Paz na Alma | FALSAS ALEGAÇÕES

Comunhão Espírita de Brasília 16/04/2025 (há 1 ano) 2:39 348 visualizações

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Transcrição

Falsas alegações. Que tenho eu contigo, Jesus, filho de Deus altíssimo? Peço-te que não me atormentes. Lucas, capítulo 8, versículo 28. O caso do espírito perturbado que sentiu a aproximação de Jesus, recebendo-lhe a presença com furiosas indagações, apresenta muitos aspectos dignos de estudo. A circunstância de suplicar ao divino mestre que não o atormentasse requer muita atenção por parte dos discípulos sinceros. Quem poderá supor o Cristo capaz de infligir tormentos a quem quer que seja? E no caso, trata-se de uma entidade ignorante e perversa, que nos íntimos desvarios muito já padecia por si mesma. A vizinhança do mestre, contudo, trazia-lhe claridade suficiente para contemplar o martírio da própria consciência atolada num pântano de crimes e defecções tenebrosas. A luz castigava-lhe as trevas interiores e revelava-lhe a nudez dolorosa e digna de comiseração. O quadro é muito significativo para quantos fogem das verdades religiosas da vida, categorizando-lhe o conteúdo à conta de amargo elixir de angústia e sofrimento. Esses espíritos indiferentes e gozadores costumam afirmar que os serviços da fé alargam o caminho de lágrimas enevoando o coração. Tais afirmativas, no entanto, denunciam-nos. Em maior ou menor escala, são companheiros do irmão infeliz que acusava Jesus por ministro de tormentos. Emanuel pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. Pão nosso.

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