#reprise Jesus e Saúde Mental | Episódio nº 17 • Onde se encontra a felicidade?

Mansão do Caminho 23/09/2025 (há 6 meses) 50:11 1,894 visualizações

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Transcrição

ля Essa felicidade que sonhamos, árvore milagrosa que supomos, toda arreada de durados pomas, existe sim, mas nós nunca a encontramos porque ela está sempre apenas onde nós a pomos e nós nunca a pomos onde nós estamos. para refletir sobre a felicidade e onde ela se encontra, onde nós a colocamos. Eu convido você para estar conosco nesta noite. Segundo Aristóteles, a felicidade é o anseio básico, a meta básica primordial do ser humano. Todas as outras metas seriam consequências dessa meta maior. Ou seja, nós buscamos outras coisas na realidade como forma de encontrarmos a felicidade. Aristóteles propõe isso quando vai no seu livro Ética anicômaco falar sobre esses aspectos mais da vida relacional, da vida moral, da vida intrapessoal, mas especialmente porque ele vem de uma tradição que ficou bastante impactada com a vida de Sócrates. que Sócrates vai colocar como base, né, não de uma maneira direta, digamos assim, mas como a gente pode encontrar e em dois livros que a gente publicou sobre a sabedoria de Sócrates, comparando com o Espiritismo, comparando com o Evangelho de Jesus, um livro publicado pela editora ID, a sabedoria de Sócrates e O cristianismo Rede Vivo. E um outro livro publicado pela editora Ferrex da Federação Espírita do Rio Grande do Sul. né, os últimos dias de Sócrates. Então, quando a gente vai analisar eh os diálogos platônicos, a gente vai entender basicamente que a proposta de Sócrates para a felicidade seria encontrarmos uma vida virtuosa, desenvolvermos as virtudes em nós a partir eh da existência, da ética para com o outro e para consigo mesmo. e nessa perspectiva se tornar uma pessoa melhor. A vida do filósofo, inclusive ao amar a sabedoria, a ao ser um amante da sabedoria, era encontrar essa virtude maior, a sabedoria que englobava outras características, né? A de ser justo, amoroso, enfim, todas as outras virtudes estariam englobadas na vida idealizada. de um sábio do qual o filósofo buscava eh ser, encontrar ao longo da sua trajetória. E Sócrates causa um impacto

justo, amoroso, enfim, todas as outras virtudes estariam englobadas na vida idealizada. de um sábio do qual o filósofo buscava eh ser, encontrar ao longo da sua trajetória. E Sócrates causa um impacto porque apesar de financeiramente não ter quase nada, ele se mantém, ele se mantém eh fiel ao seu ideal. E isso causa um impacto quando você vê ali o diálogo fedon, que é uma um verdadeiro tratado de mortalidade da alma, em que Platão traz a baila temas sobre a imortalidade, sobre reencarnação, sobre reminiscências. Eh, só que a curiosidade ou a grandiosidade desse tratado é que não é um tratado teórico, é um relato dos últimos dias, na verdade, dos últimos instantes de Sócrates no cárcere, conversando com vários discípulos, né, vários seguidores, mas Platão não estava lá segundo o próprio diálogo. Então, Platão é uma testemunha indireta segundo o diálogo. Então, essa calma, essa tranquilidade põe, traz a baila, traz, né, na discussão filosófica, principal, eh, primordialmente, a ideia e do que seria ter uma vida boa. Antes de Sócrates, a proposta do conhece-te a ti mesmo já existia, do genotice altum já existia, mas era uma proposta mais assim eh fisiológica ou física em que os antigos sábios, né, eles colocavam homem, conhece de a ti mesmo, no sentido de eh cada um perceber a sua inferioridade, a sua insignificância diante dos deuses. É Sócrates quem traz essa fala, essa proposta para uma interiorização, né? Então ele traz, dá uma dimensão psicológica de autoconhecimento. E essa dimensão psicológica de autoconhecimento tem tudo a ver com essa dimensão, talvez transcendente, espiritual, que se bebe também das consequências da palavra eh socrática, da tradição platônica. Então, a tradição socrática, a tradição platônica é muito vasta. Daí encontramos uma corrente cética, encontramos uma corrente de vários aspectos, inclusive uma corrente mais espiritual, né, uma corrente mais transcendente. Então, para se desenvolver, né, eh, nessa transcendência, pegando então essa corrente, a gente precisaria também se

pectos, inclusive uma corrente mais espiritual, né, uma corrente mais transcendente. Então, para se desenvolver, né, eh, nessa transcendência, pegando então essa corrente, a gente precisaria também se desenvolver eh psicologicamente falando, no sentido de autoconhecer-se, né? E aí a gente vai eh encontrando uma perspectiva de melhoramento e, portanto, também uma perspectiva de felicidade. esse melhoramento, essa vida virtuosa, no final das contas, seria para encontrarmos a evdaimonia ou a verdadeira felicidade, que não depende dos prazeres externos, não depende das coisas externas, nem vem com a vida material, na realidade traz uma dimensão muito mais íntima. Por isso é uma verdadeira eh felicidade nesse sentido. Portanto, se pensarmos a felicidade do ponto de vista socrático, platônico, seria o conhecimento das virtudes, seria não só o conhecimento das virtudes, mas o desenvolvimento das virtudes. Porque não adiantaria na filosofia socrática conhecer teoricamente as virtudes, manipular a verdade para convencer o outro se você não fizesse uma radical modificação de si mesmo numa vida diferente com uma relação no mundo. Essa era inclusive a grande crítica que os filósofos faziam aos sofistas, que sabiam, né, eh, a arte retórica de convencimento que Sócrates também sabia, por isso que ele é acusado de sofista, mas ele sabia essa arte retórica de conhecimento, de convencimento de uma maneira diferente e não desarticulada com a vivência. Quando pegamos então a tradição cristã, vamos encontrar pelo menos duas passagens que eu queria enaltecer nesse episódio, nessa palestra, que são duas passagens de Jesus, né? Uma conversando com Pilatos e outra conversando com os seus discípulos. A conversa com Pilatos, que a gente encontra, por exemplo, no capítulo 18, ali pelos versículos 33 e eu vou ler. Então, Pilatos entrou novamente no pretório e chamou Jesus e lhe disse: "Tu és o rei dos judeus?" Jesus lhe respondeu: "Falas assim por ti mesmo ou os outros te disseram isso de mim?"

33 e eu vou ler. Então, Pilatos entrou novamente no pretório e chamou Jesus e lhe disse: "Tu és o rei dos judeus?" Jesus lhe respondeu: "Falas assim por ti mesmo ou os outros te disseram isso de mim?" Então respondeu Pilato, sou por acaso judeu? Né? Então Pilatos com ironia mais uma vez, né? A pergunta já é irônica, a primeira, né? Eh, depois vem uma outra pergunta irônica. Sou por acaso judeu, teu povo e os chefes dos sacerdotes entregaram-te a mim. O que é que você fez? O que é que fizeste? E Jesus então responde: "Meu reino não é deste mundo. Se meu reino fosse deste mundo, meus súditos teriam combatido para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas meu reino não é daqui." Então Pilatos mais uma vez faz uma terceira pergunta também irônica. Então tu és rei? E responde Jesus: "Tu dizes, eu sou rei. Para isso nasci, é para isto que vi o mundo." Então agora ele afirma um reinado. Eh, para isso eu vim ao mundo, para dar testemunho da verdade. Quem é da verdade escuta a minha voz? E aí vem Pilatos com a quarta pergunta irônica. Agora, talvez uma pergunta mais filosófica profunda. E o que é a verdade? E tendo isso, saiu de novo e foi ao encontro dos judeus. E é interessante que eh nesse nessa pergunta até então Jesus vai respondendo. Percebe o diálogo? Mas nessa pergunta não há resposta. O diálogo não não continua, pelo menos João não anota. Então, se João não anota, eh, a gente imagina que o o diálogo ali se encerra, porque logo em seguida Pilatos vai até a os judeus e disse: "Olha, eu não encontrei nele nenhuma nenhum motivo de condenação". Então fica ali uma um silêncio, porque é uma pergunta que talvez, né, Jesus estivesse proporcionalmente deixando silêncio para não eh para termos mais humildade. E a gente encontra isso muito bem trabalhado, né? Não diretamente e essa essa passagem de Jesus, mas a gente pode fazer um paralelo no capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo, quando Kardec traz fora da caridade não há salvação e ele analisa outras propostas. Então, uma das propostas muito

s, mas a gente pode fazer um paralelo no capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo, quando Kardec traz fora da caridade não há salvação e ele analisa outras propostas. Então, uma das propostas muito sedutoras, por exemplo, para quem é espiritista, seria: "Fora da verdade não há salvação." Mas aí seria uma proposta presunçosa desse espiritista, como se o espiritismo trouxesse a verdade. E Allan Kardec lembra disso. O que que a gente pode saber sobre a verdade completa, né? Porque aí vem o tema que a gente tá querendo trazer. A verdade absoluta, a verdade completa é patrimônio dos espíritos puros. Isso o espiritismo traz bem ao encontro do que encontramos aí nessa passagem de Jesus e o de que Sócrates, a filosofia socrática, trazia. O sábio, o espírito crístico, ele obtém, né, o conhecimento da verdade. Ele está em pleno acordo com a harmonia universal. Ele e Deus se fundem em um só, porque não só Deus está nele, como Deus está em nós, mas ele também está em Deus. Agora, nós não estamos em Deus no sentido de entendermos eh os arcanos, né, as profundidades do universo. Então, é uma vinculação mais unilateral, porque nós estamos ainda distanciados pela nossa imperfeição, pelas nossas eh dificuldades de percepção na nossa vista embaçada do ponto de vista espiritual. E aí vem a consequência eh dessa passagem que nos remete a outra passagem de Lucas, em que Jesus está com os discípulos e os discípulos perguntam onde seria eh fundado na terra, construído na terra o reino dele, né, e consequentemente o o reino de Deus, porque era esse reino que Jesus estava falando. E então alguns começam a, de forma mais materializar o reino. De certa forma o que Pilatos fez? Você é rei, né? E Jesus fala: "Não, eh, meu reino não é deste mundo, porque se fosse deste mundo, os meus súditos, né, os meus eh seguidores teriam combatido para que eu estivesse aqui. Meu reino eh não é daqui." E os discípulos então perguntam: "Onde é que vai ser construído o reino de Deus?" E então Jesus olha e vai dizer: "O reino

dores teriam combatido para que eu estivesse aqui. Meu reino eh não é daqui." E os discípulos então perguntam: "Onde é que vai ser construído o reino de Deus?" E então Jesus olha e vai dizer: "O reino de Deus não vem com as coisas exteriores. Não podereis dizer que está ali ou aculará, porque o reino de Deus está e aí a gente pode ter algumas traduções dentro de vós ou entre vós. E me parece que são tradições eh traduções que se equivalem. Por quê? Digo isso. Então, uma uma interpretação que vem ao encontro da doutrina espírita, é o encontro dessa perspectiva onde se encontra a felicidade. Quando nós construímos o reino de Deus dentro de nós e estamos numa coletividade em que a maioria das pessoas também conseguem construir o reino de Deus dentro delas, esse reino de Deus interno se traduz no reino de Deus externo. Então, o reino de Deus está entre vós. Mas também a gente pode pensar na consequência da filosofia socrática. Não adianta ser um sábio excluído do mundo. O sábio, né, ele precisa estar em relação com o mundo, porque é na relação com o outro que a ética, né, que é a ética se impõe, essa relação ética com o outro. Então, quando o reino de Deus está construído dentro de nós, uma consequência natural é a gente querer compartilhar esse reino de Deus, que é a fonte de verdade. Veja que logo em seguida Jesus fala da verdade, o reino da verdade. E essa verdade gosta de ser compartilhada, pelo menos a verdade que está relativa ao nosso alcance. Isso nos remete ao mito da caverna de Platão, em que o sábio, né, na verdade, o o homem que se desvincula das correntes que eu aprendia ali pro no fundo da caverna, vislumbra um horizonte maior. E ele, por estar vislumbrando o horizonte maior e agora está vinculado a uma sabedoria maior e, portanto, a uma vida virtuosa, ele tenta voltar. Então, ele não fica lá fora da caverna, ele volta para dentro da caverna para tentar alertar, para poder contar as coisas para aqueles que estão acorrentados e até tentar desacorrentá-los também.

tar. Então, ele não fica lá fora da caverna, ele volta para dentro da caverna para tentar alertar, para poder contar as coisas para aqueles que estão acorrentados e até tentar desacorrentá-los também. Então, quando nós estamos eh evoluindo, crescendo, é natural o desejo de compartilhamento, porque o desejo do amar o outro nos leva a querer que o outro que nós amamos esteja junto conosco nessa ascensão. Então, o reino de Deus interno começa a ser construído externamente também. Então, faz muito sentido esse reino de Deus que está entre vós. É nessa perspectiva que a doutrina espírita examina muito bem a questão da felicidade. E ali entre as perguntas 920, 922 de O livro dos Espíritos, Allan Kardec vai trazer questões basicamente sobre a felicidade. Então, na, e basicamente ele vai, ele vai resumir isso que a gente tá colocando, né? A felicidade completa, essa felicidade absoluta, é patrimônio dos sábios, é patrimônio eh da vida crística, não fala mais espírita, é patrimônio dos espíritos perfeitos. Esses que atingiram a perfeição tem também a a capacidade da pureza, né, da visão cristalina pura de percepção. Então, a felicidade completa, por isso que Allan Kardec analisar também essa passagem de Jesus, traz uma uma avaliação, né, em o Evangelho Segundo o Espiritismo sobre a felicidade não ser deste mundo. de fato, eh, o mundo de provas e expiações, indo para o caminho da regeneração, no primeiro passo da regeneração, né, no rumo do mundo de regeneração, eh, não é um mundo perfeito, porque o próprio mundo de regeneração, segundo a visão espírita, não é o estágio maior, é como se fosse uma pausa, um respiro para, ou seja, um respiro sem as duras expiações para um novo patamar. futuro, de mundo feliz para depois um outro patamar que seria o mundo celeste. Então, o mundo celeste é o mundo celestial que a gente não tem nem condições total de entender como é que seria. É um mundo que e a natureza meio que se funde a natureza espiritual, a natureza material meio que se funde a

e é o mundo celestial que a gente não tem nem condições total de entender como é que seria. É um mundo que e a natureza meio que se funde a natureza espiritual, a natureza material meio que se funde a natureza espiritual. Então, outra perspectiva e é nesse momento que a gente pode pensar na verdade, na felicidade completa, não é? Nesses espíritos desse estípo. Então, sim, a felicidade completa não é deste mundo, portanto também não é deste mundo interior que nós estamos acostumados. Mas aí, então, Allan Kardec, ele tenta eh esmçar um pouco mais e percebendo, né, a possibilidade, qual seriam as possibilidades? Ele faz a pergunta que eu queria ler, 92. A felicidade terrestre é como se ele fizesse um resumo, é relativa à posição de cada um. A posição de cada um é do ponto de vista de evolução. Então, percepção espiritual, clareza espiritual, né? Então, a felicidade relativa, a felicidade absoluta não dá, a felicidade relativa dá. Agora, o que basta para a felicidade de um constitui a desgraça do outro. Ou seja, eh, nessa relatividade de cada um, às vezes o que é ser feliz para mim não é ser feliz para você. Haverá então alguma soma de felicidade comum a todos os homens? A felicidade completa, não, essa felicidade relativa. Então ele já sai dessa questão mais profunda filosófica e adentra mais nessa questão de vida. A felicidade possível, ela, o que é que teria em comum? E os benfeitores respondem: "Com relação à vida material, é a posse do necessário, com relação à vida moral, a consciência tranquila e a fé no futuro." Então, percebamos, é como se nós pudéssemos então de forma didática, juntando, né, os ensinamentos do livro dos espíritos, da boa nova, da própria eh filosofia socrático-plônica, entender que existe uma felicidade absoluta, que é também uma felicidade ideal. E existe uma felicidade relativa, que é também uma felicidade possível. Então, a felicidade absoluta ideal, a gente vai ter que ter paciência, muita paciência para poder adentrar nela. Ela é uma meta a ser alcançada, mas a

e relativa, que é também uma felicidade possível. Então, a felicidade absoluta ideal, a gente vai ter que ter paciência, muita paciência para poder adentrar nela. Ela é uma meta a ser alcançada, mas a felicidade também é possível, né, quando nós percebemos a felicidade relativa. E é nesse sentido, a felicidade também é um meio. Então a felicidade ela tanto uma meta a ser alcançada, quando a gente pensa felicidade ideal ou um ideal de felicidade, mas também um processo, uma um meio, uma ferramenta. quando a gente pensa na felicidade relativa, na felicidade possível, e é essa que Allan Kardec pergunta. Então, é essa não apenas a felicidade ideal que a gente talvez precise refletir, porque senão a gente vai eh entender a visão espiritista como uma releitura apenas de uma eh proposta um tanto quanto masoquista de que na Terra é para sofrer, sofrer, sofrer, sofrer, visando um futuro apenas. É uma verdade. É uma verdade. Mas essa verdade, ela precisa ser ampliada para entender que não é um sofrimento por por um sofrimento, é um sofrimento para uma aprimoração. Beleza? Mas além disso, que em meio a esse sofrimento, como a vida é muito complexa, a gente pode, ao mesmo tempo estar passando por um sofrimento, por uma dor mais feliz. relativamente falando, a gente pode estar passando por dificuldades, porém tranquilo. Então, é isso ali que Paulo vai traduzir, por exemplo, quando vai dizer que ele está com um corpo desconjuntado, mas permanece no bom combate, né? Permanece ali na na caminhada. Então, dentro dele, o ser estava venturoso, alegre. embora partes dele externamente estivessem eh angustiadas, quebradas, inclusive do ponto de vista mais físico. Então, nessa nesse sentido, essa felicidade, o a doutrina espírita e eu acho uma proposta fantástica, né? Vocês terem ideia como eu gosto, deixa eu dar esse tema. o meu mestrado e o meu doutorado, né, na parte acadêmica, foram sobre eh essa questão da felicidade, sabe, com a área que a gente chama de psicologia positiva e psiquiatria positiva.

eu dar esse tema. o meu mestrado e o meu doutorado, né, na parte acadêmica, foram sobre eh essa questão da felicidade, sabe, com a área que a gente chama de psicologia positiva e psiquiatria positiva. e lendo muitas propostas, né, lendo muito sobre o assunto, eu ainda fico, com essa resposta prática, pragmática e muito aprofundada, que vem sendo, de certa forma corroborada. Então, porque veja, primeiro, a doutrina espírita aí ela não nega a existência material, ao contrário, os benfeitores vão começando dizer do ponto de vista material, a posse do necessário. Então, ela não nega, dizendo que a gente precisa ter uma vida de martírio em relação ao corpo para podermos eh cuidar do ser espiritual. Ao contrário, ao cuidarmos do nosso corpo, nós também estamos fazendo um autocuidado. Esse autocuidado, simbolicamente, nos traz a ideia de cuidado de si mesmo, conhecimento de si mesmo. Então, a questão é o excesso, a questão é o culto ao corpo, o culto a ao materialismo, a exterioridade. Então, e nesse sentido, a doutrina espírita fala a posse do necessário. E é interessante que várias pesquisas vão dizer o seguinte: eh, dinheiro traz felicidade? Acho que essa grande questão que se coloca aí nessa perspectiva. E os estudos mostram os seguintes, olha, eh, até certo ponto, né, o bem-estar material, o dinheiro ajuda na felicidade, sim. E é por isso que você encontra eh países desenvolvidos como um todo, com índices de felicidade maiores, mais elevados do que países pobres. Por quê? Porque em geral a população aqui está homogeneamente com condições que tão aí a gente corrobora a doutrina espírita que é tão com o necessário para viver, né? E aqui não, num país muito pobre, a maior parte das pessoas, né, não tem saneamento básico, não tem questões básicas para a subsistência. Então, situações que diminuem a dignidade humana e, portanto, humilham, mexem com o lado moral, né, a eh o moral do ser humano. Agora, as mesmas pesquisas mostram que o seguinte, países complexos, a gente pode

tuações que diminuem a dignidade humana e, portanto, humilham, mexem com o lado moral, né, a eh o moral do ser humano. Agora, as mesmas pesquisas mostram que o seguinte, países complexos, a gente pode dizer assim, em desenvolvimento como o Brasil, outros países semelhantes, em que vocês têm, a gente tem bolsões de miséria e bolsões de super desenvolvimento. Então, a gente tem essa heterogeneidade. Eh, os níveis de felicidade de países desse tipo, muitas vezes são parecidos aos níveis de felicidade de países mais desenvolvidos. Por quê? Porque aqui você tem uma complexidade maior e certamente o índice de felicidade de uma parcela da população que tem o básico necessário para viver eleva o índice geral do ponto de vista estatístico. É interessante também perceber pesquisas com pessoas que ganharam na loteria, que é o grande sonho, né? especialmente na no início de ano, sempre tem aquela o bolão do final de ano. Eh, e aí fizeram pesquisas com pessoas que ganharam nessas ness nesses prêmios. E de fato no início era aquela euforia, o índice de felicidade ia lá paraas alturas. a pessoa ficava eufórica certamente, mas depois de um tempo, mais ou menos um ano, os níveis de felicidade da pessoa voltavam ao nível anterior do ganho do prêmio. Então veja se era uma pessoa que já fosse satisfeita, ela continuava satisfeita. Agora, se fosse uma pessoa insatisfeita, ela voltava para a insatisfação. Porque também a gente sabe que quando você tem eh muito dinheiro, começa a aparecer, né, como o próprio a história de alguns famosos John Lennon. Depois da fama, aparece ali o pai dele, que foi uma pessoa ausente, de certa forma querendo resgatar, não era só uma paternidade querendo ser resgatada, era também um resgate financeiro. E isso dói muito a alma da pessoa, né? Dói muito profundamente no ser humano. Então, o poder, o dinheiro abre portas e abre também pessoas que se aproveitam. Isso às vezes vai deixar a pessoa ficar meio paranóica. meio desiludida e traz uma série de consequências.

o ser humano. Então, o poder, o dinheiro abre portas e abre também pessoas que se aproveitam. Isso às vezes vai deixar a pessoa ficar meio paranóica. meio desiludida e traz uma série de consequências. Então, é muito interessante a gente perceber essa perspectiva da posse do necessário, mas ele vai dizer a consciência tranquila para doutrina espírita. Isso tem uma profundidade enorme. Porque quando lemos no livro dos espíritos onde está escrita a lei de Deus, nós encontramos a resposta na consciência dos seres, na consciência do ser. Então, a lei de Deus está escrita na nossa consciência. As leis morais elas estão dentro de nós e de certa forma a justiça humana é um um meio de tentar traduzir essas leis morais. o meio que vai ser mais cristalino ou mais opaco conforme a a evolução dos seres, conforme os seres estiverem mais reenificados, digamos assim, nesse neologismo, você com o reino de Deus desenvolvido internamente, a justiça, o direito humano vai ser mais próximo do direito divino que está na nossa consciência, conforme Conforme a nossa evolução for mais opaca, mais distante vai ser essa diferença do direito divino e do direito dos homens. Por isso que ao longo da nossa história, todas as barbariedades, me diz meu irmão, que é da área jurídica, foram feitas eh sobre o aval da pena do direito humano, porque nem tudo que é legal é moral, né? A legalidade seria o direito humano e a moralidade o direito divino. Então, quando nós estamos em paz com a nossa consciência, independente de estarmos sendo injustiçados pelo direito humano ou pelas pessoas ao nosso redor, nós estamos com a consciência tranquila e estamos em paz. E essa paz nos dá um certo estoicismo, uma tranquilidade da alma que nos faz persistir. Não é uma tranquilidade sem mescla, tá? Não é que a gente não se sinta angustiado, não é que a gente se sinta não se sinta para baixo muitas vezes. Sim, nos sentimos porque a gente não é também essa pessoa robustamente eh infalível, sabe? Não, mas pelo menos a gente não

angustiado, não é que a gente se sinta não se sinta para baixo muitas vezes. Sim, nos sentimos porque a gente não é também essa pessoa robustamente eh infalível, sabe? Não, mas pelo menos a gente não fica no chão. a gente cai, sente o golpe pegando uma uma comparação com um box, por exemplo, o lutador sente o a o golpe, mas consegue se levantar apesar de ter sentido o golpe, porque ele tem a consciência tranquila, ele tem algo que o puxa e esse algo que o puxa fica mais forte ainda quando ele tem uma fé no futuro. Então é nessa ordem, né? a posse do necessário, a consciência tranquila. E aí vem um elemento que eu acho primordial, a fé no futuro. Porque eu posso ter posse do necessário, posso ter consciência tranquila, mas não ter necessariamente a fé no futuro. Mas essa fé no futuro é um ingrediente a mais que me enche de vitalidade, me enche de propósito e me dá uma visão, essa visão transcendente. E aí a mensagem de Jesus, ela se amplifica. né, da mensagem socrática, embora elas pareçam nessa questão da transcendência, da sabedoria, tal, aí me parece que vai a algo mais profundo, porque não dá para você ter uma visão materialista, oficialmente falando, baseada no na vida de Jesus, ah, né? Então, na vida de Sócrates, na vida de Platão, sabe, você tem correntes materialistas. Porque não necessariamente foi uma uma vida tão plena espiritualmente como Jesus, né? Jesus fala constantemente desse reino de Deus. Então, Sócrates fala, mas ele fala de tantas coisas, eh, tanta pluralidade ali que você tem inclusive uma escola cética de um ceticismo fundada sobre a característica socrática de duvidar, de questionar. a gente não consegue encontrar no cristianismo. Não quer dizer que a gente não encontre um materialismo em pessoas religiosas, mas não é um materialismo estimulado por eh pelas palavras, pela interpretação, porque se você for interpretar constantemente, Jesus remete à fé. Esse é o ponto. Embora na análise da filosofia antiga socrática, nem sempre a gente consiga encontrar a fé na análise

a interpretação, porque se você for interpretar constantemente, Jesus remete à fé. Esse é o ponto. Embora na análise da filosofia antiga socrática, nem sempre a gente consiga encontrar a fé na análise da vida de Jesus, da filosofia de Jesus, né? Eh, dessa boa nova está a fé como talvez o primeiro lugar, o primeiro ponto, a fé como um primeiro ponto. E certamente foi por isso que os judeus deram o palco ali para que Jesus pudesse nascer entre eles, porque tinham essa carac hoje também continuam tendo essa característica da fé como sendo algo fundamental para as suas vidas. A fé me faz lembrar um professor de física que havia perdido eh pela morte. um amigo também professor e numa aula ele me falou algo que não para mim, falou pra turma, mas algo que até então era professor de vestibular, então tava ali com meus 17 anos, eu acho. E então já cresci no espiritismo, né, numa visão espiritual. E e foi interessante falar o seguinte para vocês que acreditam em alguma coisa depois da vida, né? Porque o católico, o espírita, o evangélico, todas as religiões, o umbandista, eh, todos, a pessoa do candomblé, todas elas acreditam em algo depois da morte, o que vai variar o como e quando e onde vai ser esse depois da morte, né? Mas todos nós acreditamos, acreditamos que existe algo que sobrevive e ele não, ele é materialista. E ele falou assim: "Para mim: "Não, para mim é maior, morreu, acabou". Então, eu não consigo me me consigo me consolar de que eu reencontrarei meu amigo. Para mim, nunca mais eu vou vê-lo. Então, era uma dor tão profunda que eu só fui entender depois, atendendo pessoas com a mesma característica. E quando a gente atende pessoas que têm uma fagulha de fé, como essa fé ajuda para passar? Não é para não se sentir abalado, mas é para passar pelo abalo sem se desmoronar como um todo. Ou até desmoronar, mas se reconstruir, entende? Ou seja, sentir a dor, mas se levantar diante de perdas, porque a fé dá uma noção de propósito, de um algo maior que está ali norteando

ar como um todo. Ou até desmoronar, mas se reconstruir, entende? Ou seja, sentir a dor, mas se levantar diante de perdas, porque a fé dá uma noção de propósito, de um algo maior que está ali norteando a vida. Então, nesse sentido, me parece que a felicidade na visão espírita possível, ela se encontra nesses três aspectos, né? a posse do necessário, a consciência tranquila e a fé no futuro. E talvez foi por isso que para irmos encerrando o nosso encontro de hoje, eu encontrei aquelas duas histórias naquela época da do da faculdade, era estudante de medicina e uma amiga, né? Na verdade eu tava indo fazer uma prova, na verdade tava no meio de semana de provas ali e preocupado com as provas. A primeira prova tinha sido a nota baixa, a primeira nota baixa que eu tinha tirado praticamente na minha vida toda, a prova da anatomia, muito difícil. Então tava preocupado com a segunda prova para fazer bem e passar por média. E parei num posto de gasolina e era um posto que ficava eh entre duas vias, né? Uma via que ia e outra via que voltava. E naquele não existia um retorno oficial, sabe? O retorno que você faz, né? não existia o retorno oficial. Então, as pessoas faziam retorno no posto de gasolina extrao oficialmente, né? E depois até a prefeitura deixou um retorno, construiu um retorno oficial, porque todo mundo fazia lá. E também foi a vez de um jovem, um jovem que tinha pele negra, eh, com baixa condição econômica, que estava catando o lixo. Então, em todas as grandes cidades, imagino que na sua também, existem pessoas que catam o lixo para sobreviver, às vezes para poder encontrar algo e também para reciclar, vender para alguma coisa que recicla. E esse jovem, ele foi fazer o retorno nesse nesse caminho, mas ele tava com uma aquelas carroças. Eh, e eu achei interessante porque ele tava com a carroça puxada por um cavalo. Às vezes você tem a pessoa que, a própria pessoa que puxa, né, a carroça, mas ali era um cavalo que tava puxando, eh, e ele tava só tangenciando o caminho do

e tava com a carroça puxada por um cavalo. Às vezes você tem a pessoa que, a própria pessoa que puxa, né, a carroça, mas ali era um cavalo que tava puxando, eh, e ele tava só tangenciando o caminho do cavalo. Só que como vinha, ia carro e voltava a carro, ele tava ali no meio, o cavalo deu uma relinchada assim, quis ir pra frente e ele segurou a rédia. No que ele segurou a rédia, o a carroça que tava cheio de lixo, caiu um lixo no chão. Aí ele tentou pegar o lixo no chão, o cavalo tentou ir pra frente, ele segurou o cavalo, caiu mais um lixo no chão. Ele tentou pegar o lixo, se o cavalo ia e ficou naquela cenna eh trágico, cômica e tão trágico cômica que ele começou a rir. E foi a risada dele que me chamou atenção e eu olhei para trás. Quando eu lei para trás, me chamou atenção aquela cena trágico cômica, sabe? Um jovem, né? eh, que tava numa situação trágica na minha percepção e acho que na sua também, catando o lixo, mas estava rindo da própria desgraça que tava sendo dupla, porque o cavalo querendo ir paraa frente, podia causar um acidente e quando ele ia, o lixo caia no chão, ele riu. Mas aquela risada me chamou tanto a atenção e que eu depois de abastecer, eu desci do carro e fui conversar com ele. E acho que me chamou atenção porque por dois motivos, né? Um motivo óbvio, esse que tô colocando, mas teve outro motivo porque essas carroças são pesadas e tava abarrotada. E eu sei que era apesado, porque outro dia, nesse paralelo aí a essa história, eu tava chegando na casa dos meus pais, onde eu morava na época, e tinha um uma pessoa que tava carregando uma carroça de lixo, mas não era pelo cavalo, era ele próprio. E acho que ele tava ali meio embriagado, sei que ele tava depois ficou caído no chão lá e a carroça ficou justamente na entrada do carro. E eu então desci do carro e enfim, vi que ele não ia não tinha condições de tirar e tentei eu mesmo segurar a carroça e tirar. Mas foi uma coisa cômica, né? Foi uma coisa patética, porque quando eu tentei fazer uma força pra carroça descer, eu subi de

a não tinha condições de tirar e tentei eu mesmo segurar a carroça e tirar. Mas foi uma coisa cômica, né? Foi uma coisa patética, porque quando eu tentei fazer uma força pra carroça descer, eu subi de tão pesado que era o negócio. Eu fiquei, meu Deus do céu, vi, já vi tantas pessoas carregando essa carroça e nunca imaginei que era tão pesado resultado. Eu não consegui tirar a carroça do local. Aí vieram as pessoas, né, e começamos a ajudar para mover a carroça pro local enquanto ele se eh restabelecia. Ajudamos lá ele que tava realmente tava embriagado. E eu fiquei com aquela aquele impacto, né? Talvez isso me fez descer e perguntar por aquele jovem tava rindo. Quando eu cheguei perto do jovem, ele ficou com medo. Então veja que coisa curiosa, né? um jovem de classe média, sempre fui de classe média, né? Meu pai professor, eh, então nunca fui de jovem de classe elevada, classe média, pai professor, mas que me deu as condições necessárias, nunca sofri e problemas na minha subsistência, né? E teoricamente é o classe de é o jovem de classe média que fica com medo de um jovem de classe socialmente baixa, né? de ser assaltado, ser agredido, mas foi esse jovem que ficou com medo de mim. Isso já me chamou impacto. Tive que falar para ele: "Não, não vou fazer nada com você, eu quero conversar". E ele achou estranho, mas a gente conversou, perguntei o nome dele. Eh, ele me falou o nome e eu perguntei: "Você vai levar isso para onde?" Ele: "Não, vou levar ali para um local que recicla e aí eu vou conseguir levar um dinheiro para casa." E eu falei: "Você consegue levar quanto?" E ele falou: "Ah, se for um dia normal, uns R$ 5. Se for um dia bom, como hoje, uns R$ 10. E aí, com esses R$ 10, eh, eu consigo comprar comida e levar para minha família, porque desde que meu pai nos abandonou, então eu é que consigo levar. Minha mãe tem, aí começou a falar várias doenças que a mãe tinha, não conseguia trabalhar. Então, era ele que ajudava na subsistência de casa catando o lixo, porque ele tava feliz.

que consigo levar. Minha mãe tem, aí começou a falar várias doenças que a mãe tinha, não conseguia trabalhar. Então, era ele que ajudava na subsistência de casa catando o lixo, porque ele tava feliz. Porque ele tava com muito lixo. Veja que paradoxo. Eu tava feliz porque tava com muito lixo, ia ganhar R$ 10 para poder comer. E aquilo me condo profundamente, sabe? Eu até tirei um dinheiro para dar e ele não aceitou. Ele não, não. Você já era um cara, ele não tava pedindo nada para ninguém, né? E eu falei: "Mas por que você tá rindo?" E ele falou: "Mas que que eu posso fazer, né? Que que eu posso fazer?" Esse é um ponto interessante que esse jovem eh me ensinou. A desgraça quando é muito, melhor rir porque você pelo menos atenua. Mas ele também tava feliz porque ele tava levando comida para casa. Ele tava com um propósito. Eu não sei se ele tinha uma fé espiritual. Acho que sim, porque ele falou graças a Deus. E não foi aquele, graças a Deus, de boca para fora. Ele tava realmente com um sentimento profundo. E essa jovem e essa história ficou guardada na minha cabeça porque na mesma semana uma amiga minha de faculdade, ela veio me procurar para conversar sobre a vida dela. Ela sabendo que era espírita, ela queria que eu conversasse um pouco sobre isso com ela, porque ela tinha tudo. Ela me disse e eu me sinto extremamente triste, um peso, porque eu acho que eu não sou útil para nada. Então ela de fato era uma pessoa muito bonita, inteligente, estudante ali de medicina, uma boa estudante, poliglota, falava ali umas quatro ou cinco línguas, eh, com dinheiro financeiramente muito de uma classe alta, num terreno, eh, em Recife privilegiadíssimo, ah, viajando, né, viajada, já conhecia vários lugares do mundo, apesar de ser muito nova. eh estava num relacionamento afetivo, tinha uns pais, OK, não, nenhum pai maravilhoso 100%, mas os pais bons, presentes, afetuosos. Então, assim, ela tinha uns parâmetros todos que a gente enaltece como sendo necessário. Apesar disso, ela dizia: "Eu me sinto inútil."

um pai maravilhoso 100%, mas os pais bons, presentes, afetuosos. Então, assim, ela tinha uns parâmetros todos que a gente enaltece como sendo necessário. Apesar disso, ela dizia: "Eu me sinto inútil." E foi interessante, eu geralmente não faço nenhum eh assim, não fico convertendo ninguém. Eu faço palestras desde 17 anos. faço palestras, as pessoas sabem que eu faço. Quem quiser escutar, vai lá na palestra hoje, assiste o YouTube, especialmente o canal da Manção do Caminho, onde vinculei toda minha minhas energias aí nos últimos tempos para poder eh, enfim, dar conta de outros compromissos também da vida profissional, pessoal, paternal. Mas no dia a dia eu não fico assim convertendo. Se aqui nem a ideia de conversão que eu me move. A minha a a o o o meu motivo de fazer palestras é a ideia de compartilhar algo que é bom e que eu acredito que é bom porque é bom paraa minha vida. Então, falando isso, quando as pessoas vêm me vem perguntar e elas estão realmente interessadas como essa amiga, aí eu comecei a conversar mais de forma particular e entreguei para ela um Evangelho Segundo o Espiritismo. Sugeri alguns capítulos, ela foi lendo e não se não não se tornou espírita, mas ela se tornou uma pessoa com propósitos, né? alimentou esse lado espiritual, que era o que ela tava pedindo. Eu não tava querendo convertê-la para nenhuma religião, para nenhuma visão, mas tava querendo despertar a visão espiritual de propósito. E foi interessante que logo em seguida ela foi entrando em trabalhos voluntários para ajudar pessoas e criar e ficou uma pessoa extremamente engajada em várias causas eh sociais, despertando um lado espiritual, não oficialmente com a religião, que era aquilo que o jovem tinha. A fé como um despertar de um propósito. A fé como um despertar de algo que nos move de uma maneira transcendente para passarmos as dificuldades da vida. E aquele jovem que não tinha nada, o básico era grato à vida, feliz, porque estava levando a comida. E aquela outra jovem que tinha quase tudo, estava infeliz

e para passarmos as dificuldades da vida. E aquele jovem que não tinha nada, o básico era grato à vida, feliz, porque estava levando a comida. E aquela outra jovem que tinha quase tudo, estava infeliz porque se sentia aqui, sentia útil o jovem. e ela se sentia inútil. A fé tem essa outra função de nos mobilizar uma força de propósito, uma força criadora transcendente em nós que se transborda na vida. E é por isso que concordo com a visão de Vicente de Carvalho, quando no terminar da sua poesia, nos últimos dois tercetos, ele vai dizer: "Essa felicidade que sonhamos, a árvore milagrosa que supomos, toda arreada de Dorados Pomos, existe sim, mas nós nunca a encontramos, porque ela está sempre apenas onde nós a pomos e nós nunca pomos onde nós estamos". Essa felicidade que é uma árvore milagrosa, sabe? 100% de frutos, é a felicidade completa, perfeita, ideal. Essa outra felicidade que está na visão que a gente coloca no hoje e transforma o hoje é a felicidade possível, é a felicidade relativa, é o processo da caminhada que nos torna felizes, não apenas amanhã, mas nos torna felizes hoje, porque vai saciando a nossa fome espiritual, vai saciando a nossa sede de mudança. Essa felicidade, portanto, existe sim, mas nós não a encontramos porque ela está sempre apenas onde nós a pomos e nem sempre nós a pomos onde nós estamos. Muita paz. Até a próxima.

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