A esquina de pedra | Stela Martins | 19.04.26
Essa série de lives tem por objetivo principal divulgar a obra “A esquina de pedra” e seu autor, Wallace Leal V. Rodrigues. O livro aborda a história do cristianismo primitivo e a formação do catolicismo, com capítulos que se assemelham a crônicas poéticas, explorando temas como a fé, a caridade e a transformação moral. https://www.oclarim.com.br/a-esquina-de-pedra/p O autor Wallace Leal Valentim Rodrigues, autodidata, foi ator e diretor de teatro, diretor de cinema, escritor, jornalista tendo atuado durante 25 anos na Casa Editora o Clarim como continuador da obra de seu fundador, Cairbar Schutel. Conheça a trajetória inspiradora desse espírito no documentário WALLACE LEAL – PODERES DO ESPÍRITO (Márcia Tamia | Zé Henrique Martiniano) https://youtu.be/pwItf50t0fg?si=D2qw3eQpXZMVXeyo #espiritismo, #doutrinaespírita, #allankardec, #reencarnação, #mediunidade, #evoluçãoespiritual, #vidaapósamorte, #cristianismoprimitivo, #esquinadepedra
เฮ Nas O rei que nascer ainda e progredir sempre. Não é além. Renascer, correr, correr, renascer, renascer ainda e progredir, progredir sempre sem ser. Não é. Boa noite. Boa noite. Boa noite. Bom dia e boa madrugada. Boa tarde para quem vai assistir depois. Sejam todos bem-vindos a mais uma um encontro para leitura e reflexão dessa obra lindíssima Esquina de Pedra, de autoria de Wallace Leal Rodrigues, um dos sucessores na editora Clarim, sucessor de Kaibar Chutel na editora U Clarim aqui no interior do estado de São Paulo em Matão. Sejam todos muito bem-vindos. Espero que vocês estejam gostando de acompanhar as nossas leituras. Hoje nós estamos, deixa eu até olhar aqui. É, nós já passamos, nós estamos em 64% já do livro, hein? Já passamos da metade. Já, já nós estamos caminhando para o o fim do livro. Olha só. Que coisa, hein? Para você que vai começar a acompanhar essas esse essas lives, eh, meu conselho é meu conselho não, eu faço um pedido para você vá lá na primeira na playlist aqui no canal Consolar Esclarecer, vá lá na playlist, assista desde a primeira para você poder entender o desenrolar da história, porque que como é que foi escrito esse livro, né, de do que que ele fala, quais são os meandros aí, quem foi o Alace Leal. Isso tudo vai ajudar bastante no entendimento dessa obra. Essa é uma live que parte do canal Consolar Esclarecer e está sendo retransmitida pela Rádio Espírita do Paraná, pela web Rádio Fraternidade, o Instituto Goiano de Estudos Espíritas, o Igesi, também pela Conecta Espiritismo TV. E é sempre muito bom estar aqui com vocês. Eu já agradeço a todos os canais por terem topado essa aventura, o estudo desse livro que nem eh não é eh muito conhecido no Movimento Espírita, mas aqueles que o conhecem gostam muito do seu conteúdo e das da das suas possibilidades de reflexão. Eu tenho certeza que você vai gostar também. Deixa eu falar boa noite já para quem chegou. Oi, Rosiane. Boa noite, querida. Boa noite também para Lúcia Araújo. É uma delícia, né? Muito bom, muito bom
Eu tenho certeza que você vai gostar também. Deixa eu falar boa noite já para quem chegou. Oi, Rosiane. Boa noite, querida. Boa noite também para Lúcia Araújo. É uma delícia, né? Muito bom, muito bom mesmo. Se você que está nos assistindo aí, não deu sua boa, seu boa noite no chat, por favor, faça essa gentileza, porque o YouTube ele só oferece o o esses o conteúdo, ele só identifica esse conteúdo como sendo relevante quando há comentários no chat. Antigamente a gente falava assim: "Olha, inscreva-se no canal, curta a live, né, e compartilhe". Hoje não adianta só se inscrever no canal. ou só curtir, é preciso também comentar no chat. Então, inscreva-se nos canais espíritas, em todos os canais espíritas. Quando você for assistir um vídeo ou acompanhar uma live, entrou, já coloca lá o seu joinha e coloquea um comentário. Diga da onde você está assistindo, dê seu boa noite, seu boa tarde aí no chat, porque é só assim que o o YouTube entende como relevante vai apresentar para outras pessoas. Eu não tô falando só do esquina de pedra, né, desse nosso momento aqui. Tô falando de todos. A gente costuma, eu não sei vocês, eu costumo assistir muita, muita palestra online e e eu não comentava em nenhum, porque eu falava assim: "Ah, não, vou comentar para quê, né? As pessoas não vão ler". Eu achava. Agora eu tô entrando em todos os vídeos, curtindo os vídeos e colocando lá boa tarde, boa noite, bom dia, sei lá. E São Carlos, São Paulo, que já ajuda, né? já é uma um indicativo pro YouTube de que aquele conteúdo é importante. Graça, boa noite, querida de Tuverava para o mundo. Muito bom, Miriam, boa noite, bem-vinda. Então, vamos lá. São José dos Campos. Ah, que bom, que bom. Aníval par. Vocês sabem, né, que eu canto para Nivalc Nivalc de Olinda. Aí não consigo não pensar num num frevo. Vamos lá, então pro nosso paraas nossas leituras de hoje. Eh, nós paramos ali, né, na, só relembrando, que eles estavam falando, ela foi passear com o o Filotemo, né? Ela tinha, o Filotemo tinha chamado ela
lá, então pro nosso paraas nossas leituras de hoje. Eh, nós paramos ali, né, na, só relembrando, que eles estavam falando, ela foi passear com o o Filotemo, né? Ela tinha, o Filotemo tinha chamado ela para passear uma vez e aí mostrou a mensagem do ancião lá da eclésia, né, que já tinha desencarnado, então era uma mensagem psicografada. E aí o o Filotemo leva a gala para passear de novo, né, para ela respirar novos ares, sair um pouco da casa, pensar em outras coisas e se desconectar daquela experiência terrível que ela teve, né, no sequestro. E aí ela começa, né? Nos dias que se seguiram, a imagem de Prisco renasceu mais fortemente em mim. A impressão de que nunca mais iria vê-lo dava-me alternados estados de espírito, às vezes alívio, outras uma funda desolação. Porque depois que ela que ela deu de topa com o Prisco vestida daquele jeito que a gente lembra, né, que eles vestiram como se ela fosse uma prostituta, ele dá de topa com ela na casa daquela daquela romana. daquele jeito, Prisco nunca mais a procurou e nunca mais falou com ela. Então, é por isso que ela tá dizendo, né, que a ideia de nunca mais vê-lo dava alternados estados de espírito, um pouco alívio e um pouco de isolação. O inverno avançava em direção ao seu final, mas fazia um frio intenso ainda. E pelas manhãs dão raro, a leve precipitação que se fazia sobre a step esparzia brancas manchas sobre a terra tostada. E embora o valizinho do rio estivesse sempre nevado antes do do sol nascer, eu me embrulhava em grossas mantas e saía percorrer vagarosamente as trilhas, levando corona comigo. Ela já se tornara quase a mesma depois dos ferimentos todos, né, daquele ataque lá daquela do era uma onça, né, gente? Uma pantera. Uma pantera. E ela tava ainda se recuperando de tão grave que foi. Seus ladridos se faziam fortes e naquelas manhãs corria espantar os corvos madrugadores e barulhentos que nunca se davam ao trabalho das migrações, como os outros pássaros faziam. Elas nunca mais voltaram a a pastorear, né? Depois daquele episódio
s corria espantar os corvos madrugadores e barulhentos que nunca se davam ao trabalho das migrações, como os outros pássaros faziam. Elas nunca mais voltaram a a pastorear, né? Depois daquele episódio com a do ataque que elas sofreram, nenhuma das duas, nem ela, nem a cachorra, né? Elas não voltaram mais a a a ao a ao a pastorear as ovelhas. E de cada vez, sem que eu mesma me pudesse explicar porquê, voltava-me aquela impressão de olhos estranhos a me espiarem ocultamente. Tudo quanto suceder anteriormente servia para que eu pudesse ter a certeza de que aquilo se dava. Entretanto, a impressão nítida e contundente vinha ocasionalmente, carreando súbitos terrores, como se zonas de percepção inapercebidas se pusessem a espaços em ação. Foi o que se deu quase visualmente numa daquelas manhãs. Voltei-me rapidamente, mas o sol incidiu-me sobre os olhos, furtando aquele momento de verificação visual. À tarde voltei ao mesmo lugar e a sensação se repetiu. Observei então que me encontrava num ponto a descoberto para uns cabeços rochosos existentes um pouco além na linha do vale. Chamei corona e, tentando desfazer minhas preocupações, dirigi-me para lá. Caminhava à distância dos obstáculos de forma a não possibilitar nenhuma aproximação furtiva. E Corona, com as orelhas tesas, alfateava o ar. antecipando meus receios. Ela me guiou para o ponto do qual eu suspeitava. Havia inequívocos sinais de que alguém se postara por algumas horas ali. A grama em torno do penedo estava pisoteada. Havia uma manta rasgada e suja, oculta numa reentrância entre duas lajes. Dois dias depois, o observador observador se mostrou, saiu por detrás da rocha e ficou a me olhar atentamente, seguindo meu lento passeio pela margem do rio. Viu depois outras vezes e outras vezes em pontos diversos. Embora a distância, era-me possível nitidamente ver-lhe o rosto tostado de sol, de expressão rapace, os olhos vivos e ávidos a rebrilharem como pedras lapidadas. Todavia, agora que nos defrontávamos, os meus receios
cia, era-me possível nitidamente ver-lhe o rosto tostado de sol, de expressão rapace, os olhos vivos e ávidos a rebrilharem como pedras lapidadas. Todavia, agora que nos defrontávamos, os meus receios se desvaneciam. Tudo estaria bem para nós enquanto Prisco se mantivesse à distância e já fazia não sei quanto tempo não o via. O perigo que correria nossos amigos estava praticamente afastado, pois que as reuniões, embora os trabalhos na fortaleza não estivessem terminados, já se faziam ali. Fui até bem longe e voltei. O homem estava lá, na mesma posição. Depois, quando voltei, não o vi. tinha desaparecido. O frio me pareceu opressivo aquele resto do dia. Senti-me inesperadamente enervada e inquieta, mas não disse uma única palavra a ninguém. No dia seguinte, amanheci com os nervos tensos. Alguma coisa dizia-me que havia algo à minha espera. Andei impaciente pela casa. Sim, eu estava absolutamente certa e pois era de todo inútil aumentar os momentos de tensão, permitir que meus nervos sustentassem a lenta agonia, a dolorosa expectativa que se renovaria cada dia se eu não lhe fosse o encontro. Ai, meu Deus do céu. Não era melhor ficar em casa, gala? Fica em casa, gala. Pô, você vai de novo encontrar o perigo. Tem dó? Eu ia correr o risco, pois havia um risco a correr. Fui premeditada e fria. Prendi corona e resisti aos seus ganidos intuitivos, ao seu olhar inteligente e implorativo. Quando tomei da bilha e saí em direção à fonte. Contei os degraus da casa ao descer. 1 2 3 18 degraus. Agora contava os passos ao longo do caminho, compenetrada, lúcida. Ao chegar à fonte, minha atenção se relaxou. Enchi a bilha com paciência e deliberação. O jorro gelado e claro, cantava no bojo da vasilha, num vago ruído de caverna. A bíblia gorgolejava a vida. Depois ouvi o ruído das patas do cavalo sobre a terra gelada. pararam atrás de mim a tempo que a bilha se a bilha vazasse. Tomei então nas duas mãos e voltei-me. Ela estava ali sobre o seu bonito cavalo árabe. Outra vez suas leves sedas a envolviam.
erra gelada. pararam atrás de mim a tempo que a bilha se a bilha vazasse. Tomei então nas duas mãos e voltei-me. Ela estava ali sobre o seu bonito cavalo árabe. Outra vez suas leves sedas a envolviam. dançavam como fumaças coloridas no ar frio, brotando dos recortes de um pesado manto cor de amaranto enfeitado de peles. Tornei a enfrentar o seu sorriso diabólico, tal como naquela noite no palácio. Mas ocorreu-me que, embora a Máscara de Formoso Demônio, ela era um ser que respirava e vivia com sentimentos que poderiam ser bons e capazes de fazê-la feliz, mas que ela transformava em maus. com força bastante para fazê-las sofrer ainda mais do que fazer sofrer aos outros. Olha que interessante, né? Eh, é um raciocínio que a gente poucas vezes tem, mas que tem muito sentido, não é? A pessoa tem a pessoa que faz alguma coisa que a gente considera como muito mal ou como muito má, né? que tem atitudes malvadas de verdade, ela poderia táar fazendo bem. E o maior prejudicado por essa escolha equivocada é a própria pessoa. Ah, mas causou milhares de Mas é ela que a principal prejudicada sempre. Toda vez que a que o espírito age para o mal, o maior prejudicado é ele próprio. É ele próprio. É o que mais vai sofrer. Porque vai sofrer naquele momento, porque uma atitude ruim não pode nunca trazer um resultado bom, né? nunca vai trazer uma coisa que vai fazer bem de verdade, porque partiu de algo ruim e ainda vai arcar com todas as consequências daquilo. Por isso que a justiça com as próprias mãos não funciona e não além de não funcionar é desnecessária, né? Esse livro é muito rico em informações e reflexões. Faz pensar muito. Concordo plenamente, Miriam. Acho que alguém enviou para vigiá-la. Pois é, porque a outra queria ir atrás de novo dela, né? Af. Caramba. Pensando nisso, pera, deixa eu marcar aqui que eu gostei muito disso aqui. Achei bem legal. Pensando nisso, veio-me também a estranha e conclusiva impressão de que naquela orgia terrível a qual fora precipitada em forma de pássaro cativo,
aqui que eu gostei muito disso aqui. Achei bem legal. Pensando nisso, veio-me também a estranha e conclusiva impressão de que naquela orgia terrível a qual fora precipitada em forma de pássaro cativo, eu estiver em meio a uma multidão de mortos. Falavam, gritavam, riam, procuravam esquecer com desesperadas libações que estavam mortos. Eu, entretanto, estava viva. "Eu sou o caminho, a verdade e a vida", dissera Jesus. Esta é a água viva em e quem dela beber, mesmo morto, viverá. Essa não é aquela aquele trecho lá que ele fala com a com a moça no Como assim? Olha que horror. Ah, lá no Evangelho de João, capítulo quarto, com a conversa com a mulher samaritana. Essa conversa com a mulher samaritana é a coisa mais legal, né? Vocês não acham? Essa conversa com a mulher samaritana que Jesus tem é lindíssima. É lindíssima porque é é claro, né? Os outros todos momentos Jesus também tá falando com a gente, mas ali ele ele diz para ela, né? Você que tá procurando o amor, tá procurando paz, tá procurando tranquilidade, tudo que você tá procurando, eu entrego para você com essa água viva. É só você querer. E ela acredita piamente nele naquele momento e muda completamente a vida dela. encontro no poço, que ela tava fazendo uma coisa que era muito penosa para ela, porque todas as mulheres iam buscar água no começo do dia, né, que o sol não tava tão forte e ela não podia ir porque ela já vivia com homem que não era marido dela, que já fora marido de outra. Então ela não era exatamente uma prostituta, mas ela vivia numa situação muito irregular pros pros hábitos sociais daquela época. Então ela não tinha coragem de ir no no poço buscar água no mesmo horário que as outras mulheres, né, que as outras donas de casa. Então ela ia no pior horário, que era meio-dia, que o sol tava pino. Então ela ia fazer uma coisa que deixava ela frustradíssima, porque ela sabia que ela era que ela era discriminada, tinha que sofrer embaixo daquele sol todo. Enfim, era um momento muito ruim para ela, mas ela encontra alguém que
que deixava ela frustradíssima, porque ela sabia que ela era que ela era discriminada, tinha que sofrer embaixo daquele sol todo. Enfim, era um momento muito ruim para ela, mas ela encontra alguém que diz para ela: "Vem comigo que eu vou matar toda sua sede". Não é lindo? É lindo. Eu adoro esse trecho. Adoro esse essa citação. Terezinha, que bom que você chegou. Lembro dessa passagem no The Chosen. É verdade, né? E ela tem no The Chosen, eles colocam uma uma atriz eh com esse semblante de pessoa sofrida, sabe? que tá tentando eh dar um jeito na vida e não consegue, que vai tentando todas as todas as possibilidades para ver se a vida melhora e não consegue achar o caminho, não acham o caminho, né? É muito, muito bacana esse, essa passagem. Eu estava viva. Sentia-me tão agudamente viva que não podia afastar uma extrema piedade para com todos eles. Olhei tranquilamente o seu rosto belo e pálido, contornado pela rica pele de um grande capuz. Entre seus cabelos, um punhado de gase, escapava-se num extremo azul de campânula. E se eu fizesse abstração do maldoso luzir dos seus olhos, facilmente a a identificaria a um dos membros da família soberana, conforme os baixos relevos descobertos na fortaleza. Otávia me olhava hipnotizada, imóvel como uma flor lindamente matizada, porém gelada, recortada contra o fundo monótono das steps. Eu a chamei, senhora. Ela pareceu despertar e via então que estava embriagada. Era muito cedo ainda. Ela teria com certeza vestido o manto sobre o trage de festa. Passara pelos seus aposentos apenas para se agasalhar, descera a cavalaria e viera. O cavalo se moveu sobre as patas traseiras e ela teve um perigoso movimento que me fez avançar em sua direção para suster-lhe a queda, mas como sucede aos bêbados, rapidamente se sustve. Mas eu estava bastante próxima agora para ver-lhe as olheiras pisadas por detrás da pintura espessa. Aquela aproximação favoreceu-a também. Ao seu olhar perscrutador, não escapou igualmente o sinal do sofrimento em mim.
nte próxima agora para ver-lhe as olheiras pisadas por detrás da pintura espessa. Aquela aproximação favoreceu-a também. Ao seu olhar perscrutador, não escapou igualmente o sinal do sofrimento em mim. Eu quase me alegrei, imaginando que devia estar feia, de rosto afilado e cordiceira, como ela, com sombrias marcas em derredor dos olhos. É impossível saber que impressão lhe fiz. Ela me pareceu devastada. Eu esperava encontrá-la sorrir, malévola, sarcástica. Porém, sua visão me surpreendia tanto que se ao chamá-la me tivesse respondido, não saberia como justificar minha interpelação. Ela, entretanto, falou, embora desconexamente. Conseguiste o que desejavas, não conseguiste? Estás contente, não estás? Sentes-te feliz, não te sentes? murmurou monótonamente. Assim falando, virou a cabeça e olhou um ponto entre as pedras que dali por diante pareceu enfeitiçá-lo, embora eu nada visse ali. Mas ao fazer esse pequeno movimento, seu corpo dançou outra vez e eu cheguei a erguer a mão para contê-la. Entretanto, Otávia devia estar habituada a estados como aqueles, pois sua mente, entre instantes desconexos, lucilava clara e razoável. Não entendi o que se pôs a falar em seguida em latim muito rapidamente. Era uma espécie de monólogo, pois que não se dirigia aparentemente a mim, porém aquele ponto de atração para o qual se voltara. Sua fala intempestiva tinha exclamações e ela estremecia, deixando que as lágrimas rolassem por seu rosto. Fiquei sem saber o que fazer até que se dirigiu objetivamente a mim. Por que se apaixonou por ti? Por quê? Era evidentemente inútil negar, e assim eu disse, não sei porquê. As coisas absurdas têm também sua margem de ocorrência. Otávia manteve suas absurdas frases interrogativas. Sabes certamente que eu adeio, sabes? Sim. Mas por que havereis de me odiar? Mais de uma vez insisto em que tudo isto é um equívoco, um equívoco que se faz lamentável para todos nós. Tu, ela se fez rubra de cólica. Tuteias-me. Tuteias-me. Quem te deu tal direito? Ergueu o seu pequeno rebente de cabo de
que tudo isto é um equívoco, um equívoco que se faz lamentável para todos nós. Tu, ela se fez rubra de cólica. Tuteias-me. Tuteias-me. Quem te deu tal direito? Ergueu o seu pequeno rebente de cabo de prata e tentou atingir minha face. Eu, porém, instintivamente me subtraí ao golpe. Otávia rugiu e me seria de todo impossível repetir os palavrões que fugiam atropeladamente de sua boca em grego e latim. Mentes, mentes, mentes sibilou. Por fim, eu percebi a inutilidade de uma argumentação. Silenciei tomada de um estranho desejo de segurança e deixei que outra vez atropelasse um dilúvio de frases, supondo que aquilo lhe faria bem. Quando silenciou, tentei fazer uma luz chegar à sua mente e expliquei mais uma vez a minha própria negativa diante da situação. Disse que realmente pessoas de posições diversas por vezes se casam, mas isso apenas quando existe uma pequena margem de separação. Não é o que se passa entre nós. Vós, senhora, estáis perto. Com um gesto tereis, se souberdes fazer esse gesto eu disse para tranquilizá-la. A resposta, porém, não foi o que eu esperava. Sim, se ele fosse feliz, basta vê-lo para se saber que é infeliz. É uma vergonha. Tu fizeste, tu? Oh, não, não. Retruquei com energia. Ele é nobre, é bom. Como eu poderia torná-lo deliberadamente infeliz? Por um momento me descontrolei e ela soube aproveitar-se desse momento. Num movimento extremamente rápido e inesperado, conseguiu me acertar. A lambada alcançou-me a face esquerda e o pescoço. Senti uma dor aguda como se produzida por uma queimadura. Ela tirou a cabeça para trás e riu-se. Percebi então que suas lágrimas e o resto não passavam de uma comédia de Ébrido. Na realidade, não lhe ocorria, nem lhe passava pela cabeça, que Prisco fosse feliz ou deixasse de sê-lo. Uma outra intenção, um outro propósito havia nela, embora eu não o pudesse de pronto descobrir. Todavia, eu já não aia. Naquele momento senti apenas piedade e um sentimento desconfortante em face de sua miserabilidade, mas não a temia mais. Não sei o que foi que meu
pudesse de pronto descobrir. Todavia, eu já não aia. Naquele momento senti apenas piedade e um sentimento desconfortante em face de sua miserabilidade, mas não a temia mais. Não sei o que foi que meu rosto deixou transparecer, pois uma onda de ira crispou-lhe a face. És uma miserável vagabunda, uma qualquer de sargeta, uma Ela chorava ao dizer isso e compunha as dolorosas atitudes e esgares das pessoas alcoolizadas. ficou a gaguejar, a mastigar outra frase perdida num lusco fusco de inconsciência. Entretanto, eu ainda não tivera prova do que a trouxera. Certamente aquela chicotada não era suficiente. Otávia ia necessitar de algo mais para encher a taça terrível do seu orgulho. Sair do triclínio de sua gente para seir, despojar na sarjeta. Só na sarjeta fala-se tanto em sofrimento, em dor alheia, sofrimento, dor são termos inferiores. Foram frases que ouvi fragmentariamente entre gritos e trágicas momíes. O que diz em seguida foi mais claro, fez mais sentido para mim. Não está, ausentou-se, saiu, não sabemos para onde, não está no momento. Onde ele está, descubram onde se encontra ele. Voltem a procurá-lo, ó, por todos os deuses infernais. Já sei, saiu, está ausente. Não te esqueças de que sou livre, ele diz. Não te esqueças. Como vim de Roma para Sebasti? Otávio soltou um rugido que me fez estremecer e gritou alucinadamente: "Ó, deixai-me entrar na jaula dos tigres, deixai-me!" Eu estremeci violentamente ante aquela explosão terrível. Otávia, como que sufocada, rasgou e fez soltar histericamente os panos e enfeites de seu decote. Depois caiu para a frente sobre o pescoço do cavalo e quedou irta e muda. Fiquei a olhar seus cabelos soltos, sua cabeça pendida, sem saber o que fazer. Não se tinha erguido ainda quando ouvi dizer baixinho, repisando bem as palavras. Ele merece. Ele merece. Eu lhe darei o que quer. É fácil. Eu te ajudarei a ti e a ele a construirdes o vosso inferno. Queres partir e não podes. É divertido ajudar. Tu o castigas. Castiguemo-lo juntas. A Pulha. Eu não dizia nada.
e darei o que quer. É fácil. Eu te ajudarei a ti e a ele a construirdes o vosso inferno. Queres partir e não podes. É divertido ajudar. Tu o castigas. Castiguemo-lo juntas. A Pulha. Eu não dizia nada. esperava que os vapores do álcool se desanuviassem, a fim de que ela pudesse partir. Eu sabia que um desconhecido perigo pairava sobre minha cabeça. Tinha aguda intuição das armadilhas do seu ódio profundo, mas ainda assim permaneci firme e alerta, sem me descuidar da mão sorrateira que empunhava o chicote. Nossa, né? Pera, deixa eu voltar lá. Os deuses erraram. Os deuses erraram. O Tá ergueu a cabeça e tive a impressão que se recompusera. Ao relampejar insano. Ao o relampejar insano de seus olhos desaparecera. olhou para mim silenciosa, quase normalmente, e disse com natural, uma naturalidade que me encheu de espanto. Nunca foi um rapaz atrevido, sabes? Eu lhe disse muitas vezes: "Os deuses erraram. Nascemos em sexos contrários. Eu deveria ser o homem. Crescemos juntos e eu o ataanava. Os deuses erraram. sempre foi belo, como uma estátua. Não havia mulher que não se voltasse para criança, para o menino, para o homem feito. Paravam para vê-lo e ele parecia não notar, não se importava, mas eu me importava e notava. Eu o espicaçava: "Vês como olham para ti? Que me importa", ele dizia aborrecido, com um ar distante e enfadado. Eu me alegrava. Antes assim, ele deveria ser meu. Ele será meu eu dizia a mim mesma. Mas desde menino já era um velho. Eu lhe dizia: "Vamos, deixa de bobagem, aproveitemos. Todos se divertem". Tomava-o pela mão e tentava forçá-lo. Porém, ele fugia. É manha, quer se fazer de rogado? Diziam os homens. É belo como um deus de mármore moreno", diziam as mulheres. Eu, entretanto, sabia que ele era triste. Por quê? Porque seus pais morreram sob o solário. Não, ele não seria triste de qualquer modo. Desculpa. Não, ele seria triste de qualquer modo. Não adianta eu dizer a mim mesma: "Queres dar-lhe alegria? Alegra-te tu, ó. Mas eu não posso amar a ninguém. Não posso não,
a triste de qualquer modo. Desculpa. Não, ele seria triste de qualquer modo. Não adianta eu dizer a mim mesma: "Queres dar-lhe alegria? Alegra-te tu, ó. Mas eu não posso amar a ninguém. Não posso não, não, não. Esta forma de alegria. Ela terá de vir, eu o arrastarei. Eu o obrigarei. Mas como dominá-lo? Ele luta pelas rédias, depois empaca-se, leva-o o mar, leva-o no os vales, as montanhas, as noites, os dias. Podemos amar alguém e depois odiar, depois tornar a amar e odiar ainda? Já enfiaste um alfinete na carne e o deixaste aí a doer? Um dia corremos os dois em nossos cavalos na praia da enciada. Ele me ultrapassou, mas eu o alcancei e investi sobre ele. Chicoteei-o, estava furiosa. Todas as fúrias estavam em meu braço, dobrando minhas forças. Golpei-o a ele e ao cavalo. Estávamos sobre os penedos. Desgovernados, rolamos sobre as rochas e as as ondas nos tragaram. Safamo-nos, mas os cavalos nunca mais os vimos. Prisco estava ferido, uma ferida longa e fina da orelha ao pescoço. Viste a cicatriz? Eu ria enquanto nadávamos para a praia e lhe dizia: "Marquei-te, marquei-te. Agora tu tens o selo de minha ira. Eu olhava muda e fascinada para Otávia e ela continuou. O sangue corria abundantemente e listrava-o de rubro, pois um olhar fixo e terrificante nas altas ondas onde onde em que tinham desaparecido os animais. E então as lágrimas lavaram-lhe o rosto. Mas não olhou para mim, deu-me as costas. Ninguém pode dominá-lo. Tu pudeste? Será? Não há ninguém assim tão independente, nem com tanta e tão obstinada coragem. Muitas vezes no seu frágil barco, punha-se ao mar, embora a tempestade rugisse e as ondas se fizessem tão altas quanto uma casa. Desaparecia. Morreu diziam. Não morreu, eu gritava. O pequeno leão não morre. Ele regressava mudo, encharcado, muitas vezes ferido. E quando retornava ao mar, eu lhe pedia que me levasse. Implorava, rolava pela areia entre gritos, feri-o com as unhas. Ele não dizia nada. Olhava-me com seus olhos escuros e tristonhos, empurrava agilmente o barco e desaparecia batido
edia que me levasse. Implorava, rolava pela areia entre gritos, feri-o com as unhas. Ele não dizia nada. Olhava-me com seus olhos escuros e tristonhos, empurrava agilmente o barco e desaparecia batido pelo vento, os cabelos esvoaçando como algas negras entre os arrecifes bordados de espuma. Eu gritava e o ameaçava, porém apenas as gaivotas respondiam-me, tatalando suas asas. Eu tomava minha besta e transpassava-as com minhas setas, calava-as com a morte. E assim passamos os anos de nossa infância. Fiz-me bonita. Todos diziam que eu era bela. Sou bela perguntava-lhe. Ele não respondia. Então eu permitia que outros jovens, muitos jovens se aproximassem. Ele, entretanto, não se importava com coisa alguma, nem com ninguém. Veio para Sebastes. Tu acertaste com o filtro. Fizeste o beber, subjulgaste-o. Digo que és uma feiticeira. Será fácil acabar contigo se és uma feiticeira? Otávia se interrompeu com uma feroz expressão no rosto. Só tu o subjugaste? Não, não o subjulguei. Estáis doente. Deveis, deveis ir-vos embora. Por favor, ide-vos. Outra vez me pegou desprevenida e me atingiu brutalmente, mas a grossa manta protegeu-me atenuando o golpe. Tu o subjugaste, tu subjulgaste, mas eu o libertarei. Verás como eu o libertarei. Essa ameaça encheu-me de terror. Não, eu implorei. Não. Sim, tu verás. Ide-vos, ide-vos. Não servirias para ocupar o lugar da última de minhas escravas? rirseíam de ti, víbora capadócia. Queria ver o papel que farias entre os de sua raça. Gostaria de ver o triste papel que tu farias. Gostaria de saber o que ele pensa ao ver-te longe de teu curral? Gostaria de vê-lo enquanto estivesses entre os meus amigos no triclínio e tu cheirando a cabra? Ide-vos, ide-vos embora, eu implorava. Outra vez ela me castigou com seu rebente e enquanto isso gritava: "Como ousas mandar-me, pequena prostituta? Como ousas? E depois o que mais? Irás correndo para os braços dele contar que te gritei na cara as verdades que precisavas ouvir? Irás correr no delatar-me irás? Não sei onde se
e, pequena prostituta? Como ousas? E depois o que mais? Irás correndo para os braços dele contar que te gritei na cara as verdades que precisavas ouvir? Irás correr no delatar-me irás? Não sei onde se encontra. Como poderei falar-lhe? Mil vezes tenho dito: "Nada existe entre nós." Ela fez um tal movimento sobre a cela que apenas por um trz não foi parar ao chão. "Eu te contei tantas coisas?" "Não te contei?", perguntou-me com esgar. "Por que não me contas outras tantas?" Achei desnecessário responder. Ela mergulhou no seu vórtice íntimo e regressou num daqueles breves solilóquios. Ávia. Ele me chamava quando éramos pequenos. Um dia estávamos no jardim das rosas. Ele colheu uma delas, quase doirada, e me deu. Mas a rosa tinha espinhos. Eu o feri com ela. Ele gritou e gotas muito rubras minaram da palma de sua mão. Eu posso feri-lo, é estranho? E ele está sempre perto ao alcance quando quero feri-lo. Tentei outra vez dissuadi-la de tudo aquilo. Era como lutar contra alguém que já morreu. Eu lhe disse, porém ela não fazia caso e ria-se. Não, não quero saber de nada, dizia e balançava a cabeça sempre rindo. Curvou-se e chegou o seu rosto até bem perto do meu. Senti-lhe o bafo avinhado e, por um instante fui acometida por náuseas. Digo-te que não adianta. Ela sebilou: "Ainda que eu morra, não me vencerás". Estremeci, considerando a profunda ameaça que residia por detrás daquelas palavras aparentemente inconscientes. E o efeito delas sobre mim fez com que eu recuasse um passo em tomcida e respirasse fundo para me livrar de seu hálito queimante e embriagador. Tens, porém, uma oportunidade de salvação. uma oportunidade de salvação para ti e para ele", disse, obrigando o cavalo a se aproximar mais e mais, até que eu fiquei prisioneira entre ela e o rochedo. Eu experimentava uma estranha sensação de inconsciência, de torpor. A náusea contida me fazia sentir que desmaiava. Ela falava junto ao meu rosto e seus olhos estavam tão próximos que me pareciam um só adardejar um fluído
estranha sensação de inconsciência, de torpor. A náusea contida me fazia sentir que desmaiava. Ela falava junto ao meu rosto e seus olhos estavam tão próximos que me pareciam um só adardejar um fluído nefasto, ante o qual minhas defesas se desvaneciam. Há um meio vez isto, ela acionou uma pequena mola oculta ao lado de uma pequena áspede de ouro que lhe cercavam dos dedos. A pequena cabeça de ilusentes olhos verdes se bipartiu. Havia um pequenino escrío ali, e dentro dele, inocente e fosco como um minúsculo ovo de passarinho, uma espécie de conta amarfinada. Otávio acolheu-a entre as unhas. Toma-a e ele se salvará. Não sentirás nada. Basta que quebres entre os dentes a casca delicada. É tão fácil. Não sentirás nada, apenas sono. Se o amas, será capaz. Eu me esforçava para respirar e arfava. É sério que a Otávia tava tá propondo para ela eh o suicídio para salvar o o Nossa, fala sério. Um sentimento doentil que leva ao fim trágico. Pois é. E não é aqui não é amor, né, gente? Tá claro isso, né? Ela não é amor que Otávia tem por ele, é posse. Ela quer ser dona dele, né? Não é amor. Não é amor. É isso. É. Ai, meu Deus. Por que tens medo? Não és feliz? És de que adiantará uns dias a mais, uns miseráveis dias? em que apenas vê-lo sofrer e morrer. Fiz que não, balançando a cabeça e essa fraca negativa febricitou-a. Ah, sim, já começas a compreender. Vez o quanto podes fazer por ele, devolvê-lo à vida. Vamos, abre a boca, eu te ajudarei. Meus lábios tremiam. Eu fui abrindo a boca de pouco em pouco e diante de meus olhos, avançando com a pequenina esfera entre as unhas polidas, a mão de Otávia crescia. Ela falava e aquele vapor cálido era como uma névoa atrás da qual as chispas dos meus olhos desmesuradamente abertos e próximos, pareciam crepitar em pequeninas labaredas cor de sangue. Nem há mais leve dor, nem nada. Vive-se por amor, eu pensava em relâmpagos. Morre-se por amor. Sim, era fácil. Agora o nevoeiro era mais denso e a claridade do dia se fazia treva. Sensações como o gosto das
mais leve dor, nem nada. Vive-se por amor, eu pensava em relâmpagos. Morre-se por amor. Sim, era fácil. Agora o nevoeiro era mais denso e a claridade do dia se fazia treva. Sensações como o gosto das lágrimas em minha boca entreaberta ou o solo fugindo sobre meus pés se faziam mais e mais remotas e entre as sombras o sussurro envolvente e amigo assegurava. E depois mais nada. Olha, eu vou dar uma paradinha aqui para falar uma coisa para vocês. É assim que o obsessor conversa com o o obsediado para convencê-lo a fazer as coisas mais estapafúrdias que você puder imaginar. É essa conversa que vem à cabeça da pessoa que tá profundamente deprimida, pensando em colocar fim a própria vida. É uma fala que envolve a pessoa de tal maneira que ela não consegue pensar em outra coisa. Tem tem cabimento a gala aceitar se suicidar? Não tem, né? Quem poderia imaginar uma hora antes dessa dentro dessa narrativa que isso poderia acontecer? Mas é assim que acontece. Não é só com a gala. Isso pode acontecer com qualquer um de nós. A gente começa com esse pensamento de, ah, as pessoas não gostam de mim, parece que eu não faço nada certo. Isso vai não crescendo, não crescendo, não crescendo. E aí quando você percebe, você já tá envolta numa depressão e já não vê mais significado na vida. E daí para frente é preciso ajuda profissional, é preciso ajuda dos familiares, dos amigos, das pessoas que trabalham com a gente, mas é preciso ajuda profissional, porque é esse é o caminho. É dessa maneira que o envolvimento vai acontecendo de formas por motivos diferentes, mas o envolvimento é esse. Não é a própria Otávia, né? A própria Otávio ali tava atuando como obsessor, né? Podia ter um obsessor junto dela. Ah, tá, entendi. Podia ter um obsessor junto dela. Sem dúvida nenhuma. Sem dúvida nenhuma. Então vi o rosto cadavérico de Otávia e em derredor dela volitando estranhos e diabólicos pássaros. Sombrias criaturas em esgares de loucura gesticular apontar e murmurar em torvelinho aos meus ouvidos. E os obscuros seres nos diziam
ávia e em derredor dela volitando estranhos e diabólicos pássaros. Sombrias criaturas em esgares de loucura gesticular apontar e murmurar em torvelinho aos meus ouvidos. E os obscuros seres nos diziam a mim e a ela as mesmas frases de fuga. E depois mais nada. E depois mais nada. e afogueava-nos com seus hálitos imundos e afogueava-nos com seus hálitos imundos e pestilentos num vórtice que mais e mais nos carreava para o centro da treva. Ah, Rosiane, você acertou, Rosiane. E tudo isso porque o não para Otávia não existe. Ela quer tudo que pode ter, o que não pode, ela quer destruir. É isso. Olha só, Rosiana Sertana. Quis reagir, lutar, mas não pude. Infindáveis fios, como emaranhada em tenebrosa teia nos envolvia ambas. E assim, a pequenina esfera estava suspensa, inexorável sobre minha boca. Minhas pálpebras penderam pesadas como chumbo. A sutil conta do mal tocou meus lábios e foi aí que ouvi, através das vozes que argumentavam e da espessa néva um som conhecido, o ladril ladrido alarmado de corona. Abriu os olhos, o quadro se modificara. Poucos passos além de nós estava e a seus pés, arrepiada e agressiva, a rosnar, mostrando as presas o fiel animal. Uma branda claridade iridicente parecia envolver a figura do ancião. É um espírito, viu? O Adastro é desencarnado, lembra? Os escuros seres se agitaram, incomodaram incomodados. e a tecer sua rede tornada e a tecer sua rede tornada impotente van. Zumbiam como abelhas inquietas. Eu cuspia a conta envenenada. Depois não sei o que se passou. Lambendo-me o rosto, Corona trouxe-me de volta a consciência. Abriu os olhos, estava só. No silêncio da step, apenas a água cantava a sua voz mansa e doce. As visões se tinham apagado, mesmo a visão bem fazerja se apagar. Eu sonhara? Não, pois que Corona estava ali. Não sabia quanto tempo se passara. Não muito, pois a sombra do penedo pouco se modificara. Ergui-me, alcei a bilha e voltei para casa. Pelo amor de Deus, né, que essa moça não tem um um mês de sossego, né? Pelo amor de Deus. Capítulo 21.
o muito, pois a sombra do penedo pouco se modificara. Ergui-me, alcei a bilha e voltei para casa. Pelo amor de Deus, né, que essa moça não tem um um mês de sossego, né? Pelo amor de Deus. Capítulo 21. Lá vamos nós para o capítulo 21, minha gente. Vocês estão preparados para isso? A o texto é e o texto. Pronto. Ô Jesus Cristo. Ainda bem, né? Para para vocês. Ela viu, né, o espírito, ela viu o espírito vindo socorrê-la. E às vezes, muitas, na maioria das vezes, a gente não vê, mas eles vêm socorro. Eles vêm nosso socorro. É que nem sempre a gente tá eh conectada o suficiente com o plano espiritual para poder enxergar, mas que eles vêm. Ah, isso não há dúvida nenhuma. Então, vamos lá. Capítulo 21. A primavera chegou finalmente, porém, ao se despedir o inverno, assopraram os ventos hostis, em meio às quais o terrível natos, que, segundo a crença popular, nascia no Tífe e ao qual era preciso à noite sacrificar galos e carneiros negros. Coitado dos bichinhos, né? Parece a história de que gato preto dá azar, né? Não é isso? Assim que os primeiros talos verdes surgissem, eu voltaria ao pastoreio, libertando os animais já fartos da longa prisão e do estreito recinto, onde corcoveavam e davam-se amarradas. Numa clara manhã, com o vento assobiando em redor de mim, eu trocava a água dos animais já no redil exterior, quando ouvi um alarido de vozes em frente à casa. Não podia ver quem chegava. Porém, foi fácil, mesmo através da ventania, reconhecer as vozes de muitos de nossos amigos, entre os quais Eunoico e Nícalo. Entraram, mas que como eu voltava à gruta, pude ouvir o que falavam. Mais do que certeza, Nícalo dizia. Leôcio viu e ouviu-o em porzerna. Porzerna deve ser. Prepara-se para alcançar Antióquia e descerá o rio até Sebasties. Será pura loucura perder tal oportunidade? Melhor será mandar alguém ao seu encontro num porto qualquer rio acima. Depois o acompanhará até aqui. Anjo e Cândido poderão se encarregar disso. Ainda que não possam vê-lo pessoalmente, instruirão nossos
r será mandar alguém ao seu encontro num porto qualquer rio acima. Depois o acompanhará até aqui. Anjo e Cândido poderão se encarregar disso. Ainda que não possam vê-lo pessoalmente, instruirão nossos companheiros de toros e lucos para que nos avisem com tempo de esperá-lo. Leôcio conta que foge as manifestações. Não deseja tão pouco que se altere o ritmo dos trabalhos comuns, o que é justo e compatível com a ideia que dele fazemos. Mas a questão é esta. Meliton recusará a recebê-lo na igreja. Houve uma pausa até que Cirilo disse com vivacidade: "Não, não receberás." Está claro que não. Entretanto, houve uma pequena confusão de vozes. Logo depois, a voz de meu irmão explicando. Mas se trata de um homem acostumado a disciplinas severas. Não lhe será desagradável hospedar-se nas ruínas. As ruínas estavam limpas e agradáveis. Quem iria hospedar-se nelas? A ideia vingou, pois um outro pequeno tumulto se estabeleceu, mas dessa vez tinha o calor inequívoco dos aplausos. Uma das vozes alvrou que estavam no momento asado para sessão inauguratória. E daria tanto certo porque ele estaria conosco por aqueles dias. Eu ainda não pudera saber do que ou de quem falavam. Da segunda vez avisarei a todos isso. E porque tratarei de trazer Leonço comigo. Veio para ficar. Era pois um novo elemento a chegar. Mas por que motivo causava tanta excitação? Subi a escada e entrei na cozinha. Meu irmão correu ao meu encontro. Sabes quem está para chegar? Perguntou-me com euforia. Leôcio. Respondi. É bem coisa de adolescente fazer isso, né? Sabes quem está para chegar? Aí você estraga a surpresa do sujeito e fala: "Leúncio". Ai ai. Então vamos conhecer o Leôcio. Ai gente, eu desculpa, mas falou Leôcio, eu lembrei do personagem do Pica-Pau. Vocês lembram do Leôcio? Estela, quem já teve contato com alguém alcoólico sabe muito bem a atitude de Otávia. Pois é, eu não eu eh não tive assim contato de proximidade, mas a gente eventualmente vê um outro bêbado, né? E realmente é uma complicação, né? As atitudes de Otávia,
e muito bem a atitude de Otávia. Pois é, eu não eu eh não tive assim contato de proximidade, mas a gente eventualmente vê um outro bêbado, né? E realmente é uma complicação, né? As atitudes de Otávia, o obsessor se aproximou. A raiva. É verdade. É verdade. Não sei se vocês viram um Gustavo Espiritismo no Instagram, não sei se vocês seguem ele, Gustavo ponesiritismo. Ele tava falando hoje ou ontem, não sei se a postagem de hoje ou de ontem, é desse final de semana. Ele falando a respeito da compra de quando a gente adquire roupa usada, né? E aí os comentários são eh é uma pena, né? Às vezes a pessoa não não tem muita ideia, né, do que ela tá, não estuda exatamente a respeito daquele tema e aí vai reproduzindo o que outras pessoas falam para ela. E ele explicando, né, que ah, obviamente que a nossa energia fica impregnada, não só nas nossas roupas, nos nossos objetos, no celular, na casa da gente, eh, num quadro que a gente gosta muito, enfim, a nossa energia vai se acumulando nas coisas que a gente usa. Obviamente que é assim que funciona. Tem mediunidade, inclusive que faz essa leitura dess desses fluídos que ficam ali impregnando, né, o objeto, energia, enfim, chama do jeito que você achar melhor. Isso só vai nos perturbar, como disse a, como acabou de dizer a a graça, só vai nos perturbar se nós estivermos com a porta aberta para que a perturbação nos alcance, não é? Então, tudo pode nos perturbar. Depende de como a gente se comporta, depende de como a gente pensa, depende de como a gente age, depende do que a gente ouve, do que a gente lê, de com quem a gente se conecta, sabe? Do que que a gente tá pensando, se a gente fica estimulando aqueles pensamentos muito negativos, sabe? Quando alguém faz alguma coisa que incomoda, que irrita a gente, em vez de você se desfazer daquele sentimento, você fica: "Nossa, mas não é a primeira vez que ela faz isso, ela já fez isso antes, porque ontem já se viu, porque não sei o quê, porque não sei o que lá". E você fica retroalimentando aquele
imento, você fica: "Nossa, mas não é a primeira vez que ela faz isso, ela já fez isso antes, porque ontem já se viu, porque não sei o quê, porque não sei o que lá". E você fica retroalimentando aquele aquele sentimento ruim e aí as cois as os espíritos que estão com o mesmo sentimento, com essa nessa mesma faixa vibratória, eles vão se aproximando, sabe? Aí depois a gente fala assim: "Ah, fizeram trabalho para mim". Não precisa fazer trabalho, né? Não precisa. A gente dá conta. A gente dá conta de perturbar nossa vida, não é? Então vamos lá. Vamos conhecer o leonço. Era no fim do outono e por isso a noite estava intensamente fria. Os homens se juntaram diante da casa senhorial em volta da em volta na névoa. Os grupos estariam invisíveis na névoa e no escuro intenso da noite não fosse as taedas que dois deles seguravam mais ou menos ao nível de suas cabeças, de modo que seus rostos podiam ser reconhecidos. Lá dentro, o velho amo estava morto e sendo velado. Eles esperavam o novo que foi mandado chamar. Este novo senhor é o assunto das conversas dos homens e Leôcio fica atentamente a ouvi-los. Um dos homens diz que o filho do amo tinha idade e altura de Leôcio quando se for embora. Não houvera propriamente um atrito. Apenas, como diziam, o pássaro fortalecera asas e voara. Isso porque a casa senhorial configurava uma jaula e todos eles eram de certa forma condenados. Agora tratava-se de saber se o regime da prisão ia se tornar mais ou menos suportável. Por esse motivo, os homens mais velhos torciam nervosamente na expectativa da chegada do novo ano. O frio se fazia mais e mais intenso, porém era impossível se recolherem. Não apenas pelo dever de esperar, porém pela incerteza. Não era bom levar a incerteza para o travesseiro, pois se transformaria numa noite de insônia. Assim, até os mais velhos permaneciam firmes, mesmo porque, por seguro era melhor dar ao Senhor a prova de uma consideração que muito provavelmente se deveria tornar em subserviência. A espera já se tornava insuportável
velhos permaneciam firmes, mesmo porque, por seguro era melhor dar ao Senhor a prova de uma consideração que muito provavelmente se deveria tornar em subserviência. A espera já se tornava insuportável quando o tropéu dos cavalos se faz ouvir. As taedas são levantadas alto, a fim de que o rosto do recém-vindo possa ser bem visto. E Euo finalmente é um homem no qual a mocidade já fenece, de cabelos grisalhos e rosto anuviado pelo cansaço. diante dos servidores, entretanto, tem uma saudação inesperada que os põe mudos de surpresa. A paz seja convosco, é o que diz. Deu para entender? O novo Senhor é cristão. Leôcio gosta de lembrar esta noite ou toniça que der início a tão grandes modificações em sua vida. nos dias que se tinham seguido o novo amo, quisera conhecer os escravos e assalariados da casa um a um. Depois disso, criara um novo hábito. Reunia-se a eles no grande átrio, a princípio para conversar sobre os problemas da propriedade, consultando e trocando ideias com o dispenseiro, a cozinheira, os homens das lavouras e os peões. Os escravos eram chamados a opinar com brandura e consideração. Isso até o dia em que libertara todos. Um homem não tem o direito de escravizar outro homem", dissera. Mas já aqui a situação se modificara tanto que nenhum deles o abandonou. Numa dessas noites, no átrio maior, o amo falou-lhes de Jesus. Uma grande estrela caíra, riscando de azul o negro espaço entre agudos prestes. Como quem estivesse placidamente à espera de um pretexto, o amo falara-lhe sobre a cena bucólica do nascimento do estranho rei que desdenhara as púrpuras do mundo. Os ouvintes se enliaram nas malhas do da cativante história que prosseguira noite após noite. O amo era um pintor de palavras. As pessoas e circunstâncias surgiam vivas e irresistíveis de seus gestos, de sua voz, do reluzir de seus olhos. A alma de Leôcio era um pergaminho em branco, onde o prodigioso prodigioso roteiro de pouco em pouco se traçava. Dos acontecimentos da Judeia distante, transcendiam deveres e
do reluzir de seus olhos. A alma de Leôcio era um pergaminho em branco, onde o prodigioso prodigioso roteiro de pouco em pouco se traçava. Dos acontecimentos da Judeia distante, transcendiam deveres e responsabilidades, expectativas novas para cada criatura em si mesma ou em relação às outras. E havia emocionadas promessas, visões que deslumbravam a alma do adolescente. O novo amo era também um homem paciente. deixou que o tempo corresse sossegadamente e só quando sentira no jovem servidor as raízes já robustas e aprofundavas aprofundadas de uma nova atitude, de um novo comportamento, anunciou-lhe sua intenção de mandá-lo a Roma para os estudos necessários ao aprimoramento de sua sensível inteligência. Leonaria? E no dia em que partira, o novo Senhor, que assim prosseguiria sendo chamado, mesmo já dobrado pelos anos, como uma significação, talvez, da nova vida que trouxera a todos, dissera-lhe: "A palavra de Jesus seja como um selo para sobre tua fronte e sobre teu coração." Leôcio gosta de relembrar isso com o prazer com que alguns degustam lentamente o mais saboroso vinho. Cirilo se confundiu. Sim, Leôcio, porém não apenas ele. Ários. Nossa, Arrios vai passar em Sebasties. Vocês lembram, né? Quem é Ários? Lembram aí? Quem lembra? Quem lembra? Quem lembra? Quem lembra? Quem lembra? Quem lembra? E aí, vocês estão muito quietas, vocês não lembram quem é o Arrios, hein? Acho que eu tenho. Não, não sei. Não lembro se tinha foto dele. Acho que não tinha foto. Deixa eu ver. Vou procurar aqui. Achei. Oi, Denis. Boa noite, Bem. Bem-vindo. Ou eu não vou colocar o Vou colocar o slide inteiro. Lembraram? Aqui tá ário, mas ele também é chamado de arrios. Lembram dele lá do começo? Era ele que discutia com o com o Alexandre, lembra? Arrios, o presbítero. Alexandre fala, defendia a existência da Santíssima Trindade e que Jesus, portanto, era Deus. E Ários defendia o oposto, que Jesus era o filho de Deus e não o próprio Deus, né? Jesus era Jesus e Deus era Deus e não a Santíssima Trindade.
da Santíssima Trindade e que Jesus, portanto, era Deus. E Ários defendia o oposto, que Jesus era o filho de Deus e não o próprio Deus, né? Jesus era Jesus e Deus era Deus e não a Santíssima Trindade. Lembraram, hein, turma? Isso. Isso. Podemos dizer assim. Podemos dizer assim. Ele defendia, ele defendia, na verdade, que Jesus não era uma divindade, né? que Jesus não era Deus. Jesus era filho de Deus ou é filho de Deus, certo? Ah, muito bem. Esse é o o Arrios aí, né? Lá no começo a gente trata ele como ário, mas é ários. Eles vão, cada em em em cada idioma eles têm um uma representação diferente do do nome dele. Então, Arrios vai aparecer em Sebastians. Olha só como Sebastiá Terezinha lembra. Muito bem, muito bem. Domingo que vem tem mais. Domingo que vem tem mais. Certo, gente? Estaremos de volta no próximo domingo e eu espero que vocês estejam aqui também. Um beijo grande para vocês, tenham uma ótima semana. Fiquem com Deus e até เฮ
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