Quem alcançará a vida eterna? Palestra com João Victor Borges

INSTITUTO GOIANO DE ESTUDOS ESPÍRITAS IGESE 15/08/2025 (há 7 meses) 57:17 17 visualizações

Quem alcançará a vida eterna? Palestra com João Victor Borges

Transcrição

Boa noite, Queridos irmãos, queridas irmãs, boa noite aos nossos queridos irmãos que nos assistem de casa, que estão assistindo em um outro momento essa palestra, né? Nós costumamos sempre lembrar que todas as nossas palestras estão gravadas, né, na nossa nossa página no YouTube. Então, qualquer momento que você quiser rever ou se você gostou da palestra, envie para amigos conhecidos, né? Porque o papel da doutrina, a maior caridade que nós podemos fazer, exatamente divulgá-la, né? Então vamos aproveitar essa oportunidade para levar essa palavra a mais e mais irmãos. E nesse sentido, nós gostaríamos de agradecer primeiramente a todos os nossos parceiros de transmissão, TV Secal de Santa Catarina, TV Deus Conosco, Rádio Nova Luz de Catalão, TV Goiás Espírita e Grupo Espírita Mensageiros da Luz e Rádio Portal da Luz. Então, agradecemos aos nossos parceiros de transmissão que nos ajudam a levar a mensagem da doutrina, né, a mais e mais irmãos. Bem, eh, hoje nós teremos aqui conosco o nosso querido irmão João Víor, que vai falar para nós sobre um tema muito, muito, muito interessante. Deixa eu pegar aqui. Como alcançar a vida eterna, né? é uma coisa que nós eh todos falam, né, em vida eterna, em vida eterna. Mas o que é essa vida eterna? O que que eu quero nessa vida eterna? Por que ter uma vida eterna? Como será essa vida eterna? Né? Então, relembrando inclusive que está reprisando aquela novela Viagem na Globo, né? que vai falar exatamente sobre essa questão. E hoje nós temos então essa grata surpresa de ter conosco aqui nosso querido irmão João Víor, que vai trazer esse tema para nós com maiores detalhes. Grata surpresa, não, né? Trata alegria, alegria muito grande tê-lo aqui conosco, João. Então vamos fazer a nossa prece, né, para iniciar os nossos trabalhos e pedir a proteção da espiritualidade para este momento tão importante onde nós viemos buscar Jesus nessa casa e através dos espíritos bondosos que são seus prepostos, seus trabalhadores do bem, aqui estão na noite de hoje para

itualidade para este momento tão importante onde nós viemos buscar Jesus nessa casa e através dos espíritos bondosos que são seus prepostos, seus trabalhadores do bem, aqui estão na noite de hoje para nos auxiliar não só no entendimento desta vida eterna, das palavras do Cristo, mas principalmente nos trazendo o alívio, o conforto, aquela tranquilidade aos nossos corações tão necessitados diante de tantas lutas, Senhor, que estamos passando. Que a espiritualidade bondosa possa cuidar de cada um na noite de hoje com seu amor, com seu carinho, cuidar de nós encarnados e também daqueles desencarnados que buscam esta casa para o seu refazimento, para o seu encaminhamento. Que todos sejam muito bem-vindos ao lar de Jesus. E assim, mestre, Senhor, agradecidos por mais essa oportunidades, nós damos por iniciada a nossa palestra pública da noite de hoje. Que assim seja. Bom, então, sem mais delongas, eu vou passar a palavra pro nosso irmão João Víor. Seja muito bem-vindo, João. E a palavra é sua, por favor. Bom, ah, primeiramente, boa noite a todos. Uma ótima noite. Eu espero de coração que todos vocês estejam bem. Para aqueles que no momento não estejam, eu sempre gosto de iniciar as nossas conversas, os nossos estudos, lembrando que nenhum mal dura para sempre. É na certeza de que o bem prevalece, é na certeza de que o mal é passageiro. Que a gente possa fortalecer essa crença e mais do que fortalecê-la, vivenciá-la no nosso dia a dia, lembrarmos daquela frase que Maria disse ao Chico: "Tudo passa". E hoje, olha, vocês cada vez mais me surpreendem com os temas. Cada tema mais assim difícil do que o outro. E quando nos foi convidado a falar a respeito de eternidade, de vida eterna, eu confesso que é um desafio, porque nós estávamos até recentemente no grupo de estudos doutrinários aqui no Lar de Jesus nesse final de semana, fazendo alguns comentários. E vocês já perceberam que num mundo onde tudo é frenético, onde dia e noite parecem ser quase a mesma coisa, numa velocidade

ios aqui no Lar de Jesus nesse final de semana, fazendo alguns comentários. E vocês já perceberam que num mundo onde tudo é frenético, onde dia e noite parecem ser quase a mesma coisa, numa velocidade muito tremenda, a gente não tá vendo a semana passar, o mês passar, o ano passar, as coisas estão muito rápidas, tá tudo muito mutável, digamos assim. É difícil nós acharmos nesses pontos um ponto de eternidade. É difícil talvez nós falarmos de imutável, de permanente, de fixo, de imortalidade em um mundo onde tudo é passageiro, onde tudo é rápido, onde tudo se transforma constantemente. Então, a proposta hoje do nosso tema é pra gente falar a respeito um pouquinho disso. A luz, lógico, da doutrina espírita. dos ensinamentos, então, ali que nós temos e o que que nós podemos então aprofundar isso dar a respeito disso e levar então pra nossa vivência. Então o tema de hoje é pra gente falar um pouquinho sobre quem alcançará a vida eterna. E eu gosto muito dessa imagem, desse horizonte, porque quando você olha pro horizonte, se você já teve essa experiência de contemplação, de olhar pro horizonte, você vê que ele traz para nós a ideia de infinito. E você já viu que se a gente tentar fazer o seguinte, eu vou sair daqui e eu vou rumo ao horizonte, o novo horizonte surge. Ah, eu vou tentar buscar esse novo horizonte. Um novo horizonte surge, ou seja, ele jamais tem fim. E essa ideia que quando nós olhamos para aquela imagem ali, ela evoca eternidade, infinito. E é complexo nós entendermos isso através da mente, porque a mente, a mentalidade, ela atua no tempo e ela tem o seu prazo de validade, ela tem os seus limites. mente, o pensamento é um caminho muito importante para que a gente possa compreender, mas existem outras ferramentas que o ser humano não possuem que são tão importantes quanto a mentalidade, que seria a intuição, a emoção. E são coisas que a gente acaba deixando um pouco de lado. E muit das vezes regente num racionalismo muito exagerado, temos dificuldade de

ortantes quanto a mentalidade, que seria a intuição, a emoção. E são coisas que a gente acaba deixando um pouco de lado. E muit das vezes regente num racionalismo muito exagerado, temos dificuldade de compreender, por exemplo, quando tratamos desse tema. Então, pra gente poder dar sequência, algumas perguntas que ecoam ao longo do tempo, coisas que são colocadas para nós desde origem da humanidade e que aqui agora nós vamos tentar não respondê-las. Dizem que mais do que as respostas são as perguntas. Então, que a gente reflita um pouco sobre essas perguntas e o que mais elas têm a nos dizer. Então, vamos juntos. O que significa viver para sempre? Fala-se muito disso, né? Dessa ideia da eternidade, dessa ideia da imortalidade. O que é viver para sempre? Talvez uma resposta rápida que a gente dê é: não morre. Mas o que isso significa? Qual o impacto que isso tem para nossa vida? Que mais? Por que que o ser humano, antes mesmo de uma construção de ideias religiosas, já nos povos pré ali eh no período paleolítico, neolítico, já se tem evidências históricas de que o ser humano sempre buscou algo transcendental, que é algo ligado com a nossa condição. Todo ser humano precisa desenvolver pelo menos um pouco do que nós chamamos de espiritualidade. Espiritualidade tá ligado com a capacidade que o ser humano tem de ligar com aquilo que é transcendental em um outro plano. Por quê? Que nós sempre tivemos essa busca por essa eternidade. E aí é interessante porque no livro dos espíritos nos traz uma explicação bem legal. diz o seguinte: "Buscamos a eternidade porque trazemos em nós a marca daquele que nos criou, que é eterno. Intuitivamente, sabemos que não fomos feitos para o nada. Essa busca é, na verdade, a sede de sentido de continuidade e de amor que não se apaga dentro de nós." Olha que interessante isso. Só que agora façamos uma pergunta. Quantas vezes nós não negligenciamos a nossa intuição? Algo dentro de nós nos fala sobre a eternidade. Algo dentro de nós nos fala sobre imortalidade.

ressante isso. Só que agora façamos uma pergunta. Quantas vezes nós não negligenciamos a nossa intuição? Algo dentro de nós nos fala sobre a eternidade. Algo dentro de nós nos fala sobre imortalidade. E quantas vezes nós não negligenciamos isso? Através, por exemplo, do próprio pensamento. A nossa mente vira e fala assim: "Será?" E de novo, a mente ela tem a sua limitação. E às vezes a gente pode cair em contradição, mas aí dentro do nosso coração há algo dentro de nós que nos convida a amar. Há algo dentro de nós que nos convida a cada vez mais abraçarmos outros corações dentro do nosso. Mas aí a gente fala: "Hum, será mesmo?" E aí vem, queremos a eternidade não para fugir do fim, mas para encontrar um estado em que nada nos separe mais do que amamos e daquilo que é verdadeiro. Ou seja, no fim, nós não estamos fugindo da ideia de que uma hora haverá um fim para nós, mas na verdade nós temos a capacidade de experienciar coisas tão belas, tão profundas, que a nossa alma grita por um estado em que isso será pleno, que é o que eles falam de plenitude, da felicidade prometida e assim por diante. Nós aqui no mundo material, nós temos momentos de lapsos de felicidade. Por isso que Jesus disse, "A felicidade não é deste mundo, mas nós temos a oportunidade de experimentá-la e de ter contato com ela e falar: "Opa, são frestas da eternidade no tempo que nos convidam a esse trabalho, a trabalhar para algo que seja eterno, para caminharmos para o nosso criador, né? Mas vamos seguir. Vida eterna para nós na doutrina espírita é um destino. Todos nós estamos destinados à vida eterna ou ela se trata de uma conquista? Nós conquistamos essa vida eterna? Então, essas são as perguntas norteadoras que nós estaremos aqui hoje refletindo juntos a respeito dessa eternidade. Então, vamos lá. Bom, quando nós digitamos eternidade significado no Google, aparece a seguinte ideia. Eternidade é a característica, um atributo, uma qualidade do que não tem início ou fim. Então, foi criado, não tem fim ou não teve

digitamos eternidade significado no Google, aparece a seguinte ideia. Eternidade é a característica, um atributo, uma qualidade do que não tem início ou fim. Então, foi criado, não tem fim ou não teve início e consequentemente jamais se extinguirá, é um atributo de eterno. Então, olha que interessante isso. Tudo aquilo em que não se sabe, né, a respeito de início e de fim, atribui-se o termo eternidade. Só que de novo, até numa palestra anterior, nós estávamos comentando sobre isso. Quando a gente fala a respeito de início e de fim, nós estamos falando a respeito de tempo. E hoje a ciência nos mostra que o tempo foi criado com o início do universo. Sabe aquela ideia do Big Bang quando juntou tudo e teve toda aquela criação do universo hoje explicado pela ciência? De acordo hoje com os estudos científicos, o tempo foi criado naquele momento. Surgiu-se o tempo lá. Hoje o tempo é considerado uma dimensão. Por isso que Albert Einstein fala das ideias de espaço, tempo. Então o tempo, na verdade, ele é uma criação. A ideia que nós temos de início, meio e fim, ela surge através dessa situação. e tempo, por mais complexo que seja, talvez a gente entender isso, mas o tempo, de novo, ele está no espaço, ele faz parte da arquitetagem da matéria. E o que que a doutrina espírita nos esclarece? Nós viemos para cá através disso, mas nós não somos isso. Ou seja, isso aqui é veículo. Eu venho através disso, mas eu não sou isso. E essa ideia é o que nos consegue, talvez ampliar um pouco a nossa discussão para entendermos o porquê do espírito ser eterno. Porque o espírito, ele não faz parte dessa ideia de tempo. Ele age através do tempo. Ele está aqui, ele aprende, ele expande, ele ama. Mas ele faz parte de um mundo, o mundo espiritual, como queiram chamar, que faz justamente essa ideia de imortalidade ou de eternidade. Aroldo Dutra tem uma frase, uma reflexão bastante interessante que diz para nós o seguinte: "Nós temos uma única vida, mas várias existências". Olha que interessante isso. Uma única

ou de eternidade. Aroldo Dutra tem uma frase, uma reflexão bastante interessante que diz para nós o seguinte: "Nós temos uma única vida, mas várias existências". Olha que interessante isso. Uma única vida com um início e que jamais terá um fim. evoca a eternidade, mas dentro dela há várias existências, várias etapas que nos convidam a essa evolução, que nos convidam a esse despertar, né? Então também é é bastante interessante. Então é uma duração que não tem começo e nem fim, que prescinde de qualquer determinação cronológica. Isso aqui às vezes, de novo, a gente se engana, mas a hora que a gente para para pensar um pouco sobre isso, a gente entende o seguinte: vamos pensar sobre nós na experiência pequena dessa existência corporal. Nessa existência, você consegue me marcar com exatidão o momento em que você teve consciência de si mesmo? Ah, foi quando eu nasci. Hum, aposto que não. Com um ano, 2 anos, 3 anos, 5 anos. Quando que você teve a consciência de você? Ousem dizer: "A quem morra e não tenha consciência de si. Há quem morra e jamais tenha vivido um dia para esse despertar, para esse convite. Há quem morra e jamais tenha tido contato com essa eternidade que a todo momento tempo está nos convidando, né? Então, a nós convém a gente pensar sobre isso. Quando que a sua vida, a sua consciência ela teve início aqui? É uma boa, é uma boa reflexão para nós pararmos e pensarmos quando que eu tive aquele estalo, porque parece que sempre foi uma coisa muito monótona ali e do nada surge algo. Quando que isso é marcado? Foi na tua infância, na sua adolescência, no momento do seu adulto? É algo interessante de nós pensarmos e que se a gente for parar para analisar um pouquinho a respeito disso, a gente pensou na vida como um todo. Mas quando você acorda, aquele estado meio de perturbação, você já tem consciência imediata de si mesmo? Demora um pouco, né, até você, opa, pera aí, quantas horas são? Hoje é que dia? É, quais são meus compromissos? Isso se você não acorda com um despertador já

ê já tem consciência imediata de si mesmo? Demora um pouco, né, até você, opa, pera aí, quantas horas são? Hoje é que dia? É, quais são meus compromissos? Isso se você não acorda com um despertador já todo estressado porque já já tem um monte de tarefa ou você tá atrasado, pode acontecer. Mas imaginemos, por exemplo, aquele dia de um final de semana que você não tem compromisso nenhum, aquele despertar ele demora até que você fala: "Gente, onde é que eu tô? Hoje é domingo, quantas horas são? Como é que tá acontecendo isso?" Então, até que você, como diz, faz o download da sua alma, leva um tempo. E aí, se a gente for parar para pensar, não teve um começo propriamente dito. Agora vamos pensar no fim. Você sabe a hora que você tá deitada assim, você fala: "Nossa, agora eu vou dormir, agora eu vou dormir, vou dormir, vou dormir". Dormir a gente não sabe quando se vê, dormiu. Não temos a ideia de fim. João, por que que você tá falando sobre isso? Todos os dias, todos os dias, sem exceção, nós temos a oportunidade de experimentar a eternidade ao acordar e ao dormir. Só que de novo, a gente não para para prestar atenção nessa maravilha e dialogar com ela. Falar: "Gente, a minha consciência, ela tava onde? Para onde ela foi? Quando nós dormimos, para onde nós vamos?" É interessante. São questionamentos que devem ser feitos e refletidas, né? seguindo. E aí não tem como a gente falar a respeito de vida eterna e não falarmos a respeito da eternidade do nosso criador. E a doutrina espírita, ela é tão categórica e tão simples ao mesmo tempo, que consegue explicar isso daqui de uma maneira muito simples. Olha que interessante. Primeiro, de acordo com a doutrina espírita, temos Deus é eterno, imutável, imaterial, único, soberanamente justo e bom. Se ele não atender a uma dessas características, ele deixa de ser soberano, ele deixa de ser Deus, ele deixa de ser a causa primária de todas as coisas. Então, para que ele seja onipotente, onipresente, nós temos que, no mínimo, elencar essas coisas. E quando nós

er soberano, ele deixa de ser Deus, ele deixa de ser a causa primária de todas as coisas. Então, para que ele seja onipotente, onipresente, nós temos que, no mínimo, elencar essas coisas. E quando nós estudamos, o que os espíritos superiores nos explicam é, infelizmente, nós não temos a capacidade de descrever todas as qualidades que Deus possui. Porém, nós já estamos num estágio de compreender qualidades que ele deve possuir e que se ele não possuir, alguma coisa tá errada. Quais qualidades são essas? Soberania, ser imaterial, ou seja, tentar compreender Deus. Como sendo algo de matéria, não faz sentido. Por quê? Porque matéria se transforma, matéria se destrói, se renova. Deus precisa ser uno, unidade, logo imutável. E isso vai desencadeando uma coisa puxando a outra. Se Deus tivesse princípio, ou seja, uma criação, teria vindo de outro ser. Mas isso é impossível. Por quê? Ah, Deus foi criado por algo. Se ele foi criado por algo, então há um criador, logo ele não é soberano. Então o que a doutrina esporita nos convida a fazer é usar o raciocínio, a lógica e tentar pensar e refletir sobre isso. Para nós, ele não tem princípio, ou seja, não tem início. Uai, João, então Deus é o quê? Como que eu poderia talvez entender isso melhor? Uma maneira talvez mais simples de tentar visualizar isso com a mente, o que é muito difícil, seria entender que se ele não é começo nem fim, ele é o sempre. E que também é complicado de pensarmos e de talvez visualizarmos. Só que aqui eu faço um convite para vocês. Nós não devemos compreender no sentido de tentar mentalmente entender os caracteres divinos. Nós devemos senti-los. Ah, você acredita em Deus? Nós não estamos mais em fase de acreditar ou não. João Víor, o que que é isso? Sim, nós não estamos em fase de acreditar ou não. Nós espíritas não somos convidados a crer. Nós somos convidados a constatar. Estamos aqui para constatar Deus. Aonde, João? Nas nossas vidas. Estamos aqui para constatar Deus. e através das nossas vidas fazer instrumento da paz

vidados a crer. Nós somos convidados a constatar. Estamos aqui para constatar Deus. Aonde, João? Nas nossas vidas. Estamos aqui para constatar Deus. e através das nossas vidas fazer instrumento da paz dele. Como diria São Francisco em sua oração, Senhor, faça de mim instrumento de vossa paz. Então, nós estamos aqui para constatar através do dia, através da experiência, através da morte, constatarmos a sua presença e observarmos que ele sempre esteve lá, sempre. Porém, nós, infelizmente, não estivemos dessa mesma forma, né? Então, o que muda a nossa vida quando entendemos que Deus é eterno? Qual que é o impacto que isso gera para nós no nosso dia a dia, nas nossas mudanças de hábitos? Olha que interessante. Quando entendemos que Deus é eterno, percebemos que estamos ancorados em algo que nunca se desfaz. Isso nos dá segurança e esperança. Sabemos que não caminhamos para o vazio, mas para os braços de um pai que sempre existiu e sempre existirá, nos guiando. Esse entendimento também nos convida a olhar para os problemas temporários como uma parte de um processo maior que não pode nos roubar o sentido da jornada. Ou seja, acontecimentos passam, lições ficam, a alma, a virtude, o valor, ela se eterniza. Se nós formos observar o impacto que nós temos na vida uns dos outros, nós conseguimos também refletir a respeito da eternidade. Hoje, por exemplo, nós estamos aqui refletindo, falando a respeito de Jesus, falando a respeito de doutrina espírita, graças ao trabalho de várias pessoas que construíram, por exemplo, este lar e que talvez hoje nós nem sabemos mais o nome delas, mas tá eterno. Modifica a minha vida, modifica a sua. É uma ancestralidade em que um vai ajudando o outro. Eu sou o que sou hoje devido ao sacrifício de cada ser humano que depositou amor na terra. Imagine se um ser humano tivesse virado e virado e falado assim: "Essa casa aqui não será construída". Quantas palestras deixariam de ser feitas? Quantos atendimentos fraternos deixariam de ser feitos? Quantos trabalhos fora daqui em que uma

virado e falado assim: "Essa casa aqui não será construída". Quantas palestras deixariam de ser feitas? Quantos atendimentos fraternos deixariam de ser feitos? Quantos trabalhos fora daqui em que uma pessoa talvez estava confusa, saiu, tomou uma decisão, teve um impacto em outras vidas, é um efeito de uma cascata, é uma teia que nós não temos a dimensão dela. E eu estou falando a respeito de estudo doutrinário. Agora, imagine um bom dia que você dá para alguém. Imagine uma ajuda desinteressada que você dá a alguém. Imagine o amor que você entrega a um filho, que você forma aquele ser humano e faz dele um ser humano de bem. Imagina o impacto que esse ser humano não vai ter na vida de outras pessoas. Nós devemos dar graças à eternidade que vive através de nós. Nós somos fruto do apostolado de Jesus. Nós somos fruto do apostolado de todas as outras religiões. É um fruto que é distribuído, que é enraizado e que nos convida a todo dia ao trabalho constante do bem. Nós temos honrado isso. Quando olhamos para trás nesse rastro de eternidade, temos deixado o quê? é luz ou temos apagado, deixado marcas de sombra. Convém a nós pensarmos, porque isso faz parte do nosso eterno. Assim, devemos também lembrar sobre a lei eterna de Deus. Se ele é soberanamente justo e bom, se ele é imaterial, se ele é imutável, não faz sentido ele criar algo que sofre constantemente modificações. As suas leis são imutáveis. existem, são criadas para nos ensinar e fazer com que nós nos aproximemos dele. E aí tem a lei divina, ela é eterna e imutável. O bem é o destino final de todos nós e a ausência dele promove o mal. E olha que interessante isso. O mal ele é temporário porque ele vai surgir quando? Quando não há bem. É a mesma coisa de luz e sombra. A sombra, ela só existe em lugares em que não há luz. Agora, se a gente para para pensar, ah, e a luz surge em lugares que não há sombra, errado. Essa sala tá cheia de sombras aqui e a luz não deixa de existir. O mundo, a Terra tá cheia de sombras, mas existem corações que não

para pensar, ah, e a luz surge em lugares que não há sombra, errado. Essa sala tá cheia de sombras aqui e a luz não deixa de existir. O mundo, a Terra tá cheia de sombras, mas existem corações que não deixam de entregar luz. Entendem a diferença? A sombra para que ela exista, ela precisa da ausência luminosa. A luz não. A luz não precisa da ausência da sombra para existir. A mesma coisa o bem. O bem ele não precisa da ausência do mal para que ele surja. Até porque a doutrina espírita nos explica que existem espíritos que agem no bem desde os princípios, sempre no caminho da retidão. Olha o exemplo. Então, convém a nós pensarmos um pouco, né? E aí entra a questão do nosso livre arbítrio, onde nós podemos demorar, mas a perfeição é inevitável, porque nós caminhamos para o eterno. Aí aquela questão, todos nós somos convidados ao convite da corrida da vida, a caminho da evolução, a caminho do retorno ao Pai, o encontro ao nosso criador. Só que a nós foi confiada essa tarefa. Ou seja, há aqueles que vão mais rápido e vão aqueles que vão mais devagar. João tem problema nisso? Pelo contrário. Pelo contrário, cada um de nós tem um tempo. Cada um de nós tem um processo. E se eu pudesse te dar um conselho, é abrace teu processo. Aproveite-o. Aproveite a oportunidade. Aproveite a oportunidade de errar. Aproveite a oportunidade de perdoar, aproveite a oportunidade de amar. Há quantas pessoas aí, mundo afora, carente de um amor verdadeiro e que nós somos convidados a fazê-lo. Porém, jamais fomos obrigados, sempre fomos convidados, né? Então, se nada é capaz de deterados à perfeição, né? Fadados ao inevitável. Por que que a gente resiste? Se estamos fadados então aquilo? Essa pergunta que é um choque de consciência muito bom. Mas se o bem é eterno, por que que eu ainda persisto no mal? Por que que eu resisto? A resposta dói, mas ela é necessária. Resistimos por apego, por medo de perder o que já conhecemos, mesmo que nos faça sofrer. Nós temos a mentalidade fraca de permanecermos no lugar em que, entre

to? A resposta dói, mas ela é necessária. Resistimos por apego, por medo de perder o que já conhecemos, mesmo que nos faça sofrer. Nós temos a mentalidade fraca de permanecermos no lugar em que, entre aspas, julgamos conhecer. O desconhecido para nós é desconfortável. Ai, uma nova oportunidade de emprego, conhecer novas pessoas, abrir o meu coração para novas pessoas, melhor não. Ficarei com aqueles em que eu conheço, ficarei com aqueles em que eu controlo, ficarei no ambiente em que eu consigo administrar. Só que isso é uma ilusão, que no fundo, no fundo, a gente não administra nada. No fundo, no fundo, a gente não controla nada. A gente não controla nem a nós mesmos. Quem dirá o outro? Uai, viemos para cá fazer o quê? Não viemos para cá para sermos servidos. Viemos para cá para servir. Viemos para cá para que a vida aja através de nós. Só que haja apego. Os nossos irmãos budistas fundamentam a religião deles muito nessa vertente, na prática do desapego. Abre a mão do teu orgulho, abra a mão da tua persona e veja o teu eu divino surgir. Mas a resposta não terminou, não. Resistimos porque o progresso exige mudança e mudar dói. Aí vem aquela questão, nós estamos chegando num momento em que a nossa consciência, eu falo isso como humanidade, ela tá em vivendo um lapso muito forte, que é o quê? Estamos chegando num momento em que a nossa consciência está constatando por vivência que o necessário é diferente daquilo que nós queremos. Por muito tempo nós agimos buscando aquilo que nós queríamos e nós estamos sofrendo as consequências disso. O mal que nós vemos hoje no mundo é porque nós estamos sendo egoístas. As pessoas passam fome não é por falta de comida, é por falta de caridade. As pessoas não sofrem todo o processo de violência por falta de educação, mas é por falta da prática dela e assim sucessivamente. O que que eu quero dizer com isso? A nossa consciência está observando que nós estamos chegando num momento em que nós precisamos entender que nós não estamos aqui para fazermos

assim sucessivamente. O que que eu quero dizer com isso? A nossa consciência está observando que nós estamos chegando num momento em que nós precisamos entender que nós não estamos aqui para fazermos aquilo que nós queremos. Nós estamos aqui para fazer aquilo que nós precisamos. E aí tem um problema, aquilo que nós precisamos fazer, geralmente não é aquilo que nós queremos. Aí a gente vive uma guerra interior entre o céu e o inferno ou céu e terra dentro de nós. Aí a gente fica, ou eu desapego e cresço, ou eu fico apegado e preso. Faça a sua escolha. Uma é dolorida, a outra também, só que as duas também são difíceis. Aí vem aquela questão, escolha seu difícil. Escolha seu difícil. Você escolhe viver uma vida de miséria, de prisão e jamais crescer e jamar jamais expandir. Ou você escolhe uma vida de sacrifício, de dor, mas uma vida de transformação e de expansão? Escolha o seu difícil. E essa reflexão, ela é tão boa, porque ela vale em qualquer âmbito da nossa vida. Fazer atividades físicas diariamente é difícil, mas depois de um tempo ficar acamado no hospital por atrofia muscular também é difícil. De novo, retomo. Escolha seu difícil. Estudar, ler é difícil. Crescer ignorante e ser manipulado pela massa também. Escolha seu difícil. A vida é assim. Nós precisamos parar com aquela ideia de que haverá uma construção sem esforço. Eu faço uma pergunta para vocês. Alguém aqui viu qualquer obra, seja no campo físico, no campo mental, no campo emocional, em qualquer campo que não tenha tido esforço e dedicação? É impossível. É impossível. E a nossa consciência ainda tá com a dificuldade de entender isso. Por quê? Nós queremos o fácil. Nós queremos aquilo que é prazeroso e não aquilo que é necessário e que exige esforço. Mas essa resistência ela é temporária por quê? Cedo ou tarde, a necessidade de crescer e ser feliz supera a inércia e a vida nos conduz suavemente ou pela dor para a frente. No fim, no fim, estamos sempre crescendo. Agora é aquela questão, há aqueles que

tarde, a necessidade de crescer e ser feliz supera a inércia e a vida nos conduz suavemente ou pela dor para a frente. No fim, no fim, estamos sempre crescendo. Agora é aquela questão, há aqueles que nadam a favor do rio e há aqueles que nadam contra a correnteza do rio, mas no fim o rio vai continuar descendo. Aquela pessoa vai lá tentar, vai tá gastando energia, mas uma hora ou outra o rio leva ela. E geralmente esse momento de cansaço em que a gente se entrega, sabe quando que é essa dor? São os momentos de crise. Os momentos de crise da nossa vida são momentos em que a vida tava falando assim: "Cresça, cresça, abra a mão do teu orgulho, abra a mão do seu do seu apego, seja desapegado, seja humilde, tenha paciência, gente. Não, não, não, não, não. É a vida, OK, tá certo?" E aí começa a ter os abalos e a vida nos aperta. Só que quando a vida nos aperta, a única saída que nos sobra é para cima. Então, estamos fadados a esse crescimento e por isso, talvez, acredito eu, que Deus na sua eternidade viva tranquilo em amor, em paz, em serenidade, porque ele sabe que tudo que nós passamos de dificuldade são passageiros e os nossos sentimentos, o nosso amor é o eterno. E aí vem aquela ideia, sofrimento eterno. Para nós na em doutrina espírita, isso aqui não faz sentido, como nós já comentamos, mas é válido dar um destaque. Sofrimentos podem durar muito, mas não para sempre. Lembro? Vamos lembrar do que nós falamos no início do nosso estudo. Tudo passa. Deus não condena ninguém ao mal eterno. Lembremos, o bem é eterno, o mal é passageiro. Vamos lembrar disso. Quando a nossa dificuldade bater na nossa porta, lembremos disso. Comparemos a nossa vida. Coisas em que a gente às vezes estava numa situação que a gente virava e falava assim: "Gente, eu não vou dar conta de sair daqui". E na verdade o que a vida tava nos convidando a exercer é espera. Lembremos do conselho de Abigail, os quatro conselhos dela que são fenomenais, que poderiam talvez resumir a eternidade. Ama, espera,

E na verdade o que a vida tava nos convidando a exercer é espera. Lembremos do conselho de Abigail, os quatro conselhos dela que são fenomenais, que poderiam talvez resumir a eternidade. Ama, espera, trabalha, perdoa. Uma vez eu vi uma frase que diz o seguinte: "Dado esses quatro conselhos, ama, espera, trabalha, perdoa e você passa por um sofrimento na sua vida, é porque algum desses pilares você não tá executando. Se você sofre, é porque algum deles você não está executando. Seja a espera, seja o amor, seja o trabalho da entrega, seja do perdão. E observemos os nossos sofrimentos. Geralmente, geralmente não, até hoje com essa reflexão, não teve um que escapou de qualquer uma dessas quatro bases. Ela vem de alguma falta dela. Quando você deixa de perdoar, você sofre. Quando você deixa de esperar, você sofre. Quando você deixa de amar, você sofre. E quando você deixa de trabalhar, de entregar, também sofre. Assim, o sofrimento cessa quando nós escolhemos o bem. E aí vem a ideia, o mundo espiritual. Platão dizia para nós o quê? Mundo material, mundo das ideias. Jesus de Nazaré veio e transforma essa mensagem de que forma? Céu e terra. E para nós hoje habituados com a doutrina espírita, falamos de mundo material e mundo espiritual, mas tudo em suma, é a mesma coisa. E há quem brigue por conta disso. Ah, uns fala céu, uns fala mundo espiritual, um fala nosso lar. São coisas diferentes de dizer a mesma coisa. Hum. O mundo espiritual é o mundo primitivo, eterno, pré-existente à matéria e sobrevive a tudo. A matéria ela é passageira e o espírito é imortal. Se nós observarmos isso aqui, vai embora em breve. Essa sala vai embora em breve. A matéria ela vai embora, ela se transforma. Nós já tivemos a oportunidade de da nossa vida constatar aquilo que fica. Faço uma pergunta para você. Teve algum momento da sua vida que você teve um diálogo com o teu espírito, com a tua alma, em que você sentiu? E veio aquela paz, veio aquele silêncio, veio aquela profundidade em que você não sabia explicar. A mente

o da sua vida que você teve um diálogo com o teu espírito, com a tua alma, em que você sentiu? E veio aquela paz, veio aquele silêncio, veio aquela profundidade em que você não sabia explicar. A mente é como se ela tivesse calado naquele momento e tivesse apenas contemplado. Essa experiência, ela vem e surge quando? Quando você contempla um horizonte, um nascer do sol, um porro do sol, e você contempla e dá aquela paz. Você sente teu coração bater e você tá em paz, em plenitude, em algo que naquela frça daquele tempo, no Cronos, você conseguiu extrair dele algo que nem mesmo a morte vai conseguir tirar de você. É uma lembrança, uma memória que foi eternizada no momento e guardada dentro de você. é um convite para a eternidade. Assim, a nossa verdadeira morada não é o cor, mas a vida espiritual. Tem uma psiquiatra, uma médica chamada Elizabeth Clubber Ross. Ela foi tanatologista dedicada aos estudos e ao cuidado de pessoas com doenças terminais. E ela escreveu um livro muito bom, recomendo a vocês, chamado Sobre a morte, sobre morrer. Sobre a morte e Sobre Morrer. É o livro dela. Sobre a morte e sobre morrer. Tem na Amazon. É muito bom. E tem uma parte desse livro que ela diz o seguinte: "De todos os pacientes que eu já tratei, quanto mais materialista ele era, mais difícil era do momento da sua morte ele chegar e estar consciente, lúcido de si mesmo." Aqueles que eram mais desapegados, aqueles que eram mais espiritualizados, não no sentido religioso, mas no sentido de vivência, esses diante da morte estavam altamente lúcidos. Olha que interessante isso. E aí a gente para para pensar, sabe o que que acontece diante da morte? A nossa consciência, ela tem um choque. Por quê? Porque se eu passei a vida inteira achando que a minha verdadeira morada é meu corpo e eu tô chegando no momento em que eu estou me despedindo do meu corpo, o que que vai acontecer com essa consciência? Ela vai entrar em choque e ela foge. Nessa fuga a gente perde a lucidez. Foi interessante isso.

ndo no momento em que eu estou me despedindo do meu corpo, o que que vai acontecer com essa consciência? Ela vai entrar em choque e ela foge. Nessa fuga a gente perde a lucidez. Foi interessante isso. Ela deixa esse relato e que é algo que a gente tem observado muito hoje dentro dos hospitais. Assim, o que significa viver para sempre? O que que isso representa para nós? Olha que resposta. Viver para sempre não é apenas existir indefinidamente no tempo, mas manter-se consciente, atuante e em constante evolução. No sentido espiritual, significa a nossa essência, o nosso espírito não se extingue, mas atravessa experiências da matéria e do tempo, sempre seguindo adiante. A eternidade não é feita de um único momento que se repete, mas de uma sequência infinita de oportunidades para crescer e se aproximar de Deus. Repito, na nossa vida, nós tivemos vários momentos através do tempo, através do cronos, em que o tempo chegou para nós e falou: "Te convido à eternidade". Quanto da nossa vida nessa existência, nós conseguimos realmente extrair a gota estragada, estarmos realmente presentes de corpo, mente e alma juntos ali e guardado a licença poética, roubamos do tempo e pegamos aquele momento para nós e guardamos o nosso coração na eternidade. Há uma experiência que eu gosto muito que foi feita com pessoas já idosas que falaram para ela o seguinte: "Me conte sua vida" e ligava um gravador. A pessoa que conseguiu contar mais da sua vida gastou 4 6 horas. Uma pessoa de 70 anos resumia sua vida de 60 anos em 7 horas. Ué, e os outros tempos? Ela não lembra? ela não viveu, passou, foi passageiro. Então, quando a gente olha para trás e a gente observa essa experiência que nós temos de 80, 70, 50 anos, é rápida e o que a gente leva dela é a vida que a gente leva. E são fras, são momentos muito pequenos e que se nós tivéssemos mais conscientes, mais presentes, nós estaríamos a todo momento roubando do tempo esses convites paraa eternidade. Se hoje eu te fizesse essa pergunta, o que foi a tua vida até agora? O que você

semos mais conscientes, mais presentes, nós estaríamos a todo momento roubando do tempo esses convites paraa eternidade. Se hoje eu te fizesse essa pergunta, o que foi a tua vida até agora? O que você me contaria? Quanto tempo você levaria para me falar sobre isso? O que que você realmente está extraindo do tempo? O que que você realmente está levando para a eternidade, construindo de oportunidade para crescer e se aproximar de Deus? Convém essa reflexão, né? Então, caminhando pros nossos, finalmente temos aqui nós somos eternos. E aí tivemos um princípio, fomos criados por Deus, somos seres imortais. criados simples e ignorantes, mas todos com destino ao progresso, baseado no livre arbítrio de cada um. Se a nossa vida espiritual não tem fim, como que nós devemos vivê-la hoje? Se ela não tem fim, então por que que eu devo valorizar o dia de hoje? Eu tenho muito tempo ainda. Será que temos? Ah, eu vou para próximo. É muito comum nosso espíritos essa piadinha, né? A próxima encarnação eu vejo o que que eu faço. Ixe, eu tô longe de alcançar o Chico. Tô longe de alcançar Jesus. Vixe, Maria, a próxima eu vejo o que que eu faço. A próxima. Você sabe você vai ter próxima? Eu não sei. Eu vou ter uma próxima. Não, eu tô tentando fazer o melhor que eu posso com essa. Porque eu não sei. Então, olha a resposta. Devemos vivê-la como quem sabe que cada ato constrói o infinito. Isso significa agir com consciência, cultivar o bem, aprender com os erros e amar mais cada dia. O hoje é um fragmento da eternidade e aquilo que fazemos agora se projeta adiante, moldando o que seremos e como viveremos para sempre. Nossa, minha vida hoje não tá como eu queria não. Então cuidado, porque ela molda como viveremos. Mude a tempo. Vida eterna. Concluindo, todos os espíritos possuem. Todos, sem exceção. Mas quando pensamos destino ou conquista, aí vem uma questão. O que a doutrina espírita nos explica a respeito dessa ideia? Todos nós temos vida eterna, mas todos nós temos o mesmo tipo de eternidade?

Mas quando pensamos destino ou conquista, aí vem uma questão. O que a doutrina espírita nos explica a respeito dessa ideia? Todos nós temos vida eterna, mas todos nós temos o mesmo tipo de eternidade? Não é o conceito que nós hoje esclarecemos através da felicidade. A felicidade eterna, ela é conquistada pelos espíritos puros que não sofrem mais com as provas. E através dessa ideia que a vida eterna é um destino de todos, pois fomos criados para não ter fim. Já a qualidade dessa vida, se será marcada pela felicidade ou pelo sofrimento, é uma conquista pessoal e é o resultado das escolhas que fazemos, da forma como usamos o livre arbítrio e do quanto nos abrimos para o amor e a verdade. Olha que interessante isso. Quanto nós abrimos para o amor e a verdade, o amor e a verdade sempre estiveram nos envolvendo, só que nós fechamos o nosso coração para ele. Então, é a proporção do quanto que nós estamos abertos para essa situação. Sim, convido a essa tarefa, o eterno do nosso dia a dia. Hoje, essa noite já está chegando ao fim de hoje. O que há de eternidade em hoje? O que de hoje podemos extrair? O que de hoje levaremos? São palavras, são sentimentos, são sorrisos, são despertares. O eterno do nosso dia a dia são aquelas experiências, sentimentos, escolhas que, embora vividas no tempo, deixam marcas para sempre no nosso espírito. É o amor que doamos, é a verdade que defendemos e é a bondade que espalhamos. Também há aqueles eternos que nós julgamos serir os olórios, como dores e dificuldades que parecem não ter fim, mas que à luz do espírito são apenas passagens longas no caminho da vida. Assim, quando nós então pensamos a respeito de quem alcançará a vida eterna, deixe para nós essa mensagem como uma reflexão para que possamos então mais do que refleti-la, buscar vivê-la, não amanhã, mas assim que sairmos daqui. A eternidade não é algo a se esperar, é algo que já vivemos instante após instante. A diferença está em que tipo de eternidade estamos construindo. Ou construímos uma eternidade

sim que sairmos daqui. A eternidade não é algo a se esperar, é algo que já vivemos instante após instante. A diferença está em que tipo de eternidade estamos construindo. Ou construímos uma eternidade inconsciente, ou construímos uma eternidade consciente. Faça a sua escolha. Escolha teu difícil. Obrigado pessoal. Uma boa noite a todos. >> Bem, nós temos muito agradecer, João, pela sua dedicação, preparar com tanto carinho essa palestra. Eu, pessoalmente, eu quero ver ela pelo menos umas quatro vezes para captar toda a mensagem, viu? porque é muita coisa, realmente falou profundamente sobre um tema. E a doutrina espírita, gente, ela nos fala que nós morremos todos os dias, ou seja, todos os dias quando a gente dorme, o nosso espírito vai, nosso espírito é eterno. Então, não existe a morte. Então, a imortalidade é de todos nós, como João bem disse, né? Então, nós temos uma vida eterna. O problema é que vida eu quero. Uma vida nós eh eh talvez muitos aqui não conheçam, mas alguns certeza conhecem. Filme Highlander e um outro filme chamado Homem Bicentenário. Ele mostra pra gente exatamente isso que o João falou. Ou seja, viver para sempre não é um presente. Se essa vida não valer a pena, se essa vida não for com os nossos amores, se essa vida não for para fazer o bem, para construir. Então não, a eternidade não resolve. O que resolve efetivamente é a nossa decisão. É a nossa decisão. Ou seja, que eternidade eu quero, né? Porque como ele disse, o sofrimento para o crescimento, ele é temporário e nos tem reservado o quê? A perfeição. E o sofrimento do comodismo, ao contrário, né? Ele pode ser quase que eterno. Então, vamos fazer a nossa opção enquanto é tempo. O que Jesus veio fazer por nós é nos despertar para essa realidade. Quanto tempo nós estamos perdendo? Quantas reencarnações provavelmente nós tivemos até o tempo de Jesus e nós perdemos a oportunidade. Quem não leu ainda, eu convido a ler o o livro a 2000 anos de Emanuel, né? Ou seja, quanto tempo ele demorou pro

carnações provavelmente nós tivemos até o tempo de Jesus e nós perdemos a oportunidade. Quem não leu ainda, eu convido a ler o o livro a 2000 anos de Emanuel, né? Ou seja, quanto tempo ele demorou pro despertamento, sendo que ele esteve junto com Jesus há 2000 anos atrás, né? e ele perdeu a grande oportunidade da vida dele. Então, nós que estamos aqui, conhecemos essa doutrina maravilhosa que nos abre, né, essa verdade, esse verdadeiro portal da eternidade, vamos aproveitar, vamos fazer o nosso melhor aqui agora, não vamos perder tempo, não, tá? A nossa vida é uma grande oportunidade. Então, em tudo vamos colocar o amor, vamos colocar o esforço, a boa vontade e a vida nos responderá necessariamente com toda a felicidade que nós estamos tanto buscamos. Tá bom? Então, vamos fazer a prece no final. Agradecemos mais uma vez ao João pela belíssima palestra. E você que gostou da palestra, que tá nos assistindo, vamos divulgá-la, né? porque realmente essa palestra merece ser muito divulgada, tá? Então vamos fechar nossos olhos, vamos agradecer a Deus por mais este momento, pedir a espiritualidade que possa nos trazer as reflexões necessárias após essas informações. Que possamos sair daqui, Senhor, na noite de hoje com essa vontade de nos transformar, de ver mais além, de ter olhos de ver, ouvidos de ouvir, como o Senhor nos ensinou. Muito obrigado, mestre querido, por essa doutrina libertadora. que possamos fazer uso dela, Senhor, em nosso benefício e em benefício de todos que estão ao nosso lado. Que possamos aprender a amar a cada dia, Senhor. Muito obrigado pela sua paciência, pelo seu amor, pelo seu carinho para conosco. Todos nós possamos retornar ao nosso lar, restaurados, amparados e determinados a uma transformação a nosso próprio favor. Que a tua paz e a tua luz, Senhor, nos guarde hoje, agora e sempre. Que assim seja. Então, boa noite a todos. Aqueles que forem tomar passe podem aguardar. E os nossos irmãos médicos, por favor, tomar lugar na cabine de paz.

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