Esquina de pedra | Stela Martins | 08.03.26
Essa série de lives tem por objetivo principal divulgar a obra “A esquina de pedra” e seu autor, Wallace Leal V. Rodrigues. O livro aborda a história do cristianismo primitivo e a formação do catolicismo, com capítulos que se assemelham a crônicas poéticas, explorando temas como a fé, a caridade e a transformação moral. https://www.oclarim.com.br/a-esquina-de-pedra/p O autor Wallace Leal Valentim Rodrigues, autodidata, foi ator e diretor de teatro, diretor de cinema, escritor, jornalista tendo atuado durante 25 anos na Casa Editora o Clarim como continuador da obra de seu fundador, Cairbar Schutel. Conheça a trajetória inspiradora desse espírito no documentário WALLACE LEAL – PODERES DO ESPÍRITO (Márcia Tamia | Zé Henrique Martiniano) https://youtu.be/pwItf50t0fg?si=D2qw3eQpXZMVXeyo #espiritismo, #doutrinaespírita, #allankardec, #reencarnação, #mediunidade, #evoluçãoespiritual, #vidaapósamorte, #cristianismoprimitivo, #esquinadepedra 🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5483594840801280
Ja. Nu, [música] mor. >> renascer ainda [música] e progredir sempre. [música] Não é além. poder [música] renascer nascer ainda e progredir progredir [música] sempre sem [música] não Amém. [música] Boa noite. Boa noite para todos. Sejam bem-vindos ao mais um encontro para refletirmos sobre a obra A Esquina de Pedra, de autoria de Walla Rodriguez. É um prazer sempre muito grande estar aqui com vocês. Pera que aqui tá muito claro, ó. Pronto, melhorou. Espero que vocês estejam todos bem, que estejam animados, porque vamos entrar aqui num período muito bom. As coisas estão ficando cada vez mais emocionantes na nossa leitura, não é mesmo? E e assim continua agora também. Olá, A Bira, muito obrigada por ser membro de um canal espírita, querido. Muito bem-vindo. Boa noite, Lúcia, querida. Muito bem, vamos lá começar a nossa leitura. Oi, Eliamar, bom dia. Eliamar, encontrei ontem. Eliamar, encontrei hoje. [risadas] Que bom, né? Rosânia, boa tarde, boa noite para você. Seja bem-vinda. Nivalci, boa noite, querida. Esse final de semana nós tivemos aqui em São Carlos a presença do Simão Pedro de Minas, veio, fez palestra aqui no Obreiros do Bem, que é a casa espírita que eu e Eliaar frequentamos. Eh, fez palestra no sábado à noite, fez palestra hoje de manhã. A o Obreiros do Bem aqui de São Carlos está comemorando esse ano 100 anos de existência e as palestras do Simão Pedro foram maravilhosas, maravilhosas, emocionantes, sabe? Foi muito bom mesmo, muito bom. Pera aí que eu aqui achei. Vamos paraa nossa mensagem de abertura aqui paraa nossa ser nossa prece. >> De mim eu saio em busca da verdade, em vida e morte procurando a ti. Eu sigo [música] estrelas, mago e santidades, arcanjos, monges [música] para te descobrir. Doce verdade, sei que estáais em tudo. Então, em tudo [música] eu irei te buscar. E em cada tudo encontro um pouco o mundo, [música] mas é inteira que eu quero te achar. Religiões, [música] doutrinas, ritos, seitas, onde enjaularam sábios e [música] profetas, adoram a casca e
scar. E em cada tudo encontro um pouco o mundo, [música] mas é inteira que eu quero te achar. Religiões, [música] doutrinas, ritos, seitas, onde enjaularam sábios e [música] profetas, adoram a casca e perdem a essência. Não te detenho, não te procuro te busco [música] em versos, cantos ou ciências na antiga vida e na que virá. Minha alma voa solta aonde pensa, aonde a procura queira [música] lhe levar. E quando eu canso, eu volto à minha [música] casa. Mergulho fundo em mim a meditar. Mas quando chego e ouço a minha alma, eis que ela [música] anseia a verdade encontrar. E assim [música] eu saio em busca da verdade, em vida e morte procurando a ti, seguindo [música] estrelas, magos, santidades, arcanjos, [música] monges para te descobrir. Eu sigo estrelas. Lindo, né? Lindo. Muito bem. E aí, vamos começar? Vocês estão animados? Estão animadas? Quero só ver, hein? Quero só ver. Então, vamos lá. Nós paramos aí no domiciliano, né, que nós íamos eh conhecer. É isso. É, né? É isso. É, foi aqui no domiciano que nós paramos, né? Só para eu ter certeza. Hein, gente? Vocês estão tudo dormindo aí no chat que eu tô prestando atenção, hein? Tá muito quieto esse chat aí. Mas foi aí no domiciano que nós paramos mesmo. Nós estávamos ou não. Não foi aqui mesmo, né? eu fazendo confusão com a marcação mesmo que eu fiz. Tá certo, né, gente? Tá sim. Ah, bom. Pelo menos alguém me respondeu. Obrigada, hein, Lu. Lúcia. [risadas] Rosânia também respondeu. Por um momento. Eu comecei a ficar preocupada. Eu falei: "Pronto, errei o lugar". Então vamos lá, vamos conhecer o domiciano, porque ele é mais um elo daquela corrente de 40 elos, né? Então vamos lá. A corrente que o Filotemo já falou há muito tempo pra Gala, que ele não sabia qual era o motivo dessa corrente, mas ele conhecia os elos. No paredão do aqueduto tinham posto um cartaz. O circo necessita de músicos, malabaristas, atores para representações. O coração do jovem bateu descompassadamente. Ele sorriu largamente. Ali estava sua grande oportunidade. A
inham posto um cartaz. O circo necessita de músicos, malabaristas, atores para representações. O coração do jovem bateu descompassadamente. Ele sorriu largamente. Ali estava sua grande oportunidade. A oportunidade que ainda no dia anterior, no templo de Minerva, rogara a deusa insistentemente. Perdê-la agora seria será perdê-la para sempre. Até então estivera inutilmente a oferecer seus serviços, recebendo em troca risadas de escárne. "Deu fora, franguelho. Desocupa, desocupa", diziam-lhe. Agora, entretanto, ouvião. Estão pedindo que se apresentem os artistas. O circo necessita de artistas. Ademais, aquela é uma cidade grande. O circo está em condições de empregar. Todos terão seus postos e Domiciano terá o seu também. Por isso, felicita-se. Aliás, dois dias antes, quando entrara na cidade, uma coisa qualquer lhe dissera por dentro que aquele ia ser o local de seu destino e amaldiçoados fossem os que não acreditassem nos pressentimentos. Acontece, porém, que Domiciano, Domiciano não sabe como chegar ao circo. O crepúsculo se fizera à noite, enquanto as tontas, ele saíra perambular, partindo do muro do aqueduto, onde vira o cartaz pregado. Mas há muita gente na rua e todos parecem seguir a uma mesma direção. Vocês já ouviram isso? Vocês lembram disso de algum lugar? Você também tava perdida, Tânia. [risadas] Ah, que bom que você se achou. Oi, Olga, boa noite. Vocês se lembram disso, dessa história de não sei muito bem para onde eu tenho que ir, então vou seguir aqui, né? Quantas vezes a gente já leu isso nessa obra? Quantas vezes que eles saem andando porque eles sabem que se eles forem por um determinado caminho que eles também não sabem qual é, eles vão chegar onde eles precisam. É ter muita confiança, né? Isso é chama fé, sabe? Isso chama fé. É muito, muito legal isso. Muito legal. Bom, mulheres e crianças, velhos, jovens como ele, até anciãos. E ao passarem por Domiciano, se este lhes vê o os rostos, percebe-os felizes, tão felizes quanto, por certo, há de estar o seu. E é interessante eh eh a
crianças, velhos, jovens como ele, até anciãos. E ao passarem por Domiciano, se este lhes vê o os rostos, percebe-os felizes, tão felizes quanto, por certo, há de estar o seu. E é interessante eh eh a gente pensar nisso, né? Ele presta atenção no rosto das pessoas porque ele tá acompanhando gente que ele não conhece e que ele supõe que eles estejam indo pro circo eh buscando a mesma coisa que ele, né? uma vaga para trabalhar no circo. E Domiciano percebe a situação. Aqueles hão de ser forçosamente outros candidatos ao circo. É isso. Basta pois segui-los para chegar ao local certo. E segue-os. Rumam para fora da cidade e à medida que ganham o arrabalde, o número de pessoas parece crescer. Isso aborrece um pouco, domiciano. Quer dizer que haverá concorrência. Mas ele está disposto a tentar e segue confiante. Seu coração o fortalece e anima. Parece repetir que aquele era o momento certo e o local asado. Os caminheiros, entretanto, não desaguam no circo, mas no portão de uma quintas escuras, mais ou menos oculta, entre grandes oliveiras. Mas e então? Na passagem iluminado pela lua em ascensão, Domiciano percebe aquele que deve ser o porteiro. Recebe os recém-chegados com tanta fabilidade como nunca vira a dizer: "Sede bem-vindos". Onde que ele tava entrando, né, gente? Nós já sabemos onde ele tava entrando, não é? Domiciano está intrigado. Todos são bem-vindos. Bem, eu também serei bem-vindo. E se este é o local da contratação, exibirei o que sei, sem constrangimento, e solicitarei trabalho. Afinal, dizem-me que sou bem-vindo. Reúnem-se nos lugares da quinta, luz de tochas de resina, e, ao entrar um homem alto de grisalhas barbas, levantam-se todos e põe-se a cantar baixinho. Pois então, Domiciano pensa, não é que estão ensaiados? Ele ainda acha que ele tá numa contratação do circo, né? Sabem todos o hino nostálgico que ele tenta acompanhar o melhor que pode e singularmente as palavras entram ali no coração. As palavras são mansas, a música suave falam de um reino para além deste mundo
bem todos o hino nostálgico que ele tenta acompanhar o melhor que pode e singularmente as palavras entram ali no coração. As palavras são mansas, a música suave falam de um reino para além deste mundo e um instante de tanto arrebatamento que ele sente os olhos úmidos. Esboa-se em seguida um espetáculo tocante, algo que ele nunca esperava ver. Após haverem partilhado com ternura e emoção um simples pedaço de pão do qual ele mesmo se serve, o homem grisalho relembra palavras e feitos de Jesus, o Cristo de Deus. Sua voz é desataviada e cálida, e seguindo a este, outros homens erguem-se para discorrer. Não é lindo, gente? Olha só como foi parar outro elo da da corrente do Filotemo. E de que jeito a espiritualidade faz com que ele chegue até a euclésia, não é? Que coisa, não é? Eclésia, desculpa, não é? E é e é importante a gente prestar atenção nesses detalhes, porque a gente acha que essas coisas só acontecem nos livros. E elas não acontecem só nos livros, elas acontecem o tempo todo com a gente, mas nós muitas vezes não prestamos atenção e também não não temos fé suficiente para seguir o caminho que tá sendo colocado à nossa frente, né? Que tá bem estampado na nossa cara, mas a gente insiste em perguntar: "Será, será?" E mais do que isso, em boa parte das vezes, a gente quer uma prova contundente de aquilo, de que aquilo realmente é um aviso, uma orientação ou mensagem, uma mensagem do alto, uma mensagem do plano espiritual. Exatamente. Que belo circo encontrará. Exatamente, Tânia encontrou um circo, um circo maravilhoso, não é? E aí eu queria também chamar a atenção de vocês, né, que eh ele não é uma pessoa só que fala, né? Ele coloca aqui, olha, eh, que depois que aquele senhor de barbas brancas falou, outros homens erguem-se para discorrer. E todos falam do princípio da caridade, do amor entre as criaturas, do abandono aos bens materiais, do trabalho da terra e da alegria do céu. E aí eu fiquei pensando aqui, queria compartilhar com vocês, né, nessas igrejas, nessas eclésias, né, do
r entre as criaturas, do abandono aos bens materiais, do trabalho da terra e da alegria do céu. E aí eu fiquei pensando aqui, queria compartilhar com vocês, né, nessas igrejas, nessas eclésias, né, do dos cristãos primitivos, todos podiam falar, todos eram convidados e se sentiam à vontade para ir lá e falar o que tinham entendido das leituras que foram feitas. Então, não existia um orador, não existia uma pessoa considerada especial. Ah, ele fala muito bem, ele conhece profundamente a as os textos que a gente leu. Então, deixa que só ele fala. Não é só um que fala, todo mundo fala, porque todo mundo tem algo importante a dizer a respeito daquilo que entendeu. Coisas que a gente podia tá aproveitando, né? Se nas nossas casas espíritas fosse assim também, que as pessoas pudessem se levantar e falar assim: "Olha, eu entendi diferente quando eu li esse texto, eu entendi isso, isso vocês imaginaram como ia ser agregador poder ouvir a opinião de todos, mas ouvir de verdade, né? E não ficar eh disputando quem é que tem razão, quem não tem, mas ouvir todas as opiniões e pensar a respeito de todas elas. sem nos preocuparmos que olha, não, isso aqui talvez não seja bom a gente falar sobre isso, porque esse é um tema mais delicado, vamos deixar que uma pessoa só fale. Não é, não é verdade? Bom, Domiciano ouve e ouve, percebe que cometeu um tremendo equívoco e chama-se Bestalhão, parvo e bronco. [risadas] Porém, sua autocensura não é uma lamentação. O coração prossegue a dizer-lhe que este é o grande dia. Ao término da reunião, acerca-se do homem grisada e lhe diz: "Vim ter aqui por acaso, porém não foi por um simples acaso." Embaraça-se e põe-se a gaguejar, mas o homem compreende e ri-se no que ele o acompanha. Quis dizer que vim ocasionalmente, mas que quero ficar. Domiciano explica: "Percebo-te, a sinceridade, nós te aceitaremos, mas não creio que viestealmente. Alguém te trouxe?" "Quem? Quem imaginas?" E aí Domiciano responde: "Jesus, não é?" E nós nós temos sido espíritos dispostos a ouvir Jesus
ceridade, nós te aceitaremos, mas não creio que viestealmente. Alguém te trouxe?" "Quem? Quem imaginas?" E aí Domiciano responde: "Jesus, não é?" E nós nós temos sido espíritos dispostos a ouvir Jesus quando ele nos diz: "Não vai ali não, hoje é dia de reunião no centro espírita. Hoje é dia de palestra. Vai lá ouvir a palestra hoje. Não vai, não vai arrumar confusão lá com aquele povo, não. Vai ajudar as pessoas que estão na rua precisando de ajuda. Liga para aquele seu amigo que você sabe que a mãe dele desencarnou tem duas semanas e ele tá triste. Ele deve tá triste. Liga para ele. Vai tomar um café com ele. Para que assistir a novela? Nós estamos ouvindo Jesus como Domiciano ouviu. Bom, vamos ouvir agora o no outro personagem, o Teódulo. Era aquele momento de profunda paz entre o dia e a noite, em que tudo parece tão fugaz, pois quanto vemos em breve vai desaparecer. O corpo dói-lhe, dói-lhe, pois que ainda há poucas horas for amarrado ao poste e azorragado. Aí vamos descobrir, né? Azorragado significa ser açoitado, chicoteado ou fustigado com um azorague, que é um chicote de várias tiras de couro trançadas. Vocês já devem ter visto, né, em filme isso. Naquela manhã tinha sido preso e levado ao magistrado. É o copista. Copista é exatamente o que faz cópia, tá? Sim, porém não o copista, simplesmente um dos copistas. O homem tomar um rolo de pergaminho. Reconheces tu a letra? Foste tu que copiaste estas folhas? E as copiaste para quem? para ti mesmo, para outrem, por que copiaste copiaste estas folhas? Quando as copiaste? Teódulo não reconhecer a letra, não copiar aqueles textos e, portanto, não podia saber a quem pertenciam, porque nem quando não podia saber a quem pertenciam, por nem quando tinham sido feitas. O interrogatório é insuportável. jurara que aquela não era a sua letra e nem o seu estilo de escrever. Não pôde atinar porque o acusam baseados em que em que lhe atribuem-lhe aquela escrita. Insistir em que nada tinha a ver com o assunto, deixassem-no em paz.
a sua letra e nem o seu estilo de escrever. Não pôde atinar porque o acusam baseados em que em que lhe atribuem-lhe aquela escrita. Insistir em que nada tinha a ver com o assunto, deixassem-no em paz. Os seus juízes decidiram então que ele ia ter tempo para examinar os textos e certificar-se de que fora ele mesmo quem os redigira, ou, em caso contrário, de encontrar elementos capazes de identificar o copista. Certamente tinham se esquecido dele. No decorrer daquelas horas, absorvera-se na leitura das folhas execradas e o que verificara enchera-o de pasmo. Estava ali, ó. Vou só voltar antes pra gente pensar numa coisa. Vocês entenderam, né, que o moço foi preso. Tô inspirada. Ah, que bom. Ainda bem. uma Terezinha. Eh, a gente precisa ter clareza do da situação, né? Então, esse moço foi preso porque ele tava sendo acusado de ter feito cópias de um determinado texto. E aí os juízes estavam bravos porque queriam saber quando ele tinha feito, porque ele tinha feito, para quem eram aqueles textos. E ele tava dizendo, não fui eu que fiz, não. Essa letra não é minha, não fui eu que fiz. Mas que que os juízes fizeram? Então, imaginando que realmente não era dele aquelas aquela letra, aqueles textos, eles mandaram ele pra prisão. Mas agora você lê bastante aí, dá uma lida boa para você poder contar para nós quem era o copista, quem fez essas cópias. Só que aconteceu uma coisa diferente, estando preso e ameaçado, porque essa a condição dele agora, né? Ele tá preso e sendo ameaçado. Teódulo não reconhecer a letra, não copiar aqueles textos e, portanto, não podia saber a quem pertenciam, por nem quando tinham sido feitas, né? Essa parte eu já li aí. Eh, no decorrer daquelas horas absorvera-se na leitura das folhas execradas e o que verificar encher o de pasmo. Então, ele tava lendo os textos para conseguir, porque era para ele descobrir quem era o copista, né? Porque eles não só copiavam, eles faziam a cópia. Além da letra, eles deixavam algumas marcas que era para todo mundo
do os textos para conseguir, porque era para ele descobrir quem era o copista, né? Porque eles não só copiavam, eles faziam a cópia. Além da letra, eles deixavam algumas marcas que era para todo mundo soubesse quem é que tinha feito as cópias. Porque era uma arte, era uma arte fazer cópia. Não era qualquer um que fazia cópia. Eles tinham lá pessoas escolhidas que eram escolhidas para fazer isso. Era um negócio sério. Estava ali o mais alto e o mais belo legado que um pensador alcançara deixar a humanidade. Era a fórmula para a reforma e a libertação dos homens. postas em prática, aquelas prescrições amorosas transformariam as feras em anjos. Ali estavam letras de ouro marcadas a fogo. Nenhum fanatismo as destruiria. Era, eram essas as reflexões dele enquanto lia os textos copiados. É bonito, né, gente? mais alto e o mais belo legado que um pensador alcançara deixar a humanidade. Exatamente isso era a fórmula para a reforma e a libertação dos homens. libertar-se de tudo o que não é importante. Postas em prática, aquelas prescrições amorosas transformariam as feras em anjo, e milhares delas, nós todos fomos transformados. E os que não foram estão se transformando ou vão se transformar. Teódulo tem tempo para demorar-se no exame das passagens grafadas carinhosamente e atribuídas a um tal de Levi, Mateus em grego. Então ele tá lendo o o Evangelho de Mateus. Embora carescente de alimento e água para se descedentar, sente-se transposto a uma espécie de céu interior. Nunca sonhara com nada como aquilo. Era soberbo. Gente, ele tá na na cela, ele tá preso, ele tá sendo ameaçado, ele já apanhou. Veja só como os ensinos de Jesus chegaram até esse homem. cópias de que ele era acusado fazer, mas que ele não tinha feito. Eu fico, eu fico passada, passada. Ó os caminhos que o plano espiritual faz para conseguir colocar a gente no lugar certo. Eles trabalham muito, né? Eles trabalham muito. É fantástico isso. Os homens voltaram à tarde e o levaram outra vez a interrogatório. Corajosamente exclama:
a conseguir colocar a gente no lugar certo. Eles trabalham muito, né? Eles trabalham muito. É fantástico isso. Os homens voltaram à tarde e o levaram outra vez a interrogatório. Corajosamente exclama: "Senhor procurador, afirmo-vos mais uma vez mais que não sou responsável por esta cópia. O texto grafado, entretanto, me parece tão nobre e de tão peregrina dignidade que eu investiria nele o mais meticuloso empenho se me fosse dado transcrevê-lo. E por conta disso, ele foi levado desnudo ao poste de suplicação. Era fato que pelo exame comparativo com outros textos e trabalhos pessoais seus tivera reconhecida sua inocência, mas o desacato à autoridade necessitava ser punido. Por quê? Porque ele disse que se ele tivesse que fazer cópia desse texto, ele ia se dedicar profundamente, porque por conta da nobreza e da dignidade, peregrina dignidade que ele viu naqueles textos. tão nobre, tão nobre, que ele se dedicaria profundamente a fazer as cópias desse texto. O Azorrag corta-lhe as espátul espáduas, que é o quadril, né? As espáduas, seus músculos estremecem, o suor poreja, o sangue corre-lhe pelo corpo. Um pensamento, entretanto, luminoso e forte, paira-lhe na cabeça pendida. Até que ponto podemos nós sofrer pela verdade? Até que ponto? Até que ponto nós aqui que estamos conversando sobre esquina de pedra temos coragem de enfrentar qualquer situação em nome de Jesus, em nome dos evangelhos. Teódulo olha a noite que devora a paisagem, levanta-se, encosta-se à porta da casa e segue em busca do local em que se reúnem os homens do caminho. Entra discretamente e ouve com caloroso interesse. Aquela mensagem é sua, pois já sofrera por ela. Ele já tinha se martirizado por Jesus, né? E quando serra os olhos ao ouvir a prece de encerramento dos trabalhos, mente e coração unem-se numa pequena mensagem: Jesus, tenho a oferecer-te hoje minhas feridas ainda frescas. Que as tuas palavras em meu espírito durem o que as cicatrizes durarem, Senhor. E que assim seja. E nós, né? E nós, a gente obviamente não precisa passar
oferecer-te hoje minhas feridas ainda frescas. Que as tuas palavras em meu espírito durem o que as cicatrizes durarem, Senhor. E que assim seja. E nós, né? E nós, a gente obviamente não precisa passar por um flagelo físico em nome do cristianismo, né? Não há nem necessidade disso. Mas será que nós temos coragem de manter a nossa as nossas convicções diante das situações? Eu tô dizendo de coisas muito rotineiras, tipo, eu não vou beber porque bebê faz mal ao meu organismo e esse corpo foi emprestado. Eu tô dando um exemplo qualquer, gente, pode ser qualquer coisa. Eu lembrei agora da bebida. Eh, e embora todo mundo me eh fique me dizendo, "Be um pouquinho, imagina, tu não faz mal para ninguém, toma só um copinho, experimenta que esse vinho". A gente se mantém ali firme e fala: "Não, não." A gente abre mão de ir na casa espírita no dia que a gente se comprometeu a est lá, porque vai ter festinha de alguém, porque vai ter ai hoje vai acabar a novela, fica aqui, assiste com a gente aí, tá chovendo muito, não vai não. Não é, a gente não pode trocar as coisas também, né? deixar o convívio da família para ir paraa casa espírita. Não, não é isso que eu tô dizendo, mas a gente deixa de ir por motivos tão banais. A gente deixa de fazer o evangelho no lar por motivos tão banais também. Imagina se a gente tivesse que ir pro sacrifício, né? Bom, aí volta a Gala a conversar, né? São os que esperas para hoje? Sim, Teodolo. Teódulo foi suplicado. É um copista e as autoridades, por qualquer motivo, decidiram proibir que se copiem os os evangelhos. Esperei que dissesse mais alguma coisa, porém Filotemo se calou. Novas complicações estavam, pois, à vista. E como mais tarde ficaria sabendo, aquele ia ser o último extertor no mundo antigo da intolerância voltada contra a mensagem cristã. Olha que importante. Mais tarde, com outras aparências e títulos diferentes, os verdugos voltariam, e os impropriamente chamados cristãos se encarregariam das perseguições e renovados desatinos. Aqui tá falando do que a gente ia fazer
om outras aparências e títulos diferentes, os verdugos voltariam, e os impropriamente chamados cristãos se encarregariam das perseguições e renovados desatinos. Aqui tá falando do que a gente ia fazer depois, né? Perseguir aqueles que não eram cristãos. Porque nós, os cristãos foram perseguidos pelos pagãos. Aí depois eles reencarnam, né? E aí eles passam a perseguir os que não são cristãos. Filotemo percebeu minha preocupação. Eu não te diria se não viesses em breve a saber. No passado, as coisas começavam assim. aqui, lá, depois vim a crise, o incêndio. Todavia, não nos deixemos abater. Os séculos esperam por nós. Olha, nós temos esse pensamento também. Nós olhamos pro presente e o futuro, nos entendendo verdadeiramente como espíritos imortais e assim compreendemos o nosso presente e o nosso futuro como espíritos imortais. momentaneamente num corpo físico. A gente não faz isso, né? Houve uma pequena pausa. Em seguida, ele mencionou o nome de Prisco, perguntando-me se ele estava lá. Eu fiz que não. Prisco levou-os. Deve ter suspeitado de que as convicções deles eram as nossas. apresentou-os e partiu quase de imediato, como a dizer: "Agora revelem-se, não foi difícil identificá-los, mesmo porque uma vez mais eu estava diante de personagens de meu sonho. É estranho que Prisco não encontre o seu caminho." Eu olhei desconfiada, sem saber porque o mencionava pela segunda vez naquele dia. Entretanto, não havia astúcia em seu olhar. Quer dizer, ele não tava falando para provocar ela, né? É que nesse ponto teu sonho te enganou ou tu mesmo te enganaste. Foi o que a Gala disse pro pro Filotemo, né? Filotemo, porém, me pareceu desinteressado de voltar à questão do sonho. Pôs-se a falar de Domiciano, que era ator, ator de do margites, um gênero de comédia que eu nunca vi apresentar, mas sobre o qual falou-me animadamente, Margites, é Margites, o a pronúncia. Margites refere-se a um poema épico, cômico da Grécia antiga, muitas vezes atribuído ao Homero, cujo personagem titular é o arquétipo do tolo ou
u-me animadamente, Margites, é Margites, o a pronúncia. Margites refere-se a um poema épico, cômico da Grécia antiga, muitas vezes atribuído ao Homero, cujo personagem titular é o arquétipo do tolo ou simplório. Era vivaz, né, e alegre em versos jâmbicos. Então, é o marguites com versos jâmbicos. Versos jâmbicos é um baseado no jambo um pé métrico composto por uma sílaba átona seguida de uma tônica fraca, forte ou dadum. Originários da Grécia antiga. Esses versos possuem um ritmo ascendente e consistente, comumente usados em poesia satírica, dramática e, mais frequentemente, no pentâmetro iâmbico inglês. Gente, eu fui atrás dessas coisas, mas eu não entendi nada porque eu, olha, não sei nada de de dessa de poesia, de teatro. Eu sou um zero à esquerda nesse assunto. Puxa vida. Mas eu espero que vocês tenham entendido. [risadas] Homero explicou-me além da batracomiquia. Batraomiquia chama isso aí. Significa a batalha das rães e dos ratos. É o que significa a palavra, né? É uma obra da Grécia antiga, considerada um poema herói cômico, uma paródia da Ilíada de Homero. É uma gozação, né, feita com base na Ilída. Domiciano nega essa paternidade, atribuindo-a a Pigres de Alicarnazo. Mas Homero é o autor. Lembro-me de que naquela noite, com Domiciano, Nícalo e Flávio presentes, a discussão em torno dessa autoria se generalizara. Eles ficaram discutindo, né, quem que era autor, quem que não era, quem que tinha inventado esses esses estilos de comédia. A bratacomiomaquia é oriunda de passagens de Alceu, um poeta cômico grego. Isso é querer ir de encontro a Aristófanes, arquílogo e ainda Aristóteles. Sim, Marguites é o pai da comédia. O Marguites está para comédia, assim como a Ilíada e a Odisseia estão para tragédia. Domiciano era claro, de olhos azuis, pertencia à raça que chamávamos hiperbóreos e tínhamos como povo que vivia sob o céu mais belo do mundo inteiro. Mas ao contrário de sua gente e talvez por ser um ator, era locaz. Imaginei que por detrás daquela locacidade, embora sua juventude, havia
mos como povo que vivia sob o céu mais belo do mundo inteiro. Mas ao contrário de sua gente e talvez por ser um ator, era locaz. Imaginei que por detrás daquela locacidade, embora sua juventude, havia um problema de alma. Sua extroversão era então uma forma de compensação que eu não podia alcançar. Até aqui tá tudo bem. Fico aqui a pensar que nobreza de caráter especial há nessa obra. Nossa, nem me fala, Tânia. Caracteres especiais. É nossa. Eu fico hoje fiquei conversando lá com a Eurídice e também com a com a nossa amiga que tá aqui acompanhando com a gente. Espero que ela esteja acompanhando ainda. Eliamar, eh, que tem gente que acha esse livro muito difícil, né? Eu concordo que tem umas palavras aí, uns termos que a gente não tá acostumado, então a gente tem que procurar. Mas eu não acho ele muito eh tirando as palavras difíceis. Isso. Tirando as palavras difíceis, como colocou a Eliamar, ele é um livro emocionante, né? Eu não acho que ele seja, ele é difícil da gente digerir, sabe? Digerir, porque a gente já passou por esse período e não aproveitou a oportunidade. Acho que essa é a dificuldade dele, é a dificuldade que ele apresenta, né, para nós. Mas enfim, vamos lá. Teódolo era tardo de gestos e ria-se ingenuamente como as crianças, mas via-se que havia deliberações e força em sua alma transparente. Isso ficou sobretudo claro ao falar do que se passara em Arnaceia e Zela. São duas cidades. Os velhos se atrasaram, foram tangidos de volta, trancados no prédio da igreja. incendiaram-na. Então, para salvar mulheres e crianças, não podemos voltar. Eram aberto e o luar estava extremamente claro. Foi horrível. Mas por que essa medida? O que a motivou? Por que que, né, os soldados romanos que fizeram isso, né, gente, que fizeram, pegaram os velhos, puseram tudo de volta na igreja, porque alcançaram, né, as pessoas mais velhas que tinham algum problema de locomoção, que não conseguiram fugir, puseram dentro da igreja e tocaram fogo na igreja. A denúncia de que agitadores da Comana
rque alcançaram, né, as pessoas mais velhas que tinham algum problema de locomoção, que não conseguiram fugir, puseram dentro da igreja e tocaram fogo na igreja. A denúncia de que agitadores da Comana Pontina se encontrava omisiados entre os cristãos da cidade. Comana Pontina, custei para descobrir, é uma cidade da região do ponto. É perto ali da da região onde tá a gala, na moderna Turquia, que segundo a tradição, formou a colônia de Comana na Capadócia. é ali perto deles. E omiziados significa fugido da da justiça, aquele que se esconde. Tem sentido, né? Então eles acreditavam que os os agitadores lá da Comana Pontea, os rebeldes, né, alguém que tinha criado algum problema ali na na região da Comana, eh fugir, eles fugiram, né, estavam fugindo da da perseguição dos romanos e se esconderam lá em Arnassé e Isélia. Por isso é que eles foram perseguir os cristãos. Tudo sucedeu com a rapidez do raio. Há anos não ocorria nada. Sim, há seis anos. Em vista disso, Filotemo falou com a voz calma: "Parece-me oportuno que escolhamos um terreno neutro para nossas reuniões. Ele tá preocupado das reuniões sejem lá na casa da família da gala, né?" Chamando a atenção para a sala já exígua, disse que antes de mais nada julgava importante conhecer o ponto de vista dos companheiros e servir-se da experiência geral. Sem mencionar sua discrença relativamente à nova orientação da igreja de Sebasties, agora entregue as mãos de Melon. Melon. Então é uma coisa pra gente pensar agora também, né, pra gente não esquecer, porque eh aqu o ancião ali, que era o líder da eclésia de Sebastias, o Melington já tava lá, né, para fazer uma uma um vistoria para fazer eles mudarem os o comportamento, para passarem a ter as atitudes que que Eh, ah, Constantinopla estava exigindo, enfim, ele chegou lá para para ser um um um fiscal, né? Um fiscal e mudar. Só que o ancião lá da eclésia desencarnou, lembra? Ele desencarnou. E aí eles estão contando que o Meliton é que assumiu lá. Ele já tava ali dentro mesmo, né?
r um um um fiscal, né? Um fiscal e mudar. Só que o ancião lá da eclésia desencarnou, lembra? Ele desencarnou. E aí eles estão contando que o Meliton é que assumiu lá. Ele já tava ali dentro mesmo, né? Ó lá, estamos juntas. Palavras difícil, muito, muitas palavras difíceis. Acredito que se não houvessem esses primeiros cristãos, a obra do Cristo não seguiria adiante. Possivelmente foram escolhidos a dedo. É, certamente, né? Eles era um compromisso deles, né? Um compromisso que eles assumiram. Bom, agora a igreja de Sebastiva entregue às mãos de Melon. Deixava perceber a necessidade de um local particular, de uma espécie de segundo lar para eles, templo e oficina ao mesmo tempo. Certamente o assunto deveria permanecer restrito e, se possível, não transcender o círculo dos interessados. Estes não são tempos comuns. Não foram necessários éditos para as medidas de violência tomadas contra nossos companheiros da costa. É preciso compreender a igreja de É preciso compreender a igrejas de A igreja de Sebastes tem passado desapercebida, porém não é ignorada. Vovô, que seguia pela oração com redobrada atenção, balançou a cabeça concordando. E mamãe perguntou: "Queres dizer que nos afastaremos da igreja? Presta bem atenção agora. Bem, talvez seja a seja cedo ainda para decidirmos a esse respeito. Não, disse João, não abandonaremos a igreja a menos que situações muito especiais se nos esbarrem. Digamos que o nosso grupo com a orientação espiritual de Sibírcio será um movimento paralelo, o que não afasta a necessidade de uma sede. Ou seja, eles não gostam do Meliton, eles acham que o caminho tá errado, eles não concordam com o que tá acontecendo na igreja, mas isso não significa que eles vão abandonar a igreja, eles vão continuar indo lá. A gente faz isso. Se começa a acontecer alguma coisa que a gente não concorda, a gente fala: "Ih, não concordo com isso não. Vou mudar de centro". Eu estava sentada no meu canto ouvindo o que diziam. Embora não se fizessem referências a Meliton, não nos quedavam
te não concorda, a gente fala: "Ih, não concordo com isso não. Vou mudar de centro". Eu estava sentada no meu canto ouvindo o que diziam. Embora não se fizessem referências a Meliton, não nos quedavam dúvidas de que desaprovaria aqueles programas e procuraria procuraria freá-los. O diálogo que trav travara com ele no dia da morte de Adastro era a maior garantia que eu pessoalmente tinha de quanto nos distanciávamos espiritualmente. Pensando assim, algo me ocorreu. Adastro não desaprovara a visita e a assistência aos cárceres. Melington seria contrário? Pode ser temerário dizer que sim, disse Filotemo. Tenho ido estas manhãs à igreja e sobre isto quero falar-vos ainda hoje, embora lamentando fazê-lo. Olha só o que vai, o que tá acontecendo lá na eclésia de Sebastes. Melington Melon pretende interromper o serviço assistencial mantido até agora. afirma que a igreja é, em última análise, um templo a casa de Deus, como a chamou. A balbúrdia dos necessitados não se coaduna com o novo conceito. Então, antes eles recebiam os necessitados, os doentes, os desabrigados, eles recebiam todos na eclésia. tinha até um lugar para eles poderem dormir, para eles poderem ficar sob uma certa supervisão, mas eles podiam ficar ali. E Melon vai acabar com isso, porque ali agora é a casa de Deus. Julga também que os fundos comunais devem ser empregados para transformar as instalações no monumento não inferior por confronto aos demais templos da cidade, assim como está, julga a mesquinha. Então eles eles foram fazendo todas as mudanças para ficar igual aos templos pagãos. Eles foram mudando as eclésias, transformando em igreja. Deixa de ser eclésia, passa a ser igreja. Por quê? Porque a eclésia é um conjunto de pessoas que se reúne para para pensar e refletir e ler os textos dos apóstolos, dos homens do caminho, né? eram as casas do caminho e receber aqueles que que não tinham condição nenhuma, que necessitavam de ajuda, de amparo material. E aí essa turma aí que vai transformar o cristianismo em catolicismo,
né? eram as casas do caminho e receber aqueles que que não tinham condição nenhuma, que necessitavam de ajuda, de amparo material. E aí essa turma aí que vai transformar o cristianismo em catolicismo, eles mudam tudo, inclusive isso. E obviamente eles vão mudar isso, porque como é que nós vamos aqui eh louvar a Deus com esse monte de pobre de de faminto aqui junto da gente? Um templo, não mais a casa do caminho. Sim. Meliton não se opõe a qualquer forma de trabalho junto aos desamparados, mas esse trabalho deve ser desenvolvido à distância por grupos que dele queiram se encarregar. Ele não quer, ele não vai ajudar os desvalidos. O amor ao próximo para ele é o próximo que pode entrar ali na igreja, né? O óbvulo da viúva ficou para trás também. Eu, entretanto, não entendera bem. A casa de Deus, como a casa de Deus, perguntei perplexa, não é o universo inteiro a casa de Deus? Os pagãos contrem constróem casas para seus deuses. Melon não pensa assim e seguramente centenas de outras pessoas já pensam diferente. Julga ver nisso uma necessidade, uma necessidade perigosa, redargui, desabrida. É curioso que Jesus não tenha sentido necessidade de edifícios para suas pregações. Ouvi alguém dizer: "Fazia-as de aldeia em aldeia, a beira dos caminhos, a borda dos lagos, a mais importante delas nas encostas de um monte. Nossas instituições até hoje não são cópias de nada que ele deixou. São estos sim cópias das realizações apostolares e isto me parece o máximo a que poderíamos chegar. Não mais as casas do caminho em que o socorro espiritual não afaste o socorro material. Não somos espíritos ainda. Somos seres materiais com necessidades espirituais. Era Alexandre a falar e eu olhei para ele, procurando externar o calor de minha aprovação. Sim, é realmente assim. Em vista disso, Filotemo, podemos compreender que seria de todo inútil nos sediarmos junto da igreja. Pelo contrário, o litígio que viesse a surgir, caso nos firmássemos nos pontos de vista tradicionais, apenas traria prejuízos gerais.
ompreender que seria de todo inútil nos sediarmos junto da igreja. Pelo contrário, o litígio que viesse a surgir, caso nos firmássemos nos pontos de vista tradicionais, apenas traria prejuízos gerais. Arnaceia e Zela dizem-nos que não é momento para isso. Sejamos cautelosos. Numa sede singela, seguiremos nossos trabalhos e estudos, conforme o programa antigo. Com o tempo que estenderemos mãos amigas aos necessitados, acolhendo-os junto a nós. Não é difícil perceber a mão sábia de Sibir a nos orientar. estudo e trabalho. Os cárceres de Sebasti são obrigação nossa, completou. Nós mesmos, em momentos de folga, nos encarregaremos dessa construção e prosseguiremos nas tarefas iniciadas. Naturalmente, teremos dias maus. Essa perspectiva poderá ser suavizada pela boa vontade. Foi dito o que necessitava ser dito e ouvido o que precisava ser ouvido. Temos o problema em sua realidade. Eu tinha as faces em fogo e as mãos frias como gelo. Quando Filotemo citar a intervenção de Sibir em forma de inspiração para o trabalho tão oportuno junto dos encarcerados, viera minha mente a colaboração de Prisco. Eu costumava sentir-me, por causa dele, sob uma linha desagradável e quase insustentável de remorços e receios. Aquela impressão de que ele colaborava valia ouro para mim. Essa inesperada alegria dava-me impulsos de entrar nos debates, porém o medo de uma inabilidade me constrangia. Assim, engoli em seco e silenciava. Agora era Domiciano quem falava. Sua voz bem treinada era cariciosa e rica. Podíamos ouvir um simples sussurro seu que se fazia audível como se fora dito em voz normal. Sua profissão levara-o a diferentes partes e, por isso, ligara-se a núcleos cristãos nas costas africanas de da Sirenaica, na Síria, Sicília, Panfíilia e Lícia. À medida que Domiciano discorria, eu adivinhava, antecipava. E se papai fosse vivo e nos estivesse a ouvir, sem dúvida teria uma frase habitual sua, mais ou menos o seguinte: "Falais demais, todos falais em demasia", teria dito. O que Domiciano nos contou foi mais ou
apai fosse vivo e nos estivesse a ouvir, sem dúvida teria uma frase habitual sua, mais ou menos o seguinte: "Falais demais, todos falais em demasia", teria dito. O que Domiciano nos contou foi mais ou menos o seguinte. Os chefes das igrejas, por toda parte se intitulavam bispos, que era um título de chefia, já em uso corrente entre judeus, gregos e romanos. Essa condição de chefia favorecia-os e contribuía fortemente para que pudessem estender seu poder e atender-lhes os desejos ambiciosos. Conforme Domiciano nos prevenia e nos próximos anos assistiríamos, não lhe seria difícil persuadir aos fiéis de que para evitar confusão era necessário submeter muitos pastores a um só padre, muitos padres a um bispo e muitos bispos ao metropolitano. E assim surgia hierarquia numa doutrina que nunca pediu para para que isso acontecesse. Pedro, o apóstolo, criara o diaconato e este termo significava servidor, homem de serviço. Escolhera sete homens para não negligenciar o ensinamento de Jesus. Mas todas as escolhas sempre foram feitas pela soberania popular. Felipe, Procoros, Nicanor, Simão, Parmenas e Nicolau de Antioquia. E ainda este último, conforme ouvira desde pequenina, homem cheio de fé, mas cuja exaltação e zelo fanáticos bem cedo tinham levado à assembleia ao terceiro julgamento do Sanhedrin. Vê-se que triunf triunfará a ordem inversa. O Metropolitano escolherá os bispos, estes os padres, os padres os diáconos. Hoje as diretorias das casas espíritas são eleitas em assembleia por força da lei para que possam existir legalmente. Mas já existem casas e centros espíritas em que, apesar da composição de uma diretoria, a administração é feita de forma horizontal. O que significa isso? As decisões são tomadas pelo grupo, não são tomadas pelo presidente ou pelo tesoureiro, pelo diretor ou pelo coordenador, mas são tomadas em grupo, dependendo do tamanho da casa por todas as pessoas. Faz-se uma reunião e toma-se as decisões de acordo com a a votação de todo mundo em assembleia. Eh, tá ficando
oordenador, mas são tomadas em grupo, dependendo do tamanho da casa por todas as pessoas. Faz-se uma reunião e toma-se as decisões de acordo com a a votação de todo mundo em assembleia. Eh, tá ficando comum isso, graças a Deus. Cirilo se levantou e foi até a janela. Quer dizer que a igreja não respeitará mais o direito popular? É um princípio eternamente verdadeiro. Não. A igreja seguramente não conformará mais assim a sua conduta, pois é ruim, é péssimo. Mas o que pensais que se passou aqui mesmo em Sebastes? Então não vedes? Eu perguntei. Melon, quem o escolheu? Houve algum sufrágio? Foi alguém consultado? Domiciano encostou-se sem jeito contra a parede e esse movimento permitiu que eu visse o rosto de meu irmão, até então oculto na sombra. Estava rubro com os lábios a tremer. "Bom, acho melhor nos contares o resto", disse a Domiciano. "Isto é, se não te cansaste?" Claro que não. O outro murmurou vivamente em grados e pola, onde templos pagãos abandonados foram aproveitados pelas igrejas cristãs, os nichos de onde foram arriadas as estátuas dos deuses maiores e menores voltam a ser usados e recebem as efiges dos mártires de Jesus ou de sua mãe. E assim começou a idolatria no que ainda era chamado de cristianismo. Só passa a ser chamado de catolicismo algum tempo depois dessa confusão aqui toda. Estava claro que aquilo havia de impressionar os profites e encher as vistas. Em suma, destróem o trabalho dos que vieram antes, semeando com sangue um ideal sagrado", disse Cândido tristemente. É como uma onda que cresce e até tampouco não se diria. Eu tinha a impressão de estar fitando ruínas irrecuperáveis. Os altares já estavam sendo usados e os ídolos voltavam aos seus nichos. O fulo bataneiro enchera-se de roupagens disparatadas. O lítios fora adotado e os sacrifícios nas aras substituí a humildade e encantadora partilha do pão. Não havia ouro, não havia prata, não havia símbolo, não havia não havia nada que pudesse lembrar luxo ou poder, né? Ai, ai. Oi, Cristiane.
nas aras substituí a humildade e encantadora partilha do pão. Não havia ouro, não havia prata, não havia símbolo, não havia não havia nada que pudesse lembrar luxo ou poder, né? Ai, ai. Oi, Cristiane. Boa noite, querida. Isso, Eliamar, a igreja para elite. Qualquer semelhança é mera coincidência. Parece pensamento dos dias atuais. A caridade material não faz parte do de certos centros espíritas. Não conhecia a verdadeira história do início do catolicismo. Pois é. Pois é, ô Tânia, tem uma coisa importante aqui pra gente pensar. Eh, o centre espírita, quando ele foi idealizado por Kardec, ele não foi idealizado para a prática da assistência social, ele foi idealizado como local para estudo e prática do espiritismo. Ele só passa a ser um centro de assistência social aqui no Brasil. Então, algumas casas espíritas não tem perfil para assistência social. Por que que eu tô dizendo isso? Porque como nós não temos uma regra, toda casa espírita tem que fazer, tem que ter departamento disso, departamento disso, departamento daquilo. Nós não temos isso no espiritismo. A casa espírita desenvolve os trabalhos de acordo com a decisão popular, com a decisão do grupo. O grupo vai decidir o que é que ela pode fazer, o que ela quer e o que ela pode fazer. Então, se é um grupo com características eh mais eh determinantes na área do estudo, ali vai ser uma casa espírita que vai mais criar grupo de estudo do que fazer outras coisas, né? Aí vai ter grupo de estudo, vai ter grupo mediúnico e muitas vezes a casa espírita não tem vocação paraa assistência social. E aí que que ela deve fazer? Que que é de bom tom fazer? Ela não é obrigada, é de bom tom ela fazer, apoiar a casa espírita que tem essa característica de assistência social. Porque aí nós temos outras casas espíritas que não têm tanta habilidade, tanta habilidade, não é o termo, né? El não tem eh uma característica marcante para estudo, mas é muito forte no grupo mediúnico e na assistência social. Então, o que que ela, essa casa
ta habilidade, tanta habilidade, não é o termo, né? El não tem eh uma característica marcante para estudo, mas é muito forte no grupo mediúnico e na assistência social. Então, o que que ela, essa casa espírita, vai fazer? Reunião mediúnica e assistência social. E aí orientar os trabalhadores para irem estudar na outra casa espírita. Você estuda lá naquela casa espírita, vem pra reunião mediúnica aqui, vem fazer assistência social aqui. Nada impede que você estude numa casa e faça assistência social na outra. Você não precisa frequentar uma casa espírita só. Você pode ir em duas, três, depende do que você quer fazer. Eu vou lá na Federação Espírita do Estado de São Paulo estudar, porque lá tem curso, de segunda a domingo tem curso lá, um mais legal que o outro, mas não quero fazer parte da da das reuniões mediúnicas porque não me afinizei com o ambiente. Eu vou fazer parte do grupo do da Casa Espírita Cisco de Luz, porque eu gosto do trabalho mediúnico que eles fazem lá. E aí eu vou pro trabalho mediúnico lá. O formato do espiritismo é muito diferente das outras, né, das outras filosofias. Então, quando a gente vê que a casa espírita não tem assistência social, a gente precisa ver primeiro que tipo de trabalho ela desenvolve e se ela se dispõe a ajudar as casas espíritas que têm trabalho social, certo? Não, por isso, querida, eu acho, eu, eu falo sobre isso com tranquilidade, porque eu acho isso muito bom dentro, é outra coisa muito boa dentro do espiritismo. Ninguém é obrigado a fazer aquilo que não tem competência para fazer. Porque às vezes você tem lá um grupo de 15, de 10 voluntários e eles dão conta de de cesta básica, de roupa para, sei lá, 150 famílias. E em outros lugares você tem 100 voluntários, mas eles não dão conta de 10 famílias. E aí você faz o quê? Não para de dar morro em faca. Põe esses seis voluntários para fazer outra coisa. Eles dão conta do quê? De criar um monte de grupo de estudo, de ensinar, de compartilhar conhecimento. Poxa, põe esse povo para ensinar todo mundo. Isso
esses seis voluntários para fazer outra coisa. Eles dão conta do quê? De criar um monte de grupo de estudo, de ensinar, de compartilhar conhecimento. Poxa, põe esse povo para ensinar todo mundo. Isso também é caridade. Compartilhar conhecimento, não é? É isso. É isso. Vamos ver se a gente termina aqui. Falta pouquinho. Houve um silêncio em que cada um de nós se engolfou em seus pensamentos. De onde eu estava não podia ver Filotemo ou Nícalo. Cirilo dera-me as costas na janela. Quando voltaram a falar, foi para se dividirem em turmas capacitadas a diferentes funções para a construção da sede, como aliás já tinham feito por ocasião dos preparativos para assistência às prisões. Em nosso canto, afiar, mamãe e eu permanecemos os únicos seres à parte da naquela noite. Ela cardava e eu fazia girar o colos em movimentos automáticos e duros. Nossos pensamentos estavam distantes e nada tínhamos a dizer uma a outra. Possuía-me a impressão de que o dia for excessivo para mim. Ansiava por me ver sozinha e esperava quase com impaciência o momento em que ia descer e enfiar-me no pequeno meu pequeno nicho lá embaixo em volta na quentura dos animais adormecidos. Eles estão no outono, lembra? Então, os animais estão dormindo dentro da casa, porque aí um um esquenta o outro, né? Os animais esquentam os humanos e vice-versa. Parecia-me pesado e desalentador dividir-me entre as preocupações pessoais e as perspectivas do do grupo a que pertencia. Tinha a viva consciência de que qualquer ruptura, mesmo passageira, seria mortal. As almas iam se aproximar de um cristianismo exteriorizado, modificado, cômodo e acomodador e se habituariam a ele. Aí a gente pode tirar o cristianismo e colocar espiritismo. Nós temos eh caído nessa vala comum, um espiritismo exteriorizado, modificado, cômodo e acomodador. cegos iam conduzir outros cegos. Eu via longas filas através dos anos das vidas sucessivas, porque as facilidades e a quantidade eram tão vitais aos homens. E dizia a mim mesma: "É uma tolice esse
or. cegos iam conduzir outros cegos. Eu via longas filas através dos anos das vidas sucessivas, porque as facilidades e a quantidade eram tão vitais aos homens. E dizia a mim mesma: "É uma tolice esse teu arrbamento. Só deve valer o teu ponto de vista interior. Segue-me tu". Foi o que Jesus disse. Mas eu me sentia desalentada e me deixava invadir pela tristeza e pelo cansaço. Abandonei o trabalho e desci para meu pequenino cômodo. Atirei-me sobre o catre e me pus a orar cheia de piedade para com todo o gênero humano e por mim mesma. Não consegui encontrar uma única ideia que me reconfortasse, nada que me fizesse aguardar com resto de alegria o novo dia que ia nascer. Adormeci e sonhei que Prisco se aproximava de mim em uma biga vermelha. É, não tá no finzinho, não tá, vai demorar. Vou parar aqui. Vou parar aqui porque eles vão agora ter uma conversa cumprida e aí nós vamos passar muito do nosso horário. Então eu vou parar. Eh, eles vão entrar agora, os dois numa conversa cumprida lá no sonho, então é melhor deixar para depois. A gente precisa pensar nessas coisas, né, nesse nosso acomodamento, nessa quais são as nossas características, o que que a gente pode e deve fazer e não esquecer que é preciso movimento para evoluir. Caridade pede movimento, fé pede movimento. nenhuma dessas situações, desses eh dessas eh características, dessas boas características pode existir houver movimento. Então, não adianta a gente achar que, ah, não, eu tô aqui, eu faço meu evangelho, eu vou uma vez por semana lá no no centro espírita, assisto uma palestra, tomo passe, tomo minha água magnetizada e tá tudo certo. Não, não tá tudo certo, porque você não se movimentou para fazer nada pelos outros, você não se movimentou internamente para mudar o seu comportamento e as coisas que você pensa, então você não fez nada. E fazer fazer nada é sentar na beira da estrada e ficar olhando os outros passarem. Isso é dar espaço ao mal. Quem não faz o bem dá espaço para o mal. É preciso movimento. Então é preciso que a gente
E fazer fazer nada é sentar na beira da estrada e ficar olhando os outros passarem. Isso é dar espaço ao mal. Quem não faz o bem dá espaço para o mal. É preciso movimento. Então é preciso que a gente se movimente em favor do próximo, trabalhando pelo próximo, naquilo que a gente puder e que tiver ao nosso alcance. alguma coisa a gente pode fazer, talvez não possa trabalhar junto com a casa, com os grupos, nas casas espíritas ou com qualquer outro tipo de grupo que ajude outras pessoas, mas você precisa encontrar maneiras de praticar a caridade eh de forma contundente, sabe? É isso. Nós precisamos acordar para isso também. Muito bem, Lúcia. Boa noite. Boa noite, querida. Boa noite para todos vocês. Muito obrigado pela paciência, pela presença e eu espero que nós possamos estar juntos no próximo domingo também. Eu conversei de novo com Artur Valadares para ver se ele consegue encontrar um domingo para vir aqui conversar com a gente sobre o livro. Vocês vão fazendo prece aí para ver se ele consegue, porque a agenda do moço não é moleza, né? A agenda do moço é é difícil, ainda mais com criança pequena, né? Além de tudo que ele faz, né? Ainda tem família para cuidar também, para dar atenção. Mas eu tô tentando. Um beijo grande para vocês e até domingo que vem.
Mais do canal
Bom dia, café! 300326 AO VIVO Renovando Consciências
BOM DIA, CAFÉ! | 310326 AO VIVO RENOVANDO CONSCIÊNCIAS
BOM DIA, CAFÉ! | 010426 AO VIVO RENOVANDO CONSCIÊNCIAS
BOM DIA, CAFÉ! | 020426 AO VIVO RENOVANDO CONSCIÊNCIAS
BOM DIA, CAFÉ! | 030426 AO VIVO RENOVANDO CONSCIÊNCIAS
Estudando com Jesus | O ESPÍRITO DA VERDADE – Capítulo 50 | 29.02.26
1:14:35 · 22 views