A Parábola da ovelha perdida - com Francisco Rocha

INSTITUTO GOIANO DE ESTUDOS ESPÍRITAS IGESE 12/12/2025 (há 3 meses) 48:36 5 visualizações

Palestra: A Parábola da ovelha perdida - com Francisco Rocha

Transcrição

Boa noite a todos. Que a paz de Cristo esteja em nossos corações. Eh, sejam todos muito bem-vindos a a essa casa de oração e consolo. Para nós é muito importante a presença de vocês, né? Eu gostaria de agradecer também aos nossos internautas, né, que estão através do YouTube. Eh, compartilhem esse link já com o máximo de pessoas que vocês tiverem aí, porque a palestra de hoje vai ser muito importante, né? Eu gostaria de de agradecer também aos nossos parceiros de transmissão, eh, Iges, TV Secal de Santa Catarina, né, e todos os outros que fazem parte desse processo que é a divulgação da doutrina espírita para todos nós, para todo o Brasil e também para todo o mundo, né, que através da internet a gente alcança milhares de pessoas. né? E hoje, né, hoje vamos ter nosso querido amigo Francisco, esse trabalhador muito sagaz e eficaz da doutrina espírita, né, que eu tenho a honra, né, de ter como um dos nossos amigos e professor também nos cursos que a gente faz aqui na na Casa Espírita. E eu convido a todos vocês também essa oportunidade de fazer um curso, curso do ESD, né, os cursos que tem aqui na casa espírita, porque isso é muito importante paraa nossa evolução espiritual, né? As palestras é importante, com certeza, mas o curso, a leitura, o estudo, isso vai ajudar demais na no seu trabalho, na sua jornada aqui nessa terra, né? Então vamos fazer oração pra gente começar. Vamos fechar os nossos olhos, elevar os nossos pensamentos até o nosso mestre querido, nosso mestre de amor, né? Nosso mestre Jesus Cristo, que está sempre nos abençoando, nos protegendo, é o mentor dessa casa. né? Que nos abençoe a todos os encarnados e os desencarnados que aqui estão, os espíritos que vieram ouvir essa palavra da noite de hoje. que os bons espíritos possam inspirar o nosso palestrante Francisco, para que através da sua palavra venha aquela palavra que vai nos consolar, que vai nos colocar no caminho reto para que possamos cumprir os nossos objetivos missionários de cada um de nós aqui

ncisco, para que através da sua palavra venha aquela palavra que vai nos consolar, que vai nos colocar no caminho reto para que possamos cumprir os nossos objetivos missionários de cada um de nós aqui nessa terra. Obrigado, mestre querido, mestre de amor, pela oportunidade de conhecermos essa doutrina tão maravilhosa que nos consola, né, e nos dá paz de espírito. Obrigado, meu mestre, e damos por iniciado os trabalhos na na noite de hoje. Que assim seja. Vamos convidar o nosso querido Francisco para pregar, para trazer essa palavra que eu tenho certeza que vai ser muito importante. Ah. Muito boa noite, meus irmãos. E minhas irmãs, é uma alegria imensa poder falar a vocês que estão aqui presentes, aos nossos irmãos encarnados e também, obviamente, aqueles que estão nos presenciando de maneira virtual. Só rogamos a Deus para que a espiritualidade maior possa se compadecer de nossas limitações, dando-nos o argumento necessário para que possamos nos ajudar uns aos outros com a palavra que não é minha, mas é nascida do evangelho do Cristo. Se eu e vocês experimentarmos daqui a um pouco um evento, talvez na rua, quem sabe um evento difícil, como uma colisão entre carros, e formos todos interpelados para que possamos dar o nosso depoimento sobre aquilo que aconteceu, provavelmente teremos várias versões, mesmo que todos nós juntos no mesmo tenhamos nos apropriado daquele evento, porque nós temos cada qual a sua vivência, cada qual possui a sua narrativa, a sua forma de ver o mundo, não é? E não é diferente quando nós vamos falar dos evangelistas. O Novo Testamento ele é constituído por quatro livros, quatro pontos de vista, quatro perspectivas a respeito do próprio Jesus. Mateus, por exemplo, ele se propôs a dar numa perspectiva de Jesus do ponto de vista da ligação com o Velho Testamento. Ele queria naquele momento, enquanto escrevia a vida de Jesus, que ele mesmo havia presenciado, unir os saberes do Cristo com os saberes do livro antigo, para que pudesse ele mesmo cativar e

stamento. Ele queria naquele momento, enquanto escrevia a vida de Jesus, que ele mesmo havia presenciado, unir os saberes do Cristo com os saberes do livro antigo, para que pudesse ele mesmo cativar e convencer, principalmente aos judeus. Por outro lado, mais tarde, Marcos, que não era um dos apóstolos originários, mas sendo coptado pelo próprio Pedro, que se tornou uma espécie de professora Marcos, resolveu trazer Jesus não apenas para os judeus, mas para todos os outros. povos que não teriam acesso ao Cristo, pelo menos naquele momento. Então, a sua narrativa estava voltada para romanos, para para gregos, para os samaritanos e tantos outros povos. Talvez por isso o Evangelho de Marcos, ele se concentre muitíssimo nos milagres de Jesus. Porque assim como acontece com nós outros, mesmo em pleno 2025, nós nos importamos muito mais com os eventos físicos do que com a mensagem mais importante, a mensagem que realmente modifica que é o evangelho de Jesus. Esse foi o chamariz que Marcos arranjou para si. João não. João observava Jesus por uma perspectiva divina. Ele para João era de fato o Messias. Era como se fosse uma espécie de superhomem, um homem totalmente diferente do que qualquer terrícola poderia apresentar. Essa ligação divina de Jesus era tônica no Evangelho de João. Talvez por isso o próprio Jesus tenha se proposto a se autodeclarar para dizer quem ele era apenas para João e fez isso por sete vezes. Por fim, temos outro evangelista que também não era apóstolo, ele era médico. e através de entrevistas, inclusive com Maria, mãe de Jesus, ele compôs a sua escrita. No caso de Lucas, a perspectiva era das mais curiosas e talvez a que mais toque os nossos corações. Porque esse evangelista pintava um Jesus misericordioso, um Jesus protetor, um Jesus que sempre acolhia qualquer das criaturas. Lucas, em particular, é quem relatou a parábola que nos foi confiada na noite de hoje, no capítulo 15 do Evangelho de Lucas, que possui apenas três passagens, três parábolas.

a qualquer das criaturas. Lucas, em particular, é quem relatou a parábola que nos foi confiada na noite de hoje, no capítulo 15 do Evangelho de Lucas, que possui apenas três passagens, três parábolas. A parábola da ovelha perdida, a parábola do dracma perdido e a parábola do filho perdido, conhecemos por outro nome, é o filho pródigo. Todas elas narradas, contadas de acordo com um determinado contexto à época. E Jesus inaugura com a parábola da ovelha perdida. Eis o contexto para vocês. Pela escrita de Lucas, ele diz que Jesus falava a publicanos e pecadores. Juntou num determinado momento publicanos e pecadores para ouvir-lhe. E esse detalhe de Lucas é curioso. Vamos conversar sobre isso mais tarde. Guardem isso numa caixinha que a gente vai voltar nesse fato. Por que Jesus falava publicanos e pecadores? Isso não passou despercebido, inclusive não passou despercebido dos fariseus que se importavam mais com a forma do que com conteúdo. eram os sacerdotes daquela época, guardiões dos costumes, que em verificando que Jesus estava às voltas com esse tipo de gente, tratou de censurá-lo. Jesus, com a sua pedagogia divina, resolveu ensinar com amor. ensinada inclusive aos irmãos fariseus e trouxe eles pra história, começando assim: "Quem dentre vocês em possuindo 100 ovelhas?" ou seja, já colocou os fariseus como pessoas riquíssimas? Porque aquela época, com certeza, quem tinha 100 ovelhas em seu rebanho tinha vida austra. Quem dentre vocês possui dores de 100 ovelhas? Em percebendo que uma delas escapou, deixaria as 99 e fosse a cata daquela desgarrada. Pois que quando vocês forem atrás dela, procurarem a encontrarem, sem dúvida nenhuma, a colocariam por sobre os ombros e a levariam algo feliz até chegar à sua casa. Quando chegar a sua casa, tamanha a sua felicidade por ter reencontrado aquela ovelha, chamaria os vizinhos e os familiares para poder festejar. E Jesus arremata comparando com o reino dos céus, pois que o reino dos céus é da mesma forma, mais se alegra com a ovelha que regressou

velha, chamaria os vizinhos e os familiares para poder festejar. E Jesus arremata comparando com o reino dos céus, pois que o reino dos céus é da mesma forma, mais se alegra com a ovelha que regressou do que com as 99 que já estavam lá de maneira dócil. Do ponto de vista de uma lógica mais materialista, matemática, nós somos imediatamente confrontados a tentar entender esse tipo de parábola. Por que ir atrás de uma ovelha quando já temos 99? Sobre o risco de perdê-las também. Mas esse equívoco de nossas mentes mentes pode vir se nós não percebermos qual a real natureza do Cristo. Felizmente temos a nosso socorro uma lente toda diferenciada para poder tentar entender essa parábola que é o espiritismo. Através da obra, por exemplo, a caminho da luz. Emanuel assevera uma passagem nos seus primeiros capítulos que vai nos auxiliar, ajustar nosso campo de visão para perceber como aconteceu, por que aconteceu essa fala do Cristo. Por que da importância da ovelha que escapou, a ovelha transviada? Nesse livro, Emanuel diz que quando da formação do nosso globo, Jesus foi convocado diretamente por Deus para que pudesse organizar os destinos do nosso planeta. Tarefa essa que não é dada a qualquer um. Tarefa essa que é dada apenas a espíritos crísticos. No que diz respeito à escala espírita exarada pelo próprio Allan Kardec, nós atingiríamos o máximo de nossa evolução, pelo menos aqui na Terra, quando fôssemos nós espíritos puros. Mas o próprio Kardec recebeu uma comunicação que foi publicada na revista espírita de 1868, dizendo que a escala não para por aí, que a evolução é infinita e que existiria um grupo de espíritos que é responsável pelos destinos dos planetas que são confiados. a eles. Ali já nascia a ideia resgatada por Emanuel no livro que eu já citei sobre os espíritos crísticos. Portanto, do ponto de vista temporal, o nosso planeta teve sua formação a 4,5 bilhões de anos atrás. Bilhões de anos atrás. Nessa ocasião, Jesus já é do Cristo. Que tipo de evolução esse espírito ainda haveria de

ponto de vista temporal, o nosso planeta teve sua formação a 4,5 bilhões de anos atrás. Bilhões de anos atrás. Nessa ocasião, Jesus já é do Cristo. Que tipo de evolução esse espírito ainda haveria de experimentar até chegar a se reencarnar há 2025 anos atrás? Foi a ele que foi confiado os cuidados dos espíritos que volitariam aqui nesse planeta. Nós estamos falando, meus irmãos e minhas irmãs, de 28 bilhões de espíritos encarnados e desencarnados. No momento apenas encarnados contamos um pouco mais de 8 bilhões. O restante gravita em torno da Terra nos seus vários estados conscienciais. É desse espírito que nós estamos falando que está cuidando das ovelhas. É esse Jesus amorável. piedoso. Esse Jesus que arrebanha, que acolhe, que Lucas estava mencionando quando narrou essa passagem. Então, agora a gente tá com a lente alinhada. Eu e vocês temos condições de tentar desse passagem do Cristo, essa parábola. Resgatemos então a questão dos pecadores e dos publicanos. Quem é desse grupo que Jesus falava? Os publicanos, muito simples, são aqueles que eram considerados traidores da pátria. Imaginem as senhoras e os senhores, que o nosso país é invadido. A nação externa toma conta de tudo, nos domina e resolve colher impostos em nome dessa dominação. E escolhe um de vocês para que vocês possam, vocês brasileiros, possam colher impostos paraa nação invasora. Pronto, você é um publicano, tal qual fazia, por exemplo, Mateus, o Levi. Quem seriam os pecadores que se juntaram a Jesus? Lembre que o pecado era do ponto de vista dos fariseus. Portanto, a qualquer um que não seguisse a ritualística, a forma com que se acreditasse que aquilo fosse uma vida reta, seria um pecador. aquela época, por exemplo, uma mulher que por algum motivo contestasse a decisão de seu marido, automaticamente tornassia uma pecadora. Então esse era o público de Jesus para aquele momento, o pecado do ponto de vista daqueles que viam apenas a forma das coisas e não o fundo assim que acontecia. Então, quem são as ovelhas?

a pecadora. Então esse era o público de Jesus para aquele momento, o pecado do ponto de vista daqueles que viam apenas a forma das coisas e não o fundo assim que acontecia. Então, quem são as ovelhas? Quem são aquelas 99 que já estavam dulcificadas? Que ali permaneceria e quem seriam as ovelhas desgarradas? Temos exemplos. Talvez as ovelhas que permaneciam dóceis naquele momento poderiam ser espíritos como Madre Teresa de Calcutá. Francisco de Assis, o nosso Chico Xavier, Buda, Gand, todos esses que já haviam se pacificado. E os exemplos de ovelhas que poderiam se desgarrar são nomes que nos causam espécie. nos causam alguns tipos de sentimentos que podem não ser dos mais elevados. Porque por outro lado, nesse outro espectro, se eu cito a vocês nomes como Hitler, Nero, Mussolini, Atila o Uno, Francisco Franco e Judas, Judas, o Iscariote. Judas, o traidor. Que tipo de sentimento suscitaria um nome como esse pros senhores e pras senhoras? pois vamos tomá-lo como ovelha desgarrada, porque dessa maneira nós seremos capazes de analisar como é que seria a busca de Jesus para poder retomá-lo dentro do seu rebanho. Judas famigerado por sua traição. muitas vezes é mal interpretado, inclusive dentre os cristã os cristãos, pelas motivações as quais levaram que Judas assim o fizesse. Boa parte das pessoas ainda imagina que Judas entregou o Cristo pelo vi metal por conta de 30 moedas, mas é exatamente o espírito Humberto de Campos. que lança luz a essa questão e diz a verdadeira motivação de Jesus. Meus irmãos, os apóstolos que foram acolhidos por Jesus em primeiro lugar eram espíritos como eu e você. tinham as suas dificuldades, tinha ainda os seus defeitos, mas pelo comando do Cristo não se fizeram de rogado e mesmo sabedores das dificuldades deles o seguiram, reconhecendo Jesus de fato como Messias. Judas não era diferente. Sabia que Jesus era o rabi sublime da Galileia. Só que Judas era dentre os 12 apóstolos, aquele que necessitava de uma dose extra do amor de Jesus para que a própria obra do Senhor

não era diferente. Sabia que Jesus era o rabi sublime da Galileia. Só que Judas era dentre os 12 apóstolos, aquele que necessitava de uma dose extra do amor de Jesus para que a própria obra do Senhor pudesse ser compreendida por ele. Porque Judas imaginava Jesus um tanto quanto leniente, Jesus como vagaroso dentro das transformações que deveriam ainda adivir. E Judas queria ajudar porque sabia, na opinião inclusive dos antigos, que seria ele que libertaria o seu povo. Judas, o único dos apóstolos que era judeu, que estava sob julgo romano, imaginava não Jesus de infinita bondade, trazendo o reino de Deus, o reino dos céus, o evangelho aos corações dos seres humanos. Imaginava um senhor que iria, através de convulções sociais libertar a toda aquela sociedade. Então ele engendrou um plano. Jesus já havia à aquela altura ganhado certa notoriedade, já era querido por muitas pessoas, não só aqueles necessitados que Jesus atendia. mas também aqueles que eram abastados, os judeus abastados e alguns políticos romanos. Entramando com ele, ele pensou: "Prendam Jesus, vamos incitar o nosso povo a revolta e com essa revolta, captaneados pelo próprio Cristo, vamos livrar a terra prometida daqueles que nos subjulgam". Aceitou inclusive o quinhão na intenção de patrocinar para que tudo isso acontecesse. A decepção de Judas foi tremenda em percebendo que o Cristo foi capturado e imolado. A consciência de culpa atingiu o seu cúmulo, atingiu o nível de desespero, que é quando tudo perde o sentido, quando a dor perde o sentido e resolve na sequência tirar a própria vida. Nós, enquanto espíritas cristãos, sabemos dos mecanismos de dificuldade que estão de por trás da consciência de culpa. Torna-se para muitos um covil assustador, mas quando nos desvencilhamos da matéria, todas essas sensações ficam vivas, como fogo a nos queimar. E nós mesmos acabamos plasmando o nosso destino para onde nós vamos, juntos daqueles que nos são semelhantes, ensina a doutrina espírita. Judas, então, depois do seu desencarne

omo fogo a nos queimar. E nós mesmos acabamos plasmando o nosso destino para onde nós vamos, juntos daqueles que nos são semelhantes, ensina a doutrina espírita. Judas, então, depois do seu desencarne prematuro, se viu em uma dessas regiões infernais que nós mesmos criamos no plano espiritual, ao que chamamos hoje como vale dos suicidas, ficar lá por um bom tempo. A pergunta é: como nosso irmão saiu mesmo naquela época? Quem conta com muita emoção o que se deu a Judas após aquele momento é nossa irmã Maria Dolores pelo lápis santificado de Chico Xavier. E ele fez isso com, ela fez isso com um poema. Eu vou pedir licença a cada um dos irmãos aqui para poder ler na íntegra o poema de Maria Dolores para entendermos o drama e a situação de Judas. E vou pedir uma segunda licença, porque sempre que eu me depa, eu me emociono um tanto. Então, se a palavra embargar, peço a caridade dos irmãos e as irmãs para que possam me suportar. O poema de Malia Dolores psicografada pelo Chico, é intitulado Retrato de Mãe. Depois de muito tempo, sobre os quadros sombrios do Calvário, Judas, cego no além, errava. Solitário. Era triste paisagem. O céu é da Nevoento, cansado de remorço e sofrimento, sentada-se a chorar. Nisso, nobre mulher de planos superiores, nimbada de celestes esplendores, que ele não conseguia divisar, chega e afaga a cabeça do infeliz. Em seguida, num tom de carinho profundo, quase que em oração, ela lhe diz: "Meu filho, por que choras? Acaso não sabeis?" Replico interpelado. Claramente agressivo. Sou um morto e estou vivo. Matei-me e novamente estou de pé. Sem consolo, sem lar, sem amor, sem fé. Não ouviste falar em Judas, o traidor? Sou eu que aniquilei a vida do Senhor. A princípio julguei poder fazê-lo rei, mas apenas lhe impus sacrifício, martírio, sangue e cruz. E em flagelo e aflição, eis que a minha vida agora se reduz. Afastai-vos de mim. Deixa-me padecer nesse inferno sem fim. Nada me pergunteis. Retirai-vos, senhora. Nada sabeis da mágoa que me agita. Nunca penetrareis

aflição, eis que a minha vida agora se reduz. Afastai-vos de mim. Deixa-me padecer nesse inferno sem fim. Nada me pergunteis. Retirai-vos, senhora. Nada sabeis da mágoa que me agita. Nunca penetrareis na minha dor infinita. O assunto que lastimo é unicamente meu. No entanto, a dama calma respondeu: "Meu filho, sei que sofres, sei que lutas, sei a dor que te causa o remorço que escutas. Venho apenas falar-te que Deus é sempre amor em toda parte." E acrescentou serena. A bondade do céu jamais condena. Venho por mãe a ti buscando um filho amado. Sofre com paciência a dor e a prova. Terás em breve uma existência nova. Não te sinta sozinho desprezado. Judas interrompeu-a e bradou ru de pasmo. Mãe, não me venhais aqui com mentiras e sarcasmos. Depois de me enforcar num galho de figueira para acordar na dor, sem mais poder fugir da vida verdadeira, fui procurar consolo e força de viver. ao pé da pobre mãe que me forjar o ser. Ela me viu chorando e escutou meus lamentos, mas teve medo do meu sofrimento. Expulsou-me a exconjudos. chamou-me monstro, por sinal, disse que eu era unicamente o espírito do mal. Intimou-me a terrível retrocesso, mandando que apressasse o meu regresso pra zona infernal de onde, por certo, eu vinha. Ah, detesto lembrar a horrível, a horrível mãe que eu tinha. Não me faleis de mães, não me falei de amor. Sou apenas um monstro sofredor. Ainda assim, disse a dama docemente: "Por mais que me recuses, não me altero. Amo-te, filho meu. Amo-te e quero ver-te de novo a vida maravilhosamente revestida de paz e luz, de fé e elevação. Virás comigo à terra, perderás pouco a pouco o ânimo violento. Terás o coração na água de bendito esquecimento, numa nova existência de esperança. Levar-te ei comigo arremançoso abrigo. Dar-te ei outra mãe. Pensa, descansa. E Judas, nesse instante, como que ouvidasse a própria dor gigante, ou como quem se desgarra de pesado atroz, perguntou: "Quem sois vós que me falais assim, sabendo-me traidor? Sois divina mulher, irradiando amor, ou anjo

nte, como que ouvidasse a própria dor gigante, ou como quem se desgarra de pesado atroz, perguntou: "Quem sois vós que me falais assim, sabendo-me traidor? Sois divina mulher, irradiando amor, ou anjo celestial, em quem pressimos a luz?" No entanto, ela ao fitá-lo frente à frente respondeu simplesmente: "Meu filho, sou Maria, mãe de Jesus! É assim que Jesus vai atrás das suas felizes garradas. Mais tarde, próprio Judas, pela opinião de Leonir, voltou à Terra depois de experiências difíceis na figura de Joana Daque. A própria Joana foi traída, assim como Judas o traiu o Cristo. E hoje, meus irmãos e minhas irmãs, pelo menos no que diz respeito ao próprio Judas, o céu já está em festa há muito tempo pelo retorno dessa ovelha. Quem são as outras ovelhas esgarradas, então senão eu e vocês? Jesus segue a nossa procura, mas devemos fazer a nossa parte para facilitar essa busca. A fim de que possamos, quem sabe, abreviar a nossa dor, buscar a felicidade derradeira nas costas do Cristo que está pronto a sempre nos carregar e fazer a festa necessária quando nós nos emendarmos, quando nós voltarmos a seu aprisco. Jesus nos abençoe, meus irmãos. Bem, queridos irmãos, queridas irmãs, realmente mais uma vez fomos blindados, né, com essa com essa palestra maravilhosa nos chama a atenção da importância do Cristo em nossa vida e dessa doutrina maravilhosa. Ela nos traz não só o consolo necessário, mas nos coloca realmente na condição que nós realmente estamos. Todos nós somos ovelhas perdidas, senão não estaríamos aqui, né? A doutrina nos explica que no mundo de provas, expiações, quando nós temos algumas ovelhas maravilhosas, como Francisco citou, né, Chico Xavier, irmã Dúcia, etc., né? Nós vemos que são exceções a regra e o quanto nós ainda estamos necessitados desta reforma íntima, dessa transformação. E ela não se fará sem que nós realmente coloquemos toda essa informação que a doutrina nos traz, que o Cristo nos traz na nossa vida. O espiritismo, ao contrário de outras religiões, não vai te salvar só porque

se fará sem que nós realmente coloquemos toda essa informação que a doutrina nos traz, que o Cristo nos traz na nossa vida. O espiritismo, ao contrário de outras religiões, não vai te salvar só porque você se declara espírita. Esse foi o equívoco nosso durante séculos, talvez milênios. O Cristo fala exatamente na parábola da ovelha e das cabras. O único caminho paraa salvação. Único. Não há outro. Não há outro que não a caridade, que não a nossa transformação. Então nós que aqui estamos como espíritas, não podemos mais retardar a volta ao caso do à casa do pai, porque nós já retardamos isso por muito tempo. Então é necessário, como nosso irmão Marcos diz no início, a gente se apoar dessa riqueza que é a doutrina espírita, de todos esses ensinamentos e nós realmente fazermos essa virada, porque enquanto nós não fizermos essa transformação, nós continuaremos vindo e voltando, repetindo a mesma lição, voltando ao mesmo ponto. Então é necessário essa mudança, tá? Então, por isso que o Centro Espírita é uma oficina de estudo e trabalho e não simplesmente um templo religioso que nós vamos vir para louvar a Deus. Também isso, mas também trabalho, estudo, aperfeiçoamento, porque se a gente não transformar aqui dentro, nada estaremos fazendo em verdade, né? Assim nos ensinou Jesus na parábola da ovelha das cabras. E a lição de Francisco então trouxe para nós então essa esse grande chamamento e ao mesmo tempo a grandeza do nosso Senhor Jesus por cada um de nós. Ele nos aceita com todos os nossos defeitos. Não importa o quanto falhamos, não importa nossos erros, ele nos ama profundamente. Então é um recado do profundo amor de Deus e de Jesus por cada um de nós. Então sigamos em frente porque vale a pena. O que nos espera é só o sumo bem, a suma felicidade, tá bom? É isso que Deus tem guardado para cada um de nós aqui. Então, vamos em frente. E nessa perspectiva de nos tornarmos instrumentos desse amor, o lar de Jesus realiza todos os anos o Natal com Jesus, né? onde nós distribuímos na faixa de 250 300 cestas

aqui. Então, vamos em frente. E nessa perspectiva de nos tornarmos instrumentos desse amor, o lar de Jesus realiza todos os anos o Natal com Jesus, né? onde nós distribuímos na faixa de 250 300 cestas a famílias carentes. Então nós convidamos a todos vocês que estão aqui, aos nossos irmãos que nos assistem através da internet, do YouTube, né, a participar dessa nossa campanha, tá? E nós temos então ali, você pode fazer também uma doação em dinheiro, se se assim preferir, tá? E nós temos agora no dia 13, sábado pela manhã, nós já queremos convidar a todos a nos ajudar a montar essas cestas. Por quê? As cestas não vem pronta e nós precisamos de um critério de equidade, né? Então tem que ser o mesmo tipo de cesta para todos. E mais, nós não levamos só as cestas, nós levamos brinquedos para as crianças, nós embrulhamos esses presentes, né? Então, tudo é feito com muito amor. Então, nós chamamos a todos vocês para participar conosco dessa verdadeira oficina de Papai Noel que vai acontecer aqui, tá? Dia 13, a partir das 8 horas, né? 8 horas da manhã. E da mesma forma já convoco a todos porque precisamos muito de cargos para levar esses mantimentos às famílias no dia 20 também no mesmo horário. Tá bom? Agradeço muitíssimo a todos vocês, especialmente o nosso irmão Francisco, pela belíssima palestra, e que possamos retornar às nossas casas com esse sentimento, com essa vontade realmente de merecer esse amor que Jesus tem por cada um de nós. Vamos então fazer a prece final. Vamos fechar nossos olhos, abrir o nosso coração, rogar ao nosso Senhor e Mestre que possa mais uma vez vir ao nosso encontro. Espíritos falidos que somos, Senhor, aqui estamos pela certeza que temos do seu amor por nós. O Senhor nunca desistiu e nunca desistirá de cada um de nós. Jesus mesmo nos disse que mais alegria há no céu por uma ovelha que retorna do que por um pecador do que por 10 justos. Porque os justos já estão na graça de Deus e nós todos merecemos ou fomos criados para essa mesma graça. Então, meus irmãos, que possamos

ovelha que retorna do que por um pecador do que por 10 justos. Porque os justos já estão na graça de Deus e nós todos merecemos ou fomos criados para essa mesma graça. Então, meus irmãos, que possamos nos apoar desses conhecimentos, abrir o nosso coração e deixar que Jesus entre em nossa vida, fazendo de nós instrumentos da sua paz, do seu amor, do seu carinho. Muito obrigado, mestre querido, por mais essa oportunidade. Que a tua paz e a tua luz nos guarde, nos ampare hoje, agora e sempre. Que assim seja. Prezadas irmãs, prezados irmãos, iniciamos agora o passe e o tratamento. Vamos acalmar nossas mentes, encher nossos corações de vibrações amorosas, elevando nosso pensamento a Jesus, nosso mestre de amor. Sinta a sua presença irradiando luz, amor, paz e a cura que tanto necessitamos. Jesus amado, neste momento rogamos a tua proteção, a tua misericórdia e as tuas bênçãos a todos que dela necessitam. Os sofridos e abandonados, os desesperados, os aflitos, os doentes que estão nos hospitais ou em casa, os profissionais de saúde que se dedicam dia outurnamente ao cuidado dos pacientes e a todos os que estão nas listas de tratamento das casas espíritas. Aos lares e famílias que sofrem com a partida de seus familiares e aos que partem, rogamos proteção, amparo e tratamento pro mundo espiritual para que possa entender a sua atual condição. Que as energias curadoras de Jesus e seus auxiliares cheguem a cada um, envolvendo em paz, acalentando, trazendo o alívio, a cura. Pedimos agora a fluidificação das águas apresentadas, que cada molécula seja portadora das benéces bem fazer que possam contribuir para o restabelecimento e equilíbrio de que tanto precisamos. Passamos a nossa prece íntima. Assim, envolvidos nessas boas vibrações, fortalecidos na fé, pedimos ainda bênção para a humanidade, para que cada dia Jesus esteja nos corações de todos, trazendo amor, esperança e paz. Encerramos nossos trabalhos dessa noite com imensa gratidão. Obrigada, Pai.

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