Bem-aventurados os aflitos - o consolo nas provas - com Otaciro Rangel

INSTITUTO GOIANO DE ESTUDOS ESPÍRITAS IGESE 20/02/2026 (há 1 mês) 51:24 25 visualizações

Palestra: Bem-aventurados os aflitos - o consolo nas provas - com Otaciro Rangel

Transcrição

esteja em nossos corações, né? Para nós é sempre uma honra muito grande recebê-los aqui no lar de Jesus, né? Essa casa de oração e consolo que vem sempre nos aliviar, né? E hoje a gente vai ter uma palestra muito especial que eu vou falar dela daqui a pouco. Primeiramente eu gostaria de agradecer aos nossos parceiros de transmissão, né? o TV, a Iges, TV Goiás Espírita, a TV Secal de Santa Catarina, Rádio Nova Luz, Rádio Deus Conosco e Mensageiros de Luz. E também a gente gostaria de agradecer os nossos eh internautas que estão assistindo a palestra através do YouTube. Aproveitem e já e compartilhem aí nos grupos de vocês, pois a palestra de hoje, né, vai ser com eh o professor Otaciro Rangel. Ele já é um palestrante espírita muito experiente, acabou de de participar do Congresso Espírita aqui que a gente teve aqui em Goiânia e veio hoje nos brindar com a sua presença aqui, né, para trazer eh o o tema de hoje, bem-aventurados os aflitos, o consolo nas provas. Então, tenho certeza que vai ser muitas informações importantíssimas para o nosso crescimento espiritual, né? Então, vamos fazer a a oração pra gente dar início aos trabalhos. Vamos elevar os nossos pensamentos até o nosso mestre de amor, o mestre ao qual essa casa traz seu nome, pedindo a espiritualidade amiga para que possamos no dia de hoje receber toda a luz, todas os conhecimentos importantes para o nosso crescimento. que os bons espíritos aqui presentes abençoe o nosso palestrante, professor Taciro, para que ele nos passe todas as informações que ele veio nos trazer para que possamos, através destes ensinamentos, trilhar o nosso caminho aqui nessa terra. Pedimos encarecidamente e por acréscimo de sua misericórdia infinita ao nosso mestre Jesus, que nos acompanhe, que nos abençoe, para que a cada dia possamos dentro dos seus ensinamentos que ele veio nos trazer, consigamos caminhar de forma digna, honesta e cristã. Obrigado, mestre querido, por mais essa oportunidade de estarmos aqui em seu lar e damos pro

dentro dos seus ensinamentos que ele veio nos trazer, consigamos caminhar de forma digna, honesta e cristã. Obrigado, mestre querido, por mais essa oportunidade de estarmos aqui em seu lar e damos pro início o trabalho na noite de hoje. Que assim seja. Gostaria de convidar professor Taciro aqui pro povo baixinho. Tem que ajeitar as coisas. Boa noite. É uma alegria muito grande poder estar aqui com vocês, não é? Eu já conheço esta casa, já vim aqui outras vezes, tenho vários amigos aqui e é muito gratificante a gente poder estar juntos, mas ainda quando a gente pode utilizar da nossa experiência junto para fazermos reflexões espirituais que nos ajudam a compreender as lições de Jesus, que são sempre o convite importante para nossa mudança espiritual. O tema de hoje é um tema que tem uma importância muito grande, porque faz parte de um conjunto de ensinos que Jesus nos deixou, que ainda é muito desconhecido por todos aqueles que se dizem cristãos. Especialmente esse ensinamento de Jesus está justamente no começo do sermão do monte que Jesus faz na Galileia aos lag ao lado do lago da Galileia, do mar da Galileia, que havia uma cadeia de montanhas que circundava. Jesus se aproxima daquela região com muitos seguidores e ali ele se assenta, se acomoda, não é? E usa aquele anfiteatro natural, né, daquele ambiente agradável e começa a ensinar. E ele começa falando justamente das bem-aventuranças. Todo o sermão do monte está transcrito pelo Evangelho de Mateus nos capítulos 5, 6 e 7. Eu não sei se vocês têm hábito de pegar o Novo Testamento, qualquer Bíblia, abrir no Novo Testamento, abrir o Evangelho de Mateus e ler o sermão do monte. O sermão do monte é tão importante porque contém na essência todos os ensinamentos de Jesus que a gente precisa. Maratma Gand uma vez faz um comentário muito interessante sobre o sermão do monte. Ele diz assim: "Se todas as escrituras sagradas de todos os povos fossem perdidos, mas se pudesse ser mantido o sermão do monte, a humanidade não teria perdido

to interessante sobre o sermão do monte. Ele diz assim: "Se todas as escrituras sagradas de todos os povos fossem perdidos, mas se pudesse ser mantido o sermão do monte, a humanidade não teria perdido nada". Tal é a importância do sermão do monte. E curiosamente o sermão do monte não tem nada de caráter. religioso, no sentido que nós compreendemos, porque o sermão do monte é uma série de recomendações comportamentais que Jesus nos ensina. Por isso ele começa com as bem-aventuranças, que a gente ainda não entendeu, porque a gente acha que as bem-aventuranças é uma promessa de Jesus que a gente vai ser bem-aventurado, né? Bem-aventurado os simples, os humildes. Bem-aventurados os aflitos. Bem-aventurados que têm fome e sede de justiça, bem-aventurados brandos e pacíficos. São várias bemaventuranças. Quando a gente lê aquilo com cuidado, a gente vê que aquele as bem-aventuranças é um programa evolutivo que nós deveríamos conquistar. Quando ele diz, por exemplo, bem-aventurados simples e humildes, ele está dizendo que esse é o primeiro aspecto dos valores de virtudes espirituais que ele deve adquirir. Ser simples e humilde não é uma coisa fácil, porque nós somos criaturas complicadas, vaidosas e orgulhosas. Então, ser simples, ser humilde não é uma experiência fácil, mas se a gente for, a gente é bem-aventurado. Então, o que que Jesus tá propondo na bemaventurança? regras de comportamento para nós. E ele deixa em todas as lições que estão colocadas no sermão do monte, são todas lições de comportamento. Eu vou lembrar duas muito rápida para depois a gente entrar no nosso tema. Ele diz assim, começa isso no capítulo seis já do sermão do monte. Aprendestes que foi dito, olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos, orai por aqueles que vos perseguem e caluniam. Ora, isso não é mudança de comportamento. Era hábito na época de Jesus, não é? ensinado pelas regras sociais colocadas por Moisés, a justiça, o olho por olho, dente por dente. Quer dizer, o

caluniam. Ora, isso não é mudança de comportamento. Era hábito na época de Jesus, não é? ensinado pelas regras sociais colocadas por Moisés, a justiça, o olho por olho, dente por dente. Quer dizer, o indivíduo roubava de alguém, ele tinha que devolver aquilo e pagar em consequência mais alguma coisa. Então, todos os processos da justiça colocada por Moisés eram profundamente rigorosas. E o olho por olho, dente por dente, sai justamente desse conceito. E Jesus então muda esse conceito, dizendo: "Amai os vossos inimigos, orai por aqueles que vos perseguem calunia. Se alguém te roubar a capa, dele também a túnica. Se alguém te obrigar a andar 1000 passos, ande com ele mais 1000." Então é mudança de comportamento, não é regra religiosa. E para ele, pra gente distinguir isso muito claro, tem uma outra lição muito específica ainda no sermão do monte mostrando isso. Ele diz assim: "Se se tiveres que fazer uma oferenda ao Senhor no altar, isso é ato religioso de louvor a Deus. que as pessoas faziam porque acreditavam num Deus único, achava que agradava a Deus, fazendo oferendas no altar a Deus. E lembrares antes de fazer a oferenda que tem um adversário, deixa a oferenda no altar e vai primeiro reconciliar com o adversário, depois, então volte e faça oferenda. Olha como Jesus tá ensinando para nós que comportamento religioso não é mais importante do que comportamento social, comportamento fraterno. Então, todas as lições de Jesus, quando a gente estuda esses ensinamentos com cuidado, a gente vai ver que Jesus está fazendo recomendações para nós para mudar comportamento. Então, é claro que essas bem-aventuranças não podem ser entendidas fora disso. É, então quando a gente lê bem-aventurados os aflitos porque serão consolados? A pergunta que a gente faz é assim: basta ser aflito para ser consolado? Será que todos os aflitos serão consolados? Para quem Jesus estava dizendo isso? Quais eram os aflitos que seriam consolados? Todos. Essa mesma pergunta a gente pode fazer também com a segunda outra

? Será que todos os aflitos serão consolados? Para quem Jesus estava dizendo isso? Quais eram os aflitos que seriam consolados? Todos. Essa mesma pergunta a gente pode fazer também com a segunda outra bem-aventurança que vem seguida. Bem-aventurados que têm fome e sede de justiça. Quem é que não tem fome e sede de justiça? Nós todos temos. Nós não pagamos impostos e não achamos que o governo usa mal dinheiro, não devolve nosso impostos em serviço. Estamos sendo injustiçados, não estamos? Será que Jesus disse esse ensinamento para todos nós? Quais serão aqueles que serão saciados porque tem fome e sede de justiça? São todos? Porque se se a gente perguntar por aí aa todo mundo acha que não é a vida não é justa com el com elas. Então, a rigor, todo mundo deveria ser saciado. E não é assim. Jesus não tava dizendo para todo mundo, tava dizendo para quem entendia o significado da justiça e por isso tinha fome e sede de justiça. E o que é a justiça? a justiça dos outros para com a gente ou a gente se sentir em paz com as leis espirituais que nos governam, nos governam, porque nós somos justos. Então, a justiça não é aquela de fora para dentro, é aquela que a gente compreende que quando a gente faz escolhas inadequadas, que gera sofrimento pra gente e para os outros, a gente tem o dever de ter fome e sede, de fazer justiça em nós mesmos, para que nós estivéssemos em paz com a nossa consciência, porque é só assim que a gente será saciado. Então veja que as bem-aventuranças t um significado muito mais profundo do que aquele que a gente adquire numa leitura rápida. Foi por isso e quando Kardec escreveu o Evangelho Segundo o Espiritismo, a a metade, mais da metade dos ensinamentos colocados no Evangelho segundo o Espiritismo, vem do Sermão do Monte e vem principalmente das bem-aventuranças. A gente tem lá vários capítulos. O capítulo Bem-aventurados Aflitos é o capítulo sexto do Evangelho Segundo Espiritismo. E aí quando a gente lê lá, Kardec entendeu isso muito bem, que ele

venturanças. A gente tem lá vários capítulos. O capítulo Bem-aventurados Aflitos é o capítulo sexto do Evangelho Segundo Espiritismo. E aí quando a gente lê lá, Kardec entendeu isso muito bem, que ele começa a explicar o significado dessa frase de Jesus. E ele então analisa que há duas maneiras da gente compreender as causas das aflições, porque ninguém se sente aflito se não tiver cometido algum deslize, não ter gerado para si mesmo aflições, porque a vida não nos oferece aflições, a vida nos oferece desafios. Isso a aflições nós criamos para nós mesmos com as nossas escolhas inadequadas, porque nós temos livre arbítrio e podemos direcionar a nossa vida com a nossa vontade na direção que nós quisermos. Somos livres para fazer isso. Apesar de sermos livre para fazer escolhas, uma vez feita a escolha, nós somos responsáveis por ela. Então, é daí dessa responsabilidade que a aflição vai nos atingir. Então, é uma questão de compreender uma lei espiritual que está por trás do comportamento das nossas responsabilidades. Deus nos dá livre arbítrio, nos dá condição pra gente experienciar na vida, para aprender cada vez mais, para que na medida em que a gente aprende, a gente passe a saber, analisar o que é que vale a pena para nós, o que que não vale a pena e a gente então fazer as escolhas adequadas pro nosso processo evolutivo. É do mesmo jeito que a gente também entende outras lições de Jesus que são muito importantes para nós. Jesus fala na, né, na porta estreita e na porta larga. E a gente custa entender isso. Na verdade, a porta estreita é o caminho evolutivo mais fácil que Deus preparou para nós. Todas as vezes que a gente desvia desse caminho, mais fácil entra em atalhos que complicam a nossa vida. Por incrível que pareça, a porta estreita é a porta do certo. A maneira de fazer uma coisa certa é única, mas de fazer errado é muitas. Por isso a porta larga do erro, das inconveniências de fugir da rota mais adequada paraa nossa evolução. Porque a experienciação nos leva a isso.

uma coisa certa é única, mas de fazer errado é muitas. Por isso a porta larga do erro, das inconveniências de fugir da rota mais adequada paraa nossa evolução. Porque a experienciação nos leva a isso. Quando a gente faz uma experiência de vida qualquer, toma decisões, aquilo vai gerar consequências. A gente analisa as consequências. Se as consequências são boas, nós estamos no caminho certo. Se não são boas, não adianta insistir por ali. A gente tem que buscar o caminho correto. Então, a experiência nos ensina, mas a insistência na experiência que não dá certo por teimosia nossa, que gera para nós as grandes dificuldades. Então, olha, uma frase que eu gosto de dizer muito, que eu acho que ela tem um significado importante para nós, é essa aqui. Errar. Quem erra com vontade de acertar, não erra, aprende. Vejam, quem erra com vontade de acertar, não erra, aprende. Porque a experiência do erro ou do acerto é uma lição de vida. Mas se a gente quer acertar, a experiência vai dizer para nós se é correto aquilo que a gente fez ou não pelas consequências. Se a gente analisa as consequências, a gente aprende e busca o caminho certo, tá? OK? Então, todas as vezes que a gente foge desse caminho, foge dessa atitude, que a atitude de usar a razão junto com o sentimento, é que nos leva pro caminho da evolução mais rápida. Mas a gente às vezes teima. Fulano fez algo comigo que eu não posso aceitar. É uma experiência de duas pessoas e a pessoa agiu de uma maneira que você não gostou. Então você tem duas posições diante dessa situação, não é? analisar, procurar compreender porque ele fez aquilo com você e deixá-lo com a responsabilidade da escolha que ele fez e seguir a sua vida ou ficar indignado com ele e responder a ele, como a gente diz aqui na terra, a mesma altura. Eu digo que é a mesma baixura, não é? Porque você vai fazer uma coisa errada. Se fosse à mesma altura, você faria uma coisa melhor. Então, a gente insiste num caminho errado e cria uma inimizade que pode durar séculos,

sma baixura, não é? Porque você vai fazer uma coisa errada. Se fosse à mesma altura, você faria uma coisa melhor. Então, a gente insiste num caminho errado e cria uma inimizade que pode durar séculos, milênios até. E a gente então se enreda na vida e atrapalha o próprio progresso. Então, quando as aflições chegam para nós, elas têm uma causa. Se a gente analisa por que a gente tá se sentindo aflito, a gente pode muitas vezes encontrar essa aflição como um resultado de uma escolha mal feita que a gente fez ontem, anteontem, aqui nessa vida mesmo. Se a gente percebe isso, a gente muda de comportamento. Vamos dar um exemplo que é fácil porque acontece todos os dias na família de todo mundo, não é? Alguém faz algo, a gente fica magoado. Quem é que não sente mágoa aí, né? Todos nós sentimos mágoa. Ficamos chateado, aborrecido com o comportamento das pessoas, principalmente com as pessoas que a gente ama. Ora, se a gente ama, a gente devia perdoar, mas a gente fica magoado e a gente fica alimentando a mágoa, aquele estado desagradável gerado por aquele comportamento daquela pessoa em nós nos causa um desconforto e ao invés da gente usar a nossa vontade, a nossa capacidade de pensar para compreender aquilo e achar uma solução, adequada, que não prejudique ninguém naquilo. Ao contrário, a gente fica alimentando aquele estado emocional dentro da gente, fazendo ele de uma emoção desagradável, virar um sentimento continuado, que é um sentimento de rancor. E a gente, então, todas as vezes que a pessoa se dirige à gente, a gente responde grosseiramente a ela, porque a tá movido por um sentimento de rancor. Há famílias, irmãos, pais, filhos, não conversam entre si durante anos convivendo juntos por causa desse desse posicionamento. Então geram sofrimento, porque todas vezes que encontra aquela pessoa é desagradável. Vou dar um exemplo que também pode acontecer conosco. Imagine que eu tenho um amigo que eu gosto muito e de repente a gente por alguma razão, por interesses diferenciados, a gente se magoa um ao

ável. Vou dar um exemplo que também pode acontecer conosco. Imagine que eu tenho um amigo que eu gosto muito e de repente a gente por alguma razão, por interesses diferenciados, a gente se magoa um ao outro, briga, discute. Mas vamos supor que depois dessa briga que um fica mal, né, com a cara virada pro outro, ele muda lá pro sul do Brasil e fica 20 anos lá sem a gente se encontrar. A gente até esqueceu o problema, né? A gente segue a vida da gente, a gente segue a vida dele lá, a gente não se fala mais nunca. 20 anos depois ele vem para cá ou a gente vai lá e encontra com ele. O que que vem primeiro na nossa memória? Ah, aquele fulaninho que fez aquilo comigo. Não interessa quanto tempo tem. Pode ser 20 anos, 30 anos ou encarnação passada ou três, quatro encarnações passadas ou 500, 1000 anos atrás. Basta que a gente não não tem não se encontre de novo. Quando encontrar o que vem a nossa memória, é essa memória que ficou, porque a gente não resolveu. Por isso Jesus vai nos ensinar a técnica pra gente ficar livre disso. Jesus ensina isso pra gente. concilia com teu adversário enquanto está a caminho com ele, enquanto tá junto, porque senão vai cair no processo do esquecimento ou vai adiar a solução do problema que Jesus ensina nessa fala, não é? Porque se a gente não reconcilia, vai ser ser levado ao juiz. O juiz fará análise de justiça, condenará e entregará o oficial de justiça para que aquele que foi o responsável pague até o último sentil. Isso é expiação. Quer dizer, quando a gente tá sofrendo sem entender qual é a causa do sofrimento, a gente tá espiando o sofrimento de causas anteriores que a gente não resolveu. Então, não há aflição que nos visite, que não tem uma razão de ser. Ela pode ser dessa vida porque a gente alimenta alguma atitude que não que a gente fez e que não vale a pena continuar ou de um problema passado que a gente agiu dessa maneira, não teve a coragem, a oportunidade depois de fazer uma reconciliação adequada. Isso é impressionantemente

fez e que não vale a pena continuar ou de um problema passado que a gente agiu dessa maneira, não teve a coragem, a oportunidade depois de fazer uma reconciliação adequada. Isso é impressionantemente chocante nas nossas vidas. Às vezes a gente tem um filho pequeno que desde pequeno começa se atormentado, não é? Chora muito, tem dificuldades, é aborrecido, é indisciplinado, é um espírito difícil. Você olha ali, não é uma criança saudável, tranquila, é uma criança atormentada. Da onde vem esse tormento? Se ele nasceu agora, não é? Muitas vezes a gente entende a realidade da vida espiritual, sabe que nós somos espíritos imortais, que nós já tivemos milhares de encarnações. Naturalmente, vamos saber que aquele indivíduo está numa reencarnação expiatória, carregando influências espirituais de inimigos anteriores que ele não resolveu. Imagine, gente, se o Hitler reencarnar aqui entre nós, quantos inimigos esse coitado não fez? Vocês acham ele vai ter uma vida tranquila? Não tem como a quantidade até hoje de pessoas que nem conheceu ele, que tem, não é, eh, vibrações agressivas contra ele só de conhecer a história, não deixa ele ter uma possibilidade de uma oportunidade de recomposição da vida, porque a perseguição vai ser insistentemente presente na vida dele. Por isso, a bondade divina tira um espírito tão comprometido desse e leva para um outro planeta para conviver com outros espíritos que ele não conhece e não conhece ele para começar de novo. Olha como Deus é bom. Isso não significa que ele vai ficar livre do compromisso, mas ele vai se preparar para resolver isso. Enquanto isso, os inimigos vão esquecê-lo e vão seguir o seu pró progresso espiritual, porque cada um cuida da sua vida. Então, progredindo mais, vão ter condições de repensar o passado e corrigir e perdoar e dar oportunidade do recomeço. Então, a misericórdia divina sempre nos consola. E o consolo, a consolação ao sofrimento vem sempre no sentido de nos ajudar a nos recompormos diante das leis espirituais, das nossas

dade do recomeço. Então, a misericórdia divina sempre nos consola. E o consolo, a consolação ao sofrimento vem sempre no sentido de nos ajudar a nos recompormos diante das leis espirituais, das nossas responsabilidades, das nossas escolhas, daquilo que a gente faz da própria vida, porque nós temos livre arbítrio. Então, é importante que a gente traga isso paraa nossa vida. E quando as aflições nos visitarem, a gente tem que pensar como espírito imortal. Se isso está me encontrando agora e trazendo essas dificuldades e essas aflições para mim, razão há de ter. Então a gente leva o nosso pensamento a Deus e busca compreender, pedindo a Deus que nos ajude a entender as razões daquilo e pede forças para que a gente supere aquilo com equilíbrio espiritual adequado para que a gente não alimente aquele estado de aflição, ao contrário, que a gente sofra essa aflição com a dignidade espiritual daquele que quer acertar. Aí a gente sente força para superar e a consolação acalma o nosso coração e a gente vence. Será que a gente é capaz de agir assim? Não é esse o desafio que a vida nos oferece? Todos nós somos espíritos que vivemos no mundo de espiações e provas. O própria característica de um mundo de expiações e provas está dito nesses dois adjetivos, expiações e provas. Só espia quem comete enganos e só passa por prova aquele que precisa se consolidar. nos conhecimentos adquiridos, não é? Quando a gente entra numa escola, vai fazer qualquer curso, a gente tem uma série de coisas para estudar e aprender e tem que fazer prova daquilo. Ora, a gente também na vida vai aprendendo valores, mas é preciso que a gente quando aprende um valor, a gente tenha a certeza que aprendeu mesmo. Então, a gente precisa de uma experiência crítica que mexe no âmago da nossa interioridade, mas que testa se realmente a gente adquiriu aquele valor. E se a gente sustenta com coragem e vence, a gente passa no teste, não precisa mais de ser testado nenhuma vez, vai viver naturalmente que aquele problema se surgir na nossa vida, a

iriu aquele valor. E se a gente sustenta com coragem e vence, a gente passa no teste, não precisa mais de ser testado nenhuma vez, vai viver naturalmente que aquele problema se surgir na nossa vida, a gente já sabe como resolver. Isso é a prova. Mas a expiação é diferente. A expiação é a consequência. É a consequência daquilo que a gente fez de forma inadequada. Se a gente fez de forma inadequada, tem que revisitar aquela ação numa nova experiência semelhante e corrigi-la em tempo. É isso que é o importante, que se a gente corrige e vence aquela dificuldade, supera na gente a tentação de fazer de novo e a gente segura, a gente então transforma aquela experiência de revisitação do problema num esforço de crescimento. E a gente ao se superar a gente se sente consolado, porque a gente se sente feliz de ter encontrado em si próprio os recursos necessários para não carregar mais na nossa consciência aquele problema. Quando a gente pega o livro Céu e Inferno, na segunda parte do livro, que trata das comunicações dos espíritos em diferentes estados evolutivos no mundo espiritual, e eles vêm contar as experiências da encarnação deles. a gente vai aprendendo com eles o significado de cada passo desse tipo, do significado da prova, da expiação e da nossa capacidade de tendo já adquirido os bons hábitos de fazê-los naturalmente. Então, a gente vai encontrar comunicações de espíritos felizes que saíram da vida cumprindo seus deveres. A gente vai encontrar comunicação de espíritos que tiveram dificuldades e venceram essas dificuldades, de espíritos que cometeram graves erros, passaram por experiências dolorosas de expiações e superam o problema e se libertam. Então, essas bem-aventuranças que Jesus coloca para nós, elas representam mecanismo evolutivo na nossa vida. A gente tem que começar do começo e o começo é simples e humilde. Enquanto a gente não adquir simplicidade humildade, a gente não consegue estar pronto para vencer as outras coisas. Porque para ser consolado na aflição,

eçar do começo e o começo é simples e humilde. Enquanto a gente não adquir simplicidade humildade, a gente não consegue estar pronto para vencer as outras coisas. Porque para ser consolado na aflição, a gente precisa humildemente aceitar que a responsabilidade foi nossa. Não é Deus que está experimentando a gente para vez a gente aguenta, porque Deus não faz isso com seus filhos. Deus é inteligência suprema do universo, sabe de tudo, conhece, ele nos criou e e nos acompanha no nosso processo evolutivo. Sabe perfeitamente o que a gente é capaz e não é capaz. Por isso, não precisa nos experimentar em nada. Deus não nos dá prova. nem nos dá expiação. Nós escolhemos a escolha nossa. Hoje a gente tem na universidade os cursos organizados, né? Então o professor vai dar aula pra turma de 30, 40 alunos para ensiná-los. No começo, na época da ordem de 1920, 1930, quando a ciência ainda tava em num desenvolvimento, não é, eh, diferente do nosso ainda no começo das dos passos importantes da ciência, muitos dos cursos eram dados de forma tutorial. Que que significa isso? dois, três alunos, que eram poucos que estavam estudando aquilo, vinha o professor, o professor mostrava para eles o que que eles deveriam aprender, dava o roteiro de estudos para eles e falava assim: "Agora vocês vão estudar isso. Quando vocês acharem que sabe, me procurem para eu dar a prova para vocês." Era um estudo, um aprendizado tutorial, mas a escolha do momento da prova, porque não tinha ciclo acadêmico como nós temos hoje, era escolhido pelos próprios alunos. Olha, na vida da gente com a realidade espiritual, é assim que funciona. No momento que a gente acha que eu acho que eu já sou capaz de vencer isso, a gente pede uma experiência encarnatória livre escolha nossa, pra gente então passar por aquela experiência e ver se a gente é capaz de superar as dificuldades geradas por aquela experiência. Se a gente é capaz, a gente ganha confiança em si próprio. Puxa, passei com nota A, não é? Então eu sou capaz de fazer isso com segurança.

az de superar as dificuldades geradas por aquela experiência. Se a gente é capaz, a gente ganha confiança em si próprio. Puxa, passei com nota A, não é? Então eu sou capaz de fazer isso com segurança. Vou contar uma experiência minha para vocês que eu acho que tudo vale para nós. Quando eu me tornei espírita, eu tinha 18 anos de idade. Eu passei por um momento de profunda aflição interior. Eu estava numa crise existencial terrível. Eu já tinha tido orientação religiosa, tanto católica, porque eu estudei em colégios católicos, quanto espírita, porque minha mãe, meu pai era de pensamento espírita. Mas eu não tinha definições para mim. Eu tive uma adolescência complicada, porque eu eu sei o espírito complicado que eu sou, não é? Nessa fase de adolescência é uma fase difícil da vida. E quando entrei nos meus 18 anos, eu fiquei desarvorado com a vida, com as coisas. Não sabia para que que eu tava vivendo, o que que significava tudo isso, essas coisas que eu tinha ouvido nas duas orientações religiosas, se aquilo era verdade ou não era. Então eu tava realmente numa aflição danada e eu, o horário de dormir para mim era o horário dramático, porque quando você deita, você tá sozinho com você mesmo. E a cabeça da gente fica dando 1000 voltas. E eu ficava aflito com tudo aquilo na minha cabeça, num estado emocional de insegurança muito grande. E numa noite que eu já não tava aguentando mais, eu tentei fazer a prece Pai Nosso, que eu sabia de cor, mas eu tava tão desnorteado que eu não conseguia começar o Pai Nosso e terminar. Eu perdia no meio do caminho e eu dormi tentando. Eu não consegui orar o Pai Nosso inteiro. Eu não sei o que que aconteceu comigo, que eu não lembro, mas eu acordei resolvido a estudar a doutrina espírita. Então me deram uma ajuda espiritual durante o sono, que eu acordei determinado. Eu levantei, fiz a minha higiene, fui lá nos livros da minha mãe, ela tinha vários livros espíritas, peguei o Evangelho de Segundo Espiritismo, primeiro livro que eu li. E aí eu me tornei espírito. Não teve

antei, fiz a minha higiene, fui lá nos livros da minha mãe, ela tinha vários livros espíritas, peguei o Evangelho de Segundo Espiritismo, primeiro livro que eu li. E aí eu me tornei espírito. Não teve jeito, porque a doutrina é a luz que ilumina o nosso caminho. E eu comecei a ler livro espírita, ler livro espírita, voltei paraa mostidade espírita depois de seis meses para voltar a ir à mostra cidade espírita, que eu sabia que existia, eu tive que fazer um esforço tremendo, porque eu era profundamente tímido. Tímido. Não podem acreditar nisso, né? vocês estão me vendo aqui, fala: "Como pode uma coisa dessa?" Mas pode. E aí quando eu comecei a frequentar cidade espírita, a mocidade foi muito acolhedora comigo e eu devo muito aos meus companheiros de Mcdid, o Luís Antônio que passa por aqui, foi um deles, o Paulo Daltro, várias pessoas, né, que eu ainda tenho lembranças e que a gente se encontra aqui. E o fato é que eu tinha o hábito de falar palavrão. Aí eu primeiro, uma das coisas que logo veio a cabeça, eu tenho que parar de falar palavrão, não quero falar palavrão mais. Parece uma coisa fácil. Aí eu comecei a me policiar, certo? E aí quando vinha vontade de falar um palavrão, falava uma palavra parecida que não era palavrão. Fui substituindo as palavras por palavras aceitáveis, que não era, né, palavra que era desagradável aos ouvidos dos outros e que eu não queria falar mais. E eu passei 3 anos me esforçando em fazer isso. Eu achei que eu já era vencedor. Falei, não falo mais palavrão dia eu fui com um irmão meu na cidade de Rio Verde. Rio Verde teve um prefeito que era espírita, Dr. Paulo Campos. Eu não sei se alguém conheceu ele. Eu assisti palestra dele e a gente foi visitar um grupo de trabalho espírita que tinha na cidade de Rio Verde. E o Paulo Campos estava reformando a cidade, trocando todos os poes de luz que era de madeira pse de cimento. Então as ruas estavam todas esburacadas, cheia de poste deitado e buracos à frito, consertando a cidade. E a gente parou para conversar com um

o todos os poes de luz que era de madeira pse de cimento. Então as ruas estavam todas esburacadas, cheia de poste deitado e buracos à frito, consertando a cidade. E a gente parou para conversar com um amigo, ficamos conversando até a data, perto de 8 horas da noite. Eu me lembro que tinha um poste, eu tava até com um dos pés em cima do poste, a gente conversando. E aí a gente se despediu dele, vamos embora. Eu virei o pé, né, para andar e enfiei o pé no buraco do poste que tava já aberto. Minha perna desceu sem encontrar chão e saiu um palavrão. Mas só eu escutei porque saiu baixinho. Aí foi uma experiência muito importante para mim que me marcou. A gente pensa que já tá conquistado a coisa, mas ainda não tirou de dentro, mas eu já não produzi o escândalo, entre aspas, né, de ferir o ouvido de ninguém. Então, as nossas dificuldades não são fáceis de ser superadas. Por isso é que a gente precisa realmente se convencer de que mudança a gente faz com perseverança até conquistar. E a conquista nem sempre a gente consegue numa encarnação só. Com certeza não. Veja o caso de Emanuel, né? Há 2000 anos no livro que a gente lê há 2000 anos, 2000 anos atrás, o púbrio lentos, se fizesse aquilo que ele fez com a Lívia hoje, ele ia pra Lei Maria da Penha, com certeza, não é? Porque ele tratou a mulher dele como escrava por desconfiança dele. Quantas coisas existe por aí ainda assim, mas ele teve um encontro com Jesus que ele não soube imediatamente aproveitar, mas através do sofrimento que ele foi tendo em função das próprias escolhas dele e com a advertência que ficou de Jesus na cabeça dele, ele começou a mudar o comportamento dele. que em 2000 anos a gente tem de 10 a 20 encarnações, mais ou menos. Então o Emânuel de hoje que a gente conhece progrediu nessas 10, 15 encarnações, nesse período razoavelmente bem, mas não se livrou dos seus problemas ainda. Ele mesmo diz isso, não é? que ele ainda tanto é que precisou e continua precisando reencarnar entre nós. Se tivesse resolvido era espírito

zoavelmente bem, mas não se livrou dos seus problemas ainda. Ele mesmo diz isso, não é? que ele ainda tanto é que precisou e continua precisando reencarnar entre nós. Se tivesse resolvido era espírito como Paulo ido embora, certo? Ou e vejam, nesse período que ele conta a vida dele, ele sequer teve oportunidade de merecer vir junto com Lívia, que foi a esposa aí que ele maltratou gravemente e foi a única mulher que teve a coragem de se expor para defender Jesus quando Jesus foi preso. Então, a gente vê a grandeza dela e o esforço de Emanuel para ser um espírito melhor. Então, nós que estamos aqui hoje, estamos 2000 anos atrasados em relação a Emanuel. A gente tem que fazer esse esforço. Então, a nossa mudança, a nossa busca de valores espirituais começou agora. A gente não pode desistir e tem que entender que essas lições de Jesus são todas para nós. As bem-aventuranças colocado como uma escala de aquisição de valores tem que ser para nós. A gente tem que pelo menos fazer todo o esforço possível nessa encarnação de ser simples e humildes, que é o primeiro passo das bem-aventuranças. e as aflições, entendê-las como justas. Usar o esforço da humildade para compreender que nada está errado e que a gente precisa dessas experiências para se autosupar. Porque a gente quando voltar pro mundo espiritual, em cada uma das encarnações, que tiver fazendo esse esforço, o consolo será maravilhoso. minha esposa, tá? que alguns aqui conheceram, a Clus, que irmã do Paulo César, teve uma vida difícil, de muito sofrimento, passou 20 anos com Parkinson, os últimos 5 anos foram dolorosos na vida dela. Ela deu uma comunicação no nosso grupo mediúnico, dizendo que o mundo espiritual é lindo, mas é lindo para quem superou as dificuldades. Então, se nós queremos encontrar no mundo espiritual um ambiente de paz, de equilíbrio, de beleza, a gente tem que ter coragem de viver com dignidade espiritual essa encarnação nossa. Vamos juntos que sozinho muito mais difícil. Muito obrigado pela atenção de

iente de paz, de equilíbrio, de beleza, a gente tem que ter coragem de viver com dignidade espiritual essa encarnação nossa. Vamos juntos que sozinho muito mais difícil. Muito obrigado pela atenção de vocês. Queremos agradecer aqui as palavras do Otaciro, que são consoladoras e principalmente desafiadoras, né? Porque precisamos conseguir, né, todas essas bem-aventuranças para que a gente possa realmente dar os primeiros passos paraa nossa evolução. E isso é um trabalho diário, igual ele falou, contínuo, de todos os dias, porque as aflições elas vão bater à nossa porta, as dificuldades estão aí pra gente superar, mas se a gente não tiver a serenidade, a confiança, a fé em Deus, para que a gente possa realmente ultrapassar essas barreiras de forma serena, nós não vamos conseguir consuir às vezes adquirir nada aqui. Então, vamos trabalhar isso dentro de nós. Vamos tentar realmente fazer as mudanças necessárias para que as transformações que fizemos dentro de nós possam espargir a todos os lados e principalmente precisamos ter a a todas as bem-aventuranças aqui, sem nenhuma especial. Porque se você não tiver o coração cheio de amor, de paz, de alegria e de vontade de viver, a gente não consegue realmente buscar as nossas eh mudanças necessárias para que consigamos um ponto melhor na nossa evolução. Bem, chegamos ao final da nossa reunião. Queria pedir que a Brasília fizesse a prece de agradecimento e encerramento para nós. E vamos todos mergulhados nessas vibrações de luz, de paz e de amor. Hoje nessa casa trazido pelos esclarecimentos sobre o nosso evangelho, sobre as mensagens de Jesus, que cale em nossos corações, nos fortaleça para seguirmos esse caminho. Não é fácil, mas somos amparados, consolados e acima de tudo, Senhor, amados por ti, na certeza de que essas verdades nos farão mais fortes e ainda mais com vontade de dar passos largos e firmes rumos a rumos à nossa evolução. Então, nós queremos te agradecer por tanto que recebemos nessa doutrina maravilhosa e possamos voltar aos nossos lares

da mais com vontade de dar passos largos e firmes rumos a rumos à nossa evolução. Então, nós queremos te agradecer por tanto que recebemos nessa doutrina maravilhosa e possamos voltar aos nossos lares fortalecidos e na certeza que somos amados por ti. Gratidão hoje e sempre, Senhor. Que assim sejas. convidar nossos.

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