de aula. Então, a gente vai agora, vamos fazer um um combinado, tá gente? Nós vamos fazer a prece agora porque depois a gente tem que cantar algo, né, que pro aniversariante de hoje e a gente fica muito agitado. A gente não fica fica, né? E a gente tem que sair daqui com muita alegria. Então a gente vai fazer a prece para continuar essa conexão com a espiritualidade primeiro. Depois a gente faz a gente vai pedir mais só 5 minutinhos depois da prece pra gente fazer o encerramento definitivo. Mas a prece vamos fazer agora para aproveitar essa ambientação que a gente está conectar com a espiritualidade superior, combinado? Todo mundo junto assim fazer a nossa prece. E vamos irradiar para quem tá em casa e para quem vai assistir depois, que a gente possa lembrar muito sempre

tar com a espiritualidade superior, combinado? Todo mundo junto assim fazer a nossa prece. E vamos irradiar para quem tá em casa e para quem vai assistir depois, que a gente possa lembrar muito sempre na contação de história do nosso mestre que é Jesus. Então, queridos irmãos, nesse instante em que o nosso ser espiritual, que somos espíritos imortais, neste momento, vestindo este corpo físico, este ser transcend, transcende porque nós lembramos do nosso papel ante a encarnação, das nossas tarefas, do quanto a espiritualidade apostou em cada um de nós para que viéssemos aqui semear, lembrando aquele que mais semeou nos nossos corações. Semeou tanto que ainda cuida das sementes. Que essas sementes que ele colocou em nossos corações possam servir para que nós agora possamos ser semeadores. E a nossa gratidão, Senhor, imensa por cada vez que a nossa voz se manifesta através das histórias, que nós possamos fazer aqueles que nos ouvem sorrir, muitas vezes chorar de emoção, de ter o impacto da emoção, de viver, de estar atuante na vida, porque nós somos vida pulsante onde quer que estejamos. Que o amor do nosso pai se manifeste através de nós, cuidando do outro, levando a sementinha das histórias aos corações. Que possamos cada um de nós que hoje descobrimos aqui que somos belos, porque temos em nós a fonte da beleza, que é esta alegria da vida, a gentileza com o outro e o amor. Ó Jesus, tu nos destes uma grande lição quando esteve conosco, porque esteve no meio de todos, amou a todos. e fez com que nós guardássemos os teus mandamentos pelo teu exemplo. Que hoje possamos ao sair daqui, redescobrir em nós este semeador e este contador de histórias que precisa continuar todos os dias. Obrigada, Senhor, porque faz com que possamos abrir nossas mentes e nossos corações para aliarmos cada vez mais a ciência ao nosso coração amoroso. Que nós possamos entender o espaço conte mais, sendo preparado pela espiritualidade para que nós possamos levar o teu amor a cada coraçãozinho. aqueles que chegam, que estão renascendo

oração amoroso. Que nós possamos entender o espaço conte mais, sendo preparado pela espiritualidade para que nós possamos levar o teu amor a cada coraçãozinho. aqueles que chegam, que estão renascendo com um projeto de amor lindo para ser construído, de aprendizagem, de caminhada nova. E possamos aprender cada vez mais a levar as histórias para aqueles que estão retornando à pátria espiritual. que nós possamos levar as histórias aos nossos irmãos que fisicamente já se encontram com idade avançada, aprendermos a estar com eles cada vez mais e que estejamos em todos os lugares semeando o teu amor. 22 anos de história, 22 anos de quantas sementes plantadas, de quantos corações atingidos. de quantos lares amparados até mesmo no culto do evangelho no lar através das histórias do Conte Mais. Obrigada, Senhor. Obrigada, espíritos amigos que deram a esta casa, a Federação Espírita, a oportunidade deste grande programa, um programa de luz para a humanidade. Abençoa-nos a todos que aqui nos encontramos e que possamos prosseguir à nossa caminhada. Muito obrigada. Permaneças conosco, Jesus. E que assim seja. Vem a nossa chefa. Antes do parabéns, nós vamos pedir que o Dr. Guilherme venha aqui na frente. Fica aqui. Nós não temos palavras para agradecer essa manhã tão enriquecedora, maravilhosa e que será fonte de estudos para todos nós. Vamos assistir, ver, rever. Estarão nas redes sociais da FERGs. Vocês podem assistir quantas vezes vocês quiserem. e com poder que assim a gente possa poder contar novamente com a sua presença aqui conosco, que foi assim eh uma manhã muito especial. Então, para tentar materializar um pouquinho a nossa gratidão, receba a nossa contribuição que é o Conte Mais, o box do Conte Mais com 30, tem 30 ã personagens e tudo mais para poder então eh conhecer um pouquinho mais desse trabalho. Muito obrigada e que Deus lhe recompense com bênçãos de saúde, paz para você, pra sua família, para todos por esse trabalho maravilhoso. Assim seja. Vocês me colocaram o compromisso de

desse trabalho. Muito obrigada e que Deus lhe recompense com bênçãos de saúde, paz para você, pra sua família, para todos por esse trabalho maravilhoso. Assim seja. Vocês me colocaram o compromisso de disseminar também, né? Um Sim, sim. É isso que a gente quer. Nas minhas andanças lá estará, ó. Gente, gente, um momento importante. Olha só, a É, Viviane, vem aqui. Viviane, vem aqui na frente. Viviane, vem para cá, Vivi. Eu não vou puxar o parabéns porque, embora eu cante e faça aula de canto, eu não canto nada. Então, vamos juntos. Um, dois, 3. Parabéns para você nessa data querida. Muitas felicidades, muitos anos de vida. Parabéns para você data querida. Muitas felicidades, muitos anos de vida. Uh! Vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos apagar. Vamos lá, vamos lá. Vem, Vivian. Uhu! Oi, gente. Eu sou tão velha de de contação de história que eu recebi o meu exemplar, o grande, quando foi feito a primeira vez pela Eloína Lopes. Isso não tem preço, né? Eh, Antônio. Antônio, como pessoal entusiasmado, Dr. Guilherme tem razão, o bolo é fake, viu? Não, não, não. Acho que não. Tirar uma self. Eu só tirar uma foto com vocês aqui, ó. Fazer uma selfie. Leva um monte demais aí. เฮ

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