A Parábola dos talentos
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Olá, pessoal. Espero que todos vocês estejam bem. Para aqueles que no momento não estejam, reflitamos sobre todas as dificuldades que nós já vençamos na vida e percebamos que nenhuma dificuldade dura para sempre. Na certeza de que o bem prevalece e prevalecerá, vamos juntos continuar os nossos estudos do Evangelho Segundo o Espiritismo, lembrando que estudo esclarece para que possamos então cada vez mais nos aproximarmos do ideal que Jesus nos deixou de amarmos a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos. Vamos juntos. Hoje, 1 de janeiro, início de um novo ciclo, de um novo ano, que aqui já deixo as minhas felicitações e os meus sinceros desejos para que nesta nova oportunidade possamos cada vez mais expandir o nosso amor em ações, em palavras, em pensamento. Vamos então estar iniciando o ano com uma das parábolas que na minha humilde opinião é uma das parábolas mais bonitas de Jesus, que é a parábola dos talentos. E essa parábola ela se encontra no item seis do capítulo 16 do Evangelho Segundo Espiritismo, né? Não se pode servir a Deus e a mamã. É tão interessante isso, porque não se pode servir a Deus e a mamão. Está justamente relacionada àquela ideia que Jesus deixou, né, no Evangelho de Lucas, que Lucas registrou, né, melhor dizendo, que não se pode servir a dois senhores. E aquela ideia, né, de espiritualidade e materialidade, nós devemos lembrar que nós não somos isso daqui. Nós viemos ao mundo através disso, mas nós não somos isso. aquilo que nós somos, nada, nem ninguém, nem mesmo a morte pode nos tirar. Esta é a nossa verdadeira identidade, né? aquilo que permanece diante de tudo. E é muito interessante que grande parte, talvez das nossas encarnações, nós passamos muito apegados a essa matéria e tentando servir ela a ter cada vez mais matéria, a buscarmos cada vez mais conforto e tendo ela como fim e não como meio. E é importante que a gente lembre dessa fala de Jesus, né? Não, não se pode servir a dois senhores. E que a gente possa entender ela da seguinte maneira.
conforto e tendo ela como fim e não como meio. E é importante que a gente lembre dessa fala de Jesus, né? Não, não se pode servir a dois senhores. E que a gente possa entender ela da seguinte maneira. Quando Deus é o meio, mas os bens materiais são fim, nosso propósito, nós somos materialistas. Quando a matéria, os bens materiais são o meio e Deus é o fim, nós somos verdadeiramente espiritualistas, né? Então, que possamos lembrar disso, de usarmos as coisas a serviço de Deus, a serviço da riqueza verdadeira, né? Entendendo que tudo aquilo que nos foi emprestado aqui nos será cobrado no sentido de o que aquilo que nos foi confiado fizemos para então o nosso próximo e para então a vida, para então a Deus. E essa parábola, a parábola dos talentos, vem justamente a bater tecla nisso. Vamos juntos, então, aprofundar os nossos estudos a respeito dessa parábola. E aqui eu gostaria muito de ler com vocês essa parábola parte por parte e depois a gente comentar então ela, porque tem muitas nuances que a gente acaba esquecendo. É muito comum que quando a gente fale da parábola dos talentos, a gente pense somente em dinheiro e somente nos bens materiais físicos. Mas vamos aprofundar e ter uma visão mais profunda, né, do real significado do talento. O que que vem a ser esse talento? O que temos feito desse talento para que então agora nesse início de ano, né, possamos então mudar algumas rotas e cada vez mais nos aproximarmos da vontade de Deus e do nosso Senhor Jesus Cristo. Vamos então juntos eh explanar então essa mensagem do Evangelho. Então vamos ler a parábola dos talentos que se encontra em Mateus, capítulo 25, os versículos 14 a 30. diz o seguinte: "O Senhor age como um homem que, ao sair de viagem chamou seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um." A cada um de acordo com a sua capacidade e em seguida partiu de viagem. O que havia recebido cinco talentos saiu imediatamente, aplicou-os e ganhou mais cinco. Também o que tinha
o dois e a outro um." A cada um de acordo com a sua capacidade e em seguida partiu de viagem. O que havia recebido cinco talentos saiu imediatamente, aplicou-os e ganhou mais cinco. Também o que tinha dois talentos ganhou mais dois, mas o que tinha recebido um talento saiu, cavou um buraco no chão e escondeu o dinheiro do seu senhor. Depois de muito tempo, o senhor daqueles servos voltou e acertou contas com ele. Com eles. O que tinha recebido cinco talentos, trouxe os outros cinco e disse: "Senhor, me confiou cinco talentos, veja, eu ganhei mais cinco". O Senhor respondeu: "Muito bem, servo bom e fiel. Você foi fiel no pouco. Eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do Senhor. Veio também o que tinha recebido dois talentos e disse: "O Senhor me confiou dois talentos. Veja, eu ganhei mais dois". O Senhor respondeu: "Muito bem, servo bom e fiel. Você foi fiel no pouco. Eu porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do Senhor. Por fim, veio que tinha recebido um talento e disse: "Eu sabia que o Senhor é um homem severo que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Por isso tive medo. Saí e escondi o seu talento no chão. Veja, aqui está o que pertence ao Senhor. O Senhor respondeu: Servo ma e negligente, você sabia que eu colho onde não plantei e junto onde não semei? Então você devia ter confiado o meu dinheiro aos banqueiros para que quando eu voltasse eu recebesse de volta com juros. Tirem o talento dele e entreguem-no ao que tem 10, pois a quem tem mais, mais será dado e terá em grande quantidade. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado. E lancem fora o servo inútil nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes. Mateus, capítulo 25, os versículos 14 a 30. Eh, o primeiro contato, geralmente quando a gente tem com essa parábola, é comum de nós pensarmos nessa parábola como um castigo, né, de Deus, como algo punitivo. É importante entendermos que Jesus, sendo o nosso símbolo de inteligência, ele conversava de acordo com os homens daquela época e precisava
a parábola como um castigo, né, de Deus, como algo punitivo. É importante entendermos que Jesus, sendo o nosso símbolo de inteligência, ele conversava de acordo com os homens daquela época e precisava desses contrastes, dessas eh dessas metáforas mais eh digamos chamativas, né, mais polêmicas para que esses indivíduos, seres humanos pudessem, opa, pera aí, tem alguma coisa aqui que eu tenho que dar uma melhorada, não é mesmo? E ele fala justamente de Senhor, ele fala justamente de talento e de dinheiro, porque era o que aqueles indivíduos naquele momento conseguiam eh entender, porque estavam muito apegadas ainda à matéria e até hoje nós estamos, convenhamos, né? Mas aqui é muito importante que com a luta da doutrina espírita e o esclarecimento a respeito das encarnações e a respeito de que a verdadeira vida é a vida espiritual, que nós somos espíritos e viemos através disso, é importante que a gente então pense sobre essa parábola dos talentos em várias perspectivas aqui. Então, portanto, vamos fragmentá-las e comentar parte por parte. Vamos juntos. Olha que interessante. A primeiro momento quando ele Jesus inicia a parábola dizendo: "O Senhor age como um homem que ao sair de viagem chamou seus servos e confiou seus bens". Olha que interessante isso. Devemos lembrar que Jesus, muito sábio, era sintético e deixava a nós o dever de aprofundarmos os seus ensinamentos. Então, o Senhor age como um homem que ao sair de viagem, então esse Senhor Deus vai então uma viagem, confia aos servos, os seus bens. Então aqui é interessante pensarmos que esses servos somos nós, espíritos em evolução. Essa é a primeira coisa, talvez mais simples, da gente conseguir eh abstrair, né, dessa passagem. Só que tem uma coisa que a gente esquece e que tá ali, tá explícito ali, mas a gente esquece. Olha lá, ó. O Senhor age como um homem que ao sair de viagem chamou seus servos e confiou-lhes. Ou seja, aqui tem uma passagem que a gente esquece muito, né? Deus confia. Deus confia. Ou seja, quando fala que ele saiu de
age como um homem que ao sair de viagem chamou seus servos e confiou-lhes. Ou seja, aqui tem uma passagem que a gente esquece muito, né? Deus confia. Deus confia. Ou seja, quando fala que ele saiu de viagem, o mundo não é uma marionete. Ou seja, ele confia cada um de nós para fazermos a nossa devida parte na obra de Deus. E a gente deve entender isso porque quando nos foi dado o nosso primeiro talento, o talento mais simples, qual é? a vida, a oportunidade dessa encarnação. Nós devemos entender que quando esse talento foi dado, antes dele ser dado, já tinha alguém nos bastidores confiando em nós. Devemos lembrar que muit das vezes, quando nós estamos descrentes de nós mesmos, devemos lembrar que há o nosso pai de amor que confia em nós e por isso estamos aqui. E que se não fosse por esse amor e por essa confiança, nós não estaríamos. E que quantas vezes nós esquecemos disso, esquecemos que somos filhos de um pai de amor. Jesus foi o primeiro a falar da ideia do pai aba, do pai amor e não de uma ideia de um pai distante, severo, não. Jesus aproxima Deus de nós, nos envolvendo com amor, com a sua caridade e que muit das vezes a gente esquece disso. Então, não vamos nos subestimar. Nós temos a capacidade de fazermos coisas melhores e de amarmos uns aos outros. A questão é que grande parte das vezes nós não confiamos em nós mesmos. E mais do que isso, nós esquecemos que há alguém que confia em nós, que fez o que fez, que nos deu a oportunidade, porque sabe que dentro de nós há sim a oportunidade de amar, né? Então, nós somos chamados a agir, a decidir, a criar. Em outras palavras, essa passagem, né, esse início, reflete muito bem a ideia do livre arbítrio que cada um de nós possui. Cada um de nós possui livre arbítrio. E devemos lembrar que somos ali convidados a agir. Então, olha que interessante. Deus confiou-lhe seus bens a cada um de nós, né? E é importante que quando a gente pense nesses bens, se o Senhor então ele é Deus, a gente pense nos bens divinos. E não pensemos somente nos bens
nte. Deus confiou-lhe seus bens a cada um de nós, né? E é importante que quando a gente pense nesses bens, se o Senhor então ele é Deus, a gente pense nos bens divinos. E não pensemos somente nos bens materiais, porque geralmente a gente pensa nisso, né? No dinheiro, na casa. Isso é importante a gente pensar, é sim um tipo de talento, mas a gente também deve aprofundar e ter uma visão mais eh abstrata desses talentos quando a gente pensa em divindade, quando a gente pensa em Deus, na na nos bens de Deus, será que a gente pensa somente na terra e nas grandiosidades que ele construiu? Que mais que há nesse Deus de tanto amor? Tempo de vida. aquilo que nos é confiado. Tem pessoas que vivem 100 anos, 80 anos, 70 anos no tempo de vida que nos é confiado, que é querendo ou não, um talento. O que nós temos feito com esse tempo? À medida que vários e vários anos vão se passando, que temos a oportunidade de passar natais com as nossas famílias, com os nossos amigos, de comemorarmos a beirada do ano, o que temos feito? À medida que esses anos vão se passando, temos amado mais, temos entregado mais à vida, temos vivido mais, porque isso foi algo confiado, foi um talento. O tempo de vida que nós temos é um talento. E o que temos feito disso? Além disso, a inteligência e sensibilidade. Como assim? Há pessoas que leem algo e já entendem de primeira. O que essas pessoas fazem dessa inteligência? Elas ensinam os outros, elas ajudam os outros. Há pessoas, por exemplo, que olham para as outras e sabem que elas não estão bem. Há pessoas que olham paraas outras e entendem o que as pessoas estão querendo dizer, mesmo que talvez ninguém esteja entendendo. Talvez tem nenhuma palavra só de olhar. Isso é sensibilidade. Isso é um talento. Isso é um talento. Como em várias passagens Jesus tendo poucos diálogos com as pessoas já entendia das necessidades das outras pessoas. Isso é sensibilidade, isso é um talento. Então, convém nós pensarmos sobre isso. Além disso, a capacidade de amar. Tem
o poucos diálogos com as pessoas já entendia das necessidades das outras pessoas. Isso é sensibilidade, isso é um talento. Então, convém nós pensarmos sobre isso. Além disso, a capacidade de amar. Tem pessoas que nascem com uma capacidade enorme de amar, querendo ali casar, ter filhos, construir uma família e juntar nora e neto e sobrinho e todo mundo. Isso é um talento. Aquele coração que nasceu com aquela vontade enorme de amar. O que nós temos feito disso? Convém nós pensarmos um pouco sobre isso, porque quando nós pass lemos a a passagem da parábola dos talentos e vemos essa pessoa que enterrou esse talento, convém nós pensarmos sobre todas essas coisas ali. Será que eu não tô enterrando tempo de vida? Será que eu não tô enterrando uma inteligência, uma sensibilidade, uma capacidade de amar? Eu tô enterrando? Ah, não, depois eu amo. Ah, não, em uma próxima oportunidade. E talvez daquelas que a gente mais esqueça e que seja um e que hoje nós estamos carecendo tanto desse talento, a capacidade que algumas pessoas têm de ter consciência. Olha que interessante isso, né? Ou seja, a gente deve perceber que Deus não dá coisas prontas para nós, mas dá potencialidades. Ou seja, ele não vai lá e dá a obra completa. Então, por exemplo, uma pessoa nasce rica, com muito dinheiro, vamos pensar em bem material, mas o que essa pessoa vai fazer desse dinheiro é uma potencialidade. É uma potencialidade. A pessoa nasceu com muita inteligência, OK? É a potencialidade para ensinar muita coisa, para entender muita coisa. A pessoa nasceu com muita capacidade de amar. De novo, ela tem a potencialidade, mas a obra vai depender dela, de como ela vai agir, criar e decidir durante a sua vida. E do que eu estava dizendo a respeito da consciência, hoje nós carecemos muito disso, de pessoas que têm consciência divina de entender o seguinte: o melhor caminho que aproxima de Deus é isso. Então, deveríamos fazer isso. E quando eu falo de consciência em todos os sentidos, consciência política,
e têm consciência divina de entender o seguinte: o melhor caminho que aproxima de Deus é isso. Então, deveríamos fazer isso. E quando eu falo de consciência em todos os sentidos, consciência política, consciência científica, consciência artística, ou seja, de termos ali a visão do que é ideal, a visão do que é o melhor e entregarmos isso para as pessoas, porque muit das vezes nós erramos por estarmos inconscientes. que há pessoas que estão conscientes, sabem o que deve ser feito, mas tem medo e não dizem. Então, é um talento que foi dado e que muit das vezes nós enterramos. Quanto mal no mundo poderia ter sido evitado se nós tivéssemos a coragem de trazer a nossa consciência à tona, de despertarmos as pessoas. Devemos lembrar sempre que o despertar ele parte de dentro para fora. Nós não conseguimos mudar as pessoas, mas as nossas ações podem servir de caminho para que aquele que quer despertar. Porque é interessante que a gente pense nisso. Jesus veio, ensinou. Se Jesus pudesse transformar a todos de uma vez, teria feito e não pôde. Por quê? Porque existe uma lei natural que é a lei de livre arbítrio. Mas é interessante em pensarmos de o que seria de nós seres que queremos despertar, queremos buscar um caminho se não fosse a Jesus. Já pararam para pensar sobre isso? OK. Estou procurando um caminho. Quero voltar então de volta a Deus. Quero me conectar com Deus. O que seria de nós, espíritos em evolução? Se Jesus tivesse desistido. Entendem isso? Então, é muito importante que nós possamos compreender aonde cada um se encaixa na sua vida. E nós somos seres muito imediatistas e queremos as respostas pro agora. E devemos entender que grande parte do amor que a gente distribui, que a gente planta, talvez não vamos colher nem nessa encarnação, né? Então, devemos lembrar dessas situações e termos consciência delas. Vamos seguir. Quando então Jesus disse, a um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada um de acordo com a sua capacidade. Aqui vem uma questão sobre a justiça
s e termos consciência delas. Vamos seguir. Quando então Jesus disse, a um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada um de acordo com a sua capacidade. Aqui vem uma questão sobre a justiça divina. A vida não distribui de maneira igual, mas distribui de maneira justa. E aqui tem uma coisa que nós interpretamos de maneira muito errada. Nós temos o péssimo hábito, e é uma interpretação muito egoística, de dizermos o seguinte: "Ah, quem muito tem, muito merece". Não é isso que essa passagem está querendo nos dizer. A cada um deu conforme a sua capacidade. Quem muito tem é porque tem muita capacidade de poder distribuí-los. de poder oferecê-los. Vai depender se esse ser humano tem então ali a escolha do seu livre arbítrio de então usar esses bens em benefício não somente de si, mas em benefício dos outros. Entenda que o que eu tô querendo dizer? Muit das vezes a pessoa que muito tem diz: "Ah, tudo que eu tenho eh porque eu mereço e tudo mais." OK? Mas a gente deve entender que quem a a muito é dado, muito é cobrado. E que essa passagem aqui está nos dizendo é que a justiça está ligada com aquela ideia que ninguém recebe além do que pode carregar. Ou seja, o cada um tem a cruz que necessita. E aqui veio um ponto muito importante, mas às vezes a gente e fala assim: "Ah, mas eu não dou conta não". Aí a gente tem que lembrar do que a gente comentou lá no início, o servo e lembrarmos que o Senhor confiou. Ah, João, não dou conta, tá? Dá conta, dá conta. Sabe por quê? Porque foi confiada a você. E se foi confiado a você, é porque você tem a capacidade. Só que aí vem aquela questão, quando nós vamos tomar uma decisão na nossa vida e estamos em dúvida do que fazer e fala assim: "Nossa, eu não vou dar conta de abrir mão disso. Nossa, e eu não sei o que e a gente fica naquele tormento." A gente deve pensar em quais senhores nós estamos servindo, a qual deles, né? Melhor dizendo, muit das vezes grande parte do nosso sofrimento vem por nós queremos servir os dois senhores. E tem momentos da nossa vida
sar em quais senhores nós estamos servindo, a qual deles, né? Melhor dizendo, muit das vezes grande parte do nosso sofrimento vem por nós queremos servir os dois senhores. E tem momentos da nossa vida que a gente não consegue fazer isso. E aí a gente tem que fazer a escolha entre servir a Deus ou servir a mamô. E aí a nossa alma fica dividida e nós então sofremos. Só que nós devemos entender de novo que se foi confiado a nós, nós possuímos a capacidade. E nós temos que crer nisso. E mais do que crer, fortalecer a nossa fé em nós para que então possamos entender que aquelas potencialidades que estão dentro de nós Deus já conhecia há muito tempo. Hã? O problema, então, não é ter pouco, o problema é não fazer nada. com o que se tem. Porque a gente, o que a gente observa é que aquele que tinha cinco, aquele que tinha dois, nenhum deles foi mais importante ou menos importante. Não. A ideia aqui não é ter pouco, mas é deixar de fazer algo. É essa a ideia. Então, muit das vezes nós comparamos e temos aquela ideia de que viemos para cá para fazer algo extraordinário. E sim, viemos para cá, tudo, todo mundo foi confiada a oportunidade de fazer algo extraordinário. Só que nós temos uma visão errada do extraordinário. Sabe por quê? Nós pensamos em extraordinário pensando no extraordinário nos olhos do homem, em coisas grandiosas do homem. Pensamos em matéria, em dinheiro, e devemos lembrar que aquilo realmente extraordinário é aquele que mais ama. Devemos lembrar que os grandes homens não foram aqueles que tiveram muitas coisas, mas foram aqueles que deram muitas coisas, que deram muito amor, que deram muito perdão, que deram muito ensinamento. É essa a ideia. Essa é a verdadeira riqueza. Esses são os verdadeiros homens, seres humanos, que tiveram e tem muita coisa para oferecer. Então, muit das vezes nós não confiamos a nossa capacidade, mas a vida confia. E devemos fortalecer nisso e lembrar Jonas de Angeles fala para nós do ser integral, né, do homem integral, nessa capacidade de nós integrarmos o nosso
confiamos a nossa capacidade, mas a vida confia. E devemos fortalecer nisso e lembrar Jonas de Angeles fala para nós do ser integral, né, do homem integral, nessa capacidade de nós integrarmos o nosso inconsciente em nós e levarmos luz a ele. Porque muit das vezes nós passamos por situações em que nós viramos e falamos assim: "Gente, mas eu não conseguiria vencer isso". E a gente vence e a gente vira e fala: "Meu Deus, nem eu sabia que eu ia dar conta de passar por isso". Ou seja, de reconhecer as potencialidades e os talentos divinos que estão dentro de nós. Quando orarmos e nos conectarmos com o divino, é pedirmos a ele que tenhamos força, coragem e confiança para que possamos fazer sempre o melhor. Porque, de novo, se bateu na nossa porta, é porque nós estamos tendo toda a confiança daquele que importa, que é o nosso pai, para então fazermos. E quando então ele diz, quem é muito dado, muito é cobrado, isso daqui para nós fica muito claro. Quanto mais responsabilidades, mais cobrança. Mas quem é pouco dado também vai ser cobrado. Ou seja, ah, aquele ali tem muito. E a gente faz muito isso, né? Aponta o dedo, julga, fala: "Vixe, a vida daquele ali vai ser difícil." e a nossa e com aquilo que foi confiado a nós. Aquele que tem muito, realmente ele vai ter muita cobrança, mas a ele foi dada a sua capacidade. Agora vamos pensar em nós quem talvez tem pouquinho também vai ser cobrado. E nós somos cobrados com isso. A vida a todo momento ela é generosa. Vocês já pararam para pensar o quanto que pra vida manter um ser humano exige dela? Exige um ar puro? Exige alimentos de alta nutrição e etc. Manter um ser humano para a natureza é algo que exige muito. E nós temos feito o quê para devolver isso a ela? Temos construído versões melhores de nós mesmos? Temos dado à natureza aquilo que ela pede de nós, que é ser humano, trazer humanidade, valor, virtude, sabedoria, amor. Convém nós pensarmos um pouquinho sobre isso? E quando ele fala a quem tem mais será dado muit das vezes a gente pensa no quê? Em
que é ser humano, trazer humanidade, valor, virtude, sabedoria, amor. Convém nós pensarmos um pouquinho sobre isso? E quando ele fala a quem tem mais será dado muit das vezes a gente pensa no quê? Em privilégio. Ah, então é uma ideia de merecimento. E aqui é onde a gente se engana, porque essa interpretação é uma interpretação do ego que mais quer ter, que mais quer possuir. E não é essa a ideia que Jesus está a nos dizer. Porque se nós formos observar a vida de Jesus e os seus ensinamentos, ele sempre estava partilhando, ele sempre estava entregando e jamais acumulando em questões de bens materiais. Até porque Jesus era simples. Não participou ele de grandes construções físicas. Jesus era nome de Eli junto com seus discípulos, andando, andando, andando, distribuindo e entregando o amor, construindo o reino dos céus no coração das pessoas, evidenciando, né, trazendo à tona esse reino dos céus. Então, não é privilégio, é uma dinâmica existencial. Quem usa amplia, quem não usa paralisa e atrofia. Exemplo, músculo que não se usa atrofia. Afeto que não se vive esfria. Talento que é enterrado se perde, é tomado. Então quando Jesus estava a nos dizer a quem tem mais será dado, é a ideia de que quando a nós são confiados os bens divinos, quando nós colocamos eles em prática, é natural que surja. Vocês observaram que aquele que tinha cinco, aquele que tem dois e colocaram eles em prática, surgiram mais outros. Por quê? Imaginemos uma pessoa que é paciente e ela coloca essa paciência em ação. Vocês conseguem imaginar uma pessoa que é paciente e consequentemente não se torne mais justa, mais generosa, mais fraterna? Consegue observar isso? Quando nós aplicamos os bens divinos, é natural que os os outros se desenvolvam por consequência. Então, o que ele está querendo dizer aqui não é uma interpretação egoística de dizer assim: "Ah, quem muito tem mais vai ter, o outro vai ficar mais pobre". Não é a ideia do quê? que quando nós utilizamos esses bens, essas virtudes para o propósito real dos verdadeiros
ística de dizer assim: "Ah, quem muito tem mais vai ter, o outro vai ficar mais pobre". Não é a ideia do quê? que quando nós utilizamos esses bens, essas virtudes para o propósito real dos verdadeiros bens divinos, ou seja, aquilo que é imortal, aquilo que nada nem ninguém pode tirar, por quê? Casa, eh, apartamento, dinheiro, essas coisas vão tirar da gente. Isso daí é empréstimo, vai embora. Mas o amor, o perdão, a fraternidade que nós deixarmos, isso vai continuar em gerações por gerações. Uma mudança que você faz hoje na vida do seu filho, o amor que você entrega para ele, que você talvez não recebeu dos seus pais, dos seus avós, é a quebra de um ciclo e o início de um amor que essa criança, que esse adolescente vai continuar a entregar e vai perpetuar. Mas nós precisamos confiar nesse processo. Ah, mas eu sofri demais. Eu não tenho capacidade, eu não consigo entregar uma coisa que eu não tenho e tudo. Mas Deus sabe que você tem e confia em você. Então, devemos entender essa passagem como sendo a ideia daquilo que aquilo que nós não usamos é atrofeado e devemos lembrar da importância de viver e agir. Olha essas duas partes tanto que são importantes e pesam o coração, né? Afeta o que não se vive, esfria. Coração que não bate morre. Talento enterrado se perde. Lembremos disso, né? Seguindo. Quando então Jesus disse: "O que havia recebido cinco talentos saiu imediatamente, aplicou-os e ganhou mais cinco. Também o que tinha dois ganhou mais dois. Ou seja, quem se compromete com a vida se expande." Isso aqui fica muito claro. A vida ajuda. A quem ajuda a vida? E é interessante que a gente entenda que os talentos eles não são estáticos, eles se desenvolvem no seu uso, igual a gente comentou. Então, amor gera mais amor, conhecimento gera mais conhecimento, coragem gera mais coragem. E é interessante porque, olha lá, muito bem, servo bom e fiel, você foi fiel. A resposta foi a mesma para quem ganhou cinco e para quem foi dois, ou seja, não depende da quantidade. Isso tá muito
gem. E é interessante porque, olha lá, muito bem, servo bom e fiel, você foi fiel. A resposta foi a mesma para quem ganhou cinco e para quem foi dois, ou seja, não depende da quantidade. Isso tá muito claro, porque a resposta foi a mesma, né? Então Deus não elogia a quantidade, ele elogia a fidelidade, ou seja, em servirmos a Deus. E é interessante porque os nossos irmãos evangélicos falam muito disso, né? de sermos fiéis ao Pai, de servirmos ao Pai. Será que nós temos feito isso? Eh, pensado no seguinte, quando acordamos, Senhor, coloca o dia de hoje a teu serviço. Qualquer oportunidade que aparecer, eu vou fazer o meu melhor, pensando não em mim, mas em ti. Fazemos isso quando oramos. Oramos pedindo coisas a Deus ou pedindo para que nós possamos alcançá-lo. Tem uma diferença. Em um queremos que Deus venha até nós e na outra pedimos para que nós possamos ir até ele. Convém nós pensarmos, né? Então, nós não somos chamados a servir a matéria ou a nós mesmos, né? Mas somos chamados a servir a Deus. E é esse o chamado que esse capítulo nos deixa muito claro. Não se pode servir a dois senhores e nós precisamos ter a consciência, nós precisamos entender a respeito disso e agir a favor disso. Aí às vezes a gente pode ter aquela dúvida, tá, João, mas como é que eu sei que eu estou servindo a Deus? Simples. Se nós estamos amando, tá, João, mas e como é que eu sei se eu estou amando? Simples. Se eu estou agindo no bem, tá, João? E como é que eu sei se eu tô agindo no bem? Simples. Se à medida que o tempo passa, você se sente mais leve em consciência, em espírito. Se à medida que o tempo passa, você une mais propósitos, pessoas, consciência. Se a sua vida é uma expansão, está no caminho correto. Se não é, corre, porque ainda há tempo. Deus confia em nós. Vamos seguir. E quando Jesus diz, mas o que tinha recebido um talento saiu, cavou um buraco no chão e o escondeu o dinheiro do seu senhor. É interessante que a gente pense que esse indivíduo ele não desperdiçou e nem roubou. Ele teve medo.
que tinha recebido um talento saiu, cavou um buraco no chão e o escondeu o dinheiro do seu senhor. É interessante que a gente pense que esse indivíduo ele não desperdiçou e nem roubou. Ele teve medo. E aqui convém nós pensarmos o quanto nós somos talvez esse indivíduo. Há quantas há quantos momentos, né, de nossa vida nós tivemos medo ou temos medo, não é mesmo? de ajudar, de ouvir, de fazer diferente, de pedir perdão. Nós temos medo. Nós temos medo. Tem uma frase da escritora Clarice Lispectu que eu gosto muito, que diz: "Depois do medo vem o mundo". E é interessante a gente pensar sobre isso, né? Depois do medo vem o mundo. Guimarães Rosa tem uma frase também escrita de uma maneira diferente, mas que em essência diz a mesma coisa, que o que a vida quer da gente é coragem. Então, quando a gente para para pensar sobre essa situação, esse indivíduo, né, que foi confiado a ele um talento, ele realmente ele não desperdiçou esse talento, ele não roubou, mas ele teve medo e escondeu. E é interessante a gente pensar que o medo ele vai enterrar esses talentos. E é interessante que ele não destrói o talento, o talento fica ali, né, mas eh enterrado. Então, o que que eu tô querendo dizer com isso daqui, né, pessoal? Eh, o que que nós temos enterrado dentro de nós por medo? O que que nós sabemos que foi confiado a nós, mas por medo não estamos usando? O quê? Convém pensarmos um pouquinho sobre, né? Será que foi uma oportunidade? Será que foi um bem material confiado? a inteligência, a capacidade de amar, porque temos medo de talvez a forma como nós amamos não seja aquilo que os outros esperem, não é mesmo? É tão difícil isso, né? Então, peguemos essa pergunta e meditemos ela. O que nós temos enterrado dentro de nós por medo? Hé? E ele, esse esse servo, né, que tinha um talento, disse: "Eu sabia que o Senhor é um homem severo que colhe onde não plantou". Vamos lembrar sempre que quando nós falamos do outro, falamos de nós. Quando o Ciclano fala de Beltrano, na verdade Ciclano está falando mais de Ciclano do
um homem severo que colhe onde não plantou". Vamos lembrar sempre que quando nós falamos do outro, falamos de nós. Quando o Ciclano fala de Beltrano, na verdade Ciclano está falando mais de Ciclano do que de Beltrano, não é mesmo? Ou seja, quando eu falo de alguém, estou falando mais de mim do que daquele alguém. E a gente faz aqui o quê? Uma projeção. Então ele projetou nesse Senhor a sua própria dureza interior. Esse próprio medo foi projetado. E por isso que ele disse: "O Senhor, que é um homem severo que colhe onde não plantou". É interessante que quando esse senhor vai responder a ele, ele retoma essa fala em forma de pergunta: "Você não sabia que eu era?" Ou seja, verificando isso, trazendo à tona aquilo que o outro tinha colocado. Então, quem vive com medo vê o mundo todo como ameaça. E não seria diferente ele ver o Senhor, ver Deus dessa forma. E aqui tem um insite que nós devemos levar pra vida, que é a imagem que temos de Deus revela a imagem que temos da vida e de nós mesmos. Ou seja, se vemos Deus como sendo alguém severo, temos uma imagem de uma vida punitiva. Se pensamos em um Deus ausente, a vida não faz sentido. Agora, se nós vemos Deus como sendo um Deus de amor, uma ideia de amorosidade, né, vemos então a vida como um propósito e como uma vocação. Então, guardemos isso. A imagem que nós temos de Deus revela a imagem que nós temos da vida e de nós mesmos. Se você quer conhecer uma pessoa, se você quer conhecer a si mesmo, responda essa pergunta para você, o que é Deus? E essa resposta, ela consegue ilustrar o que nós vemos da vida e o que nós vemos de nós. Assim, meus amigos, concluindo então essa explanação e esse bate-papo, né, esse estudo a respeito da parábola dos talentos, lembremos então que a parábola dos talentos não pergunta quanto nós recebemos, né? Ela pergunta o que nós fizemos com isso. Então, com aquilo que nos é confiado, convém, principalmente agora, né, nesses momentos de início de novos ciclos, pensarmos o que eu tenho feito com os bens divinos. O Senhor que
ós fizemos com isso. Então, com aquilo que nos é confiado, convém, principalmente agora, né, nesses momentos de início de novos ciclos, pensarmos o que eu tenho feito com os bens divinos. O Senhor que saiu para viajar e confiou aos seus servos, eu como servo de Deus, aquilo que me foi confiado, o que eu tenho feito disso, das oportunidades que me são chegadas na vida? O que eu tenho feito dessas coisas? A gente viu que o talento ele é feito não para ser guardado, ele é feito para ser oferecido, servido. Lembremos do capítulo anterior, do capítulo 15. Fora da caridade não há salvação. A nossa salvação está em servir, em oferecer. Então, a todo o talento que nós temos, as nossas virtudes, o nosso emprego, o nosso dinheiro, tudo que nós temos, nós buscamos cada vez mais tê-los ou com aquilo que se tem, buscamos através deles aproximarnos cada vez mais de Deus, das pessoas, daquele verdadeiro amor. E uma coisa que fica claro nessa parábola é que o maior erro não é falhar tentando, porque a gente vai falhar. Nós somos espíritos em aprendizado, mas o principal é não tentar por medo. Ah, eu não vou conseguir tudo. Ah, tô com medo. E vai lá e enterra. Então, que a gente lembre-se disso, que a principal falha é não confiarmos naquele que nos confia e sempre nos confiará. Sempre, sempre, sempre, sempre. Porque ele é amor, é pai. Quando nós iniciamos a oração do Pai Nosso, Pai nosso, nos aproximamos dele, um Deus de amor, né? Então, queria deixar para vocês essa pergunta para que todos nós possamos refletir. Quando pensamos a respeito da parábola dos talentos, se a vida nos pedisse contas hoje, o que teríamos para apresentar? Teríamos enterrado os nossos talentos? teríamos multiplicado el eles. Convém fazermos esse balanço e agora nessa etapa, né, de novo ciclo, pensarmos das metas que fizemos para esse ano. Quantas delas são metas divinas, são metas espirituais. Colocamos o nosso caderno ser mais paciente, amar mais, servir mais, ter mais consciência, porque não se pode servir a dois
zemos para esse ano. Quantas delas são metas divinas, são metas espirituais. Colocamos o nosso caderno ser mais paciente, amar mais, servir mais, ter mais consciência, porque não se pode servir a dois senhores. Convém lembrarmos disso. Então, a todos, um próspero ano novo. Desejo a você e a sua família muito amor. que possamos continuar na nossa caminhada de evolução sempre juntos, nos aproximando cada vez mais do Pai. E o que eu tenho para desejar para nós no ano de 2026 é um ano cada vez mais de mais amor e principalmente de mais consciência. Consciência do outro, consciência de Deus, consciência de nós. Um forte abraço e um feliz 2026. Um beijo no coração de todos e fiquem todos bem.