#reprise T01:E04 • A Família • Perguntas e Respostas
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 01 - A Família Episódio 04 - Perguntas e Respostas Nesta aula extra, Cris Beira se dedica a responder as questões do público referente aos três primeiros episódios desta temporada. A psicóloga retoma os tópicos sobre a constelação familiar e o papel de cada pessoa dentro da família, para sanar possíveis dúvidas, além de esclarecer os aspectos relacionados à maternidade e à paternidade, enquanto funções, independentemente de quem represente a figura da mãe ou do pai. Apresentação: Cristiane Beira
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Hoje é nosso quarto encontro e nós optamos como metodologia do nosso trabalho para essa temporada que chamamos de família. Nosso tema central é a família. Nós optamos por fazer três encontros com temas já pré-definidos e para não eh utilizarmos esse tempo, que é pouco, praticamente uma hora, um pouco menos, com perguntas e respostas e não perder a linha de raciocínio, nós optamos por fazer esses encontros simplesmente com essas explanações, com essas apresentações do tema, mas a cada três encontros dedicaremos um quarto especialmente para responder responder às perguntas que durante os três episódios anteriores forem surgindo. Nós temos esse cuidado de acompanhar as perguntas, tomar notas e depois a cada três encontros a gente vai dedicar um quarto especialmente para atender as perguntas, os comentários, enfim, dar oportunidade para algum debate, para alguma conversa, ouvindo aqueles que estão acompanhando, que estão participando. Desde já agradeço pela participação. é sempre muito rica a contribuição de vocês. Em nenhum momento nós estamos aqui apresentando uma verdade porque não a detemos em nosso grau de evolução. Temos plena consciência das nossas limitações, do quanto ainda temos uma alma pequena que está engatinhando no seu processo evolutivo. Também não trazemos nada de que é da nossa autoria. Estamos aqui só como mensageiros. Colhemos frutos lindos de grandes pensadores, em especial Joana de Angeles. E trazemos aqui na forma dessa conversa, dessa explanação. Nos três primeiros episódios, nós falamos sobre a constelação familiar, sobre o papel de cada pessoa dentro da família. Depois nós falamos sobre a figura da mãe, a maternidade, e depois falamos sobre a figura do pai ou da paternidade como funções e não como pessoas. É bom a gente sempre falar porque é muito fácil da gente misturar e de repente nós estamos falando aqui de um aspecto de uma força, por exemplo, materna ou paterna. E quem está
ões e não como pessoas. É bom a gente sempre falar porque é muito fácil da gente misturar e de repente nós estamos falando aqui de um aspecto de uma força, por exemplo, materna ou paterna. E quem está assistindo muitas vezes confunde como se a gente estivesse falando da pessoa em si. E nós então é é muito importante que a gente já defina que nós não vamos falar de pessoas. Dificilmente a gente vai trazer aqui um caso específico. A gente trabalha em tese, em estudo. O nosso a nossa proposta é esse estudo, o estudar das obras. E aí cada um vai fazendo a internalização, as próprias reflexões, as próprias considerações e quando acha interessante, necessário, traz traz pro nosso diálogo, pra nossa conversa, na forma de pergunta ou de comentário a sua contribuição. Então, não estamos falando de pessoas específicas, mas de funções, de papéis, de aspectos. Inclusive, esses aspectos e essas funções, muitas vezes elas elas são exercidas pela outra polaridade. Por isso que é difícil falar de pessoa. Quantas vezes nós estamos falando da maternidade, mas que como algumas pessoas comentaram no chat, ao descrever a maternidade parece que a gente identifica o pai e ao descrever a paternidade parece parece que a gente vê a figura da mãe. Por isso, porque a minha mãe pode me trazer aspectos paternos, como o meu pai pode me trazer aspectos maternos. E todos aqueles que me circundam podem contribuir comigo na minha construção interna do que é materna e paterna. Então, nós não estamos falando da minha mãe, da sua mãe, não estamos falando de você enquanto esposa, nem de você enquanto esposo. Nós estamos trabalhando funções psicológicas. E aí cada um vai fazendo assimilação, a identificação conforme a sua história pessoal. Vamos dividir então nessas três partes para atendermos a cada um dos episódios. No primeiro episódio que nós falamos sobre os papéis familiares, eu trouxe uma citação de Joana de Angeles para embasar a nossa as nossas considerações eh que serão feitas a partir das perguntas e dos comentários que surgiram
nós falamos sobre os papéis familiares, eu trouxe uma citação de Joana de Angeles para embasar a nossa as nossas considerações eh que serão feitas a partir das perguntas e dos comentários que surgiram no chat. Joana deângeles no livro Constelação Familiar, no capítulo 2, nos diz assim: "A constelação familiar recorda o equilíbrio que vige no universo. Os astros menores giram atraídos pela força dos maiores, no caso específico das estrelas, planetas, satélites, asteroides." Então, Joana, nesse livro, ela vai mostrar pra gente essa analogia, através dessa analogia, o quanto é importante respeitarmos a constituição da família, não importa qual seja a minha família. De novo, não estamos trazendo aqui uma receita. Ninguém está trazendo aqui um programa no sentido tomem nota, porque eu vou dizer para vocês como é que deve ser a sua família. Imagina. E e jamais a gente traria, porque o espiritismo nos dá essa liberdade, o espiritismo nos dá o livre arbítrio e a responsabilidade e mostra a diversidade, a pluralidade. Não dá paraa gente instituir como deve ser o papel da mãe. Eu não sei primeiro, quem é a mãe na história. Às vezes a mãe não é a o materno não está com a mãe. É sempre tão sutil cada história. E ela é rica sempre de tantas de tantas complexidades que o espiritismo nos ensina a trabalhar mais em tese e permitir que cada um incorpore a própria história, tire as próprias conclusões. Porque é muito interessante, às vezes a gente lê o mesmo trecho de um mesmo texto e a gente percebe que cada um colhe dali um tipo de ensinamento com um tipo de profundidade. Então, nunca a gente vai trazer aqui uma regra. Em nenhum momento nós vamos dar uma receita e nem vamos defender um lado ou outro lado. Estamos aqui para ser simplesmente e esse esse elemento que que é mensageiro dos pensamentos da das teses teóricas de Joana de Angeles e outros pensadores do próprio cristianismo e também do espiritismo. Quando ela ela faz essa analogia com a constelação familiar, veja que se a
os pensamentos da das teses teóricas de Joana de Angeles e outros pensadores do próprio cristianismo e também do espiritismo. Quando ela ela faz essa analogia com a constelação familiar, veja que se a gente olhar pro céu e for aprender sobre as constelações, os sistemas, os astros, a gente vê a diversidade. Então não é possível a gente dizer só existe esse modelo, dois pontos, papai, mamãe, filhinho, filhinha. No próprio céu tem astros grandes, pequenos, distantes, próximos, poucos astros por constelação, muitos astros. por constelação, um astro grande, outros pequenos, alguns astros grandes, todos os astros grandes. É lindo o céu porque ele é diverso. E a gente precisa lembrar da diversidade. A diversidade ela é base para tudo que a gente vê a falar aqui. Ela deve ser a pluralidade, deve ser esse tecido de fundo paraas nossas conversas. Precisa ser. Em nenhum momento nós vamos limitar a um modelo, a um padrão. Nós temos que respeitar o quanto é única e profunda cada alma humana. Então, não existe aqui uma única receita. A gente precisa olhar para as famílias, inclusive quando nós vamos pesquisar sobre família nos dados do do do governo, no nas nas estatísticas no IBGE, e a gente vai vendo quanto a família é dinâmica e quanto ao longo da história da humanidade ela sofreu alterações nos seus modelos, na sua forma de dinâmica familiar, de relacionamentos, nos tipos de agrupamentos, na na nas na quantidade idade de pessoas eh que estavam dentro eh do grupo familiar lá no passado, hã pessoas se organizavam com duas ou três gerações no mesmo lar, por exemplo, enquanto que nos dias atuais não, as famílias tendem a ser mais nucleares, mas nem sempre. Enfim, o modelo de família mais atual que a gente conhece hoje, que está identificado, é o que nós chamamos de família mosaico. É a família que hoje compreende dois núcleos que foram ã dissolvidos. Então, existia um primeiro casamento, existia um primeiro casamento nesse outro núcleo, os pais se separaram, o pai ou a mãe daqui, o pai,
lia que hoje compreende dois núcleos que foram ã dissolvidos. Então, existia um primeiro casamento, existia um primeiro casamento nesse outro núcleo, os pais se separaram, o pai ou a mãe daqui, o pai, a mãe daqui se unem, formam um terceiro eh um terceiro núcleo. Esse núcleo vem com filhos de um lado, com filhos de outro lado. E esse núcleo, inclusive, tem seus próprios filhos. Então, a gente chama isso de família mosaica, olha que bonito, que é essa combinação de cores, de formas, essa pluralidade, essa diversidade. Imagina quantas histórias estão ali. Então, primeiro ponto é trazermos consciência para isso. Cada família é uma família, não importa se ela seja grande, pequena, se ela tem a presença de pai, de mãe, ou se é somente um. a a mono parental tem um pai que faz ali o papel de pai de mãe, uma mãe que faz papel de pai de mãe. Tudo isso está incluído no nosso na nossa conversa. Quando nós falamos num episódio de um tema, é muito difícil conseguirmos eh relacionar o que seria essencial para se dizer ao longo de 1 hora ou de 50 minutos. Então, muitas vezes não conseguimos trazer toda, muitas vezes não, é impossível trazer toda a amplitude. Estamos aqui fazendo uma síntese, como se tivéssemos tentando montar, montar assim minimamente um esqueleto da família, do que que é importante se falar da família, mas é difícil de conseguirmos contemplar tudo. Mas por isso que é importante esses momentos que de vez em quando a gente para a as os textos, né, os o os assuntos e a gente faz um alinhamento diante daquilo que a gente recebe nos chats, daquilo que a gente trouxe, mas que não ficou bem explicitado, não ficou bem compreendido ou pode ter dado algum tipo de de confusão. Então nós trazemos esse esse encontro de perguntas e respostas, um encontro extra, justamente para alinharmos. Então estamos considerando a família pluri, diversa, não importa quem faça parte dela, ela pode ser inclusive a família sendo no núcleo uma única pessoa, mas ainda assim ela tem relações que ela considera
o estamos considerando a família pluri, diversa, não importa quem faça parte dela, ela pode ser inclusive a família sendo no núcleo uma única pessoa, mas ainda assim ela tem relações que ela considera familiar. às vezes nem é com relação consanguínea e nem por meio de hã de documentos oficiais, mas eu tenho aquela pessoa pela minha irmã e eu vivo com ela como se ela fosse minha irmã e ela é minha irmã, ela faz, ela acaba fazendo parte da minha família. Então tudo isso nós consideramos. Mas o que é importante trazer, o que foi importante a gente ter trazido nesse primeiro episódio quando a gente fala da constelação familiar, lembrando é que levando em consideração a diversidade, a pluralidade, nós precisamos identificar dentro da nossa família, seja grande, pequena, tenha muitos, poucos, seja pessoas fortes, pessoas mais fragilizadas, menos importa. O que que importa? O que que é importante é que cada um de nós estude a própria família e tente identificar o papel de cada um, o que cabe a cada um, para que a gente respeite o papel do outro, valorize o papel do outro e também tenha consciência de qual é o nosso papel, até onde a gente deve ir, o que nos cabe, estamos extrapolando, estamos sendo alienados a deveres que são nossos. Esse é o ponto principal. Em nenhum momento eu quis vir falar quem deve ficar em casa e quem deve sair. Se a gente esperar um pouquinho e ter um pouquinho de paciência para acompanhar o programa inteiro, que são 12, indo para 16 encontros contando esses extras, aí depois que a gente passar por esse conteúdo inteiro, a gente vai conseguir avaliar um pouco mais. Então um pouco de paciência para entender, né? Para poder saber de que ponto está falando, será que é isso mesmo que está tentando dizer? Então vamos lá para papéis familiares. Qual é o meu papel? Pode ser de mãe, de pai, não interessa. Não interessa. Eu é que eu vou definir. Não tem a ver com quem eu estou, com quem eu sou. Tem a ver com um acordo que a gente estabelece. Só precisa estar claro esse acordo.
ãe, de pai, não interessa. Não interessa. Eu é que eu vou definir. Não tem a ver com quem eu estou, com quem eu sou. Tem a ver com um acordo que a gente estabelece. Só precisa estar claro esse acordo. Então, se eu tenho, por exemplo, um pai e uma mãe dentro da minha casa que estão no final da vida com muitos problemas de saúde e eles já não têm mais competência para ser autoridade, para trazer o o o pão de cada dia. Ah, não, mas a Cris falou que eles são pais. Não, a Cris não falou. Nem Joana deângeles falou. O que que Joana traz? A necessidade da ordem nesse sistema. Que cada um estude seu sistema. Os meus pais estão em casa, mas eles não são as figuras de autoridade. Não tem problema. Qual é o papel do meu pai e da minha mãe que estão em casa sobre meus cuidados? Eu preciso ter claro o que cabe a eles para eu não abusar, exigir o que eles não podem dar, para eu também não fazer coisas que extrapolem. Então, só precisa ficar claro, é como se eu fosse assim, ó, toma, toma consciência, gasta um tempo da sua vida pensando na sua família. Qual é o papel do meu esposo, se é que eu tenho um? Qual é o meu papel como esposa, se é que eu sou esposa? Ah, eu não sou. Eu sou uma única figura. Eu sou mãe e pai em casa porque acabei me separando. Não importa por. Tudo bem? Eu preciso saber separar quando eu vou ser esse paterno em termos de função e quando eu vou ser esse materno em termos de função. Ou seja, eu posso ser uma única pessoa e ser referência pro meu filho, por exemplo, de paterno. Quando eu estabeleço regras, coloco limites, incentivo o meu filho a se socializar, a correr atrás da vida, quando mostro para ele que acredito na capacidade, na potencialidade, olho pro meu filho como alguém que vai desbravar o mundo, então eu estou fortalecendo esse ânimos, essa força masculina. Não importa se eu sou sou homem ou sou mulher, se eu sou a mãe ou se eu sou sou o pai. E eu posso inclusive ser a mesma pessoa fazendo as duas funções. E essa mesma pessoa que de vez em quando olha
a. Não importa se eu sou sou homem ou sou mulher, se eu sou a mãe ou se eu sou sou o pai. E eu posso inclusive ser a mesma pessoa fazendo as duas funções. E essa mesma pessoa que de vez em quando olha pro filho e usa do seu paterno para ser referência pro filho, pondo limites tudo aquilo que a gente falou do paterno. A mesma pessoa pode olhar pro mesmo filho e agora exercitar o seu materno para colher, para dar segurança, para mostrar a sensibilidade, para chorar quando uma plantinha morreu, pro filho saber que a gente também tem emoção e que a gente precisa cuidar tudo aquilo que se refere ao materno, ao feminino. Então, menos importante é quem eu sou. Todos nós carregamos as polaridades. Todos nós temos. Jesus é pra gente uma figura de referência e ele estava realmente integrado em feminino e masculino. Quantas vezes a gente vê nos evangelhos a narração e a gente imagina um Jesus forte que a gente fala: "Ai, meu Deus!" Dava até medo de abrir a boca ali, porque ele vinha, ele empunha, ele determinava, ele apontava. de voz hipócritas. Era essa força falando. E a mesma alma, o mesmo espírito, em outros momentos ele acalentava. Ele era aquele aquele colo gostoso. Quando a mulher foi pega em adultério, ele acolheu, ele foi sensível. Quando a criança tava sendo afastada, ele fala: "Não, deixa vir os pequeninos". E aí agasalha a criança. É o mesmo espírito oferecendo as duas polaridades como referência daquele que está sendo construído e que está emprestando, importando do outro recursos para formar o seu próprio, no caso as crianças e adolescentes. Então, algumas perguntas foram feitas, por exemplo, ã, qual é o papel do esposo? Na verdade, eu dei um exemplo, né? Eu poderia realmente ter dado dois pelo menos, mas é a questão do tempo. E aí a gente para conseguir trazer todo o conteúdo, eu dei um exemplo. E esse exemplo que eu dei era o exemplo do pai que sai para trabalhar e da e da mãe que fica em casa para se dedicar à educação dos filhos, porque isso é uma realidade, isso não é
, eu dei um exemplo. E esse exemplo que eu dei era o exemplo do pai que sai para trabalhar e da e da mãe que fica em casa para se dedicar à educação dos filhos, porque isso é uma realidade, isso não é a única realidade, mas esse é um exemplo. Eu trouxe um exemplo. Eu não trouxe uma uma determinação e muito menos uma uma tentativa de doutrinação ou qualquer coisa desse tipo. Eu trouxe um exemplo de uma mãe que prefere ao ser mãe estar com os filhos e o marido em comum acordo sai para trabalhar. É um modelo de família. Quantos outros existem? Tantas quantas forem as famílias. O que que acontece muito hoje? os dois saem para trabalhar, porque a gente sabe que isso é uma realidade, a necessidade de correr atrás da parte financeira. E aí, e aí que é um outro modelo? E a gente faz o quê? Não sei. Você é que vai ter que organizar o sistema da sua família. Eu não vou dizer como deve ser, como eu não disse que deveria ser daquele jeito. Eu disse que isso é um jeito só para exemplificar a distinção de papéis. E ainda tive o cuidado para mostrar que isso é parceria. Ninguém tava dizendo que quem sai, quem fica é melhor ou maior, ou menor ou pior. Imagina, isso é uma parceria, é um acordo. Olha, eu cuido daqui, você cuida de lá, tá bom? Tá bom. Os dois têm tanto valores, tanto um quanto o outro. E quando os dois saem para trabalhar, um novo acordo precisa ser estabelecido. Como é que a gente vai organizar a educação dos nossos filhos se nós dois estivéssemos estivermos fora? Ah, vamos fazer de um jeito que a gente trabalhe em períodos diferentes para que sempre o esteja em casa. É um modelo. Ah, não. Nós vamos trabalhar no mesmo período, então como é que vai ser? Vamos encontrar alguém para ficar em casa? Um segundo modelo. Não, não confio em alguém sozinho com eles em casa. Vamos procurar uma escolinha? É um terceiro modelo. Ah, não. Vamos aproveitar os avós que moram pertos e aí dá um sentido de vida para eles. Eles vão gostar. é um quarto modelo e a gente poderia estabelecer tantos modelos quantos forem
terceiro modelo. Ah, não. Vamos aproveitar os avós que moram pertos e aí dá um sentido de vida para eles. Eles vão gostar. é um quarto modelo e a gente poderia estabelecer tantos modelos quantos forem as configurações. Nós não estamos aqui para determinar configuração de família. Nós estamos aqui para chamar atenção da constelação familiar. Como é sua família? Que papel é de cada um. Não tem papel certo de cada um. Tem o papel que cada um no seu contexto se organizar. Eu posso fazer o contrário do exemplo que eu dei amigos que fizeram isso. Marido adora cozinhar, adora ficar. Fica em casa, a esposa vai sair. Escolheu desse jeito. Cada um tem liberdade. Vamos lembrar da liberdade. Cada um tem liberdade de fazer o que quiser do seu organismo familiar. É lindo de ver a variedade de famílias. Não existe um único padrão, nem um certo, errado e muito menos o melhor. Porque cada espírito é um espírito, cada história é uma história, cada realidade é uma realidade. Agora, cada um de nós deve olhar pra própria família e identificar os papéis. Quem vai ser responsável por isso? Quem vai ser, quem vai cuidar daquilo? que parte que me cabe para que a gente não misture. Era só essa a mensagem que a gente gostaria de passar, porque o problema não está na configuração da família. O problema está em não ter uma configuração clara e cada um fazer o que quiser na hora que entender e um ficar projetando e gerando expectativa no outro e não haver um acordo. E um cobra para cá e outro cobra para lá e isso gera perturbação, mal-estar, brigas, conflitos. E a mãe que deveria dar liberdade pro filho, extrapola o seu papel e faz aquela opressão, essa mãe devoradora que depois a gente fala no episódio dois e não deixa o filho ter liberdade. A mãe não tá no papel dela. Para a idade do filho, ele já precisaria ter um pouco de liberdade e a mãe não dá, porque ela não tem consciência de que papel ela está naquele momento. E esse papel muda, ele é dinâmico, ele evolui conforme a família vai se modificando, vai
ter um pouco de liberdade e a mãe não dá, porque ela não tem consciência de que papel ela está naquele momento. E esse papel muda, ele é dinâmico, ele evolui conforme a família vai se modificando, vai crescendo, os filhos vão crescendo e a mãe e o pai, os o esposo com a esposa, eles extrapolam papel e de repente um está funcionando como pai do outro, como mãe. É isso. é a gente olhar pras nossas famílias para perceber se eu ando tendo comportamentos que não batem com aquele papel que eu desempenho. E inclusive eu posso ter e tenho vários papéis dentro da família para eu saber quem fala agora. Se eu estou falando com a minha filha de 18 anos, eu tenho o papel de uma mãe. Mas se eu estou falando com meu filho de seis, o papel de mãe é outro, simplesmente porque os filhos têm idades diferentes. Então esse primeiro episódio foi trazer consciência paraa necessidade de organizar o sistema, para que cada um tenha consciência do papel que lhe cabe. Algumas perguntas surgiram, por exemplo, e quando o tempo já passou, a minha família já cresceu, eu já criei os meus filhos e não sabia dessa história, da necessidade de organizarmos, enfim. Ã, que que a gente poderia dizer? A gente poderia dizer que se a gente ficar olhando para trás para lamentar, a gente vai cair numa depressão, a gente vai se paralisar, a gente vai se vitimizar. Então, a gente vai lembrar que Deus ele permite esse livre arbítrio e ele observa a gente de acordo com as nossas circunstâncias, a quem muito foi dado, muito será pedido. A ignorância, a boa intenção ameniza a responsabilidade. Então, menos importante é a gente ficar olhando para se punir, para se martirizar. A gente pode lá e falar assim: "Ah, mas pelo contrário, até eu posso dizer assim: "Ah, mas como é que eu vou ter feito diferente se eu nunca ninguém me disse isso?" Então, se perdoe, tenha um pouco de compaixão com você, empatia, né? Cuide de você, né? Então, não vamos ficar olhando pro que passou, porque tem vida hoje. Tem vida daqui paraa frente.
e disse isso?" Então, se perdoe, tenha um pouco de compaixão com você, empatia, né? Cuide de você, né? Então, não vamos ficar olhando pro que passou, porque tem vida hoje. Tem vida daqui paraa frente. Que que eu posso fazer no meu momento presente? A partir disso que eu ouvi, daquilo que eu constatei, às vezes eu vou falar assim: "Nossa, então meu filho que tá começando a a vida dele, formando família, eu vou compartilhar com ele aquilo que hoje eu percebo que eu fiz e que eu não deveria ter feito ou que eu percebo um novo jeito de fazer. Tá vendo que eu tô usando aquilo que a gente aprendeu, só que eu não tô usando onde eu queria, porque também não vai adiantar eu ficar me lastimando do que passou. Que que eu posso usar daqui para frente? Sempre é tempo de renovar, de transformar. Enquanto tiver um dia de vida, tem um dia de possibilidades novas, tem um dia de novas, novos planos, novos sonhos. Então, não vamos ficar presos naquilo que a gente não fez ou deveria ter feito. Vamos ter compaixão. A gente, e hoje nós estamos fazendo um monte de coisa que ali na frente a gente vai olhar para trás e vai falar: "Nossa, que que eu fiz?" Mas o objetivo é, vamos investir no hoje, vamos olhar daqui paraa frente. Ao invés de ficar lastimando, vamos olhar planos novos. Pronto. Agora a Joana de Angeles me deu um insight, então como é que eu aplico isso na minha vida hoje, né? Com quem que eu posso compartilhar isso que ainda está com crianças pequenas? Tudo isso é movimentar, é transformar, é modificar. Nunca é tarde para mim. Nunca. A gente falou do esposo, qual que é o papel do esposo? Então nós não vamos ficar falando porque é como se eu tivesse, parece que eu tô desenhando um protocolo, né? Protocolo de esposa, dois pontos, você deve ficar em casa. Nunca eu disse isso. E se isso ficou em algum momento sugerido, retirem, apague e dissolva. Eu não vou fazer protocolo de como é ser esposa, nem de que como ser esposo, porque eu não sei o que é ser esposa. Não, não existe uma receita.
u em algum momento sugerido, retirem, apague e dissolva. Eu não vou fazer protocolo de como é ser esposa, nem de que como ser esposo, porque eu não sei o que é ser esposa. Não, não existe uma receita. Existe sim. É, quem é você? É autoconhecimento. Sou eu que vou dizer que que me cabe enquanto esposa, o que que me cabe enquanto esposo, seja o que for, parceira, parceiro, namorada, namorado. Eu é que tenho que saber o que me cape. E eu é ten e eu é que tenho que estabelecer um diálogo no meu sistema para que fique claro para todo mundo, para que a gente se veja com um alinhamento de ideias, de pensamentos. É isso que precisa. Só precisa que a gente organize nossa família. Nós não vamos trazer aqui protocolo do que que cabe ao esposo. É que aquele dia parece que eu citei mais exemplos de esposa e menos de esposo, né? Então a gente que é mulher já fica se sentindo ferida. Ah, tá cobrando de mim jamais. E se você tiver chance, assista o episódio da do ser mãe. Para mim, a o feminino e o materno são pessoalmente os dois maiores valores que eu, eu pessoalmente entendo, valorizo demais esse aspecto e entendo que esse aspecto muitas vezes está inclusive no próprio homem. Por quê? Porque nós dois carregamos, todos nós carregamos as polaridades internalizadas. Então, outro ponto, e quando os filhos, outra pergunta, quando os filhos forem adultos, se eles não moram mais com os pais, nova constituição, nova organização. Que que me cabe então? Se eu sou mãe de um filho que é criança, a o meu papel é um. Se eu sou mãe de um filho que é adulto, que já responde por si, que tem 25 anos de idade, que mora em casa comigo, o meu papel é outro. Se eu sou mãe de um adulto que já não mora mais comigo, que já tem o próprio lugar, o meu papel é um terceiro. E aí nós vamos ter que ter esse diálogo, inclusive com os próprios filhos, para estabelecer o que cabe ou o que não cabe. O meu filho já é adulto, mas mora comigo. Algumas coisas que eu cobrava dele quando ele era sobre quando ele estava sob minha responsabilidade, eu
ilhos, para estabelecer o que cabe ou o que não cabe. O meu filho já é adulto, mas mora comigo. Algumas coisas que eu cobrava dele quando ele era sobre quando ele estava sob minha responsabilidade, eu não posso cobrar. Mas tem algumas coisas que eu posso cobrar dele porque ele está sob o meu teto e que eu não cobraria se ele tivesse a mesma idade morando sozinho por conta. Então é bom senso, é diálogo, é acordo. É acordo. Eu não vou exigir que meu filho colabore com a manutenção da casa. Vamos ajudar a pagar conta da água, da luz, apesar dele ter 25 anos, porque ele mora sozinho na casa dele, ele tem a conta dele para pagar. Eu não vou pedir dinheiro para ele para ajudar eu pagar a minha. Mas e se ele mora dentro da minha casa? Ué, isso a gente pode negociar e a gente pode colocá-lo para ajudar, mas eu não vou fazer isso com meu filho de 8 anos, com meu filho de 16 anos. Então é bom senso e é acordo, é conversar o que cabe e a gente perguntar pra gente mesmo e o que que isso agrega e o que que isso desagrega. Será que se eu deixar o meu filho com 20, 25, 30 anos em casa, com todas as contas pagas, com prato de comida na mesa, com roupa limpa? Será que eu não estou convidando ele aí ficando? Será que eu não preciso dificultar um pouco? Não é dificultar, é dar responsabilidade para que ao ter responsabilidade ele possa falar: "Bom, mas se eu tiver que cuidar da minha roupa, se eu tiver que pagar conta, então eu vou morar sozinho". esse tipo de coisa que a gente pode mensurar, mas não dá para instituir assim, não. A Cris falou que com 25 anos tem que pagar a própria conta, não é isso. Cada filho é um filho, cada espírito é um espírito. Mas é preciso a gente olhar para cada fase, para cada época, para cada tipo de família, a gente fazer um acordo que seja algo que seja harmônico, que combine, que todo mundo esteja favorável. E ficou claro, ficou claro que tipo de contribuição ele vai ter. que tipo de acerto nós vamos fazer. Então, não importa se eles são adultos, se eles são crianças, se eles
todo mundo esteja favorável. E ficou claro, ficou claro que tipo de contribuição ele vai ter. que tipo de acerto nós vamos fazer. Então, não importa se eles são adultos, se eles são crianças, se eles são jovens. O que que importa é como eu estou consciente do que é ser pai nessa idade. E aí eu posso ir até atrás de de livros para me esclarecer e eu mesma fazer um um uma autorreflexão, porque eu que conheço esse filho que eu tenho. Enfim, é algo muito particular, mas que precisa ser olhado, precisa ser instituído. A gente falou bastante dessas famílias de mulheres que saem para trabalhar. Não, não muda nada. Só precisa olhar então como que ficaria a organização da casa, quem fica responsável por isso, como é que a gente fica com as crianças, como é que a gente vai fazer com a educação. Então, não tem certo errado, não tem o melhor e não tem o pior. Existe sim uma necessidade da gente eh eh eh delimitar paraa nossa família o que é papel de cada um. Bom, eh, reunião dois, eh, encontro dois, ser mãe. Vou trazer aqui uma frase da Joana de Angeles pra gente relembrar do episódio dois. Quando o amor, filho e mãe foi frustrante e inquietador, o adulto transfere para outras pessoas a carência que se torna mórbida, apaixonada, insegura, aprisionadora. permanece incapaz de realizar vinculações de respeito e de permuta afetiva por projetar o conflito em outrem para que o solucione tombando em desespero. Então, Joana tá trazendo essa essa realidade, né, do quanto que a relação de mãe com filho influencia no desenvolvimento psicológico do filho, o quanto que muitas vezes se misturam, porque por um período da vida, desde o ventre até o próximo dos 3 anos de idade, os inconscientes estão eh quase que mesclados. Existe um processo de diferenciação acontecendo quando os dois se separam, mas existe um tempo em que eles estão como se fosse misturados ou um está influenciando o outro. Então o nosso filho, ele vai carregar muito dos nossos conteúdos do inconsciente. Então, o quanto é importante que a mãe ã eh,
que eles estão como se fosse misturados ou um está influenciando o outro. Então o nosso filho, ele vai carregar muito dos nossos conteúdos do inconsciente. Então, o quanto é importante que a mãe ã eh, seja feliz com que a mãe cuide de si, cuide da própria emoção, corra atrás do que precisa, porque quanto mais emocionalmente a mãe estiver bem, mais essa influência na psique do filho vai ser uma influência boa, porque senão ele ela vai criar carência, morbidade, paixão, insegurança. Então, é importante que a mãe se conscientize de que ela não está só cuidando do filho fora, de que internamente quem ela é, além daquilo que ela faz, do cuidado com o corpo, com a saúde, com a alimentação, com o banho, com a nutrição, com as vacinas, internamente ela também está influenciando, cuidando, nutrindo o filho. E a pergunta é: Que tipo de nutrição psíquica eu estou oferecendo pro meu filho? É uma nutrição carregada de amargura, de sabor. E aí, que que eu faço? Cuide-se, mãe. Cuide. Cuide de você. Peça. Você merece. Você merece atenção, você merece cuidado, você merece alguém que te ajude, você merece estar feliz, porque até isso vai ajudar o seu filho, que normalmente a gente quer tudo de bom pro filho. Então, quando eu me cuido, quando eu eu me preocupo em estar bem, eu estou fazendo isso também pelo meu filho. Algumas considerações e perguntas que surgiram. Eh, toda mulher tem o dom da maternidade. Quem não teve mãe tem capacidade emocional para ser mãe. Então, a maternidade a gente vai, a gente vai entender que é um aspecto de novo, psicológico. Ele é arquetípico e ele está em todos nós. Ele está até nos nos homens, nos pais. A gente vê esse inst a maternidade na forma instintiva até nos animais. E a gente vê inclusive animais machos fazendo maternagem, não é? Tem tipos de aves que a mãe sai e quem fica cuidando eh eh ã cuidando dos ovos é o pai. A gente sabe de pinguins que é o pai que fica ali cuidando para que esse ovo ã nasça bem. Então, a maternidade ela é arquetípica, ela faz parte da alma, do
cuidando eh eh ã cuidando dos ovos é o pai. A gente sabe de pinguins que é o pai que fica ali cuidando para que esse ovo ã nasça bem. Então, a maternidade ela é arquetípica, ela faz parte da alma, do espírito, e ela vai se expressar em todos nós, em uns mais, em outros menos. Quando a gente veste esse corpo feminino, por uma por questões hormonais, essa maternidade ela é como se fosse estimulada. Então, a gente sabe a oxitocina, por exemplo, que é esse hormônio que toma conta da gente quando a gente amamenta, que é o hormônio do amor. Então, a gente sabe que tem uma expressão maior, mas em termos de capacidade e de dom, a gente jamais vai falar que uma pessoa não tem dom ou não tem capacidade. Agora, a gente tem também a questão da programação, a questão das necessidades do espírito. Então, às vezes, a gente sabe de histórias, inclusive, né, de mulheres, por exemplo, que vieram para ser grandes cientistas ou para serem missionárias religiosas. E aí então elas vêm como se fosse direcionadas, com uma prioridade, com um foco, e aí elas não desenvolvem. Então, cada história é uma história e isso vai de novo pro autoconhecimento. Que que me cape nessa vida? Será que eu vim para ser mãe? Será que eu não vim para ser mãe? Então isso é, sou eu comigo mesma. Em termos de domade, todos nós temos essas possibilidades. Agora, na minha história, isso está mais expressivo ou não está mais expressivo, depende da minha história, depende do meu passado, depende da minha da expiação que eu carrego. Às vezes eu carrego expiações nessa própria área da maternidade, do feminino. E isso é meu. Eu é que vou ter que fazer as minhas pesquisas, analisando minhas tendências. conversando comigo mesmo nesse diálogo com o self, com o espírito. Mas em linhas gerais e em tese, todos nós trazemos o materno internalizado. Não importa quem a gente seja, mas a história de cada um é de cada um. Mas e se eu não tive uma a mãe como referência? E a e você explicou que a gente vai internalizando a mãe com
terno internalizado. Não importa quem a gente seja, mas a história de cada um é de cada um. Mas e se eu não tive uma a mãe como referência? E a e você explicou que a gente vai internalizando a mãe com referência no na mãe de fora. Mas eu falei também que o materno não está só na mãe, porque muitas vezes eu cresço só com o meu pai e agora eu não vou ter uma mãe internalizada. Não, eu vou ter sim. Claro que eu vou ter. E onde que eu vou internalizar essa mãe? Porque eu vou viver com muitas pessoas. O meu pai vai fazer maternagem comigo, vai me cuidar, vai me proteger. Então eu estou desenvolvendo a minha função materna na relação que eu tenho com o meu pai, na relação que eu tenho com a minha avó, na relação que eu tenho com a minha professora, na relação que eu tenho com a minha vizinha que vem todo dia em casa para me ajudar a fazer alguma coisa. Então eu vou dizer, eu não ponho pause e play. A minha mãe chegou, play, vai internalizando a a maternagem. Minha mãe saiu, pause. Não, a todo momento, às vezes eu assistindo um filme que eu observo a maternidade acontecendo isso, eu estou lá construindo, eu estou fazendo conjecturas, reflexões, eu estou desenvolvendo o meu materno, assistindo um filme. Então não importa se eu tive mãe biológica, se eu não tive, não importa nada, porque sempre eu vou ter condições ao meu redor para colher do ambiente o que eu preciso para desenvolver a minha mãe interna ou o meu pai interno. Aí a gente comentou também, tinha uma avó que comentou que hoje ela cria um neto, ela foi mãe duas vezes. É verdade. É o que eu acabei de dizer. Eu não pude ter a minha mãe biológica, minha avó que me criou. A minha avó é a minha mãe nesse sentido da internalização do materno. E a gente diz que a avó é mãe duas vezes porque porque é como ela já tá tendo uma segunda experiência porque ela já foi mãe e ela tá sendo mãe novamente. Então é uma é uma perfeição, um aperfeiçoamento. perfeição não existe. É um aperfeiçoamento, porque a gente já teve uma experiência, a gente
riência porque ela já foi mãe e ela tá sendo mãe novamente. Então é uma é uma perfeição, um aperfeiçoamento. perfeição não existe. É um aperfeiçoamento, porque a gente já teve uma experiência, a gente tá repetindo a experiência, obviamente. Eu vou ter aprendido na primeira experiência, eu vou poder usar esse aprendizado, eu vou ter visto o efeito das minhas escolhas como mãe na primeira experiência para poder analisar se pode melhorar ou não. Então, realmente as vovós que assumem esse papel do materno recebem realmente nossos duplos aplausos, nossa dupla admiração, porque está sendo mãe de novo. É mais uma vez a experiência de mãe, mas não deixa de ser uma mãe na vida dessa criança que vai receber dela aquilo que precisa pro seu desenvolvimento. Nós falamos também um pouquinho, né, e mães de filhos adultos, como não interferir na vida dos filhos se ainda somos ignorantes, né? Como reverter a situação de uma mãe negligente se o filho já é adulto. Então, essa preocupação que cabe quando a gente descobre alguma coisa da maternidade, a gente olha e já criei meus filhos, hoje estão com 20, 30 anos e eu vi que eu fazia alguma coisa que eu não deveria, né? É óbvio que dá um uma certa angústia, né? a gente fica um pouco preocupado, mas é aquilo que eu já respondi antes. Eh, vamos olhar paraa frente. Ah, mas o meu filho é adulto, me deu uma culpa agora de saber que eu fiz isso para ele, que não era a melhor forma de ser feito. Pois é, mas a gente lembra que nossos filhos são espíritos. E ainda que a gente explique psicologicamente como que é a formação, o desenvolvimento psíquico do meu filho nessa vida, a gente precisa lembrar também que ele não chega vazio, ele não chega zerado, não sou eu que vou construir ele totalmente. Eu vou oferecer para ele um novo modelo para ele se inspirar enquanto espírito e fazer uma nova vida. Mas ele já chega com seus próprios conteúdos. Então, o meu filho adulto que recebeu essa mãe que não sabia algumas coisas e fez algumas coisas que não eram as melhores
espírito e fazer uma nova vida. Mas ele já chega com seus próprios conteúdos. Então, o meu filho adulto que recebeu essa mãe que não sabia algumas coisas e fez algumas coisas que não eram as melhores quando ele era criança, a gente vai dizer assim: "Ele espírito que tinha essas necessidades." Se ele não precisasse daquele tipo de mãe, ele não teria sido encaminhado, porque a lei de Deus é perfeita e ela vai acertando as engrenagens de um jeito que não fica espaço para nenhum tipo de injustiça. Ai, eu fui tão dura como mãe, tadinho do meu filho. Não, provavelmente esse filho precisava de uma mãe dura. Às vezes era até uma necessidade, porque se a mãe não fosse tão dura, talvez ele tivesse se perdido por algum por algum outro caminho, se a mãe tivesse sido mais sensível, calminha e tudo mais. Então, vamos lembrar que Deus agrega tudo e que aquilo que eu fiz de uma forma não muito boa pode ser inclusive o que aquele espírito precisava para aquele momento. Então, não vamos nos cobrar, não vamos nos culpar, não vamos nos lamentar, vamos olhar daqui paraa frente. Daqui paraa frente, agora eu já sei. Então, se um dia eu tiver conversando com uma amiga que tá com filho pequeno, eu posso falar aquilo que eu aprendi. Eu posso inclusive usar o meu modelo de de exemplo. Olha, eu fiz isso. Depois eu percebi que isso não foi tão bom. Eu posso fazer isso pros meus filhos. Olha, filho, lembra? A mamãe fazia tanto isso, mas sabe, hoje percebi que não era a melhor forma. É daqui pra frente como é que eu posso colaborar com esses novos ensinamentos ao invés de ficar lamentando aquilo que já passou, né? Ã, e como não interferir na vida dos filhos se ainda somos ignorantes? naquilo que eu sou ignorante, provavelmente eu vou continuar interferindo na vida do meu filho. Se eu interfiro na vida do meu filho porque eu ignoro o que eu faço, como é que eu vou fazer? Enquanto eu não cair afich em mim, enquanto eu não me dar conta de que aquilo que eu estou fazendo não é adequado, provavelmente eu
o meu filho porque eu ignoro o que eu faço, como é que eu vou fazer? Enquanto eu não cair afich em mim, enquanto eu não me dar conta de que aquilo que eu estou fazendo não é adequado, provavelmente eu vou continuar fazendo paciência. Isso significa somos imperfeitos. E meu filho, o meu filho é um espírito que se trouxe para essa situação. Ele está no lugar que Deus o colocou de acordo com as suas necessidades. E aí, que que ele vai fazer quando ele ficar adulto e eu dei essa participação que não foi muito adequado, ele vai cuidar dele mesmo como adulto. Então, vamos lá. Eu não fui uma mãe muito adequada em algumas coisas. Meu filho hoje é adulto e agora? E agora ele é adulto, ele se vira. Ele que vá pra terapia, ele que corra atrás da reforma. íntima, ele que vá cuidar de si. Então, não precisamos assimilar tudo isso. Meu filho não é um incapaz. Quantos de nós fomos paraa terapia para lidar com conflitos, provavelmente da relação que tivemos com nossos pais? Isso faz parte do grau de evolução. E eu vou culpar meus pais, não vou agradecer, porque eles também são imperfeitos como eu sou. E eu como mãe, provavelmente devo ter colaborado para alguns conflitos dos meus filhos. Paciência. Eu era ignorante, eu não sabia fazer diferente. Eu também tinha os meus conflitos. Do mesmo jeito que hoje eu vou cuidar de mim, indo pra terapia e não vou ficar lamentando o culpando meu pai e minha mãe, que foram eles que fizeram. Humum. Eu espero que meu filho faça a mesma coisa. Olha, filho, eu tô indo para terapia, tô tentando dar um jeito, vou para o espiritismo e reforma íntima e estudo e oro para eu tentar me melhorar e você faz a mesma coisa. Então, a culpa não é toda minha, né? Então, menos, menos lamentação. Joana deângeles fala, tira essa história de culpa do seu vocabulário. Pense em responsabilidade. Que que eu sou responsável? O que que me cabe fazer? Dá para eu fazer, eu faço? Não dá. Meu filho já cresceu. Paciência. Agora ele vai cuidar dele, como eu também cuido de mim e eu a partir de hoje vou ser uma
u sou responsável? O que que me cabe fazer? Dá para eu fazer, eu faço? Não dá. Meu filho já cresceu. Paciência. Agora ele vai cuidar dele, como eu também cuido de mim e eu a partir de hoje vou ser uma outra mãe. Então, provavelmente se numa próxima vida eu vier a ser mãe, eu já vou fazer diferente do que eu fiz. E a gente vai progredindo, a gente vai evoluindo. Esse é o plano de Deus. Agora, se eu já sei que aquilo não é adequado, eu já não sou mais ignorante e eu continuo interferindo na vida dos meus filhos, mesmo sabendo que isso não é legal, aí eu vou responder por isso, né? Quem muito foi dado, muito será pedido. Que é aquela história de quando Jesus conversa lá com o fariseu e o fariseu fala: "Ah, mas a gente ã não vai ser responsabilizado". Jesus fala assim: "Se você não soubesse, você não saria, mas você sabe. Se você sabe, né, naquela parte do não nascer de novo, não vai ver o reino dos céus que não nascer de novo." Se Mas você sabe por quê? Porque eles tinham as Sagradas Escrituras nas mãos. Eles eram os representantes aqui dos ensinos. Como é que eles vão alegar não sabia? Então eu faço porque eu sou ignorante. Paciência, grau de imperfeição, grau de evolução da terra e a gente tá aí todo mundo junto. Agora eu sei, mas é, ah, eu sempre fui assim. Quantas vezes a gente encontra pessoas, quantas mães, quantos pais que sabe que estão equivocados, mas que ficam confortáveis? Ah, eu vou mudar essa altura da vida. Não precisa mudar, mas você vai se responsabilizar por isso, você mesmo, a sua própria consciência. Então, se eu sou de fato ignorante, é uma coisa, mas se eu interfiro sabendo que não é deveria, mas tá confortável para mim, porque eu prefiro desse jeito, isso daí provavelmente ali na frente vai gerar algum tipo de arrependimento quando cair a ficha, quando você perceber, né? Então, ã, faz parte, mas a gente precisa sim vigiar para aquilo que a gente já é capaz de não interferir. Uma coisa que a gente precisa tomar muito cuidado é interferir na vida dos
você perceber, né? Então, ã, faz parte, mas a gente precisa sim vigiar para aquilo que a gente já é capaz de não interferir. Uma coisa que a gente precisa tomar muito cuidado é interferir na vida dos filhos quando eles já formaram a própria família ou já vão morar com alguém ou já tem um um uma outra vida pessoal. E às vezes a gente continua como se ele tivesse em casa. a gente dá palpite, a gente dá bronca, a gente vai lá, a gente entra no quarto para saber se a roupa tá no lugar certo. Isso é uma interferência, né? Então, por isso que é importante a gente saber o que cabe em cada papel, em cada lugar, em cada época da vida, pra gente não interferir nesse tipo de coisa. E o último, então, ser pai, o terceiro episódio, Joana de Angeles, uma das das citações que a gente apresentou foi a paz que se entregam à educação dos filhos, depositando neles todas as suas aspirações e também insatisfações, esperando compensação quando os mesmos adquiram a idade adulta. Quando essa ocorre e os descendentes são convidados a seguir a própria existência, atormentam-se, acreditam-se abandonados, sofrem depressões, perdem o sentido existencial. Então, a gente falou bastante no episódio do ser pai da necessidade dos pais permitirem que seus filhos cresçam. Ainda temos uma sociedade machista, ainda temos uma sociedade que exacerba esse esse esse lugar do pai, do homem. E é muito comum os homens, os pais, né, dentro das famílias não permitirem que os filhos cresçam, porque eles querem continuar. O fortão, o dono, o pai, o senhor, a autoridade. Autoridade eu sempre vou ser, mas dar espaço para que esses filhos cresçam por eles. O filho não vai fazer o que eu mandei. O filho não tem que ser quem eu acho que ele deve ser. O filho não deve seguir os passos que eu dei para ele seguir. O meu papel enquanto pai é estimular o meu filho a conquistar a própria vida e não a vida que eu acho que ele tem que ter. Falamos bastante sobre isso, sobre a importância dos pais liberarem os filhos, mesmo que eles
anto pai é estimular o meu filho a conquistar a própria vida e não a vida que eu acho que ele tem que ter. Falamos bastante sobre isso, sobre a importância dos pais liberarem os filhos, mesmo que eles queiram ser alguém que o pai nunca imaginou. Isso cabe pra mãe também, mas é permitir que os filhos voem paraa vida própria. É, não seguindo como se fosse dando continuidade. Ah, porque eu fiz isso, agora meu filho tem que vir atrás de mim. Permita que ele tenha o próprio caminho. Ele pode, inclusive, escolher vir atrás de mim e dar continuidade naquilo que eu fiz, naquilo que eu que eu comecei. Ou ele pode seguir a própria próprio caminho e criar uma nova vida que não seja lincada com a minha. Então, nós falamos bastante sobre essa liberdade de deixar o filho ser quem ele é. Surgiram algumas perguntas do tipo: "Mãe e pai podem alternar a função? Um deles pode ser referência para as duas funções, apenas pai ou apenas mãe. Os filhos ficam sem outro aspecto?" Então, a gente já falou disso. Essa pergunta veio repetida desde o primeiro episódio. Então, de novo, ã, não estamos falando de pessoas, né? Então assim, mãe e pai alternam a função. Muitas vezes, muitas vezes a gente encontra família que a gente fala assim: "Ai, na verdade, acho que o pai é a mãe, a mãe é o pai e e não importa quem seja quem ali. O que importa é que a criança receba proteção, carinho, segurança, mas ao mesmo tempo limites, regras, firmeza, liberdade. A mãe, o o materno protege, o paterno libera. É preciso que a criança esteja em ambientes que isso seja oferecido. Se a criança cresce num ambiente que só tem segurança, proteção, não sai daqui, não pisa no chão frio, não põe e é assim, é assim, ela vai crescer insegura, como se ela vivesse numa redoma. E se a criança cresce num ambiente que só tem, vai, se vira, não tô nem aí, faça de qualquer jeito, faça, toma conta sozinha, ela cresce se sentindo órfão. Ninguém olha para mim, ninguém me cuida, ninguém me protege. Então, quem vai desempenhar? Não importa avó, tio, vizinho,
faça de qualquer jeito, faça, toma conta sozinha, ela cresce se sentindo órfão. Ninguém olha para mim, ninguém me cuida, ninguém me protege. Então, quem vai desempenhar? Não importa avó, tio, vizinho, professor. O importante é que a criança tem ambiente rico das duas polaridades. Vários ambient várias figuras oferecem proteção, segurança, carinho, sensibilidade. Várias figuras oferecem limite, regra, força, coragem e liberdade. Então, não importa quem é quem ali, o que importa é estímulos sendo oferecidos, funções sendo eh vivenciadas. E às vezes uma única pessoa consegue oferecer e todos nós oferecemos. Quem de nós de vez em quando é carinhoso, de vez em quando é firme? Às vezes a gente tem mais uma polaridade do que a outra. Eu costumo ser mais carinhosa, mas de vez em quando eu sou firme. Eu não, eu costumo ser muito firme, mas de vez em quando eu sou emotivo. Então, a gente tem uma polaridade ou outra mais exacerbada, mas todos nós temos as duas. Então, mesmo quando tem uma única referência em casa, a criança pode colher dessa única referência os as duas funções. Então, não fica não sem sem o outro aspecto quando a gente só tem um pai ou só uma mãe em casa, que isso mais de 30% das famílias brasileiras têm essa figura única, né? Não o casal, não os dois personagens, mas um só dentro de casa cuidando, sendo pai, sendo mãe, mais de 30%. E nesse caso as mulheres, as mulheres é que ficam mais com os filhos. Então muitas mulheres acabam sendo mãe e pai dos próprios filhos, né? Mas nunca elas estão sozinha. Sempre tem alguém, uma amiga, um amigo, um primo, um tio, o próprio pai, avó, sempre tem outras pessoas que ajudam essa mãe nesse exemplo, eh, eh, eh, nessa vivência dos aspectos, né, paraa criança poder, ã, assimilar esses esses dois aspectos. E um comentário que eu achei importante a gente trazer, nem sempre quem violenta ou estupra foi violentado anteriormente. É verdade. A gente tem sim um um existe essa tendência, né, de que aquilo que eu recebi é aquilo que eu internalizei, é
gente trazer, nem sempre quem violenta ou estupra foi violentado anteriormente. É verdade. A gente tem sim um um existe essa tendência, né, de que aquilo que eu recebi é aquilo que eu internalizei, é aquilo que eu vou gerar. Então, a gente sabe de muitos casos já estão catalogados, né, cientificamente falando na psicologia, do quanto existe essa repetição de padrões, né, e é muito exacerbada a repetição de padrões. Eu costumo ser a mãe dos meus filhos, que foi a mãe que eu recebi. Eu costumo ser afetiva quando eu tive afeto. Eu costumo ser distante se eu fui tratada com distância. essas repetições. Se eu vivi numa casa em que o a violência era um recurso utilizado para algum tipo de adaptação, de limite, provavelmente eu vou tender a fazer essa forma. Se eu não ressignifiquei isso entre uma coisa e outra, eu posso ter tomado consciência, eu posso ter percebido que aquilo não era conveniente, eu posso ter tomado eh a minha escolha e me diferenciar daquilo que eu fiz, do que eu recebi. Mas existe essa repetição. E eu tava chamando atenção paraa necessidade de olhar para isso, porque aquilo que a gente vive em casa, provavelmente a gente vai ver nossos filhos vivendo depois. Mas muitas vezes a nossa violência ela veio, ela vem de outras origens. Não é porque eu eh me trataram com violência que eu sou violento. Muitas vezes essa minha violência ela vem de outros pontos. Eh, por exemplo, outros tipos de conflito, ã, por exemplo, um complexo de superioridade. E aí eu tento me colocar acima dos outros de uma forma violenta, ainda que eu não tivesse recebido violência. Hã, às vezes de outras vidas eu trago esse espírito que já vem marcado com essa violência, porque em vidas passadas teve traumas, teve conflitos e e praticou atos que ainda estão ali, essas tendências, então a pessoa tende. Então, pode ser que de um lar em que teve paz, em que teve carinho, em que teve harmonia e aí os filhos acabem sendo violentos. Aí você fala: "Como é que pode?" Porque esse espírito já trouxe e
tende. Então, pode ser que de um lar em que teve paz, em que teve carinho, em que teve harmonia e aí os filhos acabem sendo violentos. Aí você fala: "Como é que pode?" Porque esse espírito já trouxe e nem com um lar mais calmo, mais pacífico, conseguiu diluir tanto aquela aquela tendência que ele trouxe de outras vidas. Então, sim, nunca vai existir uma única explicação para nada. Existem sim tantas histórias, tantas explicações quantas forem as histórias eh das pessoas. Então, eram essas as considerações, aquilo que eu pude colher dos chats, dos comentários, das perguntas a respeito dos três encontros anteriores. Espero que aquilo que tenha ficado mal explicado ou não compreendido possa ter sido esclarecido. Eh, nos próximos três encontros, nós vamos de novo apenas expor as teorias e depois de três encontros a gente volta aqui para mais uma rodada de perguntas e respostas. Agradeço demais pelo tanto de carinho, de estímulo, de paciência de vocês, de compaixão com as nossas imperfeições, pelo interesse, pela família, pelo valor à família. por essa nossa empreitada, essa nossa tentativa de resgatar a importância dos núcleos de formação da sociedade que começam em casa, como Joana deângeles diz, essa primeira célula social. Então, obrigada pela participação de vocês. Uma alegria estar com vocês, ouvindo, acompanhando e trocando na medida do possível. Muito obrigada. Até mais.
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