DIÁLOGOS INCLUSIVOS: O PAPEL DA FAMÍLIA NA INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
DIÁLOGOS INCLUSIVOS: INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA FÍSICA - COM ALESSANDRA MENDES Bem-vindo ao Diálogos Inclusivos, um podcast feito para você! Todo mês, um convidado especial traz reflexões e trocas incríveis sobre inclusão, acessibilidade e diversidade. junte-se a nós neste bate-papo cheio de descontração e aprendizado! Curta, comente e compartilhe para levar essa mensagem ainda mais longe! #Inclusão #Acessibilidade #DeficiênciaVisual #Libras #TEA #Diversidade #Audiodescrição #Empati...
Caros ouvintes e internautas, sejam bem-vindos. Dentro de instantes, iniciaremos a nossa transmissão. O Sistema Deus Conosco de Comunicação Espírita em parceria com a Federação Espírita do Estado de Alagoas e com a Federação Espírita Paraibana apresentam programa Diálogos Inclusivos. No programa deste mês, o tema será o papel da família na inclusão da pessoa com deficiência. Teremos com convidada Alessandra Mendes, mediadora Marlúci Ferreira, intérprete de Libras, Ione Oliveira. Sejam todos bem-vindos. Olá, queridos amigos, queridas amigas. Saudações a todos, a todas que estão neste momento prestigiando o programa Diálogos Inclusivos. Este programa é uma promoção do sistema de comunicação espírita Deus Conosco aqui de Maceió, Alagoas. e é uma iniciativa da Federação Espírita do Estado de Alagoas e da Federação Espírita Paraibana e conta com o apoio das demais federativas do Nordeste e inúmeras instituições espíritas parceiras. Eu vou fazer para vocês a minha audiodescrição. Eu sou Marlúci Ferreira, estou atualmente na presidência da Federação Espírita de Alagoas. Sou uma mulher de pele clara, cabelos pretos e estou usando uma blusa eh estampada de laranja, várias cores com alguns desenhos. E atrás de mim na tela, eu tô eu tenho uma estante de livros e um quadro com uma paisagem da natureza. Neste programa de hoje, nós contamos com a presença da nossa querida intérprete de Libras, Ione Oliveira. A Ione, ela é de Recife e ela é uma mulher de cor escura, preta, cabelos pretos, na altura dos ombros, curtos. Ela está com uma blusa laranja de manga 3/4. E atrás da Ione tem uma parede cheia de tijolinhos. É isto que nós temos aqui na nossa audiodescrição. Bem, amigos, hoje eu serei a mediadora de um importante bate-papo, de uma importante conversa. Exatamente. É isso mesmo. O programa Diálogos Inclusivos é um bate-papo que tem por objetivo disseminar, compartilhar saberes e práticas sobre a inclusão e a acessibilidade, de modo que cada pessoa que nos acompanha adquira, desenvolva ou
iálogos Inclusivos é um bate-papo que tem por objetivo disseminar, compartilhar saberes e práticas sobre a inclusão e a acessibilidade, de modo que cada pessoa que nos acompanha adquira, desenvolva ou aprimore competências inclusivas nos ambientes diferentes, né, nos diversos ambientes onde convive, inclusive na instituição espírita que frequenta. E quando falamos de um mundo inclusivo, estamos nos referindo a um mundo onde o respeito, o amor e a fraternidade são os principais recursos para uma vida plena e feliz. Bom, e nós acreditamos que temos um papel importante da nova, na construção da nova terra e olhamos para a inclusão como uma bússola que nos guiará nesta direção. E você pode participar dos nossos programas, tanto assistindo como enviando perguntas. será um programa por mês, mais especificamente no último sábado de cada mês. Um tema de muita importância nessa transição planetária será abordado. Então não perca, participe e divulgue, pois a cada pergunta, numa conversa aberta, franca e direta, todos e todas aprenderemos juntos o que fazer e como fazer para colaborar na construção de um mundo mais fraterno e feliz, sem preconceitos ou Então, coloque na sua agenda e não perca nenhum programa. Você pode acompanhar em forma de vídeo ou de ou em podcast. Bom, temos hoje a presença de um convidado muito especial, que também acredita na inclusão e no papel do movimento espírita nesse sentido e é um grande apoiador deste programa. Nós vamos convidar nosso querido amigo Neto Batista, presidente da Federação Espírita Paraibana. Bem-vindo, Neto. É um prazer. Oi, é um prazer, meu amigo, ter você conosco. E como você tem visto o processo de inclusão e o nosso papel que é que você nos diz a respeito? Bom, seja bem-vindo, Neto. Obrigado. Cumprimentando, né, a você, cumprimentando também a Ione e saudando, né, a todas as pessoas que estão nos acompanhando através tanto do YouTube como também do podcast, né? Eu vou fazer eh a minha também a minha audiodescrição, né, para antes de entrar
Ione e saudando, né, a todas as pessoas que estão nos acompanhando através tanto do YouTube como também do podcast, né? Eu vou fazer eh a minha também a minha audiodescrição, né, para antes de entrar nessa proposta que você apresentou de uma maneira breve, mas eu sou eh homem, né, uma pele eh parda, cabelos curtos, cabelos castanhos, olhos castanhos também. Eu estou usando uma blusa verde com um detalhe na gola de cor clara e ao fundo eu estou no quarto do meu filho. Então do meu lado esquerdo há uma porta e do meu lado direito é o guarda-roupa do quarto dele. Eh, feita essa breve apresentação, né, a gente eh eh entende que esse tema ele é muito importante, né, todos os temas que estão sendo tratados eh desde que começamos com essa série, né, e a gente agradece também o apoio tanto do sistema Deus conosco como também dessa parceria com a FEAL, a Federação Espírita do Estado de Alagoas. Para nós é motivo de muita alegria podermos partilhar essa experiência por compreender que nós estamos de fato avançando na direção de uma relação mais legítima a partir das circunstâncias que surgem, né, ante as necessidades. faz muito tempo, eh, essas situações da deficiências, eh, principalmente no ambiente das famílias, elas eram tratadas, eh, de uma forma muito silenciosa e restrita, né? as pessoas, as famílias quando recebiam alguém eh portador de deficiência, eh essas pessoas elas ficavam, na verdade dentro de casa, sem terem experiências, sem terem oportunidades, né, sem que fosse permitida a elas eh uma vida tranquilamente normal, né, dentro, claro, das suas possibilidades. Mas eh que bom que nós estamos vendo além da saída dessas pessoas promovida também com o apoio eh em muitas das famílias, nós estamos vendo a quebra de verdadeiros paradigmas, inclusive, né? Eh, eu cito como um exemplo recente agora, né? Nós tivemos eh no no final do mês de abril um programa de TV em horário nobre, né, no nosso país, que exibiu uma entrevista realizada, né, com uma celebridade, com uma pessoa bastante conhecida e eh
? Nós tivemos eh no no final do mês de abril um programa de TV em horário nobre, né, no nosso país, que exibiu uma entrevista realizada, né, com uma celebridade, com uma pessoa bastante conhecida e eh conduzida por pessoas portadoras, né, do transtorno do espectro autista. E como é interessante a gente perceber, né, a capacidade que todas as pessoas têm, né, de poder ultrapassar os seus limites, de poder levar uma vida normal, né? E a gente precisa defender essa bandeira, eh, para que nós não caiamos no mesmo erro que temos cometido desde sempre enquanto sociedade, que é o de excluir as pessoas que pensam e agem de forma diferente das nossas ou da maioria, né? Eh, a gente parece que esquece que Jesus quando ele vem ao mundo, ele busca essa aproximação justamente com as pessoas que eram aginalizadas, com as pessoas que eram excluídas. E hoje, né, a gente vê esse olhar na sociedade presente e muito forte, eh, permitindo justamente que haja esse olhar para essas pessoas, eh, em respeito aos seus direitos, em respeito a às oportunidades que elas precisam e merecem ter, né? E nós, inclusive na condição de espíritas e defensores da reencarnação, eh, precisamos valorizar sim essas iniciativas, porque sabemos que todas as pessoas que reencarnam com as suas devidas passam pelas experiências necessárias. Mas a gente não pode esquecer que a caridade, conforme a gente vai ver lá na questão 886 de O Livro dos Espíritos, ela começa falando em benevolência para com todos. Todos. Então aência ela não pode estar presente só para algumas pessoas, ela precisa estar presente para todas as pessoas em sociedade. E se a gente de fato, né, e deseja desfraudar essa bandeira cada vez mais firme e fortalecida, é necessário que a gente trabalhe nesse olhar. E para finalizar a minha fala, eh, eu coloco que a família, né, na verdade, e a gente sabe que nada é por acaso, nada é por obra do acaso, eh esses espíritos reencarnantes que estão sendo direcionados para essas famílias, eh, e estão a eh esse esse momento está se
na verdade, e a gente sabe que nada é por acaso, nada é por obra do acaso, eh esses espíritos reencarnantes que estão sendo direcionados para essas famílias, eh, e estão a eh esse esse momento está se dando em face da necessidade, não apenas do reencarnante, não é, que vem com de repente alguma circunstância mais eh especial nesse sentido do ponto de vista de atenção dos cuidados e tudo mais, mas é um compromisso que envolve toda a família e é importante que toda a família e não apenas uma pessoa ou outra se sinta corresponsável ou responsável na atuação para que eh sejam propiciadas essas condições, para que essas pessoas sejam de fato incluídas na sociedade, que elas possam viver suas vidas, que elas possam ter eh oportunidades eh de estudar, oportunidades de trabalhar, oportunidades de se sustentar, porque nós estamos tratando de dignidade, mas também estamos tratando de evolução. E esse é essa é a principal bandeira que a doutrina espírita coloca para todos nós, que nunca percamos de vista a jornada evolutiva do ser imortal que todos nós somos. Finalizo aqui, minha amiga. Já falei demais. Agradeço a você Nada, meu amigo. Muito bom a muito bom os seus comentários, o seu depoimento, a sua fala. Eh, nós agradecemos, né, a sua participação e sobre o programa que você citou, eu assisti o programa e uma coisa me chamou atenção, a emoção daquelas daqueles jovens que estavam ali diante da televisão, né, fazendo uma entrevista com uma personalidade, né, uma artista famosa. E assim, a emoção deles é como se dissesse assim: "Poxa, alguém percebeu que eu existo, eu posso estar no meio de todas as pessoas". Foi maravilhoso. Gratidão ao nosso amigo Neto Batista, presidente da Federação Paraibana, né, pela sua participação aqui conosco. Sabemos que o amigo tem outros compromissos e nós agradecemos a sua presença. Muito grato. Programa para todos nós. Muito bem. Então, meus amigos, dando continuidade, hoje o nosso bate-papo, né, a nossa conversa será sobre o tema o papel da família na inclusão de pessoas
sença. Muito grato. Programa para todos nós. Muito bem. Então, meus amigos, dando continuidade, hoje o nosso bate-papo, né, a nossa conversa será sobre o tema o papel da família na inclusão de pessoas com deficiência. E para conversar conosco sobre esse tema tão importante e atual, convidamos a nossa querida Alessandra Miranda Mendes Soares. Oi, Alessandra, bem-vinda. Olá, boa noite. Tudo bom? Que alegria estar aqui com vocês para essa conversa. E eu queria dizer também do prazer, né, de participar desse bate-papo que tem uma relação muito forte no que eu acredito, é a gente pensar no bem-estar, bem-estar humano. É verdade, Alessandra. Alessandra, ela é pedagoga, especialista em psicopedagogia, mestra e doutora em educação pela Universidade Federal da Paraíba e Universidade de Barcelona, na Espanha. Atualmente é professora da Universidade Federal Rural do Semiárido no Rio Grande do Norte. é pesquisadora na área da inclusão em diversos grupos de pesquisa. Então, nós já saudamos a nossa querida Alessandra e vamos pedir que ela faça a sua audiodescrição para que todos a vejam. Uhum. Então, né, eu sou uma uma jovem meio século, 5.0, pele branca. Estou usando uma blusa azul. Eh, uso um óculos, um grau bem elevado. São exatamente 8º de aro preto e tem os cabelos castanhos claros, bem são eles são fininhos e pouquinhos, mas são felizes também. Legal, Alessandra. Eu também esqueci de dizer na minha audiodescrição que eu tenho cabelos pretos, estou usando óculos e um brinco dourado, uma argola e uma pequena correntinha com uma perolazinha no final. Muito bem, Alessandra, nós temos muitas perguntas enviadas pelo público para você. Vamos começar o nosso bate-papo? Vamos, com certeza. Vamos lá. Então, uma pergunta que chegou aqui até nós foi a seguinte: sabendo que a família é a base de nossa sociedade, é possível pensar no modelo ou padrão de família mais adequado para criar um filho com deficiência? Essa pergunta nos foi enviada por Joselita de João Pessoa. Quer que eu repita? Não. Tudo bem.
edade, é possível pensar no modelo ou padrão de família mais adequado para criar um filho com deficiência? Essa pergunta nos foi enviada por Joselita de João Pessoa. Quer que eu repita? Não. Tudo bem. Olá, sua pergunta é muito pertinente, né, com o nosso tema, até mesmo porque a família é uma constituição social e ela deve ser entendida em sua pluralidade. E considerando isso, é fundamental que a gente possa pensar em um modelo de família, mas que a gente possa pensar compreendendo e entendendo que esse conceito ele vai variar conforme o tempo, a cultura, o contexto social, de forma que a gente possa respeitar toda a composição familiar. E é interessante, né, porque se a gente fizer um percurso ao longo da história, a gente vai ver esse modelo de família padrão, né, mãe, pai, filhos, mas a gente reconhece que na nossa sociedade existe vários arranjos familiares e esses arranjos eles precisam ser valorizados, considerando que a gente reconhece, né, eh, na sociedade E valida, né, como família. Família é aquela que a gente tem com a composição que a gente tem. Eu acho que é isso. É verdade. É verdade, Alessandra. Muito bem. Pode continuar. Exatamente. Existem muitos modelos de família, né? Mas é fundamental que a sociedade reconheça, né, e respeite todos esses modelos. a gente vai, se a gente pensar no modelo parental, né, onde vamos ter os pais e os filhos, no num modelo homoafetivo, né, num modelo onde as famílias criam arranjos que muitas vezes com o falecimento de um membro eh surgem outros membros da família, como avós, tios, primos, né? Então, é muito importante que a gente possa reconhecer esses diversos arranjos, valorizar até mesmo, como eu disse, né, a família é uma construção social e ela tem que ser respeitada na sua pluralidade. Então, quando a gente, então o modelo de família vai ser aquele modelo da família que você tem e a gente precisa valorizar isso, né? É verdade. O Osgley da Federação Espírita Pernambucana, ele faz uma pergunta que é um complemento dessa que
família vai ser aquele modelo da família que você tem e a gente precisa valorizar isso, né? É verdade. O Osgley da Federação Espírita Pernambucana, ele faz uma pergunta que é um complemento dessa que você tá falando, né, dessa que você respondeu aqui. Ele diz assim: "Quando falamos do papel da família, de que família estamos falando?" Uhum. É, exatamente. Olha, eu acho que essa essa reflexão, né, pra gente pensar de que família estamos falando, a gente vai ter famílias que são formadas por filhos biológicos, por filhos adotivos, né? Eh, existem várias composições de famílias, famílias pequenas, famílias grandes. Então, eu acho que um uma um dos princípios básicos é a gente valorizar, né, valorizar esses princípios morais que constituem essa família espirituais, basead na fé. Eu acho que eh é importante que essa família ela seja respeitada na sua pluralidade, independente, né, do tempo, do espaço e do contexto em que ela está inserida. Nós precisamos ter esse cuidado, né, para que a gente possa realmente pensar numa perspectiva inclusiva de pertencimento, de garantia, de amorosidade. É muito importante a gente pensar essa pluralidade. É verdade, Alessandra, você falando aí e eu me lembrando assim da importância que Jesus deu à família, né, no seu chamado primeiro milagre, né, que não foi milagre, nas bodas de Caná, num casamento, né, numa família que estava se constituindo, né, para a sua formação. E Jesus fez assim, claro que Maria, sua mãe, foi bem incisiva quando disse assim: "Ó, tá faltando vinho, isso não é uma coisa boa, então resolva aí". Então, pra gente ver o quanto Jesus deu importância à família e referendo, inclusive o mandamento de Moisés, né? Honrai vosso pai e vossa mãe. Então, realmente a família é muito importante para a nossa evolução, o nosso crescimento, né? Muito bem, Alessandra. Nós estamos gostando muito das suas colocações, mas temos aqui uma pergunta muito interessante. Essa pergunta veio de Selma do Recife, Pernambuco, e ela diz assim: "E quando a pessoa com
, Alessandra. Nós estamos gostando muito das suas colocações, mas temos aqui uma pergunta muito interessante. Essa pergunta veio de Selma do Recife, Pernambuco, e ela diz assim: "E quando a pessoa com deficiência é o chefe de família, não seria muito mais difícil garantir a inclusão? Será que esta pessoa sempre precisaria de ajuda? E agora que maravilha essa pergunta, né? A gente tem a oportunidade de eh fazer valer o que diz a lei brasileira de inclusão, né? Nada sobre nós, sem nós, nada sobre a pessoa com deficiência, sem a pessoa com deficiência, né? Então, eh, qualquer pessoa, né, ela pode exercer qualquer função, com tanto que ela tenha oportunidade e ela seja valorizada. Então, existe muito capacitismo de achar que uma pessoa com deficiência, ela não pode morar sozinha, ela não pode ser chefe de família, ela não pode exercer funções no mercado de trabalho. Então, a gente tem que romper com essas com essa discriminação que muitas vezes é velada em nossa sociedade. Então, a pessoa com deficiência, ela pode sim ser um chefe de família, ela pode ser o que ela quiser ser. e ela pode estar onde ela quiser estar. cabe a nós, né, enquanto sociedade, ter atitudes eh inclusivas, né, porque uma das maiores barreiras, né, no sucesso e no desenvolvimento de uma pessoa é a falta de valorização. A gente precisa valorizar todas as pessoas e a pessoa com deficiência, ela tem habilidades, potencialidades, capacidades, igual a qualquer um de nós. Então, nesse contexto, eu sempre digo que o o ideal seria tudo sobre a pessoa com deficiência com a pessoa com deficiência. E aí quando a gente fala em chefe de família, né, tem aquela ideia, né, que o chefe de família é aquela pessoa que sabe tudo, que consegue tudo, que resolve tudo e a pessoa com deficiência, ela pode fazer tudo e resolver tudo também. Então eu eu acredito que essa sua pergunta é uma possibilidade pra gente valorizar as potencialidades e as capacidades de todas as pessoas, independente de ser pessoa com deficiência ou não, de ser
m. Então eu eu acredito que essa sua pergunta é uma possibilidade pra gente valorizar as potencialidades e as capacidades de todas as pessoas, independente de ser pessoa com deficiência ou não, de ser homem, mulher, né, seja quem, né, seja qual for a pessoa, ela tem capacidade de ser o chefe da família, principalmente se ela ela tem um objetivo do desenvolvimento de todas as pessoas de forma igualitária, de forma amorosa, de forma atenciosa. Então, não é diferente para a pessoa com deficiência. A pessoa com deficiência, ela pode ser. Eu tenho muitas pessoas conhecidas e queridas, né, que se tornaram eh pessoas com deficiência que se tornaram mãe sol e são as chefes de suas famílias e que muitas vezes também eh seja por a questão do divórcio, a questão da morte do ente querido, elas tiveram ou eles tiveram que assumir esse papel de chefes da família. Então é muito importante que a gente possa compreender enquanto sociedade que todos somos capazes, inclusive as pessoas com deficiência. A gente precisa romper com esse capacitismo de achar que a pessoa com deficiência, ela não pode ser o chefe de família, ela não pode casar, ela não pode ter filhos, ela não pode. Então a gente precisa romper, né, com esse preconceito e acreditar e principalmente dar oportunidade para que todas as pessoas se desenvolvam de forma eh igualitária. É verdade. E é muito importante isso, porque quando há uma deficiência você automaticamente desenvolve outras habilidades para, né, melhorar aquela situação. E você disse muito bem, a gente às vezes eh superestima ou subestima aquela pessoa que não que não tem um sentido funcionando e a gente acha que ela não é capaz e a gente se surpreende. Ô, Alessandra, me permita lembrar uma história de uma empresa que ela vende eh copos, cristais, né? E os funcionários tinham que embalar os copos para poder proteger aquele aquele bem tão precioso e delicado que eram copos de vidro, peças de vidro. E a empresa estava tendo muito prejuízo, porque se quebrava
cionários tinham que embalar os copos para poder proteger aquele aquele bem tão precioso e delicado que eram copos de vidro, peças de vidro. E a empresa estava tendo muito prejuízo, porque se quebrava muito, os funcionários quebravam muito. E aí resolveu contratar um cego, resolveu o problema, porque o cego, ele tinha uma sensibilidade, uma habilidade que os outros que viam efetivamente não tinham. Então é essa, esse exemplo que você tá dando aí. a gente tem que acreditar que a pessoa desenvolve outros sentidos que a gente não tem, inclusive, não é isso? Eu achei muito bonito isso. Isso foi um fato real. E aí o dono da empresa resolveu contratar os cegos para fazer esse serviço, porque eles tinham essa habilidade, né, da sensibilidade, do cuidado, eh, a cuidade visual deles estava em outros sentidos, né? muito interessante. Eh, essa essa sua história me fez lembrar numa visita, né, a um a uma galeria que tinha muitas peças de cristais de vidro com uma amiga cega, a Denise Farias, né, e a pessoa com medo, né, eu disse: "Olha, é mais fácil ela tocar e não quebrar do que eu, né?" É verdade, né? Para você descrever apenas, às vezes é necessário o toque, né? da percepção, mas bem lembrado. Muito legal o seu exemplo, né? Muito legal. O Osgley da Federação Espírita Pernambucana tem outra pergunta para você. Em uma situação em que a pessoa responsável pela família, pai ou mãe, etc., seja a pessoa com deficiência, como os demais membros da família podem ajudar no processo de inclusão? Uhum. Que maravilha a sua pergunta, né? É, é muito legal a gente pensar, né, que o nosso principal papel enquanto cidadão no processo de inclusão da pessoa com deficiência, seja na família, no ambiente de trabalho, num shopping, no supermercado, num hospital, é a gente eh garantir, né, o desejo dessa pessoa, né, o que que essa pessoa quer, qual o sonho dela, qual o desejo dela? E aí a partir daí a gente tentar atender essa necessidade. Às vezes as pessoas têm eh medo de perguntar, né? Eu eu tenho trabalhado há mais de 30 anos
ssoa quer, qual o sonho dela, qual o desejo dela? E aí a partir daí a gente tentar atender essa necessidade. Às vezes as pessoas têm eh medo de perguntar, né? Eu eu tenho trabalhado há mais de 30 anos com pessoas com deficiência e formação de professores e mais recentemente em atenção às famílias das pessoas com deficiência. Na minha tese foi empoderamento de mães, né, de pessoas com deficiência da invisibilidade à participação social, porque a gente compreendeu a partir de pesquisas e estudos que a família ela precisa ter conhecimento, né, tanto do direito da pessoa com deficiência, como dos sonhos, dos desejos, para que ela possa, né, eh, ajudar, né, na construção de valores, na construção da identidade. eh na formação, né, eh do caráter e e principalmente garantir que ela tenha participação, né? Eh, às vezes, eh, Melisco ele vai dizer um conceito de inclusão que é acesso, é uma triologia, acesso, participação e conhecimento. Então, se você tem uma pessoa na família com deficiência e você quer ajudar essa pessoa, você se pergunta, ela tá tendo acesso? Se for a escola, ela tá matriculada lá, ela tá participando das atividades recreativas, né, de todas as atividades, né? eh, na no interior da sala de aula, extraclasse, e ela tá tendo aquisição de conhecimento. Então, se a gente pensar nessa triologia também na família, né, eh, a pessoa com deficiência desta família, ela tá tendo oportunidade de se desenvolver com autonomia, independência, de realizar os sonhos e os desejos. Muitas vezes, né, pela questão da autoproteção da família, não se sabe qual é o sonho e o desejo da pessoa com deficiência. Eu já ouvi uma vez, né, uma mãe diz assim: "Eu nunca perguntei pro meu filho qual o sonho, qual o desejo dele". Então eu acho que conhecer, né, conhecer essa pessoa na sua totalidade, conversando, dialogando e aí a gente vai encontrando as alternativas. Não existe receita pronta, né? Mas eu sempre digo que existe uma rede de apoio, seja na internet, seja nos diversos grupos sociais que apoiam
, dialogando e aí a gente vai encontrando as alternativas. Não existe receita pronta, né? Mas eu sempre digo que existe uma rede de apoio, seja na internet, seja nos diversos grupos sociais que apoiam pessoas com deficiência. Nós temos uma legislação bastante significativa que contribui pra gente entender o direito, conhecer o direito e garantir que a pessoa com deficiência saiba do seu direito. Porque uma grande questionamento, né, no meu projeto de doutorado, quando as mães diziam, no dia que eu morrer, como ela vai ou ele vai conseguir sobreviver? E aí a importância da autonomia, a importância de garantir que ele consiga realizar atividades da vida diária de forma autônoma e independente, né? Eh, a professora Débora de Miniz, ela vai falar que nós somos sujeitos interdependentes, né? Quando a gente nasce, a gente precisa de alguém para cuidar da gente. E se a gente for observar a nossa história de vida, a gente teve pessoas que de uma forma ou outra contribuiu para que a gente realizasse um sonho, um desejo. Isso não é diferente com a pessoa com deficiência. Então, a partir do momento, desse princípio que a gente entende que todo mundo tem um sonho, um desejo, um objetivo, né, e a gente não está aqui por acaso, eu acho que a gente consegue dar esse apoio à pessoa com deficiência para que ela se sinta parte dessa família e dos diversos espaços sociais em que ela está inserida. É verdade, é verdade. Alessandra, você falou uma coisa aí que chama a atenção de todos nós, são os direitos que a pessoa tem e que desconhece, né, as políticas públicas, as leis que já existem e a gente desconhece e por desconhecer não usa o direito, né, não usufrui. Então é muito importante a divulgação dessas leis, desses direitos, as facilidades que tem em todos os sentidos da da na sociedade, né? E a gente não divulga isso. A a pessoa tem o direito, mas não sabe que tem e não consegue usufruir. Então isso é muito importante, essa esse compartilhar esses saberes e essas essas políticas
ade, né? E a gente não divulga isso. A a pessoa tem o direito, mas não sabe que tem e não consegue usufruir. Então isso é muito importante, essa esse compartilhar esses saberes e essas essas políticas públicas, os o os as coisas que têm direito. É muito importante isso mesmo, muito muito bom as suas colocações. Estamos assim muito felizes, né? E sobre a questão assim de dos sonhos também é outra coisa que a gente realmente não pergunta. Acha que a pessoa tá ali, o mundo dela é aquele e não tem mais para onde ir. E não é verdade. A gente sabe enquanto espírita, né, doutrina espírita, informa que nós somos seres eh de diversas reencarnações que aprendemos muitas coisas. Claro que devido à necessidade que estamos passando agora, algumas coisas não nos são possíveis fazer, mas outras são, porque nós somos seres potencialmente perfectíveis. De uma forma ou de outra, o rio, né, quando encontra obstáculos para chegar ao mar, ele supera, porque a destinação do rio é chegar ao mar. E ele passa por cima de paus e pedras, de obstáculos, mas chega ao mar, porque essa é a destinação. Então, a nossa destinação é ser feliz. Não importa se estamos agora momentaneamente com dificuldades, mas podemos ser felizes apesar das dificuldades, não é? Muito bem, minha amiga. Nós estamos aqui com a pergunta de eh Guilherme, ele é de Paulista, Pernambuco. E o Guilherme diz assim: "Sabendo que muitas vezes a pessoa com deficiência é julgada de incapaz, o que as famílias podem fazer para evitar essas barreiras atitudinais?" Você já colocou muitas coisas, né? Talvez um complemento. É. barreiras atitudinais. Io, olha que coisa maravilhosa, né? Essa questão do desejo e do sonho, né? Quando a gente compreende, né, o nosso pé, nós não estamos aqui por acaso, né? E não é diferente para pessoa com deficiência. Eu acho que uma das grandes barreiras é exatamente você achar que a pessoa com deficiência é incapaz, né? Então, romper, né, com essa concepção capacitista. Muitas pessoas não sabem, né, o que é capacitismo. Eu acho que é
randes barreiras é exatamente você achar que a pessoa com deficiência é incapaz, né? Então, romper, né, com essa concepção capacitista. Muitas pessoas não sabem, né, o que é capacitismo. Eu acho que é importante a gente esclarecer, porque o capacitismo é exatamente tanto você achar que a pessoa é incapaz, né, devido à condição da deficiência, como também achar que ela é super capaz, né? Quando muitas vezes a gente escuta frases do tipo, isso foi um amigo meu que é cego e toca violão, ele disse assim: "Eu escuto muito as pessoas dizerem, mas você consegue afinar o violão? Você toca tão bem como você faz isso, você enxerga, né? Então aí é uma super valorização e a gente precisa pensar sobre isso, né? sobre a nossa fala, sobre o nosso jeito de olhar, de compreender o outro. É um exercício. Nós vivemos numa sociedade preconceituosa, onde muitas vezes quando a gente pergunta: "Quem tem preconceito levanta a mão?" Ninguém quer levantar a mão, ninguém quer assumir que tem o preconceito. Mas quando a gente assume, né, que precisa mudar, que precisa valorizar, que precisa conhecer as leis e que existem várias formas de apoiar. E o apoio, na grande maioria das vezes, é esse apoio do estar junto, do acreditar. Eu sempre gosto de perguntar paraas diversas pessoas que eu conheço com deficiência, eu pergunto: "Como foi que você chegou a ser professora universitária?" E ela muitas vezes dizem, diz, né? Ou ou ou você passou num concurso, como foi que você conseguiu? E eles falam assim, parece em uma voz só, em um único couro. Eu conheci pessoas e tive pessoas ao longo da minha vida que acreditaram em mim, que acreditaram que eu era capaz de fazer e aqui estou. Então eu acho que um um dos grandes, né, desafios da família que tem uma pessoa com deficiência é acreditar que ela é capaz e dar oportunidade. Oportunidade, ela não precisa ficar lá no quartinho trancada, isolada. Ela precisa de reabilitação, de tecnologias assistivas, de comunicação aumentativa. Ela precisa de oportunidade para que ela possa estar
idade, ela não precisa ficar lá no quartinho trancada, isolada. Ela precisa de reabilitação, de tecnologias assistivas, de comunicação aumentativa. Ela precisa de oportunidade para que ela possa estar nos diversos espaços sociais. Então, um, né, dos princípios seria esse, acreditar. Além disso, né, conhecer as leis, os direitos, com, como eu já disse, e principalmente buscar as redes de apoio. Muitas vezes a família desconhece, né, todas essas questões, né, do papel dela de apoio à pessoa com deficiência, né, seja por falta de informação, de eh até mesmo porque muitas famílias, por não conhecer acham que a melhor forma da pessoa com deficiência se desenvolver é estar próximo dela, porque ela próxima da família, ela vai garantir que ela não vai ser violentada, que ela não vai sofrer nenhum abuso, nenhuma discriminação, né? Então, muitas vezes, a proteção da família eh causa o isolamento da pessoa com deficiência. E a gente precisa romper isso porque se a pessoa com deficiência não sai de casa, ela termina não estando nos não não tendo os direitos de acessibilidade arquitetônica, eh, informacional, institucional, comunicacional. Então, a gente para romper isso, a gente precisa ir pras praças, pro shopping, pros diversos espaços sociais e garantir também que ela tenha o direito de exercer a sua função social. seja o qual ela escolher. É mesmo que lindo. Se a gente bem fizer isso, não é? A pergunta agora estar cumprindo o nosso papel, né? Eh, estaremos cumprido. Eu sei que alguns casos de pessoas com deficiência múltipla, deficiência severa, né, tem tem uma certa necessidade, né, do autocuidado, né, mas ao mesmo tempo a família precisa pensar como as outras famílias estão fazendo para que essa pessoa ela possa se desenvolver. É verdade, é verdade, Alessandra. Nós temos aqui uma pergunta de Sandra Santiago, né, da Federação Espírita Paraibana, e ela diz assim: "Eita, pera aí que agora saiu aqui o meu teleprompt. Voltei." Era, ela diz assim: "Quais barreiras geralmente as famílias criam
e Sandra Santiago, né, da Federação Espírita Paraibana, e ela diz assim: "Eita, pera aí que agora saiu aqui o meu teleprompt. Voltei." Era, ela diz assim: "Quais barreiras geralmente as famílias criam para um filho ou uma filha com deficiência, mesmo sem ter a intenção?" Acontece isso. Acontece. Eu falei um pouquinho disso, né, mas muitas vezes a superproteção, né, é uma das grandes barreiras que a família eh desenvolve, né, seja por medo que a pessoa com deficiência sofra, né, que ela tenha alguma frustração. E mas muitas vezes essa superproteção, ela limita o desenvolvimento e a autonomia da pessoa com deficiência. Muitas vezes ela até eh a autoestima da pessoa com deficiência, ela termina sendo prejudicada porque ela acha que só é capaz de fazer se tiver alguém da família próximo, né, com ela. E muitas vezes também tá ligado à questão da baixa expectativa. A família muitas vezes não acredita que a pessoa com deficiência é capaz, né? E isso tem que começar na infância, né? Todos nós somos capazes, somos resilientes. A gente precisa ser estimulado a aprender, né? Eh, e a se desenvolver. Uma vez conversando com um um pai, né, que tem uma pessoa com deficiência e ele disse assim: "Olha, a gente faz de tudo para que ele tenha uma vida saudável". Aí eu perguntei: "Eh, vocês já ensinaram ele? Ele come sozinho?" Não, a gente dá, né? A gente dá a comida. E que tal garantir que ele tem autonomia de comer sozinho? De Mas o que que acontece quando a gente vai para um restaurante? As pessoas ficam olhando porque se suja, porque e a gente fica muitas vezes incomodado com o olhar do outro, né? Então, a gente precisa também ver como é difícil para essa família garantir muitas vezes essa autonomia, porque muitas vezes ela não entende, a sociedade não entende a a atitude, né, da família frente à pessoa com deficiência. Muitas vezes é uma falta também de escuta, né? Qual a melhor forma? e principalmente reforçar o capacitismo, achar que ele é coitadinho, que ele não é capaz. Então, se a família
essoa com deficiência. Muitas vezes é uma falta também de escuta, né? Qual a melhor forma? e principalmente reforçar o capacitismo, achar que ele é coitadinho, que ele não é capaz. Então, se a família começar a refletir principalmente sobre suas atitudes, como promover um ambiente familiar, onde ele tem autonomia e liberdade para fazer, né, para que ele possa assumir as responsabilidades de forma digna, de forma humana, de forma eh participativa, ativa e autônoma. É verdade, minha amiga. É isso mesmo. O Osgley, ele diz, você já falou das leis de que dão proteção, mas existem algumas leis que dão proteção e apoio à família de pessoas com deficiência? Porque a gente não conhece, né? Você poderia citar algumas que a gente vá lá pesquisar? Eh, o Brasil é signatário da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que foi eh pela UNE em 2006. E agora em 2015 nós temos o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Lá, né, nesse estatuto que é a Lei 13.146 146 de 2015, eh, ele vai reconhecer a família como parceira, né, na inclusão da pessoa com deficiência e garante como prioridade, né, eh, para a pessoa com deficiência e acompanhantes alguns direitos, alguns serviços, principalmente porque essa lei ela defende que a pessoa com deficiência ela precisa ter uma vida independente, né? e apoio familiar. Além disso, nós temos diversas outras leis que vão garantir serviços de proteção à pessoa com deficiência, né? Por exemplo, o Estatuto da Criança e da Adolescência lá da década de 90, ele vai apoiar, né, as famílias de crianças e adolescentes com deficiência, a nossa Constituição Federal, né, que determina que é dever do estado apoiar as famílias, né, de pessoas com deficiência. E eu acho que ao conhe o reconhecimento dessas leis nos ajuda a entender também o papel da família, né? Então, nós temos também eh algumas famílias muitas vezes elas não usam os serviços, né, porque o direito para a pessoa com deficiência, mas algumas famílias têm um direito também eh de isenções, né, eh passagem aérea,
também eh algumas famílias muitas vezes elas não usam os serviços, né, porque o direito para a pessoa com deficiência, mas algumas famílias têm um direito também eh de isenções, né, eh passagem aérea, né, benefícios fiscais, né, e muitas vezes desconhecem, né, isenções na compra de carro, o acompanhante da pessoa com deficiência paga meio ou em alguns casos não paga a passagem. Eh, nós temos também um benefício de prestação continuada do BPC, onde ele vai falar, né, as famílias de baixa renda, elas muitas vezes recebem esse salário mínimo, né? Então, é é importante, né, e garantido pela lei orgânica de assistência social. Eu eu passaria aqui um bom tempo falando os direitos. E aí, então fica a dica. Quem tem alguma pessoa com deficiência, procura, procura as leis lá no chat, na internet e procura ler, estudar, porque com certeza direito nós temos. Agora, eu queria também dizer que eh na minha pesquisa, né, ficou muito claro que o direito é para a pessoa com deficiência, né? Então, por exemplo, no grupo de pesquisa, nós tínhamos mães de pessoas com deficiência de baixa renda e elas pediam que o ônibus, né, também fosse gratuito para que elas pudessem acompanhar os filhos nas diversas terapias, né? E isso ainda é uma luta, né? as famílias das pessoas com deficiência t conquistado muitos direitos, como por exemplo aqui no estado da Paraíba, mães de pessoas com deficiência t a carga horária reduzida, né? E isso ainda não é uma lei nacional, mas nós sabemos que algumas leis, né, federais também garantem esse direito para as famílias das pessoas com deficiência de reduzir a jornada de trabalho. Então assim, são conquistas já existentes e muitas outras que a gente ainda precisa eh reivindicar. É verdade, Alessandra, nas escolas particulares não tem essa redução da jornada. E um outro benefício que tem também, que eu sei porque eu sou vovó atípica, né? Tem um netinho autista, é a minha filha tem os descontos na conta de energia, também tem o desconto na Então são vários. É como você disse, a gente
m também, que eu sei porque eu sou vovó atípica, né? Tem um netinho autista, é a minha filha tem os descontos na conta de energia, também tem o desconto na Então são vários. É como você disse, a gente precisa divulgar mais para que as pessoas possam usufruir dos seus direitos, né? Ah, Janma, eu diria até não só de disseminar para que as pessoas conheçam o direito, mas para que as pessoas também possam lutar por esses direitos. Porque se esses direitos, o Brasil é o quinto país que tem uma legislação significativa de garantia do direito da pessoa com deficiência, mas no âmbito das práticas nós estamos lá no fim da fila. Então, a gente precisa dialogar sobre essa temática. A gente precisa disseminar, esclarecer, informar, conhecer para que a gente possa mudar essa realidade. É verdade, Alessandra. Exatamente. Você já deu aqui algumas dicas sobre eh capacitismo, né? Mas a pergunta é: Como eu poderia avaliar se eu estou sendo capacitista com meu filho com deficiência? É a Jane Cléia do Rio Grande do Norte. Jane Cléia, eu já sou sua fã, porque essas é importante corajosa, porque quando você reconhece que tá tendo uma atitude capacitista, é o primeiro passo para mudá-la, né? Você já sabe o que é, você já reconhece. Então, eh, esse é o grande passo, né? É, é permitir e reconhecer que você pode ajudar a pessoa com deficiência a ter autonomia. Eh, eh, você quando você entende, né, que muitas vezes a proteção ela é importante, mas ela não pode ser impeditiva de que a pessoa com deficiência se desenvolva de forma autônoma. Então você começar a fazer esse exercício de dar apoio, ter cuidado, mas ao mesmo tempo orientação nas atividades da vida diária, de de se alimentar sozinho, de tomar banho, de vestir uma roupa e principalmente, né, escutar. Escutar. Muitas vezes as pessoas com deficiência elas não são escutadas no próprio na sociedade e também começa na família. Então, quando a gente escuta a pessoa com deficiência, amplia, eu já falei aqui, amplia as nossas expectativas de que ele é capaz,
não são escutadas no próprio na sociedade e também começa na família. Então, quando a gente escuta a pessoa com deficiência, amplia, eu já falei aqui, amplia as nossas expectativas de que ele é capaz, de que ela é capaz e valoriza. E eu sei que muitas vezes mães disse assim: "Eu estou cansada de estar sempre na luta, né, sempre sendo resistente, eu preciso ser cuidada". Mas é fundamental que se ocupe os vários espaços sociais, não só sociais, mas políticos também, e romper com aquela ideia de o coitadinho ou o guerreiro, né, para que a gente possa transformar essas atitudes capacitas, para que a gente possa romper e garantir o direito da pessoa com deficiência, que é estar onde ela quer estar, ser o que ela quer ser para que ela seja protagonista da sua própria vida, né? Eu acho que esse será um grande apoio, né? A gente começar nesse exercício de incentivar que o outro tem autonomia para fazer o que ele deseja fazer. Mas parabéns, parabéns. Eu já sou sua fã, viu? Pois inveja. É isso mesmo, Janeclea. A gente tem que dar a oportunidade da pessoa eh dizer quais são os seus limites. Não somos nós que temos que dizer, né, ela dizer. E de repente ela extrapola até os limites que ela achava que tinha, até além disso, não é? Maravilha. Nós temos aqui uma outra questão. Como a participação da família pode contribuir para a autonomia e desenvolvimento da pessoa deficiência em contextos sociais diversos? Ah, ótimo. Excelente essa pergunta, né? Porque eu já falei um pouco, né? Que na família eh que ela realize as atividades do dia a dia, seja em casa, na escola, no parque, né? Que ela seja estimulada a tomar decisões, né? para que ela tenha uma vida mais independente e autônoma. E a família, ela pode ser essa mediadora, né, de dialogar com a escola, com os serviços, com a comunidade, de esclarecer sobre os direitos, né, né, o direito à acessibilidade, o direito a acesso, à comunicação. Eh, principalmente, eu acho que a família ela tem um papel de promover, promover oportunidade para que
larecer sobre os direitos, né, né, o direito à acessibilidade, o direito a acesso, à comunicação. Eh, principalmente, eu acho que a família ela tem um papel de promover, promover oportunidade para que a pessoa com deficiência ela crie vínculos, vínculos de amizade, vínculo social, de interação, né? Que ela possa eh desenvolver habilidades emocionais, habilidades, né? Porque hoje a nossa vida tem altos e baixos, não é diferente pra pessoa com deficiência. E ela precisa estar preparada para os desafios que a sociedade no nos impõe, né? Um um outro fator, né, que eu já até com a com a pergunta anterior, que é exatamente romper com o capacitismo, né? eh dar mais respeito e protagonismo à pessoa com deficiência, buscar apoio. Nós temos redes de apoio, a internet ela contribui significativamente pra gente conhecer os direitos e e ter mais segurança, né, de como fortalecer as pessoas com deficiência. A minha dissertação de mestrado foi autoadvocacia para jovens com deficiência. E nós fizemos um projeto de extensão em que esses jovens aprenderam sobre os seus direitos, aprenderam sobre autonomia, sobre desejo. E uma mãe, né, ela disse que eu sou a culpada porque hoje o filho dela, né, ele é um ativista no movimento de luta pelos direitos. ele participa de conferência, né, eh, municipal, estadual, nacional, representando as pessoas com deficiência para fazer valer tudo sobre a pessoa com deficiência com a pessoa com deficiência. Eu acho que esse aí são algumas dicas do como fazer, mas não existe receita, viu? É muito importante dizer, eu gosto de dizer muito paraas mães e pra família que ninguém melhor do que você faria o que você faz. Lembre sempre. É verdade. É verdade. E não faz mesmo não, viu, Alessandra? Porque às vezes nós temos todos os sentidos funcionando e a gente não faz. É preguiçoso, eh escorão, como a gente chama aqui no interior, né? gosta que os outros façam as coisas por nós. Então a gente às vezes dá mau exemplo. Isso é verdade. Aqui nós temos a Sandra Santiago, que pergunta novamente: "Que
o a gente chama aqui no interior, né? gosta que os outros façam as coisas por nós. Então a gente às vezes dá mau exemplo. Isso é verdade. Aqui nós temos a Sandra Santiago, que pergunta novamente: "Que leituras ou filmes você sugere para as famílias sobre esse tema? Olha que legal! Eita, tem muita coisa boa, viu? No âmbito de leitura, como a gente falou muito de direito, né, eu acho que precisa ler a Lei Brasileira de Inclusão. Nós temos também um livro da professora Débora Diniz, que ela vai falar o que é deficiência com a linguagem acessível e ela traz, né, essa essa reflexão sobre a interdependência. A interdependência é uma é uma condição humana, né? Então, quando a gente começa a compreender isso, ajuda a gente também a entender o outro, ser mais altruísta, né? Pensar sobre. E aí tem vários clássicos, né, de vários autores que vão nos ajudar eh a construir uma sociedade mais inclusiva, né? Eu eu diria, tem os livros, os textos do Romeu Sazak, tem as contribuições de Melco, né? Então assim, tem uma uma infinidade. Se você tiver interesse, você pode acessar, né, uma até o a minha tese ou a minha dissertação e lá tem uma uma bibliografia bem extensa que vai ajudar nessa perspectiva de quiser quiser fazer um estudo sobre. E com relação aos filmes, né, tem um filme que eu gosto muito, né, o o Intocáveis, né, eu acho que saiu até na Globo, mas você pode ver nas redes sociais que vai falar da relação entre um homem tétraplésico e o seu cuidador, né, com moço, né? Eu acho que é importante Robert Deniro, né? Roberto. Exatamente. É importante a gente eh assistir filmes, documentários, porque eles ajudam a gente a ampliar o nosso olhar, a compreender o outro de forma mais significativa. Tem um filme que saiu agora em 2017 que é tudo tudo que quero, né? Uma jovem com autismo que tenta conquistar independência e realizar um sonho de roteiros. É bem interessante também. Tem um que fala sobre a tá até no Netflix, né? um documentário sobre um acampamento de jovens com deficiência
tenta conquistar independência e realizar um sonho de roteiros. É bem interessante também. Tem um que fala sobre a tá até no Netflix, né? um documentário sobre um acampamento de jovens com deficiência que inspirou o movimento de luta dos direitos da pessoa com deficiência nos Estados Unidos, né? É o CRIM Camp. É um, eu acho que é um, um clássico, principalmente para eh quem quer ser ativista e estimular o seu filho a ser ativista na luta pelo direito. É um é um é um um roteiro interessante, maravilha, espetacular. Nós estamos gostando muito das suas colocações, mas o nosso programa está terminando. Nós temos aqui a última pergunta deste bloco, né, deste deste momento. Quais ações podem ser adotadas pelas instituições espírita, por exemplo, no sentido de ajudar as famílias no processo de inclusão dos seus filhos, parentes, que possuem deficiência? Que que a gente, que ações maravilha, que maravilha. Por exemplo, essa ação que vocês estão fazendo, né, de programas para sensibilizar, educar, informar, elas são fundamentais, porque eu acredito que as instituições, escola, família, centros espíritis, as diversas instituições, ela tem, ela desempenha um papel crucial na formação e na promoção da inclusão, né, no apoio às famílias, no processo de de garantir né, que as pessoas elas elas tenham eh consciência do seu papel social, né, principalmente nessa perspectiva de apoio, aconselhamento, grupos. Vocês podem criar além desse programa grupos de estudo, porque esse momento presencial, as experiências compartilhadas, elas ajudam as pessoas a perceberem que não estão sozinhas, né? Eu acho que isso também é um papel, além de desenvolver parcerias com profissionais para est esclarecendo, contribuindo, colaborando, né? Eu acho que esse esse exercício, né, eu sempre digo que a sociedade ela tem uma dívida muito grande com a pessoa com deficiência e com suas famílias. Então, a gente precisa desenvolver ações de conscientização, né, de conscientização de que elas têm direito, que elas são
tem uma dívida muito grande com a pessoa com deficiência e com suas famílias. Então, a gente precisa desenvolver ações de conscientização, né, de conscientização de que elas têm direito, que elas são capazes e que elas precisam eh ser envolvidas nos diversos espaços sociais. Ela precisa ter o sentimento de de pertencimento. E a gente só cria esse sentimento de pertencimento se elas tiver se elas não ficarem em casa, né? Se elas participarem. dos diversos espaços. Eh, eu sempre reconheço, né, que nós temos muito que aprender. A cada dia estão surgindo novas oportunidades de a gente garantir o direito da pessoa com deficiência e valorizar o direito da pessoa com deficiência. Então, toda ação, todo projeto, toda iniciativa que busca informar, formar e criar redes de apoio é indispensável. Por exemplo, na minha nas vozes, né, das famílias e das mães de pessoas com deficiência dos projetos de gestão, na qual eu desenvolvo, fica muito claro que eles se sentem sozinhos, invisibilizados, né? muitas vezes na própria família, muitas vezes não participam mais das festas de aniversário, das festas de finais de ano, porque muitas vezes membros da própria família não conseguem entender, né, entender que ali não é uma questão de de falta, né, de de atenção ou de apoio à pessoa com deficiência, né, muitas vezes é uma necessidade. Então você, né, vou deixar aqui o recado, né, você que tem algum membro, né, ou alguma pessoa com deficiência na sua família, pergunte quais os sonhos, quais os desejos. Alessandra, essa pessoa ela não é verbal, ela não fala, mas ela se expressa de alguma forma, né? Seja por interesse em algum brinquedo, em algum objeto, em algum programa de televisão. Então, é preciso criar uma comunicação alternativa. Nós temos várias formas de se comunicar e é interessante a gente pensar sobre isso, né? É verdade, Alessandra. Poxa, que pena, né? Mas nós estamos chegando ao final do nosso programa. Foi uma alegria e uma honra muito grande receber você aqui, Dr. Alessandra Mendes. E com certeza nós
né? É verdade, Alessandra. Poxa, que pena, né? Mas nós estamos chegando ao final do nosso programa. Foi uma alegria e uma honra muito grande receber você aqui, Dr. Alessandra Mendes. E com certeza nós estamos saindo desse programa mais sensibilizados, com o coração tocado, né? uma emoção muito grande de receber você aqui. Eu até me emociono mesmo, viu, Alessandra, porque eu sei exatamente o que é isso, né? Eu sou uma vovó atípica, como eu falei, e é muito importante esse esclarecimento, esse compartilhar, esse acolhimento a quem passa por essas dificuldades, porque eh a pessoa precisa saber que ela não está sozinha e de fato não está claro que Jesus, o nosso guia e modelo, amigo de todas as horas, está conosco. Mas a presença, o toque, a fala de quem está lado a lado conosco na escola, na rua, no trânsito, numa fila, é muito importante o nosso agradecimento. E se você, Alessandra, tiver mais alguma consideração a fazer, eh, mais uma vez agradecida. muito importante a sua fala hoje para nós. Eu quero assim agradecer, né, o convite, a oportunidade, dizer também que as estatísticas, né, eh, globais, ela apresentam que na população existe 10% da população mundial tem algum tipo de deficiência. Então, nós temos aí 10% de famílias, né, que tem uma pessoa com deficiência. Então, a gente tem que pensar em políticas públicas, a gente tem que eh garantir a informação, né? E principalmente a gente precisa reconhecer que as relações de dependência e cuidado como uma questão de justiça social, seja para a pessoa com deficiência ou sem deficiência. Então, eu acho que essa função social do cuidado, muitas vezes, ela é exercida pelo papel materno, pelas mulheres. E a gente precisa dar visibilidade também a esse grupo social que cuida majoritariamente das pessoas com deficiência. Eu queria mais uma vez agradecer, dizer que fico à disposição, né, para qualquer dúvida, esclarecimento. E eu lembrei agora de uma coisa, né, assim, até para encerrar, né, de uma fala e principalmente da tese de uma
uma vez agradecer, dizer que fico à disposição, né, para qualquer dúvida, esclarecimento. E eu lembrei agora de uma coisa, né, assim, até para encerrar, né, de uma fala e principalmente da tese de uma amiga minha que eu já mencionei aqui, a Denise Farias, que ela vai falar das experiências corrosivas em que as pessoas com deficiência eh sofrem ao longo da vida e que a gente possa romper com essas experiências corrosivas e que a gente possa garantir que as pessoas com deficiência elas estejam e sejam reconhecidas em todos os espaços sociais e políticos. É isso. É, muito obrigada, Alessandra. Muito obrigada mesmo. E eu quero mandar aqui um beijo e um abraço para Gustavo Barbosa, tetraplégico, deficiências assim, mas que nos dá um estímulo de perseverança, de tenacidade, de eh buscar os seus direitos. Gustavo Barbosa, nossa gratidão e admiração por vocês. Agradecemos também a nossa querida interérprete Ione Oliveira. Quer falar, Ione? Ione está agradecendo também. agradecer a participação do querido Neto Batista, da presidente da Federação Espírita Paraibana, ao sistema Deus Conosco de Comunicação Espírita, que possibilita essa oportunidade de compartilhar experiências e saberes aos parceiros e apoiadores do programa, ao público que nos acompanha e lembre-se, todo último sábado do mês você tem encontro marcado com diálogos inclusivos. Uma boa noite a todos e desejamos um final de semana maravilhoso. Mas lembre-se, o seu filho, a sua filha, seu pai, sua mãe são potencialmente pessoas que tendem a felicidade como todos nós. Jesus e nós, para que todos sejam um a compartilhar essas experiências. Gratidão, Alessandra. Gratidão, Ione. E até até sistema Deus conosco de comunicação espírita. Aqui você navega em Ondas de Luz. O sistema Deus Conosco de Comunicação Espírita apresentou programa Diálogos Inclusivos. O próximo programa Diálogos Inclusivos será dia 28 de junho às 20 horas e terá como tema atividades virtuais, acessibilidade e inclusão. Teremos como convidado André
ntou programa Diálogos Inclusivos. O próximo programa Diálogos Inclusivos será dia 28 de junho às 20 horas e terá como tema atividades virtuais, acessibilidade e inclusão. Teremos como convidado André Luiz Rodrigues, mediadora Sandra Santiago, intérprete de Libras, André Moreira. Aguardamos todos vocês. Será dia 28 de junho às 20 horas. Você gostou do conteúdo que produzimos? A maior caridade que podemos fazer a doutrina espírita é a sua própria divulgação. Gostaria de participar? Então venha e se junte ao grupo de amigos do sistema Deus Conosco de Comunicação Espírita. Ajude a manter esse trabalho de amor. Seja um colaborador. Você pode contribuir com qualquer valor. Basta escanear o QR code da tela. A sua colaboração é muito importante para nos ajudar a levar para o mundo a mensagem do evangelho de Jesus e a doutrina espírita.
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