Entendendo as Bem-Aventuranças - com Ruy Meireles
Palestra: Entendendo as Bem-Aventuranças - com Ruy Meireles
Boa noite. Alô, alô. Boa noite. Sejam bem-vindos ao Lar de Jesus. A todos que nos assistem através do nosso canal do YouTube, sejam muito bem-vindos a mais uma palestra pública do Lar de Jesus, que acontece em todas as quintas-feiras, 19:30 aqui no setor Coimbra, a qual convidamos todos. Venham, participem aqui conosco, não só para abrir o conhecimento, né, que essas palestras nos trazem, mas também para sentir as vibrações de amor, pois essa casa é uma casa de Jesus. Então nós precisamos, né, não só do conhecimento, mas também do sentimento, da convivência e da cooperação de todos. Na noite de hoje, nós temos aqui conosco nosso irmão Rui Meireles, que vai nos trazer um tema que é bastante falado, mas que é muito complexo, né, que é a questão das bem-aventuranças. como entender as bem-aventuranças ou entendendo as bem-aventuranças. Então, hoje o nosso querido irmão Rui Meirelles veio de longe para nos trazer esta mensagem, a sua visão sobre essa esse trecho do evangelho tão importante, né, considerado o coração do evangelho, na verdade. Então, peço a todos que também, né, entremos nessa nessa palestra com coração aberto para unir realmente esses conhecimentos na noite de hoje. Gostaria de agradecer aos nossos amigos de transmissão que através deste canal, né, levam essa palestra a todos os nossos irmãos, a vários recantos do nosso país. Então, nosso muito obrigado por essa parceria. E vamos então dar início à nossa palestra com a prece inicial. Convido a todos neste momento a relaxar, fechar os olhos e abrir o nosso coração ao nosso mestre amado, aquele que é o caminho, a verdade e a vida. Ó mestre, Senhor, mais uma vez aqui estamos, Senhor, reunidos em Teu nome, buscando, Senhor, a compreensão, não só pela nossa inteligência, mas principalmente com coração das tuas mensagens eternas na noite de hoje, mestre amado, que o Senhor possa abençoar o nosso querido palestrante, nosso irmão Rui, que as luzes da espiritualidade amiga possam estar com eles e que ele possa trazer para nós
as na noite de hoje, mestre amado, que o Senhor possa abençoar o nosso querido palestrante, nosso irmão Rui, que as luzes da espiritualidade amiga possam estar com eles e que ele possa trazer para nós essa bênção que são as suas palavras, Senhor, em nossas vidas. Muito obrigado, mestre, por aqui estarmos, por toda assistência espiritual que vem até nós através dessa casa. Senhor abençoe igualmente a todos que nos assistem, a todos que estão aos seus lares e não puderam estar aqui na noite de hoje. Muito obrigado, mestre, por mais essa oportunidade. Em teu nome damos início à palestra pública da noite de hoje. Que assim seja. >> Bem, queridos irmãos, queridas irmãs, vocês estão aqui, não é por minha causa, né? Então, vamos passar a palavra ao nosso irmão Riret. Seja bem-vindo. >> Não. >> Queridas irmãs, queridos irmãos, muita paz aos nossos corações. É um prazer imenso retornar a esta casa para mais um momento em que aqui nos reunimos em nome do Cristo para o estudo e a reflexão. E o nosso centro foi muito feliz em escolher esse tema para o nosso estudo e reflexão desta noite, mas também nos colocando eh numa obrigatoriedade, vamos assim dizer, de aprofundarmos os nossos estudos acerca do Evangelho de Jesus. Eh, entendendo as bem-aventuranças, fica uma pergunta: será que nós compreendemos as bem-aventuranças? Será que nós entendemos as bem-aventuranças? O que são realmente essas bem-aventuranças? Numa definição simplória, muitas vezes nós quando falamos bem-aventurados, nós falamos: "Somos felizes, mas tem muito mais coisa para entendermos nesse sentido, não é? As bemaças se revestem de uma importância tão grande para nós cristãos, que é atribuído ao líder indiano Mahatratma Magand uma afirmação quando ele disse que se todos os livros sacros do mundo se perdessem e permanecessem as bem aventuranças, nada estaria perdido. Então, se vindo de um não cristão uma afirmativa como esta sobre as bem-aventuranças, nós cristãos devemos buscar o sentido mais profundo das bem-aventuranças.
bem aventuranças, nada estaria perdido. Então, se vindo de um não cristão uma afirmativa como esta sobre as bem-aventuranças, nós cristãos devemos buscar o sentido mais profundo das bem-aventuranças. Porque na verdade quando Mateus relata essa recitação por Jesus das bem-aventuranças, ali Jesus estava sintetizando nas bem-aventuranças toda a sua mensagem. Se nós vivermos as bem-aventuranças, nós vamos viver a essência da mensagem do Cristo. E quais são elas as bem-aventuranças? Então, vamos lá. Segundo as anotações do evangelista Mateus, no capítulo 5, versículos de 1 a 10, consta o seguinte: "Vendo as turbas, subiu ao monte Jesus. Após assentar-se, aproximaram-se dele os seus discípulos e, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: "Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados aflitos, porque eles serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra. Bem-aventurados que têm fome e sede de justiça, porque eles serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles receberão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. E Jesus finaliza dizendo, está no capítulo 5, versículo 1 a 11 de Mateus, bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e mentindo disserem: "Todo mal contra vós por amor de mim". Alegrai-vos e e regozijai-vos, porque é grande a vossa recompensa nos céus. Pois assim perseguiram os profetas anteriores à vós. Esse texto é tirado do livro O Novo Testamento, tradução de Aroldo Dutas Dias, diretamente dos manuscritos gregos. Então fica para nós o entendimento do que é a bem-aventurança. E nós buscamos, evidentemente, nos conteúdos da doutrina dos espíritos um entendimento mais claro para nós nesta noite. Como dissemos, as bem-aventuranças são as são a essência do ensino do Cristo.
a. E nós buscamos, evidentemente, nos conteúdos da doutrina dos espíritos um entendimento mais claro para nós nesta noite. Como dissemos, as bem-aventuranças são as são a essência do ensino do Cristo. As bem-aventuranças são roteiros de vida moral para toda criatura. A prática das virtudes mencionadas pelo Cristo nas bem-aventuranças vai nos fazer atingir o desiderato para o qual nós fomos criados por Deus. Como está posto na questão 115 do livro dos espíritos, nós fomos criados por Deus. para sermos um dia felizes, para sermos espíritos puros, apesar de que quando criados fomos criados simples e ignorantes. Mas a missão nossa é buscar através do conhecimento o conhecer a verdade para que sejamos livres e felizes um dia. E Jesus resume, se podemos assim dizer, nas bem-aventuranças todo o roteiro para nós sairmos da infantilidade espiritual para a pureza de espírito. A questão fica para nós com referência ou com relação à prática dessas bem-aventuranças, das virtudes que compõem a bem-aventurança. Quando nós relatamos as anotações de Mateus sobre o discurso de Jesus das bem-aventuranças, ali estavam citadas as virtudes que poderão nos alçar a sermos amanhã espíritos puros, que é o nosso objetivo para o qual fomos criados. Então, a doutrina dos espíritos vem nos aclarar de que as bem-aventuranças são guia para a evolução espiritual, que começa com o autoconhecimento e o trabalho interior, passando pela prática da caridade e da paz, culminando na integração da criatura com o criador. Porque esse é o grande objetivo nosso de sairmos do Criador e voltarmos para ele através do desenvolvimento das virtudes que estão latentes em nós. Porque quando Deus nos criou, ele nos criou com todas as potencialidades, com todas as virtudes para chegarmos um dia a essa plenitude. Seja qualquer um de nós, filhos de Deus, na situação que estivermos, nós somos portadores de todas as virtudes mencionadas pelo Cristo nas bem-aventuranças. Só que o criador as colocou em nós em forma de sementes, germens, e que cabe a
Deus, na situação que estivermos, nós somos portadores de todas as virtudes mencionadas pelo Cristo nas bem-aventuranças. Só que o criador as colocou em nós em forma de sementes, germens, e que cabe a cada um de nós, pelo esforço, pelo trabalho, pelo estudo, pelo conhecimento, desenvolvê-las. E como nós vimos na passagem evangélica que fala do semeador, essas sementes estão em nós. Nós é que temos que ser o solo propício para que elas germinem e floresçam e deem frutos. Este é o grande desafio para a criatura humana. É como diz Vinícius, o pseudono de Pedro de Carmago no livro em torno do Mestre, quando ele fala do magno problema, que é qual seria esse Magno problema. Nós temos tantos problemas, né? E aí vem Vinícius fala que nós temos um magno problema, quer dizer, um problema maior que é a vivência dos preceitos do Cristo. Este é o grande desafio nosso. E justamente na mensagem desta noite, nós somos mais uma vez chamados a esse processo. Enquanto a criatura humana não vivenciar os preceitos do Cristo, ela não será feliz. As bemaças são um estado de felicidade que se alcança ao se adotar humildade, mansidão, misericórdia, pureza de coração, dentre outras virtudes. E nós vamos percebendo também na leitura que fizemos das bem-aventuranças que elas são um processo de recompensa, não de barganha, não de troca, não é fazer para, é fazer para ter e não para trocar. Então, quando Jesus fala de sermos humildes para alcançarmos o reino dos céus, então não é uma permuta, é uma conquista. Então, nós vamos ver que ele sempre fala: "Bem-aventurados aflitos, porque obterão, né, tranquilidade, serenidade, não é?" Então, é uma recompensa pelo nosso mérito, pelo nosso trabalho. As bem-aventuranças representam também uma escala de desenvolvimento da consciência humana, convidando a uma mudança profunda e contínua do ser e do viver e do pensar. Então, à medida que nós vamos definindo isso que está já nas bemaventuranças, nós vamos percebendo que o processo a ser feito é de cada um de nós.
ça profunda e contínua do ser e do viver e do pensar. Então, à medida que nós vamos definindo isso que está já nas bemaventuranças, nós vamos percebendo que o processo a ser feito é de cada um de nós. As bventuranças residem cada um de nós, como aquela semente que o semeador saiu a semear. Em qual solo, em qual coração elas estão plantadas? As bem-aventuranças são a base da harmonia universal. Nós falamos tanto em paz, queremos tanto a paz, apesar que temos buscado essa paz no lugar aonde ela não se encontra, porque estamos buscando ela fora de nós. E a gente lembra até de uma historinha, né? Diz que Deus reuniu os seus anjos e falou que gostaria de esconder a paz. E onde que poderia esconder a paz que o homem não pudesse encontrá-la? E chamou um dos arcanjos e ele disse: "Em tal lugar, em tal lugar, em tal lugar." Ele falou: "Mou, o homem já chegou lá". E aí diz que tinha um anjinho brasileiro, tava lá no cantinho sossegado, cabis baixo, e Deus falou para ele, vamos, vamos ouvir o anjo brasileiro e falou: "Anjo brasileiro, em qual lugar eu escondo a paz que o homem não vai encontrá-la?" E o anjinho falou no seu coração, no coração do homem, porque a gente tem buscado a felicidade, a paz, a harmonia, tudo isso lá no outro, fora de nós. E nós, o mundo é o reflexo de cada um de nós, né? Um dia uma pessoa falou assim: "Rui, mas esse mundo tá difícil de viver nele. Esse mundo está horrível." Eu falei: "Não, calma, vamos fazer o seguinte, vamos tirar a humanidade dele." Aí quando a gente tirar a humanidade e ele continuar ruim, aí ele é que é ruim mesmo. A gente terceiriza essas questões, né? Não temos paz, é o mundo que não tem. Não somos felizes. É o mundo que me traz infelicidade. Nós temos que buscar a vivência da bem-aventurança, porque ela fala de nós, do nosso íntimo. E o ponto de partida da bem-aventurança é algo que nós buscamos com muita vontade, que é a humildade. Seguramente muitos de nós aqui já conquistamos, né, a humildade, que é o princípio, né, é o ponto de partida, é a
rtida da bem-aventurança é algo que nós buscamos com muita vontade, que é a humildade. Seguramente muitos de nós aqui já conquistamos, né, a humildade, que é o princípio, né, é o ponto de partida, é a humildade, né? Bem-aventurados os pobres em espíritos. Em outras traduções, bem-aventurados, humildes de coração. Então, Jesus inicia as bem-aventuranças, que são roteiros divinos para nossa vida com humildade. Pressupõe que se não tivermos humildade, não conquistaremos as demais. Porque como nós vimos, as bem-aventuranças são escalas de progresso, saindo de uma para outra, para outra e num processo de crescimento. Se eu não tiver humildade, eu não vou chegar lá no final para adquirir a pureza, a pacificação primeiro de mim, né? e que se manifesta no reconhecimento das próprias imperfeições e na noção do próprio valor sem vaidade. Um dia no congresso espírita aqui de Goiás, o nosso querido e saudoso Divaldo Pereira Franco nos falando sobre o tema, ele disse o seguinte, que nós espíritas temos que ter muito cuidado com relação à humildade, que humildade não é dar o dorso pros outros baterem, porque às vezes nós ficamos numa posição de subseviência que achamos que é humildade. Ele diz que isso não é humildade. Humildade é sim reconhecer a imperfeição, mas é também reconhecer a conquista adquirida. Aí a pessoa fala assim: "Fulano, mas você é um excelente palestrante. A pessoa se dedica, estudioso, é comprometido, sabe falar, sabe se expressar. Ele fala: "Não, que nada." Como diz um amigo meu lá em lá em no Gama DF, eu sou um papagaio, eu sou um repetidor papagaio. Eu falei que excelente papagaio você é, né? Tá entendendo? Isso é falsa humildade. Se você tem uma virtude, você tem uma condição, é humildade reconhecer essa condição que você tem. Porque se assim não for, Jesus é o homem mais orgulhoso que já reencarnou nesse planeta, o espírito mais orgulhoso. Porque veja o que ele diz lá. Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. Eu sou o pão que
homem mais orgulhoso que já reencarnou nesse planeta, o espírito mais orgulhoso. Porque veja o que ele diz lá. Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. Eu sou o pão que desceu do céu. Vejam bem, só que ele era, ele era não, ele é isso. Agora, se eu disser para vocês, eu sou o pão que desceu do céu, não é não é nenhum tipo de humildade. Isso é de uma vaidade extrema, né? Então, começando por isso, inclusive de reconhecer as qualidades que se tem. Então, se o evangelho é o coração da Bíblia, as bem-aventuranças são a alma do evangelho. Não há que se falar em evangelho sem as bem-aventuranças, porque elas são justamente o a essência desse evangelho de Jesus. Então, através das bem-aventuranças, Jesus define define um estado de tranquilidade, de compreensão e serenidade íntima que devemos cultivar frente às mais diversas situações da vida. Então, vejamos aqui tranquilidade, compreensão, serenidade. Se eu, diante de um fato qualquer, de um desafio qualquer da vida, se eu não tiver essa a tranquilidade para o enfrentamento, e enfrentamento, meus queridos, não é bater de frente. O enfrentamento é o momento de recolhimento e de compreensão do fato, não é? Para chegar a essa compreensão e a serenidade íntima. Muitas vezes nós nos encontramos diante do desafio, né? Isso nos acontece de uma maneira geral e a pessoa fica sem saber o que fazer. Um dia uma pessoa me procurou, eu não sei mais o que fazer, eu já tentei tudo, eu não dou conta de mais nada, eu não sei o que fazer. Eu falei: "Olha, presta atenção. Quando nós não sabemos o que fazer diante de uma situação, acalmemos o coração, é porque nós não podemos fazer nada. Porque se nós pudéssemos fazer alguma coisa, nós saberíamos qual é." É porque chega num estágio, né, que a melhor forma é isso aqui, é tranquilidade, compreensão e serenidade, porque muitas vezes eh a questão é resolvida sem a intervenção direta nossa. Mas quando nós nos recolhemos nesse processo, que fugimos do desespero, que deixamos de focar no problema para
serenidade, porque muitas vezes eh a questão é resolvida sem a intervenção direta nossa. Mas quando nós nos recolhemos nesse processo, que fugimos do desespero, que deixamos de focar no problema para trabalharmos a solução, a coisa vai se resolvendo e até às vezes sem uma consciência nossa do processo. Então, nós só poderemos assimilar o sentido exato das bem-aventuranças do evangelho se nós dispomos de um conhecimento, e é importante isso, da imortalidade da alma, da reencarnação e da lei de causa e efeito. sem acreditar nisso, sem ter conhecimento disso, compreensão disso, as bem-aventuranças se perdem, não é? Porque uma vez que somente esse conhecimento quem está sofrendo hoje ou tendo fome de sede de justiça, se eu não compreender a causa, o porquê do sofrimento, das dores, não é que a a dor, o sofrimento é decorrente de uma dor não compreendida, não é? Porque dói mesmo. O nosso estágio de evolução ainda nos permite uma serenidade nesse aspecto. Mas se eu compreendo a dor, eu não sofro. Esse é o grande problema. Então, se eu não busco o conhecimento disso, as bem-aventuranças vão se diluindo no meu processo de crescimento espiritual. E aí tem um chavão, eu digo sempre chavão no espiritismo daquele processo quem não vem pelo amor. Se nós não buscamos o conhecimento enquanto estamos num processo de racionalidade, de raciocínio, a dor vai nos chamar a uma parada, a dar um tempo no processo, não é? Por isso quando Jesus fala assim: "Bem-aventurados aflitos". Se nós não compreendemos isso, onde nós colocamos Jesus nessa história que vem nos dizer: "Bem-aventurado é a aflição que você tá passando?" Porque quando eu compreendo a aflição que ela é decorrente das minhas ações, né? Ninguém é aflito se praticar a lei divina. Não existe aflição para quem pratica a lei divina, né? E sem julgamento nenhum, nem a vocês, nem a mim, nós ainda estamos um pouco distante dessa compreensão. Estamos buscando, estamos no caminho, não é? Já é uma boa coisa estarmos aqui hoje fazendo esse estudo, não é?
to nenhum, nem a vocês, nem a mim, nós ainda estamos um pouco distante dessa compreensão. Estamos buscando, estamos no caminho, não é? Já é uma boa coisa estarmos aqui hoje fazendo esse estudo, não é? Eh, as bem-aventuranças não se limitam a esperanças e consolações futuras, mas representam uma realidade. É fato, é agora, que se refletirá no íntimo de cada um de nós. Logo nos identifiquemos com a humildade, a mansidão, a misericórdia, a brandura, a bondade, a pureza. etc. E caminhando para o encerramento desta reflexão, eh quando nós falamos, quando nós recitamos aqui as bem-aventuranças de Jesus trazida pelo relato do evangelista Mateus, talvez algumas virtudes nós não percebemos naquele aquele momento, não é? Mas é bom revermos o evangelho, pararmos um pouco sobre ele e refletirmos, mas nós vamos encontrar algumas virtudes essenciais, porque se são virtudes e nós ainda não somos virtuosos, estamos a caminho dessas virtudes, é muito importante nós nos despertarmos para elas. Não é uma coisa fácil, porque vai ao encontro das dos nossos anseios maiores e nós ainda não dispomos por iniciativa própria de recursos para adquiri-las, não é? Então, nós vamos encontrar a humildade nessas bem-aventuranças. Humildade é ser o que é. Ser autêntico sem pretensão. É ter noção do seu verdadeiro valor, né? Eh, o homem pacífico jamais deseja se vingar. A mansuetude e a brandura são suas qualidades eh fundamentais. É o ser pacífico. A justiça é outra virtude que nós vamos encontrar e é uma virtude que nós devemos campear, né? Isso é um termo muito goiano, né? campear para encontrá-la, porque ser justo não é fácil. Não é fácil, porque são simples coisas. Jesus não nos propõe eh uma retomada de posição de vida além do que nós podemos fazer. É nas mínimas coisas, né? ser justo. O homem justo é sempre honesto e imparcial. E aí eu fico sempre pensando como quando nós tratamos das questões de família, né? De família, os pais com os filhos, é filho, os filhos a gente parece que não erra, né?
é sempre honesto e imparcial. E aí eu fico sempre pensando como quando nós tratamos das questões de família, né? De família, os pais com os filhos, é filho, os filhos a gente parece que não erra, né? E na verdade é um é um exercício ali é ser justo, mesmo seja algo que não vai satisfazer um filho, não é? Não prejudica ninguém, evita julgamentos, é compreensivo. Esse essa é virtude da justiça. A misericórdia, a misericórdia leva à compaixão. A compaixão leva à indulgência e ao perdão das ofensas. Então, nesse processo da misericórdia que vai se estender até nós chegarmos à compreensão de e perdoar alguém, eh, é o processo do amor. para atingirmos o processo misericordioso, que é esse esse amar com o coração, somente perdoamos se tivermos amor. Eu sempre digo, para chegarmos a essa misericórdia e ao perdão das das ofensas, é a trilogia do amor. Ninguém consegue perdoar o outro senão amar a Deus, amar a si e amar o próximo. E aí nós fazemos sempre essa autorreflexão em que está eu estou. Já amo a Deus? Já amo a mim mesmo, já amo o próximo. Então essa trilogia é que fortalece essa misericórdia. A outra virtude, a serenidade. O equilíbrio espiritual conduz o indivíduo a ter forças nas aflições. É muito bom quando nós temos livos de serenidade diante de uma ação culurbada, de uma situação delicada, você vê serenidade numa determinada pessoa. E sereno é ser ter o equilíbrio interno, independente do que estiver acontecendo lá fora, não é? Outro processo de aquisição da virtude da mansuetude consiste na desistência de qualquer tipo de violência. E a violência não é somente a agressão física, não é somente a agressão moral, é o respeito. respeito a uma palavra, respeito a uma forma de de vestir, uma forma de se comportar, mesmo que a gente não concorde, mesmo que a gente não concorde, ser manso é compreender o outro, é compreender as possibilidades do outro. E eu estava assistindo outro dia uma série do Paulo apóstolo, não é? É claro que é uma série, tem algumas coisas ali que a gente entende,
compreender o outro, é compreender as possibilidades do outro. E eu estava assistindo outro dia uma série do Paulo apóstolo, não é? É claro que é uma série, tem algumas coisas ali que a gente entende, mas a essência do processo do Paulo que que muitos estudiosos consideram a maior conversão do cristianismo, apesar que a maioria diz que a maior conversão foi a de Maria Magdala, Maria de Madalena. Porque Paulo já conhecia a lei, ele só tava do lado errado. A Madalena não conhecia nada e ela deu aquela guinada. Mas o Paulo, ele ele quando faz a conversão, e é significativo para nós essa conversão, porque o que que aconteceu? Paulo tinha inclusive autorização do Sinédio para perseguir os cristãos, para até prender os cristãos. Só que Paulo não conheceu Jesus. Quando Jesus aparece para ele aquele foco de luz e ele vislumbra uma imagem, ele pergunta quem é, porque ele não conhecia. E Jesus fala: "Eu sou aquele que você persegue". E nesse momento Paulo faz uma eh uma pergunta para Jesus. Eu falo, tem algumas perguntas no evangelho que a gente devia refletir muito sobre elas. Se fosse eu, não é? Eu ia fazer Jesus, me perdoa. Eu estava equivocado. Eu não fiz isso por maldade. Olha aí. E coisa nossa humana, né? Mas o que que Paulo fala para ele? Que queres que eu faça? E será que nós estamos fazendo essa pergunta pro Cristo? Que queres que eu faça? Mas o Paulo, depois dessa conversão, nós conhecemos um pouco da história. O que que aconteceu com Paulo? Ele não teve naquele primeiro momento a compreensão, não é? Porque ele exigiu que todos aqueles que caminhavam com ele entendesse da mesma forma que ele, tivesse o mesmo sentido os ensinos do Cristo que teve para ele. E quantas vezes nós fazemos isso dentro da nossa própria casa, não é? Eu tenho parte da minha família e parte que eu falo é três da família que são espíritas. Aí tem católico, evangélico, aí você não vai respeitar, não é? E Paulo começou a entrar nesse processo e os os companheiros dele começou a pr você é muito vaidoso, você é orgulhoso,
que são espíritas. Aí tem católico, evangélico, aí você não vai respeitar, não é? E Paulo começou a entrar nesse processo e os os companheiros dele começou a pr você é muito vaidoso, você é orgulhoso, você é prepotente, você só quer que a gente faz do jeito que você quer. E o Paulo aí ele começou a entrar num processo de reflexão, né? essa mansuetude, eh, a não violação, a não violência, a maneira do outro ser, a maneira do outro pensar, a maneira que o outro eh consegue lidar com as questões. Me permitam confessar algo particular. Quando eu conheci a doutrina espírita há 35 anos, eh, eu foi como se eu tivesse vivido no espiritismo a minha vida toda. Não foi problema nenhum. E uma das coisas que eu não nunca tive problema, eu fui católico, fui fui coordenador da mocidade católica da cidade durante 10 anos, é é com relação à morte. Eu nunca tive medo de morrer. Quando a doutrina espírita vem e me dá uma clareza maior sobre isso, não é? Eh, o que que aconteceu? Eu comecei a ser preponderante nessa questão. Eu comecei a não ter mansuetude com os outros, que eu vi a pessoa descabelando, chorando, porque um ente querido morreu. E eu pensar assim: "Mas como pessoa não morreu? Agora você vai falar para uma mãe, para um pai que tem um filho dentro de um caixão, fala: "Não, ele não morreu não". É isso é discidade, isso é violência, não é? E aí eu me peguei fazendo isso, não falando, mas da mesma forma pensando. Mas como que a pessoa não entendeu isso ainda? Eu fui aí depois eu fui entender. Ainda bem que isso deve ter uns 10 anos, viu? que eu compreendi essa situação. Eu fui falar: "Pera aí, mas eu era tão desconhecedor dessa situação quanto eles". Então essa mansetude é ser manso. Não manso não daquela forma de humildade que falou: "Ah, eu sou manso, pode montar, pode fazer o que quiser comigo." Não, isso é subseviência. Manidão é essa paz espírita, essa tranquilidade. E a outra é a pacificação. Consiste em fazer e promover a paz. Aí já não é uma questão só de ser pacífico
que quiser comigo." Não, isso é subseviência. Manidão é essa paz espírita, essa tranquilidade. E a outra é a pacificação. Consiste em fazer e promover a paz. Aí já não é uma questão só de ser pacífico em si, é levar essa paz para o outro. E essa é a proposta que nós temos paraa noite de hoje, não é? Revisemos esta passagem evangélica das bem-aventuranças, porque bem-aventurado é aquele que é feliz. verdadeiramente as bem-aventuranças são esse roteiro, esse roteiro de luz, essas palavras de vida eterna que o mestre nos falou lá atrás e que nos faz reunir aqui hoje e que elas possam fazer parte da nossa jornada. Muita paz ao coração de todos. Jesus nos abençoe. Que assim seja. Agradecemos ao nosso irmão Rui pela belíssima palestra. E realmente assim, eu não tinha parado para analisar um ponto que ele colocou, todos nós sabemos que a primeira bem-aventurança é bem-aventurados os pobres espíritos, os humildes, né? Mas realmente ele é o ponto de partida para tudo. Porque se a gente não se convencer, né, que é necessária humildade, como eu vou mudar, né, Ru? Nunca. É muito interessante, né? Então, realmente, eh, nós devemos ter, então, nessas bem-aventuranças um verdadeiro roteiro que foi deixado pro pelo mestre para todos nós. Então, cada uma dessas passagens, ela tem um valor muito relevante em nossas vidas e nós devemos ler, reler, treler e, se possível tentar colocar isso no nosso dia a dia, se a gente quer realmente chegar, né, nesse caminho onde o mestre nos promete, né, um caminho de felicidade, de paz verdadeira, tá? Nós, antes de encerrarmos, nós gostaríamos de convidar a todos aqui pro nosso evento. Nós faremos no dia 8 de novembro a nossa noite de massas. É uma noite muito especial, onde nós vamos nos encontrar todos os trabalhadores da casa, todos os frequentadores da casa. E nós convidamos, né, que vocês estendam esses convites também, né, para nossos parentes, os amigos para nos prestigiar. É uma noite de massas onde a gente come à vontade, tá gente? Então nós temos as
E nós convidamos, né, que vocês estendam esses convites também, né, para nossos parentes, os amigos para nos prestigiar. É uma noite de massas onde a gente come à vontade, tá gente? Então nós temos as massas, nós temos molhos diversos, nós temos ingredientes diversos onde você prepara o seu macarrão, dois, três, quantos você quiser, né? Então é um preço um pouquinho alto, nós sabemos, mas eh é do tamanho da nossa necessidade e nós sabemos também que os custos das coisas hoje são muito altos. Então nós vamos pagar, mas por uma noite, não só pela comida, mas uma noite agradável, uma noite abençoada. E nós vamos também estar ajudando ao nosso lar de Jesus, porque nós sabemos que aqui não tem dízimo, né? Então, cada um contribui à medida da sua possibilidade, à medida do seu coração, mas nós contamos e precisamos realmente desses eventos, gente, para manutenção da nossa casa aqui. Então, por amor à nossa casa, nós pedimos, vamos divulgar, vamos fazer uma festa muito linda nesse dia 8 de novembro. E aí a nossa nosso bazar, a nossa livraria está aberta aqui após a reunião pública para que vocês possam pegar seus ingressos. Quem não tiver o dinheiro agora, paga no cartão, não tem problema, tá? Recebemos com maior alegria e esperamos e contamos com todos vocês para essa grande festa, tá bom? Está mais convidado, viu R? E para encerrar, então vamos fazer a nossa prece final. Gostaria de pedir o Marcos para fazer para nós, por favor. Muito obrigado a todos. Tenha uma ótima noite e até a próxima, se Deus quiser. Vamos agradecer a espiritualidade amiga pela oportunidade de preparar essa casa abençoada para nos receber e receber todos esses ensinamentos. do mestre Jesus nos abençoa todos os dias. Obrigado, meu mestre por tanta misericórdia para conosco, por nos iluminar o caminho, nos mostrando essa doutrina tão maravilhosa e consoladora que a cada dia nos clareia mais os nossos objetivos e caminhos. Obrigado, Senhor, por mais essa oportunidade, que o Senhor ilumine a vida de cada uma que está aqui presente,
maravilhosa e consoladora que a cada dia nos clareia mais os nossos objetivos e caminhos. Obrigado, Senhor, por mais essa oportunidade, que o Senhor ilumine a vida de cada uma que está aqui presente, encarnado e também nossos irmãos desencarnados que vieram aqui receber essa palavra das bem-aventuranças. Bem-aventurados os que choram porque serão consolados. Bem-aventurados os humildes porque herdarão a terra. E bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor à justiça de Deus, porque deles é o reino dos céus. Que assim seja. Kom.
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