Espiritismo na Tela: Perguntas e Respostas com a FEB Cinema

FergsPlay - Canal da Federação Espírita do RS 25/03/2025 (há 1 ano) 14:01 333 visualizações

Quais desafios os produtores enfrentam ao adaptar obras espíritas para o cinema? Como Allan Kardec enxergaria o cinema como uma ferramenta de divulgação do Espiritismo? Essas foram algumas das questões levantadas para Mayara Paz e Ida Natividade, coordenadoras da FEB Cinema, durante sua visita ao Rio Grande do Sul. Elas acompanharam a estreia do docudrama Sepé, o Guerreiro da Paz, dirigido por Cleiton Freitas e produzido pela Fergs! 🎬 Dê o play e confira! #CinemaEspírita  #SepéOGuerreiroDaPaz #DivulgaçãoEspírita #EspiritismoNoCinema #AllanKardec #Docudrama  #BrasilEspiritia

Transcrição

Eu sou Maara Paz, estou como coordenadora de comunicação e recentemente de cinema da Federação Espírita Brasileira. O meu nome é Ida Maria Natividade. Eu trabalho na coordenação do de FEB Cinema da Federação Espírita Brasileira e nós estamos aqui no Rio Grande do Sul no que viemos assistir o docrama do CPÉ o guerreiro da Paz. né? Estamos nesta jornada muito dinâmica, muito de curiosidades, de inovação e felizes por estarmos aqui junto a FERGs, nossos irmãos queridos, com quem sempre trabalhamos com muita alegria e podermos aqui falar um pouquinho sobre essa experiência do cinema, né, desde a fundação da FEB Cinema há cerca de 2 anos. Então, com muita alegria, vamos aqui responder algumas perguntas. iniciando por Espiritismo e Cinema. Na sua opinião, como Allan Kardec avaliaria o cinema como uma ferramenta para divulgação do espiritismo? A gente lembra muito da revista espírita, que para mim é uma coleção riquíssima, é um material que todos têm que estudar, sobretudo comunicadores, né? Porque nos traz ali muitas diretrizes claras sobre o nosso roteiro, eh, profissional, pessoal, né? e também eh nos dá realmente muitas orientações a respeito do nosso dia a dia, das conduções. E Kardec ali nos traz, né, uma reflexão sobre o espiritismo e a arte, é que o o Espiritismo traz para a arte e um novo campo, né, ainda inexplorado, um campo imenso e ainda destaca que os artistas que souberem bem eh conduzir com um propósito, com convicção esse trabalho, terão aí uma caminhada muito positiva pela frente. Então, em relação ao cinema, né, claro, a sétima arte, eh, acredito que ele estaria hoje muito contente pelas, né, pelos novos projetos que estão, eh, se mostrando, né, ao longo dos anos nos trabalhos, nas relações, nos nas negociações e impulsionando sim a divulgação doutrinária por quem e ele por por qual ele tanto lutou, né? Então a gente realmente fica muito feliz pela oportunidade e sempre carrega em todos os nossos atos, em todos os nossos pensamentos, projetos, estratégias e

uem e ele por por qual ele tanto lutou, né? Então a gente realmente fica muito feliz pela oportunidade e sempre carrega em todos os nossos atos, em todos os nossos pensamentos, projetos, estratégias e planejamento, Kardec, né, o Cristo como base. Então, as orientações já estão ali, basta nós seguirmos, né? Então, acredito que sempre coadunando, né, com os pensamentos evangélicos, a gente terá aí eh parceiros que estejam harmonizados com esses pensamentos, que sejam parceiros que também queiram impulsionar boas palavras de amor, de perdão e que possamos aí realmente multiplicar entre os projetos de divulgação do nosso amado Evangelho. Qual é o papel da FEB Cinema junto às produtoras de filmes com temática espírita da atualidade? O nosso papel é trabalhar com as produtoras que nos nos que vem até nós ou que nós procuramos para ceder os direitos autorais. Para isso, nós procuramos saber a o portfólio da empresa, os as obras que já tiveram, que já fizeram, que já desenvolveram, o trabalho que já desenvolveram, né, o tipo de equipe para pra gente poder analisar a viabilidade do desenvolvimento de um trabalho bom para as obras espíritas. Depois de tudo isso feito, né, da das possibilidades de recursos e tudo mais, nós assinamos um contrato de sessão de direitos autorais com a empresa interessada, com a produtora interessada. E aí depois nós acompanhamos o trabalho deles, eh, analisando o roteiro, analisando toda os recursos, participando inclusive das filmagens com eles. Então, esse é o nosso trabalho de acompanhamento, porque nós temos que zelar pela pelos princípios doutrinários, então tudo isso a gente participa. Então, esse é o nosso trabalho. Quais orientações são oferecidas aos produtores para garantir que as produções abordem a temática espírita, respeitando a ética doutrinária, sem recorrer ao sensacionalismo? A FEB Cinema desempenha algum papel nesse aspecto? Bem, na realidade, como eu disse anteriormente, a gente sempre busca eh parceiros que estejam com propósitos eh similares ao

rrer ao sensacionalismo? A FEB Cinema desempenha algum papel nesse aspecto? Bem, na realidade, como eu disse anteriormente, a gente sempre busca eh parceiros que estejam com propósitos eh similares ao nosso, né? Então, o nosso foco não é comercial, o nosso foco é impulsão da divulgação doutrinária. Então, a gente, claro, respeita e porque a gente compreende o mercado como a parte comercial, a parte, né, que tem toda a sua expertise em relação a ao processo de produção, ao processo de edição, eh entendemos esse lado comercial mercadológico. Porém, nós precisamos sempre ter embasamento na nossa, né, no nosso caráter, nas funções. evangélica, na função integradora e na função mediática. E esse é o nosso norte de trabalho. Então, a gente sempre conversa, né, com os produtores e já traz para o trabalho produtores que coadunem realmente dessa mesma ideia, né? Então fica até mais fácil. A gente não tem que, né, que que e longe disso nós não iríamos doutrinar, não tem não trabalhamos com proselitismo, mas já são pessoas que no seu íntimo realmente tem essa vontade de bem trabalhar, né, pelo bem. Então, eh, a gente realmente eh respeita a parte artística, assim como eles respeitam eh a parte doutrinária, né? Então, tem sido um casamento muito feliz com todos. A gente tem trabalhado com a Disney, a gente tem trabalhado com a Paris, trabalhamos com a Fox a época, né? Eh, a Universal também vem agora se somar, imagem filme, cinética, estação. Então, são parceiros Rubi Filmes que realmente nos trazem uma alegria, né, de termos trabalhos muito ligados, eh, de termos visões de mundo e valores muito próximos, né? Então, a FEB Cinema, ela tem esse papel realmente de conversar com todos, né? eh eh assistir as cenas, fazer a leitura prévia do roteiro e aí sim nós temos essa possibilidade de analisar doutrinariamente e pontuar aqui, acular, né, não corrigir jamais porque nós estamos todos aprendendo, mas trocar ideias, experiências. Então, o nosso papel tem sido muito nesse sentido e muito felizes por encontrarmos nessa

uar aqui, acular, né, não corrigir jamais porque nós estamos todos aprendendo, mas trocar ideias, experiências. Então, o nosso papel tem sido muito nesse sentido e muito felizes por encontrarmos nessa caminhada parceiros tão fortes, né, que possam aí se somar a esse trabalho de divulgação. Como você acredita que os filmes com temática espírita influenciam a percepção pública sobre a doutrina espírita? Eh, os filmes de temática espírita, nós acreditamos que eles têm um alcance muito maior do que apenas assistir um conteúdo nas telas e ir para casa. O filme de temática espírita, ele vai como um consolo com o a mensagem de Jesus, a mensagem dos espíritos amigos que trazem para toda essa nossa humanidade. Então ele atinge às vezes as mães que perderam os filhos, as pessoas que estão tristes, deprimidas. Então nós, o nosso interesse é que chegue essa mensagem para todas aquelas pessoas necessitadas de auxílio, de consolo e principalmente de acolhimento de amor. Então essa é o que nós imaginamos que as obras espíritas possam levar, porque o mundo hoje é um mundo muito violento. Nós estamos precisando de levar mensagens diferentes, mensagem de reconciliação, de crescimento, de amorosidade para todos aqueles nossos irmãos aqui da Terra. Na sua opinião, ainda há resistência, seja do público ou da própria indústria cinematográfica em relação a filmes que abordam o espiritismo? Acredito que não. Eh, a gente vê aí inclusive eh, os os filmes que têm aparecido, a as as novelas e produções de teatro, como elas têm sido muito bem recebidas, né? Eh, a gente percebe isso, a gente percebe também em números que nós obtivemos eh das pesquisas de mercado a respeito das temáticas espiritualistas. A gente vê a quantidade de público que tem se somado, né? A gente olha agora recentemente o nosso lar dois que a gente chegou a 1.790.000 espectadores em uma época que o cinema tem sido ainda uma dificuldade pós pandemia da retomada do público. Então esse é um número muito bom, expressivo, sobretudo pro cinema

a gente chegou a 1.790.000 espectadores em uma época que o cinema tem sido ainda uma dificuldade pós pandemia da retomada do público. Então esse é um número muito bom, expressivo, sobretudo pro cinema nacional. E a gente percebe que, como eu disse, né, os parceiros, parceiros como Disney e Paris tm se som essa caminhada por verificar a adesão do público, né, a essas histórias de bem. Então a gente fica realmente muito contente, né, por perceber que o público tem ser somado, o mercado tem somado e com esses todos esses parceiros a gente consegue aí alcançar cada vez mais eh, aliás, ultrapassar limites, né, alcançar cada vez mais públicos variados. Com tantas obras literárias espíritas sendo adaptadas para o cinema, como você avalia essas produções? Na sua opinião, quais histórias ainda merecem ser levadas às telas? Nós achamos que tem ainda poucas obras espíritas sendo desenvolvidas para o cinema. Nós achamos que com tantas obras maravilhosas que temos, só a FEB tem 900 títulos que podem ser eh transformados para para as telas, tanto as telas grandes como as telas pequenas que nós imaginamos que possam ser transformadas. Os livros infantis podem se transformar em desenhos animados que as crianças assistam até no mesmo no celular, os filmes de juventude, aqueles livros importantes, porque é um segmento que muito necessário de receber esse tipo de estímulo, esse tipo de atividade. Eles precisam de ter filmes também pra idade deles, para nos assuntos que os interessem. e os adultos também, os filmes que nós estamos programando hoje, eh, existem muitas negociações, mas nós achamos que ainda podemos incrementar mais ainda esse mercado que que tem muitos títulos, os livros espíritas, os romances são maravilhosos, alguns eh livros doutrinários podem ser transformados em obras eh muito bonitas nas telas, alguns documentários docramas como esse que nós estivemos aqui assistindo. Então, tudo isso pode ser transformado. No atual momento, marcado por grandes produções audiovisuais de

to bonitas nas telas, alguns documentários docramas como esse que nós estivemos aqui assistindo. Então, tudo isso pode ser transformado. No atual momento, marcado por grandes produções audiovisuais de temática espírita, qual é a contribuição e a relevância das produções independentes e de menor orçamento como docrama na difusão do espiritismo? Eh, eu vou pegar o exemplo do CEP, que é o mais recente. Nós tivemos a grande alegria, né, de acompanharmos essa produção, eh, fe da arte que é originada, né, pela arte da FERGs, equipe de arte, e que foi uma grata surpresa, porque nós vimos ali uma produção de baixo orçamento, né, e a possibilidade, o que foi criado, o resultado final tão bonito, de tanta qualidade, né, que a gente percebe ali que nós temos um potencial absurdo, né, se contarmos eh eh livros de tantas as editoras, a exemplo da editora FEB, quase 900 títulos, quantas boas histórias a gente pode vir dali, né? Então, todos os formatos, eu sempre falo isso em termos de comunicação, em termos de cinema, nós temos que utilizar de todas as ferramentas possíveis para atingir públicos variados. Cada ferramenta tem uma linguagem, uma um caso de uso distinto. Então, se nós pegarmos todas elas e impulsionarmos e colocarmos como base do nosso trabalho, claro, a a parte evangélica, a parte, né, doutrinária, a gente conseguirá aí atingir públicos cada vez maiores, inclusive não espíritas, né? Então, a gente percebe que cada formato vai atender a um público. O docrama, documentários são muito informativos, nos trazem ali eh informações muito importantes que a gente possa contar sobre vultos do espiritismo, que são tão belos, né? Histórias como do próprio CPÉ, espíritos realmente que nos engrandecem, né, nossas vidas, eh, nas nossas buscas pela evolução, pela reforma íntima. Então, que a gente possa ali por meio de histórias, né, dramatizando ou não, né, como é o caso do do drama, a gente poder ali aprender, aprender, né, e trazer pro nosso íntimo reflexões sobre o perdão,

ntão, que a gente possa ali por meio de histórias, né, dramatizando ou não, né, como é o caso do do drama, a gente poder ali aprender, aprender, né, e trazer pro nosso íntimo reflexões sobre o perdão, sobre o amor, como foi o caso do CEP. Então, que a gente possa otimizar o uso de todas as ferramentas possíveis para alcançarmos cada vez mais corações e mentes que estão tão necessitados de reflexão e de consolo, como diria, né, como sempre nos lembra Leonir, que a gente possa eh correr atrás de produtos que sejam edificantes, que elucidem e que consolem, que é o caso que foi o caso do CPÉ, né, e que é o caso de tantas outras obras bonitas de audiovisual, literárias, e variadas. Então, que a gente possa aí fazer um bom uso, né, de todas essas mídias que a gente eh fala, né, das variadas, critica as variadas eh internet, tudo mais, lembrar que elas são nossas aliadas, o uso que fazemos delas é que ditará se elas são benéficas ou não. Então, que nós possamos bem utilizá-las para divulgação e impulsão doutrinária.

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