O mandamento maior

TV Goiás Espírita 08/11/2025 (há 5 meses) 1:05:19 4 visualizações

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Transcrição

เฮ Boa noite, queridos irmãos. Sejamos todos bem-vindos a mais um encontro de estudos do Evangelho de Jesus à luz da doutrina espírita. Nós cumprimentamos também os nossos irmãos que nos acompanham pela internet, rogando a Jesus que entre e deixe sua paz em cada um dos lares. Estamos muito felizes porque vocês estão aqui conosco. É um prazer recebê-los. Nós vamos começar hoje realizando aqui o nosso sorteio do livro que vocês receberam uma mensagem numerada. O primeiro número de hoje foi 26. Tá aqui alguém aqui? 26. Número 14. 14. Ah, que bom. Hoje nós vamos entregar aqui um livro que é da editora Fego, Crônicas da Galileia. O autor é o Ângelo Dias, é um maestro. Muito bonito esse livro. e queremos que você tenha uma boa leitura. Então nós vamos convidar aqui nossa companheira Tática, que ela vai fazer uma leitura pra gente serenar os nossos corações, os nossos sentimentos, nos preparar para esse momento que é tão especial, em que a gente vai com em conjunto estudar esse essa passagem de hoje do Evangelho de Jesus, que é muito muito especial quando ele fala que um eh o maior mandamento, ele vai falar pra gente do capítulo Fora da Caridade não há salvação. Então, um dia muito especial e a gente precisa serenar os nossos corações enquanto estivermos aqui. Por isso, a gente vai fazer uma leitura e a nossa prece. >> Boa noite a todos. Na via pública. A rua é um departamento importante da escola do mundo, onde cada criatura pode ensinar e aprender, encontrando amigos ou simples conhecidos, tome a iniciativa da saudação usando cordialidade e carinho sem excesso. Caminhe em seu passo natural dentro da movimentação que se faça precisa, como se deve igualmente viver, sem atropelar os outros. Se você está num coletivo, incomode-se de maneira a não incomodar os vizinhos. Se você está de carro, por mais inquietação ou mais pressa, atenda as leis do trânsito e aos princípios do respeito ao próximo, imunizando-se contra males suscetíveis. de lhe amargurarem por longo tempo. Recebendo a saudações de alguém,

ietação ou mais pressa, atenda as leis do trânsito e aos princípios do respeito ao próximo, imunizando-se contra males suscetíveis. de lhe amargurarem por longo tempo. Recebendo a saudações de alguém, responda com espontaneidade e cortesia. Não detenha companheiros da via pública, absorvendo-lhes tempo e atenção com assuntos adiáveis para momento oportuno. Ante a abordagem dessa ou daquela pessoa, pratique a bondade e a gentileza com quanto a pressa frequentemente esteja em suas cogitações. meio às maiores exigências do serviço, é possível falar com serenidade e compreensão, ainda mesmo por um simples minuto, rogando um favor, faça isso de modo digno, evitando assovios, brincadeiras de mau gosto ou frases desrespeitosas, na certeza de que os outros estimam ser tratados com acatamento e que reclamamos para nós. Você não precisa dedicar-se à conversação inconveniente, mas se alguém desenvolve assunto indesejável, é possível escutar com tolerância e bondade, sem ferir o interlocutor. pessoa alguma em sã consciência tem a obrigação de compartilhar perturbações ou conflitos de rua perante alguém que surge enfermo ou acidentado, coloquemo-nos em pensamento no lugar difícil desse alguém e providenciemos o socorro possível. Bom, então esses são aconselhamentos do espírito André Luiz na psicografia de Francisco Câ de Xavier. Muito oportuno, né, pros nossos dias. Então vamos eh nesse momento fazer a nossa prece, serenando os nossos corações, buscando nos conectarmos com a espiritualidade amiga que nos assiste e trazendo a figura de Jesus pro nosso pensamento. Ele que nos disse que todas vez nos reuníssemos em seu nome, ele estaria conosco. E aqui estamos, Senhor, mais uma vez. te louvando, te agradecendo infinitamente por tantas bênçãos que o Senhor tem derramado sobre nós, tantos recursos que coloca à nossa disposição para que seja possível essa nossa jornada de aprendizado. Agradecemos, Senhor, por cada um dos companheiros que se reúne a nós nesse momento. que o Senhor possa abastecer os nossos

à nossa disposição para que seja possível essa nossa jornada de aprendizado. Agradecemos, Senhor, por cada um dos companheiros que se reúne a nós nesse momento. que o Senhor possa abastecer os nossos corações de fé, de confiança, de esperança, Senhor, e que um dia todos nós estaremos reunidos na terra regenerada que o Senhor tem preparado para nós. Rogamos bênçãos por nosso palestrante, para que ele seja inspirado e ele possa trazer uma mensagem consoladora aos nossos corações. derrama suas bênçã sobre nós, Senhor, aqui e que nós possamos nos unir através dos nossos pensamentos e trazer pros nossos corações o melhor sentimento e que possamos compartilhar com todos que estamos presentes nesse momento. Que a tua paz esteja conosco. Que assim seja. Então nós vamos convidar o nosso companheiro Rômulo, já é muito querido e conhecido nosso aqui da casa. Ele é trabalhador, ele é coordenador do Departamento de Família na evangelização infantil e sempre muito bem-vindo, Romano. que vai falar para nós sobre o mandamento maior. Boa noite a todos. Hoje nós vamos falar sobre algo daquilo que mais especial pode haver, que muitas das vezes no meio de dias tão corridos, especialmente agora no segundo semestre, né, em que geralmente janeiro tem 31 dias, fevereiro tem lá os seus 28, março 31, mas parece que de junho para cá, de junho a dezembro tem só 30 dias, parece, né? de tão rápido que é e tão veloz que passa o tempo e as nossas atividades vão se somando e festividades vão se aproximando e tantas outras coisas vão chegando de forma que dificilmente alguém hoje não responde de forma clara que tá com a vida corrida. Todos nós acabamos dizendo isso uma hora ou outra ou deixamos externar essa sensação, esquecendo-nos de que um dos maiores, um dos mais singelos mecanismos divinos se implanta de forma muito lenta, muito serena, não há pressa para a aplicação daquilo que nós vamos falar aqui hoje, previsto no Evangelho Segundo o Espiritismo, e que vai nos falar do mandamento maior, que não é outro senão

o lenta, muito serena, não há pressa para a aplicação daquilo que nós vamos falar aqui hoje, previsto no Evangelho Segundo o Espiritismo, e que vai nos falar do mandamento maior, que não é outro senão o amor. Basicamente, a doutrina espírita tem várias obras. Nós até espíritas gostamos de mencionar que são centenas de obras escritas, psicografadas ou escritas por espíritos encarnados. Mas se todas elas desaparecessem, porventura? Se todas elas não sobrasse nenhuma, uma sequer. Se nós guardássemos a frase: "Fora da caridade não há salvação, nada estaria perdido." Bastaria que pensássemos melhor a respeito e compreendêsemos melhor o que essa frase, o tamanho de sua extensão nos nossos dias. E ela nasce de um evento muito simples contado no no texto bíblico, no Evangelho de Lucas, quando um doutor da lei pergunta ao mestre: "Mestre, o que fazer para encontrar ou para adentrar o reino dos céus?" Jesus, então, de forma muito simples, não lhe faz um grande discurso, não lhe apresenta uma grande retórica, mas diz a ele: "Está na lei". O que diz a lei e os profetas? E o próprio doutor da lei responde: "Amarás a Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas tuas forças ou de todo o teu espírito. Tal é a lei e os profetas." É isso. Para entrar no tal reino dos céus, basta isso. Mas talvez não tenhamos parado com tempo para pensar o que significa amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todas nossas forças. Quando vamos aos próprios relatos bíblicos e também de obras costumeiramente aptas a a falar-nos a respeito dos ensinamentos de Jesus, vamos ver com clareza que amar de todo o coração é aquele primeiro passo que damos no sentimento do amor. Quando começamos a sentir aquela pequena compaixão, quando somos incapazes de passar, por exemplo, e vermos alguém deitado no chão e não sentirmos pelo menos uma vontadezinha de ajudar. Às vezes não temos tempo, às vezes não temos jeito, não temos como fazer, mas já sentimos alguma coisa quando ouvimos uma história de alguém muito triste,

tirmos pelo menos uma vontadezinha de ajudar. Às vezes não temos tempo, às vezes não temos jeito, não temos como fazer, mas já sentimos alguma coisa quando ouvimos uma história de alguém muito triste, quando olhamos uma cena de guerra, quando vemos uma criança faminta, aquilo mexe conosco de alguma forma. Significa que nesse instante estamos começando a amar de todo coração. Mas há uma segunda etapa, a etapa de amar de toda a nossa alma. Nessa hora é quando o espírito se move a fazer alguma coisa. Sai do senso comum, sai daquilo que nós chamamos de zona de conforto, deixa o seu ambiente mais confortável para ir ao encontro do próximo. Ele vai até ele, procura dar-lhe o melhor atendimento, fazer aquilo que está ao seu alcance, pequeninas ou grandes coisas. Tal é amar de toda a nossa alma. Mas há um terceiro nível que não à toa foi colocado e não há palavras desconexas ou que não fazem sentido nas na boca de Jesus. Quando ele diz amar de todas as nossas forças ou amar de todo o nosso espírito pressupõe um terceiro nível de auxílio. Um auxílio que vai colocar tudo o que tenho comigo a favor do próximo. Não se trata de abrir mão. Não se trata de ter uma grande fortuna e dizer: "Vou dar tudo para os outros e vou viver sem nada". Do contrário, é usar todos os recursos que tenho para, de alguma forma auxiliar o outro que caminha comigo. Não só aspectos materiais, mas também aspectos espirituais. E nós vamos ver mais adiante como conseguimos chegar lá. De maneira que esses três estágios vão nos dar uma sensação real daquilo que está escrito no capítulo 11 do Evangelho Segundo o Espiritismo, quando então os espíritos nos convidam, dizendo: "Todos nós, todos, sem exceção, temos essa centelha, essa fagulha de amor dentro de nós." Sabe aquela pessoa terrível que muitas das vezes faz coisas terríveis que nós não temos sequer coragem de comentar, ainda estão fadadas ao desamor por completo, realizam atos de ódio, maltratam as pessoas, atacam o próximo de toda forma. Inclusive esses, segundo

rríveis que nós não temos sequer coragem de comentar, ainda estão fadadas ao desamor por completo, realizam atos de ódio, maltratam as pessoas, atacam o próximo de toda forma. Inclusive esses, segundo o Evangelho, segundo o Espiritismo, possuem essa fagulha, essa centelha divina do amor. Por estranho que pareça, alguém vai dizer: "Mas tal pessoa é um monstro". Essa pessoa ainda não conseguiu conectar-se com esta fagulha, com esta centelha. André Luiz, em muitas de suas obras, narra-nos, por exemplo, a experiência de Gregório no livro Libertação. Um dos melhores livros que André Luiz nos traz para mostrar-nos o quanto nós ainda somos pequeninos nessa busca pelo acesso a essa centelha divina. E quando conta-se a história de Gregório, por duro que seja, por um grande chefe, considerado um chefe de falanges espirituais, são que são perseguidoras e obsessoras no mundo maior, no final das contas, André Luiz mostra que inclusive este dos mais duros, de coração endurecido, no momento certo, quando sua mãe se aproxima, no momento certo quando ele cede diante da dor, quando ele cede diante do seu próprio orgulho, ele encontra-se então com a fagulha divina que há dentro de si. E dali paraa frente a estrutura do livro toma outro caminho com agora um Gregório que inicialmente parecia perdido, torna-se então aquele que vai trabalhar a começar um trabalho consigo mesmo. Nesse sentido, vamos então à questão 1009 do livro dos espíritos, em que Paulo de To, o apóstolo, traz-nos uma pequenininha mensagem, mas já começa dizendo: "Todos nós viremos para estarmos em uma espécie de círculo ou arredondando, aproximando-nos de Deus". Ele usa inclusive a terminologia científica: "Nós viemos gravitar em torno de Deus". Gravitar em torno de Deus significa, na essência, voltando à sinologia do que é amar de todo o coração, de toda a alma e de todas as forças, é gravitar em torno de nós mesmos. Nós nos buscamos, nós nos encontramos, casamos-nos com as pessoas que de alguma forma planejamos antes de

mar de todo o coração, de toda a alma e de todas as forças, é gravitar em torno de nós mesmos. Nós nos buscamos, nós nos encontramos, casamos-nos com as pessoas que de alguma forma planejamos antes de nascer. Temos filhos que Deus nos aproxima de nós, os amigos que vêm para próximo, os familiares, os parentes. Quando vamos à obra constelação familiar de Divaldo Franco, psicografia trazido por Joana de Angeles, vemos que não há uma estrutura, uma figura sequer em nossa vida que não tenha sido atraída de alguma ou outra forma pela sabedoria divina. E nesse gravitar em que nós nos procuramos e temos oportunidade de nos amar, acreditemos, aquele vizinho que nos dá trabalho, nós o chamamos para perto de nós. Aquele chefe que muitas das vezes nos persegue, é dele que nós precisamos. Aquele filho adolescente que dá trabalho, eu estou nessa fase agora. Ele precisa de mim, mas eu preciso muito dele. De alguma forma, nós aqui nessa noite certamente deixamos coisas importantes por fazermos em nossos lares para estarmos aqui. Se voltarmos para nossos lares, exatamente como entramos aqui dentro, de pouco terá validade. Então, de alguma maneira muito especial, todos nós aqui precisamos de nós também. Nesse instante nós nos procuramos. E nesse sentido de gravitarmos-nos uns com os outros, vamos descobrir então o que é. E em que ponto estamos desse amor que falamos agora a pouco? Muitos de nós poderá dizer nessa hora: "Meu Deus do céu, eu quando eu vejo, por exemplo, um pedinte na rua, eu até atravesso pelo outro lado da rua. Eu nem quero ver de perto o sofrimento alheio, porque de alguma forma eu ainda não consegui traduzir em mim essa centelha divina de começar a amar pelo menos de todo o meu coração. É quando vamos então à mitologia belíssima que há de tanto nos ensinar, quando vamos à ideia linda em que Eos e Psiquê, Heros o deus filho de Afrodite, que tinha na verdade uma paixão e achava linda psiquê a mortal. Mas por uma inveja de sua mãe, acabou que os dois, por uma situação que não

a linda em que Eos e Psiquê, Heros o deus filho de Afrodite, que tinha na verdade uma paixão e achava linda psiquê a mortal. Mas por uma inveja de sua mãe, acabou que os dois, por uma situação que não compete hoje trabalharmos, só podia ver o seu amado Heros na escuridão. Porque quando a luz se fazia, ele desaparecia. De alguma forma mostra-nos com clareza o que é o verdadeiro amor. Só somos capazes de amar no sentido real da palavra quando não enxergamos. O essencial é invisível aos olhos já diria-nos Antoex do Perrit. Porque de alguma forma se estamos amando apenas o que vemos com clareza, quando essa matéria se deteriora, nós já perdemos o que amar. É como dizia Teresa de Calcutá ao ensinar-nos sobre o amor. Ame não pela beleza, porque um dia ela acaba. Ame não por admiração, porque um dia você se decepciona. Ame simplesmente porque o tempo ou força alguma é capaz de extinguir um amor que não exige explicações. É esse é o amor que Psiquê tinha por erros ao querer estar com o seu amado. Esse é o amor que nós vamos desenvolvendo aos poucos perante Deus. Porque muitas das vezes não entendemos quando alguém diz, por exemplo, você agora está doente, tem um diagnóstico terrível, uma doença grave e às vezes temos que ouvir alguém dizer-nos te ama. Nessa hora parece que alguma coisa não fecha conosco, alguma coisa não está certo, porque se Deus me amasse, ele não colocaria nada disso no meu caminho, não me daria doença, não me daria tristeza, não me daria perda. Como é que posso entender e compreender um amor que transcende nesse sentido? Apenas fechando os olhos e seguindo adiante, tendo a certeza lúcida de que se esse Deus, na verdade não nos amasse, nós teríamos uma vida plena e bela por todas as eternidades, em todas as existências, antes e depois. Quando vemos, somos chamados à dor, por exemplo, e aí Leon Deni vai nos esclarecer com muita lucidez no livro O problema do Ser, do destino e da dor, quando nos deparamos com as dores das pequeninas. E quando digo as pequeninas,

à dor, por exemplo, e aí Leon Deni vai nos esclarecer com muita lucidez no livro O problema do Ser, do destino e da dor, quando nos deparamos com as dores das pequeninas. E quando digo as pequeninas, alguém aqui já chutou o pé de uma cama ou o pé de uma mesa? Já teve a felicidade de chutar o pé de uma mesa ou deixar alguma coisa cair sobre sua própria mão ou martelar um dedo? Essas são as pequeninas dores, mas mesmo diante delas, muitas das vezes podemos até não propagar, não sair de nossa boca, mas em nossa alma uma série de monstruosidades passa lá por dentro. Nós sentimos aquele ódio profundo diante de uma dor mínima. Quando estamos tomando banho, por exemplo, e no meio do banho, com aquele shampoo na cabeça, aquela água quentinha, a energia acaba e vem aquela água gelada na nossa espinha. Naquela hora nós amaldiçoamos a equatorial e tudo mais que se mexe com energia elétrica. Não somos capazes de compreender o mínimo de dor o que dizer das grandes dores. Mas quando nos preparamos para elas, de alguma forma começamos também a trilhar nessa certeza de que esse amor de Deus por nós, muitas das vezes incompreensível, é, na verdade um caminho para nosso próprio autoamor. Quando paramos de sentir raiva ou reclamação em relação às coisas que a vida nos apresenta, começamos então a perceber que o grande prejudicado não é quem na verdade está do nosso lado, somos nós mesmos. Diante da reclamação, eu me lembro de minha vozinha que tanto amava, queridíssima, mas era incrível quando nós chegávamos na sua casa e dizíamos: "Bom dia, vovó, tudo bem com a senhora?" Ela dizia: "Tudo bem para vocês, porque eu vou ter que limpar a casa hoje". E eu disse-lhe a ela: "Mas vovó, a senhora não limpou a casa ontem?" E ela disse: "Mas já sujou de novo. Todo mundo não para de andar por aqui. Mas minha voz, se as pessoas pararem de andar por aqui, significa que a casa está vazia, vazia de amor, vazia de presença." E ela então disse-me com todo o carinho, podiam pelo menos limpar os pés para andar aqui.

, se as pessoas pararem de andar por aqui, significa que a casa está vazia, vazia de amor, vazia de presença." E ela então disse-me com todo o carinho, podiam pelo menos limpar os pés para andar aqui. amava a minha vozinha desencarnada já há alguns anos, mas na certeza de que hoje, certamente, onde quer que esteja, se já voltou ou não a essa existência, ela com certeza já entendeu que no final das contas o amor ele só vai ser compreendido de verdade nessas questões que nós não conseguimos enxergar. Porque como lhes disse, meu filho hoje com adolescente e a minha garotinha também adolescente, quando dão os trabalhos típicos da adolescência em certas horas e os pais aqui não precisam ficar com receio, nós temos vontade de pegar e jogá-los pra janela e dizer: "Eu desisto de você, criatura. Não sou capaz de cuidar-lhe. Deus Deus equivocou-se ao me entregar você porque eu não dou conta de cuidar-lhe." Mas quando paramos e começamos a olhar aquela criatura dando birra, falando coisas que não estão de acordo com o que nós ensinamos, quando paramos e respiramos, de alguma forma entramos em sintonia com essa centelha divina. E então nessa hora dizemos para eles: "Eu te amo". Ainda assim, porque esse é o amor alteridade, esse é o amor ágape que os gregos tanto falam. Aquele que, mesmo com todos os defeitos alheios, nós somos capazes de ir ao encontro do outro e dar-lhe o nosso amor. Eu te amo por todas as virtudes que você carrega e por todos os defeitos que você traz consigo também. Porque é nesse defeito que eu posso te servir e é nesse defeito que eu tenho que você pode me ajudar. Nós nos socorremos repetindo, nós estamos gravitando em torno de nós e certamente alguém ao nosso redor é capaz de nos dar alguma coisa que nós não temos e nós sermos capazes de dar alguma coisa a alguém que não tem. Pensando nesse sentido, vamos então à belíssima parábola do bom samaritano, que deu origem a essa nossa conversa, imaginando ali a figura de um homem jogado, que ninguém sabia quem era, desnudo. E então

nsando nesse sentido, vamos então à belíssima parábola do bom samaritano, que deu origem a essa nossa conversa, imaginando ali a figura de um homem jogado, que ninguém sabia quem era, desnudo. E então aquele homem passou por ele, um levita, um sacerdote, incapazes de olhar ou de sentir qualquer nível de compaixão pela dor alheia, passam de largo. Mas o samaritano, o herege, aquele que é condenado, que hoje se fôssemos recontar essa história, provavelmente Jesus colocaria na figura de um samaritano, pensando na figura, na ideia que faziam de um samaritano aquele tempo, provavelmente Jesus colocaria hoje ah um assassino, um terrorista, alguém que na verdade causa mal, malestar, causa muita dor às pessoas. Então, num recontar da história, pensemos cada um de nós naquilo que seria a figura mais terrível que hoje podemos imaginar. Ele seria o samaritano. E Jesus diz então que essa figura despertando de alguma forma no que ele chama de íntima compaixão, vê, sente íntima compaixão. E nesta hora Jesus quer então exemplificar. Essa criatura é capaz então de amar de todo coração. Viu, sentiu, começou a ter uma mudança dentro de si, alguma coisa que lhe colocou na sensação de pesar. Como é que eu posso estar aqui bem andando? caminhando e o outro desnudo, jogado, maltratado, maltrapilho. Mas ele não para por aí. Não só viu como moveu-se de íntima compaixão, como também foi ao seu encontro. Aqui estamos Jesus exemplificando a segunda forma de amor, amar de toda a tua alma. Capaz então de chegar em gestos pequeninos, como deitar o azeite e o vinho, cuidar-lhe do do machucado, colocar-lhe em seu burrinho, levar-lhe a uma hospedaria em vários níveis de caridade, em vários níveis de solidariedade, cada um no seu nível, na sua condição. E no final das contas, no final da parábola, ao deitar o homem na cama na hospedaria, diz então ao dono da hospedaria: "Cuida dele e quando eu voltar, não é se eu voltar, quando eu voltar, pagarei o que ele deve". é colocar todos os nossos recursos de

tar o homem na cama na hospedaria, diz então ao dono da hospedaria: "Cuida dele e quando eu voltar, não é se eu voltar, quando eu voltar, pagarei o que ele deve". é colocar todos os nossos recursos de volta para auxiliar aqueles que caminham conosco. É dedicarmo-nos para além de simplesmente fazermos uma caridade mensal quando mandamos, por exemplo, via Pix para alguma instituição, ou marcamos um dia para entregarmos uma sopa, ou marcamos uma hora para podermos cuidar em qualquer trabalho assistencial. É, na verdade colocarm-nos todo o tempo disponível para que não só os encarnados, mas os desencarnados nos utilizem. Segundo Bezerra de Menezes, podemos ser como espécie de antenas. Esteja no lugar onde estar e a espiritualidade há de te encontrar para você, para que você possa ser útil a todos nós. Esteja no lugar exato onde deve estar e a espiritualidade há de te encontrar para usar-te no bem coletivo. Não se trata simplesmente de estar fisicamente em um lugar, mas também estar espiritualmente em um lugar. Porque se estamos conectados de alguma forma durante o dia com o nosso coração absolutamente aberto a dar algum tipo de auxílio a quem precisa, não é incomum. E alguns de vocês, todos nós já tivemos uma sensação, em algum momento lembramos do nada de alguém, pensamos numa pessoa durante a noite, sonhamos com ela, acordamos de manhã e queremos ligar. Geralmente alguns que tomam a iniciativa de o fazer, geralmente do outro lado a pessoa geralmente comenta: "Ai, nossa, mas você acertou. Hoje eu tava precisando de uma palavra". Porque de alguma forma quando estamos no lugar certo, a espiritualidade nos encontra para fazermos um bem de forma coletiva. Bezerra de Menezes não diz apenas no ambiente físico, mas também no ambiente espiritual. E nesse sentido, o bom samaritano estava no lugar, moveu-se e ao final, no terceiro nível, deixou por completa a ideia de que eu vou seguir cuidando. Não vou simplesmente fazer uma parte e voume embora. Eu vou continuar cuidando de uma maneira muito simplista.

e ao final, no terceiro nível, deixou por completa a ideia de que eu vou seguir cuidando. Não vou simplesmente fazer uma parte e voume embora. Eu vou continuar cuidando de uma maneira muito simplista. Antonerry também menciona isso na obra O Pequeno Príncipe quando nos diz: "Tu te tornas eternamente responsável por aquele que cativas. Embora pareça uma ideia de prisão, na verdade aqui a ideia de responsabilidade com amor. Eu vou cuidar de você por todo o tempo que Deus me permitir. Os familiares nós fazemos isso, parece que tá tudo certo, mas quando encontramos outros seres pelos quais também nos devotamos com amor e carinho, começamos a perceber. Então vamos à figura de Divaldo Franco quando funda aquela cidade maravilhosa lá na cidade de Salvador e dedica-se a isso por décadas seguidas e tantos outros que passam por trabalhos aqui nessa casa, em outras tantas que se dedica com carinho, não apenas porque tem que ir, mas porque quer ir. A ideia de ter que participar ou querer participar me remonta muito a uma experiência que tive certa vez, quando ainda garoto, um adolescente, fomos convidados a um passeio, na verdade, para uma entrega de sopa numa noite dessas e fomos então naquela época a energia de uma mocidade era incrível. Nós éramos muitos e todo mundo queria ajudar de tudo que é jeito. Passávamos o final de semana, minha mãe chegava a dizer: "Meu filho, você não vem em casa". E eu falava: "Mãe, a gente tem que servir". E aquela ideia de que não preciso mais de nada, é só servir, servir, rezar, ir para mocidade e tudo. Fico pensando hoje, se meu filho fala para mim, pai, eu quero só servir o mundo o dia inteiro fora de casa. Eu também iria dizer: "Meu filho, tenha família para poder cuidar". Hoje eu entendo minha mãe e meu pai quando queriam a minha presença também no lar estavam certos porque eu também precisava dar essa atenção ao primeiro lar que era dentro de casa. Mas de uma maneira muito especial, quando fomos naquela noite, me lembro que numa certa altura um menino mais ou menos da minha

ambém precisava dar essa atenção ao primeiro lar que era dentro de casa. Mas de uma maneira muito especial, quando fomos naquela noite, me lembro que numa certa altura um menino mais ou menos da minha idade naquela época estava lá com a camisa absolutamente rasgada. Não era uma noite fria, mas a camisa dele estava bastante rasgada. E na hora que nós estávamos todos juntos ali naquele movimento, entregando sopa, aquele clima todo cheio de amor, de sensação real da presença de Jesus conosco naquela hora, o garoto então veio para pertinho e comentou que a camisa dele estava rasgada. Ah, mas não vi dúvida. Um colega ao lado na mesma hora tirou a camiseta, começou então a tirar e falar: "Você, você vai ficar com a minha camiseta". Quando eu olhei aquilo, achei aquilo de uma grandeza, de uma fortaleza, de um amor tão profundo. Ele iria dar a sua camiseta novinha e pegar aquela camiseta toda rasgada, maltrapilha para vestir e ir embora. Quando ele tirou a sua camiseta e entregou para o rapaz, na mesma hora uma mão encostou-lhe em seu ombro e disse-lhe: "Filho, o que vocês nos deram hoje? é muito maior do que essa camiseta. Pode vestir sua camiseta. Quando olhamos para o lado, a mãe do garoto, a mãe do menino com a camiseta maltrapilha, que poderia ter recebido de todo o coração, de toda sua alma, de todas suas forças. Mas naquela hora, ao tocar no ombro do amigo, disse-lhe a ele com todo o carinho e ternura de uma mãe: "O que você fez por nós é muito maior do que essa camisa pode fazer. Pode ficar com ela. Nós estamos bem com a roupa que temos". Eu não soube o que dizer naquela hora, porque ele mesmo ficou assim: "Não, mas ele pode ficar. Eu eu eu queria que ele ficasse. E ela então disse: "Você sente que quer de verdade ou você percebe que tem que dar esta camisa para ele agora?" Nunca me esqueci mais dessa diferenciação, porque no final das contas ele olhou para mim e disse: "É, pareceu a coisa mais certa a fazer, mas ainda não era o que era o que o seu coração verdadeiramente desejava fazer. É porque

a diferenciação, porque no final das contas ele olhou para mim e disse: "É, pareceu a coisa mais certa a fazer, mas ainda não era o que era o que o seu coração verdadeiramente desejava fazer. É porque tinha que fazer. É um bom começo. Quando nós sentimos que temos que fazer, já talvez estejamos cavalgando ou pelo menos andando no amor de todo o nosso coração. Sentimos a necessidade de fazer, mas o verdadeiro amor é aquele que de fato não apenas tem que fazer, mas quer fazer. Eu não amo meu filho porque tenho que amá-lo, porque Deus me entregou. E muitos de nós talvez nos perguntemos: "Você ama sua mãe?" Claro que amo, mas por quê? Amo minha mãe porque ela é minha mãe. Eu tenho que amar a minha mãe. Mas por quê? Ah, mas eu tenho amo minha mãe porque minha mãe me deu o leite, minha mãe cuidou de mim, minha mãe me educou. E se sua mãe não tivesse feito nada disso por você, seria capaz de amá-la também? É uma espécie de troca no amor, porque se for uma espécie de troca, nós ainda estamos amando porque temos que amar e não porque queremos amar. São histórias como essa e outras tantas que nós vivemos que vão nos fazer pensar em que estágio nós estamos. E quando paramos para pensar assim, vamos então à grande promessa que a doutrina espírita nos traz, voltando a dizer, fora da caridade não há salvação. E vamos nos perguntar, que salvação é essa? Será que é a mesma salvação da qual as velhas religiões tradicionais já nos falam há tantos há tantos séculos? Não é a mesma. Porque no final das contas, Leon Denis já nos esclarece com muita leveza ao dizer-nos que o verdadeiro céu é aquele que vivemos quando agora amamos. O verdadeiro céu é aquele que vivemos agora quando amamos. Não há, na verdade, salvação para o futuro. A salvação se faz presente no momento em que nós efetivamente estamos dispostos a perdoar, a termos maior compaixão e a termos atividades de benevolência. Basta irmos então ao livro dos espíritos. Qual é o significado da caridade segundo o entendimento de Jesus? Para muitos que já fazem os

a termos maior compaixão e a termos atividades de benevolência. Basta irmos então ao livro dos espíritos. Qual é o significado da caridade segundo o entendimento de Jesus? Para muitos que já fazem os cursos da casa, guardam até uma sigla, não é verdade? Bip. Be de benevolência para com todos. E de indulgência para com as imperfeições alheias e pede perdão para as ofensas. Quando nos propusermos a atuarmos com benevolência, indulgência para com os erros alheios e soubermos perdoar aquele que buzina para nós quando estamos dirigindo, aquele que nos maltrata, que nos atende mal, por exemplo, que não cumpre aquilo que pedimos, quando aprendemos a perdoar aquele que nos ofende e quando, de fato, estivermos todos nós de alguma maneira querendo ir ao trabalho assistencial, não porque temos a obrigação de ir, querendo ser indulgente ou de fato desenvolvendo a vontade de compreender a limitação alheia. Porque nisso já lhes disse aqui numa outra ocasião, mas repito de todo coração a frase mais filosófica e mais sábia de minha mãezinha quando dizia-nos: "Meu filho, se você acha que você aguenta as pessoas, as pessoas te aguentam também". A frase mais sábia que eu guardei da minha infância é essa: para de alguma forma aprender a ter indulgência quando outros me olham e eu digo: "Que pessoa diferente, que pessoa esquisita. Eu não gosto desse jeito. Nessa hora, provavelmente elas também estão olhando para mim e dizendo: "Que rapaz esquisito. Eu não gosto de você e nem acho que o seu jeito é o mais legal". E tenho tanta confirmação disso que quando estava em casa com a minha família, certa vez minha mãezinha me disse: "É tão bom conversar com Rômulo, é tão bom ligar para ele. Ele conversa conosco, ele nos dá atenção, ele é simples, ele é carinhoso, ele aconchga quando a gente tá com problema. E eu naquela hora subindo aquela sensação de orgulho, de vaidade, de ver minha mãe falando algo sobre minha pessoa tão importante. Quando então ao meu lado um garotinho de 13 anos, o meu o meu mais

a. E eu naquela hora subindo aquela sensação de orgulho, de vaidade, de ver minha mãe falando algo sobre minha pessoa tão importante. Quando então ao meu lado um garotinho de 13 anos, o meu o meu mais velho, jogando uma bolinha para cima, olhando com muita ternura para o ar, diz então pra minha mãezinha: "Vovó, venha morar aqui em casa uma semana pra senhora ver". Não foi um tapa na cara, foi na verdade um afago de meu filho me dizendo para que eu pudesse pensar com carinho que quando você aguenta alguém, alguém te aguenta também. indulgência no mais alto nível, que vai nos levar, então por fim ao perdão, que é o máximo da essência que nos permite perceber que quando vencemos e somos capazes então de ofertar o perdão, não é porque somos orgulhosos, é porque estamos do contrário, num processo de humildade tamanha que começamos então a abandonar o orgulho e entregarmos verdadeiramente a nossa compreensão à alma alheia. Dessa forma, quando conseguimos então compreender esses três itens, quando conseguimos de alguma forma ver essa grande promessa que fora desta caridade não há salvação, enquanto não aprendermos esses três elementos básicos, de alguma forma nós não conseguiremos atender aquilo que Jesus, voltando ao início de nossa conversa, já nos ensinava. Como posso adentrar o reino do céu, Senhor? Amarás a Deus de todas as suas, todo o seu coração, de toda a tua alma, de todas as suas forças. Amar ao teu próximo e amar a ti mesmo. Amar a Deus não há outra forma que não seja, na verdade, cuidando do outro. Os judeus já sabiam disso. Rezando, orando, louvando e tendo sempre o espírito de gratidão pela vida que que temos, é um caminho para estarmos de alguma maneira amando a Deus. O próximo basta nos lembrarmos. Somos capazes de ouvi-lo com atenção. Hoje, quantos cursos dão cursos de oratória, mas poucos cursos falam para nós sobre escutatória nos dizeres de Ruben Alves. Aprendi também muito com meus filhos a ouvir o próximo, porque os filhos começam a falar algumas coisas e

os de oratória, mas poucos cursos falam para nós sobre escutatória nos dizeres de Ruben Alves. Aprendi também muito com meus filhos a ouvir o próximo, porque os filhos começam a falar algumas coisas e nós já dizemos: "Aham, aham, eu sei, eu sei, eu sei o que você tá querendo, eu sei o que você tá dizendo, eu sei o que você tá pensando antes mesmo dele dizer." Para aqueles que são trabalhadores de mesas em trabalho em grupos mediúnicos, sabem do cuidado, do zelo que é importante ter para ouvir os espíritos que estão falando. Quando queremos dar respostas prontas, queremos doutrinar de alguma forma, já de antemão não damos a oportunidade daquele espírito dizer o que está sentindo. No mundo de hoje, nós precisamos de bons escutadores, pessoas que saibam entender o outro para que saibam o que falar para o outro. Isso é um bom caminho para amar o próximo e amarmo-nos a nós mesmos, visitarmos os nossos próprios defeitos, assumirmos com todo o carinho, sem nenhum receio, sem nenhuma mágoa e dizermo-nos: "Sim, sou impaciente, sim, sou orgulhoso? Sim, sou vaidoso, sem nenhuma percepção de maldade, mas do contrário, de encontrar-se consigo mesmo para agora sim começar um novo processo. Joana deângeles sempre vai ressaltar-nos o valor e a importância, assim como Dr. Yung, das nossas sombras. Recentemente no no nosso grupo de pais, como bem lembrado pela nossa amiga Sônia aqui, falamos sobre a raiva e muitos dos pais mencionaram: "Eu quero eliminar a raiva do meu coração". Nada mais improdutivo e difícil de fazê-lo, porque a raiva é um sentimento, no final das contas, dos mais arraigados a todos nós. Do mesmo jeito que eu sinto raiva de alguém, o que é errado é a violência, é a cólera. Lá está o orgulho e a vaidade, mas a raiva. Basta eu perguntar aqui, quem nunca foi aqui para a academia na força do ódio? Quem aqui nunca se levantou para ir fazer uma prova cheio de rancor, mas eu vou para poder tirar 10 prova. Esse é o sentimento de raiva que nos faz caminhar, que nos faz andar. Não há nada

ça do ódio? Quem aqui nunca se levantou para ir fazer uma prova cheio de rancor, mas eu vou para poder tirar 10 prova. Esse é o sentimento de raiva que nos faz caminhar, que nos faz andar. Não há nada contrário. Mas quando começamos então a bem utilizá-lo sem o sentimento, sem o comportamento, por exemplo, da violência ou da cólera, começamos a perceber então que da mesma maneira o amor pode se manifestar não apenas com ternura, doçura e grandeza, também vai se manifestar muitas vezes no momento da dor. vai se manifestar no dia da falta, da ausência, da incompletude, que são os dias em que nós vamos perceber então quando caminharmos, olharmos para trás e pensarmos: Deus estava me amando naquele dia e eu é que ainda não havia percebido? No final das contas, meus amigos, o grande recado para todos nós é a pergunta que Jesus faz e torna embaraçosa a situação para esse doutor da lei na parábola do bom samaritano. Quando voltamos à parábola para fechar a ideia dela e a nossa conversa de hoje, Jesus então após toda essa narrativa, faz uma pergunta que muitas das vezes passa desapercebida às nossas leituras, aos nossos olhos e aos nossos corações. Quando lá estava, então, que termina a parábola, Jesus olha para o doutor da lei e pergunta-lhe: "Qual dos três foi o próximo daquele que estava deitado?" Vejam que não é uma pergunta qualquer, porque se eu perguntasse para todos nós aqui agora, quem é o meu próximo? Provavelmente nós diríamos: "Todo mundo, a humanidade inteira, o meu parente mais próximo, mas também aquele mais distante, aquele da rua. Todos são meus próximos. Quem eu puder auxiliar, eu vou auxiliar. A pergunta de Jesus não é quem é o meu próximo? A pergunta de Jesus é mais ou menos de quem eu estou sendo o próximo? Quem eu estou amando, que é todo mundo, eu já sei que eu preciso amar. Mas quem eu estou verdadeiramente amando? Muitas das vezes não estamos conseguindo sequer os de casa. O que dizer dos de fora? O que dizer dos distantes? O que dizer dos que nem conhecemos? Somos 8

r. Mas quem eu estou verdadeiramente amando? Muitas das vezes não estamos conseguindo sequer os de casa. O que dizer dos de fora? O que dizer dos distantes? O que dizer dos que nem conhecemos? Somos 8 bilhões encarnados e segundo Emmanuel temos outros mais 20 bilhões desencarnados. Quantos desses, na verdade, somos capazes de ofertar a nossa própria camisa porque queremos, não porque devemos. Quantos desses seremos capazes de vermos desnudo ao chão e irmos ao encontro, oferecer níveis diferentes de solidariedade e não apenas jogarmos uma moeda e seguirmos adiante. O mandamento maior é um convite para que no meio de todos os sabores da existência, todas as dificuldades, nós comecemos a pensar hoje como estou me comportando diante do próximo, como estou me comportando diante dos pequenos e sabores e também dos grandes que relacionam-se com as pessoas e comigo também. E para não encerrar com palavras minhas, que certamente seriam muito pequenininhas, deixo aqui um pequeno trecho, uma lembrança carinhosa de Maria Dolores, sempre linda, espetacular, especial na psicografia de Chico Xavier, a dizer-nos um pouquinho sobre esse amor, contando-nos como vai ser a festa do amor. E diz-nos assim a nobre senhorinha: "Enquanto o mundo lá fora suporta rude de tormenta sob discórdia violenta, que sombra e angústia deram neste pouso de esperança, artistas e benfeitores espalham bênçãos e flores, que afastam a dor da terra, tantos convites à paz, que a fé reúne e condensa para que a paz brilhe e vença. reconforta-nos ouvir notando a vossa bondade em que me inspiro e comovo. Sentimos Jesus de novo. No presente e no por vir, soubestes ler a mensagem da natureza divina. O sol jamais raciocina para dar luz e calor. A fonte serve sem paga. O ar é um brinde opulento que verte do firmamento em oceanos de amor. As árvores generosas, tanto aos homens quanto aos brutos, entregam seus próprios frutos. Diferentes tais quais são os pássaros onde surgem, usando requinte de arte, exaltam em toda parte a força da

r. As árvores generosas, tanto aos homens quanto aos brutos, entregam seus próprios frutos. Diferentes tais quais são os pássaros onde surgem, usando requinte de arte, exaltam em toda parte a força da criação. Também vós no excelso câmbio do bem que traz a alegria, que sobretudo alivia tantos pais e tantas mães. Guardai convosco os prodígios na química do talento que amparam o sofrimento, trocando rosas por pães. Asestes com bondade no fulgor da inteligência a luz da beneficência. Corações amados meus, a vossa festa de auxílio tão só por si nos revela que a vida é sempre mais bela, buscando as bênçãos de Deus. que nós possamos buscar essas bênçãos de Deus, reconectando-nos com essa centelha de amor. Que nos lembremos quando perdermos a paciência, quando fomos testados em nosso orgulho, em nossa vaidade, de que de fato estamos gravitando ao lado das pessoas mais importantes que precisamos para essa existência. Elas podem estar sentadas aqui neste ambiente, onde todos nós daqui um pouquinho vamos nos reunir para rezarmos juntos. E alguém dentre nós pode ser aquele dínamo de energia com tamanho amor que nós vamos sentir essa presença e vamos para casa então levar um pouco disso para os nossos. Ao chegar lá é que será o grande desafio. Enquanto estamos aqui, estamos todos irmanados no mesmo sentimento nobre que esse salão nos proporciona. Quando pisarmos lá fora, é que será o convite, então. E vamos nos lembrar da pergunta: "Senhor, o que preciso fazer para entrar no reino dos céus?" Eu espero que todos tenham guardado a mensagem para que eu não precise repeti-la e cansar os vossos ouvidos já cansados de me ouvir nessa hora. Eu agradeço de coração e desejo a todos uma ótima noite e que saibamos cuidar desse mandamento maior em nossos corações. Agradecemos a colaboração do nosso irmão Rômulo, entre outros trabalhadores também dessa casa, entre outros serviços. Mensagem muito importante, né, pessoal? É colhedora, esclarecedora, como sempre. Vamos nos preparar pro passe, ouvindo a

ão Rômulo, entre outros trabalhadores também dessa casa, entre outros serviços. Mensagem muito importante, né, pessoal? É colhedora, esclarecedora, como sempre. Vamos nos preparar pro passe, ouvindo a música que será tocada, tentando nos conectar com a nossa espiritualidade amiga. Ка. Senhor, convidamos nossos irmãos e irmãs passistas se posicionarem no salão e todos que estão aqui presente, que sintam confortável, que fechem os olhos e tome uma respiração calma e profunda. Ó Senhor, nosso Deus, Deus eterno e todo- poderoso, Pai amado, inteligência primeira e suprema, infinita bondade, infinita justiça, rogamos a vós, ó Senhor, a sua paz e a sua misericórdia. Derrame sobre nós, ó Senhor, a sua luz e permita que os ensinamentos do Mestre Jesus encontre em nossos corações o terreno fértil para se multiplicar. Que possamos, Senhor, cooperar conforme as nossas capacidades para a transformação do mundo em que vivemos, melhorando-os de forma caridosa e fraterna. Mestre Jesus, fazei de cada um dos que estão aqui presentes instrumentos de vosso amor. Percebam uma luz alva e tranquila diante de vocês. Vamos todos juntos mentalizar. A expansão harmoniosa dessa luz diante de nós. Essa luz toma todo o espaço deste auditório, inundando-nos a todos. Juntos imaginemos essa luz transbordando para além de nossa casa espírita, tomando as ruas, as casas e as cidades a partir da nossa cidade Goiânia, expandindo para todo o nosso estado, continuando para o nosso país e além de suas fronteiras. Imaginemos o nosso planeta agora envolto nessa luz, nessa luz alva, clara, bem fazeja, inspirado por Cristo e por seus exemplos. Ó Senhor, muito obrigado, muito obrigado pelas maravilhas que todos os dias realiza em nossas vidas. Assim, irmãos e irmãs, retornemos para a posição que nos encontramos, cheios de energia, satisfação e especialmente de amor. que as palavras pronunciadas hoje nesse salão possam nos acompanhar em nossas casas, trabalhos, ofícios, nas atividades mais diversas que tenhamos à frente.

nergia, satisfação e especialmente de amor. que as palavras pronunciadas hoje nesse salão possam nos acompanhar em nossas casas, trabalhos, ofícios, nas atividades mais diversas que tenhamos à frente. Jesus está conosco e nele podemos sempre confiar. Esteja conosco, mestre, hoje e sempre. Que assim seja. Boa noite a todas e todos. Agradecemos a presença de cada um de vocês. Vocês são sempre muito bem-vindos. Convidamos a todos a tomar água fluidificada aqui na frente e esperamos nos ver na próxima quinta. Vamos com Deus e boa noite. Что?

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