NO PARAÍSO [Paz na Alma]

Comunhão Espírita de Brasília 21/05/2025 (há 10 meses) 3:12 342 visualizações

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Transcrição

no paraíso. E respondeu-lhe Jesus: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso." Lucas, capítulo 23, versículo 43. À primeira vista, parece que Jesus se inclinou para o chamado bom ladrão através da simpatia particular. Mas não é assim. O mestre, nessa lição do Calvário, renovou a definição de paraíso. Noutra passagem, ele mesmo asseverou que o reino divino não surge com aparências exteriores. Inicia-se, desenvolve-se e consolida-se em resplendores eternos no imo do coração. Naquela hora de sacrifício culminante, o bom ladrão rendeu-se incondicionalmente a Jesus Cristo. O leitor do Evangelho não se informa com respeito aos porfiados trabalhos e às responsabilidades novas que lhe pesariam nos ombros, de modo a cimentar a união com o Salvador. Todavia, convence-se de que daquele momento em diante o ex-malfeitor penetrará o céu. O símbolo é formo e profundo e dá a ideia da infinita extensão da divina misericórdia. Podemos apresentar-nos com voluma, bagagem de débitos do passado escuro ante a verdade. Mas desde o instante em que nos rendemos aos desígnios do Senhor, aceitando sinceramente o dever da própria regeneração, avançamos para a região espiritual diferente, onde todo julgo é suave e todo fardo é leve. Chegado a essa altura, o espírito endividado não permanecerá em falsa atitude beatífica, reconhecendo acima de tudo, que com Jesus o sofrimento é retificação, e as cruzes são claridades imortais. Eis o motivo pelo qual o bom ladrão naquela mesma hora ingressou nas excelitudes do paraíso. Emanuel pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. Pão nosso.

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