DAI DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTE - Patrícia Torres (PALESTRA ESPÍRITA)
Conheça nossa Livraria Virtual: https://livraria.comunhaoespirita.org.br/ TV Comunhão - Inscreva-se no nosso canal, deixe seu like e ative as notificações para ficar por dentro de tudo o que acontece na Comunhão Espírita de Brasília. Canais de Mídias e Redes Sociais da Comunhão Espírita de Brasília: HomePage: http://www.comunhaoespirita.org.br Rádio Comunhão: http://www.radiocomunhao.com.br TV Comunhão: http://www.tvcomunhao.com.br Facebook: http://www.facebook.com/comunhaoespirita Instagram: http://www.instragram.com/comunhaoespirita Twitter: http://twitter.com/ComunhaoOficial COMUNHÃO ESPÍRITA DE BRASÍLIA Missão: Promover o Ser Humano, facilitando-lhe o acesso ao Conhecimento da Doutrina Espírita, amparando-o e ofertando-lhe os meios para vivência cristã. Visão do Futuro: Ser uma Casa Espírita de excelência na sua organização, na geração de conhecimento, na educação, na difusão doutrinária, na assistência espiritual e social , com estímulo a vivência cristã. ESPIRITISMO O termo "Espiritismo" é sinônimo de Doutrina Espírita, porém, frequentemente, é utilizado erroneamente para designar qualquer prática do mediunismo (comunicação com os Espíritos), ou confundido com cultos afro-brasileiros (Umbanda, Candomblé, entre outros). O Espiritismo é uma doutrina que trata da natureza, da origem e do destino dos Espíritos e de suas relações com a vida material. Traz em si três faces: filosofia, ciência e religião (moral). Os adeptos da Doutrina Espírita são os espíritas e suas práticas se baseiam no estudo das obras básicas da Codificação e na assistência material e espiritual aos necessitados. Quando Surgiu? Foi revelada por Espíritos Superiores e codificada (organizada) em 1857 por um professor francês conhecido como Allan Kardec. Surgiu, pois, na França, há mais de um século. Porque estudá-lo? Em João 8:32, Jesus disse: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará ." Para sermos, verdadeiramente, espíritas – porque é impossível compreender e viver uma Doutrina tão complexa e abrangente sem dominar seus conhecimentos básicos.
Boa noite, meus irmãos, minhas irmãs. Boa noite, aqueles que nos assistem pela TV Comunhão. Sejam todos bem-vindos a essa casa de Jesus. Sintam-se todos acolhidos, recepcionados e abraçados para que nós possamos continuar nessa leveza, né, que a música nos traz nesse momento assim de estarmos voltados um pouquinho para nós mesmos e abrirmos um pouco mais a porta do nosso coração pro nosso querido mestre Jesus. Eu convido a todos a nos unirmos em prece para que Jesus venha ter conosco, sentar aqui ao nosso lado, pegar a nossa mão e que nós possamos ouvir o que ele tem a nos dizer. Mestre querido, obrigada por todo o cuidado para que estivéssemos aqui na noite de hoje. Te pedimos que nos ajude a bem compreender a tua palavra, as tuas mensagens que nos foram preparadas com tanto carinho pela equipe espiritual desta casa, trazendo-nos respostas, orientações, aconselhamentos. Mestre, ajuda-nos a ter força e coragem para realizar aquilo que nos cabe realizar nessa jornada terrena. Ajude-nos a ter paciência, a ter serenidade para aceitar os desafios que temos que viver, aprendendo com eles. Ajude-nos a ter perseverança diante das situações que nos parecem impossíveis de administrar e de resolver. Ajude-nos a confiar como o Senhor confia, a caminhar como o Senhor caminhou, a cuidar dos nossos irmãos de jornada, como o Senhor cuida de cada um e de cada uma de nós. Ajude-nos, Senhor, a termos ouvidos de ouvir e coração para aprender as orientações e as reflexões preparadas para cada um e para cada uma de nós na noite de hoje. E com a sua permissão e com seu amparo, nós iniciamos este encontro entre irmãos, te pedindo que permaneça conosco agora e sempre. Que assim seja. O nosso tema dessa noite, ele está no capítulo 26, itens 1 a qu do Evangelho Segundo o Espiritismo. Lembrando que o Evangelho Segundo o Espiritismo não é um evangelho novo, é só uma metodologia que Kardec encontrou para organizar os ensinamentos morais do Cristo. E pedagogicamente ele foi intitulando os capítulos numa sequência
undo o Espiritismo não é um evangelho novo, é só uma metodologia que Kardec encontrou para organizar os ensinamentos morais do Cristo. E pedagogicamente ele foi intitulando os capítulos numa sequência do alicerce paraa pirâmide. Então, depois de nos trazer uma diversidade de orientações, lá no capítulo 26º, Kardec intitula assim: "Dai de graça o que de graça recebeste." E para falar sobre este ensinamento, ele vai buscar no Evangelho de Mateus, em vários versículos, estas orientações de Jesus para cada um de nós. E a nossa proposta nessa noite é trazer, abrir mais uma janelinha de compreensão do que é que Jesus tá querendo nos dizer. que que ele tá nos propondo de ensinamento e de orientação? Essa é a proposta, é o nosso esforço. Então é importante e nós vamos aprendendo isso com os nossos irmãos estudiosos do Evangelho, o Núcleo de Estudos do Evangelho da FEB, outros irmãos também que se dedicam ao estudo, como Artur Valadares, o Aroldo, eles vão nos vão nos lembrar sempre que quando nós debruçamos para estudar o evangelho, nós primeiro precisamos compreender o contexto em que Jesus fala. Porque Jesus era um homem do seu tempo, como nós o somos. Relendo aqui um pouco a as reflexões que nós preparamos, né, nós ficamos lembrando que, acho que eu já comentei isso aqui num outro momento, nós todos somos seres temporais. Nós somos homens e mulheres de um tempo, de uma época. Imagine alguns de nós se nos falassem sobre os memes há tempos atrás. A gente nem ia saber o que que era isso, né? Eu nem sei direito se eu sei ainda no dia de hoje. Meu filho tem um esforço enorme para tentar me explicar o que é o tal do cringe. Pior ainda, né? Então, se nós soltarmos algumas formas de falar sem compreender o contexto, o ambiente, nós vamos fazer interpretações em alguns momentos equivocadas, porque nós vamos trazer pro nosso olhar de homens e mulheres do século XX, do século XX, algo que tem uma outra contextualização no século Io da Palestina, onde Jesus falava. e falava para judeus.
as, porque nós vamos trazer pro nosso olhar de homens e mulheres do século XX, do século XX, algo que tem uma outra contextualização no século Io da Palestina, onde Jesus falava. e falava para judeus. Então, antes de fazermos a interpretação, é importante que entendamos o contexto em que o Cristo se pronuncia, em que o Cristo traz os seus ensinamentos. É claro que são ensinamentos paraa eternidade, mas é importante a gente entender o porquê do uso de determinadas palavras, qual o sentido daquelas palavras para que nós possamos compreender o contexto e aí sim colocando óculos da doutrina dos espíritos, possamos fazer a interpretação daquilo que Jesus vem nos trazer. Então, este momento lá no capítulo 26, quando Jesus fala: "Tu dai de graças o que de graças recebeste". E elenca uma série de tarefas para os apóstolos. Esse momento se refere quando Jesus reúne o seu congresso apostólico, reúne os 12 apóstolos e dá as orientações a eles de qual era a missão deles. Então Jesus vai dizer para aqueles 12 homens simples, mas de boa vontade sincera, o que que ele esperava que eles fossem capazes de realizar? Quais eram as tarefas deles a partir daquele momento? É a partir daí, então, que Jesus vai elencar as tarefas que eles tinham a cumprir. E é importante que nós vamos ver ao longo das das interpretações do Evangelho, em especial com Emanuel, que ele nos ajuda volta e meia, ele nos chama a fazer uma distinção entre a multidão e os discípulos. Quando Jesus reúne os 12, o que que ele faz? Ele extrai da multidão aqueles 12 que estavam dispostos. Dispostos. Eles não estavam prontos, eles não eram perfeitos, eles não eram anjos, nada disso. Homens rudes, ignorantes, simples, mas com uma vontade sincera. Ele reúne aqueles dois, ou seja, ele os distingue da multidão. Porque até os dias de hoje nós vamos ver aqueles tantos que ouvem e se encantam com o evangelho de Jesus. Mas poucos são aqueles que se distinguem desses que ouvem e se esforçam verdadeiramente para estar em intimidade com o Cristo de
os ver aqueles tantos que ouvem e se encantam com o evangelho de Jesus. Mas poucos são aqueles que se distinguem desses que ouvem e se esforçam verdadeiramente para estar em intimidade com o Cristo de Deus. no esforço sincero de cumprir, de cumprir aquilo que ele ensinou, de fazer como ele ensinou, de fazer como ele fez, ou ao menos se esforçar sinceramente para isto. Então, desde já nós já fazemos aqui uma ressalva da distinção. Somos nós discípulos ou multidão? É a pergunta, né, para cada um de nós. E Kardec começa no Evangelho, ele põe o subtítulo, o dom de curar. E ele começa assim: "Restituir a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios, dai gratuitamente o que gratuitamenteis recebido." Está lá em Mateus, capítulo 10, versículo 8. E aqui, antes da interpretação, como nós já dissemos, nós vamos buscar entender o que que significava lá na Palestina do século Io esses verbos restituir, ressuscitar e curar, porque afinal era uma missão sublime, eram tarefas dadas a aqueles homens que se dedicavam a seguir os passos de Jesus. Então Jesus diz a eles: "Restituí a saúde dos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios". Curar e ressuscitar tem um outro sentido quando traduzido do grego. A palavra em grego que foi traduzida para curar e ressuscitar é Anastasis. E esta palavra em grego significa levantar. reerguer. E ao traduzir, traduziu-se para o curar e ressuscitar. E por que levantar e reerguer? Porque a pessoa quando estava morta estava deitada inativa. Mas a pessoa era considerada morta não somente no sentido físico, material, mas quando ela estava afastada da vida. Que vida era essa? O que que era a vida para aquela cultura, para aquela aqueles homens e mulheres daquela época? Eles estavam mortos quando estavam afastados da lei divina. A lei divina que traz a felicidade. Por isso eles eram considerados inativos, mortos. Precisavam ser reergidos, levantados. Toda vez que a pessoa se afasta da lei,
ndo estavam afastados da lei divina. A lei divina que traz a felicidade. Por isso eles eram considerados inativos, mortos. Precisavam ser reergidos, levantados. Toda vez que a pessoa se afasta da lei, ocorre um processo de adoecimento, de morte. Esse é o entendimento daquele povo àela época. Então o papel é trazer a pessoa de volta à vida, como de volta ao caminho. A prescrição que diz o que que é saúde. E aonde tá essa prescrição para aquele povo? Na lei divina. Toda vez que se afasta da lei divina, adoece, morre. Esse era o sentido. E aquela cultura entendia o quê? Como morte, doença e lepra. A gente já começou a dar alguns sinais, né? A doença, a lepra representavam na cultura hebraica que as pessoas que estavam doentes, que estavam com lepra, tinham um problema. O Alberto Almeida chama de encrenca, né? Então, era uma encrenca da criatura com o criador. Não era um problema qualquer, era um problema da criatura com o criador. A lepra significava que havia algo no coração da criatura e esse algo que era um problema o afastava do criador. Por que que a gente pode dizer isso? Onde a gente encontra essas referências? Nós vamos ver como exemplo que no Antigo Testamento, a primeira vez que nós vamos ver referência à lepra vai ser em relação à irmã de Moisés, que ao sentir inveja ficou doente da lepra. A inveja. E aqui nós vamos fazer um parêntese. A inveja, o ciúme, eles não têm uma representação material. E para aquela época também não tinha. Qual era a representação material? Não havia uma representação material desse sentimento, porque ele está no coração da pessoa. Mas ao sentir aquela emoção que não é uma emoção prescrita na lei, ela é contrária à lei divina, ela traz um problema pra pessoa em relação ao criador, em relação ao que o criador prescreve. Porque aquele que tá sentindo, alimentando aquele sentimento dentro de si, está se afastando da lei. E aquele sentimento que gerou um problema com Deus se manifestou na irmã de Moisés na forma de uma doença externa.
ue tá sentindo, alimentando aquele sentimento dentro de si, está se afastando da lei. E aquele sentimento que gerou um problema com Deus se manifestou na irmã de Moisés na forma de uma doença externa. Esse é o entendimento daquela cultura. Então, a doença, a lepra era uma representação externa de que aquela pessoa tinha um problema interno com o criador, um problema que precisava ser resolvido. E como é que a pessoa pode ser curada? Então, como é que se resolve esse problema? Quando ela resolve esse problema internamente, aí ela pode ser curada, ela pode ser reinscrita na lei da vida. Esta é a compreensão da doença e da lepra na cultura hebraica. Então, quando Jesus atribui aos discípulos a missão de curar os doentes, nós podemos entender ressuscitar os mortos. Nós podemos entender que são missões muito mais profundas do que essas que nós imaginamos com o olhar de homens e mulheres do século XX. Porque o que Jesus tá prescrevendo aos apóstolos e aqueles de boa vontade que querem seguir o seu exemplo é de que no caminho nós vamos encontrar pessoas que têm problemas aqui dentro com o divino, com o criador. E cabe a esses que querem seguir os seus passos, que são seus discípulos, levantar essas pessoas e levantá-las é reaproximá-las de Deus. O caminho, reaproximá-las do caminho que vai conduzi-la, conduzi-las à felicidade verdadeira. Então aqui nós não estamos falando de mágica. de colocar as mãos e tirar dali uma doença física. Para além disso, Jesus está convocando aqueles que querem seguir o seu exemplo a serem capazes de ajudar homens e mulheres a reconstruir a sua relação com o Criador. levantar-se da queda, reaproximar-se do Pai, cumprir a lei para reencontrar a prescrição da felicidade real. E aqui a cura não é do corpo físico. Talvez vocês estejam pensando, mas tem tantas curas físicas no evangelho e as tem muito. E é muito rico a gente estudar porque é que Jesus se dedicou a elas. Mas eu vou dar um spoiler. Sempre foi no propósito de trazer aquele homem, aquela mulher curados.
icas no evangelho e as tem muito. E é muito rico a gente estudar porque é que Jesus se dedicou a elas. Mas eu vou dar um spoiler. Sempre foi no propósito de trazer aquele homem, aquela mulher curados. ao caminho, reconduzi-los ao caminho de volta para casa como filho pródigo. Mas isso é uma reflexão para um outro momento. Então, a cura aqui, curai os enfermos, não é uma cura do corpo físico. É sim pensar que o corpo s traz doenças da alma e o corpo doente está tratando o espírito imortal. Quando nós formos visitados por uma doença, vamos lembrar o que os nossos irmãos nos alertam. O corpo doente é tratamento para o espírito imortal. E todos aqueles que querem seguir os passos de Jesus são convidados a participar do processo de cura dos irmãos de jornada. Mas nós aprendemos, a doutrina dos espíritos nos nos relembra o que Jesus já nos ensinou, que a gente só pode cuidar do outro quando aprende a cuidar de si mesmo. E Yung vai nos dizer que a gente só dá conta de ajudar a doença do outro quando a gente já deu conta de lidar com essa doença em nós mesmos. Vamos ficar com essa informação. Humberto de Campos lá no livro Boa Nova, ele vai nos esclarecer quando Jesus diz assim: "Trabalhai em curar os enfermos, limpar os leprosos, ressuscitar os que estão mortos nas sombras do crime ou das desilusões. lá, ele já nos ajuda a ampliar a nossa visão para além da letra, porque a cura, o cuidado, a morte não se limitam ao sinônimo literal dessas palavras que nós conhecemos hoje. E também nos fala, vejam, ressuscitar os que estão nas sombras do crime e das desilusões. Quem tá aqui dizendo para dar vida a um corpo já desvalido, sem energia? mas ajudar a voltar paraa luz, a ter entendimento, a ter compreensão aqueles que ainda se encontram nas trevas, nas trevas do desentendimento, da ignorância, da desilusão. Então, expulsar, curar, ressuscitar são verbos que se referem à ação no campo dos sentimentos. Emanuel nos ensina que Jesus está falando, quando Jesus fala em expulsar, é expulsar de nós, em nós, os
. Então, expulsar, curar, ressuscitar são verbos que se referem à ação no campo dos sentimentos. Emanuel nos ensina que Jesus está falando, quando Jesus fala em expulsar, é expulsar de nós, em nós, os sentimentos que nos adoecem, para que aí sim sejamos capazes de ajudar o outro a fazer esse mesmo exercício consigo mesmo, porque nós vamos aprendendo, e eu penso que aqui na casa o atendimento fraterno os trabalhos de tratamento físico, espiritual, nós temos oportunidade de perceber isso, que por mais que nós tenhamos todo o desejo e vontade de querer ajudar o outro, é uma tomada como o passe que nós recebemos na casa. Se nós não tivermos a tomada para fazer a conexão com o cuidado que a espiritualidade tem por nós, a espiritualidade faz a sua parte e nós não recebemos porque nós precisamos fazer a nossa parte. Então, curar, ajudar, expulsar, tratar o outro demanda que o outro também esteja em condições e disponível para receber esse cuidado. E como é que nós podemos fazer isso? Fazendo isso em nós mesmos. Porque quando nós fazemos, nós sabemos o quanto é difícil, o quanto dói, o quanto é complicado. E aí nós temos compaixão com a dificuldade do outro, com a limitação do outro, com a com a impermanência do outro, que às vezes vai, depois volta. Nós temos aquilo que é o sentimento, né, desse tempo que nós estamos vivendo chamado empatia. Eu sei o quanto é difícil e aí eu me disponho a ser tolerante e paciente no caminho do outro, porque eu já aprendi, eu sei o quanto isso dói e quanto é difícil. A doutrina dos espíritos trouxe a chave para que nós possamos entender que a morte não existe. Então, ressuscitar os mortos é de fato uma linguagem figurada. E aí sim nós vamos poder compreender o que Emanuel nos diz lá no livro Servidores no além, quando ele fala assim: "Não nos esqueçamos, os verdadeiros mortos estão sepultados na carne terrestre. Alguns permanecem no inferno do remorço ou do sofrimento criado por eles mesmos, acreditando-se relegados a supremo abandono. Quantos de nós não conhecemos irmãos que
ão sepultados na carne terrestre. Alguns permanecem no inferno do remorço ou do sofrimento criado por eles mesmos, acreditando-se relegados a supremo abandono. Quantos de nós não conhecemos irmãos que não conseguem ouvir palavras de bom ânimo, de esperança. Eles estão ali enredados num sentimento de desvalia, de descuidado, presos, como diz Emanuel aqui, mortos no remorço, no sofrimento criado por eles mesmos e muitas vezes criados por nós mesmos, acreditando-se relegados a supremo abandono. Outros mortos que jazem no purgatório da aflição, a que se arrojaram, desprevenidos em dolorosas súplicas de auxílio. Quantos irmãos vivem situações de angústia, de desespero, não conseguem alimentar em si ainda o otimismo, a esperança, profundamente adoentados, precisando sim da nossa compaixão, da nossa empatia. do tratamento no plano físico, do tratamento cuidadoso da medicina. E Emanu convida que para que possamos reencontrar a vida, vamos lembrar, reerguer, levantar Anastasis, que foi traduzido em curar e expulsar e ressuscitar. Para que possamos fazer isso, trabalhemos no bem, enriquecendo as horas da peregrinação terrena. com os melhores testemunhos de nossa boa vontade para com os semelhantes em nome do Mestre. Porque aquilo que fazemos para com os outros, como diz Madre Teresa, nunca é entre nós e o outro e sempre entre nós e Deus. Que então que nos esforcemos. E aí talvez alguns de vocês possam estar pensando, é muito fácil falar, né? Mas é difícil. Ninguém disse que ia ser fácil. Jesus disse: "Neste mundo tereis tribulações e nós as temos a todo momento." Mas ele disse: "Tende bom ânimo, eu venci o mundo." Nós podemos também, porque Jesus é tão filho de Deus quanto nós. A diferença é que ele é obediente, resignado e nós ainda temos outros sentimentos a cuidar das nossas encrencas com o Pai. Mas é possível, pode ser difícil, mas é possível. E aí Jesus conclui a frase: "Dai gratuitamente o que gratuitamente aveis recebido." O que que nós vimos hoje, ainda nos tempos de hoje e vimos também
Mas é possível, pode ser difícil, mas é possível. E aí Jesus conclui a frase: "Dai gratuitamente o que gratuitamente aveis recebido." O que que nós vimos hoje, ainda nos tempos de hoje e vimos também muito na época de Jesus, é o mercadejamento das coisas, inclusive as coisas religiosas, né? essa troca, essa eh esse escambo. Só que nós não estamos falando só do mercadejar, do alívio e do socorro aos irmãos, mas também de coisas simples, de coisas singelas. E não é somente receber dinheiro, não. Quantas vezes a nossa troca é por afeição, por retribuições, por favores emocionais, pela subserviência doentia. Eu faço tanto por ele, eu faço tanto por ela. Você não dá valor ao que eu tô fazendo, você não reconhece o que eu faço. Então o mercadejar não é só com questões financeiras. o cobrar do outro a afeição, o favor, a subserviência, como se o outro não tivesse o direito, como nós o temos, de ser quem ele é. E nós ainda temos um mercadejamento que é bem conhecido de nós, né? Dizemano, daqueles que desejam angarear benefícios sem esforços, sem esforços próprios. Ah, você vai lá na comunhão, põe meu nome lá no grupo de oração, faz uma prece por mim. Não tem sequer o esforço de vir. Faze a tua parte, que o céu te ajudará. Então, quer algo sem fazer o esforço por si próprio, achando que cabe ao outro fazê-lo por si. Jesus disse ainda diante do povo: "Cuidai, não fazei como os escribas que se exibem a passear com longas túnicas e que gostam de ser saludados nas praças públicas". Jesus tá dizendo que para agir como ele não é necessário muito. Às vezes nós temos o entendimento equivocado de que para seguir Jesus a gente tem que fazer grandes coisas. Jesus é o homem, é o professor, é o exemplo da simplicidade, das coisas singelas. Para fazer como ele não é necessário grandes coisas. Por isso ele vai orientar lá no livro Boa Nova, como nos traz Humberto de Campos, não ajunteis o supérfolo porque digno é o operário do seu sustento. Faz exatamente aquilo que você precisa. Não acumula,
r isso ele vai orientar lá no livro Boa Nova, como nos traz Humberto de Campos, não ajunteis o supérfolo porque digno é o operário do seu sustento. Faz exatamente aquilo que você precisa. Não acumula, não há necessidade. Não faça que vos paguem as preces. Não façais como os escribas novamente. Do que que Jesus tá falando? O que é que nós recebemos de graça e devemos dar de graça também? Como é que nós podemos auxiliar alguém? Quando nós auxiliamos a nós mesmos, nós estamos ajudando a curar os outros. Lembrando que o projeto de Jesus é a própria humanidade. Então, o projeto de Jesus aqui no planeta Terra sou eu e cada um, cada uma de vocês. Nós somos projetos do Cristo de Deus. É por isso que ele convoca os discípulos: "Curai os doentes, ressuscitai os mortos para que eles fossem capazes de primeiro realizar essa tarefa em quem? Neles próprios. Porque a tarefa do Cristo é uma tarefa de redenção de cada um de nós. Nós vamos fazendo o nosso trabalho à medida que nós realizamos em nós. É por isso que Jesus faz essa convocação aos apóstolos para que eles comecem a fazer neles mesmos. Quando os homens e mulheres procuravam Pedro, desiludidos, achando que não eram capazes, se sentindo fraco, Pedro sabia exatamente do que ele estava falando, porque ele se lembrava da sua fraqueza naquele momento da morte, da prisão de Jesus. Ele sabia e ele sabia também o quanto Jesus o amava e o deu a ele outras oportunidades. Então ele sabia, ele fez primeiro o processo de cura dentro dele para ajudar com seu testemunho a curar, a reerguer, a ressuscitar os outros. E para isso, Jesus cobrou algum cuidado dessas possibilidades de aprendizado que ele deu aos discípulos? E nós, quando temos as nossas dificuldades, quando choramos, quando temos os nossos, as nossas dores e somos socorridos por vezes, por forças que nós não enxergamos, somos amparados e não conseguimos perceber de onde veio esse amparo. Quantas vezes nós fomos ajudados, quanto nós pagamos por isso? esse cuidado, essa atenção, essa
por forças que nós não enxergamos, somos amparados e não conseguimos perceber de onde veio esse amparo. Quantas vezes nós fomos ajudados, quanto nós pagamos por isso? esse cuidado, essa atenção, essa permanente vigilância na nossa caminhada. Então, dai de graça, porque de graça recebeste. É isso que Jesus está nos convocando, porque nós temos recebido muito, meus irmãos, talvez não do que queremos, mas muito do que necessitamos. E o que necessitamos não nos falta e nós temos pago por isso. Então, por que cobrar isso dos nossos irmãos de jornada? Por que exigir reconhecimento, favores, subserviência? Quem nos deu não nos cobra nada. Mais adiante, Kardec vai falar também da mediunidade, mas esse não é o assunto nosso de hoje. Fiquemos com dai de graça o que de graça recebeste. Quanto nós temos pago pelo socorro, pelo cuidado, pelo amparo, pelo consolo que nós temos recebido nessa vida, por tantas mãos estendidas que nós encontramos no caminho, a nos ajudar a levantar, a nos ajudar a recomeçar, a nos incentivar, a nos estimular, a cuidar das nossas feridas. Então vamos lá que nós possamos dar de graça o que de fato de graça, nós temos recebido desse irmão querido que é que é o mestre Jesus. Permaneçamos em reflexão, em comunhão com esse querido amigo, para que possamos receber mais um pouco do amparo que a espiritualidade nos traz, nos oferece por meio do passe. Fiquem com Jesus. Sejam bem-vindos à nossa sala de passe virtual da comunhão espírita de Brasília. O passe tem como finalidade auxiliar a recuperação física, [música] mental e espiritual, substituindo os fluidos deletérios por fluidos benéficos. Durante o Pass, [música] temos uma troca de energias físicas, mentais e espirituais, guiadas pelo melhor sentimento que é o amor. Essa energia amorosa auxilia no reequilíbrio dos pensamentos e emoções, [música] restabelecendo a harmonia íntima. Assim deve ser utilizado quando sentir necessidade [música] ou até que se sinta reequilibrado. Nesse momento em que daremos início à
s pensamentos e emoções, [música] restabelecendo a harmonia íntima. Assim deve ser utilizado quando sentir necessidade [música] ou até que se sinta reequilibrado. Nesse momento em que daremos início à aplicação do paz, pedimos [música] que em um ambiente tranquilo você se coloque de [música] forma confortável, fechando os olhos, respirando de maneira tranquila e serena, para que assim possamos sentir a presença do nosso Deus de amor, Senhor da vida e da misericórdia. [música] Entrando em sintonia com o [música] nosso mestre e amigo de todas as horas e com os mentores espirituais dessa casa, rogamos que nesse momento desça sobre nós todos os fluidos salutares e benéficos necessários ao [música] reequilíbrio do nosso corpo físico, mental e espiritual. Senhor meu Deus, permita que os bons espíritos que me cercam me auxiliem nos momentos de dificuldade. Que eu tenha a força necessária para continuar a caminhada no sentido [música] do bem, do amor e da caridade. Trai, Senhor, a cura para os males do corpo e da alma. Mas se não for o momento, traz o refrigério necessário para que eu continue a caminhada. Que nossos amigos espirituais possam visitar os nossos lares, abençoando a cada um que lá se encontra, trazendo a alegria de viver, a [música] paz, a harmonia e que cada um possa colocar o amor do [música] Mestre Jesus em seus corações. e também [música] os mentores espirituais possam visitar os nossos ambientes [música] de trabalho, levando a cada canto a tranquilidade, [música] a fraternidade e a serenidade. Que esses bons fluidos se estendam [música] para cada um de nós, amigos e familiares, trazendo o conforto que tanto desejamos. [música] a coragem e a fé para continuarmos a nossa estrada da vida. Estamos chegando [música] aos momentos finais de nosso passe. Faremos então a oração que o Mestre Jesus nos ensinou. Pai nosso que estais [música] no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no [música] céu.
ntão a oração que o Mestre Jesus nos ensinou. Pai nosso que estais [música] no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no [música] céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoa as [música] nossas dívidas, assim como perdoamos aos que nos devem. Perdoa [música] as nossas ofensas, assim como perdoamos aos que nos [música] ofendem. Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal. E nesse momento, calmamente, [música] vamos abrindo os nossos olhos, retornando ao nosso ambiente com paz [música] e vibrações fraternais. E agradecidos que somos [música] ao nosso mestre Jesus e aos mentores espirituais [música] desta casa, damos graças [música] a Deus, graças a Jesus e assim seja.
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