🎙️ Podcast CONECTA ESPIRITISMO – CONECTA.ON com Ana Tereza Camasmie

Conecta Espiritismo TV 23/02/2026 (há 1 mês) 30:59 2,390 visualizações 360 curtidas

O espaço onde as grandes ideias ganham voz. Um bate-papo leve, inteligente e inspirador com as principais personalidades presentes no Congresso Espírita de Campinas 2026. Conversas que conectam experiências, ampliam visões e aproximam corações. Aqui, o conteúdo vai além do palco — ele pulsa, dialoga e transforma. Realização: Conecta Espiritismo Produção e Gestão: TV IDEAK 🌐 www.conectaespiritismo.com.br

Transcrição

É, eu acho olá minhas queridas amigas, meus queridos amigos. falando aqui diretamente de Campinas no nosso Conecta Espiritismo, dando prosseguimento aos nossos podcasts. E agora eu tenho uma grande alegria, e eu falo alegria mesmo, porque a pessoa entrevistada, eu tenho um carinho muito grande por ela. Ela é psicóloga, uma grande amiga, ela tem dado grandes contributos ao movimento espírita, prefaciou a nossa obra com todo carinho. Nós recebemos aqui Ana Teresa Camasmi, que eu peço permissão para chamar de Aninha, que é a forma que eu a chamo. E nós vamos conversar sobre oração e meditação no nosso processo de conexão com Deus. Mas antes, Aninha, eu quero pedir as suas impressões sobre o Conecta, sobre tudo que você tem visto, sobre o seu contato com as pessoas. Fale um pouquinho. >> Então, Rafael, muito obrigado pelo convite. Eu tô muito feliz de estar aqui no Conecta. A gente tá com 2.000 pessoas aqui, muita gente nos autógrafos e aí eu posso conversar um pouquinho mais de perto. Os temas estão muito bons porque a gente tá falando de caminhos paraa harmonia interior na conexão com Deus. Então a gente tá tendo assim um encontro, um banquete espiritual aqui de tantos aprendizados novos. Tivemos ontem um Florenço fazendo pintura mediúnica, que é um tipo de mediunidade que é pouco comum e é difícil a gente ter um lugar para assistir. Então o Conecta aí trouxe muitas surpresas pra gente. E >> Ana, a gente sabe que nós estamos experimentando aqui no Conecta alguns formatos novos. Um desses formatos novos é uma experiência que tem se mostrado frutífera. Haja já vista o que as pessoas têm dado de feedback. São as rodas de conversa. Nós estamos tendo, já tivemos cinco, teremos mais uma roda de conversa que é um pequeno espaço onde as pessoas podem trocar. Eu queria que você falasse um pouco sobre o que é uma roda de conversa, se essa experiência que nós estamos tendo aqui na no Conecta, se nós podemos replicar no ambiente da Casa Espírita. Então, a gente conhece a roda de

alasse um pouco sobre o que é uma roda de conversa, se essa experiência que nós estamos tendo aqui na no Conecta, se nós podemos replicar no ambiente da Casa Espírita. Então, a gente conhece a roda de conversa que acontece nos congressos em geral, que tem dois ou três eh oradores e tem um mediador para poder conversar sobre um tema específico e esses oradores se preparam com aquele tema. O que a gente propôs aqui no Conect foi uma outra coisa que é encontro de uma hora mais ou menos com 25 pessoas numa salinha separado que a gente chamou de sala de conversa, que é como se a gente tivesse uma sala de jantar, uma sala de visitas, uma sala para conversar sobre um tema específico que o coordenador se preparou para que as pessoas possam falar das suas questões cotidianas à luz do espiritismo. Então, a gente teve espaço assim mais íntimo para conversar com os participantes. Então, foram seis momentos e cada momento desse a gente pôde se aproximar de 25 pessoas que se inscreveram previamente para esse momento. E claro que não deu para abarcar as 2.000 pessoas, teríamos que ter não sei quantas horas de conversa, mas foi uma experiência pra gente ver se isso seria produtivo, se as pessoas iam se sentir à vontade. É, e a surpresa foi incrível, pelo menos a sala que eu tive presente, as pessoas gostaram muito, se colocaram bastante, se emocionaram e eu fiquei muito contente com esse resultado. >> Excelente. Eu quero falar de algumas obras que a Ana Teresa Camasmi já dedicou ao movimento espírita, começando lá com Palavras para a Alma, que também é um programa da web Rádio Fraternidade, Caminha que a vida te encontra. Nós temos o livro Mãe e mais recentemente um livro que a gente chama de pequenas mensagens intitulado Sementes. São leituras que eu conheço e que eu digo para vocês vale a pena, porque é uma forma muito didática, amorosa, que ela endereça aos corações e que o resultado, fruto financeiro, é todo dedicado à obra do bem. Mas o nosso tema, Ana, é falar sobre a oração e a meditação no nosso

ma forma muito didática, amorosa, que ela endereça aos corações e que o resultado, fruto financeiro, é todo dedicado à obra do bem. Mas o nosso tema, Ana, é falar sobre a oração e a meditação no nosso processo de conexão com Deus. Como a oração e a meditação pode ajudar nessa nesse desafio da criatura humana de se conectar com o seu criador? >> Então, Kardec pergunta isso na questão 660, no livro dos espíritos, que ele pergunta assim: "A prece se torna melhor o homem?" E os espíritos disse que sim. Como assim a prece torna a gente melhor, né? porque nos ajuda a resistir aos arrastamentos das nossas más paixões. Então, a oração, gente, ou a meditação, que são processos similares, tem muita coisa em comum, eu já vou explicitar, eles, elas oferecem para nós condições pra gente lidar com as adversidades. A oração não vai sumir a sua diversidade, não vai mudar a sua diversidade, mas vai te clarear caminhos, vai te deixar com condições de refletir, desanuviar a mente, acalmar seu coração para você olhar o que tá acontecendo com mais recursos. Porque quando a gente tá vivendo uma experiência difícil, a gente fica com a capacidade de raciocinar encurtada, a nossa capacidade de perceber o contexto das coisas. também muito comprometida. Então, quando a gente para o que tá acontecendo e a gente se recolhe, como diz Jesus, a gente entra no quarto, fecha a porta, se encontra com o pai em segredo, a gente tem condição de, ah, respirar e dizer: "Olha, Deus, tá tão difícil isso que tá me acontecendo". E à medida em que você vai contando, que você vai compartilhando, a espiritualidade maior age a seu favor e você vai começando a se sentir um pouco mais tranquilo e a serenando os pensamentos obsessivos, que é muito comum a gente ter quando tá vivendo isso. E aí a gente passa a ter de repente um pensamento que eu não tinha visto, né? contar um negócio engraçado sobre isso. Nós tínhamos feito uma mudança da nossa casa e foi uma mudança trabalhosa, viu, gente? Muito trabalhosa mesmo, porque a gente lidou com muitas

tinha visto, né? contar um negócio engraçado sobre isso. Nós tínhamos feito uma mudança da nossa casa e foi uma mudança trabalhosa, viu, gente? Muito trabalhosa mesmo, porque a gente lidou com muitas adversidades, a mudança de casa de uma casa para outra. E eu comprei um sofá muito grande para assar num cup. Eu não sei o que que aconteceu. Me encantei para um sofá, achei que ia dar, não deu, medi errado, enfim, quando ele era um sofá de duas partes, né, tipo L assim. E aí quando o entregador colocou o sofá na sala, meu Deus do céu, não vai caber. O que vai ser? Olha, nós entramos num sofrimento que não tinha mais jeito de trocar. Sabe aquela situação assim, um nó? Eu tô dizendo que é engraçada porque não era nada grave, mas olha que engraçado. Eu pensei assim, sabe de uma coisa? deixe sofá no meio da sala, atravancado mesmo. Eu vou dormir, amanhã eu vou pensar numa solução, porque eu não tô aguentando mais pensar a solução. O meu marido desenhou 10 vezes a sala para tentar trocar de lugar tudo para ver se cabia aquela coisa. Eu falei, gente, para para tudo, a gente não tem solução para isso. Então, ou a gente dá isso ou recomeça essa história, vamos dormir. Quando eu acordei e eu fui dormir e na minha prece eu pedi: "Meu Deus, me ajuda a achar uma solução para isso. Eu acordei com a ideia pronta, eu já sei o que fazer. Bota metade do sofá num lugar, metade do sofá no outro quarto, pronto." E foi maravilhosa a troca. Eu tô dando um exemplo engraçado, porque isso não é nenhum sofrimento grave, mas eu quero dizer o que que é a gente se retirar um pouco daquilo que te aflige. Se você se retira um instante, abre a sua visão. Então, a oração é esse instante em que você silencia a mente para você encontrar novos caminhos. >> Excelente. Nós estamos falando sobre oração e meditação. Eu vou trazer uma pergunta aqui agora que eu sei que permeia o imaginário das pessoas. Rafael, a meditação é uma prática espírita? A primeira pergunta. E a segunda pergunta, as pessoas às vezes

tação. Eu vou trazer uma pergunta aqui agora que eu sei que permeia o imaginário das pessoas. Rafael, a meditação é uma prática espírita? A primeira pergunta. E a segunda pergunta, as pessoas às vezes vêm e colocam assim: "Para eu meditar, eu preciso sentar naquela posição de flor de lótos, ficar fazendo barulhinho do tipo". Hum. Então eu repasso para quem entende do assunto. Primeiro, nós podemos inserir a meditação como uma prática espírita. E e a segunda, eu para fazer meditação, eu preciso de um lugar certo, de uma postura certa, de uma condição especial? Então, para falar de meditação, eu queria falar primeiro sobre o pensamento. Então, olha só. Então, no livro Pensamento e Vida, a gente tem um texto sobre pensamento. No livro Problema do Ser e do Destino, a gente tem um texto sobre pensamento. Nós temos no livro dos espíritos, quando fala sobre lei de liberdade, fala sobre a liberdade do pensamento. Então, pensamento é uma faculdade espiritual importantíssima, tanto quanto a vontade, porque são duas duas dimensões espirituais de capital importância pra gente. Significa, gente, que quando a gente adoece, essas duas capacidades, elas se encontram restritas no seu âmbito de funcionamento e de ação. Então, é tanto mais saudável, tanto mais amadurecido, quanto mais um espírito tem a liberdade de pensar e de querer. E quando eu faço falo liberdade de pensar e de querer, claro que eu tô falando aqui não de caprichos, não de desejos, eu tô falando de uma capacidade espiritual eh orientada, né? Na nossa faculdade da vontade, a gente vai ter ali a ação que o pensamento vai andar junto. A gente divide didaticamente, mas o pensamento vai andar junto porque a gente vai tomar decisões a partir da vontade. Nós vamos operar com a vontade, que a gente vai chamar de volição em tudo que a gente faz na vida para fazer escolhas, decisões e assim por diante. E o pensamento, nós temos a capacidade de pensar que nos oferece muitas coisas: refletir, decidir a razão. Nós temos muita coisa

e a gente faz na vida para fazer escolhas, decisões e assim por diante. E o pensamento, nós temos a capacidade de pensar que nos oferece muitas coisas: refletir, decidir a razão. Nós temos muita coisa que o pensamento oferece. Essas coisas que o pensamento oferece só é possível porque quando a gente pensa, nós estamos fazendo um duplo, não é dupla personalidade, um duplo de mim. De que jeito? Eu penso sobre pensamento pensado. Então eu penso e ao mesmo tempo eu posso dizer assim: "Mas por que que eu tô pensando isso? Mas por que que eu tô querendo isso? E quando eu tô agindo, eu também posso Mas por que que eu tô fazendo isso com tal pessoa?" Então, entende o que eu quero dizer com o duplo? Tem um eu que pode refletir sobre si. Essa capacidade reflexida é ouro para nós, porque na grande parte do tempo, como a gente age automaticamente, essa possibilidade do duplo fica escondida, recolhida. Então, quando a gente tá diante de um problema, a gente precisa dessa capacidade reflexiva. Então, a gente precisa desse duplo pra gente pensar junto com esse duplo, né? Será que se eu fizer assim? E se eu fizer assado? E se eu fizer assim? E isso a vida tá acontecendo e você tá aqui num processo de reflexão. Então os filósofos dizem que essa vida contemplativa que a gente vai, ela é necessária pra gente voltar paraa vida ativa de modo mais alargado, mais confortável, mais livre. Aquele que pensa, age, pensa, age, pensa, age, tá escravo dos desejos. Então, a gente precisa de uma instância reflexiva para escolher dentre as várias possibilidades. Quando eu não tenho essa liberdade de escolher entre várias coisas, pensei agir, pensei agir, eu tô eh escravo, não só das circunstâncias, mas das minhas próprias paixões. Então, quando você me pergunta assim, mas a meditação é uma prática espírita? Essa pergunta é uma pergunta assim, não é de lugar nenhum a meditação. Ela é uma faculdade espiritual. Eu sei que existem práticas meditativas, mas meditar é uma faculdade do nosso pensamento. Meditar,

ssa pergunta é uma pergunta assim, não é de lugar nenhum a meditação. Ela é uma faculdade espiritual. Eu sei que existem práticas meditativas, mas meditar é uma faculdade do nosso pensamento. Meditar, refletir, contemplar. Então é nosso. Não importa se você é japonês, inglês, espírita, evangélico, não é? do mundo espiritual desencarnado, encarnado. Todos nós temos essa possibilidade que quanto mais você trabalha ela, mais você alarga a condição de presença dela na sua vida. a gente tem uma tradição oriental da meditação, de práticas meditativas que o budismo trouxe e outras eh correntes trouxeram de ter posturas corporais associadas a essa possibilidade. Você até pode associar práticas corporais a isso. Você até pode fazer um curso de meditação, minding fullness e sei lá, tantas outras práticas. Não tem nenhum eh os pitos não proíbe isso, mas não caberia a gente botar todo mundo na casa espírita sentado em flor de lótus e a gente fazer on porque isso é uma prática oriental. Assim como não cabe a gente trazer o heik pra casa espírita, porque isso é uma prática de uma outra orientação. Não tem nada de errado você praticar isso, não tem nada de equivocado. O que a gente não pode é misturar A com B. Então, mas meditar é para todos nós. O que que você vai fazer para meditar? fecha o olho, já tá em meditação. Aliás, se você cuidar das suas plantas, você também vai tá em meditação. Depende da maneira como você faz isso. Se você molha suas plantas reclamando, conversando com o vizinho, molhando sem prestar muita atenção que você tá fazendo, não é uma prática meditativa. Você pode cozinhar isso ser uma prática meditativa. Você faz aquilo refletindo sobre o que você tá fazendo, aliviando seus pensamentos, pensando em outras coisas, acalmando o seu pensamento, é uma prática meditativa. Então é uma prática meditativa tudo aquilo que você faz, trazendo esse duplo que eu falei, sabe? em que eu tô pensando sobre o que eu tô fazendo, exercitando a minha presença, que é uma coisa tão difícil para nós. A

tica meditativa tudo aquilo que você faz, trazendo esse duplo que eu falei, sabe? em que eu tô pensando sobre o que eu tô fazendo, exercitando a minha presença, que é uma coisa tão difícil para nós. A gente tá almoçando pensando no jantar, toma banho pensando o que vai fazer depois, dorme já ansioso pro dia seguinte, acorda cansado, já acorda exaurido. Então, a prática meditativa, esse meditar sobre mim mesmo, ela me ajuda a estar aqui no momento presente vivendo e me nutrindo. Vou voltar pra questão 660. Sabe o que que os seus espíritos falam? Além de concordar com Kardec que a prece torna melhor o homem, diz assim, que a oração deveria ser uma prática de autoconhecimento. Então, pensa, isso não é meditar, né? Na hora da minha oração, deixa eu meditar aqui um pouco. Como foi meu dia? Como é que eu tratei meus entes queridos? Por que que eu tô tão nervoso? Por que que eu tô tão nervoso, tão aflito, tão ansioso? Aqui eu posso me acalmar. Não dá para eu resolver tudo uma vez, mas eu posso me acalmar para lidar com que tá muito difícil, né? Então, esse recolher-se e voltar, recolher-se e voltar era o que Jesus fazia com os apóstolos o tempo todo, né? Ele se recolhia no monte para orar. Isso é uma prática meditativa também. Excelente. Nós só temos agradecer por essa aula, porque além de você falar tecnicamente do assunto, você fala de uma forma que nós compreendemos e também elucida questões dizendo: "Olha, meditar, todos nós meditamos. E por todos nós meditarmos, tudo isso se insere dentro daquilo que o Espiritismo propõe para nós. Eu quero te aproveitar, já que nós temos um tempo curto e você tem imensas possibilidades. Nós conhecemos hoje a série psicológica Joana de Angeles e sabemos igualmente que você ministra cursos até na sua casa espírita, fala sobre a obra de Joana de Angeles, a proposta que ela traz pra nossa vivência na contemporaneidade. Existe uma psicologia espírita ou existem propostas de Joana de Angeles que podem, coadunando com aquilo que já existe no mundo, ajudar na formação de

ela traz pra nossa vivência na contemporaneidade. Existe uma psicologia espírita ou existem propostas de Joana de Angeles que podem, coadunando com aquilo que já existe no mundo, ajudar na formação de um ser integral, do homem integral, como nos propõe Joana. >> Você já quase respondeu. É assim, tem, não tem uma psicologia espírita, né? Não de um modo formal como a gente tem na universidade. Nós temos uma psicologia humanista, uma psicologia que é psicanalista, uma psicologia eh yunguiana, eh comportamental, como uma corrente. Até porque o pressuposto de todas essas abordagens é de que a gente só tem essa vida. pensar uma psicologia, uma psicologia espírita, a gente vai partir de um outro paradigma completamente diferente desse que a gente conhece, que as neurociências trabalham, enfim, é entender o homem como espírita, desculpa, como espíritor. Eu como espírita não preciso dizer pros meus pacientes todos que eu atendo, olha, sou espírita, você tem que pra casa espírita, você tem que tomar passe. E, enfim, o que tá acontecendo com você é um fenômeno mediúnico. Não é essa a minha tarefa. Se ele for na minha casa espírita, lá eu posso dar essa orientação, porque precisa vir da pessoa esse desejo e essa vontade de poder se abrir pros conhecimentos espirituais. Então, o que que a Joana de Angeles vai trazer? Ela escolheu o Iung como um grande parceiro para pensar, mas não sou Iung, viu? No livro Plenitude, por exemplo, a parceria filosófica que ela vai fazer é com Buda. E ela vai fazer vários outros movimentos. Por exemplo, ela chama Abraham Maslow para conversar com ela. Ela chama John Bby para conversar com ela. Quando ela fala sobre os vínculos, ela se utiliza de muitos parceiros, filóso psicólogos contemporâneos e de outros séculos para dialogar com ela partindo do pressuposto que nós somos espíritos reencarnantes numa experiência temporária carnal aqui no planeta Terra, no mundo de provas expiações. Então, ela vai se dedicar a poder clarear como é a experiência de um espírito que passa por

íritos reencarnantes numa experiência temporária carnal aqui no planeta Terra, no mundo de provas expiações. Então, ela vai se dedicar a poder clarear como é a experiência de um espírito que passa por isso, entendendo que ele tá aqui com o propósito de se melhorar. Isso é completamente diferente. Quando eu me sinto um espírito reencarnante, com problema com meu filho que eu tenho, com problema com a minha mãe que eu tenho, eu vou olhar isso completamente diferente. Essa semana mesmo, uma companheira me dizendo o seguinte: "A minha mãe tem 104 anos, já não fala, já não enxerga, a gente alimenta ela pela gastrostomia, ela já não se comunica mais conosco. Não consigo entender porque que ela tá viva ainda. Se a gente tiver uma perspectiva materialista, realmente não dá para entender. É estranho até, né? Qual é a serventia de alguém tá vivo com 104 anos sem nenhuma interação com o mundo corpóreo, com os outros, né? Mas se a gente tem uma perspectiva espiritual, hum, muda totalmente esse cenário, porque a gente vai ver ali um espírito que tá adormecido no corpo, mas ele tá acordadoamente e tá ali trabalhando outras áreas da vida dele. Tá trabalhando a humildade, tá trabalhando ali uma resiliência, tá trabalhando ali algumas virtudes de poder ser cuidado e amparado sem poder decidir. a obediência, a resignação e para os familiares também tá sendo trabalhado um monte de coisas. Ter que cuidar de alguém tão deficitário assim. O que que tá acontecendo de renúncia na vida dessas pessoas? O quanto que a paciência tá sendo trabalhado ali? Porque nós estamos com a perspectiva espiritual. Nós vamos sair dessa experiência do Alzheimer, da mamãe, do papai, outros e que seja para melhor. Então, uma psicologia espírita é toda aquela que poder que puder olhar o outro como um espírito em processo de crescimento. E a Joana é uma excelente professora nossa desse caminho. >> Muito bom. Nós gostamos muito da obra de Jonas de Angeles. Querendo te aproveitar um pouco mais, existe um filósofo

rocesso de crescimento. E a Joana é uma excelente professora nossa desse caminho. >> Muito bom. Nós gostamos muito da obra de Jonas de Angeles. Querendo te aproveitar um pouco mais, existe um filósofo sul-coreano radicado na Alemanha, Bian, que ele diz que a gente vive hoje uma verdadeira sociedade do cansaço, porque as pessoas estão cansadas, as pessoas estão angustiadas. Nós nos congressos vemos pessoas que vão para autografar, para que você autografe os livros dela, que narram dramas, narram angústias, nos procuram às vezes para falar de coisas do dia a dia. Então, o que que você poderia dizer para essas pessoas, tomando por base os princípios espíritas, os princípios de Joana de Angeles, para que nós consigamos viver essa contemporaneidade do cansaço, da angústia e das dificuldades existenciais. A Joana é uma grande parceira de pensamento para nos ajudar, né? Você citou o Bichuan aí e ele tem um outro livro que eu gosto de chamar do tempo, que ele vai dizer assim: "Nós nós estamos precisando sentir o aroma do tempo". E pra gente sentir o aroma, a gente não tem que a gente não tem que parar um pouco para, né? Para sentir. Então assim, porque a gente não consegue parar. Por isso que a gente tá vivendo a sociedade do cansaço. Por que que a gente tá tão cansado? Porque nós somos seres temporais, mas a gente resolveu de uma maneira contemporânea, a gente resolveu que pra gente ter um lugar no mundo, só se a gente tiver altas habilidades num alto desempenho. Precisamos produzirm se a gente não tiver produzindo, tem uma coisa errada acontecendo com a gente, como se tivesse lugar para mim. Se eu tiver excelência, hoje eu tava conversando com uma avó preocupada com seu neto, que o neto não sabe se ele escolhe ser advogado, médico, veterinário, professor de educação física, ou seja, professores que não tm nada a ver uma coisa com a outra. Então ele tá vivendo aquele momento tão difícil que é eu tenho que escolher uma profissão, mas eu já tenho que escolher uma profissão que tem que

ofessores que não tm nada a ver uma coisa com a outra. Então ele tá vivendo aquele momento tão difícil que é eu tenho que escolher uma profissão, mas eu já tenho que escolher uma profissão que tem que dar certo. Tem que ser uma profissão com prosperidade e isso é sinônimo de felicidade. Então, olha a questão do desempenho. Quando, na verdade, uma profissão tem que ser aquela que me facilita e que me dê condições para eu cumprir meus propósitos reencarnatórios. não tem nada a ver com alta autodesempenho ou com alta rentabilidade. Quando a gente usa os valores materiais, que isso são valores materiais, né? Quando a gente entende felicidade, assim, é a profissão que dá dinheiro, é uma profissão que dá independência. Quando a gente tá pensando assim, a gente vai ter que pensar casamento assim também. Vamos ter que pensar educação de filho assim também. Então o seu filho que tem 2 anos não pode estudar numa escolinha de jardim de infância, tem que ser aquela que tem maior rendimento no Enem. Então você não tá olhando seu filho como espírito, você já tá olhando ele como um valor de mercado. Então quando a gente vai pensando assim, materialmente falando, onde é que fica as nossas necessidades espirituais que a gente veio dar conta? Então quando a gente vai olhando para isso, isso dá um cansaço porque eu não posso parar. Então o dia termina tipo meia-noite, começa 5 da manhã para poder dar tempo e olha assim, eu já acordo atrasado. Então eu não posso nem dormir, nem descansar, nem o pensamento, nem meu corpo, nem meu coração. Então eu não posso parar para brincar com meu filho. A brincadeira com meu filho tem que ser produtiva, não pode ser uma brincadeira qualquer, tem que ser uma brincadeira de matemática, de geografia, de história. Será que eu não posso só brincar de botar o pé na chuva, de pisar na poça de lama? da gente se tintas, brincar com o corpo, brincar de correr. Então, quando eu tenho valores espirituais que guiam o meu destino, a minha proposta de convivência muda completamente. Então,

poça de lama? da gente se tintas, brincar com o corpo, brincar de correr. Então, quando eu tenho valores espirituais que guiam o meu destino, a minha proposta de convivência muda completamente. Então, pra gente sair desse cansaço que a gente se colocou e a gente não tá sabendo sair dele, a gente vai precisar resgatar valores da simplicidade. parar para pensar, parar para sentir o aroma do tempo, o aroma das pessoas, o aroma dos encontros, os aromas, sabe? Eu acho que a gente precisa resgatar esse lugar que o próprio Bichuran tá convidando. >> Meus amigos, eu fico muito feliz de fazer uma entrevista como essa, porque vocês acham que só vocês estão fluindo, mas eu tô aprendendo aqui. Para mim funciona como uma verdadeira aula. E na nossa última pergunta, porque o que é bom dura pouco, eu quero fazer duas perguntas em uma porque eu aproveito. Nós sabemos da casa espírita que você frequenta lá no Rio de Janeiro, uma casa espírita coesa, uma casa espírita onde todos estão juntos, onde existe vínculos. E a gente quando vai à Casa Espírita, porque eu já estive lá, nós percebemos a alegria dos trabalhadores, nós percebemos que um cuida do outro. Eu queria que você falasse um pouco de dessa casa espírita nos dias atuais, essa criação de vínculos e depois se despedisse deixando uma mensagem pros corações que nos ouvem. >> Eu gosto, eu gosto desse nome casa espírita. É melhor do que instituição, é melhor do que centro espírita. Porque quando eu falo casa, o que que isso remete? afeto, acolhimento, proteção, cuidado, estar à vontade. Então, na nossa casa espírita, que é Tareifeiros do Bem, em Botafogo, no Rio de Janeiro, é uma casa pequena e eu gosto dela pequena assim, fica todo mundo querendo maior. Não, gente, tá tão bom pequeno, deixa pequeno, te apinhado, apertado na sala, deixa pequeno. Sabe por quê? Uma casa espírita grande, os fenos também ficou grande abesso. Então, deixa assim. A gente sabe o nome de todo mundo, sabe a história de cada um que tá ali na casa, porque o Júlio César, que é o

quê? Uma casa espírita grande, os fenos também ficou grande abesso. Então, deixa assim. A gente sabe o nome de todo mundo, sabe a história de cada um que tá ali na casa, porque o Júlio César, que é o nosso coordenador da casa, né, que coordena os trabalhos mediúnicos, ele diz uma coisa muito legal, ele diz assim: "Se a casa não for boa para nós, os trabalhadores, como é que vai ser bom para quem chega de fora?" Então ela tem que ser primeiro boa para nós. Então a gente tem uma assistência muito grande para os trabalhadores. Os trabalhadores sempre em primeiro lugar na nossa casa, sempre. Então a gente tá sempre ocupado em fazer capacitação pros trabalhadores, passe para os trabalhadores, oportunidade de trabalho para os trabalhadores. Então são os trabalhadores que fazem palestra, são os trabalhadores que recebem também estudos, cuidados. Então, a gente tá na reunião mediúnica, estamos, mas tem uma outra reunião em que eles são também atendidos espiritualmente, acolhidos. Todos eles têm certeza absoluta que em qualquer momento que eles não estiverem bem, podem nos procurar e nós estaremos lá para apoiar, para colher, para estar junto. Então, nos meus momentos mais difíceis, eu não sei o que seria de mim se não fosse os meus companheiros da casa, sabe? Então, a gente tá sempre em roda, a gente ora junto uns pelos outros, a gente canta junto. Nós estamos a cata de alguém que toque violão na nossa casa. Por enquanto a gente canta a capela mesmo, mas nós estamos sempre em busca de tornar aqueles encontros encontros afetivos, acolhedores, comer junto, lanchar junto, tudo que seja junto é muito favorável. Então eu conheço Casa Espírita assim e desejo que as casas espíritas possam oferecer esse espaço de acolhimento. Precisa atender o público, com certeza ela é para o público também, não tão somente. E sempre lembrar quando a gente fala assim: "Ah, eu tô aqui a serviço do Cristo". É, mas às vezes acho que fica meio teórico o que que é tá a serviço do Cristo. É que Jesus não disse pra gente que a

. E sempre lembrar quando a gente fala assim: "Ah, eu tô aqui a serviço do Cristo". É, mas às vezes acho que fica meio teórico o que que é tá a serviço do Cristo. É que Jesus não disse pra gente que a gente precisa se curar. que é a nossa fé que cura. Então, a gente tá a serviço da boa nova, assim, os conhecimentos espirituais nos libertam. Então, quando a gente descobre uma coisa que nos liberta, a gente fica doido para libertar todo mundo em volta. Mas a gente precisa compreender que cada um tem seu tempo próprio de libertação. E enquanto isso não acontece lá, façamos isso por nós. Estamos a serviço do Cristo. Então assim, tudo que for performance, vamos deixando isso de lado. Ninguém precisa decorar o livro dos espíritos para ser espírita, mas os conhecimentos que estão lá que sejam o nosso guia, a nossa referência pra gente caminhar. Ana, quero te agradecer pela entrevista, pedir aos bons espíritos que abençoe os tarefeiros do bem, abençoe você, abençoe o nosso amigo Júlio, que é o esposo da Ana, e você prossiga nos seus trabalhos que tem ajudado muita gente. Nós continuamos na parte da tarde com o nosso continue sintonizado conosco, aliás, continuemos conectados com Jesus. Beijo, grande, >> grande beijo.

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