Qual a visão espírita sobre a Eutanásia? | Família no Ar

FEBtv Brasil 03/11/2022 (há 3 anos) 1:05:29 110 visualizações

"A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter.” Emmanuel, O Consolador. Que tal debater sobre a Família à Luz do Espiritismo por meio de diversos temas relevantes para este momento de transformação e evolução da Terra? Vem com a gente para o "Família no Ar”, um programa da FEB Lives, o canal de transmissões ao vivo da Federação Espírita Brasileira! No dia 02 de novembro de 2022, abordaremos o tema "Qual a visão espírita sobre a Eutanási...

Transcrição

Boa noite meus irmãos sejam muito bem-vindos a mais um família no ar esse programa que é tem como objetivo trazer temas importantes para o dia a dia das famílias abordados à luz do Espiritismo E hoje vamos estar falando sobre um desses temas que tem estado cada vez mais presente na mídia no nosso dia a dia nós hoje vamos falar sobre a eutanásia na visão da doutrina espírita e para estar bem conosco debatendo esse tema tão importante Nós temos dois amigos muito queridos primeira pessoa que a gente vai chamar aqui a doutora Vanessa Ultra Vanessa médica de família e comunidade atua no departamento da ame na área da família de cuidados paliativos é também da Ame São Paulo e Dame seja muito bem-vinda Vanessa muito boa noite Cris e a todos os nossos amigos que estamos assistindo agora que irão nos ver depois é um prazer estar aqui com vocês refletindo né sobre esse tema e compartilhando um pouquinho do que nós Já estudamos das nossas vivências também profissionais agradeço muito o convite Cris Tá certo Vanessa e temos também conosco aqui um convidado muito especial Doutor Luiz Gustavo Mariotti que é geriatra é também da AME Brasil no departamento de cuidados paliativos é professor é médico faz a parte assistencial e participe Então desse trabalho da ame e vai estar aqui conosco hoje debatendo esse tema da eutanásia seja muito bem-vindo Luiz Gustavo é um prazer ter você aqui conosco nessa noite Olá Cris Olá Vanessa Olá a todos que nos assistem na noite de hoje é um prazer tá aqui foi com muita com muito carinho e com muita gratidão que eu recebi o convite e eu espero que o bate-papo hoje possa ser de muita luz e de muito esclarecimento viu Cris o que a gente espera temos certeza que vocês vão nos brindar com muitos conhecimentos com muitos pontos para nossa reflexão para começarmos a esquentar um pouco em relação a esse tema nós vamos ver um pedacinho de um filme é que foi produzida já no século 21 que trata da temática da eutanásia nome do filme é como eu era antes de você então vamos dizer um pedacinho

lação a esse tema nós vamos ver um pedacinho de um filme é que foi produzida já no século 21 que trata da temática da eutanásia nome do filme é como eu era antes de você então vamos dizer um pedacinho desse filme para a gente poder começar a trazer esse debate da eutanásia aqui para nós iPhone iPhone Esse belo filme trator dessa questão da eutanásia e nós temos esses dois protagonistas a cuidadora e o seu ente cuidado que debateram ao longo de toda a toda a Trama a questão do direito à Vida e a escolha que esse rapaz tão jovem fez pela morte considerando que ele não aceitava a condição dele da vida eu queria ouvir um pouco vocês falando para nós exatamente como é que a gente pode entender o que vem até eutanásia e o quanto ela não é uma forma também de suicídio né então vamos ouvir vocês um pouco para a gente já se aproximar desse tema tão importante Vanessa tá com você a gente tem alguns termos né que hoje em dia são mais comuns que a gente pode esclarecer né Luiz então aí eutanásia é um termo que já tem um significado assim histórico né antigamente foi se usado esse termo eu significa boa e thanos né esse prefixo Tana thanos quer dizer morte então antigamente as pessoas muito idosas as pessoas nascidas com malformações em algumas culturas fazia assim ah eutanásia então assim na Índia né antigamente jogava assim no rio Ganges os muito idosos as criancinhas com essas malformações e isso era tido como uma boa morte para evitar que prolonga esse sofrimento e na nossa cultura atual ainda existe aí eutanásia né Essa considerada Boa Morte que na verdade nós não a consideramos boa Norte Boa Morte de maneira alguma né uma morte provocada não é uma morte natural e tem os outros termos mas se o Luiz quiser complementar sobre a eutanásia tem ortotanásia de estanásia mista Nasa né Tem vários termos aí acho que basicamente crise e demais amigos e como a Vanessa tres quer dizer tanto a eutanásia quanto o suicídio assistido a gente precisa entender-los como o abreviamento da vida física sendo

ermos aí acho que basicamente crise e demais amigos e como a Vanessa tres quer dizer tanto a eutanásia quanto o suicídio assistido a gente precisa entender-los como o abreviamento da vida física sendo que na eutanásia na verdade não é a pessoa quer dizer não é o próprio paciente que vai administrar a farmacos em doses letais é uma terceira pessoa um profissional geralmente que vai administrar essa medicação essas medicações em doses letais já o suicídio assistido por exemplo o médico prescreve a medicação e geralmente o próprio paciente que administra o o medicamento em dose letal tá os outros pontos que a Vanessa trouxe em relação as definições de outros termos como ortotanásia de estanásia mistanasa a gente pode também complementar Lembrando que a ortotanásia é considerada a morte natural a morte no tempo certo onde nós não lançamos mão de nenhuma medicação de nenhum fármaco de nenhum procedimento é para abreviar a vida da pessoa então é o processo de morte natural em decorrência da trajetória natural da doença de um câncer avançado de uma demência avançada de alguma outra condição de saúde que leva o indivíduo ao processo da morte da desencarnação quando a gente está falando de distanásia nós estamos falando de medidas e da utilização de medidas e de tecnologias que vão prolongar o processo do morrer quer dizer está claro para a equipe de saúde que tá cuidando daquela pessoa de aquele quadro Irreversível e de uma maneira não proporcional de uma maneira não muito adequada o profissional de saúde muitas as vezes lança a mão de procedimentos artificiais de vida como intubação como permanência na UTI por exemplo hemodiálise e prolonga o processo Irreversível da Morte né então esse também é um processo que os médicos hoje tem tentado evitar né e a mista na Ásia já é um já é um é um outro tipo de morte não muito bem assistida é só para lembrar que o termo mesmo é do grego significa infeliz e tâmatos como a Vanessa já trouxe significa morte então seria uma morte infeliz então

é um outro tipo de morte não muito bem assistida é só para lembrar que o termo mesmo é do grego significa infeliz e tâmatos como a Vanessa já trouxe significa morte então seria uma morte infeliz então Diferentemente da eutanásia é uma pessoa em que uma pessoa intencionalmente provoca a morte da outra mista Nasa tem a ver com a sugestão dos cuidados em termos de saúde pública de acolhimento de suporte social que essa pessoa é deixa de receber ou recebe de uma maneira inadequada levando a morte nesse sentido né então esse termo ele pode ser utilizado Quando os pacientes morrem de uma maneira evitável por falta de atendimento de qualidade por exemplo né de falta de insumos falta de leitos sendo Na verdade uma violação ao direito à saúde mais ou menos o que a gente observou infelizmente nesses tempos de pandemia né então geralmente a mista Nasa vai vai acontecer junto aqueles chamados excluídos da sociedade ou as populações mais vulneráveis aqueles que não são observados pela sociedade como um todo né é muito importante esse esclarecimento que vocês estão nos dando acerca desses conceitos porque para o público é que somos todos nós esses termos aparecem muitas vezes misturados no nosso cotidiano e é interessante porque nos dias atuais nós temos ouvido com muita frequência a questão da eutanásia sendo debatida é em situações que ao contrário do que mais ou menos nós todos pensamos de pessoas que não estão numa fase é última da sua da sua existência então nós temos casos emblemáticos acontecidos aqui na América Latina um de um colombiano que tinha uma doença monara obstrutiva crônica que por volta dos seus 60 anos ainda sem estar dependendo o tempo todo de oxigênio pediu para ser para morrer e também de uma peruana portadora de esclerose lateral amiotrófica que tem medo evolução da doença também entrou com pedido foram os dois casos esses esses pedidos foram concedidos mas eu confesso a vocês que o caso que me deixou mais pensativa é de uma moça do jovem de 23 anos da Bélgica que alegou que não

trou com pedido foram os dois casos esses esses pedidos foram concedidos mas eu confesso a vocês que o caso que me deixou mais pensativa é de uma moça do jovem de 23 anos da Bélgica que alegou que não queria mais viver Porque ela vinha sofrendo com uma depressão Severa desde os 17 anos decorrente de um trauma Que ela sofreu de um atentado no aeroporto de Bruxelas e essa moça tão jovem conseguiu também o direito é eutanásia o que que vocês percebem que está mudando né nesse processo da eutanásia e da discussão da eutanásia em relação a o que era no passado e tem levado essas pessoas a desistirem de continuar vivendo antes a expectativa de uma agravamento de suas doenças ou mesmo a não aceitação daquela condição em que ele se encontra eu penso o seguinte Cris acho que a primeira coisa acho que é deixar claro que algumas associações internacionais de medicina São contrárias à prática da eutanásia e do suicídio assistido né Por exemplo o Colégio Americano dos médicos acredita que existem argumentos éticos suficientes para que sejamos contrários a legalização da eutanásia e do suicídio assistido por entender na verdade que muitas Às vezes a falta de um suporte social a falta de acesso a bons cuidados ao atendimento de domicílio de qualidade é um suporte financeiro adequado né em alguns países por exemplo a saúde ela é privada então tem uma grande parte da população que não consegue arcar com os custos elevados na saúde Então essa Associação por exemplo ela se posiciona realmente contrária a legalização secundário eutanásia do suicídio assistido uma outra Associação internacional que a associação internacional dos hospses e cuidados paliativos e HPC também declara que nenhum país ou estado é deve considerar a legalização da eutanásia ou do suicídio assistido por médico até que se Garanta o acesso Universal ao serviço de cuidados paliativos a medicamentos apropriados incluindo por exemplo medicações para dor são medicamentos para dor fortes como a morfina e também acho que

e se Garanta o acesso Universal ao serviço de cuidados paliativos a medicamentos apropriados incluindo por exemplo medicações para dor são medicamentos para dor fortes como a morfina e também acho que é importante destacar Cris que assim existe em alguns apelos muito frequentes e o interesse público relacionado ao suicídio assistido E aí eutanásia que estão por detrás alguns desses fatores que têm justificado uma defesa eu posso destacar 5 aqui para vocês né O primeiro é a questão da evocação do princípio bioético da e a gente precisa entender que há pontos de fragilidade quando nós estamos apoiando que o indivíduo tenha uma autonomia plena sobretudo sobre a sua própria vida então é uma questão muito polêmica do ponto de vista bioético ou segundo aspecto é que com o aumento do envelhecimento e da prevalência de doenças crônicas degenerativas Geralmente as pessoas ficam mais dependentes né uns dos outros você tem uma perda de autonomia muitas vezes você tem a questão de não considerar ou não querer ser considerado um fardo para sua família você deixa de trabalhar e obviamente que baseado nos valores e das experiências de vida é claro que muitas vezes lidar com as perdas e com as incapacidades traz muito sofrimento psico social emocional espiritual essas pessoas o terceiro aspecto é a falta de suporte social aos indivíduos mais fragilizados e mais marginalizados da nossa sociedade o quarto princípio é a deficiência de saúde de políticas de saúde pública que efetivamente cuidem bem que dê um suporte necessário essas pessoas seja na atenção primária seja no ambiente hospitalar ou no domicílio e o quinto para não me alongar para Vanessa também falar é a questão do avanço do materialismo né e das chamadas crenças disfuncionais né Tem alguns autores bioticistas por exemplo que dizem assim né Por exemplo aquela frase ninguém pode me ajudar ou ninguém entende o que eu estou passando né E que isso de alguma forma sensibilizam as outras pessoas e muitas às vezes esses pedidos de

izem assim né Por exemplo aquela frase ninguém pode me ajudar ou ninguém entende o que eu estou passando né E que isso de alguma forma sensibilizam as outras pessoas e muitas às vezes esses pedidos de suicídio assistido por exemplo são improváveis de persistir quando o cuidado com apoio compassivo cuidado integral é oferecer dessas pessoas e obviamente elas acabam deixando de pedir por esses procedimentos então geralmente é a falta de um cuidado adequado de uma atenção integral É que geralmente justifica o pedido pela eutanásia pelo suicídio assistido que o Luiz está falando eu queria compartilhar um caso de um paciente que eu e a minha equipe tivemos a oportunidade de cuidar que é um caso que ilustra bem né Essa questão do acesso aos cuidados paliativos então a gente cuidou de um senhor que ele desenvolveu uma doença muito grave foi um acidente vascular cerebral né um derrame de tronco cerebral numa região assim um pouquinho acima aqui do pescoço em que né os vasos ficaram comprometidos teve uma obstrução Total E aí Total parcial mas ele ficou todo continua totalmente lúcido mas sem toda a movimentação do corpo então é chamada síndrome do encarceramento ou síndrome de lokedin né então a pessoa ela está lúcida compreende tudo ao redor mas está presa no próprio corpo não consegue comer respira até por aparelhos então Imagina assim a gente né se a gente se colocar no lugar dessa pessoa né a gente está totalmente independente autônomo andando trabalhando e de repente você sofre esse acidente vascular e fica de um dia para outro preso num leito né E lúcido esse paciente depois de uns ficou em coma né No início mas quando ele saiu do coma e voltou totalmente a Lucidez por várias vezes ele pediu para mim uma arma para se matar né e eu sofri com aquilo era uma médica paliativista muito inexperiente sofri demais daí a gente fazia várias reuniões né de equipe e a gente pensar Poxa como que a gente vai ajudar esse paciente né que tá num sofrimento tão grande que ele tá pedindo para morrer

xperiente sofri demais daí a gente fazia várias reuniões né de equipe e a gente pensar Poxa como que a gente vai ajudar esse paciente né que tá num sofrimento tão grande que ele tá pedindo para morrer ele tava pedindo aí eutanásia na verdade é que a gente de alguma forma matasse e a filha também queria que a gente fizesse de alguma forma ou a sedação paliativa ou que tivesse de que ele não continuasse daquela situação a filha e ele estavam sofrendo demais então assim como eu trabalhava numa equipe de cuidados paliativos que realmente tinha equipe tinha médico psicólogo enfermeiro a gente conseguiu uma voluntária Espírita um monge budista né A Equipe técnica de enfermagem então toda a equipe consciente da doença dele a gente conseguiu envolver em toda a assistência que ele precisava tendo por base o amor né o conhecimento técnico mas assim realmente como ouvidos com esse sofrimento assados alguns meses esse paciente parou de querer morrer pelo contrário Ele começava a perguntar assim mas qual foi o resultado do meu exame de urina né que ele tinha infecções urinárias de repetição ele tinha sim uma doença muito grave ameaçadora da vida ele era elegível a cuidados paliativos mas a cuidados paliativos né a morte natural dentro da doença grave dele então você pode enquanto a equipe cuidadora aliviar esse sofrimento dele total né A dor total que a gente fala e aí passou essa fase dele querer a eutanásia né se for agora eu pergunto a vocês né todo mundo que tá refletindo sobre esse sofrimento se fosse permitida no Brasil a eutanás Ainda bem que não é mas se fosse permitida Será que ele esperaria um ano porque demorou muito assim Demorou alguns meses quase um ano para que Ele saísse dessa dor Total desse sofrimento é por muitas visitas da voluntária Espírita do monge budista da esposa diariamente ali e assim ex-esposa aí foi um processo de perdão por vários vários crescimentos né com adoecimento desse paciente principalmente o crescimento espiritual dele agora se fosse permitido eutanás a gente teria o

im ex-esposa aí foi um processo de perdão por vários vários crescimentos né com adoecimento desse paciente principalmente o crescimento espiritual dele agora se fosse permitido eutanás a gente teria o tempo de Cuidar dessa pessoa provavelmente é esse mas é prática rápida e solucionando o sofrimento iria ser adotada de uma maneira bem precipitada você falando eu me lembrei aqui dos meus pacientes que eu trabalhei durante alguns anos com lesados medulares E aí nós tínhamos pacientes de diversas idades mas é um deles me marcou muito foi um senhor um advogado muito bem sucedido alguém que era viciado no trabalho que foi sofrer um assalto e ficou um paraplégico com bastante limitações ele era aquela pessoa que viajava fazia todas as suas atividades pelo Brasil e aos poucos nós acompanhamos desde um primeiro momento e todo o processo dele de reabilitação e como esse indivíduo conseguiu se redescobrir como pessoa ao longo desse processo onde ele teve que reaprender a se ver e avaliar o seu valor e como a família chegou no final do processo de reabilitação dizia assim ele é muito mais mais família Nossa hoje do que era no passado então a gente a esposa falava eu ganhei meu esposo de volta os filhos agora o papai está com a gente e se fosse numa situação eu lembro daquele filme que também debateu essa questão umar adentro que a pessoa tinha essa imobilidade e que não eu não quero eu não quero porque eu não sirvo mais para nada quer dizer esse o que que é servir várias pessoas né O que que é a utilidade o que que é se tornar um fardo E aí o Luiz Gustavo falou do materialismo eu acredito que vocês na vivência de vocês na parte dos cuidados paliativos devem se deparar muito com essa visão muito materialista das famílias e da do próprio paciente Isso é verdade vocês percebem isso também sim Cris é eu acho que é natural em decorrência veja muitas as vezes o processo de adoecimento ele é ele é a ponta do iceberg apenas em relação a toda aquela história de vida aos valores aos desejos as crenças

é eu acho que é natural em decorrência veja muitas as vezes o processo de adoecimento ele é ele é a ponta do iceberg apenas em relação a toda aquela história de vida aos valores aos desejos as crenças e a maneira de ser de agir ao longo de toda a vida né se a gente pegar essa E aí por ser a ponta do iceberg na ponta do iceberg fica mais visível o sofrimento angústia o medo além de toda a questão física dos efeitos de tratamento das perdas sociais da depressão da ansiedade da perda de sentido do medo de morrer enfim né então é essa ponta do iceberg que precisa ser muito bem cuidada e essa ponta do iceberg não se refere apenas a pessoa portadora de uma condição que a da vida que seja a crônica e que provoque tanto sofrimento relacionado à saúde mas é a família são os cuidadores e é a própria equipe de saúde que também precisa ser capacitada ser treinada é ter formação adequada para lidar com sofrimento humano porque hoje em dia o que acontece é que os profissionais da Saúde médicos e não médicos é de forma geral vamos colocar assim tem uma formação muito mais direcionada para cuidar das doenças das limitações do que do Cuidado integral do Cuidado da parte emocional da parte física inclusive às vezes até do tratamento da dor adequadamente existe uma uma insuficiência do treinamento Por parte dos médicos em relação à questão das necessidades da demanda emocional espiritual né muitas vezes a gente carece de profissionais da área da saúde mental que trabalha junto ao serviço de saúde seja privado ou público Então veja a gente demanda ainda muita atenção muito financiamento é muito boa vontade dos gestores para que realmente isso se efetivo de uma maneira adequada e você vai ler essa como é que você percebe essa e entrando assim o Luís falou a questão dos profissionais também que tem a questão da formação né no tratamento adequado da dor mas a sociedade também tem um preconceito né com o uso de opióides né da morfina por exemplo então cuidados paliativos a gente faz muitas reuniões com a família

rmação né no tratamento adequado da dor mas a sociedade também tem um preconceito né com o uso de opióides né da morfina por exemplo então cuidados paliativos a gente faz muitas reuniões com a família para explicar o plano de tratamento né os cuidados Então essa é uma questão mesmo assim que com o avançar da evolução a gente vai compreendendo melhor né os métodos terapêuticos de alívio de Sofrimento porque muito dos temores da pessoa que está com a doença grave é o medo da dor é uma das principais um dos principais temores na hora da morte é a dor né A dor a falta de ar então a gente usa medicamentos potentes mesmo Pior para aliviar mas eu queria tocar um pouquinho conjunto do materialismo né então o Luiz até colocou né que é como é uma das possíveis causas vamos dizer da dos argumentos favoráveis a eutanásia o suicídio assistido e a gente sabe que a gente está passando por uma fase de transição planetária né rumo ao planeta degeneração então mesmo os espíritas né quem não se aprofundar no seu eu quem não realmente aprofundar no evangelho de Jesus porque se a gente pensar no cristianismo em geral todas as religiões cristãs consideram a vida espiritual a existência do Espírito além da matéria e qualquer doutrina espiritualista cristã ou não deveria ser contra eutanásia e suicídio assistida mas o que a gente percebe é que existem muitos religiosos não praticantes e que assim na hora de um sofrimento muito grande de uma aprovação muito grande a fé fica abalada não é aquela fé inabalável E aí com esse sentimento de dó de Piedade Poxa mas eu amo tanto meu pai não quero que ele sofra então não seria melhor ele receber um remédio logo e morresse essa é uma visão é bem bem materialista mesmo né Se a gente for eu separei até um trechinho do evangelho que né os nossos espíritos amigos os orientadores lá do Capítulo 5 do Evangelho Segundo o Espiritismo Um item o suicídio e a loucura no item 15 o mesmo ocorre com relação ao suicídio postos de lado os que se dão item 16 perdão a incredulidade a simples

do Capítulo 5 do Evangelho Segundo o Espiritismo Um item o suicídio e a loucura no item 15 o mesmo ocorre com relação ao suicídio postos de lado os que se dão item 16 perdão a incredulidade a simples dúvidas sobre o futuro as ideias materialistas numa palavra são os maiores incitantes ao suicídio ocasionam a covardia moral quando homens de ciência apoiados Na Autoridade dos seus saber se esforçam por provar aos que os ouvem ou leem que estes nada tem a esperar depois da morte não estão de fato levando a deduzir que se são desgraçados coisa melhor não lhes resta se não se matarem que eles poderiam dizer para desviá-los dessas consequência que compensação eles podem oferecer que Esperança eles podem dar nenhuma a não ser o nada daí se deve concluir nada é o único remédio heróico a única perspectiva mais vale buscá-la imediatamente não mais tarde para sofrer por menos tempo então fala dos que mais cabe tudo isso aí eutanásia né Essa Estrelinha do Evangelho Segundo o Espiritismo então daí o curso de todos nós de toda a nossa sociedade né Cada um dentro da função que lhe cabe Mas quem tá no meio acadêmico tem quem tem a na verdade assim eu acredito que todos nós somos educadores né todos nós espíritas a gente Traz essa tarefa de educador usando palavras ou não seja na escola seja na universidade seja no sistema de saúde então cabe a nós estimular incentivar nos nossos filhos naqueles que estão mais próximos pacientes alunos a visão espiritual da vida nós não somos seres materiais ao acaso aqui na terra nós somos seres espirituais no corpo material e pequenininho a gente ter essa convicção ter essa essa fé forte mesmo que na hora que a gente tiver numa aprovação a gente vai pensar Poxa tem um propósito isso que tá acontecendo comigo né eu vou pedir ajuda eu vou conseguir passar é difícil é muito sofrimento é sim gente não dá para a gente ser romantizado ou não é muito sofrimento mesmo né o Luiz também deve ter casos muito difíceis que ele deve ter passado a gente sofre a gente chora junto com os

rimento é sim gente não dá para a gente ser romantizado ou não é muito sofrimento mesmo né o Luiz também deve ter casos muito difíceis que ele deve ter passado a gente sofre a gente chora junto com os pacientes lidar com a morte né o sofrimento tanto do paciente quanto o sofrimento dos familiares é quem não passou a gente é da área da saúde da Medicina mas todo mundo já enfrentou né a separação de um ente querido agora a gente causar isso né adiantar porque idade realmente é uma visão materialista e a gente não enxergar que tem um propósito maior que nós somos espíritos e que poder por acaso né E que a gente possa claro que a gente não vai julgar Eu por exemplo quando eu até compartilhei com os meus amigos da Associação Médica Espírita do departamento paliativo quando eu vi um videozinho de um senhor de novo acho que 95 Anos cometendo suicídio assistido eu me sentia assim Compadecida por ele né porque ele é um senhor que ele colocava assim poxa eu já sou velho estou velho não tenho filhos né Agora eu só vou estar prejuízo para a sociedade eu já cumpri minha missão então eu prefiro encerrar minha vida por aqui e aí ele cometeu o suicídio né assistido ou poderia eutanásia né então assim a gente lamenta que as pessoas as pessoas que fazem isso não tenho essa perspectiva espiritual da vida como nós temos desculpa tem me alongado gente não é isso mesmo nós temos uma questão aqui de uma de uma Internauta que coloca a seguinte problema para nós me questiono sobre um dos critérios para a prática dela eutanásia que é a dor insuportável essa variação seria subjetiva já que a resistência a dor pode sofrer gradações Então essa esse medo da dor o medo do sofrimento que a pessoa tem essa dor insuportável e você falou ainda pouco Vanessa do uso né de medicamentos que são adequados para o controle da dor e essa avaliação não é subjetiva né embora a dor a dor de uma pessoa não possa ser comparada com a dor de outra Vocês poderiam esclarecer a nossa irmã Maísa agradecer muito a pergunta Maísa

ole da dor e essa avaliação não é subjetiva né embora a dor a dor de uma pessoa não possa ser comparada com a dor de outra Vocês poderiam esclarecer a nossa irmã Maísa agradecer muito a pergunta Maísa era isso que eu ia dizer a gente agradece a pergunta mas então é uma pergunta muito importante porque veja em alguns países como Colômbia Espanha Canadá Estados Unidos Bélgica Holanda etc existem né para cada legislação Nacional existem alguns critérios né O que tem se observado é que em alguns países que já legalizaram a eutanásia por exemplo para situações bem de finalzinho de vida alguém que tivesse um tempo uma expectativa de tempo de vida muito curta enfim com sofrimento dito insuportável o que a gente percebe que em alguns países ocorreu a chamada rampa deslizante quer dizer se antes era para uma situação extrema daqui a pouco agora é para pessoas que tem mais de 80 anos que perde o sentido na vida daqui a pouco é para um jovem que que tá com depressão grave como você trouxe aí um exemplo lá daquela mulher belga com 23 anos Então esse é um grande perigo também quando a gente opta por esse caminho de uma maneira Legislativa que é a banalização na verdade da vida né bom claro que então baseado nesses critérios e claro pela falta muitas às vezes de um cuidado adequado à dor né É que sempre lembrando que a dor ela não é apenas física mas ela tem a influenciação do componente emocional social espiritual quando a gente não contempla quando a gente não maneja adequadamente essas outras dimensões claro que a chance de não ter sucesso adequado no alívio da dor Ela é maior né então a gente precisa estar olhando essa pessoa um todo para tá amenizando a dor física e os outros componentes que contribuem para isso certo você quer complementar Vanessa é Luiz Ele trouxe o conceito de dor total né que a nossa uma das nossas mestras dos cuidados paliativos trouxe a Mc se ele Sounds Eu sempre gosto de falar dela que eu tenho uma gratidão muito grande ela trouxe nos cuidados paliativos que o tratamento médico não

das nossas mestras dos cuidados paliativos trouxe a Mc se ele Sounds Eu sempre gosto de falar dela que eu tenho uma gratidão muito grande ela trouxe nos cuidados paliativos que o tratamento médico não pode se restringir apenas a administração de medicamentos a gente precisa ter uma equipe multiprofissional ter o apoio espiritual muitas vezes um Capelão ou os voluntários religiosos o alistador a dor é um sofrimento individual subjetivo sim mas a gente tem ferramentas para graduar essa dor e para tratar Tem vários tipos de analgésicos e É aconselhável nunca apenas um medicamento mas uma equipe né atenta a tentar aliviar os outros tipos de Sofrimento também é nós sabemos que nós estamos vivendo uma etapa né da nossa evolução e que o tempo que nós vamos ter na terra está sendo mais cumprido do que dos nossos antecessores hoje nós temos uma acho que houve um corte lá da internet da Cris para que a Cris eu tô ouvindo é a Cris acho que perdeu o sinal ali né eu gostaria de ouvir vocês em relação a como nós podemos né orientar os nossos filhos a nossa família para que possam enfrentar essa questão da da vida mais prolongada e da questão da terminalidade que nós temos que discutir a Vanessa falou um pouquinho né como é que nós podemos preparar a luz do Espiritismo na nossa família para lidar melhor com essas questões tão difíceis que envolvem a esse lado que a eutanásia traz para gente Para a gente refletir debater que que vocês acham eu penso o seguinte Cris vou fazer uma uma referência em relação à questão do tema sofrimento né que acho que quando a gente está falando sobre eutanásia a gente está dizendo E discorrendo sobre como é que a gente pode lidar com o sofrimento humano da melhor forma possível para amenizá-lo né para abrandar o sofrimento e aí eu também peço licença para lembrar lá do Evangelho do Capítulo 5 no item 27 do Evangelho Segundo espiritismo que tem a seguinte pergunta deve se por termos as provas do próximo quando se pode ou por ou é preciso deixá-la seguir

lembrar lá do Evangelho do Capítulo 5 no item 27 do Evangelho Segundo espiritismo que tem a seguinte pergunta deve se por termos as provas do próximo quando se pode ou por ou é preciso deixá-la seguir seu curso Eu acho que é importante a gente falar isso eu vou tentar ser bem rápido mas a resposta do Bernardinho o espírito protetor em 1863 ele diz o seguinte olha frequentemente a gente diz que estamos todos nós sobre a para esfriar né para aprender para nos reajustarmos as leis divinas para aprendemos a amar para aprendermos a perdoar para nos tornarmos pessoas melhores pessoas de bem né E claro que tudo aquilo que não sucede nós precisamos lembrar que está em desalinho né é o resultado do desalinho da nossa conexão com amorosidade com a justiça divina então alguns pensam dizer né que como estamos na terra e se é vontade de Deus a gente deveria ter o nosso sofrimento talvez não tão acolhido ou que a gente não fizesse tanto esforço para poder atenuar porque a vontade de Deus a gente está passando por isso é assim tem que ser né esse é uma linha de pensamento porém ele fala o seguinte olha saber nós Será que a gente sabe na verdade se a providência divina não nos acolheu como instrumento para amenizar o sofrimento do outro não para abreviar a vida do homem mas para amenizar o sofrimento é como um bálsamo de consolação que deve cicatrizar as feridas que a sua justiça que a imprevidência nossa em relação às leis Divina nos levou essa situação e aí ele diz mas dizei vejamos que que meios que nosso pai misericordioso colocou ao meu alcança ao alcance de cada um de nós para abrandar o sofrimento do meu irmão vejamos se minhas consolações Morais meu apoio material meus conselhos não poderão ajudá-lo a vencer essa prova com mais força com mais paciência com mais resignação vejamos mesmo se Deus não colocou em minhas mãos o meio de fazer cessar esse sofrimento se não me foi dado como prova também como expiação talvez de ter o mal e substituí-lo pela paz e ao final ele diz assim né

smo se Deus não colocou em minhas mãos o meio de fazer cessar esse sofrimento se não me foi dado como prova também como expiação talvez de ter o mal e substituí-lo pela paz e ao final ele diz assim né estáis todos na terra para espiar e todos sem exceção deveis empregar todos os vossos esforços para abrandar a expiação de vossos irmãos segundo a lei de amor e de caridade então isso mostra responder na sua pergunta Cris que na medida em que a gente lucros nossos filhos na medida em que a gente traz uma educação né para compreensão do porque estamos aqui De onde viemos Para onde vamos e de alguma forma isso segundo Herculano Pires também pode ser acoplado é uma educação para a morte que é o entendimento da nossa brevidade da vida física isso vai fazer com que a gente se prepare Alice em valores morais em valores éticos em valores de fraternidade de amor de solidariedade para que a gente possa Viver a Vida da melhor forma possível com seus amores e desamores com suas dores e com as suas vitórias com seus percalços mas também com os momentos alegres então é importante que a gente tenha essa visão mais mais ampliada da vida e que como a Vanessa trouxe essa visão mais espiritual da vida né é um que onde nós nos reconhecemos como espíritos que jornadeanos têm temporariamente a matéria física né perfeito perfeito lá temos aqui um comentário muito interessante da nossa irmã Renata Vieira que ela fala o seguinte eu vejo muito mais Amor à Vida em lugares de extremos sofrimento países que já estão numa situação de vida favorável parece que a vida perde o seu sentido não falta mais tu não faltam as coisas né mas tudo pede a importância e o reflexo disso acaba sendo a baixa natalidade e altos índices de suicídio parece que como as pessoas têm a vida mais fácil ficam também menos resistentes sofrimento como a doutrina espírita consegue explicar isso uma nação que atinge um patamar de vida confortável não deveria ser considerada mais evoluída como é que nós podemos orientar nossa irmã Vanessa é sobre isso

a doutrina espírita consegue explicar isso uma nação que atinge um patamar de vida confortável não deveria ser considerada mais evoluída como é que nós podemos orientar nossa irmã Vanessa é sobre isso Vanessa nossa irmã Renata agradeço a sua pergunta Renata a gente está vivendo uma grande como eu já tinha comentada né que estava vendo uma grande crise de valores né a gente tá vivendo a sociedade né nunca que falou tanto em doenças mentais nunca se houve tanto uso diante depressivos mas também porque eles têm se falar tem se orientado e as pessoas têm buscado Mais ajuda Então essas crises existenciais ausência de sentido né esse vazio sim é são reflexos da nossa sociedade atual materialista né então quanto mais nós nos esforcemos nos valores espirituais Morais né no autoconhecimento na prática da caridade veja tem trabalho científicos mostrando que as pessoas que participam de trabalhos voluntários que fazem a caridade contribuem para a sociedade positivamente tem mais sentido e propósito de vida mas alegria de viver né então nesses países muitas vezes onde há maiores necessidades sociais né mas porém há mais Fraternidade né deve-se deve-se ter uma um bem-estar um pouquinho maior do que muitas vezes a gente porque esse vazio que a gente observa né E todos nós na verdade é natural a gente passar por períodos da Vida em que a gente questione tudo em que a gente crise de sentido né a gente sabe que tem fase da vida crise dos 40 anos Quem não passou né que questiona tudo mas a gente tendo por base valores espirituais imorais fica mais fácil a gente buscar os recursos terapêuticos para o nosso próprio sofrimento e como Luiz Gustavo colocou a gente desde pequenininho nas aulas de evangelização infantil ou em outras religiões né no catequismo em diversas diversas formas de se cultivar a espiritualidade na criança desde pequeno na Mocidade Espírita né na juventude na fase adulta quando a gente passa por desafios por problemas por provas e expiações né a gente tendo essa base essa conexão com mais alto né com a

desde pequeno na Mocidade Espírita né na juventude na fase adulta quando a gente passa por desafios por problemas por provas e expiações né a gente tendo essa base essa conexão com mais alto né com a gente mesmo e com Deus com mais altos valores espirituais a gente passa por essas crises existenciais de vazio que são naturais da condição humana Os questionamentos as dúvidas a gente passa um pouquinho mais fortalecido e a gente sabe onde buscar esse apoio que a gente precisa né E como diz o nosso irmão Chico Xavier não há todo sofrimento tem hora certa para acabar todo o sofrimento então eu desejo meu paciente né que tava no sofri muito terrível né uma dor Total absurda não é a dor física era a dor da Alma mesmo né então mas vai passar passa o sofrimento Ou pelo menos ele é muito aliviado né curado pode demorar anos década séculos mas pelo menos ele aliviado com o passar do tempo todo o sofrimento tem hora certa para acabar com certeza tem um objetivo útil no nosso processo evolutivo é nós temos agora algumas questões que eu vou passar para vocês aí eu vou pedir para cada um responder uma para a gente poder contemplar todas elas tá a primeira pergunta que vem para nós vem do nosso irmão Leandro Júnior de Petrolina há cinco meses recebemos o diagnóstico que minha mãe estava com câncer que não poderia ser operado pela sua gravidade foi nos indicado tratamento quimioterápico para diminuição da dor que ela vinha sentindo e há um mês depois de uma sessão de quimioterapia ela passou muito mal e desde então está internada na UTI recebendo todo o suporte para continuar não autorizamos mais nenhum tratamento para o câncer pois avaliamos que isso não irá ajudar nesse momento estamos cometendo eutanásia vamos lá Luiz Gustavo que que você pode dizer para o nosso irmão Leandro obrigado pelo pela pela dúvida né que que você nos traz e de antemão a gente espera que todos vocês possam estar sendo bem cuidados olha não não acredito que o que você discorre sobre a opção né de não prosseguir com

la pela dúvida né que que você nos traz e de antemão a gente espera que todos vocês possam estar sendo bem cuidados olha não não acredito que o que você discorre sobre a opção né de não prosseguir com tratamento oncológico que na verdade não é apenas uma opção é que Deva ser da família né mas muitas vezes é uma decisão compartilhada entre equipe médica paciente e família Essa é a situação ideal né para que os médicos não coloquem determinadas decisões onde Às vezes o leigo que não tem conhecimento se sinta pressionado de uma maneira sem até sem ter a previsibilidade das complicações das intervenções dos benefícios ou dos danos das intervenções como é que uma pessoa que não sabe que pode acontecer quais são os riscos Quais são os malefícios como é que a gente vai conseguir tomar maior decisão né então me parece que quando essa senhora faz um diagnóstico talvez já faça o diagnóstico de uma forma mais avançada é possível mas é difícil dizer mas nos parece que sim e que aí em decorrência do tratamento mesmo na presença do tratamento no oferecimento do tratamento ela começa a não responder ao tratamento talvez tem algumas complicações algumas intercorrências no meio do caminho é passa a ser cuidada num ambiente de UTI não sei qual é a situação dela nesse momento mas me parece que talvez tenha havido uma refratariedade em relação ao tratamento voltado para a doença e a partir de um cenário de um diagnóstico de uma doença grave incurável onde a pessoa está com baixa capacidade funcional onde ela começa a ter inclusive pode ter disfunções de alguns órgãos um quadro de desnutrição muito importante ela passa a comer cada vez menos ela passa a ter um nível de consciência mais alterado com Delírio é ficando mais mais acamada né então muitas das vezes a limitação do suporte terapêutico Ou seja a introdução ou a manutenção de algum procedimento considerado artificial de vida como intubação como ventilação mecânica como hemodiálise a própria permanência na UTI muitas vezes isso não vai auxiliar na

rodução ou a manutenção de algum procedimento considerado artificial de vida como intubação como ventilação mecânica como hemodiálise a própria permanência na UTI muitas vezes isso não vai auxiliar na melhoria da qualidade de vida possível ou na assistência essa pessoa que tem uma situação Irreversível que provavelmente possa ter um tempo de vida mais curto então diante dessa situação é isso não se configura responder na pergunta do Leandro a limitação ou a retirada de algum procedimento a depender do contexto que está sendo experienciado isso é muito provavelmente a gente poderia afirmar que não se configuraria eutanásia de forma alguma Talvez o que tá todo mundo mais imbuído e a preocupação é de não cometer a distanázia né evitar que haja a gente lança mão de procedimentos e intervenções que sejam fúteis que sejam desproporcionais aquela condição que claramente para todo mundo para equipe de saúde para os familiares etc é nos parece ser Irreversível Obrigada temos uma outra questão Essa vai para Vanessa que é trazida pela albanete lá de Rio Claro minha mãe de 90 anos está acamada Três anos depois de dois episódios de AVC ela está lúcida mas deprimida demais agora não quer mais comer e a médica que assiste recomendou que fizessemos o acesso para alimentação direta no estômago ela não quer devemos cumprir a vontade dela ou seguir a recomendação Médica aqui é difícil a gente dar uma resposta assim parece que a gente não vai poder intervir na conduta mas essa questão né quem deve é ter mais esse posicionamento próprio paciente ou a equipe que eu assisto então a gente a gente faz reuniões né a comunicação com a família mas a gente leva muito muito em consideração a opinião do paciente ainda mais tratando-se de uma paciente lúcida né ela está totalmente lúcida apesar dos dois AVC agora eu ela está deprimindo Então ela tá lúcida mas essa depressão está sendo tratada né Essa questão da alimentação é um dilema nos cuidados paliativos tem muitas pessoas que são favoráveis a

is AVC agora eu ela está deprimindo Então ela tá lúcida mas essa depressão está sendo tratada né Essa questão da alimentação é um dilema nos cuidados paliativos tem muitas pessoas que são favoráveis a usar sonda nasoenteral muitos médicos e outros totalmente contra porque quem já usou sonda nasoenteral já viu colocar é considerado uma tortura vamos dizer assim e colocar a sonda de gastrostomia que eu acredito que foi o que a médica sugeriu é um procedimento invasivo para uma senhora que tem uma doença grave incurável né está acamada três anos é algo realmente a ser condenado né Agora se a pergunta é deve ser feita a vontade da médica e não da paciente Não não é bem assim Acho que mais reuniões devem ser feitas aí não é o médico quem decide isso né porque mas aí assim a gente precisaria de mais paramos para compreender se elas se essa paciente está com a depressão sendo tratada se ela não tem nem condição de dieta via oral se ela não está comendo porque realmente ela tá sem o apetite porque são causam inapetência ou se ela tá com a disfagia da demência da do acidente vascular cerebral E aí teria indicação da sonda de gastrostomia Então não é tão simples assim né a gente tem que avaliar outras coisas mais aprofundadamente mas a tomada de decisão Em fase final de vida a gente considera uma decisão compartilhada não é apenas médica e não é apenas o paciente como Jesus colocou e não é apenas a família tem família que exige Então tem que passar a sonda de gastrostomia ou tem que passar soma nas inteirar tem que ir para UTI né tem família que não é bem assim nós médicos né a gente estuda a História Natural da doença né a gente percebe que o doente está então assim se é uma senhora que teve dois AVC mas está estável em casa bem cuidada sem feridas nutrição não vem tendo infecções frequentemente tentar tratar depressão e conversar com a paciente ganhando tempo ver se ela melhora se melhora o apetite agora não vamos pensar numa outra situação é uma senhora que está aclamada tá cansada da

mente tentar tratar depressão e conversar com a paciente ganhando tempo ver se ela melhora se melhora o apetite agora não vamos pensar numa outra situação é uma senhora que está aclamada tá cansada da vida mas muitos estão cansados da vida nessa situação mas ela Além disso ela vem tendo infecções muito frequentes internações recorrentes a funcionalidade vai caindo já começa a ter úlceras de pressão deformidades articulares né porque tá acamada então assim os contextos podem ser diferentes né e qual que é a opinião da família quer dizer a Páscoa suficiente é lúcido ela não quer mais não quer nada invasivo Então a gente tem já respeitar a paciente mas a tomada de decisão não é simplesmente assim então A médica falou que ela quer não é não é bem por aí não perfeito perfeito bom nós temos uma última questão aqui eu vou passar para vocês dois que aí vocês já comentam e fazem as considerações finais de vocês respondendo essa questão meu pai de 80 anos teve covid e já tinha um quadro com muitas limitações por conta da diabetes da pressão alta há dois meses foi para casa usa oxigênio constante alimentação por GTT e precisa de muitos remédios ao longo do dia para ficar estável esses cuidados podem ser chamados de distanásia é aquele prolongamento né da situação de sofrimento é um bom caso que o que o Antônio nos traz né aqueles Olha se esse senhor se o seu pai ele tá estável ele tá recebendo todos os cuidados que são necessários para os bons cuidados se ele mantém todos esses recursos dentro de uma estabilidade Clínica e se não há nenhum fator e nos parece aqui que ele tá muito bem dentro dessas limitações quer dizer um senhor que tem uma fragilidade grande depois do covid aos 80 anos ele fragilizou-se muito ele ficou dependente do uso de oxigênio Talvez ele perdeu massa muscular começou a ter disfagia como a Vanessa nos trouxe que essa dificuldade de se alimentar por boca pode ter tido algum outro outra complicação no meio do caminho que fez com que ele precisasse da alimentação

eçou a ter disfagia como a Vanessa nos trouxe que essa dificuldade de se alimentar por boca pode ter tido algum outro outra complicação no meio do caminho que fez com que ele precisasse da alimentação artificial mas aí ele consegue para casa ele ainda dependente doa dois Provavelmente por sequela pulmonar em relação a covid mas esses cuidados dentro de uma estabilidade e dentro da não identificação de um processo iminente de morte esses cuidados que ele tá recebendo não é de estarás de forma alguma né ele trata um senhor muito dependente muito estágio e com a necessidade de alguns dispositivos para recebimento de bons cuidados né claro que como a Vanessa trouxe anteriormente a gente vai ter que estar muito atento a ele ele vai precisar de um suporte multi profissional né seja da psicologia da fono da Fisio da terapia ocupacional da assistência de enfermagem de médicos e essa família inclusive também vai ter que ser amparada vai ter que ser esclarecida em relação as possíveis intercorrências e necessidades que talvez esse senhor possa possa apresentar se no momento de uma situação Irreversível de uma infecção Grave por exemplo de alguma outra complicação grave que limite a vida dele que coloca ele numa situação de grande vulnerabilidade de uma fragilidade maior com alto risco de morte bom qual é o cenário melhor para a gente cuidar desse senhor vai ser em casa vai ser no hospital como é que se ele ficar sem casa com Que recurso né com que equipe que vai cuidar não talvez ele precise ir para o hospital é pode ser que ele tem infecções a gente vai tratar assim e a gente vai observando como é que ele reage os tratamentos Então eu acho que ele é um senhor que está sendo muito bem cuidado pela família e obviamente porém o senhor frágil né que precisa de um planejamento de cuidados antecipados ao longo de todo esse processo após adoecimento grave que ele que ele teve né nossa uma hora passa tão rápido e ainda tanta vontade de conversar com você sobre isso agora o jeito vai ser chamar

ipados ao longo de todo esse processo após adoecimento grave que ele que ele teve né nossa uma hora passa tão rápido e ainda tanta vontade de conversar com você sobre isso agora o jeito vai ser chamar vocês aqui novamente para a gente continuar falando principalmente dessa dimensão do Cuidado domiciliar da questão do envelhecimento que às vezes vem acompanhado de fragilização se vocês toparem o convite já tá aqui feito para a gente fazer um novo bate-papo sobre esses assuntos todos é realmente nós conseguimos compreender bem na avaliação de vocês o que vem a ser eutanásia a nossa responsabilidade como espíritas de entender que eutanásia é um crime que a vida não pode ser abreviada de uma maneira utilitarista e fútil como a gente vê muito acontecendo nos dias atuais gratidão imensa luz Gustavo Vanessa Um beijo grande no coração de vocês Cheio da nossa gratidão e já ficando convite para uma nova conversa sobre esse assunto aqui com os nossos companheiros aqui que nos assistem tá bom Um beijo grande no coração de vocês muito obrigada pelo nosso programa de hoje e a você muito obrigado pelo convite um grande abraço a todos muito obrigada Voltaremos né Então tá bom a você que nos assiste muito obrigada na próxima semana nós vamos estar aqui novamente com vocês e o nosso tema para a próxima semana é a adoção a luz do Espiritismo grande beijo a todos e até lá tchau tchau nós queremos te agradecer do fundo do coração e aproveitar esse momento para pedir que você se junte-a ao projeto continue sendo um colaborador continue fazendo as suas doações para que o trabalho prossiga levando esclarecimento levando Consolação há milhares de corações espalhados pelo Brasil e pelo mundo gratidão e esperança Na continuidade da sua doação iniciamos hoje a campanha com essa a Federação Espírita brasileira que busca mostrar quem ela é o trabalho realizado por meio desta instituição Centenária trazendo você para dentro da nossa casa como surgiu a Federação Espírita Brasileira de Auguste Elias o seu

leira que busca mostrar quem ela é o trabalho realizado por meio desta instituição Centenária trazendo você para dentro da nossa casa como surgiu a Federação Espírita Brasileira de Auguste Elias o seu fundador aos dias de hoje o que ocorreu quem foram e quem são os vultos que fizeram e fazem parte dessa história Qual a relação de nomes como Chico Xavier Bezerra de Menezes Simone Pereira com esta instituição qual a sua missão como ela atua na formação do homem de bem apresentaremos a Federação Espírita brasileira em formato dinâmico depoimentos postagens históricas áudios conheça e faça parte desta família a Federação Espírita brasileira lança o portal FEB podcast com conteúdos em áudio que objetivo esclarecer e consolar corações para uma postura de vida com fé harmonia e esperança diretamente dos estúdios da Federação Espírita brasileira está começando podcast espiritismo em Pauta você está ouvindo Podcast estudando o Livro dos Espíritos Olá eu sou Tiago Toledo e você tá ouvindo Podcast do cidadão do universo você está ouvindo o podcast do Entre Dois Mundos você está ouvindo o podcast do gostinho de leitura estudando o Livro dos Médiuns Olá eu sou a Marina Miranda e você está ouvindo Podcast Minha Nada Mole Encarnação essa é a nossa forma de transmitir Esperança conhecimento e alegria

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