Mediunidade e Obsessão em Crianças

Estudantes do Evangelho TV 11/02/2026 1:54:21

Seminário com Wellerson Santos

Transcrição

fora. A gente tava conversando com o pessoal de Pameria ali fora. Tem muita gente querida aqui. Eu espero que vocês se sintam muito à vontade e que gostem dessa nossa programação de hoje, que é um tema bem recorrente, necessário, porque a gente tem tido muitos casos desse tipo nas nossas casas, né? Eu quero também cumprimentar o pessoal que está nos assistindo e nós vamos iniciar. Eu dei uns 10 minutos de tolerância porque nós estamos com muitas vias interditadas hoje. O período é carnaval. pessoal tá sentindo uma dificuldade para chegar aqui, mas a gente não pode atrasar muito, né, porque nós temos uma programação. Antes de fazer a nossa leitura e a prece, eu vou dar só alguns avisos. Eh, vocês receberam uma lembrancinha da casa. Dentro dessa lembrancinha vocês têm um três papeizinhos colados aí na mensagem e uma caneta que é para vocês fazerem as perguntas. fazendo as perguntas, é só levantar a mão e um de nós com a camisetinha vai buscar as perguntas com vocês, tá bom? Vamos deixar, vamos vendo os assuntos, falando, não deixar para fazer de última hora, porque a gente precisa selecionar as perguntas, aquelas que são muito parecidas, né, para não ficar repetitivo, tá bom? Ah, o Wellon vai fazer a exposição dele iniciando agora até às 16 horas e nós teremos, teríamos 30 minutos para perguntas, mas nós vamos ter só 20. Dá tempo de fazer muita pergunta e responder muito. Ele é muito objetivo quando ele vai responder pra gente, tá bom? E os 10 minutos finais ele vai fazer o encerramento pra gente, tá certo? Acredito que eu tenha dado todos os avisos. Mais uma vez muito felizes nós estamos por receber todos vocês aqui. O ar condicionado tá bom também? Não tá muito frio, tá tudo OK? Então tá. Então vamos fazer uma leitura preparatória do livro Palavras de Vida Eterna, uma mensagem de Emanuel intitulada Alimento Verbal. Mas a sabedoria que vem do alto é primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos. Tiago, capítulo 3, versículo 17.

Emanuel intitulada Alimento Verbal. Mas a sabedoria que vem do alto é primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos. Tiago, capítulo 3, versículo 17. Encontrarás a frase a frase brilhante repontando de toda parte. Empregaram-nas cientistas eméritos, articulando as interpretações que lhes vêm à cabeça. Tomaram-la filósofos variados para a exaltação dos princípios que exposam. Usam-na os sofistas de todas as procedências para expressarem as ideias que lhe são próprias. Apoam-se dela artistas diversos, colorindo as criações que lhes fluem da alma. Entretanto, é preciso recebê-la na pauta do discernimento justo. Há frases seguras e primorosas, ocultando imagens repelentes, assim como tecidos de ouro e pérolas escondendo o monturo. Examina o campo que te fornece alimento verbal. Seja na escrita de mãos hábeis ou na fala de pessoas distintas, assinala o que recolhes. A inspiração do alto nasce na fonte dos sentimentos puros. Busca a edificação da paz através do equilíbrio e da afabilidade para com todos. Manifesta-se no veículo da compreensão fraternal, exprimindo misericórdia e produz bons frutos onde esteja. Não te enganes com discursos preciosos. muita vez desprovidos de qualquer sinal construtivo. É possível não consigas identificar de pronto as intenções de quem fala. Entretanto, podes observar os resultados positivos da ação de cada conversador e pelos frutos que pendem na árvore da vida de cada um, sabes perfeitamente a escolha que te convém. Então vamos elevar a Deus os nossos pensamentos, agradecendo pela oportunidade de estarmos aqui, pela bênção do conhecimento que chega através do estudo, do trabalho de outros companheiros de doutrina que se dedicam a nos ensinar, que se dedicam a trazer a boa nova para os nossos corações, clareando as nossas mentes e enriquecendo também as nossas tarefas nas nossas casas com os nossos frequentadores, com as famílias, com os jovens, com as crianças, enfim, Senhor, que a oportunidade do serviço não nos

ssas mentes e enriquecendo também as nossas tarefas nas nossas casas com os nossos frequentadores, com as famílias, com os jovens, com as crianças, enfim, Senhor, que a oportunidade do serviço não nos falte e que nós procuremos sempre nos aprimorar para que esse trabalho feito com amor possa gerar os frutos do amor no coração de cada um. Agradecemos a espiritualidade amiga que aqui se encontra, que vem junto conosco para estudar também, para nos inspirar e pedimos a permissão dos mentores da nossa casa, dos mentores do nosso facilitador para que nós iniciemos o nosso trabalho, dizendo graças a Deus e a Jesus. Muito bem, nós vamos receber aqui o nosso muito querido Elerson Santos, mineirinho, né, que gosta de um pão de queijo, vem lá de Belo Horizonte. Ele tava me contando hoje no almoço que ele frequenta o Centro Espírita Irmã Sheila há 29 anos, tem uma história bonita, é também membro do Fraternidade Sem Fronteiras e ele vem aqui hoje nos apresentar um trabalho muito importante, muito interessante intitulado Mediunidade e Obsessão em Crianças. Nós temos um livro sobre esse assunto que é o livro da Sueli Caldas Schubert, só que tá em falta na editora, então por isso nós não podemos trazê-lo aqui hoje para que vocês conhecessem ou até adquirissem aqui na nossa livraria, mas já ficam sabendo. E uma outra coisa que eu esqueci de falar antes, estão todos convidados para permanecer aqui depois do nosso seminário, porque nós teremos um lanche ali, tá? um lanche para que a gente possa se abastecer fisicamente também depois de se abastecer espiritualmente. E em seguida outra palestra, olha só que que tarde abençoada, né? O o Wellerson também vai fazer a nossa palestra de hoje às 17:30. Tá bom? Muito obrigada pela atenção de vocês. Palavra é sua, Elerson. Meus queridos amigos, companheiros de Ideal Espírita, boa tarde. >> Boa tarde. Que as bênçãos de Jesus continuem envolvido os nossos corações em muita paz, muita harmonia. É uma alegria estar de volta aos Estudantes do Evangelho

heiros de Ideal Espírita, boa tarde. >> Boa tarde. Que as bênçãos de Jesus continuem envolvido os nossos corações em muita paz, muita harmonia. É uma alegria estar de volta aos Estudantes do Evangelho para juntos realizarmos este seminário. De nossa parte, tudo faremos para que essa tarde que vamos passar daqui juntos possam ser o mais agradável possível, buscando à luz da doutrina espírita compreender um pouco mais acerca dos processos da mediunidade obsessão em crianças. possamos juntos refletir, meditar e compreender acerca desse assunto. As páginas do Evangelho narram que Jesus encontrava-se no Monte Tabor, acompanhado de três dos seus apóstolos, Simão Pedro, Tiago Maior e João. Eles haviam passado toda a madrugada ali, o dia já havia amanhecido. E Jesus disse que era necessário descer, porque estavam necessitando dele. Lá embaixo, no só pé do monte, os nove apóstolos, seguidores de Jesus encontravam-se um tanto quanto aflitos. Na ausência do mestre, eles foram procurados por um pai que trazia nos seus braços o filho jovem, lunático, epiléptico, que ora caía no fogo, ora caía na água, sem se afogar e sem se queimar. Ele houvera escutado falar de Jesus e viera com a esperança de que o meigo rabi pudesse auxiliá-lo e também a sua família. Na ausência do meigo rabi, os apóstolos que já haviam aprendido com Jesus que eles poderiam fazer tudo aquilo que ele fizera e muito mais, vós sois deuses. Começaram a utilizar da mesma metodologia que Jesus havia ensinado. Bartolomeu impôs as mãos sobre o jovem e bradou. em alta voz: "Eu te ordeno, em nome de Deus, sai dele." Também aproximou-se Judas Sadeu. E Judas Sadeu, com a voz firme: "Retorne do lugar onde veio, vá às genas, onde há sofrimentos e dores." E por mais que eles tentassem, o rapaz, ao invés de melhorar, piorava, debatia-se no chão. E o pai, que tudo assistia, mantinha-se muito tranquilo, sereno, como se aquela cena fizesse parte do seu cotidiano. Os nove apóstolos chegaram mesmo a fazer um círculo em volta do jovem.

-se no chão. E o pai, que tudo assistia, mantinha-se muito tranquilo, sereno, como se aquela cena fizesse parte do seu cotidiano. Os nove apóstolos chegaram mesmo a fazer um círculo em volta do jovem. para orar, para bradar aos céus auxílio sem alcançar os seus intentos. Chegaram mesmo a questionar onde estava Jesus nos momentos em que eles mais precisavam. Agora, o dia começava a amanhecer. Durante toda a madrugada todos eles sentaram a auxiliar. Quando Jesus descia pela encosta do monte Tabor e o Pai que avistou Nazareno, sem psanejar, correu em direção ao meigo Rabi, ajoelhou-se aos seus pés e lhe disse: "Senhor, tem piedade de mim e do meu filho. E tu crê que eu posso curar o teu filho? Eu creio, Senhor. Trouxe-o para que pudesse curá-lo. Teus seguidores tentaram de tudo e não conseguiram. Eu creio que o Senhor pode fazer algo por nós, mas ajude-me na minha credulidade. E Jesus, então, de forma muito tranquila, disse a ele: "Vá e traga o seu filho". Ele correu, tinha os braços muito fortes, tomou nos seus braços o jovem e trouxe a presença de Jesus. Os nove apóstolos vieram correndo para estar também em volta. Jesus percebeu que aquele rapaz estava acompanhado de um espírito que o atormentava, que o subjugava nas malhas da obsessão. E descendendo as suas mãos, Jesus disse: "Eu te ordeno, sai dele". E naquele exato momento, o espírito se afastou. O jovem recobrou a lucidez. O pai encheu-se de alegria. Pai e filho se abraçaram chorando. Beijaram as mãos de Jesus agradecendo e os dois começaram a andar no deserto, afastando-se de Jesus e dos apóstolos. Quando eles se foram, pai e filho, os nove apóstolos que haviam tentado de tudo para poder auxiliar aquele rapaz, estavam em si mesmos. Eles haviam feito exatamente como Jesus havia ensinado, porque não conseguiram? E logo questionaram a Jesus o porqu não curaram o rapaz na sua debilidade. E Jesus então traz mais um ensinamento para todos nós. Em verdade, em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda,

aram a Jesus o porqu não curaram o rapaz na sua debilidade. E Jesus então traz mais um ensinamento para todos nós. Em verdade, em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, seriais capazes de transportar montanhas. Além do que para muitos espíritos é necessário jejum e oração para podermos alcançar os objetivos. E o mestre silencia, deixando que os seus seguidores pudessem refletir. E a cura do jovem lunático, do jovem epilético, transformou-se em uma das 27 curas realizadas por Jesus, que se encontra nas páginas do Evangelho. No dia de hoje, quando nós somos convidados a meditar sobre mediunidade, obsessão em crianças, nós recorremos às páginas do Evangelho, porque Jesus sempre será para todos nós uma referência. os direcionamentos seguros para nós lidarmos com os mais diferentes tipos de problemas e de aflições que batem à nossa porta. No universo infantil e juvenil há muitos desafios. Nós que somos pais, educadores, evangelizadores, que de alguma forma lidamos com crianças e jovens, temos tido grande dificuldade em diversos setores, no comportamento emocional, psicológico, espiritual. Quando nós observamos um grupo de crianças, nós vamos notar grandes diferenças. Pode ser que aquelas crianças sejam da mesma família, primos, irmãos, até gêmeos univitelinos, que embora tenham a semelhança física, são bem diferentes no comportamento, na personalidade. Um grupo de crianças, cada qual terá as suas escolhas, cada qual terá a sua personalidade. E muitos psicólogos, pedagogos, estudiosos comportamento humano e até pediatras t se debruçado para entender este universo infantil, as causas dessas diferenças, dessa diversidade. Alguns cogitam que isso deriva da hereditariedade, trazendo junto consigo o resultado da educação que tiveram dos seus pais, do meio em que cada um vive. Outros dizem que são resultado do ambiente de aprendizagem, da convivência com outros da sua mesma idade, seja na escola, seja no ambiente social. Mas todos estes estudiosos

meio em que cada um vive. Outros dizem que são resultado do ambiente de aprendizagem, da convivência com outros da sua mesma idade, seja na escola, seja no ambiente social. Mas todos estes estudiosos querem chegar a um denominador comum, o porquê da diferença da personalidade das crianças e dos jovens. E a doutrina espírita, ela nos traz a chave deste enigma, nos traz a resposta que faz compreender tantas diversidades do mundo. Quando nós entendemos que uma criança, um jovem é um espírito reencarnado, é um ser imortal. Aliás, esse conceito ele precisa ficar bem fixo na nossa mente, porque hoje em nosso seminário, nós vamos trabalhar a questão do espírito imortal. Quando nós vemos ali uma criancinha de colo que parece um anjo de Deus, que foi colocado na nossa família, ali está um ser que traz todas as suas conquistas positivas e negativas. é um espírito que traz as suas tendências que vão ser manifestadas no transcorrer da sua vida. E o período da infância, diz o benfeitor espiritual Emanuel no livro Consolador. É o período mais fácil do espírito ser moldado pelos seus pais, pelos responsáveis, pelos educadores. são mais aptos, mais abertos a receberem informação, de forma que nós, que somos os responsáveis pela criança, temos então a incumbência, a tarefa de incentivar as qualidades e virtudes e tolher as más tendências que vão sendo apresentadas no transcorrer da vida daquele indivíduo. O fato é que quando nós nascemos, todos nós indistintamente temos uma programação espiritual. Antes de nascermos, a grande maioria de todos nós participamos de reuniões do mundo espiritual, junto de benfeitores que são responsáveis pela nossa reencarnação. E nessas reuniões nós traçamos os movimentos da nossa vida. as experiências pelas quais nós vamos passar, as provas e expiações que nós vamos ter. Muitas vezes solicitamos muito e os benfeitores ponderam. Dizem que não temos condições de vivenciar aquela experiência, sugerem outras experiências e vão aos poucos moldando a nossa existência

s ter. Muitas vezes solicitamos muito e os benfeitores ponderam. Dizem que não temos condições de vivenciar aquela experiência, sugerem outras experiências e vão aos poucos moldando a nossa existência física até o momento em que nós reencarnamos. E durante a nossa existência, pela nossa liberdade de escolha, essa programação, ela pode ser alterada para pior ou para melhor, a depender dos nossos direcionamentos. A benfeitora Joana de Ângeles por meio de Divaldo Franco no livro Plenitude, ela diz que os sofrimentos humanos pelos quais nós passamos aqui na Terra, eles se apresentam em duas distintas experiências: provação e a expiação. Nós ainda vivemos um mundo de provas e expiações. E ambas as experiências, elas têm o objetivo de nos educar, de provar a nós mesmos as nossas conquistas. Através das provas, nós percebemos aquilo que somos, aquilo que nós já conquistamos, que já aprendemos. E através das expiações, nós depuramos os nossos erros do passado, buscando o nosso aprendizado, o nosso crescimento espiritual. Cada um de nós, conforme a nossa necessidade, teremos a nossa programação. E nesse processo da nossa existência, em que vão surgindo tantas experiências, convites da vida para o nosso crescimento, surgem problemas de enfermidades, ora surgem problemas de convivência familiar, surge experiências e fenômenos na mediunidade. Diversas são as possibilidades que chegam até nós durante a nossa existência, que nunca devem ser encaradas como um castigo. Porque muitas vezes nós espíritas temos essa visão equivocada da reencarnação, que nós nascemos para pagar e nenhum de nós temos uma dívida para com Deus. Deus não é um agiota que fica sentado no seu trono cobrando juros dos seus filhos errantes, ignorantes. Deus nos dá a responsabilidade de colher os frutos da nossa semeadura. E, portanto, as experiências pelas quais nós passamos, elas têm uma razão de ser. E nós só vivenciamos se temos condições de superá-las, porque senão Deus seria injusto de nos trazer uma experiência

. E, portanto, as experiências pelas quais nós passamos, elas têm uma razão de ser. E nós só vivenciamos se temos condições de superá-las, porque senão Deus seria injusto de nos trazer uma experiência que bate a porta, cuja situação é uma sobrecarga demais sobre os nossos ombros e não vamos conseguir encontrar ali a nossa redenção. as experiências difíceis, elas surgem no período da infância e da adolescência. Isso nos incomoda um pouco mais, porque na fase adulta nós já estamos formados à nossa personalidade, no nosso caráter, no dizer popular. Já estamos descolados com a vida. Já tivemos diversas experiências que nos trouxeram ali maneiras de vivenciarmos a experiência de maneira diferente. Mas quando se dá em uma criança inteidade, em um jovem que está no auge das suas conquistas, isso incomoda a sociedade de uma forma geral e até mesmo a nós espíritas. Porque quantos pais e mães aqui presentes, educadores, vivenciando a experiência dentro de casa com uma criança, não questiona, mas por quê? Nossa, é um anjinho. Nossa, é um espírito tão bom que está conosco aqui na nossa casa, porque logo com ele ele é muito inocente, não está preparado para viver essa experiência. Então, é preciso nós alargarmos a nossa mente e entendermos o que a doutrina espírita nos explica, nos falando a respeito da lei de causa e efeito, da lei da reencarnação, da existência de Deus, do plantio, da semeadura e da colheta. Tudo isso vão nos dando bases para nós vivenciarmos a experiência. É óbvio que quando a situação ocorre dentro da nossa casa, causa às vezes a compaixão. Porque ver uma criança em sofrimento gera em nós aquela vontade de retirar com as próprias mãos, como o pai da história que nós contamos, que carregava o filho pelas estradas, tentando encontrar o auxílio a pais e mães, que seriam capazes de dar a sua vida para salvar a vida de um filho. Mas quando um filho está doente, por exemplo, não adianta os pais quererem tomar o remédio para ele, porque não adiantará. Se a criança precisa tomar benzetacil,

a vida para salvar a vida de um filho. Mas quando um filho está doente, por exemplo, não adianta os pais quererem tomar o remédio para ele, porque não adiantará. Se a criança precisa tomar benzetacil, e quem já tomou sabe quanto dói. Os pais sabem que é necessário, mas não adianta os pais somarem pra criança, porque é a criança que precisará passar por aquela experiência para a sua cura. Assim também se dá nos diversos aspectos da nossa existência. Todos nós somos doutados de diversas faculdades. A inteligência, a capacidade de raciocínio, de pensar, a nossa força de vontade, a nossa memória. E temos uma faculdade que é um atributo da alma e também uma predisposição orgânica, que é a mediunidade. A benunidade, ela sempre esteve presente na história da humanidade desde que o homem surgiu aqui na Terra. Somente com Allan Kardec no ano de 1861, quando ele lançou o livro dos médiuns, é que a mediunidade seria compreendida de forma mais plena, mais aprofundada. Nós podemos dizer, sem sombra de dúvida, que o nosso codificador deu dignidade a nós que somos médiuns. Aliás, o termo foi criado por ele, orientado pelo espírito de verdade, médium intermediário, ponte, aquele que liga o mundo espiritual com o mundo material, os chamados vivos com os chamados mortos. Por meio deste livro extraordinário, nós encontramos diretrizes seguras para exercermos a mediunidade com responsabilidade. Mas para que a doutrina pudesse ser codificada, surgisse no mundo, com a sua publicação de O Livro dos Espíritos a 18 de abril de 1857, ocorreram fenômenos que alardearam o mundo. E estes fenômenos que iniciaram para que o espiritismo surgisse deram com crianças. Quando em Heidesville, no rio condado de Wayne, nos Estados Unidos, uma família protestante mudou-se para uma casa de madeira. Eles estavam acompanhados os pais de duas crianças, Caerine de 13 anos e Margarete de 11, duas meninas. O casal tinha uma terceira filha chamada Lea, que já era mais velha e casada. E quando eles mudaram para essa casa, a casa era

ais de duas crianças, Caerine de 13 anos e Margarete de 11, duas meninas. O casal tinha uma terceira filha chamada Lea, que já era mais velha e casada. E quando eles mudaram para essa casa, a casa era tida como mal assombrada. Protestantes, eles acreditavam que era o diabo que estava ali dentro. Então eles oravam fervorosamente para que o diabo saísse. A casa tinha estalidos, escutavam aquelas batidas que ocorriam nas paredes de madeira. E quanto mais eles oravam, mais as batidas se faziam escutar. Um dia pela madrugada, a senora Fox, a mãe das meninas, acordou assustada porque viha um barulho muito estranho do quarto das pequenas. Quando ela chegou, as duas meninas, típico das crianças, estavam assentadas sobre a cama sorrindo. Elas se assustaram quando a mãe chegou e dona Fox perguntou às filhas: "Mas o que está acontecendo aqui? Veja, mamãe, nós nos comunicamos com o Senhor perrachado. Era como elas chamavam, aquela força invisível, o diabo, o Satanás. Como que vocês se comunicam com essa força, minhas filhas? Veja, mamãe. E uma delas contou um, 2, 3, e as batidas se fizeram 1 2 3. A outra disse: "Repita o mesmo número de palmas que eu vou dar". E ela deu duas palmadas, duas batidas. Quatro palmas, quatro batidas. A mãe ficou assustada e então perguntou: "Se nós chamarmos os vizinhos, a força continuará se comunicando?" E um estrondo se fez, como a dizer que sim. Como a vizinhança não gosta da vida alheia, todos eles vieram no dia seguinte. A casa ficou super lotada e eles começaram a se comunicar com o demônio, porque era o demônio, mas queriam saber, queriam perguntar. E eram perguntas inteligentíssimas. Eu vou me casar, eu vou ter filhos? Eu vou ser feliz? O que vai ser da minha vida? Sempre com a resposta: sim, uma batida. Não, duas batidas. Este fenômeno na casa da família Fox, ocorrido com duas crianças, percorreu o mundo. O noticiário começou a falar de Raidesville. Muitas pessoas iam visitar a casa dos protestantes e entre eles um inglês chamado Isaac Poste, que ao visitar a casa achou

uas crianças, percorreu o mundo. O noticiário começou a falar de Raidesville. Muitas pessoas iam visitar a casa dos protestantes e entre eles um inglês chamado Isaac Poste, que ao visitar a casa achou estranho o fenômeno e decidiu estudá-lo. E ao estudar, num sistema em que ele perguntava e as respostas se davam por meio do alfabeto, ele falava as letras do alfabeto e quando era letra para formar a palavra que desejavam, eles batiam. demorava muito para escrever uma palavra, uma frase e muito mais, mas ele descobriu que se tratava de um espírito. Não era o Satanás, era Charles Rosman, um mascateiro que havia sido assassinado naquela casa por moradores anteriores, que estava ali para comprovar a imortalidade da alma. E como um meteório luminoso, este fenômeno se espalhou pelo mundo em diversos países, chegando até Paris na França, na época de 1850, em 1851, quando ocorria o fenômeno das mesas girantes. Sem que ninguém colocasse as mãos, as mesas bailavam, tocavam no chão, respondendo também perguntas. e os saralos superlotados. As pessoas se divertiam com o fenômeno. Até que um professor educador e polite lon Denizar Rivaio foi convidado a participar de uma daquelas reuniões que ocorreu no mês de maio de 1855. E quando ele participou, ele encantado com o fenômeno, porque ele não poderia supor que uma mesa destituída de nervo, destituída de cérebro pudesse responder, ele decide estudar. E quando começa a estudar, descobre que eram os espíritos que podiam se comunicar inclusive através de algumas pessoas que eram chamados os médiuns. Então, surge a psicofonia, surge a psicografia. E dentre os médiuns utilizados por Kardec, o pseudônimo do professor Rivaio, haviam muitos jovens, para não dizermos crianças. Na família Bodan, por exemplo, haviam duas meninas de 13 e 14 anos que eram médiuns, recebiam as mensagens psicografadas. E a médium que revisava os textos psicografados, o espírito de verdade se comunicava através dela. Kardec tinha para com ela uma profunda ligação à senhorita Jafé,

recebiam as mensagens psicografadas. E a médium que revisava os textos psicografados, o espírito de verdade se comunicava através dela. Kardec tinha para com ela uma profunda ligação à senhorita Jafé, que tinha 15 anos de idade e pôde servir de intermediária do mais alto. Então, nós percebemos que na própria história do Espiritismo, nós encontramos fenômenos nas crianças e nos jovens, como a nos dizer que a mediunidade é uma faculdade natural. Todos nós somos médiuns, alguns de forma mais ensiva, outros nem tanto. A mediunidade não é uma propriedade da doutrina espírita. está presente no movimento carismático da Igreja Católica, no movimento protestante, no movimento espírita. A mediunidade surgem pessoas ricas e pobres, boas e más, espíritas e não espíritas, porque a mediunidade é neutra, ela não é boa e nem má. Quem dá destino é o médium nas escolhas que realiza para a utilização do fenômeno mediúnico. E ela pode surgir na fase infantil, na fase juvenil, na adultez dos anos e até mesmo na senectude. é mais raro, mas pode acontecer em pessoas já idosas a mediunidade eclodir, porque a mediunidade ela eclode quando há a necessidade do aprendizado daquele indivíduo, da sua família, daqueles que estão envolvidos naquele processo. É claro que quando a mediunidade eclode na época da infância e da juventude, os transtornos, os desequilíbrios são um pouco maiores por estarmos lidando com espíritos que estão momentaneamente no corpo infantil e juvenil, que precisam de uma atenção maior dos seus pais e dos educadores. Segundo Allan Kardec, o nosso codificador em o livro dos médiuns, não há uma idade precisa, determinada que seja melhor para a eclosão da mediunidade. Segundo o espírito de verdade, a eclosão ocorre quando do ponto de vista espiritual, não físico, do ponto de vista espiritual, aquele espírito reencarnado já está preparado para viver aquela experiência. E o espírito de verdade chega mesmo a dizer que há crianças de 12 anos de idade que lidam muito melhor com a

ta espiritual, aquele espírito reencarnado já está preparado para viver aquela experiência. E o espírito de verdade chega mesmo a dizer que há crianças de 12 anos de idade que lidam muito melhor com a inclusão da mediunidade do que alguém que está na fase adulta. Porque às vezes a mediunidade eclode na fase adulta, o indivíduo se desespera, se revolta, não sabe o que fazer e a criança lida muito bem com aquela experiência no seu cotidiano. Mas a mediunidade na fase infantil e juvenil, ela pode ocorrer de duas formas. de uma maneira natural, onde não ocorre sofrimento, onde a criança sabe lidar muito bem com o ouvir, com o ver, com falar, com o mundo espiritual, ou pode ocorrer em sua grande maioria de forma desequilibrada, conturbada, como uma maneira de convidar não apenas a pessoa que está vivenciando a experiência, como também a família para procurar o auxílio devido, porque as experiências são chamados também para nós virmos buscar as coisas de Deus. Lamentavelmente, no nosso planeta terrestre, na atual conjuntura em que nós vivemos, é a dor, o aguilhão que nos traz de volta ao caminho correto. Então, quando surge a aflição, é que nós buscamos as coisas de Deus. No livro já citado, o Consolador, Emanuel diz, em uma das questões, que até os 7 anos de idade, a criança está muito mais vinculada ao mundo espiritual do que ao mundo material. À medida que a criança vai se desenvolvendo, o perespírito vai se acoplando ainda mais ao corpo físico. O perespírito, todos nós sabemos, é o elo de ligação do espírito com o corpo físico. E nesse período até os 7 anos de idade, é muito comum as crianças terem de maneira natural esse contato com o mundo espiritual, verem familiares desencarnados, verem espíritos dentro de casa, perceberem a movimentação cujos olhos físicos dos demais não é capaz de notar. Essa presença espiritual, ela pode ser da mais variada. Sejam os benfeitores, sejam os anjos da guarda, os guias protetores daquela família, familiares desencarnados. É muito comum as crianças falarem de

a presença espiritual, ela pode ser da mais variada. Sejam os benfeitores, sejam os anjos da guarda, os guias protetores daquela família, familiares desencarnados. É muito comum as crianças falarem de avós desencarnados que elas não conheceram e verem dentro de casa, mas também espíritos menos felizes que atormentam a família. Geralmente os fenômenos se dão mais à noite. Por quê? Porque à noite nós entramos naquele estado já do descanso, de repouso. A nossa mente se prepara para o sono físico, relaxa e abrimos então esse contato com o mundo espiritual. Então, no período noturno, é muito comum correr desses fenômenos, a criança começar a gritar, a chorar, vendo essas entidades e esses espíritos ao seu entorno. Ocorrem também neste período o que a psicologia chama do amigo imaginário. É muito comum as crianças terem um amigo imaginário, que pode ser uma criação mental como pode ser um amigo espiritual. é uma linha muito tênue que separa uma coisa da outra, porque neste período da infância a ludicidade ela está presente. Todos nós já fomos crianças e recordamos muito bem quando nós brincávamos criando na nossa mente possibilidades, cidades, outras crianças brincando conosco, situações, tudo isso criado pela mente. não estava sendo vivenciado. Então, a criança, ela pode também criar este amigo imaginário com o qual ela brinca, ela conversa. Os psicólogos dizem que dos 5 aos 10 anos de idade, em 15 a 30% das crianças tem o amigo imaginário, criam na sua mente ou realmente vem estes espíritos ao seu redor, que é algo muito natural, mas que pode gerar desequilíbrio, porque nem sempre a família está preparada. Isso é muito curioso. Às vezes a criança lida bem com o fenômeno, os pais que não, ficam desesperados com a situação, ficam intranquilos, acham que a criança está tendo alguma problemática psiquiátrica, começam a entrar num furor diante daquela experiência. E se realmente cria-se esse ambiente, abre espaço para que as influências ocorram ainda mais, principalmente se se tratar de espíritos

quiátrica, começam a entrar num furor diante daquela experiência. E se realmente cria-se esse ambiente, abre espaço para que as influências ocorram ainda mais, principalmente se se tratar de espíritos menos felizes, inimigos à família, inimigos daquela criança reencarnada. Com o tumulto dentro de casa, os fenômenos ocorrem muito mais para gerar mais instabilidade para toda aquela família. muitas vezes aflitos e preocupados com a falta de informação. Qual é a primeira atitude que os pais tomam? Levar a criança no médico, no psicólogo, no psiquiatra. E estes profissionais nos merecem o mais profundo respeito. Realmente tem auxiliado a nossa sociedade a lidar com tantos fenômenos e dificuldades, enfermidades. Mas se o profissional que nós levamos, o nosso filho, ele é materialista e a ciência é materialista, se o profissional, psicólogo, psiquiatra, o médico, ele não tem uma visão holística da vida, se ele não é espiritualizado, se ele se fecha nas questões somente da razão, vai tratar do nosso filho, mas o tratamento será bem diferenciado, às vezes com medicamentos que vão atenuar ar, mas não vão melhorar o problema, porque a situação continua a ocorrer, fazendo com que muitas vezes as famílias procurem então a casa espírita, procure um ambiente que poderá orientá-los de uma forma mais tranquila, mais organizada, para poderem compreender aquilo que está sucedendo dentro da família. Nós podemos nos recordar, falando de mediunidade em crianças e obsessão, de uma história bastante conhecida, que foi levada inclusive aos cinemas, que é a história de Divaldo Franco. Divaldo nasceu no ano de 1927 em Feira da Santana e no ano de 1932, ele tinha 4 anos e meio. fenômenos mediúnicos começaram a ocorrer com ele, especialmente as visões e a audiência. A família extremamente católica não compreendiam absolutamente nada das questões espirituais. Ele estava brincando no quintal quando surgiu uma senhora muito bem vestida. Ela estava com uma saia que ia ao pé, uma blusa muito antiga com uma gola com laço.

utamente nada das questões espirituais. Ele estava brincando no quintal quando surgiu uma senhora muito bem vestida. Ela estava com uma saia que ia ao pé, uma blusa muito antiga com uma gola com laço. Trazia algo que brilhava no seu pescoço, que mais tarde Divald iria dizer ser um camafeu. Na linguagem infantil ele não sabia o que era. Uma coisa que brilhava. E então a senhora se apresentou para ele e disse: "Di chame a sua mãe porque eu quero lhe falar. Eu sou a sua avó, dona Maria Senhorinha. Divaldo não havia conhecido a sua avó, porque dona Maria Senhorinha havia falecido no parto da mãe de Divaldo. Dona Ana, quando nasceu, a mãe morreu e ela foi cuidada por uma irmã mais velha. Então, Divaldo gritou pela mãe que estava na cozinha quando dona chegou enxugando a mão no avental. Ele disse: "Mãe, essa senhora aqui quer falar contigo". A mãe dele olhou: "Meu filho, não é hora de brincadeira. Sua mãe está ocupada. Não, mãe, ela está aqui. A senhora não está vendo. De ser Maria senhorinha, a minha avó, a sua mãe." Ela disse: "Creia em Deus, pai". pegou no braço do menino e arrastou ele para a casa da sua irmã que morava em frente. Chegaram à casa de dona Edy Virges, a irmã mais velha que havia cuidado de Ana. E Ana, muito assustada diz: "E de Virges, Divaldo, está ficando louco". Diz que viu a nossa mãe, disse até o nome dela, dona Edires, mais tranquila. olhou para Edivaldo e disse: "Onde ela está, meu filho?" Ela ficou lá, nós íamos para cá. De repente ele disse: "Não, ela está entrando aqui". E então a tia perguntou: "Como ela é, meu filho?" E Divaldo descreveu. Diz que tinha um coque na cabeça, a saia no pé, a a blusa muito antiga com um laço e uma coisa brilhando. E de virges gritou: "É a nossa mãe, Ana. Fui eu quem coloquei este camafeu no cadáver dela. Ela foi sepultada desse jeito. E Divaldo entrou no transe mediúnico com 4 anos de idade e por meio dele a sua voz se comunicou. Ele não sabe quanto tempo, não sabe o que foi dito, que a sua família jamais contou para ele. As duas filhas não

entrou no transe mediúnico com 4 anos de idade e por meio dele a sua voz se comunicou. Ele não sabe quanto tempo, não sabe o que foi dito, que a sua família jamais contou para ele. As duas filhas não contaram nem depois da fase adulta o que dona Maria senhorinha havia dito. As duas estavam chorando muito quando ele retornou à consciência objetiva. Ainda nessa fase infantil, ele que via os espíritos era muito perseguido pelos seus coleguinhas da escola. começou a ver no quintal da sua casa o indiozinho que se dizia chamar Jaguaraçu e tornou-se o amigo fiel de Edivaldo. Eles brincavam de esconde esconde, eles subiam em cima das árvores, brincavam no balanço, brincavam de carrinho, de bola. E muitas vezes a sua mãe, dona Ana, olhava na janela e dizia: "Meu filho está ficando louco". Porque ele estava falando sozinho, estava correndo para lá e para cá, brincando com aquele amigo imaginário, que no caso de Divaldo era um amigo espiritual, que ficou com ele até aproximadamente os 10 anos de idade. E um dia Jaguarçu disse assim: "Di, agora eu vou me despedir de você, porque eu vou me reencarnar. Vai o quê? Vou voltar de novo paraa terra e nós vamos nos encontrar. Jaaraçu disse: "Quem sabe nós nos encontraremos?" E para Divaldo foi uma grande perda, porque era o seu melhor amigo. Ele não tinha amigos. O amigo dele era o amigo espiritual. A criança muito sozinha, ela tende a desenvolver essas possibilidades. É um mecanismo que ela tem de convivência e por isso às vezes cria o próprio amigo que ela não tem. Como proceder os pais diante de uma experiência como esta? A casa espírita, ela precisa estar preparada para acolher pais e responsáveis quando nos trazem histórias como essa. Porque a doutrina espírita, ela nos ensina que nós não devemos nem incentivar e nem tolher, deixar que o fenômeno ocorra de maneira natural. Porque às vezes os pais têm medo, mas se empolgam e ficam perguntando pra criança: "O que que tem para dizer? Hoje você tá vendo alguém? Conta para nós quem que você tá

meno ocorra de maneira natural. Porque às vezes os pais têm medo, mas se empolgam e ficam perguntando pra criança: "O que que tem para dizer? Hoje você tá vendo alguém? Conta para nós quem que você tá vendo hoje. Relata como está vestido, qual mensagem vai trazer e fica incentivando a criança a ter uma comunicação que não é natural, porque a criança é muito natural, ela traz de maneira espontânea. Se a criança trouxer, nós escutamos, mas ficar incentivando o fenômeno, isso não é positivo. Porque como a criança ali está nessa fase lúdica e ela está percebendo que os pais estão interessados, ela se entusiasma e começa então criar o que não existe. Aí passa a ser um fenômeno mediúnico para um fenômeno que é criativo da sua mente, que não existe para poder agradar os seus pais e trazer mensagens. também não pode ser outro extremo de tolher. Pare com isso. Seu avô, sua avó são mortos. Isso não existe. Olha que vai vir puxar seu pé de noite. Tome muito cuidado. Não fica falando dessas coisas aqui em casa. Todas essas colocações demonstram a nossa ignorância. Então, a casa espírita quando acolhe uma família que passa por essa dificuldade, entre aspas, porque na verdade é algo natural, é preciso que haja esclarecimento, um diálogo, primeiramente com os pais, porque primeiro precisa educar os pais para depois educar as crianças. São palavras de Maria Montessori, a grande pedagoga italiana. Querem filhos bem educados? Eduquemos primeiramente os pais. Os pais morrem de medo de espírito. Que tem muito espírita que tem medo de espíritos e morre de medo de falar em espíritos e a criança está falando, a família tem medo. Como é que vai orientar a criança para ela lidar bem com aquela experiência se eles próprios não sabem lidar com aquela situação? Então, os pais precisam aprender a lidar com fenômeno, com calma, compreensão, paciência, nada de ficar com medo, nada de ficar ali envolvido por aquela situação, sem saber o que fazer, porque isso exacerba o fenômeno. Todas as vezes que nós

com fenômeno, com calma, compreensão, paciência, nada de ficar com medo, nada de ficar ali envolvido por aquela situação, sem saber o que fazer, porque isso exacerba o fenômeno. Todas as vezes que nós estamos com medo, a coisa aumenta, piora dentro de nós. E o medo muitas vezes acontece pela falta de conhecimento. Então o estudo ele é muito importante em torno da mediunidade. E no caso específico nosso dessa tarde, o estudo da mediunidade em crianças e obsessão. Nós temos o nosso movimento espírita, os livros da codificação, especialmente o livro dos espíritos e o livro dos médiuns, que tem perguntas e capítulos referentes à infância. E nós temos o nosso movimento espírita, este livro que realmente é um tratado também, o livro de Sueli Caldas Schuber, que é mediunidade e obsessão em crianças que se encontra esgotado, como a Cíntia disse na editora. mas que às vezes pode ser encontrado em alguma outra eh livraria ou então em algum cebo. Vale a pena pesquisar, encontrar o livro e ler, porque existem muitas diretrizes seguras a respeito dessa temática. Mas uma das questões muito recorrentes em torno da mediunidade nesse período é os pais perguntarem quando é que a criança, o jovem deve ocupar-se da mediunidade. E essa foi uma dúvida também que Kardec teve quando estava codificando a doutrina espírita. E especialmente no item 221, item 6 de O livro dos Médiuns, ele fala a respeito dessa temática, que não há uma idade precisa. Tudo vai depender do desenvolvimento e da maturidade daquele espírito que está envergando aquele corpo infantil ou juvenil. Porque hoje nós temos crianças e jovens que são muito além de nós, com uma consciência, com uma razão dilatada, com uma inteligência que chama atenção, que sabem lidar com as experiências de uma forma tão positiva enquanto nós às vezes nos desesperamos, nos revoltamos. Então isso varia muito de pessoa para pessoa, mas os benfeitores eles também têm bom senso e eles trazem que a educação da mediunidade na criança é muito perigosa. Por quê? Porque o

s, nos revoltamos. Então isso varia muito de pessoa para pessoa, mas os benfeitores eles também têm bom senso e eles trazem que a educação da mediunidade na criança é muito perigosa. Por quê? Porque o corpo ainda não oferece as condições hábeis para aquele trabalho. O fenômeno ocorreu por uma necessidade, por um chamamento, pela experiência de crescimento da família e daquele espírito reencarnado. Não necessariamente tenha que haver a educação ou o exercício da mediunidade, porque nós espíritas temos o conceito que ser médium é assentar-se numa mesa para receber espíritos. E ser médium é muito mais do que isso. Médium é ponte, é intermediário, não necessariamente precisa estar ali para ser esse eh comunicador do mais além. Então, a criança, ela ainda não está preparada para trazer de maneira conveniente aquelas comunicações. Nós adultos já temos dificuldades. Nós adultos vamos para uma reunião mediúnica, ficamos em dúvida se somos nós ou se é o espírito que está falando. Temos dificuldade às vezes de concatenar as ideias que estão sendo trazidas. Imagine uma criança. Serão muitos abalos emocionais. psíquicos. Então, só há inconvenientes para que a criança possa educar a sua mediunidade nessa fase. Mas Sueli Caldas, no seu livro, ela fala que em torno dos 15, 16 anos de idade já é uma boa fase para começar este processo da educação mediunica, quando o fenômeno está muito dilatado. Porque o que que ocorre? Às vezes na nossa casa nós temos uma criança de 5, 6 anos de idade que vê os espíritos, se comunica com eles, mas quando chega 8, 9, 10 anos, o fenômeno cessa, por não era mediunidade, era o período em que estava mais ligado ao mundo espiritual. só vai saber se é mediunidade mesmo ou não depois dos 7 anos, quando termina a finalização dessa ligação. Se depois dos 7 anos continuam os fenômenos, quer dizer então que aquela pessoa, aquela criança, aquele indivíduo masculino ou feminino, é médium e precisa das orientações convenientes para que o trabalho sério seja realizado na hora exata. Além do

r dizer então que aquela pessoa, aquela criança, aquele indivíduo masculino ou feminino, é médium e precisa das orientações convenientes para que o trabalho sério seja realizado na hora exata. Além do que esse período de 15, 16 anos de idade, disso eli, é um período conveniente, mas para o jovem que já está preparado, que deseja, porque essa fase também da juventude é uma fase de rebeldia, é uma fase em que não quer compromissos, não quer responsabilidade e a fase da educação mediúnica é uma fase que requer disciplina, pontualidade, frequência, renúncia. É preciso começar a escolher caminhos para poder exercer a mediunidade de maneira conveniente. Então, cabe à casa espírita orientar, esclarecer aquela família nestes pontos para que possam lidar dentro de casa com seus filhos, de forma também a esclarecê-los numa linguagem acessível, que não adianta também sentar com a criança e com o jovem para dar uma aula de espiritismo. É preciso conversar na linguagem deles para acessar os seus corações. Eles consigam compreender a experiência. É muito comum, por exemplo, nas nossas famílias nós eximirmos os nossos filhos, crianças, de vivenciar a morte. Quando alguém morre da nossa família, que que nós fazemos? Tiramos a criança de casa, não levamos a criança no velório, ela não tem a oportunidade de viver a morte, que nós achamos que ela não está preparada para isso. Então, ela deixa de ver o vovô, a vovó, o papai, a mamãe, o irmãozinho ou o irmão ali sendo velado, o corpo morto, porque isso faz parte da vida. A morte ela também é natural. E como nós temos uma cultura em que nós evitamos falar da morte, nós evitamos também falar com os nossos filhos, porque nós achamos que eles não estão preparados para isso. E inventamos aquelas histórias que hoje são da carochinha, porque em pleno século XX, aquelas histórias que nós escutávamos já não colam mais com as nossas crianças. Ah, fulano de tal virou estrelinha lá no céu. Aí o menino diz: "Não, morreu mesmo". A criança que nos esclarece

culo XX, aquelas histórias que nós escutávamos já não colam mais com as nossas crianças. Ah, fulano de tal virou estrelinha lá no céu. Aí o menino diz: "Não, morreu mesmo". A criança que nos esclarece porque quer quebrar aquela historinha que nós ficamos inventando para as crianças para não falar acerca da realidade. Quando a criança, principalmente espírita, ela tem toda uma base dentro de casa, essa experiência ela traz conturbações, mas é vivenciada de uma forma mais tranquila, sem desejar fazer qualquer tipo de autobiografia. Mas eu tive a oportunidade de nascer uma família espírita e a minha mediunidade também eu de vidência quando era 5, 6 anos de idade. E a nossa casa no interior de Minas Gerais era muito conturbada porque o meu avô, fui criado pelo meu avô, ele era presidente da casa espírita. Nos recuados anos 60, 70, o espiritismo era muito perseguido. Então, na cidade eles sofriam não apenas com a perseguição da família, das religiões, como também dos espíritos contrários. Então, a nossa casa era muito tumultuada espiritualmente com estes espíritos e nós víamos, muitas vezes ficávamos desesperados. E o apoio da família foi primordial na conversa, no esclarecimento. Por que que a criança vê os espíritos infelizes empedernidos do mal? Às vezes a gente acha que a criança precisava ser protegida, que o guia espiritual, o anjo da guarda, precisava vigiar para que isso não acontecesse. Mas o anjo da guarda, o guia espiritual, não é capataz que fica controlando tudo à volta. Ele está ali para poder auxiliar, não impedir que as experiências aconteçam. Por que que acontece com a criança? Primeiro por causa da necessidade dela do aprendizado. Voltamos a repetir, é o espírito reencarnado que traz todo um contexto e por causa também da sintonia e afinidade que nós criamos com a nossa mente, porque é criança, mas tem escolhas, tem as suas aptidões, tem as suas tendências. Está escrito em o livro dos médiuns, quando Kardec trata a respeito desse assunto. Há crianças que têm pendores

mente, porque é criança, mas tem escolhas, tem as suas aptidões, tem as suas tendências. Está escrito em o livro dos médiuns, quando Kardec trata a respeito desse assunto. Há crianças que têm pendores desde pequena para roubar, para matar. Crianças que sempre estão com os ódios maliciosos diante das experiências à sua volta, que quer tirar vantagem dos coleguinhas a todo instante. Tudo isso são tendências que são manifestadas para serem educadas. E nessas tendências ele abre campo a criança, para também as influências espirituais, além do que aos compromissos do passado. Existem espíritos que nos acompanham a todos nós e que se manifestam na nossa vida por vingança, por ódios. Porque às vezes nós nos queremos fazer de vítimas, mas nós somos algozes. Às vezes a gente chega com aquele vitimismo na casa espírita, que quando se fala de obsessão, que é a outra temática do nosso seminário, nós chegamos achando que somos os sofredores, somos os perseguidos pelos espíritos, mas na verdade se eles estão perseguindo, é porque nós temos ali a responsabilidade, criamos ali aquele elã, aquela afinidade que faz com que a espiritualidade permita que haja aquele assédio espiritual para o crescimento dos dois, tanto do desencarnado quanto do encarnado. Mas antes de nós falarmos desses processos obsessivos que geram ainda mais desequilíbrio dentro do nosso lar, a casa espírita, neste processo de orientação com os pais precisa falar dos tratamentos. Os tratamentos para uma criança que eclode a mediunidade é o mesmo para os adultos. Primeiro, o estudo. No caso da criança, leitura de livros infantis que abordem a temática, que falem da vida depois da morte para poderem compreender o que está lidando com aquela situação. Dentro de casa, o culto cristão no lar. Existem muitas famílias espíritas que não realizam culto cristão no lar. O culto é uma experiência que protege a nossa residência da entrada de espíritos menos felizes, colaborando para que estes fenômenos diminuam de intensidade, porque

não realizam culto cristão no lar. O culto é uma experiência que protege a nossa residência da entrada de espíritos menos felizes, colaborando para que estes fenômenos diminuam de intensidade, porque aqueles espíritos que estarão conosco serão aqueles realmente compromissados conosco, não abrindo guarida para que outros se acheguem. também o encaminhamento do nosso filho, da criança, para a evangelização infantil. A evangelização é um recurso primoroso de semeadura, de aprendizado, de convivência. Cultivar a prece nesses momentos mais desequilibrados. Não se deixar envolver pelo temor diante da situação, conversar e esclarecer os filhos. falando a respeito da imortalidade da alma, a frequência com assiduidade a casa espírita, porque às vezes o desequilíbrio acontece, é o chamamento, nós viemos pra casa espírita, aí começa a melhorar e a gente acha que já passou, já resolveu e nos afastamos. Daí a pouco a experiência bate a porta de novo, chamando-nos novamente à procura do auxílio. Então, mantermos ali firmes e determinados naquela condição, para que quando a experiência da mediunidade ela ultrapasse para a obsessão, essa situação seja compreendida também de forma diferente. A obsessão é a influência de um espírito em nossas vidas e pode se dar em três fases distintas: a obsessão simples, a fascinação e a subjulação. Kardec trabalha esses itens em o livro dos médiuns. Obsessão simples. Todos nós sofremos, que todos nós temos imperfeições e vícios e criamos essas influenciações no nosso dia a dia com espíritos que estão naquela mesma vibração, sejam inimigos do passado ou sejam espíritos que estão naquela mesma faixa vibratória. Porque às vezes nós temos companhias espirituais que não têm vinculação conosco cármica. São espíritos que se aproximam por causa das nossas escolhas do hoje, do agora e acabam se vinculando a nós, criando os laços obsessivos. E esse processo ele pode chegar ao último estágio que é da subjulação. No caso da história que nós contamos, a história do menino epilético já estava

se vinculando a nós, criando os laços obsessivos. E esse processo ele pode chegar ao último estágio que é da subjulação. No caso da história que nós contamos, a história do menino epilético já estava no último estágio da subjgação, de forma que o espírito fazia aquele jovem cair no fogo, cair na água, sem ser queimado e sem se afogar. Era ali a atuação na mente daquele jovem. Mas para que alguém chegue à condição de subjulação, isso em qualquer fase da nossa vida, tem que ocorrer primeiro obsessão simples. Ninguém fica subjulgado de dia para noite. É uma permissão. Nós vamos abrindo espaço para que tome conta cada vez mais. E quando estes casos acontecem na infância, isso gera também alarde, que nós achamos. que a criança não merece viver aquela experiência. No livro dos espíritos, Kardec, orientado pelo espírito de verdade nos fala a respeito disso, que o reencarnante ele está na mesma frequência vibratória do desencarnado. E é por isso que ele cria a possibilidade dessa atuação, deste assédio espiritual, onde o corpo, mesmo estando na fase infantil, que ameniza aquela situação, mas mesmo assim ocorre com a permissão de Deus por causa dos compromissos, não apenas do reencarnante, como também da família. Porque neste processo, quando a obsessão ocorre em crianças, a família também está envolvida, porque o aprendizado é de todos. No livro Trilhas da libertação, Manuel Filomeno de Miranda, Espírito, por meio de Edivaldo Franco, esclarece por meio de uma fala do Dr. Carneiro de Campos, que é o médico baiano, que foi questionado sobre as crianças obsidiadas. E ele diz que a obsessão nas crianças tem um caráter espiatório. É uma expiação, não uma provação. É uma expiação por causa dos danos que aquele reencarnante causou no espírito que o atormenta. Então, por causa dessa semeadura, é permitido que aquela criança comece a acolher os frutos. E ao invés do desespero e da revolta, a calma, a tranquilidade, a oração, o passe, a água fluidificada, o culto no lar, a desobsessão,

adura, é permitido que aquela criança comece a acolher os frutos. E ao invés do desespero e da revolta, a calma, a tranquilidade, a oração, o passe, a água fluidificada, o culto no lar, a desobsessão, levando o nome da criança para as reuniões, não levando a criança, levando o nome dela, porque será muito prejudicial a criança participar de um movimento como esse. E o processo aos poucos ele vai sendo amenizado. Nem sempre resolve, porque o processo obsessivo é um processo que começa de dentro para fora. É preciso que haja também a nossa transformação. Não adianta o dialogador conversar com espírito, esclarecê-lo falando do amor e do perdão. Se aquele que está sendo perseguido continua com as mesmas atitudes, as mesmas escolhas, os mesmos direcionamentos, sai um, chegam 10. Está nas páginas do Evangelho, a casa limpa, onde é expulso três, chegam mais 10 para nela habitar, por permanece com as mesmas escolhas, com os mesmos direcionamentos. Por isso, a educação é primordial neste processo, para que os nossos filhos, os nossos jovens, crianças, diante de uma experiência como essa, se conscientizem também da sua responsabilidade e busquem renovar pensamentos, atitudes para o seu crescimento espiritual. Nós não poderíamos na tarde de hoje, antes de abrirmos para as perguntas, deixar de falar de uma das figuras que para todos nós é uma referência no nosso movimento espírita, o nosso saudoso Chico Xavier. Porque Chico Xavier, no período da sua infância, passou por grandes experiências, muitas delas tormentosas, desde os 4 anos de idade, quando a sua mãezinha retorna à pata espiritual. Para ele foi como um punhal fincado no seu peito. Ele tinha uma vinculação muito grande com dona Maria João de Deus. E ela que era católica e que o filho contava para ela as experiências mediúnicas, ela não entendia, mas não julgava. Quando ela percebeu que estava na hora da morte, ela desencarnou de Angina. Ela chamou o Chico e lhe disse assim: "Meu filho, você vai ver a mamãe deitada dentro de uma caixa de madeira

s não julgava. Quando ela percebeu que estava na hora da morte, ela desencarnou de Angina. Ela chamou o Chico e lhe disse assim: "Meu filho, você vai ver a mamãe deitada dentro de uma caixa de madeira sendo velada aqui dentro de casa. Muitos vão estar chorando, mas não chore porque a mamãe não vai morrer. A mamãe vai fazer um tratamento e logo logo vai voltar para cuidar de você. Quando ela morreu, todos velavam, todos acharam que o Chico ia dar trabalho porque ele era o mais novo. Mas o Chico brincando do lado de fora com as crianças. Chico, você não chora? Chorar por quê? Sua mãe morreu? Não, mamãe foi fazer um tratamento e vai voltar. E todos diziam que ele era alucinado mesmo. Com a morte de dona Maria João de Deus, ele foi viver com a madrinha Rita de Cásia. E na casa de dona Rita foram os dias mais difíceis da sua vida. Porque dona Rita não entendia absolutamente nada a respeito dos fenômenos de Chico. Dizia que ele tinha o demônio do corpo. Fincava na barriga dele garfos no seu baixo ventre, o que lhe causou hérnea mais tarde, intensos sofrimentos. fez com que ele lambesse a ferida de Moacir, um menino que vivia também na casa, sobrinho de dona Rita, cuja ferida não cicatrizava, apenas uma simpatia faria cicatrizar, segundo a bezedeira, o menino em jejum durante três sextas-feiras deve lamber a ferida. E o Chico serve?", perguntou Rita. "O Chico serve. E nesse dia em que ele escuta dizer que iria lamber a ferida, era uma quarta-feira, na sexta ia ter que lamber. No período da tarde em Pedro Leopoldo, ele lá residia. Dona Rita e Moaci saíram de casa e uma tempestade se fez em Pedro Leopoldo. Naqueles dias, Chico tinha muito medo de chuva e os relâmpagos e trovões. Foi a primeira vez que ele quis que a madrinha estivesse em casa. Ele fechou janelas e portas, entrou debaixo da mesa com a toalha no chão e ficou orando, pedindo auxílio. A chuva começou a cair e uma mão levantou a toalha e a mão descendida com a voz que ele conhecia: "Meu filho, não tema as coisas de Deus, tema as coisas que

ha no chão e ficou orando, pedindo auxílio. A chuva começou a cair e uma mão levantou a toalha e a mão descendida com a voz que ele conhecia: "Meu filho, não tema as coisas de Deus, tema as coisas que saem de dentro do seu coração." Ele viu que era mãe, Dona Maria João de Deus. Ele sai debaixo da mesa, nem percebe que era um espírito. Ela estava ali materializada, abraça o Chico, ela leva o menino do lado de fora para ver a chuva e ela que já sabia o que estava acontecendo, pergunta pro Chico: "Mas por que que você está tão triste, meu filho? É a minha madrinha, mamãe. Ela é doente, meu filho. Siga respeitando e obedecendo, porque a mamãe está providenciando um anjo para cuidar de você. Ah, mamãe, mas ela quer que eu lamba a ferida de Moacir sexta-feira. Lamba, meu filho, porque nós vamos colocar o remédio. Então, ele lambe. Depois, Senhor João Cândido casa-se com Sidália Batista, o anjo enviado por Maria João de Deus, uma mulher de uma dignidade que disse a João Cândido que só se casaria com ele se os filhos de dona Maria João de Deus viessem para morar junto. Ela queria cuidar dos filhos dela como se fossem os seus. Chico foi o último a chegar e Sidália teve para com Chico aquela ligação maternal. Era um amor transcendental que havia entre os dois. Católica, ela não entendia nada das visões do Chico, mas ela dizia pro menino: "Não conte nada pro seu pai, porque ele quer te colocar no sanatório. Conte para mim, eu vou escutar as suas histórias." Ele contava, ela não acreditava, mas o escutava com carinho. Mas é tão curioso isso, porque nós às vezes não acreditamos, mas queremos saber. A família naquela época, passando muitas dificuldades financeiras, plantavam no fundo da horta algumas verduras para o consumo próprio e todos eles trabalhavam fora, inclusive Chico, que começou a trabalhar com 9 e 10 anos de idade e a família não ficava em casa. E quando eles chegavam, as hortaliças estavam invadidas, as pessoas entravam para poder roubar as hortaliças. Dona Cidia começou a ficar preocupada e um

0 anos de idade e a família não ficava em casa. E quando eles chegavam, as hortaliças estavam invadidas, as pessoas entravam para poder roubar as hortaliças. Dona Cidia começou a ficar preocupada e um dia ela falou assim pro Chico: "Meu filho, sua mãe continua ali aparecendo todos os dias, se dá. Será que você não poderia perguntar para ela quem é que está roubando as coisas aqui em casa?" Olha a curiosidade como é dos pais. O Chico, na sua inocência, na primeira oportunidade perguntou a dona Maria João de Deus quem é que estava roubando as hortaliças no fundo do quintal. Então, dona Maria João de Deus, um espírito de alta envergadura, espírito bem evoluído, a sua consciência, ela diz assim: "Meu filho, diga a Sidália para todas as manhãs, quando ela sair para trabalhar, deixar a chave na casa da vizinha, pedindo a ela para vigiar a casa. Desde aquele dia nunca mais houve roubo. Não precisa dizer quem é que estava roubando, não é verdade? Sem dizer, ela trouxe a solução. Os abnegados servidores trabalham assim. Mas também na vida do Chico, na época da sua infância e juventude, no ano de 1922, ele com 12 anos de idade houve uma redação no estado de Minas Gerais em comemoração ao centenário de independência. As crianças das escolas públicas tinham que escrever a respeito disso. O Chico assentado na sua cadeira quando apareceu um espírito para ele que ditou toda a redação. Quando todos entregaram na correção, ele recebeu menção horrosa no estado de Minas Gerais pela redação que ele havia feito. E ele com a sua ombridade, criança, 12 anos, ele diz: "Não fui eu quem escrevi, foram os espíritos". Todos ficaram muito assustados. Na escola, a professora Rosária Laranjeira tinha pavor dos espíritos. As crianças brincavam e riam do Chico. E Oscarlina Lerroz, uma das alunas, amigas do Chico, até debochou. Se foram os espíritos, quero ver você escrever no quadro alguma coisa. O Chico de cabeça baixa lá na frente explicando pra professora quando de repente o Chico ficou a professora sem entender que é isso,

foram os espíritos, quero ver você escrever no quadro alguma coisa. O Chico de cabeça baixa lá na frente explicando pra professora quando de repente o Chico ficou a professora sem entender que é isso, Chico? Está aqui, está aqui o espírito. E Oscarlina sorrindo e gargalhando diz: "Queremos ver você escrever sobre areia". Mas não vale escrever no quadro negro: "Meu pai carrega areia para construir casas". E a sala toda gargalhou. Então Chico pegou o giz e escreveu: "Um grão de areia é quase nada no universo, mas é expressão de Deus também aqui na terra". E nunca mais Rosâ Rosária Laranjeira deixou que se falassem dos espíritos dentro da sala de aula. E com 17 anos de idade, Chico Xavier inicia as suas atividades mediúnicas, encontrando no espiritismo respostas. Foi o espiritismo que direcionou a mediunidade desse menino, desse jovem que estava em desequilíbrio, onde muitos acreditavam ser enlouquecido. E ele, pautado no bem, fortificado nas bases seguras do evangelho, tornou-se para todos nós essa referência. Então, é possível vivermos a mediunidade e obsessão nas crianças e nos jovens de forma muito natural, se nós soubermos lidar com essa experiência dentro dos nossos lares. Nós vamos então abrir o espaço agora para as perguntas e respostas. A Cíntia vai ser intermediária aí de vocês. Se eu souber responder. Se eu não souber, ela ajuda a responder também, né, C? Ah, é Fabiana. >> Boa tarde a todos. >> Que tarde iluminada, né? Muito conhecimento, muito aprendizado. Obrigado, viu, então vamos lá. Vou fazer a primeira pergunta. Heller. Como diferenciar o comportamento difícil do adolescente de um processo obsessivo? Conforme nós dissemos, é uma linha muito tênue que divide o comportamento exacerbado nosso, não apenas do adolescente, nosso no dia a dia, com as influências espirituais. Por quê? Está no livro dos espíritos, na questão 459. Os espíritos influenciam em nossas vidas muito mais do que vós imaginais. De ordinário, são eles que vos dirigem. No entanto, nós espíritas temos o hábito de

tá no livro dos espíritos, na questão 459. Os espíritos influenciam em nossas vidas muito mais do que vós imaginais. De ordinário, são eles que vos dirigem. No entanto, nós espíritas temos o hábito de transferir todas as nossas vivências e todas as nossas experiências para os espíritos. Dentro da nossa casa, um copo quebra, a casa tá carregada. São os espíritos. tropeça na rua, foi um espírito que me empurrou. Perde um emprego, foi um trabalho espiritual feito. Nós sempre estamos transferindo pros espíritos um compromisso e a responsabilidade que é nossa. Então, no processo educacional dos nossos filhos, crianças e adolescentes, às vezes isso se dá também. Nós queremos transferir para os espíritos aquele compromisso que é nosso. Queremos encontrar uma justificativa para o jovem estar exacerbado, com escolhas infelizes. Logicamente que pode e há as influências espirituais. Porque se o jovem ele está por caminhos menos felizes, ele está com atitudes que não estão pautadas no bem, isso abre campo para o processo obsessivo. E para que haja o tratamento, é preciso que haja conscientização. Então, a família precisa conversar. No caso aqui da pergunta, foi um jovem. Então, o jovem já tem condições de entender a situação com maior profundidade do que uma criança, chamá-lo para poder conversar, demonstrando os processos pelos quais está vivendo. E às vezes no silêncio também a família fazer o movimento por detrás na casa espírita, orando, vibrando, auxiliando. Santa Mônica, a mãe de Santo Agostinho, orou pelo filho pervertido e sexualizado durante 17 anos. Ela ia à Igreja Católica que era, se prostrava diante do altar e orava por ele para que um dia ele pudesse encontrar a redenção. Até que um dia, quando ela estava saindo pra igreja, morava em Milão, Agostinho quis ir com ela, jovem e ela se encantou. As suas orações foram escutadas e ele foi com ela, escutou Ambrósio de Milão e transformou a sua vida de tal forma que tornou-se uma referência, contando as suas próprias experiências no livro,

antou. As suas orações foram escutadas e ele foi com ela, escutou Ambrósio de Milão e transformou a sua vida de tal forma que tornou-se uma referência, contando as suas próprias experiências no livro, numa autobiografia chamada Confissões, onde ele conta toda a sua trajetória, principalmente nos dias de escolhas infelizes. Então, é preciso a gente entender que os espíritos estão presentes na nossa casa, estão influenciando os nossos jovens, mas é preciso que nós também tenhamos o pulso de educadores, de pais, impondo limites, trazendo a consciência. Logicamente que no período da juventude isso é mais difícil. Por isso a recomendação de que o trabalho seja feito na infância. Depois que uma árvore nasce torta, endireitá-la não é impossível, mas é muito mais difícil. Então, no período da juventude, quando as características já estão ali muito presentes, a personalidade do jovem já grita mais alto, transformá-lo não é impossível, mas teremos maiores dificuldades de fazê-lo. Mas é preciso nós levarmos da melhor forma possível a experiência, sempre vibrando, dialogando e buscando o auxílio conveniente. caso, nós que somos espíritas da casa espírita que nos dará o suporte para isso. Segunda pergunta: Qual a primeira recomendação aos pais quando for observada a mediunidade ostensiva na criança? A primeira movimentação é conversar com a criança, dialogar com ela, mostrando-lhe que aquela experiência ela é natural. Aqui nós estamos falando para um público espírita. Então o nosso direcionamento vai ser pro público espírita. Naturalmente que uma família católica, uma família protestante que tem essa experiência, a situação é muito mais grave, porque até entenderem o que está acontecendo, vão passar por momentos muito difíceis. Mas nós estamos falando aqui para um público em que nós temos o conhecimento. Nós frequentamos a casa espírita, escutamos palestras, lemos os livros. Supostamente a experiência deveria ser vivenciada de forma mais harmônica. Então, primeiro é o diálogo, o

temos o conhecimento. Nós frequentamos a casa espírita, escutamos palestras, lemos os livros. Supostamente a experiência deveria ser vivenciada de forma mais harmônica. Então, primeiro é o diálogo, o entendimento dos pais aquela experiência e trazer o filho à casa espírita, procurar o atendimento fraterno, pessoas que possam orientar de uma forma mais direcionada aquela situação. Se for já um jovem na idade conveniente, passar a frequentar os estudos da mediunidade para mais tarde buscar a educação mediúnica. Se for uma criança, a evangelização infantil. E a casa espírita precisa estar preparada para isso. Por isso que momentos como esse dessa tarde são muito importantes, porque fala não apenas a nós que somos pais e educadores, como também nós trabalhadores da seara espírita, atendentes fraternos, pessoas que estamos na lida com pais e mães que vivenciam essa experiência para poder direcioná-los da melhor forma possível. Então, sempre há solução. Para todo desafio tem uma solução de Joana de Angeles, por Divaldo Franco. Terceira pergunta. Há relatos da mediunidade em criança crianças neuroatípicas de forma mais frequente? Atualmente na nossa sociedade nós estamos sendo muito casos de TDH, temos de autismo e tantas outras experiências neurológicas de comportamentos que t gerado uma grande discussão pela falta do conhecimento. Toda experiência que nós não temos conhecimento, que somos ignorantes, traz maiores dificuldades de compreensão. Nessas experiências todas, podemos ter também a atuação espiritual. Conforme nós dissemos, a mediunidade ela pode ser apresentada em pessoas que são saudáveis, em pessoas doentes, em pessoas equilibradas, em pessoas que têm um distúrbio. Isso só vai suceder se aquele indivíduo tiver compromissos, se a família tiver o compromisso de passar pela experiência. Se está acontecendo, se está batendo a nossa porta como mais um convite de aprendizado, é porque nós temos forças para poder sair daquela situação da melhor forma possível. Fácil não será,

xperiência. Se está acontecendo, se está batendo a nossa porta como mais um convite de aprendizado, é porque nós temos forças para poder sair daquela situação da melhor forma possível. Fácil não será, porque nós às vezes como oradores trazemos a teoria, mas a vivência que é o desafio. família que está passando, que sabe como é ali no dia a dia, porque nós temos ali a cartilha, nós temos ali os ensinamentos, mas colocá-los em prática há uma larga diferença, porque cada experiência é única, conforme nós dissemos lá no início do nosso seminário, nós somos individualidades, temos as nossas particularidades, a nossa personalidade definida. Então, não há como nós engessarmos comportamentos. Para isso você faça aquilo, para aquilo outro aja dessa forma, porque cada caso é um caso. Existem situações que nós precisamos ser mais enérgicos, outras situações mais amorosos, outras situações nós precisamos silenciar, a outra falar, depende do caso. E quem vai saber é quem está vivenciando. Não é a pessoa de fora, não é o orador, não é o atendente fraterno que vai dizer como é que nós vamos agir com nosso filho naquela experiência, mas é a própria situação que vai indicando caminhos e ora seguimos uma estrada, ora seguimos outra, até que alcancemos o equilíbrio, que é um processo lento, passo a passo, mas que todos nós podemos alcançar com o nosso esforço, a nossa determinação a nossa vontade. >> Próxima pergunta. Como nós espíritas podemos auxiliar pais, filhos, no caso as crianças, né, principalmente familiares que não são espíritas? >> Nós estamos agora diante de um grande desafio, porque qualquer auxílio só pode ser dado quando o outro desejar. Porque às vezes nós que estamos de fora de uma situação temos ânsia de poder resolver. E como diz o ditado popular, é sempre muito bom educar o filho dos outros. Dentro do salão tem uma criança gritando, correndo para lá e para cá. A gente olha e disse: "Ah, se fosse o meu filho, não ia fazer isso. Estaria pior, porque educar o filho do outro é muito

s outros. Dentro do salão tem uma criança gritando, correndo para lá e para cá. A gente olha e disse: "Ah, se fosse o meu filho, não ia fazer isso. Estaria pior, porque educar o filho do outro é muito fácil. Educar os nossos filhos, que é o grande desafio da vida. Então, quando nós vemos uma família que está passando por uma experiência dessa, que não tem conhecimento, que é de outra religião ou às vezes nem tem religião, e nós somos espíritas, nós sabemos exatamente o que está acontecendo. Nem sempre nós temos a abertura de poder dizer: "Se tivermos, podemos conversar, podemos esclarecer, convidar a família para vir à casa espírita, buscar o atendimento fraterno para uma conversa, para um esclarecimento, mas é preciso respeitar o direito do outro nas suas escolhas, porque às vezes a família não deseja, não está preparada, quer seguir por outros caminhos. E é o direito que cada um tem nas suas experiências. Nós espíritas às vezes temos essa ânsia de transformar as pessoas naquilo que nós temos convicção de ser bom, mas é bom para nós. Às vezes pro outro ainda não é. Quantas vezes nas nossas palestras, às vezes um pai, uma mãe ou às vezes a esposa vem procurar e diz assim: "Nossa, eu queria que meu filho tivesse aqui para escutar essa palestra. Nossa, eu queria que meu marido tivesse aqui para escutar isso. Olha, meu marido não é espírita, não. É um homem muito bom, excelente pai, mas não gosta de vir à casa espírita. Por que que tem que vir à casa espírita? Se ele já é um bom marido, se já é um bom pai, já é um exemplo dentro de casa. Porque nós ficamos engessados de que o espiritismo para aquela pessoa vai ser a sua redenção. Se para nós foi, que maravilha. Nós estamos no caminho, mas às vezes pro outro é uma outra escola religiosa ou às vezes nem frequenta nenhuma religião, mas uma pessoa digna, que tem caráter, o mais importante são as atitudes. Então, na experiência da mediunidade, fora do ambiente espiritual, da casa espírita, é claro que a família vai passar por desafios muito grandes, mas a

tem caráter, o mais importante são as atitudes. Então, na experiência da mediunidade, fora do ambiente espiritual, da casa espírita, é claro que a família vai passar por desafios muito grandes, mas a vida vai mostrando caminhos e a família pode adentrar ou não. Se não adentrar, vai sofrer um pouco mais. Mas sempre há o chamamento, sempre a hora do despertamento, do entendimento daquela situação, canalizando para o bem. >> Próxima pergunta. É justo que a criança encarnada passe por essa experiência entre parêntes obsessão? Contudo, é justo que a criança passe por essa evolução da sua família, passe por isso para a evolução da sua família? Essa pergunta é bastante interessante. Durante muito tempo e ainda hoje, acredita-se que os pais vivenciam experiências com os filhos por causa dos seus erros. Está nas páginas do Evangelho. Jesus entrou numa cidade, se deparou com o cego de nascença. E os seus apóstolos perguntaram: "Este homem nasceu assim por causa do seu erro ou erro dos seus pais?" Tem até aquele ditado popular, você não fica falando mal dos outros, não, porque quando você tiver um filho, vai pagar a língua, o filho vai vir desse jeito. Então, esse conceito equivocado, porque nenhum espírito ele renasce passando por experiências tal ou qual por causa dos erros que seus pais cometeram. Se o espírito está passando aquela experiência, é porque ele também tem compromissos, ele também solicitou aquela experiência. Nós temos alguns filhos, alguns espíritos que reencarnam, mas isso em menor número são chamados missionários que vem para chamar os pais, para poder libertá-los à suas amarras. Por exemplo, há uma história bastante conhecida da Célia Diniz, que vive em Pedro Leopoldo. A história dela foi contada num filme chamado As mães de Chico Xavier. Teté Orangel morreu caindo de uma bicicleta, bateu a cabeça no meio fio, um cortezinho de nada. E ele teve convulsões depois e veio a falecer. Depois, mais tarde, ela que era amiga íntima de Chico Xavier, porque os seus

caindo de uma bicicleta, bateu a cabeça no meio fio, um cortezinho de nada. E ele teve convulsões depois e veio a falecer. Depois, mais tarde, ela que era amiga íntima de Chico Xavier, porque os seus pais viveram com ele na fazenda modelo, foi visitar o Chico em Uberaba. Depois de muitas visitas, o Chico recebeu uma mensagem de Tetel falando a respeito da sua condição no mundo espiritual. E numa conversa que estava Célia Agnaldo, o seu marido na época, hoje ela separou dele, mas o seu marido na época, ele estava muito sofrido, não aceitava a morte do filho. E ali começaram uma discussão, porque uma médium que estava sentada ao lado de Agnaldo, disse para ele assim: "Foi você que pediu isso para poder passar por essa experiência com seu filho?" E o Agnaldo disse: "Eu não sou louco. Eu seria capaz de dar a vida pelo meu filho. Jamais eu pediria isso. Mas foi você que pediu?" Ela ficou insistindo. "Vejamos os médiuns como que perde a oportunidade de ficar calado." E ela insistindo. E o Chico, que estava de fronte do lado de Célia, segurou na mão da Célia e disse assim: "O Agnaldo tem razão, não foi ele que pediu". A série arregalou os olhos e disse: "Não vai dizer que fui eu, Chico, pelo amor de Deus". Chico disse: "Não, não foi você, nem e o Agnaldo. Sabe, Agnaldo", disse o Chico. "Tetel é o boi de piranha". Ele arregalou os olhos. Boi de piranha, Chico, não sabe o que é? Lá no Amazonas tem o boi de piranha. Um boi que é o mais fraquinho, mais doente de todos. é escolhido pelo boiadeiro para atravessar o rio onde há piranhas. As piranhas atacam o boi e a boiada passa livre. Tetel na linguagem simbólica é o boi de piranha que veio libertar você e a Célia das amarras em que se encontram. Então existem situações em que os filhos passam pelas experiências porque pediram para auxiliar os pais. Mas a atual conjuntura evolutiva que nós encontramos, a maioria dos casos das nossas famílias se dá pelos compromissos cármicos. Então, o filho tem compromisso cármico com os espíritos, com a

os pais. Mas a atual conjuntura evolutiva que nós encontramos, a maioria dos casos das nossas famílias se dá pelos compromissos cármicos. Então, o filho tem compromisso cármico com os espíritos, com a mediunidade, vem de maneira desequilibrada e a divindade aproveita a experiência em família para que os pais também retirem daquela situação o crescimento espiritual. Há riscos do despertar ou estimular a mediunidade em terra e idade. De acordo com a doutrina espírita, o exercício mediúnico muito cedo, ainda na infância pode interferir no desenvolvimento físico, moral e espiritual dessa criança ainda em desenvolvimento? Sim, foi o que nós dissemos que está no livro dos médiuns, a colocação trazida por Allan Kardec, orientada pelo espírito de verdade. Uma criança, ela não tem condições físicas nem morais para poder exercer a mediunidade com responsabilidade. que aquilo que nós aprendemos no movimento espírita, o exercício consciente da mediunidade com Jesus, com Kardec, só haverá inconvenientes para a criança e para toda a família, despertando nele responsabilidades que ainda não possui. Porque criança precisa ser criança. Quando o espírito está vivenciando essa fase, é para que vivencie essa fase. Hoje as nossas crianças estão ficando adultas muito cedo por causa às vezes das nossas movimentações, dando responsabilidades que elas não têm, sexualizando as crianças muito cedo. Hoje meninos de 10, 12 anos falam de beijinhos, falam de namoro, quando na nossa época nós nem sabíamos o que era isso. Então isso muitas vezes é a experiência da família, despertando nas crianças essas situações que ainda não é da sua época. E no caso da mediunidade, a mesma coisa. no momento conveniente será educado. Enquanto isso não acontece, a orientação é dada de forma diferente, com o diálogo, a oração, o passe, a água, o culto no lar, a evangelização infantil e todos os recursos que o movimento espírita nos oferece. poderia detalhar os impactos para a criança quando esta é levada a sessão de

oração, o passe, a água, o culto no lar, a evangelização infantil e todos os recursos que o movimento espírita nos oferece. poderia detalhar os impactos para a criança quando esta é levada a sessão de desobsessão referente ao seu processo obsessivo? >> Não apenas crianças, podemos falar de nós adultos também. É totalmente inconveniente o paciente participar de uma reunião de desobsessão. A reunião de desobsessão é uma reunião de tratamento espiritual, onde os médiuns se predispõe a ajudar encarnados e desencarnados, mas o paciente não deve estar presente. Porque se a divindade nos ofertou o esquecimento do passado, é para que nós tenhamos a condição de recomeçar a nossa história. E nem todos estão preparados para escutar aquilo que foram, para escutar o que o espírito tem a dizer a respeito da sua existência passada. Ademais, as crianças, que é um ambiente em que ela ficará durante muito tempo, não ficará quieta, nós adultos temos dificuldade, imagine as crianças. Então, é totalmente inconveniente que uma criança participe. E nós adultos também. Algumas casas espíritas nós respeitamos, tem este trabalho, os pacientes assistem as reuniões, mas de uma maneira geral isso pode ser bastante prejudicial para o tratamento daquele indivíduo. Os as dificuldades são as cobranças internas, a culpa, a falta de entendimento. Ao invés de auxiliar a situação, piora ainda mais que a criança fica sem entender o que está acontecendo. Então, pode gerar uma série de circunstâncias que vão prejudicar toda a família. >> E vamos para a última pergunta. O que fazer quando um espírito se manifesta através de uma criança na aula de evangelização? >> Pode acontecer às vezes até na nossa casa com os pais. Todas as vezes que ocorrer uma comunicação mediúnica, seja com uma criança, com o jovem ou mesmo com o adulto, onde o local não seja conveniente para isso, nós precisamos primeiro manter a calma. Nada de desespero, nada de sair da sala para chamar os outros evangelizadores para vir ajudar, nada de alardear as outras

local não seja conveniente para isso, nós precisamos primeiro manter a calma. Nada de desespero, nada de sair da sala para chamar os outros evangelizadores para vir ajudar, nada de alardear as outras crianças pela aquela situação que está ocorrendo. Manter a calma, fácil, não é, mas manter tranquilidade. Depois, a oração, a confiança na espiritualidade. Um trabalho de evangelização infantil não é um trabalho que se faz sozinho. os benfeitores estão ali protegendo. Se ocorreu, é porque houve alguma necessidade, mas não é o local para que haja comunicações. Então é preciso dar o passe dispersivo. Mesmo que o evangelizador não seja passista, faça os movimentos de dispersão. Chame o nome da criança. Daí a importância de nós conhecermos os nossos evangelizandos. Chame o nome da criança até que ela volte à consciência objetiva. Dê-lhe um copo de água, convide a respiração profunda. Agora, se o processo se estender, se por acaso o evangelizador não conseguir, então ele procura o auxílio de alguém da casa espírita, do campo da mediunidade. Ali mesmo naquela hora pede alguém para chamar. Não deixa a criança sozinha com os outros evangelizados. A importância também de sempre o evangelizador ter um ajudante dentro da sala para casos como esse. Então o ajudante saia o próprio evangelizador para chamar ajuda. Mas só crie essa movimentação quando não conseguirmos realizar. Porque às vezes com o passe dispersivo, a calma, a oração, nós conseguimos trazer a criança de volta e narrar aos pais, nunca esconder. Quando os pais vierem buscar na sala, depois da reunião, relatar o que aconteceu para que eles tenham consciência e em casa agir da mesma forma com a oração e o passe dispersivo. >> Obrigada, Wellerson. Olha, nós temos algumas perguntas aqui que são muito parecidas com as que ele já respondeu, que eu acredito que quem fez se sentiu respondido. E temos três aqui que são bem interessantes, mas depois nós encamin encaminharemos as respostas para quem fez, tá? Eh, a gente coloca na

á respondeu, que eu acredito que quem fez se sentiu respondido. E temos três aqui que são bem interessantes, mas depois nós encamin encaminharemos as respostas para quem fez, tá? Eh, a gente coloca na nós depois esse vídeo aqui que foi gravado, ele vai para o YouTube da nossa casa, tá? O nosso canal. Então, a gente pode colocar essas respostas lá na nas observações do do próprio vídeo, tá? Porque não vou perguntar quem fez a pergunta e a gente coloca lá e a pessoa que fez a pergunta se vai se sentir respondido, tá? E você tem seus 10 minutos para poder fazer o encerramento e fazer a prece para nós, tá bom? >> A mediunidade obsessão em crianças é um campo muito vasto. Seria impossível em 2 horas nós trabalharmos todos as informações referentes ao tema. Por isso também a dificuldade de responder a todos os questionamentos. O nosso desejo era poder contribuir um pouco mais. A Ctia trouxe essa movimentação positiva. Vamos contribuir com as respostas, se pudermos, para poder compreender um pouquinho mais acerca deste assunto. Antes de nós trazermos as considerações finais para o nosso encontro, carinhosamente também a direção do aprendizes do evangelho, nos estudantes do evangelho, nos permitiu falar um pouquinho do nosso trabalho. Cíntia quanto nos apresentou, se referiu aos livros que nós temos publicados e a instituição que nós auxiliamos, que é a Fraternidade Sem Fronteiras. É uma ONG bastante conhecida aqui em Goiânia. Acredito que quase todos que estão aqui já escutaram falar. Há 16 anos essa ONG tem buscado auxiliar não apenas as crianças, jovens e adultos da África, como também aqui no Brasil. Hoje nós atendemos a 37.000 pessoas em nove países e tudo isso só é possível com auxílio de muitos corações. E dos livros que nós temos publicados, a renda de muitos deles vai para a fraternidade sem fronteiras. Eles estão expostos aqui na livraria da fé ego. Aqueles que tiverem interesse, no final do nosso encontro, nós estaremos à disposição na livraria. Em especial, nós temos dois

ternidade sem fronteiras. Eles estão expostos aqui na livraria da fé ego. Aqueles que tiverem interesse, no final do nosso encontro, nós estaremos à disposição na livraria. Em especial, nós temos dois lançamentos que estão aqui à frente. Um deles é o Diálogo com Jesus, que fala de 13 capítulos, de 13 personagens que conviveram ao lado de Jesus, trazendo para nós vivências do dia a dia. Nós contamos a história desses personagens e a espiritualidade comenta os diálogos trazendo pros dos dias atuais. E outro livro se chama Pai Francisco, que é um livro de orações e de canções em homenagem a Francisco de Assis. As canções são 30 canções inéditas em homenagem a Francisco. Elas vêm com Qrycode, onde nós acessamos com o nosso celular e abrimos para poder assistir com imagens à vida do pobrezinho de Deus. Para nós finalizarmos o nosso encontro, nós queríos contar uma última pequenina história. Essa história não é do nosso movimento espírita, é da história universal do grande poeta e escritor de Queiroz. Ele tem a oportunidade de conjecturar que perto de Siquem, em Siarna, Samaria, vivia uma família. constituída de mãe e filho. O coração daquela mulher estava despedaçado porque seu filhinho estava muito doente. Ela batia de porta em porta pedindo esmolas, mas ninguém lhe auxiliava. Pedia um naco de pão e ninguém lhe oferecia. Cada vez mais as tormentas aumentavam e ela já não sabia mais o que fazer. O filho ficava em casa sozinho o dia todo, deitado sobre a esteira, e ela pelas ruas mendigando, e chegava em casa de mãos vazias, vendo seu filho definhar dia após dia. Numa daquelas madrugadas em que ela velava pelo sono filho, ele acordou um tanto quanto assustado e disse: "Mamãe, eu quero ver Jesus. Porque me disseram que Jesus é um homem bom. Ele cura os enfermos. Ele traz alegria aqueles que estão desesperançados. Ah, mamãe, eu queria ver tanto Jesus. A mãe olhou pro filho e lhe disse: "Esqueça, meu filho. Jesus não tem tempo para nós, porque Jesus trabalha muito, viaja pelas terras de Israel, levando a

nçados. Ah, mamãe, eu queria ver tanto Jesus. A mãe olhou pro filho e lhe disse: "Esqueça, meu filho. Jesus não tem tempo para nós, porque Jesus trabalha muito, viaja pelas terras de Israel, levando a sua mensagem de amor. Aqui na nossa casa jamais virá. Aqui vivem eu, você e a miséria." Ah, mamãe, mas eu queria ver Jesus. E o filho insistiu. A mãe não disse mais nada. E no transcorrer daquela noite, delirando de febre, muitas vezes o menino com os olhos arregalados, a mãe sentada ao lado, adormecida, acordava assustada com ele. Mamãe, eu quero ver Jesus. Eu quero tanto ver Jesus de Nazaré. Até que a madrugada alta chegou, aquela mulher no seu cansaço dormiu sono profundo e o menino acordou. Acordou e de repente ele viu alguém abrindo a porta. Silencioso aquele homem entrou. Era um homem esguio de aproximadamente 1,70, 1,78 m, 70 kg, talvez. Os cabelos divididos ao meio da cor da mêndoa madura que se misturava a barba que lhe descia pelo tórax. A sua testa larga, os igomas a face salientes, os lábios polpudos, os olhos eram como duas estrelas encrustadas na sua face. Ele vestia uma túnica alvinitente muito branca, os pés calçados pelas sandálias de couro e aquele homem desconhecido aproximou-se da esteira, abaixou-se e disse: "Você me chamou e eu vim. Eu sou Jesus". O menina arregalou os olhos, colocou nos lábios um sorriso e o mestre descendeu as mãos sobre a sua cabeça, o abençoou. Ele ficou totalmente curado da sua enfermidade. E da mesma forma que Jesus entrou, Jesus saiu daquele casebre visto apenas pelo coração daquela criança. Quando o dia amanheceu, ele totalmente curado, a mãe feliz, mas ele na sua inocência de criança, não contou nada à sua mãe, porque a razão dela dizia que Jesus não tinha tempo para eles, mas o seu coração de criança, na simplicidade e na inocência criou condições para que Jesus pudesse visitar a sua casa. Nas nossas experiências mediúnicas, seja com crianças, jovens, adultos e idosos, nós somos convidados a nos conectar com mais alto, com Jesus,

riou condições para que Jesus pudesse visitar a sua casa. Nas nossas experiências mediúnicas, seja com crianças, jovens, adultos e idosos, nós somos convidados a nos conectar com mais alto, com Jesus, buscando com disciplina e responsabilidade encontrar os caminhos para a nossa plenitude. a nossa gratidão pela presença, pelo carinho de todos, pelos amigos que vieram de outras cidades para estar conosco, de outras casas espíritas e esperamos daqui a pouco estarmos juntos de novo. Às 17:30 nós vamos fazer a palestra do Estudantes do Evangelho hoje com o tema Jesus e Judas Iscariotes. E todos são os nossos convidados para participarem conosco. Uma boa tarde para todos nós. a nossa gratidão. >> Obrigada a todos. E agora eu convido vocês a conhecerem os livros do Wellerson e a fazer um lanchinho ali.

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