Palestra: É possível servir a Deus e a Mamon? Com Francisco Rocha
Palestra: É possível servir a Deus e a Mamon? Com Francisco Rocha
Jesus, muita alegria que nós recebemos vocês aqui na noite de hoje. Tem alguém vindo pela primeira vez? Não. Então, vamos dar início, então, à nossa reunião pública. A todos vocês que nos assistem de casa, sejam muito bem-vindos ao lar de Jesus. Na noite de hoje, nós teremos o nosso querido irmão Francisco Bezerra, que é formado em física e que vai nos trazer um tema muito interessante. É possível servir a Deus e a mamã? Então, através dessa frase de Jesus, né, nós vamos refletir na noite de hoje. E para que essa palestra seja levada a mais e mais irmãos nossos, né, nós agradecemos os nossos parceiros de transmissão, ao Iges, a TV Goiás Espírita, TV Secal de Santa Catarina, Rádio Nova Luz, Rádio Deus Conosco e aos mensageiros da Luz e também ao grupo espírita Ser espírita, tá? Então, é com muita alegria que nós acolhemos a todos vocês que estão também à distância através da internet. Lembrando sempre que todas as nossas palestras são gravadas e ficam no nosso site Lar de Jesus, Goiânia, e você pode repetir, né, ou enviar essa palestra que você gostou para amigos, para conhecidos, né, para que essa mensagem então chegue cada dia mais longe, né, que essa é a caridade maior que nós podemos fazer, segundo o Espiritismo nos ensina. Então, vamos passar paraa nossa prece inicial para dar início aos nossos trabalhos. Vamos fechar nossos olhos. Vamos rogar a proteção e o amparo de Jesus e dos espíritos amigos que aqui já estão, que prepararam este ambiente com tanto amor, com tanto carinho, exatamente para nos acolher, para nos trazer essa luz que liberta. Muito obrigado, Senhor Jesus, por essa doutrina consoladora, por todo o seu amor, o seu carinho por nós e te pedimos a tua presença entre nós na noite de hoje, através destes seus benfeitores queridos, que com tanto carinho preparam este ambiente para nos receber em nossas dores, nossas dificuldades. que todos, Senhor, possam ser consolados e amparados em mais essa noite, através do seu evangelho de amor e de bondade. E nós pedimos assim inspiração e amparo
er em nossas dores, nossas dificuldades. que todos, Senhor, possam ser consolados e amparados em mais essa noite, através do seu evangelho de amor e de bondade. E nós pedimos assim inspiração e amparo ao nosso palestrante, que ele possa ser revigorado, que ele possa ser iluminado pelo teu amor, Senhor, e que a tua mensagem possa fazer em nós morada. Muito obrigado, mestre querido, por mais essa oportunidade. Que assim seja. Então, queridos irmãos e irmãs, com muito carinho eu gostar de chamar a tribuna aqui o nosso amigo Francisco Bezerra, que é nosso companheiro de ideal aqui nessa casa, trabalhador de todos conhecidos, né? Graças a Deus. E ele que vai falar para nós então na noite de hoje. Muito boa noite, meus irmãos e minhas irmãs. Como é bom vê-los aqui nessa casa de amor e consolação, esse nosso lar de Jesus. Vejam que a temática da de da noite de hoje, ela traz consigo um tom interrogativo que de origem ela não possui. Porque se visitarmos o Evangelho de Lucas e mesmo dentro de o Evangelho Segundo Espiritismo, no capítulo 16, existe sim uma afirmação. Afirmação essa trazida pelo próprio Cristo. Ele simplesmente disse: "Não é possível servir a Deus e a mamã." Então, por que esse tom interrogativo da temática da noite de hoje? Vamos tentar entender aqui o contexto. Peço ajuda e as vibrações de vocês ao nosso derredor para que sejamos capazes de ter a palavra presta a ensuflar em nossos corações, inclusive o meu, tudo que o evangelho do Cristo tende a nos dar. Porque quem seria a princípio mamon? Se fôssemos observar o profeta Isaías no Velho Testamento ou mesmo o Apocalipse de João, tanto um quanto o outro, fazem menção, segundo a interpretação, a depender, obviamente, daquelas interpretações judaicas, cristãs, um tanto mais antigas, sobre um momento clímax, que eventualmente poderia ter acontecido. eh nos céus, em que houve a derrocada de vários daqueles anjos numa guerra em que acabou coptando um percentil de 30% dos anjos de Deus, capitaneados pelo próprio Lúcifer,
ente poderia ter acontecido. eh nos céus, em que houve a derrocada de vários daqueles anjos numa guerra em que acabou coptando um percentil de 30% dos anjos de Deus, capitaneados pelo próprio Lúcifer, que embuído de orgulho, acabou por se rebelar. Como nós sabemos, pelo menos segundo essa interpretação antiga, as hordas de Lúcifer se deram por derrotadas e foram todos eles banidos. desse banimento como se fosse de uma estrutura administrativa infernal. Você teria ali então sete condutores daquela enceada de fogo lúcifer, como é natural, e outros seis, cada um deles, segundo essa mesma interpretação, simbolizando um dos grandes males do mundo, Lúcifer, como é natural. acabou herdando o pecado do orgulho, Baal, da ira e mamã, que é o caso nosso aqui, exatamente da avareza. Sabedor disso, o Cristo comparou esse embate que não poderia se servir a Deus e a mamã. a Deus e ao dinheiro dentro do contexto em que foi colocado. Por isso, pra noite de hoje, para além de nos basearmos no Velho Testamento, quis eu trazer ao escrutínio de cada um de vocês que estão aqui conosco no lar de Jesus, que estão nos acompanhando pelas ondas aí da internet, também um panorama a respeito da própria ciência, porque nós sabemos que dentro de nossa sociedade O dinheiro ele cumpre uma função importante. No entanto, não são raras aquelas criaturas que têm no dinheiro uma função exacerbada, algo que beira a cupidez a ao dinheiro. E é óbvio que no momento dessa noite estou falando aos senhoras e senhores, espíritos eternos, os quais, assim como eu, ainda muito devedores da misericórdia do Cristo, estamos tentando a todo custo passar daquele tom das nossas discussões, elevando o ponto de vista espiritual das mesmas, para que a gente possa compreender esse papel de mamon dentro da sociedade. Talvez um dos pesquisadores modernos que mais tenha se debruçado acerca dessa questão foi Richard Sterling. Ele um psicólogo social, sociólogo estadunidense da Universidade de Massachusetts. Me perdoa o inglês daqui pra frente, eu
dernos que mais tenha se debruçado acerca dessa questão foi Richard Sterling. Ele um psicólogo social, sociólogo estadunidense da Universidade de Massachusetts. Me perdoa o inglês daqui pra frente, eu vou falar um penca de inglês errado, mas por gentileza, caridade para com essa pessoa. Ele estudou por vários anos de sua vida a relação entre dinheiro e felicidade. Tão importante dentro da área que ele criou para essa mesma ciência um paradoxo. Paradoxo esse chamado de paradoxo de Sterlim em homenagem a ele mesmo. Porque quando ele começava suas falas, começava a dar palestras, uma das primeiras coisas que ele lançava ao público era uma pergunta desconcertante que parecia algo óbvia. Perguntava ele da seguinte maneira: "E eu repasso a vocês da mesma forma. Imagine duas situações, dois seres humanos. O primeiro ser humano está com bilhete premiado da loteria, acabou de ganhar na loteria. O segundo ser humano passa por um dessor. Por conta de viagem que ele empreendeu, acabou acidentando-se e como produto disso tudo, ele acabou perdendo o movimento de suas pernas. Então, Richard Sterling perguntava: "Ao cabo de um ano, transcorrido esses dois eventos com essas duas pessoas distintas, quem teria maior percepção de felicidade se comparado com que ele vivera antes dos eventos ocorridos? Quem se sentiria mais feliz ao final desse ano? Como vocês devem imaginar, a maioria do público respondia: "Ora, é óbvio, aquele que ganhou o bilhete da loteria premiado, ao fim de um ano, teria ele a maior percepção de felicidade. Esse mesmo psicólogo, ele fez pesquisas em vários países desenvolvidos para poder tentar medir a percepção de felicidade daquele povo. utilizando de várias técnicas de entrevistas 1000, ele chegou a algumas conclusões no mínimo desconcertantes e que devem nos responder essa pergunta que acabei de reproduzir. Ele chegou a conclusão, por exemplo, de um país como o Japão, hoje tido como um país desenvolvido, IDH mais alto do que a maioria dos outros países. Japão, esse saído da Segunda Guerra,
de reproduzir. Ele chegou a conclusão, por exemplo, de um país como o Japão, hoje tido como um país desenvolvido, IDH mais alto do que a maioria dos outros países. Japão, esse saído da Segunda Guerra, derrotado, totalmente humilhado pelos tratados que ele teve que cumprir após esse evento triste da história da humanidade, conseguiu aquele povo se reerguer. A partir da década de 50, eles começaram a perceber uma melhora dentro das suas condições de vida, as condições socioeconômicas de cada qual. E essa melhora aconteceu da década de 50 até a década de 80, de modo que o japonês médio queuplicou a renda dos seus haveres dentro desse período. E o que ele me diu foi surpreendente. Ele me diu que a percepção daquelas pessoas de felicidade no começo da década de 50 e a percepção pelos anos 90 era o mesmo. A felicidade objetivamente e subjetivamente para eles não haviam aumentado porque eles haviam melhorado o seu quinhão. E foi algo assim que ele acabou percebendo também quanto ao caso que eu acabei de mencionar para vocês, por conta de um processo que foi chamado depois de habituação. Então o que que acontecia para o ganhador do bilhete da loteria? Ele tinha naquele primeiro momento um pico de felicidade e aquele pico atingia nos meses próximos uma espécie de um platô. Depois de atingido esse platô, essa crista da onda, ele começava a decair novamente no seu gráfico de felicidade. Ao fim desse um ano simbólico, a felicidade dele era muito semelhante ao que ele sentia antes de ganhar o bilhete da loteria. Por outro lado, aquele desventurado que perdeu o movimento de suas pernas, ele tinha também, ao invés de um pico, um vale dentro de sua percepção do da de felicidade. Então, o outro gráfico dele começava a baixar até atingir um mínimo. passado um tempo, depois de se habituar à sua situação, a entender que poderia sim dar a volta por cima, que ainda era um ser humano, ele começava a variar novamente a sua percepção de felicidade, até que atingiu por ali mais ou menos o
uar à sua situação, a entender que poderia sim dar a volta por cima, que ainda era um ser humano, ele começava a variar novamente a sua percepção de felicidade, até que atingiu por ali mais ou menos o que ele tinha um anos antes do acidente dele. Percebem o paradoxo da habituação? Ainda para terminar essa parte de estudo um pouco mais formal, foi publicado no Proceedings of the Nation Academy of Science, psicólogos da Universidade da Pennyvânia, tive que anotar porque sen não iam lembrar. sobre a questão da felicidade e o dinheiro para tantas outras pessoas. Percebeu-se com muita clareza o seguinte: Aqueles que tinham muito pouco dinheiro, condição de miserabilidade, se sentiam constantemente infelizes. Por outro lado, aqueles que tinham esses haveres em abundância, aqueles que são considerados 1%, 0% dentro da população, eles também não tinham variação dentro da sua felicidade, independentemente da quantidade de dinheiro que eles tinham. O maior percentio de vel de de felicidade foi encontrado naqueles que tinham um quinhão, algo equilibrado. Sabe aquele? Olha, não me falta não, mas também não me sobra. Eles relataram estar muito mais felizes do que os outros dois grupos. Então o fato, meus irmãos e minhas irmãs, é que nós nos habituamos a situações e a gente acaba fazendo com que a felicidade de sabor, que é inicial, né, que a gente tinha, tanto a felicidade quanto sabor, acaba se tornando uma grande de uma rotina. Nesse momento eu peço veneia a ciência para dizer que com certeza Jesus e de tabela a doutrina espírita trataram muito melhor sobre esse assunto. Embora seja respeitável esses pareceres, essas conclusões, quem chegou ao fundo, sem dúvida nenhuma, foi o Cristo. E ele teve vários tipos de momentos em que pôde mostrar isso. Peguemos três para começar. Ainda no capítulo 16 do Evangelho Segundo Espiritismo, Mateus e Marcos relatam ocorrido, um encontro inusentado que Jesus teve com o Manscibo, que naquele momento estava se perguntando como adquirir a vida eterna?
tulo 16 do Evangelho Segundo Espiritismo, Mateus e Marcos relatam ocorrido, um encontro inusentado que Jesus teve com o Manscibo, que naquele momento estava se perguntando como adquirir a vida eterna? que seria necessário para que eu pudesse ser feliz. Nesse sentido que o judeu médio entendia a vida eterna, o que era necessário para eu ser feliz. Portanto, ele interrogou ao Cristo, dizendo: "Senhor, sei que tu é bom, é bom e pode me responder o que é necessário para que eu entre na vida eterna. Jesus então começa a sua fala dizendo eu. Bom, bom é só o meu pai que está nos céus, dando mostra de humildade transcendental, ao qual nós apenas tateamos no escuro na atual encarnação em que estagiamos. e disse a ele: "Tens guardado os mandamentos?" Quais, Senhor? Não matarás. Honrai pai e mãe. Amarás o teu próximo como a si mesmo. Esse foi acréscimo do Cristo. Não está no Pentateuco, porque o Pentateuco relaciona a Deus. e foi elencando. E ele disse: "Desde a minha meninice eu tenho guardado os mandamentos". Jesus então lança-lhe o desafio. Queres hoje mesmo conquistar a vida eterna? Pegue tudo que tens e dá. dá aos pobres, dá aos necessitados e me segue. Segundo os apóstolos, eles perceberam a transfiguração daquele mancebo, daquele jovem, num olhar de tristeza diante da revelação trazida pelo Cristo. Devagarzinho foi se afastando. foi quando Cristo lançou a pélola. É muito difícil que um rico entre no reino dos céus. Mais tarde, Jesus, já reconhecido como o profeta dos profetas, como Rabi Galileu, ele já era seguido por uma turba enquanto falava, foi interrompido por um rapaz. talvez levantasse a mão e disse: "Senhor, me auxilia. Peça ao meu irmão que possa dividir a herança que nos toca, porque ele não quer dividir nada comigo, uma vez que ele é o filho mais velho. E naquela tradição hebraica, o mais velho é quem conquistava os maiores haveres. A proporção pros demais era bem menor. Jesus disse: "Olha, quem foi que colocou para mim essa condição de juiz para fazer partilha de
ição hebraica, o mais velho é quem conquistava os maiores haveres. A proporção pros demais era bem menor. Jesus disse: "Olha, quem foi que colocou para mim essa condição de juiz para fazer partilha de cada de qualquer um? Entretanto, vos digo, acautela-te de tua avareza". Jesus então percebendo naquele momento que Mamon tomava conta daquela criatura e que seria a perdição dele assim como seria a de muitos. Fica parecendo da forma em que estamos reproduzindo as falas evangélicas, que Jesus era contra o dinheiro, era contra aqueles que tinham valores. Mas eu quero lembrar ainda do caso Me perdoem. do caso de Zaqueu. Agora sim, Zaqueu, um publicano, queria ver Jesus, só que Jesus já estava cercado por pessoas necessitadas, pessoas que queriam o seu conselho, que queriam que Jesus pudesse de alguma forma curá-los, que queriam ouvir sua palavra. Iaqueu, sendo um publicano, tinha os seus haveres, mas ao mesmo tempo era muito malquisto por aquela população, porque o publicano é um cobrador de impostos que em nome de Roma que acabava por tornar tomar conta daquele daquele povo todo, muitos deles acabavam se acedendo dentro dessa cobrança, cobrando a mais para poder pegar para si. Então, eram homens de má fama e tinham a mais. Zaqueu era de estatura baixa, não conseguia ele atingir o Cristo, nem tocar a túnica para poder ter um momento com ele. Mas ele estava decidido que pelo menos veria o Cristo. Subiu numa árvore próxima, onde sabia que passaria o Cristo e todas aquelas pessoas. Quando Cristo passou, simplesmente lhe tocou algo, olhou para cima e disse: "Zqueu depressa para descer daí, porque hoje me hospedarei em sua casa." Como eu disse a vocês, Zaqueu publicano, estigmatizado. Essa atitude do Cristo foi mal vista, inclusive entre os apóstolos. Naquela época, Isaqueu junto do Cristo banquetearam naquela noite, onde Jesus pôde perceber de como era o trato daquela criatura com o dinheiro que ele havia adquirido por conta de seu trabalho, do que ele dava, de quem ajudava. e
o Cristo banquetearam naquela noite, onde Jesus pôde perceber de como era o trato daquela criatura com o dinheiro que ele havia adquirido por conta de seu trabalho, do que ele dava, de quem ajudava. e disse que naquele dia ele tinha certeza que aquele homem estaria livre de mam, estaria salvo naqueles dizeres. Então não, Jesus não antagoniza aqueles que possuem vi metal, ao contrário, antagoniza as atitudes da forma como aqueles que o possuem utilizam o dinheiro. Para que eu seja um pouco mais claro, lá no culto do lar de minha casa, é muito comum que nós acabemos pegando também as nossas crianças para estar conosco naquele momento. E acabamos por utilizar alguns livros que tem uma história, que tem algo que possa tocar a elas assim como nos toca. E um dos livros que nós acabamos escolhendo é exatamente a alvorada cristã, psicografia de Chico Xavier, do nosso irmão espírito Neiulúcio. Através de fábulas, através de comparações, ele acaba passando pelo evangelho em pontos nevrálgicos para poder nos ensinar. E um desses pontos tem a ver exatamente com dinheiro. Porque no capítulo 31 desse livreto existe uma história chamada a lenda do dinheiro. Para que eu não possa perder a fala, a palavra, eu gostaria de, como se eu fizesse um culto no lar junto de vocês, meus irmãos, ler para que possamos interpretar o que que Neio Lúcio fez com essa lenda do dinheiro. Consta o seguinte, no capítulo 31 para escrutinho de vocês. No princípio do mundo, o Senhor entrou em dificuldades no desenvolvimento da obra terrestre, porque os homens se entregaram a excessivo repouso. Ninguém se animava a trabalhar. Terra solta montoava-se aqui e ali. Minerais variados estendiam-se ao léu. Águas estagnadas apareciam em toda parte. O divino organizador pretendia erguer lares e templos, educandários e abrigos diversos. Mas com que braços? Os homens e as mulheres da terra, convidados ao suor da edificação por amor, respondiam: "Por quê?" e comiam frutos silvestres. perseguiam animais para devorá-los e
rigos diversos. Mas com que braços? Os homens e as mulheres da terra, convidados ao suor da edificação por amor, respondiam: "Por quê?" e comiam frutos silvestres. perseguiam animais para devorá-los e dormiam sob as grandes árvores. Após refletir muito, o celeste governador criou dinheiro, adivinhando que as criaturas, presas da ignorância, se não sabiam agir por amor, operariam por ambição. E assim aconteceu. Tão logo surgiu dinheiro. A comunidade fragmentou-se em pequenas e grandes facções, incentivando-se a produção de benefícios gerais e de valores imaginativos. Apareceram candidatos a toda espécie de serviços. O primeiro deles pediu ao Senhor permissão para fundar uma grande olaria. Outro requereu meios de pesquisar os minerais pesados de maneira a transformá-los em utensílios. Certo trabalhador suplicou recursos para aproveitamento de grandes áreas na exploração de cereais. Outro ainda implorou empréstimo para produzir fios de modo a colaborar no aperfeiçoamento do vestuário. Servidores de várias procedências vieram e solicitaram auxílio financeiro destinado à criação de remédios. O Senhor a todos atendeu com alegria. Em breve, olarias e lavouras, tiares rústicos e oficinas rudimentares se improvisaram aqui e a colá. desenvolvendo progresso amplo na inteligência e nas coisas. Os homens, ansiosamente procurando o dinheiro, a fim de se tornarem mais destacados e poderosos entre si, trabalhavam sem descanso, produzindo tijolos, instrumentos agrícolas, máquinas, fios, óleos, alimentos abundantes, agasalhos, calçados e inúmeras invenções de conforto. E assim a terra menos proveitosa foi removida, as pedras aproveitadas e os rios canalizados convenientemente para irrigação. Os frutos foram guardados em conserva preciosa. Estradas foram traçadas de norte a sul, de leste a oeste, e as águas receberam as primeiras embarcações. Toda a gente perseguiu dinheiro e guerreava pela posse dele. Vendo então o Senhor que os homens produziam vantagens e prosperidade, no anseio de posse, considerou satisfeito:
as primeiras embarcações. Toda a gente perseguiu dinheiro e guerreava pela posse dele. Vendo então o Senhor que os homens produziam vantagens e prosperidade, no anseio de posse, considerou satisfeito: "Meus filhos não puderam servir por amor em vista da deficiência que, por enquanto, lhes assinala a posição. Todavia, o dinheiro estabelecer a benéfica competição entre eles em benefício da obra geral, reterão provisoriamente os recursos que me pertencem e com a sensação da propriedade, sensação da propriedade, improvisarão todos os produtos e materiais de que o aprimoramento do mundo necessita. Esta é a minha lei de empréstimo que permanecerá sentada no céu. Cederei possibilidades a quantos me pedirem, de acordo com as exigências de aproveitamento comum. Todavia, cada beneficiário apresentar-me a contas do que houver despendido, porque a morte, a morte, meus amigos, irá conduzi-los um a um à minha presença. Este decreto divino funcionará para cada pessoa em particular, até que meus filhos individualmente aprendam a servir por amor a felicidade geral, livres do grilhão que a posse institui. Portanto, achamos mais conveniente nesse momento separarmos mamon não igual a dinheiro, como os judeus antigos mencionavam, mas igual à cupidez, igual à posse desenfreada. Porque o dinheiro, meus irmãos e minhas irmãs, nada mais é do que empréstimo divino, do que um instrumento que pode nos ser útil à medida em que usamos em favor de nós mesmos e dos nossos irmãos da senda evolutiva. Antes de ser professor, eu trabalhava numa obra social. esta localizada na região norte aqui de nossas cidades. Eu tinha um trabalho paraa minha posição muito humilde, mas todos que estavam ali, principalmente os dirigentes daquela obra, eram muito amigos meus. Portanto, Viimex, eu era convidado, mesmo que eu fosse trabalhador rude, eh, a comparecer nas reuniões para ao menos ouvir a sabedoria de cada um deles. Lembro-me bem que houve um momento em que aquela instituição de benemerência passou por uma grande dificuldade.
or rude, eh, a comparecer nas reuniões para ao menos ouvir a sabedoria de cada um deles. Lembro-me bem que houve um momento em que aquela instituição de benemerência passou por uma grande dificuldade. Vários daqueles diretores já estavam prevendo que no mês seguinte não seriam capazes de pagar os funcionários e eles contavam as dezenas e dezenas de funcionários dentro daquela obra. E sem o pagamento, portanto, sem o trabalho, não haveria educadores, não haveria obras de assistência, não haveria costura, não haveria cestos de alimentos. uma infinidade de coisas pararia para benefício geral. Todos eles naquela reunião extremamente irutos, algo como desamparados em seu olhar, eu observando aquilo e só pensando, meu Deus, quer dizer que mês que vem eu não vou receber. Olha como é que é a gente, né? Acabei pensando no meu umbigo naquele momento. Só que havia uma pessoa naquele grupo que mantinha-se serena, era exatamente umas das diretoras mais antigas que iniciou toda aquela obra ainda na década de 80. A serenidade dela foi percebida por todos. E eu tive coragem de lhe perguntar, fulana, por que que você está assim com tanta calma? Passe isso um pouco para mim, porque diante do prognóstico, nós sofreremos muito na instituição. Com olhar lúcido, ela me disse algo que me ensinou para sempre. disse assim: "Fancisco, o dinheiro não nos pertence, pertence a Deus. E para Deus é muito fácil ele tirar esse instrumento que está aqui nesse ponto e colocar nesse outro ponto. Basta que a partir de sua sabedoria, de sua misericórdia, de seu infinito amor, ele entenda para onde isso tem que passar. Portanto, se nós enquanto instituição, temos que passar por esse período de seca, Deus o sabe. Senão, ao final do mês voltaremos e conversaremos. E não é que o dinheiro surgiu? Chico passou por uma dessa, sabe? O nosso irmão, ele tinha um hábito junto, obviamente, de várias pessoas que o secundavam auxiliar aqueles desvalidos. Em Pedro Leopoldo, em particular, havia caído uma ponte e ali morava centenas de pessoas. A
rmão, ele tinha um hábito junto, obviamente, de várias pessoas que o secundavam auxiliar aqueles desvalidos. Em Pedro Leopoldo, em particular, havia caído uma ponte e ali morava centenas de pessoas. A história diz que eram 200 pessoas, mais ou menos. E eles estavam passando por muita necessidade. Moravam debaixo da ponte, a ponte caiu, tiveram que sair da sua morada improvisada. Mesmo assim, o grupo de Chico, junto de sua irmã, que capitaneava esse trabalho junto dele, acabou e eh por ajudá-los com o que eles tinham. Vezes sem conta, Chico levava aquelas famílias sopas, cestas de alimento, pão, leite, para que eles pudessem se sustentar, obviamente não eximindo das suas orações. Só que teve esse dia em que todos eles olharam paraa sua dispensa e nada viram. Não havia nada para dar para aquela aquelas duas centenas de pessoas. Eles se reuniram, o Chico já chorando, porque naquela noite ele não conseguiria acudir a ninguém. Quando lhe aparece bezerro de Menezes, disse que se acalmassem, porque dessa vez faria o seguinte: pegariam água, tonéis de água, iriam magnetizar aquela água e naquela noite eles levariam água. procederam como Bezerra pediu. Chegaram lá, a turba faminta começou a estranhar. Onde está minha comida? Estavam acostumados com aquela beneficência. Começou a se ouvir um burburinho. Parecia um início de uma confusão. Quando uma mulher, em meio a toda aquela gritaria, levantou a sua voz e disse: "Ato lá! Essas pessoas já estão meses nos oferecendo tudo que elas têm e hoje nós não temos o direito de pagar elas. com uma briga, com as nossas casas de raiva. Cantemos, meus irmãos, disse ela. Começou a cantoria quando apareceu um caminhão buzinando. Você é o Chico Xavier? Sim, sou eu, meu irmão. Doutor fulano de tal. empresário goiano, pediu para lhe entregar esse caminhão com alimentos para poder oferecer exatamente na noite de hoje. Esse doutor fulano de tal que mesmo Chico não diz quem é, só diz que é realmente aqui da nossa terrinha, havia recebido uma carta psicografada do
entos para poder oferecer exatamente na noite de hoje. Esse doutor fulano de tal que mesmo Chico não diz quem é, só diz que é realmente aqui da nossa terrinha, havia recebido uma carta psicografada do seu filhinho que desencarnara tempo atrás. Naquele mesmo dia, ele detentor de grandes valores, porque era um grande empresário nosso, quis pagar ao Chico. Chico, eu quero dar para você aqui alguma coisa. Que que você quer? Quanto de dinheiro? Qual o cheque que eu assino aqui? Meu irmão, nem pense nisso. O pagamento já foi feito e o empresário insistiu porque pensou que o Chico tava comercializando. Pensou que o Chico tava conversando com ele para reter. Mas não, mas eu vou então você quer quanto? Quer mais? Quanto? Não, meu irmão, a sua felicidade tornou-se a minha. E foi, Chico, esqueceu daquela criatura, esqueceu do bem que havia feito. O caminhão havia chegado em Pedoldo e foi direto pra casa do Chico, que era o endereço que tinha disponível, não era ali na cercanas da ponte caída, quando segundo um motorista foi recebido na casa do Chico, por um senhor barbudo. Ele chegou perguntando do Chico, o senhor barbudo disse: "Meu irmão, o que você quer?" Mas eu quero levar porque o doutor pediu para levar o caminhão. E aí ensinou as coordenadas pro caminhoneiro e ainda rematou. Diga que quem lhe mandou foi Bera de Mendes que chegou lá. Meus irmãos, é possível servir a Deus e a mamão? Se nós estivermos embuídos do sentimento da avareza, do sentimento da cupidez, do sentimento que o dinheiro vai nos trazer a felicidade, a negativa do Cristo permanece, mas entendendo que tudo é empréstimo de Deus, que o que possuímos devolveremos e muitas vezes com juros ao criador. que o dinheiro é uma ferramenta para bem usarmos aí, quem sabe. Jesus nos abençoe. Bem, queridos irmãos, eh agradecemos primeiramente ao nosso irmão Francisco, né, com tanto carinho preparou essa palestra para nós. E realmente nós temos no Evangelho de Jesus eh não uma condenação, né, mas sim uma reflexão que ele nos faz sobre o perigo da riqueza,
Francisco, né, com tanto carinho preparou essa palestra para nós. E realmente nós temos no Evangelho de Jesus eh não uma condenação, né, mas sim uma reflexão que ele nos faz sobre o perigo da riqueza, né? Então, como nós vimos na palestra, não é em si o problema ter o dinheiro, ter as coisas, mas é aquilo que nós fazemos dele, né? Então, se nós estivermos realmente com Deus no coração, com Jesus no coração, esse dinheiro certamente que fará toda a diferença, né? Nós, inclusive, o lar de Jesus se deve a uma doação dessa, né? uma doação, foi doado, todo o cimento do do lar de Jesus foi doado por um grande empresário. E essa casa vive da doação, né, de irmãos que com pouco ou com muito contribuem para que ela exista, né, as obras sociais. Então assim, eh, o importante é aquilo que se faz com dinheiro e não o dinheiro em si. O dinheiro é mero instrumento, né? Mas vamos lembrar dessa lição que nós ouvimos aqui hoje, que o dinheiro é o empréstimo, né? Ele não é nosso, então a gente não deve fazer dele o nosso Deus. É esse o convite, né, que Jesus nos faz. Deus tem o seu lugar e ele tá muito além do dinheiro, né? Então é isso que nós temos que pensar. Então façamos nossa parte e eh como disse também o próprio Cristo, né? Dai a Deus o que é de Deus e a César o que é de César, né? Vamos saber realmente empregar aquilo que Deus nos dá com sabedoria, com amor, certamente nós teremos um bom, uma boa vida e um bom destino, né, após esta vida também, tá? Então vamos passar paraa nossa prece final. Agradecemos a todos a presença, o carinho, né? Eh, queria chamar o Marcos aqui para fazer a prece pra gente para fecharmos a noite de hoje. Muito obrigado a todos. Tenham a todos uma boa noite. Logo depois da palestra teremos o nosso passe, tá? Vamos elevar os nossos pensamentos até o mestre Jesus, embuídos da inspiração dos exemplos que nosso irmão Francisco nos trouxe hoje, que muito nos emocionou. Agradecendo sempre que o mestre Jesus, com a sua divina misericórdia, com nossos espíritos devedores, sempre nos
iração dos exemplos que nosso irmão Francisco nos trouxe hoje, que muito nos emocionou. Agradecendo sempre que o mestre Jesus, com a sua divina misericórdia, com nossos espíritos devedores, sempre nos abençoa diante dos obstáculos, diante das provações, diante do do dinheiro em abundância que muit das vezes eh nos tira do nosso caminho, do nosso propósito espiritual, mas sempre confiando que a doutrina espírita nos mostra o caminho correto a seguir a diante dos exemplos do nosso mestre Jesus. Então, embuídos de tanta paz no coração, de tanta misericórdia, inspiração do mestre Jesus através do nosso irmão Francisco nos trouxe hoje, terminamos a palestra do dia de hoje abençoados, inspirados e com muito amor no coração. Que assim seja. Vamos elevar ainda mais o nosso pensamento até o mestre de Jesus, rogando ao bondoso, amigo espiritual que nos envolva com a sua fé, com seu amor, com a sua luz, com a sua paz, com a sua força, que possa nos trazer equilíbrio, harmonia e muita paz. que os fluídos manipulados pela espiritualidade maior possa envolver a todos, trazendo harmonia e equilíbrio também aos enfermos em geral, aos desencarnados, a todos os necessitados deste mundo. Pedimos também, Senhor Jesus, que esses fluídos manipulados pela espiritualidade maior possa fluidificar as águas que estão na casa de cada um, trazendo o remédio necessário às pessoas necessitadas. E assim, Senhor Jesus, finalizando esse se passe coletivo. Pedimos que seja alcançada a todos os os necessitados, a todos os irmãos que estão neste momento nos ouvindo, a todos os irmãos que não estão ouvindo também, que eles possam receber toda a harmonia, todo o amor, toda a luz necessária e assim pedindo ao Pai sempre que nos ajude, sempre nos ampare, que possamos estar sempre ao seu lado, trilhando o caminho e que possamos com fé, amor envolver-nos com essa luz, com esse amor, com essa fé. Mestre Jesus, que possamos estar sempre no caminho do bem e do amor. E assim pedimos a sua permissão, Senhor, a permissão de todos
s com fé, amor envolver-nos com essa luz, com esse amor, com essa fé. Mestre Jesus, que possamos estar sempre no caminho do bem e do amor. E assim pedimos a sua permissão, Senhor, a permissão de todos os espíritos aqui presentes para encerrarmos este culto de hoje. Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje, Senhor. Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos de todo mal. Que assim seja. Graças a Deus.
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