Divaldo Franco e Lusiane Bahia • Conversando Sobre Espiritismo

Mansão do Caminho 23/12/2022 (há 3 anos) 1:08:46 54,785 visualizações 4,614 curtidas

Apresentação: Mário Sérgio Toda quinta-feira, realizamos uma breve exposição e, em seguida, recebemos um convidado especial para responder perguntas do público.

Transcrição

Quando a perturbação e o medo buscar envolver-te, recorda de imediato da presença de Deus ao teu lado. As qualidades internas da sabedoria e do amor, da confiança e da paz, embora invisíveis, são mais poderosas do que as circunstâncias afligentes e os estados inquietadores da alma. Na presença de Deus, consegues unir não só ele o coração, a mente e o espírito. Ela clareia-te a razão e apaga as sombras turbadoras do discernimento, facultando que este conduz a cena dos acontecimentos com [música] equilíbrio. Essa presença inspira-te ideias novas e surpreendentes, ricas de conteúdo, abrindo espaço para realizações futuras assinaladas pela alegria e o bem-estar. Topsia [música] segurança e protege, pois que se irradiando, recompõe a ordem, dinamizando valores que pareciam dormir esquecidos. Por tua vez, repartes [música] júbilo, despertando outros que se entregaram ao pessimismo, a fim de que se renove e reatem os liames quais ações que não devem ficar abandonadas. Há possibilidades [música] que antes nunca havias notado e estão a tua disposição. Tateando em sombras, não as [música] vias nem as alcançavas. Com a presença de Deus, elas se manifestam acessíveis [música] e os seus amorosos braços te envolvem através de ondas de [música] reconforto que protegem e dão segurança em todas as tuas realizações. A presença de Deus é todo o bem que experimentas, que te [música] nutre e que distribuis a mãos, a coração e a alma cheios. Estamos dando início nesse instante a Conversando sobre o Espiritismo. É uma edição que é transmitida pelos canais virtuais presencial, dividida em duas partes. Inicialmente o Divaldo faz uma pré-eleção, depois um pequeno intervalo e vamos pra segunda parte com perguntas e respostas. Aqueles que quiserem já começar a fazer as perguntas, a equipe de eventos já está aqui com papel, caneta até o intervalo. Então pode fazer as perguntas que serão respondidas pelo Divaldo Franco e pela nossa irmã Luziane Bahia. a quem eu convido nesse instante para fazer a sua apresentação

m papel, caneta até o intervalo. Então pode fazer as perguntas que serão respondidas pelo Divaldo Franco e pela nossa irmã Luziane Bahia. a quem eu convido nesse instante para fazer a sua apresentação a todos nós. Irmãs e irmãos queridos, a paz do Mestre Jesus conosco. Uma alegria estarmos aqui juntos, todos nós, nestas, nesses dias que antecedem o Natal de Jesus. Cumprimentamos o nosso tio Divaldo, Mário, a tia Solange, a todos vocês que estão aqui no ambiente presencial e aqueles que nos acompanham pela TV Mansão do Caminho. Gratidão imensa por essa oportunidade de estarmos juntos. Muito obrigado a todos. Muito obrigado, Luziane. Então, vamos passar de imediato a palavra a Edivaldo. Senhoras, senhores, queridas irmãs, queridos irmãos espíritas, caras amigas e amigos que nos acompanham pela web TV Mansão do Caminho, nossos votos de muita paz. No próximo sábado não teremos reunião. O dia reservado ao Natal aqui em nossa casa fazemos diferente de muitos lugares. É o dia que reservamos a família. O Natal é uma festa de reconciliação. Então é para a família a convivência, as alegrias, os labores são todos reservados à intimidade doméstica. Mas no dia 31 teremos o nosso encontro anual de despedida das atividades do durante o ano que está fim dando. Será o nosso encontro lá na quadra de esportes e a nossa casa estará de portas abertas a partir das 21 horas. Normalmente a nossa atividade começa entre 10:40, 22:40 até 0:10. Quando fazemos graças através do sentido da gratidão ao ano que se foi e nos preparamos para as atividades do ano novo. Assim todos estamos convidados, convidem amigos, se lhes aprover para participarem do nosso encontro anual, que é o reveillon dos pobres. Também gostaríamos de fazer um convite para a próxima terça-feira. Nós estamos convidando para a próxima terça-feira Iraci Campos para proferir a nossa palestra. é uma trabalhadora, como já falamos muitas vezes, da do centro espírita dedicado ao espírito Joana de Angeles. A Iraci é uma médium muito sensível, está trabalhando

pos para proferir a nossa palestra. é uma trabalhadora, como já falamos muitas vezes, da do centro espírita dedicado ao espírito Joana de Angeles. A Iraci é uma médium muito sensível, está trabalhando em obras de consolo psiquiátrico e realizando um trabalho de grande consolação na Barra da Tijuca. estando ela passando os dias em Salvador, eu anuncio a sua palestra terça-feira e a convido desde já para terça-feira, porque agora que ela está sabendo do espiritismo. É assim, a surpresa chega sempre de surpresa. Queremos agradecer as atividades de todos e já desde agora desejar o Natal de paz, um Natal de alegria íntima, de renascimento da figura de Jesus. O Dr. Zanda, autor de um livro monumental chamado Perdão Radical. Ele fez sucesso, é de origem polonesa, reside nos Estados Unidos, é pastor da doutrina do perdão na América do Norte e publicou este livro hoje Betseller, com edições em mais de 30 idiomas pelo mundo. E neste livro, entre as belas narrativas que faz reais, ele fala sobretudo de uma coisa muito delicada. Todos nós sabemos o que é o perdão, como se perdoa, mas nem sempre sabemos como reconciliar-se. O Natal é a data da reconciliação. A criatura humana estava perdida na idolatria, no prazer, no deboche. Veio Jesus para realizar essa reconciliação com a divindade. Passaram-se 2000 anos quase, vem Allan Kardec e uma elite de seres evangélicos para uma nova reconciliação através do perdão, mas sobretudo da caridade. para com a própria pessoa. Porque quem perdoa elimina tóxicos que carrega como lixo mental, proporcionando-lhe enfermidades de variada etiologia. Então, o ato de perdoar não é uma questão de religião de qualquer natureza, é um ato de saúde mental. E uma das mais belas definições que eu já vi a esse respeito é que muitos de nós estamos presos ao texto evangélico perdoar não uma vez, mais sete vezes. Muito bem. Mas a pessoa não sabe exatamente o que é perdoar. Pensa que perdoar é esquecer a ofensa. Não. Perdoar é não devolver a ofensa. Esse é o ato emocional.

perdoar não uma vez, mais sete vezes. Muito bem. Mas a pessoa não sabe exatamente o que é perdoar. Pensa que perdoar é esquecer a ofensa. Não. Perdoar é não devolver a ofensa. Esse é o ato emocional. Esquecer é um fenômeno psicológico. É da memória. Nós lembramos do que não queremos e nem sempre recordamos aquilo que queremos. Então, a proposta do perdão é guardar uma certa distância do agressor através da reconciliação. Mas aqueles que são heróicos, estóicos, esses vão além. E o Dr. Zand narra experiências da Segunda Guerra Mundial, especialmente do holocausto. Ele conta, por exemplo, a história da família holandesa que durante o holocausto dos judeus resolveu apoiar os judeus e guardavam na sua casa alguns judeus que estavam condenados. E salvaram esses familiares muitas vidas. Era o pai viúvo e duas filhas. Eles eram da família Lebon. e realizaram uma obra abençoada até o dia que foram denunciados. É curioso que sempre há um Judas que está perto de nós, que está sorrindo, mas eles não se incomodaram porque a aberração do nazismo era tão chocante que era melhor morrer do que viver uma situação daquelas. E o Senhor Lebon foi imediatamente para os fornos crematórios, foi levado para a Câmara de Gás e as suas duas filhas, uma menina de 15 e a outra de 18, foram mandadas para o campo de Raven Brusk, na Holanda. E coisa cruel, a jovem mais jovem não resistiu aos maus tratos e morreu a fome dentro do campo. A outra Cory sobreviveu e quando terminou a guerra, ela se tornou profundamente cristã e seu grande desafio era perdoar e não esquecer para evitar que se repetisse. E Kardec nos diz: "Não se pode amar ao adversário como se ama ao amigo, porque é uma questão emocional. independe do nosso querer e exigirá do self, do espírito que somos, um esforço inaludito maior do que as nossas reservas morais. Às vezes não conseguimos. Intelectualmente sim, emocionalmente não. Quando nos lembramos, quando vem à nossa mente, aquelas expressões de torpeza, todo o organismo reage, mas ela resolveu adotar a postura cristã

o conseguimos. Intelectualmente sim, emocionalmente não. Quando nos lembramos, quando vem à nossa mente, aquelas expressões de torpeza, todo o organismo reage, mas ela resolveu adotar a postura cristã e se dedicou a proferir conferências. O mundo europeu estava devastado e por volta de 1950 ela já era famosa nas palestras de reconciliação, reconciliar-se com aqueles que lhe fizeram mal. E certo dia ela estava em Munique, a célebre cidade em que Hitler e os quatro cavaleiros do Apocalipse reuniam-se numa cervejaria para programar o nazismo entre os anos de 1933 e 1955, quando ele se tornou primeiro ministro CF, se tornou chefe da doutrina nazista e reergueu a Alemanha do ponto de vista econômico, sociológico e decretou a matança daqueles que não pertenciam à raça ariana. Pois bem, ela fez uma conferência e um homem lhe chamou a atenção no público. Era um homem atarracado, de olhos miúdos, de expressão muito dorida e que não conseguia tirar o que que tem a cabeça cobrindo de metade da testa. Mas ela proferiu a conferência de alma lavada, porque quem perdoa é que passa bem. O perdoado tem culpa e por mais que ele apague a culpa, ela se lhe inscreve nos tecidos delicados do perespírito e vai renascer essa culpa como timidez, desconfiança, medo, inquietação e encarnação posterior. Ao lado dos dramas morais causados à vítima podem vir deformidades mentais. emocionais referidas e fisiológicas. E ela estava no auge das explicações sobre o perdão e sobre a reconciliação. Reconciliar-se com o inimigo, vai e antes de fazer oferenda, reconcilia-te com aquele que te magoou. Porque sempre fica um ranço dentro da gente. Um por fulano fez isto, é esse porquê que não vai ter resposta, porque a resposta dele é psicológica, porque ele é do nível de consciência de sono, ainda não tem o discernimento de consciência de pensar numa área mais elevada. Então, terminada a conferência, no momento dos abraços, das evocações, das lágrimas das vítimas do nazismo, aquele homem atarracado aproximou-se

imento de consciência de pensar numa área mais elevada. Então, terminada a conferência, no momento dos abraços, das evocações, das lágrimas das vítimas do nazismo, aquele homem atarracado aproximou-se dela e disse: "Senhora, eu era guarda de um campo de concentração e ela o reconheceu imediatamente era o guarda da ala em que ela fora colocada com a irmã Era o guarda que a matou a alma, que lhe matou a alma e que matou a sua irmã a fome. Ele usava uma chibata de três pontas para castigar a pessoa até a morte numa selvageria incomum. E ela o reconheceu e tudo voltou. Ela já se havia reconciliado com o nazismo, mas ainda não com os nazistas. É curioso esse raciocínio. Um dia grande disse: "Eu amo Jesus, mas tenho muito medo dos cristãos". Por quê? Porque a Inglaterra cristã era o algós da Índia e do Paquistão, daquele Jesus que pregava a conciliação e a igualdade. Então ele estabeleceu um conceito. Se alguém atingir a mais elevada qualidade de amor, isto será suficiente para neutralizar o ódio de milhões. Pois bem, ela ainda não tinha tido a oportunidade de reconciliar-se com seus algozes. Sabia que todos eles ou quase haviam fugido para a América do Sul, para alguns países do leste europeu, ou foram julgados, levados à forca ou estavam na prisão. Então ela o olhou bem quando ele estendeu a mão e disse: "Senhora, a sua reconciliação toca meu coração eu era um monstro, senhora, e quando eu me lembro do que eu fiz como guarda do campo, principalmente com as mulheres, que o obrigava a desfilar despidas e lhes apontava as imperfeições, submetia aos mais abjetos atos de dignidade humana. Eu não sei que fazer da minha consciência, mas eu me tornei cristão. Assim que terminou a guerra, eu fui julgado. Eu era culpado, sim, mas eu obedecia a ordens. é o argumento que todo nazista usava e que muitos culpados usam até hoje. Então você que foi vítima é capaz de me perdoar, de perdoar aos guardas de Raven Brusk? Ela então disse: "Algo diferente aconteceu em mim. Uma fagulha elétrica me penetrou.

tos culpados usam até hoje. Então você que foi vítima é capaz de me perdoar, de perdoar aos guardas de Raven Brusk? Ela então disse: "Algo diferente aconteceu em mim. Uma fagulha elétrica me penetrou. do alto abaixo. E eu vi aquele homem, o Kep, que era tão conhecido, aqueles olhos miúdos que tinham brilho cruel. E então me lembrei de Jesus. Perdoa-os, meu pai, eles não sabem o que fazem. Ai, estendi a mão e disse-lhe: "Meu irmão, eu perdoo você. Eu me lembro de você. Você matou minha irmã. Você fez de mim um bagaço. É natural que meio de milhares de jovens, em 1944, você não lembre mais de mim, mas eu fui o seu campo de experiência. Hoje eu me reconcilio com você porque noto que no meu coração não há nenhuma mágoa, porque a gente fica magoado, fica ferido. Não há nenhum sentimento que você sofra, porque mesmo que eu não queira, você sofre as labaridas da consciência. Então, reconciliarmo-nos com os nossos adversários, com as pessoas que fazem menos caso de nós, reconciliarmo-nos com aqueles que nos perseguem gratuita ou merecidamente. Pouco importa. A reconciliação é o ato de atitude mental para termos uma saúde moral. uma saúde verdadeiramente cristã. Então, no nosso encontro de hoje, eu me quero referir a esse tipo de reconciliação, mas também há um outro. No dia 13 de maio de 1981, na praça de São Pedro, o Papa João Paulo I, do carro Papa, fazendo desfile pela praça, recebeu de um jovem iraniano alguns tiros a queima roupa, sem motivo nenhum. Ele era muçulmano, odiava o Papa, era jovem e queria matar o Papa. Três balas alcançaram o papa polonês. Ele tombou sobre o automóvel, foi levado para o hospital, não morreu, tornou-se um exemplo. E quando a Rússia quis invadir a Polônia, ele mandou dizer a Stalin: "Se o senhor invadir a Polônia, eu renuncio ao papado e convidarei todos os cristãos do mundo para salvar essa pátria Marte". Então a Rússia recuou. Foi esse homem considerado hoje santo pela igreja, que era desportista e morreu vitimado pelo Alzheimer e pelo transtorno de Parkinson.

do mundo para salvar essa pátria Marte". Então a Rússia recuou. Foi esse homem considerado hoje santo pela igreja, que era desportista e morreu vitimado pelo Alzheimer e pelo transtorno de Parkinson. Pois bem, dois anos depois, o jovem que investiu contra a vida dele, Memet, estava numa cadeia de Roma, numa penitenciária, e ele então resolveu perdoar o gesto ímpar, perdoar publicamente, pediu suas autoridades italianas e foi à cadeira, a cadeia dialogar com aquele que eu desejou matar e que deixou marcas terríveis das balas no seu corpo. Porém, o mais comovedor não foi o diálogo que eles tiveram. O jovem Memet Aliica nesses do anos havia evoluído muito. Os ideais da juventude, a loucura da juventude que todos nós experimentamos havia passado do anos na cadeia. Ele teve tempo de pensar e de compreender que aquele homem representava mais de um bilhão de criaturas humanas na Terra. Na época, o catolicismo tinha 1 bilhão e 200 milhões de adeptos no mundo. Hoje tem 900 milhões, 300 milhões. Aderir a outras crenças ou ao materialismo, não importa. Então, conversando com Aliágica, ele sorriu e disse-lhe agora que você está ficando maduro, eu me reconcilio com a minha emoção, porque eu não lhe desejava nenhum mal. Compreendi que seu ódio não era a mim, era Jesus, o pacificador. O seu ódio era uma doença e graças a Deus eu não me contaminei. Porque o pior do ódio é que a gente se contamina, fica com ódio também. E é exatamente reconciliar-se com a vida, reconciliar-se com o Natal de Jesus. O espiritismo diz que ele é o maior vulto da humanidade, é o modelo, é o guia, é a estrela do Oriente, guiando metade, metade do mundo, através de outros missionários que ele mandou à terra para preparar o advento, o reino de Deus. Então, Natal, depois de amanhã, seria ideal que nós nos reconciliássemos. conosco mesmo nos perdoássemos os nossos erros, dissessem bem: "Eu era tão idiota naquela época, afinal de contas, o meu erro é danoso, mas eu era tão inexperiente ou tão sem vida, não entendia o mistério

sco mesmo nos perdoássemos os nossos erros, dissessem bem: "Eu era tão idiota naquela época, afinal de contas, o meu erro é danoso, mas eu era tão inexperiente ou tão sem vida, não entendia o mistério da vida. Eu me reconcilio e renasço. Renasço para Jesus. Desde agora, feliz Natal, feliz reconciliação a todos, que é um passo além do perdão. Passemos a segunda parte da nossa reunião. M. Então agora nós vamos para a segunda fase do nosso conversando sobre o espiritismo. As perguntas que nos foram formuladas aqui pelo público e remotamente vão ser respondidas por Divaldo e a Luziane Bahia. Então, primeira pergunta, Luziane, toda pessoa que tem mediunidade ostensiva precisa frequentar uma reunião mediúnica? Nós teríamos de ter inúmeras reuniões mediúnicas no planeta para abarcar toda a mediunidade ostensiva. É muito interessante essa pergunta. A mediunidade ostensiva, essa faculdade que se expressa no corpo físico, que nos permite a comunhão com os espíritos, que nos permite esse intercâmbio, ela pode ser realizada de diversas oportunidades, em diversas formas. A reunião mediúnica é um laboratório, é a instrução, onde a gente aprende as regras, a disciplina, vai nos centrando, nos organizando e nos permitindo saber a forma exata de atuação. Acontece que a mediunidade ela se expressa em todo momento, não somente dentro da sala mediúnica. A todo instante o médium é médium. Ele não só exerce ou não só é médium quando adentra a reunião mediúnica para laborar, para conhecer-se ou para primorar a faculdade. Então, se é em todo momento essa mediunidade pode expressar-se, é um desafio pro médium ostensivo cuidar dessa mediunidade, educando-se, aprimorando-se. E a gente viu muito isso no período da pandemia, quando as reuniões não podiam estar funcionando, o quão era necessário uma concentração, o estudo e essa oportunidade de colaborar com a espiritualidade dentro dos meandros e dentro das possibilidades que a gente consegue realizar. O espírito Joana deângeles, no livro Mess de Amor, no capítulo sexto

essa oportunidade de colaborar com a espiritualidade dentro dos meandros e dentro das possibilidades que a gente consegue realizar. O espírito Joana deângeles, no livro Mess de Amor, no capítulo sexto intitulado Caridade Difícil, a benfeitora fala da mediunidade e ela diz que nem sempre a gente vai estar dentro desse laboratório e que às vezes o médium tá na sociedade, na sua convivência, na família, no ambiente eh do trabalho, em diversas experiências e aproxima-se o espírito. do espírito que está, que ignora a sua condição de desencarnado, que necessita de uma orientação, um espírito sofredor. E ela diz assim: "Ajuda dentro das tuas possibilidades, ajuda. Torna-te um orientador, prepara-te para isso." Ela não está falando de, entre aspas, incorporação. Ela está falando de diálogo, de acolhimento, de fraternidade, de reconhecimento dessa individualidade em sofrimento ou que encontra-se perdida. E o quão seria interessante, diz a benfeitora, se acontecesse conosco, nós estivéssemos em algum lugar sem orientação, não seria tão bom que alguém que consegue perceber-nos pudesse nos orientar com segurança? Então, ela diz, ela nos orienta para que nós preparemo-nos. E a preparação é o estudo, é a meditação, é a oração, porque assim nós vamos robustecendo esses conceitos da mediunidade e tendo um conteúdo de disciplina de educação na nossa atuação. Divaldo, o espírito ao deixar o corpo toma logo consciência do ocorrido? O espírita logo depois, o espírito ao deixar o corpo toma logo consciência do ocorrido. Não. Quase sempre experimenta uma perturbação mental seguida de uma outra emocional. Porque todos nós, mesmo doentes, estamos na expectativa da cura, até mesmo nas doenças mais perversas. Então, quando advém a desencarnação, é como o sono agitado. E ao despertar, o espírito não tem ideia se continua saudável, doente, na cama onde está. A depender do seu caráter e dos espíritos que o acompanham, esse despertar pode ser suave, como despertar de um sonho bom. e pode ser agitado. No caso da agitação, os

dável, doente, na cama onde está. A depender do seu caráter e dos espíritos que o acompanham, esse despertar pode ser suave, como despertar de um sonho bom. e pode ser agitado. No caso da agitação, os espíritos prolongam a sensação de sono e vão despertando a pouco e pouco. Mas quando são espíritos nobres, desapegados das sensações materiais, não das emoções, então despertar é mais rápido. De qualquer forma, o despertar no além é como despertar após uma cirurgia. De acordo com o paciente, o despertar pós-cirúrgico pode ser tranquilo, pode ser agitado e pode ser muito prolongado com fases de lucidez e fases de alucinação. O ideal é como aconteceu comigo próprio. sempre tinha desdobramento da personalidade, que é um fenômeno psicológico, a saída parcial do corpo físico e fazia as chamadas viagens astrais. Então eu tinha dificuldade às vezes saber quando eu estava no corpo físico ou quando não. Conversando o dia com o espírito Joana de Angeles, ela me disse: "Sempre que você tiver dúvida e veja o seu corpo deitado, tente levantá-lo." Então, a partir daí, na primeira experiência que eu tive, eu me vi fora do corpo, no quarto e me vi deitado. Então, eu corri e me deitei. Entrei naquela massa e tentei levantar. Levantei-me, mas o corpo ficou. Disse: "Meu Deus, já morri. Era sintomático." Então, eu sou muito ligada a minha mãe, sem nenhum problema freudiano. Eu corri para o quarto de minha mãe, mas quando eu cheguei, a porta do meu quarto estava fechada. Aí eu digo assim: "Meu Deus, como é que eu vou abrir a porta? tão impregnado estava da matéria, mas digo, se eu já morri, eu atravesso. Então não é obstáculo. Tentei e atravessei. O choque foi pior, porque eu fiquei com a ideia da morte na minha mente. Então entrei no quarto de minha mãe, que estava fechado, e a vi ronando. Mas nesse momento algo me puxou de uma forma tal irresistível, que foi newson, companheiro de quarto, que viu meu corpo movimentando-se, resmungando, dizendo palavras desconexas, e ele me acordou. Ao

Mas nesse momento algo me puxou de uma forma tal irresistível, que foi newson, companheiro de quarto, que viu meu corpo movimentando-se, resmungando, dizendo palavras desconexas, e ele me acordou. Ao acordar, o espírito foi atraído magneticamente ao corpo e eu despertei. E quando eu vi que eu estava mesmo na cama, senti o peso na cama. Que alegria de não haver morrido. Apesar de acreditar na imortalidade da alma, é claro. Daí o despertar está na relatividade do apego ou não à vida material. Luziane, a inconformação por muito tempo da partida de um ser querido perturba o mesmo? É possível que haja uma perturbação a depender do estado em que esse espírito que desencarnou ele se encontre. Mas como a gente não tem essa certeza, como é que o espírito está, como é que foi o seu o seu desprendimento, como é que é esse estado de perturbação, é bem interessante que a gente busque esse processo de auxílio e de preparação. Sabemos que é algo que é difícil, por mais que a gente diga, é a imortalidade. Nós sabemos da vida após a morte, mas como diz o espírito Joana deângeles, a gente tem de buscar esforçar-se para exercitar o aprendizado desses conceitos que a gente percebe, o que a gente sabe. Então, buscar a cada dia, agradecer, ter a gratidão pela convivência com esses entes queridos que já partiram, lembrarmos das coisas boas, trazermos para em homenagem a estas pessoas, trazermos comportamentos bons, salutares, às vezes conversas que tivemos que eram planejamentos, que eram projetos e que ficaram ali inacabados. E o quanto a gente pode fazer em homenagem a esses que não estão mais aqui. E lembrando que nós nos conectamos pelo pensamento, sim, nossa energia, nossa vontade se conecta pelo pensamento. E pensar é atrair, pensar é viver. Emanuel diz que o pensamento é matéria por conta dessa oportunidade que nós temos de materializar, de plasmar aquilo que a gente tá pensando. Então, diante da saudade, que é um processo natural, vamos lembrar, trazer coisas boas, mas juntamente com essas lembranças orarmos.

s temos de materializar, de plasmar aquilo que a gente tá pensando. Então, diante da saudade, que é um processo natural, vamos lembrar, trazer coisas boas, mas juntamente com essas lembranças orarmos. Não há uma entidade espiritual que não queiram a oração, o quão é necessário orar, o quanto a gente precisa que uns oremos uns pelos outros. Então assim a gente vai se fortalecendo, fortalecendo pela partida daquele que a gente acha, ah, foi precoce, foi antes da hora, eu tô sentindo tanto, mas aquele que partiu continua a sua jornada de aprendizado, de amadurecimento, de crescimento, de libertação. E nós aqui que ficamos também com essa oportunidade de crescimento, de amadurecimento, de reflexão. Então, o quão é importante nós nos prepararmos, nós que já sabemos desses conceitos, buscarmos na prática o exercício desse dessa saudade também com a oração, encaminhando vibrações boas e positivas. Divaldo, diante de tantas ocorrências de manifestações mediúnicas na adolescência, como os pais devem lidar com estas ocorrências, com seus filhos, para saber melhor orientá-los? Primeiro, procurando o centro espírita. Há sempre o falso pudor de procurar-se o centro espírita, porque ainda há resíduos de preconceitos. Então, as pessoas ainda usam muita expressão aquilo naquele lugar, em tal parte, e vão postergando, admitindo a probabilidade de serem distúrbios psicológicos fáceis de corrigir, quando poderiam, da mesma forma que devem recorrer à ciência psicológica ou psiquiátrica ou psicanalista, de acordo com o tipo de distúrbio que a criança sofra o adolescente, como ao centro espírita, que como disse muito bem a nossa Luisiane, é o laboratório para cuidar de fenômenos espíritas e a instituição espírita porque tem conhecimento das técnicas, das razões porque acontecem estes fenômenos. Eu, por exemplo, não fiquei mais traumatizado porque Deus foi muito misericordioso para comigo. Os meus fenômenos mediúnicos ocorreram a partir dos 4 anos de idade e meu pai era muito severo. Ele

nos. Eu, por exemplo, não fiquei mais traumatizado porque Deus foi muito misericordioso para comigo. Os meus fenômenos mediúnicos ocorreram a partir dos 4 anos de idade e meu pai era muito severo. Ele achava que eram coisas da minha mente, que eram mentiras, que eram criações, fantasias. Como era um homem rude, sem cultura convencional, mas de excelente caráter, um pai comidor dos deveres, ele quis me poupar do ridículo porque eu via os espíritos e ele não podia conceber que o morto voltasse. Então ele me batia toda vez cidade do interior, todo mundo sabe da vida. Não é como na capital que descobre através da internet. Então ele tinha receio que achasse que ele tinha um descendente psicopata, porque já havia precedente. A mediunidade é também de ordem hereditária, porque ela é orgânica. E sendo orgânica, ela está escorpida no corpo astral perespírito, que apresenta as manifestações que facilitam o intercâmbio. Então, nós tínhamos precedente, eu tinha um primo que era um feiticeiro, digamos, como era chamado na época, e ele prognosticava de uma maneira impressionante. Aquela época, Fila de Santana era uma cidade relativamente modesta, hoje é a segunda do estado da Bahia. E chegaram os árabes e abriram uma loja. E esses árabes facilmente tornaram-se amigos do meu primo. Por quê? Porque ele ficava muito pálido. De repente o nariz afilava, o tom de pele ficava macilento e ele falava árabe quando era um rapaz de letras do curso primário. E toda a sua vida foi cheia de sinais dessa natureza. Para dar uma ideia, uma prima nossa, que era professora, naquela época era uma função muito respeitada e mal remunerada, como até hoje, de repente ficou rouca. E o exame feito lá no interior constatou que talvez fosse uma tuberculose localizada na garganta. Pois bem, quando meus tios, pais dela, consultaram a meu primo Teobaldo, ele disse que não. Era um irmão dele que se apaixonara por ela e que ela recusara, ele desencarnou, Joaquim, e agora aproximava-se dela, ele dava essa sensação,

dela, consultaram a meu primo Teobaldo, ele disse que não. Era um irmão dele que se apaixonara por ela e que ela recusara, ele desencarnou, Joaquim, e agora aproximava-se dela, ele dava essa sensação, fenômeno obsessivo, atuava no organismo perespiritual, o corpo se ressentia. E como seu instrumento vulnerável, o gatilho era a garganta, ela ficou com dificuldade de comunicação. Naquele tempo, lá em Feira de Santana não havia raio X. Os exames radiológicos eram feitos em Salvador. Meus tios, conversando com Teobaldo, convenceram-no a atrair o irmão Joaquim no dia e na hora que Zizi, a professora, viesse a Salvador e fosse fazer a radiografia. Tudo isso combinado. Naquele tempo, o telefone era muito difícil. A radiografia foi feita no momento em que Joaquim, espírito incorporado no próprio irmão, dialogava com o seu tio a respeito de outros fatores e as radiografias que antes haviam dado positivas, agora davam absolutamente negativas. Muitos casos de obsessão da mediunidade, quando os pais perceberem que fogem ao comum, consultem o centro espírita da forma que consulta o médico, mas procure um lugar respeitável, porque em todo lugar é o indivíduo, ó, que lhe dá dignidade ou não. A doutrina espírita é excelente, mas o fato da pessoa ser espírita não significa que tem um caráter espírita. É alguém que adota uma filosofia, mas que não se comporta conforme deveria ser. E nós vemos aí centros espíritas e centros espíritas, pessoas presunçosas, violentas, dirigindo instituições, sem ter a menor capacidade que nunca leram a codificação. Isto é, as obras de Allan Kardec completadas com a revista espírita, que nós escutamos muito bem pelo Dr. Sandro, na última terça-feira, uma análise em paralelismo com os diálogos espíritas. Então, é válido que percebendo a criança que diz que vê outras crianças, se fala até psicologicamente que é uma visão psicológica, hereditária. Hereditária porque quase toda a criança vê. Converse naturalmente. Ah, meu amiguinho chegou para brincar. Brinque com ele.

anças, se fala até psicologicamente que é uma visão psicológica, hereditária. Hereditária porque quase toda a criança vê. Converse naturalmente. Ah, meu amiguinho chegou para brincar. Brinque com ele. Como é o nome dele? Converse naturalmente. Ah, eu tenho medo. Como é que você tem medo disso e não tem das mensagens da internet sobre sexo explícito, vergonhosos sobre cenas é de ondas de violência também nas redes sociais? No nosso comportamento diário. É necessário acabar com esta visão de que a criança é uma folha de papel em branco. Essa tese da psicologia está superada. É uma folha de papel escrita. A tinta ainda não está muito visível porque vem como recordações, como flashes de encarnação interior. E converse claramente, uma criança de 3 anos que já tem seu computadorzinho, que se comunica através do telefone com seus amiguinhos, também já pode entender de reencarnação. Como nós falamos de reencarnação, muito fácil, pega um boneco, veste-o, fala de uma reunião que ele morre em terra. Depois coloca aí o fio, muda de roupa. A criança moderna já traz conhecimentos muito próprios e amplos da sua experiência anterior, recentemente, neste século que está passando. Para poderem entender, daí o laboratório é o centro espírita, no qual não haja ritual. Ah, compre uma rosa branca. Compre branca, compre preta, roxa, vermelha, amarela, pouco importa. Compre a rosa. Quem não tem, tome tantos banhos de pé, de joelho, sentado, são superstições africanistas e também tradicionais da cultura brasileira, da cultura baiana, que são introduzidas daquilo que é uma ciência pela lógica, pela claridade visual. E então eu sempre digo que eu desenvolvi a mediunidade sob a ataca de um cavalo que meu pai tinha. Tanto apanhava o cavalo como apanhava eu. Até o dia que eu enfrentei meu pai aos 12 anos. Porque eu vi ao lado dele o pai dele chamado Temistocas, como já contei aqui, e me disse: "Diga a Chico, que era Francisco, meu pai, que eu não fiz com ele o que ele está fazendo com você". Eu aí aproveitei e

u vi ao lado dele o pai dele chamado Temistocas, como já contei aqui, e me disse: "Diga a Chico, que era Francisco, meu pai, que eu não fiz com ele o que ele está fazendo com você". Eu aí aproveitei e disse: "Seu pai". E aí deu uma melhorada na mensagem está surpreso do senhor me bater porque ele disse que o senhor não foi boa bisca, nunca esqueci a palavra e ele nunca lhe bateu. E aí eu dei uma melhorada na mensagem, foi um fenômeno meio anímico também. E ele tomou o choque porque eu nunca não tinha conhecido o meu avô, não conheci meus tios. E aí eu descrevi meu pai, meu avô, principalmente o tipo do bigode que ele tinha. Aí meu pai me pegou pelas irmãos chorando, disse assim: "Meu filho, mas seu avô já morreu?" Eu digo: "Então, eu sou maluco, mas ele está aqui, tem Mistocles, que para minha imaginação 12 anos era um nome raro. Eu nunca tinha ouvido esse nome Feira de Santana, o nome grego temistoclis, nunca esqueci. A partir desse dia, meu pai se tornou mais do que espírita, ficou um espiritólogo. Porque diz assim: "Di já chegou alguém?" Eu digo ainda não. Então levem a criança ao centro espírita. A está a evangelização infanto juvenil, as aulas próprias de espiritismo dentro dos melhores métodos da psicologia contemporânea. A pergunta, Luziana, é um pouco longa. Eu vou pedir para você ler, então, por favor. Gêmeos univitelinos. Qual a finalidade espiritual de nascerem idênticos? O perespírito também é idêntico? E as crianças, as crianças mesesas, para que nascem unidas fisicamente? Aqui a pergunta da finalidade espiritual. É sempre importante nós fixarmos, nós nos lembrarmos que laços familiares sempre tem a finalidade da responsabilidade do amor. Sempre. Nós não nascemos vinculados, ligados por acaso e são situações que não foram planejadas ou organizadas. sempre requer esses dois coeficientes, da responsabilidade e do amor. Ah, mas existiram situações em que isso não se fez presente, existia um momento em que isso não aconteceu. Aí foram as circunstâncias da vida, as decisões, as

ficientes, da responsabilidade e do amor. Ah, mas existiram situações em que isso não se fez presente, existia um momento em que isso não aconteceu. Aí foram as circunstâncias da vida, as decisões, as questões emocionais, sentimentais que foram dando curso e afastando de um planejamento reencarnatório. Mas é interessante inicialmente a gente fixar nesse ponto. Em relação ao perespírito ser idêntico, não há essa condição, porque o perespírito é o envoltório semimaterial do espírito e que permite essa vinculação do espírito com a matéria, com o corpo físico. Então, cada um de nós eh dispõe desse perespírito individualmente, é individual. A identidade ou a condição coincidente ou idêntica destes seres é fisicamente. Isso não há correspondência em relação ao espírito, ao perespírito, nem mesmo as suas vivências. Por que então eles virem tão idênticos? Por que estarem nessa comunhão fisionômica? E aí a gente pode fazer diversas ilações. À medida que a gente vai apertando os laços e nesse celeiro familiar, a gente percebe que existe um histórico, que existe uma motivação. Qual poderia ser? Existem desafios destas pessoas idênticas em relação à fidelidade, em relação à transparência, em relação ao respeito. O que é que um vai fazer daquela imagem que possui e que interfere pro outro também? Esses seres são afins ou são antipáticos? Ou seja, ou tem distonias em relação a cada um deles. Isso é muito relativo. Nós conhecemos gêmeos univitelinos que são muito próximos uns dos outros, mas também gêmeos univitelinos que disputam, brigam e que constantemente estão numa guerra como irmãos. Então, por isso a gente reforça a questão da irmandade, dos laços familiares que t essa motivação de estreitamento. O aprendizado dessa identidade aí vai variando e a gente vai percebendo na convivência. A última pergunta e as crianças mesesas para que nascem unidas fisicamente. Aqui é algo mais complexo, é divididem a mesma estrutura física. Muitas não conseguem se separar fisicamente, alguns

vência. A última pergunta e as crianças mesesas para que nascem unidas fisicamente. Aqui é algo mais complexo, é divididem a mesma estrutura física. Muitas não conseguem se separar fisicamente, alguns conseguem, através de cirurgia fazer a separação. São dois espíritos, duas condições perespirituais, mas às vezes um corpo que compartilha muita eh muitas questões, muitos órgãos e que não pode haver a separatividade. E aí a gente percebe um compromisso ainda maior de trilharem juntos aqueles aquelas entidades espirituais que às vezes se apartaram, que foram muito inimigos e que fizeram crimes um em relação ao outro e que ao longo da existência, tanto física quanto da experiência espiritual, se mantiveram em relações de ódio, de distanciamento, evitando uma convivência. Então vem a lei que é de misericórdia, de bondade e de oportunidade, que é uma lei de amor e vincula, aproxima. Eh, tio Divaldo certa vez falou, falando sobre obsessão, ele dizendo que às vezes a gente quer se ver livre do obsessor e diz assim: "Eu quero distância do obsessor". E a Ivone também, tanto o Tiivaldo quanto a Ivone falar, já falaram no sentido de se a gente quer realmente essa libertação, o caminho é amar, o caminho é aproximar-se num entendimento, numa reconciliação, porque senão esses laços se apertam nessa forma, nesse aprendizado reencarnatório, de maneira que nós podemos sentir uma uma forma penosa, um peso maior, enquanto que seria desnecessário se a gente fizesse o movimento dessa reconciliação que o tio muito bem expôs aqui na palestra, a Ivone falando, a Ivone Pereira falando sobre essas condições de influências espirituais, ela diz: "Torna aquele que é obsessor, que não é obsessor um rótulo, tem uma história, tem vínculos, tem emotividade, tem feitos, tem escolhas infelizes, tem maus feitos, torna aquele ente que persegue, que está ali o tempo todo insistindo na numa convivência ou numa vingança, transforma forma num afeto, no amigo, naquele com quem a gente vai trilhar um aprendizado.

s, torna aquele ente que persegue, que está ali o tempo todo insistindo na numa convivência ou numa vingança, transforma forma num afeto, no amigo, naquele com quem a gente vai trilhar um aprendizado. E aí essas dores podem ser minoradas, a gente pode tracejar paraas próximas existências situações mais leves e que a gente possa se desvencilhar com muita propriedade. Divaldo, quando o indivíduo busca se reconciliar com outro que lhe causou muitos danos e essa pessoa se nega ao diálogo, como é que se deve proceder? Então, não é importante fazer o diálogo e não é importante que o outro aceite a nossa reconciliação, porque o problema dele é dele. Nós é que nos libertamos. dos efeitos do mal que ele nos fez. Eu sou uma pessoa pública e qualquer pessoa pública é amada e detestada. Tem aqueles que simpatizam, que querem bem e aqueles que odeiam. Eu tenho contado pessoas que me odeiam só de ouvirem falar o meu nome, mas não é de estranhar, porque Jesus Cristo, que era um pouco melhor do que eu, até hoje é detestado por milhões. A questão é eu me apaziguar, eu me reconciliar. Há o momento em que Emanuel, através de Chico Xavier faz a seguinte proposta: Perdoa mesmo aquele que não quer ser perdoado. A problemática, portanto, não é dele, é nossa. Porque que na hora que eu me reconcilio, eu tiro a carga da noa de mim e liberto a pessoa também dos meus pensamentos rancorosos, evocativos e passo a ter uma onda de ternura. Eu tenho pessoas a quem também antipatizei fortemente, porque sendo carnal também tem um temperamento e era um temperamento forte porque fui educado naquele rigor tradicional da ignorância. Sim, sim, não, não. Meu pai dizia: "Se você chegar em casa apanhado, toma outra surra, porque quem lhe bater você tem que devolver para mostrar que é homem. Então é uma cultura. Mas o meu temperamento não era de revidar, era de olhar para o agressor e me perguntar: "Mas por que que faz isso comigo?" E isso me acompanhou toda a vida, até a idade adulta, até hoje, que quando algo

s o meu temperamento não era de revidar, era de olhar para o agressor e me perguntar: "Mas por que que faz isso comigo?" E isso me acompanhou toda a vida, até a idade adulta, até hoje, que quando algo me acontece, o meu ego: "Mas por quê?" Então eu procuro ver se a pessoa tem razão. Às vezes tem razão. Eu fiz sem querer. Aconteceu. Mas aí que faço? Eu me perdoo. Eu digo: "Ah, meu Deus, o senhor sabe que eu não tive intenção e olho a pessoa agora com melhor ternura do que antes, porque vejo o quanto deve estar magoado com algo que eu não fiz intencionalmente ou simplesmente com algo que a pessoa criou por um sentimento de obsessão de entidades perversas e odientas. Como é um assunto muito delicado, certa feita eu estava numa cidade do Brasil e me hospedava numa mesma casa. Havia muito carinho entre mim e o meu anfitrião. Então, certo dia, a minha anfitrioa, a hora do café da manhã me desacatou. Sem motivo nenhum nós estávamos conversando e ela começou a dizer coisas estranhas. Eu me assustei porque era uma pessoa e é hoje no mundo espiritual. gentilíssima, bondosíssima, era tão gentil, reservou um quarto da casa dela para quando eu fosse à sua cidade. Nem o filho entrava no meu quarto. Eu tinha até sabonete, tudo separado lá com o nome. Muito bem. Eu fiquei e então, como eu tinha muita dívida de ternura e afeto, eu me levantei e ela também se levantou. era a o 12º andar do edifício. Então ela botou seu dedo no meu rosto e eu vi que o seu rosto ficou rubro em brasa e ela dizendo coisas ácidas que não tinha nada a ver. Cena de ciúme de uma outra amiga que também, coitada, não tinha nada a ver. Quer dizer, um ponto vulnerável que os homens pegaram. Muito bem. Ela me disse coisas horríveis e eu mentalmente diz assim: "Não vou voltar aqui mais nunca. E fui recuando e ela avançando até chegar na janela. Então estava a janela de costas, quando eu vi uma voz dizer: "Saia daí". Eu aí saí. Bom, ela despertou rapidamente ai o que é isso? Continuamos amigos, sem ressentimento,

ançando até chegar na janela. Então estava a janela de costas, quando eu vi uma voz dizer: "Saia daí". Eu aí saí. Bom, ela despertou rapidamente ai o que é isso? Continuamos amigos, sem ressentimento, sem nada. 20 anos depois, eu estava numa reunião com Chico Xavier em Uerba e de repente Chico entrou em transe e me perguntou assim: "Senhor Divaldo, o senhor lembra de mim o espírito?" Eu disse: "Não, senhor não me lembro". Ele disse: "Me conhece?" Eu digo: "Olha, até onde vai a minha lembrança eu não conheço." Ele disse: "Eu sou fulano de tal, de tal lugar, de Ribeirão Preto, de o endereço em que morava. Eu odeio. Para que você saiba que eu acompanho, você estava em tal cidade, rua tal, número tanto. Não é difícil com a pessoa X. Coitado do Chico. Nem eu sabia tudo isso. Aí eu me lembrei da cena. Ele disse: "Eu ia matá-lo naquele dia. Tomeia-a porque era dócil. Na afeição dela havia libido e você na sua estupidez e ignorância não percebeu. Eu não percebia porque eu gostava da pessoa, não me dei conta se era homem, se era mulher, se era velho. Adorava e até hoje. Então ela começou a ter ciúme de uma outra senhora que também me queria muito bem. E a outra senhora, coitada, era muito bem casada, era muito feliz, me tratava com maior respeito. O obcessor pegou o ponto vulnerável e eu ia lhe empurrar da janela, mas naquele momento seu amigo Walter, que é um espírito amigo pernambucano, salvou a sua vida. Digo, não, Walter, Deus, meu irmão, porque só acontece de acordo com a vontade de vida. Então aquela cena foi retratada pela boca de uma entidade perversa e claro, o senhor já havia me reconciliado com ela muito mais. Quantas vezes as nossas inimizades são mediúnicas? A gente fica remoendo e vai piorando, cada vez vai remoendo mais e uma banalidade em breve parece que foi um assalto a uma cidade inteira. daí reconciliarse. Muito bem. Chegamos então ao término da nosso conversando sobre o espiritismo da noite de hoje. Eu agradeço a presença de todos que estiveram aqui, aqueles que nos assistem

inteira. daí reconciliarse. Muito bem. Chegamos então ao término da nosso conversando sobre o espiritismo da noite de hoje. Eu agradeço a presença de todos que estiveram aqui, aqueles que nos assistem remotamente, a equipe da nossa televisão Web Mansão do Caminho. Agradeço ao nosso tradutor de Libras, a professora Solange, a Luziane Bahia, Adivaldo e eu convido a Luziane que se dispersa então do público aqui presente. Agora o momento de comunhão com o mundo espiritual. Ah, tô despedindo. Seremos, eu gosto tanto da segunda parte, a terceira. Seremos breves, só trazendo uma lembrança de que o primeiro presépio na história da humanidade foi montado em 1223 por Francisco de Assis e tinha o objetivo de fazer com que a gente lembrasse na noite de Natal, trouxesse ao nosso coração, à nossa mente, aquela noite ímpar, singular que a humanidade teve ensejo de ter a oportunidade de conviver e de ter acesso. Jesus traz a sua mensagem no nascimento de humildade e a mensagem no final é de perdão. Que a gente possa também fazer essa trajetória refletindo nesse Natal, partindo da humildade para alcançar o perdão e que todos nós tenhamos um final, um feliz Natal de muita paz, de muito amor e um feliz ano novo de muitas bênçãos. Obrigado, Luziano. É o espiritismo prático e o espiritismo praticado. Pedimos aqueles que nos ouvem e acompanham pela internet para que também se concentrem. É o momento em que vamos vincular-nos mais profundamente aos mentores pessoais, aos mentores da nossa casa, aos mentores da causa, para que dinamizem as energias do bem e nos restaurem as forças comidas. Pedimos aos médiuns para que ocupem seus lugares, a fim de realizarmos a transmissão, a transfusão de energias benéficas, saudáveis a todos nós em uma comunhão com o dinamo celestial, através dos passes que os nossos guias nos irão dar. Senhor, nós te queremos pedir pelos companheiros de mediunidade, aqueles que veicularão as energias espirituais, recarregando as nossas baterias de energia que estejam enfraquecidas.

ias nos irão dar. Senhor, nós te queremos pedir pelos companheiros de mediunidade, aqueles que veicularão as energias espirituais, recarregando as nossas baterias de energia que estejam enfraquecidas. permite que nossos mentores tomem conta dos sensíveis médiuns que doam suas próprias forças em benefício da paz. Ó divino amigo, abençoa o nosso coração neste momento. Abençoa-nos a nós, aos problemas que nos aturdem. a essas aflições que nos trouxeram até aqui angustiados, que possamos sair aliviados com entusiasmo. Também te pedimos por aqueles que nos solicitam interceder por eles em nossas preces. Lembramos-nos dos suicidas, os irmãos sofridos que se decepcionaram com a desencarnação. Ó divino amigo, em favor das pessoas a quem amamos e que nos amam, mas também daqueles que não gostam de nós ou de quem nós não gostamos. Abençoa a nossa casa, o santuário, escola, hospital de almas e oficina de trabalho do bem. abençoa nossos diretores, cooperadores, irmãos que nos ouvem eletronicamente, para que possam sintonizar com esses anjos tutelares que nunca nos deixam a sós. Tu prometeste que estarias conosco até o fim dos tempos. Nós acreditamos e confiamos. Por isso te pedimos abençoar nossa água, repetir o feito de caná, dá-lhe moléculas benéficas para o corpo, a emoção e o espírito. da paz do Brasil, em especial neste momento. Ampara as autoridades que tem o dever de zelar pela pátria do evangelho, pelos cidadãos. pela nossa paz pessoal, pela paz na terra. É hora de agradecer. Suplicamos ao pai criador, à mãe santíssima, a ti, amigo de todos os instantes e aos benfeitores espirituais que nos proporcionem harmonia e sigam conosco de volta aos nossos lares, ali habitando e ajudando-nos. Encerramos a reunião desta noite com votos de paz para todos. Está encerrada a nossa atividade. Что?

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