A manjedoura de todos nós

TV Goiás Espírita 22/12/2025 (há 3 meses) 37:09 8 visualizações

Com Romulo

Transcrição

Na hora [música] da oração. Na hora da oração. [música] Luz. >> Na hora da oração. Na hora da oração. [música] Jesus. Na hora [música] da oração. Na hora da oração. [música] Luz. Na hora [música] da oração. Na hora da oração. [música] Jesus. >> Na hora da oração, na [música] hora da oração, na [música] hora da oração. Traga a sua [música] luz. Traga a sua luz. Traga [música] sua luz, meu amado Jesus, na hora [música] da oração, na hora da oração, [música] na hora [música] da oração. Traga sua luz. [música] Traga sua luz. Traga [música] sua luz. Meu amado Jesus. Traga a [música] sua luz. Traga a sua luz. [música] Traga a sua luz. Meu amado Jesus. Olá, pessoal. Boa tarde. Vamos então iniciar a nossa reunião pública que provisoriamente está aí nesse formato virtual. A Casa Espírito Estudantes do Evangelho. Desejo uma boa tarde a todos, né? Sejam todos muito bem-vindos. que possamos nós aqui sermos iluminados e abençoados por Jesus nessa hora para podermos ter o nosso período de reflexões que obviamente a todos nós nos fará bem, pois estamos independentes do ambiente físico, de alguma forma estamos todos conectados por laços do amor a essa casa e a cada um dos trabalhadores, daqueles que visitam a nossa casa espírita também. Então, para iniciarmos, passamos a nossa oração costumeira, pedindo a Jesus que possa interceder por nós nesse instante, possa nos inspirar da melhor maneira, para que todos nós possamos entrar em uma sintonia única, buscando assim a palavra que ele nos oferta do seu evangelho, dos seus exemplos, e possamos assim levarmos para dentro de nossos lares também toda a força, todo o amor, toda a intensidade deste evangelho que tanto nos orienta e nos inspira para que assim, especialmente ente nesse período do Natal, tenhamos nós também essa proximidade com a espiritualidade superior que está no nosso lado sempre nos inspira e nos protege hoje e sempre. Que assim o seja. Então vamos lá, meus amigos. Nós vamos iniciar embora de uma forma diferente, né? que não é aquela que nós já

r que está no nosso lado sempre nos inspira e nos protege hoje e sempre. Que assim o seja. Então vamos lá, meus amigos. Nós vamos iniciar embora de uma forma diferente, né? que não é aquela que nós já percebemos que é muito mais prazeroso o fato de estarmos juntos, unidos num ambiente só fisicamente falando, falar hoje sobre um ambiente absolutamente especial, no qual todos nós, de alguma maneira devemos uma imensa gratidão. Nós vamos falar hoje da manjedoura de Jesus. Não por outra razão, nesse período do ano, nós temos aí a oportunidade de celebrar o Natal, celebrar o nascimento de Jesus. E por tal razão temos aqui a oportunidade de imaginarmos esse símbolo tão pequeno, tão singelo, mas que de alguma forma nós vamos perceber, não é à toa que lá Jesus foi nascer ou pedir, na verdade a Deus para que pudesse nascer. A manjedoura nos faz uma proposta. Ela na verdade nos orienta a pensarmos por quê? Por que o Rei dos Reis? Porque o mestre, o governador não teve a oportunidade de nascer entre castelos, entre pilares, num ambiente onde obviamente poderia inclusive ser mais rapidamente reconhecido, conhecido, divulgado. Não fez uma opção por nascer num ambiente para muitos inclusive considerado um ambiente ruim, deletério, que envolve se parece com a imagem da simplicidade. Mas o que a gente nota é que a manjedoura por si só não quer simplesmente dar um exemplo da simplicidade, porque outros tantos também nascem em ambientes muito simples e são absolutamente orgulhosos, vaidosos. e outros que nascem em palácios de riquezas profundas manifestam humildade e simplicidade daquelas que nós queremos aprender a seguir. Então, não é exatamente aquele ambiente que vai nos dar também o único exemplo. Jesus faz uma escolha nesse momento. E veja que não é uma escolha dele em si naquele instante, porque quem teve a felicidade de ir às obras de Humberto de Campos vai notar que o casal José e Maria vinham de maneira humilde, singela, buscando um lugar na Velha Belém para que pudessem fazer parte do

que quem teve a felicidade de ir às obras de Humberto de Campos vai notar que o casal José e Maria vinham de maneira humilde, singela, buscando um lugar na Velha Belém para que pudessem fazer parte do senso determinado à época e não encontravam um lugar. Maria já obviamente com a barriga bastante grande, pronta para um parto, vinha no esforço físico. As que são mães devem saber a dureza que deve ser você cavalgar por quilômetros com uma barriga grande naquela dificuldade daquela época, não era como hoje, com estradas bem feitas, tudo muito bem organizadinho. e chegar numa cidade e não encontrar acolhimento, não encontrar recepção e no final das contas bater de porta em porta nos dizeres de Humberto de Campos e a mãe do Senhor ainda ter que ouvir gracejos, piadinhas sobre a sua presença, uma mulher numa noite da como aquela, seguida do seu esposo naquele momento. E eles ainda terem que passar por essa situação desconjuntada, mas no final das contas acabam não encontrando nenhum lugar que os acolhesse. a não ser num estábulo, onde havia por si um símbolo, o exemplo da manjedoura que acolhe, que recebe. É exatamente essa proposta que nós vamos conversar um pouquinho mais nessa tarde, imaginando que aquele que serve de verdade, aquele que ama profundamente, nada exige. Jesus que ama profundamente todos nós. Jesus que nos ama, que é o samaritano de todos nós. Muitas vezes nós estamos aqui, talvez preparando-nos, olhamos, por exemplo, a parábola do bom samaritano e estamos olhando ali o levita. Ah, não, não somos como levita, orgulhosos e vaidosos, que não se compadecem do próximo. Ah, não somos como o sacerdote que passa de largo, que não não tem o olhar a compreensivo, caridoso. Já estamos um pouquinho melhor, ainda não somos o bom samaritano, mas já começamos a querer ser como ele. Se pararmos para pensar bem, nós não somos nenhum deles ainda. Talvez ainda sejamos a criatura jogada na estrada, a criatura que não sabe exatamente nem quem é por si só, que foi obviamente de

mo ele. Se pararmos para pensar bem, nós não somos nenhum deles ainda. Talvez ainda sejamos a criatura jogada na estrada, a criatura que não sabe exatamente nem quem é por si só, que foi obviamente de algum momento atacada, perdida, jogada à estrada, que está a deriva, porque não encontrou ainda um roteiro, não encontrou, por exemplo, o evangelho e seus exemplos. E nesse sentido pode parecer estranho falar, mas puxa, nós estamos em tamanho nível de inconsciência. Provavelmente ainda não sabemos exatamente o quanto estamos caminhando em direção ao Pai, como na parábola do filho pródigo, ou o quanto ainda estamos nos afastando dele, comendo bolotas com os porcos, como a própria parábola nos ensina. Esse nível de inconsciência, de sem saber exatamente onde estamos e para onde estamos indo, que só pode ser corrigido com a rota, com o mapa, com a bússola do evangelho e os exemplos que elas nos oferecem, quando começamos então a lembrarm-nos de que é preciso primeiro ser acolhido. E nesse sentido de acolhimento, o bom samaritano Jesus é aquele que vai até nós, compadece-se, move-se de íntima compaixão, passa-nos o remédio, o vinho, o azeite, trata-nos, coloca-nos no animal, leva-nos para o ambiente aonde podemos ser tratados e cuidados. E diz-nos ainda: "Quando eu voltar, hei de cuidar de todas as dívidas e as despesas deste meu filho. Quando eu voltar, Jesus volta, volta para acolher". E é esse o símbolo que nós vamos guardar definitivamente na proposta de lembrarmos da manjedoura. Porque se de alguma forma nós erramos, muitas das vezes nós somos abandonados pelo caminho e muitas das vezes quando os outros erram ao nosso lado, nós também os abandonamos. Quantas vezes filhos dizem, fazem coisas que nós não concordamos e nós às vezes dizemos: "Ah, eu desisto desse menino a desisto dessa pessoa". Às vezes acontece isso nas relações mais próximas entre casais, entre filhos, entre pais e filhos, entre amigos que se amam. Muitas das vezes, nós vimos agora de uns tempos para cá,

sto dessa pessoa". Às vezes acontece isso nas relações mais próximas entre casais, entre filhos, entre pais e filhos, entre amigos que se amam. Muitas das vezes, nós vimos agora de uns tempos para cá, quantos dissabores, quantas separações, quantas disensões por questões diversas, das mais pequeninas, outras envolvendo políticas, religiões e outras tantas coisas. Pessoas que se apartam, não se acolhem. E nesse sentido, quando paramos para pensar, nós também deixamos de acolher. Deixamos de ser a manjedora, deixamos de receber aquele que não é do nosso gosto. E nesse sentido, se erramos, temos uma oportunidade de aprender com o evangelho. Porque, curiosamente, quando erramos, ao invés do evangelho nos abortar, nos abandonar, nos largar, a proposta de Jesus é outra, é acolher. Nós não viemos para os sãos, mas para os doentes. Esse é Jesus falando: "Eu não vim para os sãos, mas de alguma forma ele nos coloca a possibilidade de nós virmos e nós queremos apenas pessoas sãs aos nossos lados." E quando dizemos pessoas sãs, são aquelas que fazem exatamente o que nós queremos que elas façam, reajam como nós queremos que elas reajam. Eu falo com a minha esposa, ela entende perfeitamente e tá tudo claro. Eu falo com um amigo e ele concorda comigo todas as vezes. Eu falo com o meu chefe e ele aceita todas as minhas ideias. Porque se alguém não concorda ou não aceita, eu já coloco a ideia de que aquela pessoa é que não é boa, não entende, não sabe fazer. Eu não a acolho nas suas ideias, na sua forma de ser. Então, de forma que quanto menos, quanto mais nós erramos, o evangelho nos obriga, por assim dizer, de uma forma a amarmos ainda mais. Vamos para uma existência, não damos bem, não nos não nos acertamos com alguém na outra vida. Ao invés de nos separar, Deus nos une e nos une de forma ainda mais entrincada. Deus nos aproxima como irmãos, pai e filho. Nascemos juntos de novo para que nós possamos de alguma forma vencer aquilo que não fomos capazes de vencer noutrora. Na grande ideia, na figura

entrincada. Deus nos aproxima como irmãos, pai e filho. Nascemos juntos de novo para que nós possamos de alguma forma vencer aquilo que não fomos capazes de vencer noutrora. Na grande ideia, na figura sublime de Jesus, colocar essa ideia do evangelho em nossos corações é fazer exatamente o que a manjedoura fez por Jesus aquela época. Quando ninguém mais aceitava, Jesus acolheu. Quando nós olhamos, por exemplo, ao nosso redor, aqueles que discordam de nós e que nós pensamos assim: "Eu não vou acolher". Outro também não vou acolher. De repente nós, por não concordarmos, nos afastamos a possibilidade de nós precisarmos nascer, reencontrarmos-nos nessa ou em outras existências, é real. é real e necessária. Porque, repetindo, o evangelho vai nos ensinar a amar não por uma obrigação. Você tem que amar o seu filho. Porque enquanto nós estivermos no entendimento de que eu tenho que amar essa pessoa, o outro, o mais próximo e o mais distante, nós não vamos entender que o amor, no final das contas, não pode, não é uma obrigação. Eu não tenho que amar a minha mãe. E isso pode ser mal usado num corte, mas bem pensado, eu quero dizer que ao final a melhor conclusão é: eu quero amar a minha mãe. Eu não tenho que simplesmente ir para o meu trabalho. Eu quero ir para o meu trabalho. Eu não tenho que vir fazer uma palestra. Eu não tenho que ouvir ou não tenho que fazer uma prece, mas eu quero fazer. Quando chegamos nesse nível de maturidade, estamos também aptos a fazer essa acolhida, porque há 4.5 bilhões de anos, Jesus já era capaz de fazer um planeta como o nosso. Nas palavras de Emanuel, no livro A Caminho da Luz, narrando-nos essa perspectiva de que há 4.5 5 bilhões de anos já era tão sábio, tão evoluído, tão profundamente puro que Deus lhe entregou uma tarefa, cuidar do nosso ORB, construí-lo, a engenharia física, química, científica de todos os aspectos e o aspecto moral. É por isso que nós vamos então visualizar que a manjedoura é um símbolo de que nós podemos tudo independente da vida que temos. Não se

sica, química, científica de todos os aspectos e o aspecto moral. É por isso que nós vamos então visualizar que a manjedoura é um símbolo de que nós podemos tudo independente da vida que temos. Não se trata da simplicidade, se trata de uma mudança profunda de acolhimento. Jesus aparece para aqueles que na verdade o enxergam. Eu gosto muito de lembrar de uma frase bacana que eu ouvi certa vez em que o professor Mário Sérgio Cortela dizia que muitos são como Tomé. precisam ver para crer, como o apóstolo naquela oportunidade em que precisou tocar as chagas de Jesus. Mais forte mesmo é o apóstolo que ao invés de ver para crer, ele crê para ver. Ele não precisa ver, pois ele já crê e isso o faz em todos os lugares. É quando vamos a João, por exemplo, na grandiosíssima obra Francisco de Assis de Miramês e vemos ali o apóstolo já em seus estágios finais da existência como apóstolo de Jesus, em que estava ali conversando com a natureza, porque ele via a presença de Deus em tudo. tinha uma crença tão profunda de que Deus estava nas mínimas coisas que conseguia enxergar o mundo como uma espécie de sinfonia. E nós vamos a nosso lar, por exemplo, e vemos ali André Luiz narrar que os grandes trabalhos todos eram feitos. Parecia que havia uma música na natureza que ele não conseguia identificar ou reconhecer, porque por certamente já entendeu, já há uma crença muito clara naqueles que escutam aquilo e sabem que é Deus em ação, que terminam, na verdade, olhando mesmo nos ambientes dolorosos. E recentemente uma grande amiga esteve fora do país num trabalho com fraternidade sem fronteiras e contando-nos as experiências que lá teve com crianças. de toda sorte, as dores profundas, falta de alimento, falta de cuidados físicos e também morais. Ela diz-nos que nunca em toda a sua vida havia sentido a presença de Deus tão perto. Por isso, a grande ideia de um mundo regenerado, transformado, aquilo que vai ser um mundo sem as doenças ou com obviamente o bem sobrepondo-se ao mal. Não nos enganemos

a presença de Deus tão perto. Por isso, a grande ideia de um mundo regenerado, transformado, aquilo que vai ser um mundo sem as doenças ou com obviamente o bem sobrepondo-se ao mal. Não nos enganemos achando ou imaginando que vai ser um ambiente de púrpuras, um ambiente de flores eternas. Do contrário, se Jesus que vivia em em mundos muito, muito além do que podemos imaginar em termos de felicidade plena, veio ao encontro dos que sofrem para acolhê-los em sua capacidade de manjedoura, de amor. Imaginemos nós ainda tão pequenininhos, ainda como lhes disse todos, como se ainda fôssemos aquele homem jogado no caminho, sem saber o seu direcionamento correto, nós vamos, por certo, nos encontrarmos muito ainda com as dores da vida, com as dificuldades alheias e vamos ter essa oportunidade, então, de saber que nós podemos fazer tudo para poder acolher essas pessoas, independente da quantidade de dinheiro que temos, independente do berço em que nascer. Os o mais importante não está, na verdade no coxo, não está no estábulo, mas sim na humildade que Jesus demonstrava ao querer irradiar essa energia. É por isso que não à toa, neste período do ano, os espíritos dizem que nós de alguma forma nos sentimos, parece que mais próximos dessa possibilidade de um retratar, de um voltar a viver em família. E o que nos impede diante de tamanha inspiração celestial dos bons espíritos que se aproximam de nós, não é outra coisa senão o nosso orgulho, a nossa vaidade, o nosso escancarar de que não sabemos ainda que o verdadeiro caminho para uma regeneração não é que o mundo vai se transformar, mas na nossa habilidade em imaginar que aquele que sofre ao nosso lado, e não digo do que sofre na rua, digo do que sofre ao nosso lado, aquele que vive conosco, apesar das críticas que, por exemplo, recebe a vida inteira, Chico Xavier nos ensinava algo muito especial nesse sentido. Quantas das vezes nós somos criticados pelo que fazemos? Quantas vezes somos criticados porque vamos a uma reunião pública,

a vida inteira, Chico Xavier nos ensinava algo muito especial nesse sentido. Quantas das vezes nós somos criticados pelo que fazemos? Quantas vezes somos criticados porque vamos a uma reunião pública, porque lemos uma obra que nos ajuda a pensar um pouco mais, fazemos terapia, buscamos esse autoconhecimento, dedicamos-nos a obras assistenciais e transformamos-nos por isso. Por isso, me lembro muito de Chipo Xavier dizer em uma das suas falas que, apesar das críticas que ele recebeu a vida inteira do mundo, em vários aspectos, o que o animava a continuar era exatamente saber que Jesus o aceitava como ele era. Nem mais e nem menos. Todos nós, ao descobrirmos o nosso tamanho, sabemos também que não vamos salvar a humanidade. Quando descobrimos nosso tamanho, sabemos que não vamos acolher nossos familiares, nossos vizinhos, as pessoas que caminham ao nosso lado. Mas se sabemos o nosso tamanho, sabemos que, por exemplo, podemos acolher a mãe, o tio, o amigo, a pessoa que sofre, a pessoa que padece. Nesse sentido, eu começo então a não ter mais aquela sensação de que eu sou tão pequeno que nada posso fazer, porque posso tudo dentro daquilo que posso, posso tudo dentro daquela minha esfera de crescimento, porque Jesus precisa de mim do tamanho que eu sou. Quando ele nos diz, "Eu sou caminho, verdade e vida". Puxa, não há orgulho, não há vaidade, não há sensação de que é maior ou menor do que ninguém, mas de alguém que conhece o seu tamanho que é gigante. Talvez nós dizendo: "Eu sou o caminho, verdade e vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim soasse uma brincadeira ou talvez um excesso de vaidade profundo, porque nós ainda não somos o caminho, sequer somos caminhantes muitas das vezes, mas quando sabemos então o que somos capazes de fazer, não vamos mais nos esconder. Tudo, absolutamente tudo, começa nesse processo de autoconhecermos, de olharmos a nossa habilidade de sermos manjedoura. Porque quando assim fazemos, vejamos o exemplo do mestre. Jesus escolheu 12 apóstolos, espíritos deste

o, começa nesse processo de autoconhecermos, de olharmos a nossa habilidade de sermos manjedoura. Porque quando assim fazemos, vejamos o exemplo do mestre. Jesus escolheu 12 apóstolos, espíritos deste mundo, que, por certo, preparados em várias esferas, mas no próprio relato bíblico, demonstram ali vaidades, orgulhos que nós, seres humanos, todos temos. Jesus poderia ter trazido mais 12 espíritos crísticos daqueles profundamente conhecedores. Poderiam ter dividido-se no mundo e implantado o evangelho com toda a intensidade, exemplares semelhantes a ele mesmo no processo evolutivo. Pois sabemos que Cristo não é o único que está naquele patamar de evolução. Mas ele fez uma opção muito especial. acolheu os 12 primeiros que depois se tornaram 72 e depois os 500 da Galileia nos dizeres de Humberto de Campos e outros tantos hoje milhares que somos de alguma forma para educar, seja no trânsito, seja o vizinho que me importuna, seja a pessoa de outra religião, seja a pessoa que pensa diferente de nós, Jesus não vai escolher apenas aqueles que nós consideramos os melhores, os escol escolhidos. Eu me lembro que quando diziam que Emanuel reencarnaria, com certeza absoluta ele seria uma pessoa do meio espírita. Pode até ser. Mas qual de nós é capaz de definir ou determinar a sabedoria divina nesse sentido? Qual de nós é capaz de fazer um raciocínio tamanho que possa dizer aonde um espírito precisa nascer de fato. Muitas das vezes ele vai precisar nascer num ambiente que nós nem sequer conhecemos porque não acolhemos, porque não sabemos da realidade alheia. Então nós podemos sim abandonar outros. Porque ele deve nascer nesse ambiente? Porque deve ser como eu quero que ele seja. se ele obviamente pode fazer um bem muito maior e ser uma manjedoura de acolhimento muito mais especial num outro ambiente. Então, para que nós possamos aproveitar verdadeiramente esse momento do Natal, que nós possamos nos lembrar daquelas pessoas que nós não estamos acolhendo. Quem precisa começar a pensar no mundo

ente. Então, para que nós possamos aproveitar verdadeiramente esse momento do Natal, que nós possamos nos lembrar daquelas pessoas que nós não estamos acolhendo. Quem precisa começar a pensar no mundo regenerado ou na capacidade verdadeira de se autoconhecer, precisa começar a pensar primeiro em acolher. E quando digo acolher o outro, também passa exatamente pela regra divina daquela famosa e mais importante lei. Amar a Deus sobre todas as coisas, ao próximo como a si mesmo. Acolher-se, acolher-se. Não ter vergonha de quem é hoje. Ciente das limitações. Não ter vergonha da capacidade que pode hoje de fazer coisas pequeninas, mas também coisas incríveis. Uma vizinha recentemente me disse que tinha muito orgulho de ver filhos, amigos que já repetiam a os bons gestos dos pais. Pais que muitas das vezes disseram: "Ah, eu desisto desse menino". Porque muitas das vezes também aquela criança, aquele jovem, aquele adolescente não o respeitava 100% das vezes. Mas em vários momentos a sementeira lá estava. a sementeira da boa educação, a sementeira do bom gesto, a sementeira da boa fala, não é para toda hora. Se fosse assim, nós também deveríamos ser perfeitos, porque recebemos inúmeras instruções, orientações em casa da doutrina e outras tantas mais. Mas Deus não espera que nós sejamos puros e perfeitos. espera que nós sejamos nós acolhedores do que somos hoje e certos de que podemos caminhar, pois se hoje somos aquele jogado na estrada, amanhã sim podemos ser o samaritano a auxiliar aqueles que precisam. E pensando então dessa forma, meus amigos, raciocinando desse jeito, hoje é um dia de pensarmos com carinho em buscar quem está caminhando para ser uma manjedoura e quem está andando para o outro lado, deixando o seu trabalho, deixando os esforços, querendo, na verdade, uma vida apenas plena de bênçãos constantes, sem o exercício e o esforço que muitas das vezes nos traz de volta para o caminho do Pai, o caminho do acolhimento. Se nós hoje ainda temos alguém para pedir perdão,

penas plena de bênçãos constantes, sem o exercício e o esforço que muitas das vezes nos traz de volta para o caminho do Pai, o caminho do acolhimento. Se nós hoje ainda temos alguém para pedir perdão, o período é oportuno. A oportunidade que está sendo nos dada reiteradas vezes, reforça o que falávamos agora a pouco. Quando estamos distanciando-nos do amor, ao invés de nos punir, Deus nos abre uma nova porta para o amor. Não à toa, tantos poetas obviamente falam que o renascer do ano é uma oportunidade nova para uma vida que podemos repetir aquilo que deixamos de realizar ou que abandonamos em algum momento. Não à toa por isso, sairmos daqui hoje pensando se estou indo a uma manjedoura, se estou sendo uma manjedoura daqueles que estão ao meu redor ou eu estou os afastando. Vejo alguém na rua, não lhe dou atenção. Vejo alguém no mundo dentro da minha casa, não lhe dou atenção. Não sou capaz de trazer a pessoa para que possamos juntos crescer. Muitas das vezes vão nos dizer: "Ah, mas você não é perfeito, tá querendo fazer de santo". Quando nós começamos a despertar e ter vontades de agirmos em nome do bem, com certeza esse será o argumento que o mundo vai nos ofertar. Você não é assim. Você não é essa manjedoura que pensa ser. E então nós vamos ter que nos lembrar que sim, há manjedouras que recepcionaram Jesus e há manjedouras pequenininhas do dia a dia. Jesus trouxe-nos esse símbolo. O símbolo do cristianismo é a cruz. É o símbolo do final. É o símbolo da experiência transcendente, da vida que supera a morte. Mas se pararmos para pensar, nós vamos nos encontrar muitas mais vezes com a oportunidade de nascermos do que da oportunidade de morrermos e nascermos uma nova figura. morrer o homem velho e nascer o homem novo nos dizeres de Paulo. Nós vamos ter oportunidades reiteradas de durante a vida nascermos de novo. Quando temos a chance de pedir perdão agora, quando temos a chance de dizer: "Eu te amo" para alguém. Quando temos a chance de acolher alguém que se afastou, quando

e durante a vida nascermos de novo. Quando temos a chance de pedir perdão agora, quando temos a chance de dizer: "Eu te amo" para alguém. Quando temos a chance de acolher alguém que se afastou, quando temos a oportunidade de dizer para aquele amigo que nós um dia ofendemos que nós o queremos de volta, que aquele filho que muitas das vezes nós somos duros, rígidos, mas que nós também sentimos na pele quando assim o fizemos e queremos que ele nos entenda, porque muit das vezes o pai, que é o pai de todo o amor, não nos puniu e nós, em nossa insignificância e pequenez punimos aqueles que divergem de nós. É por isso que deixo aqui como um recado muito especial de um poeta que tem assim um carinho gigantesco, porque me parece que ele acolhe, ele acerta na medida quando ele nos ensina como fazer um pedido a Jesus, uma carta efetiva escrita a Jesus pedindo que nos inspire, que nos ofereça o caminho, a verdade e a vida. Esse poeta Casimiro Cunha me parece que acerta na mosca quando nos diz então de forma muito singela: "Meu amigo, não te esqueças. Pelo Natal do Senhor, abre as portas da bondade ao chamamento do amor. Reparte os bens que puderes, as luzes da devoção. Veste os nus, consola os tristes na festa do coração. Mas não ouvides tu mesmo no banquete de Jesus. Segue-lhe o exemplo divino de paz, de verdade e de luz. Faz um novo compromisso na alegria do Natal, pois o esforço de si mesmo é a senda de cada qual. Sofres, espera e confia. Não te furtes de lembrar que somente a dor do mundo não pode regenerar. Foste traído, perdoa, esquece o mal pelo bem. Deus é a suprema justiça. Não deves julgar ninguém. Esperas bens neste mundo. Acalma o teu coração. Às vezes, ao fim da estrada há fé e desilusão. Não tiveste recompensas? Guarda este ensino de cor. Ters de fazer o bem é a recompensa melhor. Queres esmolas do céu? Não te fartes de saber que o Senhor guarda o quinhão que venhas a merecer. Desesperaste? Recorda nas sombras dos dias teus que não puseste a esperança nas luzes do

pensa melhor. Queres esmolas do céu? Não te fartes de saber que o Senhor guarda o quinhão que venhas a merecer. Desesperaste? Recorda nas sombras dos dias teus que não puseste a esperança nas luzes do amor de Deus. Natal. Ah, Natal. Lembrança divina sobre o terreno escarcel. Aconchegga-te aos pobrezinhos. que são eleitos do céu. Mas ouve, enfim, irmão, vai mais longe na exaltação do Senhor, vê se já tens a humildade, a seiva eterna do amor. que possamos nós avaliarmos de todo o nosso coração o quanto já temos dessa humildade acolhedora, o quanto ao invés de pedirmos no Natal para que Jesus nos oferte os bens, os presentes, o quanto nós somos capazes de ofertar o presente às pessoas, possamos nos lembrar de todo o nosso coração que para muito além daquilo que nós queremos para nós, nós já recebemos a acolhida da manjedoura. Nós somos aqueles que por termos a oportunidade feliz de conhecer o Cristo, nós já estamos deitados na sua manjedoura. Resta agora perguntarmo-nos se no Natal nós também seremos capazes de sermos a manjedoura de alguém. Eu agradeço de coração, meus amigos, o carinho, a escuta, a acolhida. Espero que de alguma forma todos nós possamos nesse Natal iniciarmos um trabalho verdadeiramente firme de acolhermo-nos, acolhermos o outro e assim o sendo, seguirmos esse grande trilho que é o evangelho, que há de nos levar a ele, sim, ao caminho, a verdade e a vida. Que Jesus nos abençoe, nos proteja e fica aqui essa oração de Casimiro Cunha como a nossa prece final dessa tarde muito especial. Que Jesus nos abençoe a todos. >> Por onde eu caminhar, contigo vou seguir. Venha comigo [música] ver que juntos [música] temos força para vencer. Vamos [música] seguir na mesma [música] direção, buscando a união. Seremos [música] um só. >> Vamos buscar o amor dentro de [música] nós. vai sempre existir a força [música] para viver no coração, para nos iluminar dentro [música] de nós. Vamos [música] acreditar que em [música] nosso olhar existe a luz. O amor [música] vai nos guiar.

. vai sempre existir a força [música] para viver no coração, para nos iluminar dentro [música] de nós. Vamos [música] acreditar que em [música] nosso olhar existe a luz. O amor [música] vai nos guiar. >> O amor vai nos guiar. dentro [música] de nós vai [música] sempre existir a força para viver no coração para nos iluminar. dentro [música] de nós. Vamos acreditar que em [música] nosso olhar existe a luz. O amor vai nos [música] guiar. O amor vai nos guiar. >> O amor vai nos guiar. Oh. [música]

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