O Sermão da Montanha: O Código de conduta do Espírita - com Humberto de Paula

INSTITUTO GOIANO DE ESTUDOS ESPÍRITAS IGESE 13/02/2026 (há 1 mês) 38:20 13 visualizações

Palestra: O Sermão da Montanha: O Código de conduta do Espírita - com Humberto de Paula

Transcrição

Boa noite a todos. Graças a Deus, mais uma noite, né, de luzes, de paz nessa casa maravilhosa que acolhe a nós todos, tanto os encarnados como desencarnados. Estamos todos hoje, coração aberto para escutar do nosso irmão Berto as palavras edificantes, né? E o nosso tema de hoje é o sermão da montanha e o código de conduta do espírita. Então nós vamos, antes de passar a palavra do pro Humberto, nós vamos abrir a nossa noite de hoje com a prece. E antes eu quero agradecer a participação dos nossos irmãos de transmissão que nos acompanha sempre, que tem sempre do nosso lado transmitindo essas verdades espíritas. São os parceiros de transmissão Igoiás Espírita, TV Secal de Santa Catarina, Rádio Nova Luz, Rádio Deus Conosco e Mensageiros da Luz. Então, por alguns minutos, vamos todos fechar os olhos, esquecer o mundo lá fora e elevar os nossos pensamentos e corações ao alto e rogar as proteções do mestre Jesus, que possamos absorver todos os ensinamentos de hoje, todas as vibrações maravilhosas que emanam dessa casa. Agradecer a presença dos mensageiros de luz que ficam conosco todo o tempo nos apoiando e nos orientando e acima de tudo, Senhor, nos consolando. Nos ampare, Senhor, mas também mostre o caminho da verdade, que possamos trilhar os seus passos hoje e sempre. Obrigado pela oportunidade de estudar essa doutrina maravilhosa. E que assim seja. com a palavra nosso irmão Berto. Boa noite, meus irmãos, minhas irmãs, encarnados, desencarnados, né? Não é porque a gente tá sem um corpo físico que a gente não merece o respeito e a consideração dos outros irmãos, né? Então nós que somos espíritas sabemos disso e sabemos que esse auditório está lotado de pessoas que vêm para buscar aqui entender, né, Jesus, entender o real sentido da vida. E hoje nós tivemos a grata missão e ao mesmo tempo o grande desafio de trazer esse tema para vocês. O sermão do monte, o código de conduta espírita. Aí a primeira coisa que nós nos deparamos é exatamente isso. Como assim sermão da montanha, código da conduta

e desafio de trazer esse tema para vocês. O sermão do monte, o código de conduta espírita. Aí a primeira coisa que nós nos deparamos é exatamente isso. Como assim sermão da montanha, código da conduta espírita? Onde que tá escrito isso? Não sei. Vamos tentar entender isso aí, né? Bom, eh, mas para que a gente entenda, é necessário a gente fazer uma imersão no sermão do monte. O que é o sermão do monte? Todo mundo conhece? Tá em quantos evangelhos dos quatro evangelistas? E as bem-aventuranças todo mundo conhece? É uma coisa só. Tá em quantos evangelhos? Vocês sabem? pode dizer. Hum. Não. Então, o primeiro ponto que a gente tem que entrar é exatamente nesse detalhe, porque o sermão do monte, ele só pode ser visto na íntegra se você conjugar os evangelhos de Lucas e de Mateus, senão você vai ter ele parcialmente. Então, é um ponto que a gente tem que atentar e para isso a gente tem que realmente estudar para poder entender. E aí nós vamos ver que o próprio Mahatm Gandhi, né, todo mundo já ouviu falar demais nessa assertiva dele, né, que falou que se todos os livros do mundo se perdessem, mas se restasse o sermão do monte, nada teria se perdido. Nós sabemos que ele é o coração do evangelho. E não é por outra razão que o Evangelho Segundo o Espiritismo, dos 14, dos 28 títulos, né, são tirados exatamente do sermão do monte. Bem, eh, mas então seria então o Sermão do Monte o código de conduta espírita? Eu mudaria o tema, seria código de conduta do espírito. Aí sim ficaria correto. Por quê? Porque ele não trata de leis para espíritas, católicos, hebreus. Não é uma lei universal, deixada por ninguém menos do que Jesus. filho de Deus, nosso governador planetário. Então, ele é o código da vida eterna. Olha a grandeza disso, gente. É algo tão maravilhoso, tão grandioso, que nós jamais poderíamos falar em 30, 40 minutos sobre algo dessa estatura. Porém, vamos pelo menos tentar começar essa história, né? Vamos dar uma uma olhadinha em como começa o livro dos espíritos pra gente entender tudo isso. Porque sem a

minutos sobre algo dessa estatura. Porém, vamos pelo menos tentar começar essa história, né? Vamos dar uma uma olhadinha em como começa o livro dos espíritos pra gente entender tudo isso. Porque sem a doutrina espírita, esse sermão do monte é visto por várias pessoas como utopia, loucura, incongruência. Por quê? Porque eles não têm exatamente essa chave que é a doutrina espírita para poder entender aquilo que Jesus veio falar. Nós da doutrina espírita, nós sabemos que Jesus é um espírito crístico e perfeita há 4.5 bilhões de anos. Então, como um ser de 4.5 bilhões de anos que já era perfeito, vai falar uma língua para nós que estamos semaídos da selvageria. Imaginem a dificuldade. Então, para entendê-lo, é necessário realmente penetrar fundo naqueles ensinamentos. Isso não é possível sem essas quatro informações aí, que são exatamente os quatro primeiros capítulos do Evangelho Segundo o Espiritismo. O primeiro, eu não vim destruir a lei. Primeiro ponto, não existe. A lei de Deus é de Moisés, a lei de Deus é de Jesus, a lei de Deus é do Espiritismo. A lei de Deus é uma só. Nunca mudou. É o primeiro ponto. Eu não vim destruir a lei. Então, assim como Jesus não veio destruir aquilo que Moisés tinha falado, ele veio corrigir e ampliar o entendimento. O Espiritismo, da mesma forma veio ampliar esse conhecimento. Segundo, o meu reino não é deste mundo. Por quê? Porque se as promessas de Jesus tivessem que se realizar aqui na terra, seria um engodo. Seria o engodo, porque ele mesmo foi crucificado. Então, a resposta das nossas ações, dos nossos atos, não virão aqui neste mundo, tá? Mas no reino dos céus. Então, o meu reino não é deste mundo, é o segundo capítulo, livro dos espíritos. O terceiro, há muitas moradas na casa do pai. Então, se a Terra fosse o fim último do nosso espírito, também não teria sentido. Tem que ter outras moradas espirituais ou materiais. E no espiritismo, a doutrina vem explicar para nós que existem as duas coisas. Então, tem moradas espirituais aqui logo

, também não teria sentido. Tem que ter outras moradas espirituais ou materiais. E no espiritismo, a doutrina vem explicar para nós que existem as duas coisas. Então, tem moradas espirituais aqui logo junto à Terra e existem planetas habitados que também são outras moradas espirituais de outros espíritos. E o quarto, ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo. Sem a reencarnação é impossível. E eu vou mostrar para vocês aqui o porquê. Então vamos lá. Eh, para nós entendermos bem essa história, gente, é preciso conjugar tudo que a gente já viu, tá? E nós temos que começar exatamente pela primeira revelação. É, como eu falei, não são coisas distintas. as pessoas tentam eh eh separar aquilo que é essencialmente necessário uma coisa a outra. O velho, o Novo Testamento, você entende buscando o primeiro testamento, a primeira revelação. E a segunda, você só entende a segunda. Então, eh, a terceira só entende pela segunda. Então, não tem como você realmente fazer uma leitura perfeita sem conhecer essas três revelações. E na terceira revelação, que é o espiritismo, ela vem, ele vem nos falar exatamente isso, que nós somos espíritos que um dia fomos criados, mas criados para imortalidade. Então nós não morreremos nunca. Só existe vida. A morte é só do corpo. Nós continuaremos. E Deus nos criou para sermos perfeitos, como diz Jesus. Isso só teria sentido se tivéssemos uma eternidade pela frente. Assim dizia, diríamos, né? E então, para isso, os nossos espíritos recém-ciados são criados primeiramente em mundos primitivos e aos poucos vai conhecendo em moralidade e em inteligência, como diz Emanuel, e vamos evoluindo para mundo de provas e expiações, que é esse nosso aqui agora, onde nós vamos passar por situações que vão nos trazer aprendizados e fortalecimento da nossa alma. Depois nós já estamos caminhando para esse terceiro tipo de mundo, graças a Deus, né? Que são os mundos regenerados, ou seja, onde o bem vai predominar sobre o mal. Ele ainda vai existir, mas o bem vai ter um domínio

tamos caminhando para esse terceiro tipo de mundo, graças a Deus, né? Que são os mundos regenerados, ou seja, onde o bem vai predominar sobre o mal. Ele ainda vai existir, mas o bem vai ter um domínio maior. Então a gente já vai começar a poder respirar aliviado, não vai ter esse banditismo, essas tristezas, tanta corrupção, tanta coisa ruim. Então é para lá que nós estamos caminhando. Depois disso, muitos mundos felizes, né? Ou seja, onde a felicidade já começa a ser algo cotidiano, normal nas nossas vidas. E depois mundos celestes ou divinos. Esse composto por espíritos puros e onde reina só o bem. Entenderam direitinho aí? E por que que eu tô falando isso? Porque como eu falei, o que que são os mundos? Mundos são moradas dos espíritos. Que que é uma casa? Tem algum sentido você ter uma casa se não tem ninguém morando nela? Só para dar despesa, né? Então, os mundos, a mesma coisa. Deus teria o trabalho de construir um universo tão perfeito, tão gigantesco, tão maravilhoso, só para encantar os nossos olhos. É muita pretensão da nossa parte, não é? Não. Então é exatamente isso que nós temos que entender. Nós viemos, já passamos pelos mundos primitivos, mas estamos no mundo de provas, expiações. E como é que ocorre essa passagem? Exatamente através da evolução dos espíritos que ali habitam. Então, como é que você sabe que uma pessoa de um determinado é cuidadosa, caprichosa, é limpinha? Como é que você sabe? Pelo aspecto da casa, não é? pelo aspecto da casa. Então, a mesma coisa se dá pro lado espiritual, ou seja, nós vamos observar qual o grau de evolução do mundo pelas pessoas que habitam nele. Mas o que que acontece? Nós viemos de mundos primitivos. No primitivismo não tem sabedoria, não tem beleza, não tem perfeição. Como é que evoluiríamos se não fosse a ajuda do alto? não teria como. Então, exatamente por essas intervenções divinas e por um outra razão também muito importante, essas intervenções dos nossos irmãos mais evoluídos que vêm até o nosso planeta para nos trazer essa

omo. Então, exatamente por essas intervenções divinas e por um outra razão também muito importante, essas intervenções dos nossos irmãos mais evoluídos que vêm até o nosso planeta para nos trazer essa evolução que nós buscamos. Sem eles também não seria possível. Então, conta-nos a caminho da luz e exilados de capela que um desses grupos foi exatamente o grupo hebreu, que nós somos descendentes, né? O grupo hebreu, ele foi o primeiro da humanidade a vir e trazer a ideia do Deus único. E Jesus falou a Abraão que a família, né, a família dele iria se estender por todo o mundo. E é verdade. Todos nós que fomos procurarmos aí o povo hebreu, ele foi um povo nômade, ele se espalhou pelo mundo inteiro. Então, todos nós, de alguma forma somos esse povo hebreu. Mas isso por ser hebreu ou por ser católico ou por ser isso não dá primazia para ninguém. Até porque o povo hebreu como exilado de capela, eles foram exilados exatamente por quê? Porque Capela estava passando de mundo de prova, expiações para a regeneração. E aqueles espíritos que não quiseram se adaptar esse novo mundo, quiseram ainda ficar nos seus erros, tiveram então que ser degredados e vieram para este mundo. Um desses grupos é exatamente os hebreus. E se eles tinham essa grande qualidade, que era já entender a importância e o valor desse Deus único, eles traziam em si um orgulho de raça muito grande e esse orgulho o seguiu. E eles tiveram então por missão trazer essa ideia do Deus único para nós todos, porque o mundo até aquele momento era politeísta. Então, foi com muita dificuldade, com muitas dores, muito sofrimento que o povo hebreu conseguiu trazer essa ideia do Deus único, tá? Mas o que que acontece? Esse povo também ainda era indisciplinado. E nós vamos ver exatamente que quando veio Moisés para libertá-los do Egito, né, eles, a primeira coisa que eles fizeram quando Moisés se afastou foi fazer o bezerro de ouro. Ou seja, era um povo muito ligado às coisas exteriores, valorizava muito o exterior. E então, e eles passaram por vários

ra coisa que eles fizeram quando Moisés se afastou foi fazer o bezerro de ouro. Ou seja, era um povo muito ligado às coisas exteriores, valorizava muito o exterior. E então, e eles passaram por vários momentos, momentos de glória e momentos de muita, muito sofrimento, que nem essa escravidão no Egito. Por quê? Pela inconstância. Então, momentos eles seguiam essa lei de Deus, momentos eles degringolavam. Então, por isso que ficou esse sobe e desce. Exatamente. Por quê? Pela, pelo erro na interpretação da lei de Deus. Porque para além das leis que vinham do próprio Deus, que foi Moisés e outros profetas, os próprios profetas tiveram que fazer leis humanas para conduzir aquele povo. Tamanha a dificuldade, tanto que esse povo era rebelde, era difícil. E essas leis humanas então sobrepujaram a lei divina a tal ponto que Jesus então chegou um tempo que Jesus falou: "Eu tenho que vir pessoalmente". Por quê? Porque senão ia se perder aquele tesouro. Ou seja, porque dentre os judeus todos os profetas já tinham trazido as mais lindas mensagens. Os 10 mandamentos é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. E isso já estava nas leis. Nós vamos lembrar que naquele momento que um dos doutores da lei chega Jesus, né, e pergunta qual o maior mandamento, ele responde o doutor da lei perfeito. Ame a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. Ou seja, não era novidade, mas era isso que eles faziam? Não. Eles tinham 300 ritos. eh judaicos, né, na época já judeu, e não observavam a essência da lei, que é aquilo que Jesus então teve que vir para relembrá-los, né? Bom, por que que eu falei tudo isso? Porque, como nós falamos, assim como os mundos evoluem, as pessoas têm que evoluir. Então, de tempos em tempos vinham os profetas e veio Jesus. Só que Jesus não era qualquer profeta, né? Ele era nada mais nada menos que o nosso governador espiritual. E ele na sua pureza, na sua perfeição, nunca existiu ninguém igual ele na Terra. Ele veio e veio para quê? Para fazer milagres? Não,

né? Ele era nada mais nada menos que o nosso governador espiritual. E ele na sua pureza, na sua perfeição, nunca existiu ninguém igual ele na Terra. Ele veio e veio para quê? Para fazer milagres? Não, ele veio para nos ensinar e para que nós pudéssemos evoluir. Aquela ignorância que nos acompanhou por milênios, onde vivia a lei de Talião, olho por olho, dente por dente, era o máximo que o nosso senso de justiça conseguia fazer. Veio Jesus então para trazer a grandeza verdadeira da lei. E aí o que que acontece? Jesus começou, como nós sabemos, a sua pregação aos 30 anos. Só durante 3 anos ele fez aquela pregação, aquela pregação. E ele no começo dessa jornada, logo depois de ter feito alguns milagres e logo depois de escolher aqueles que seriam os 12 discípulos, ele subiu no monte para orar. E no dia seguinte, conta nos Evangelhos de Mateus, ele desceu daquele monte e aquela multidão continuava ali a segui-lo, tá? E nós vamos ver então que ele deixou esse sermão do monte, que é a mais bela pregação que nós podemos entender. É a coisa mais perfeita que Deus nos mandou até hoje, que é esse sermão do monte. Mas a pergunta é: nós entendemos o sermão do monte? Nós entendemos as bem-aventuranças. Vamos olhar quem cercava Jesus naquele momento. Vocês veem algum rei, algum fariseu? Quem que vocês veem ao lado de Jesus? pessoas aflitas, doentes, necessitadas, carentes. E Jesus, ele abriu aquele discurso num ato de amor. Ele naquele momento abriu sua boca para acalentar, para abraçar a cada um daqueles que estavam ali, sedentos, sedentos por uma palavra, por um consolo, por um acalento. E Jesus então proferiu essa mais bela de todos, mais belo de todos os discursos, né, que é a essência da lei. E aí então, gente, o que que nós vamos ver nessa nessa jornada do sermão do monte, como nós falamos, as bem-aventuranças mesmo elas têm uma disparidade entre Mateus e Lucas, que nós vamos ver aqui hoje. Depois eu convido vocês a lerem pra gente entender. E aí você pergunta: "Qual que tá certo? Mateus ou Lucas?" Os

anças mesmo elas têm uma disparidade entre Mateus e Lucas, que nós vamos ver aqui hoje. Depois eu convido vocês a lerem pra gente entender. E aí você pergunta: "Qual que tá certo? Mateus ou Lucas?" Os dois. Todos os evangelhos foram feitos 50, pelo menos 50 anos depois de Cristo e através de memônico, ou seja, pela lembrança, né? No the chosen, Lucas e eh Mateus anotava teoricamente tudo, mas já pensou anotar tudo que alguém diz? impossível num caderninho. Então, eh, são essas reflexões, por isso que a gente tem que estudar os evangelhos de uma forma conjunta pra gente realmente ver todo o acervo que a gente tem ali. E ali, então, nós vamos ver uma diferença fundamental. Vamos ao evangelho, por favor, César. Vamos ao evangelho de Mateus primeiro pra gente dar uma olhadinha. Eu vou passar rapidamente, gente, que nós não temos tempo. Depois eu convido vocês a estudarem. Mas vamos ver então quem são os bem-aventurados ou os felizes que Jesus se referia. Primeiro, os pobres de espíritos ou humilde, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os limpos de coração, os pacificadores, os perseguidos por causa da justiça, e por último aqueles que foram injuriados ou perseguidos por causa de Jesus. E aí ele nos promete então a consolação a cada um desses aí. Mas por que que uma pessoa limpa de coração ou puro de coração precisa ser consolado? Porque querendo ou não, gente, nós vivemos num mundo onde essas pessoas são espizinhadas, enganadas, maltratadas, tidas como bobo, não é verdade? Os mansos, ah, pecar livro é de nada, não é assim? Então ali ele exaltava aquelas virtudes verdadeiras e obviamente aqueles que estavam ali e buscavam ele em verdade ficaram embecidos com aquilo, ficaram felizes em ouvir aquilo. E nós vamos ver, com exceção de duas falas que são iguais nos dois evangelhos, que é bem-aventurados os que choram e os perseguidos por causa da justiça. Todas as outras bem-aventuranças já não têm coincidência entre si. Tá? Então, nesse evangelho de Mateus,

nos dois evangelhos, que é bem-aventurados os que choram e os perseguidos por causa da justiça. Todas as outras bem-aventuranças já não têm coincidência entre si. Tá? Então, nesse evangelho de Mateus, nós vamos ver essa parte onde ele convida aqueles que já estão a caminho do reino de Deus, mas ele cita mais outros que não estão. E aí nós vamos para o Evangelho de Lucas. Nós vamos ver que o próprio tema é diferente. Em Mateus, sermão do monte, aqui sermão da planície. Aí explicam, não, ele tava no monte um dia foi orar e depois ele desceu. Pode ser, não sei, mas isso é o de que menos interessa. O fato é, nós vamos ver então em Lucas, Lucas, nós sabemos, foi o biógrafo de Jesus, né? Ele mesmo não conviveu com Jesus, mas ele foi o biógrafo. Então ele esteve com todos os outros evangelistas e esteve com Maria. E ele fala: "Bem-aventurado os pobres". Aí vocês vão falar assim: "Não, mas ele lá também falou, né? Tá? Bem-aventurados que têm fome, lá não tem. Bem-aventurados que chorais, lá também tem. E bem-aventurados que vos odiarem, expulsarem de sua companhia e tal, por causa do filho do homem. Lá também tem. Mas ainda nós temos um outro final. Não é curioso que não, acho que eu não coloquei no slide, né? Que é ele fala. É, não tá aqui no slide, gente. Que ele fala assim, ó. Bem-aventurados, tá? Mas ai de vós ricos. Tem esse final, tá? Que não tem em Mateus. Ele fala assim: "Ai de vós ricos, porque já recebeste a consolação. Ai de vós que estais fartos, porque tereis como. Ai de vós que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis. Ai de vós quando todos os homens vos louvarem, porque assim fazia seus pais aos profetas. Então, por essa leitura, a gente vai ver que não pode ser realmente o mesmo texto, né? Porque aqui claramente em Lucas ele vai não só falar das vicissitudes dessa vida, pobreza, fome, dor, injustiça, né? E depois ele vem e faz uma condenação formal à aqueles chamados felizes da terra. E aí, nesse ponto, gente, aí que fica complicado, né? Porque como é que nós vamos entender

, fome, dor, injustiça, né? E depois ele vem e faz uma condenação formal à aqueles chamados felizes da terra. E aí, nesse ponto, gente, aí que fica complicado, né? Porque como é que nós vamos entender isso aí? E pra gente ter uma ideia disso, eh, nós gostaríamos de contar a história de Eurípedes Barsanufo. Não sei se todos conhecem, mas o nosso irmão Eurípedes Barçanufo, que é um um dos nossos precursores do Espiritismo no Brasil, uma pessoa de uma mediunidade, de um amor excepcional, ele era católico, tá? católico de carteirinha, presidente da associação São Vicente de Paulo da sua cidade, assim com padre da cidade. Ele, para vocês terem ideia, ele só virava as costas pra igreja depois de um quarteirão. Sim, ele andava de costas até do quarteirão seguinte para depois virar as costas pra igreja, tamanho, o louvor que ele tinha à igreja. E Euripos Barçanuso, então, tinha um problema. O tio dele tinha se tornado espírita. tava com demônio. E aí um belo dia ele, mas Eurípes tinha um problema, ele não conseguia entender as bem-aventuranças, obviamente não era as de Mateus, né? Porque Mateus é fácil. Os justos, os bons, os pacíficos vão pro céu. Agora os pobres, os que têm fome, os sofredores, como assim? Como assim? Por que que eles vão pro céu? Porque ainda que essas pessoas vão pro céu, não, eles vão pro céu porque sofreu, tudo bem, porque sofreu, beleza? Mas então aqueles que são os ricos estariam excluídos do céu. Mas eu não pedi para nascer rico, né? Parábola de Lázaro Rico. Coitado do rico. Ele nasceu rico, foi educado daquele jeito. A mãe dele não ensinou para ele. Coitado dele, já tá condenado pro inferno. Então não, não é isso. Então é isso que a doutrina espírita veio mostrar pra gente. E Eurípes do Bersanuf, então, era inculcado com isso. Ele não entendia essa parte das bem-aventuranças. Pediu para um padre explicar. E o padre falou: "Meu filho, toma aqui, você é inteligente." Epipides era de uma capacidade genial. Ele era médico por autodidata, só para vocês terem ideia, desde ele

s. Pediu para um padre explicar. E o padre falou: "Meu filho, toma aqui, você é inteligente." Epipides era de uma capacidade genial. Ele era médico por autodidata, só para vocês terem ideia, desde ele estudioso ao extremo. E aí então aí pegou e não entendia. E tendo esse tio, então, um dia falou assim: "Vou pegar esse meu tio e vou vou tirar ele de ideia". E um dia esse tio ia lá paraa casa dele, falou assim: "Mãe, arruma o quarto do meu tio lá no meu quarto para dormir comigo hoje. Mãe dele arrumou, chegou lá e fechou a porta, falou: "Tia, vamos conversar aqui". E começou a debater com ti. Por que isso? Por que isso? Por que isso? O tio dele virou, falei assim: "Meu filho, você é um moço estudado, um moço inteligente, eu sou da roça, eu sou capial. Eu tenho um livro aqui, ó, depois da morte de Leon Deni. Lê esse livro, às vezes você tira alguma conclusão. Eu começou a ler, achou aquilo interessante, passou uma, duas, três, dormiu, não foi dormir, o tio dele dormiu e ele ficou lá até de manhã lendo aquele livro e ele ficou intrigado. Eu falei assim: "Gente, mas é tudo muito perfeito, não pode ser". Mas ele não aceitou e assim continuava, né? Tudo bem, passou o tempo e o tio dele sempre convidava ele para ir na fazenda participar de uma sessão para ver o que que era aquilo, né? Porque naquele tempo todas as sessões tinham mediunidade. E assim foi. E ele sem avisar ele foi num numa sexta-feira da paixão para essa fazenda, a fazenda Santa Maria. E lá ele foi com um amigo, foi só os dois. Chegando lá, o centro tava lotado, só tinha duas cadeiras. Por que duas cadeiras? Ele já ficou assim, né? Aí para complicar, ele falou assim: "Não, eu quero ver se tem a mesma verdade". Ele só pensou, ele não falou, ele pensou e fez a seguinte oração: "Senhor, se tudo isso for verdade, se os mortos puderem voltar, eu gostaria que João Evangelista, ao tanto que ele é exigente, me informasse através de Aristides as bem-aventuranças". E por que Aristides? que Aristides, ele conhecia desde a infância, era um homem

eu gostaria que João Evangelista, ao tanto que ele é exigente, me informasse através de Aristides as bem-aventuranças". E por que Aristides? que Aristides, ele conhecia desde a infância, era um homem bom, mas era ignorante, que não sabia fazer um um ó com fundo da garrafa e ele era um dos médiuns da mesa. E acabou a oração, Aristídes levantou e começou e fez aquele sermão maravilhoso, com palavras, com conhecimento que ele jamais poderia imaginar. e foi explicando um uma por uma das bem-aventuranças agora sobre a visão da doutrina espírita, né? Trazendo, deixa eu ver se eu peguei aqui isso, a lei do amor, lei da reencarnação e a lei de uma do progresso, né? Como leis perfeitas, encadeando tudo. E assim ele fez aquela explanação perfeita. Aí Eurípedes não teve mais e se rendeu e ele ficou na fazenda por mais um tempo e dali desenvolveu a mediunidade dele que nós sabemos era excepcional, excepcional. Bicorporeidade, curas, enfim, eh eh era uma coisa do outro mundo, né? Então, quem quiser depois ler a história de Olimpos, que é muito interessante. Bem, gente, e para a gente entender que não tem como a gente entender esse mandamento sem essa luz que a doutrina nos traz, é necessário entender o quê? Que só com a reencarnação nós vamos entender casos que teoricamente é impossível. Imagina, por exemplo, uma criança que nasce com defeito, sem um olho, sem uma perna, sem um braço, com uma doença e e logo morre. Qual o sentido? Deus traria ele paraa vida? Para quê? Por que o sofrimento se ele nunca pecou? E aí nós vemos às vezes pessoas também de uma moral maravilhosa e, no entanto, passam por sofrimentos atrozes. Você fala assim: "Mas por que que ele tá pagando se ele nunca fez nada?" Então, sem a reencarnação não tem como. Se alguém souber de outra explicação, por favor, nós estamos aqui totalmente abertos a receber essas explicações, tá? Então, meus irmãos, não tem uma conduta, um código de conduta do do espírito, outro do cristão, enfim, na verdade é código de conduta do espírito eterno,

mente abertos a receber essas explicações, tá? Então, meus irmãos, não tem uma conduta, um código de conduta do do espírito, outro do cristão, enfim, na verdade é código de conduta do espírito eterno, tá? Ou do espírito imortal, melhor dizendo, né? Então esse é o nosso códio de conduta. E aí nós vamos dar uma olhadinha só ampaçã mesmo, pra gente ver como é constituído e como é maravilhoso. Então o sermão do monte nós, como nós vimos, começa com as bem-aventuranças nos dois evangelhos, né? Depois, como agir? Só tem em Mateus essa parte. Amar os inimigos. Não julgueis. Sal e a luz. a parábola da luz sobre candeiro, cumprimento da lei. Aí é aquela comparação que ele faz, é o aperfeiçoamento da lei de Moisés, não que ele estava derrogando. Parecia uma derrogação, mas não. Ele estava trazendo a lei na sua verdadeira pureza, tirando todo aquele ranço que o povo hebreu trazia, né, ainda das suas existências pretéritas. assassínio, adultério, divórcio, juramentos, olho poro. Então ele veio e aperfeiçoou isso aí, trazendo explicação perfeita sobre tudo isso e como realmente o verdadeiro filho de Deus deve se portar. Na letra 2C, não saiba a tua mão esquerda o que faz a mão direita, né? Caridade, anonimata, verdadeira caridade. Depois orientações sobre como orar. O Pai Nosso. Vocês sabiam que até o Pai Nosso é diferente? Os dois evangelhos é diferente. Peguem lá para vocês verem. Depois a lição do amigo oportuno, pedi obtereis. Vocês vem que tem toda uma lógica, ó, como agir, como orar, né? Depois orientações finais. Então, existe toda uma didática divina nisso aí, ó. E as orientações finais do discurso sobre a santidade das duas portas só em Mateus, a árvore seus frutos nos dois evangelhos. Construtores sábios e tolos casas sobre a rocha que também só temos, aliás, temos os dois evangelhos, tá? Então, meus amigos, terminando a lição de hoje, é o seguinte: as três revelações se tratam de uma mesma verdade. Todos esses ódios, essas discussões, isso aí é coisa de pieeguice humana.

angelhos, tá? Então, meus amigos, terminando a lição de hoje, é o seguinte: as três revelações se tratam de uma mesma verdade. Todos esses ódios, essas discussões, isso aí é coisa de pieeguice humana. Isso aí é ranço do nosso nosso DNA hebreu, como eu falei, porque essa divisão não existe. Jesus não trouxe nenhuma religião. Moisés não trouxe nenhuma religião. O Espiritismo não trouxe nenhuma religião. São conhecimentos. Conhecimentos vindo do alto para todos nós, sem exceção. Deus não escolhe seus filhos. Deus não privilegia seus filhos, senão não seria Deus, não seria o nosso pai de amor, justiça e bondade. Então, que a paz de Jesus esteja conosco e que nós possamos então nos nutrir nessa fonte tão bela, tão maravilhosa, que é o sermão do monte. Não vamos ler, vamos nos nutrir com cada palavra, com cada ensinamento. Então, uma ótima leitura para vocês. Muito obrigado. Vamos agradecer o Humberto, né, que é um código mesmo, né, paraa gente possamos seguir ele no nosso dia a dia, na nossa vida. Porque eu falou, se só o sermão do monte tivesse sobrevivido a um cataclismo no planeta, já justificaria a permanência dele pra humanidade, estaríamos salvos. Então, gente, agradecendo e vamos para casa depois, lembrando disso, que a gente possa levar esses conhecimentos e pô em prática na nossa vida, tentar entender, pensar, é um estudo, né? Nós, você já viram que na quinta-feira os nossos temas são o evangelho, né? Porque não precisamos mais nada do que isso. Tem os outros livros complementares que vem ajudar, mas o o nosso grande alice da nossa vida é o evangelho. Então, para terminar, nós vamos chamar nossa irmã Zilda para fazer a nossa prece final e depois nós vamos passar para o a segunda parte que são os passos, viu? Vamos por alguns minutos levar os nossos pensamentos novamente. Neste momento, vamos fechar os nossos olhos para que fique mais fácil de nos interiorarmos. Que o Cristo esteja conosco, que todos os nossos pensamentos se voltem para o bem do planeta Terra, para

te. Neste momento, vamos fechar os nossos olhos para que fique mais fácil de nos interiorarmos. Que o Cristo esteja conosco, que todos os nossos pensamentos se voltem para o bem do planeta Terra, para o bem de todos os seres humanos. E que todos esses conhecimentos sejam por nós reflexionados e na medida do possível e das oportunidades que eles sejam colocados em práticas. Vamos pedir ao plano espiritual que clarei sempre os nossos pensamentos e nos ajude a manter a paz interior e sempre a esperança e a luz dos nossos caminhos. Que Cristo continue sendo o nosso farol, para que sejamos sempre uma, tenhamos sempre uma caminho muito bem iluminado e estejamos sempre pisando em solo firme. Vamos para nossa casa com o nosso Cristo no coração. Que assim seja. Convido os médiums para do trabalho de passe aqui na sala ao lado.

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