A Esquina de Pedra | Stela Martins | 01.02.26

Conecta Espiritismo TV 02/02/2026 (há 1 mês) 53:30 3 visualizações

Descrição Essa série de lives tem por objetivo principal divulgar a obra “A esquina de pedra” e seu autor, Wallace Leal V. Rodrigues. O livro aborda a história do cristianismo primitivo e a formação do catolicismo, com capítulos que se assemelham a crônicas poéticas, explorando temas como a fé, a caridade e a transformação moral. https://www.oclarim.com.br/a-esquina-de-pedra/p O autor Wallace Leal Valentim Rodrigues, autodidata, foi ator e diretor de teatro, diretor de cinema, escritor, jornalista tendo atuado durante 25 anos na Casa Editora o Clarim como continuador da obra de seu fundador, Cairbar Schutel. Conheça a trajetória inspiradora desse espírito no documentário WALLACE LEAL – PODERES DO ESPÍRITO (Márcia Tamia | Zé Henrique Martiniano) https://youtu.be/pwItf50t0fg?si=D2qw3eQpXZMVXeyo #espiritismo, #doutrinaespírita, #allankardec, #reencarnação, #mediunidade, #evoluçãoespiritual, #vidaapósamorte, #cristianismoprimitivo, #esquinadepedra 🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5483594840801280

Transcrição

Nascer Rei nascer ainda e progredi sempre. Não é além. Nascer, nascer renascer, renascer ainda e progredir, progredir sempre sem ser. Não é nascer o rei nascer ainda. Boa noite. Boa noite para todos. Sejam todos muito bem-vindos ao nosso mais um episódio do nosso estudo sobre esquina de pedra. esse livro belíssimo do Wallace Leal Rodriguez, que nós estamos lendo aos poucos porque ele é maravilhoso e nos remete a reflexões fantásticas. Vocês me avisem se o som não estiver muito bom, porque eu instalei agora o microfone e não consegui testá-lo. Então, se não tiver bom, vocês me avisem, por favor. Paloma, boa noite, querida. Muito obrigada por ser membro de um canal espírita. Maria Lúcia, boa noite. Olguinha, boa noite. Rosiane, boa noite. Boa noite, Nivalci. Ah, que bom, Rose. Que bom. Ainda bem, porque eu coloquei agora, falei assim: "Nossa, não deu tempo de testar". Como vocês estão? Esperam que bem. Vocês estão ouvindo o barulhinho da chuva, né? De vez em quando vocês vão ouvir um trovão também, porque tá chovendo bem desde o da semana passada. Oi, Chiley, que bom, querida. Boa noite. E nós estamos aqui quase que embolorando já de tanto que chove, mas eu não tô reclamando. Deixa chover, deixa chover, porque senão quando chegar na época do inverno, que é aqui pro pro Sudeste, eh a época da estiagem, né, da seca, aí nós não vamos ter água. Então deixa chover bastante agora no verão, que é a época certa, não é mesmo? Muito bem. Vamos eh paraa nossa prece. Vou colocar aqui uma prece aqui. De mim eu saio em busca da verdade, em vida e morte procurando a ti. Consigo estrelas, magas, santidades, arcanjos, monges para te descobrir. Doce verdade, sei que estáais em tudo. Então, em tudo eu irei te buscar. E em cada tudo encontro um pouco o mundo, mas é inteira que eu quero te achar. Religiões, doutrinas, ritos, seitas, onde enjaularam sábios e profetas, adoram a casca e perdem a essência. Não te detém, não te procuro menos. Te busco em versos, cantos ou ciências na antiga vida e na que virá. Minha alma

itos, seitas, onde enjaularam sábios e profetas, adoram a casca e perdem a essência. Não te detém, não te procuro menos. Te busco em versos, cantos ou ciências na antiga vida e na que virá. Minha alma voa solta onde pensa, aonde a procura queira lhe levar. E quando eu canso, eu volto à minha casa, mergulho fundo em mim a meditar. Mas quando chego e ouço a minha alma, eis que ela anseia a verdade encontrar. E assim eu saio em busca da verdade, em vida e morte procurando a ti, seguindo estrelas, magos, santidades, arcanjos, monges para te descobrir. A produção da Samia é maravilhosa, né? Vocês visitem o site Saga das Almas e também o canal no YouTube que tem o mesmo nome, Saga das Almas. Inscrevam-se no canal, curtam as mensagens que estão lá, as mensagens lidas como essa. Curtam também as músicas da Sâmia que estão lá. Eh, não fiquem sem se inscrever nos canais espíritas. Aqui retransmitindo a o nosso estudo da esquina de pedra, parte do canal Consolar Esclarecer que está sediado em Portugal. Inscrevam-se no canal Consolar Esclarecer. Inscrevam-se também nos parceiros de retransmissão, Grupo Espírita Fonte Viva, Rádio Espírita do Paraná, o Iges, que é o Instituto Goiano de Estudos Espíritas, a Web Rádio Fraternidade e o Conecta Espiritismo TV. Mas se inscrevam em todos os canais espíritas que vocês porventura encontrarem no YouTube, porque é essa a inscrição todas as vezes que vocês curtem e principalmente os comentários que são feitos. Mesmo que seja um simples bom dia, boa tarde, boa noite, qualquer comentário é uma figurinha. Isso faz com que esse material seja oferecido para mais pessoas. Eh, a Anete Guimarães tem uma entrevista num podcast espírita em que ela explica muito claramente sobre isso, o tanto que é importante que nós todos faç eh curtamos as lives, façamos comentários nas lives espíritas, nas boas, né, obviamente aquelas que a gente sabe que o conteúdo doutrinário não é o adequado. Aí a gente não precisa nem curtir, nem se inscrever, né? Mas os que são bons, a gente precisa

espíritas, nas boas, né, obviamente aquelas que a gente sabe que o conteúdo doutrinário não é o adequado. Aí a gente não precisa nem curtir, nem se inscrever, né? Mas os que são bons, a gente precisa fazer isso, porque senão a a inteligência artificial não entende que aquele conteúdo seja relevante para ser oferecido para mais pessoas. E aí ela acaba oferecendo o conteúdo que não é adequado, porque a gente entra no nos nos vídeos que a gente não gosta, por exemplo, ou nas publicações em rede social que a gente não gosta e fica fazendo comentário lá muitas vezes desnecessários, muitas vezes deseducados, deselegantes e achando que a gente tá ajudando de alguma forma, mas nós não estamos. Nós estamos atrapalhando o espiritismo fazendo os comentários, porque a máquina não sabe o que é um comentário a favor e um comentário contra no chat. Ela entende que se tem muito comentário, aquele conteúdo é relevante e aí ela apresenta para todo mundo. Certo? Se eu, se você, se eu não conseguir me explicar muito bem, procura aí na internet, quando a gente terminar aqui a nossa conversa, procura Nete Guimarães, inteligência artificial, que vocês vão encontrar esse essa entrevista dela no podcast e vocês vão entender direitinho porque ela é ótima para explicar, né? É bem melhor do que eu. Maria das Graças, boa noite, querida. Oi, Miriam, boa noite, meu bem. Vamos lá paraa nossa paraa nossa leitura. Lembrando todo mundo que nós estávamos o ano o ano passado, o mês passado, né? A semana passada a gente tava naquele eh trecho em que a gala e os animais que ela tava pastoreando foram atacados por uma pantera. E há um uma comoção muito grande na região, porque a Pantera não é um animal típico daquele daquele daquela área. Então, alguém levou a Pantera para lá e mais do que isso, né, eles estavam eh desconfiados de que o animal tinha recebido algum tratamento específico para ficar mais violento do que ele costuma ser por conta da violência mesmo do ataque, né? Ele não atacou um animal ali para comer, ele tava atacou tudo que

tinha recebido algum tratamento específico para ficar mais violento do que ele costuma ser por conta da violência mesmo do ataque, né? Ele não atacou um animal ali para comer, ele tava atacou tudo que ele viu na frente. Então agora nós vamos continuar, né, que eles estão ali conversando ainda. Esse é o assunto eh do momento ali para todos, para nós também. Fala-se em Sebastes sobre o sucedido. A jaula foi transportada por escravos carregadores. Abandonaram-na depois que a porta foi aberta. Mamãe disse qualquer coisa, porém outras pessoas entravam na sala e eu perdi sua frase. A conversa então se armou entre exclamações e retrospectos. Entretanto, eu percebia que o animal que o animal selvagem fora morto e isso acendeu minha curiosidade. Quis levantar-me, porém o quarto dançou diante dos meus olhos e tive voltar tive de voltar à antiga posição. Procurei concentrar-me no que diziam. Filotemo, Janteo, Caio, Eutíquio e Guto, Gúdio estavam na sala. O aparecimento de Eunóquio e Valente era tido como um verdadeiro milagre, e muitas palavras de reconhecimento eram-lhes dirigidas. O rebanho se encontra numa agitação indescritível. Ouvio, dizer: "Serão precisos dias para que os animais voltem a se tranquilizar. Oito carneiros e três cabras tinham sido mortos, mas corona com a ajuda de Deus seria salva. A voz de mamãe soava aguda e discordante. Cirilo monossilábico. Está dormindo agora. Não sei como escapou. E Ila, mandei chamar-te a fim de que oremos juntos. Pelo que se seguiu, deduzi que corona em seu cesto de junco fora trazida para o centro da sala. Fiz um esforço, ergui-me e abri a janela, dando passagem ao vento fresco da noite. Então, enquanto a voz terna de Filotemo se fazia ouvir numa súplice irrogativa, percebi que alguém estava lá fora. Eu vou parar aqui porque eu vou vou dizer o seguinte, eh, a gente tem uma uma discussão. Eh, oi, querida. Ainda bem que você chegou. Eh, a gente tem uma discussão no movimento espírita se se deve dar passe em animal ou se não deve dar passe em

seguinte, eh, a gente tem uma uma discussão. Eh, oi, querida. Ainda bem que você chegou. Eh, a gente tem uma discussão no movimento espírita se se deve dar passe em animal ou se não deve dar passe em animal. E isso muitas vezes vira uma confusão. É diferente você discutir se deve ou não dar passe em animal e se deve levar o animal paraa casa espírita para dar o passe, porque levar o animal até a casa espírita para tomar o passe requer uma série de outros cuidados, né? Então, quando vocês virem essa discussão, tenham muita atenção, porque nem toda a casa espírita tem estrutura para receber um animal ou vários animais para que eles tomem passe, por exemplo. pelo que a gente tá vendo aqui, pelo que a gente já conhece de outras obras também, eh, os animais podem sim receber passe, porque a quem já teve ou quem tem um animal de estimação sabe como ele é importante na casa, como ele é importante pra família, como ele é um ferramenta muitas vezes de equilíbrio, de harmonia. ia para casa, né? Quem tem animal sabe que é só a gente ficar um pouco desarmonizado ou a gente ficar doente que eles logo encostam na gente e querem ajudar, né? Parece que eles estão ali tentando conversar. Então, eh, obviamente que você querer doar energia, boa energia ou dar doar bons fluídos com animal é sempre positivo e é sempre muito bem visto pela espiritualidade, né? Lúcia, boa noite, querida. Boa noite. Voltando lá pro nosso texto. Bom, ela abriu a janela e percebeu que tinha alguém ali, né? Concentrei meu poder visual na figura e enquanto minhas têmporas batiam como um tambor, vico. Fui capaz de imaginar o barco preso nos juncos, numa das pequenas enceadas em direção da casa. Doidamente, ele avançava pela trilha, contornava o redil e vinha parar sobre a janela. Fechei os olhos, imaginando estar às voltas com uma visão. Depois abriu-os. Ele estava lá. O que sucedeu em seguida foi continuação de uma pura loucura. Agarrando-se a pequenas saliências da rocha, guindou-se até onde me encontrava. Enquanto remava rio

visão. Depois abriu-os. Ele estava lá. O que sucedeu em seguida foi continuação de uma pura loucura. Agarrando-se a pequenas saliências da rocha, guindou-se até onde me encontrava. Enquanto remava rio acima, concentrava-me em tua janela", disse aflitivamente, "E mil vezes pedia que viesses até ela e que a abrisse. Tu pudestes ouvir o apelo do meu pensamento. Eu não sabia se o ouvia ou se ouvia Filotemo lá dentro, que num assento apaixonado, pronunciava uma das mais belas preces que eu jamais tornaria a ouvir. Levei minha mão aos lábios de Prisco e Filo-lo calar-se. Então ficamos então a ouvir a bela e fresca voz que claramente chegava até nós. E enquanto isso, ao luar, eu fixava o rosto angustiado que tinha bem junto ao meu cintilante, falando de amor e desespero. E aqueles momentos de silêncio se prece nos fizeram bem. Se alguém se aventurasse a olhar para trás da treliça, certamente veria Prisco. Porém, isso não se deu. Eu percebia que em conjunto na sala impunham as mãos sobre o animal ferido e que na doce paz que se fazia, misteriosas vibrações impregnavam todo o ambiente, envolvendo-me em efúvios curativos. Eu tinha uma das mãos sobre os lábios dele, a outra em sua nuca, e uma mágica comunicação se estabeleceu. Eu vi o rosto dele serenar-se e a dor esfogueiante que me feria a cabeça se desvanecer. Vi a surpresa e gratidão refletir-se em seu olhar e, passando aquele momento desconhecido e surpreendente, mansamente beijou-me a mão que ainda tinha sobre sua boca. Agora que me viste, retorna", disse-lhe com doçura. Não, não ainda. "Por que não entras?", propus. "Como poderias, como poderia dizer-lhes como explicar? Num minuto estarão aqui. Precisas ir? Querias ver-me? Não querias? Teu desejo foi satisfeito." Prisco hesitou. Apertei a cabeça dele contra meu peito e beijei-lhe os cabelos. Depois disse com ternura num sussurro: "Estou sã e salva. Volta sossegado amanhã. Então ele precisava irse embora. Eu senti senti embora, desculpa, ele precisava ir-se, embora eu

eijei-lhe os cabelos. Depois disse com ternura num sussurro: "Estou sã e salva. Volta sossegado amanhã. Então ele precisava irse embora. Eu senti senti embora, desculpa, ele precisava ir-se, embora eu sentisse pena. Assim a senti. Sim, amanhã. Ele desceu, eu deitei-me. Mamãe estava entre a parede e a treliça. Estás acordada? Sim, estou. Ai que medo. Jesus amado. Levei a mão ao peito. Minha roupa de dormir estava úmida. Prisco chorara. Ali estava o sinal de suas lágrimas. Meus amigos cercaram-me o leito. "Tu te sentes melhor?", perguntou-me Filotemo com ternura. Sim, enquanto atendi as corona, o auxílio espiritual envolveu-me. Pude senti-lo perfeitamente. Souvos grata a todos. Eram muitos ali, além dos habituais, os três agitadores, Egdício, Zenóbia e Heráclio. Sobretudo a voz, eóico e valente, quero agradecer. Ora, não é preciso. Agora mesmo pensava, o encontro contigo, apesar de em situação tão lamentável, fornece um interesse novo para mim. É o que também penso, apressou-se Valente em dizer. Alegro-me que seja assim, disse-lhes. Filotemo olhou-os de significativa maneira. Sabeis agora que somos cristãos falou. Sim, sabemos. E é tudo tão diferente do que esperávamos. Enquanto saíam, tomei a mão de Filotemo e apertei-a nas minhas. Tu és muito bom. Sabes como te intitulo em meus pensamentos, queridíssimo amigo? Depois quis mudar de assunto e lhe perguntei: "Também estes?" Sim, também estes. Eles estão falando e também estes porque eles também são partes do elo, né? Os dois agitadores, os agitadores ou aurigas competiam nas corridas dos circos. Eu falei, né, que ela ia explicar direito. Então vamos lá. Eles competiam nas corridas dos circos. eram protótipos da de audácia, mas não gozavam de bom conceito. A favor do povo e a o favor do povo e a estima dos poderosos fazia com que desfrutassem de certa impunidade, o que os tornava mais perigosos. Aqueles dois eram extremamente jovens e saudáveis. ainda não exibiam os sinais da perversão. Sorri para Filotemo. Onde mais irás

que desfrutassem de certa impunidade, o que os tornava mais perigosos. Aqueles dois eram extremamente jovens e saudáveis. ainda não exibiam os sinais da perversão. Sorri para Filotemo. Onde mais irás recrutar os teus personagens? Perguntei-lhe. Só Deus sabe. Houve uma bulha lá fora. Os que se preparavam para partir despediam-se. Eliano e seus homens regressavam da caçada. Em meio à agitação, entraram para dentro da casa. O animal vinha suspenso pelas patas num dos varapaus. Jogaram-noos sobre a laje da sala. "Queres vê-lo?", Cirilo me perguntou. Amparou-me para que eu chegasse até lá. Era maior do que as nossas cabras, do tamanho talvez de corona, um bonito animal negro como a noite, bem tratado de pelo luzidio e sedoso, um certeiro golpe de lança varara-lhe o coração. Vendo-o ali impotente, com uma baba sanguinolenta escapar-se pelos dentes afiados, tive pena. Pior eram os homens que dele tinham feito um instrumento diabólico de impiedade e de destruição. De inopino, a sala dançou perigosamente diante de meus olhos. O animal morto se transformou num escuro borrão. Fui levada de volta para o leito, atacada de insuportáveis náuseas. Mas de pouco em pouco o sono foi outra vez me vencendo. Vovô assentara-se à minha cabeceira e percebi por último que mamãe e Cirilo ofereciam aos companheiros de Eliano algumas das cabras e ovelhas mortas. Do lado de fora vinham suas exclamações, o característico som de quem põe algo de pesado às costas. Depois passavam por debaixo de minha pequena janela entre risinhos, tagarelando em seu áspero dialeto. As taedas lançavam revérberos vermelhos nas gretas. A terra dura chiava suas sob suas pesadas sandálias. Em seguida, tudo se apagou. Minha memória guardou precisamente aqueles dias. E hoje posso ainda ver os visitantes amigos, entre os quais enobia e gêmea, gema. Vejo-lhes os rostos jovens e sorridentes, iluminados pela lucilante chama da lâmpada de óleo, e procuro contar nos dedos para ver quantos já eram. Não os 39 ainda, pois que muitos estavam ainda por chegar. Eu

s os rostos jovens e sorridentes, iluminados pela lucilante chama da lâmpada de óleo, e procuro contar nos dedos para ver quantos já eram. Não os 39 ainda, pois que muitos estavam ainda por chegar. Eu olhava para Jantio e sentia uma pura maravilha diante de seu rosto tranquilo e da alegria de seu olhar. Se o Evangelho exigia uma vigília permanente, ele a fazia. Na tarde seguinte, Eunoico e Valente estavam de volta. O que diriam as pessoas que cultivavam a respeitabilidade do mundo, vendo-os em nossa casa? Voltastes", disse-lhes com breve sorriso. "O que vos trouxe?" Tinham chegado juntos. A minha pergunta no rosto de cada qual, o olhar se fez vago. Deram de ombro, sorriram também. Bom, agora nós vamos conhecer o Eunóquio, né? Oi, Cris. Oi, Tânia. Desculpa, hoje, apesar do ambiente tá muito úmido, minha garganta tá particularmente ressecada. Pronto, acho que agora acho que agora vai. Então lá vamos nós vamos conhecer mais um personagem dessa dessa corrente, né, que o Filotemo e a e a Gala estão acompanhando se formar. Quem perdeu, quem paga. Há uma pequena confusão de mãos, de dedos que apontam, de vozes que resmungam, que gritam. Eunóico assusta-se. É como se estivesse num acontecimento novo ou quando não imprevisto. Entretanto, vezes e vezes assistir aquela cena e dela participara. Tentara voltar ao seu comportamento antigo. Afinal, não há nada de mal em que os rapazes e ele mesmo tentem obter vantagens que ponham em jogo seus ganhos. Está claro que a disputa no campo esportivo é mais decente, que a emoção sobre as bigas no momento decisivo é uma outra coisa, mas certamente não há nada de mal em que os rapazes se empenhem nas suas partidas de azar. Mas Eunoico se sente molestado. Mesmo a ideia da disputa nas corridas do círculo lhe é aborrecida. Será que o que o terrível episódio do dia anterior dera-lhe nos nervos? jogara com sua vida, mas não fazia o mesmo nas tardes do hipódromo na pura loucura dos louros. Eonóico bocejo de infado. Está ali ouvindo aquele couro de gritos, de

o dia anterior dera-lhe nos nervos? jogara com sua vida, mas não fazia o mesmo nas tardes do hipódromo na pura loucura dos louros. Eonóico bocejo de infado. Está ali ouvindo aquele couro de gritos, de palavrões, lhe parece irrelevante e vagamente triste. É como uma consciência inesperada de frio. Entretanto, antes não era assim. Por que mudou? tenta compreender o motivo de sua tênue angústia para depois alijá-lo. Por que não consegue colocar-se no mesmo plano dos companheiros? Por que não mais o prazer de se fazer vencedor, de levar a vantagem sobre os demais, de gritar disputando as pilhas de denários, de colocar-se bem no momento certo? É possível que o modo de ser que vinha de sua adolescência se pudesse modificar assim de salto? Perde, perde aqueles prazeres que fazem o rosto enrubecer e a saliva secar na boca perturbam. Percebe que pode prescindir deles e mais do que isso que já não os quer. E agora diz a si mesmo: "Como ficamos?" encontram-se sob as arcadas da sala de banhos. E oico dá as costas aos jogadores e vai saindo lentamente para fora. No pátio, seus passos são pesados. Seus braços caem desolados ao longo do corpo. Afortunadamente, os ruídos do interior se tornam menos distintos. O silêncio lhe apraz. Uma arruga profunda aproxima-lhe os supercílios. É difícil entender o que se passa. É difícil entender a si mesmo. Como esperar então que alguém o entenda? Se se desinteressa de tudo quanto concorria para os seus prazeres antigos, por que se interessar agora? Tais sentimentos, tais pensamentos obrigam eico a uma posição nova. Ele se esforça e o esforço faz com que se desgaste fisicamente. Transpira, sua cabeça martela, a trela big e sai desabalado. Transpõe a porta de lá. Do caminho para o desembarcadouro, alcança as ondolações das steps desoladas. Ocasionalmente aproxima-se da casa dos pastores, onde os jovens cristãos se encontram. é quando sente valente ao seu encalço. O outro grita o seu nome. Ei, Eunoico, espera-me. Detém os animais à porta e descem.

ente aproxima-se da casa dos pastores, onde os jovens cristãos se encontram. é quando sente valente ao seu encalço. O outro grita o seu nome. Ei, Eunoico, espera-me. Detém os animais à porta e descem. Muitos outros estão chegando também e se cumprimentam fraternos ao pé da escada de lajes brutas. É mesmo a hora em que se encontram. Vocês de novo, né? De novo. Vocês perceberam? Vocês perceberam outra vez? Outra vez eles estão se encontrando do mesmo jeito. Outra vez as pessoas vão meio que andando assim a esmo e vão parar onde? Vão parar em reunião de cristãos. Não é interessante isso? Nós já vimos, acho que se não me falha a memória, essa é a quarta situação em que isso acontece, que a pessoa sai andando pensando, né, que eu vou fazer da vida, para onde eu vou, vou andando aí, não sei muito bem para onde e vai parar numa reunião de de cristãos. muito interessante isso. E às vezes a gente acontece a mesma coisa conosco, a gente não percebe que nós vamos tomando umas atitudes e fazendo umas escolhas paraa gente de repente tá num lugar que a gente não imaginava nunca que estaria antes. Que a gente começa a conviver com pessoas que a gente nunca imaginou que nós pudéssemos conviver. Que nunca passou pela nossa cabeça está aqui, por exemplo, estudando esquina de pedra. fazendo essa leitura num domingo à noite, não é interessante? A gente não presta muita atenção, mas isso acontece conosco também frequentemente. Frequentemente é aquela frase já que nós conhecemos bastante, né? Eh, e os espíritos nos influenciam muito mais do que pensas. Na maioria das vezes eles os dirigem. que seja para o bem, né? Que nós estejamos nos conectando a bons espíritos para que eles nos orientem sempre para o bem, para o bom caminho, não é? Então, voltando lá no nosso texto, ao vê-los, Eonoico experimenta uma curiosa sensação de gratidão. São recebidos com simplicidade, sem alusões, porém calorosos e alegres. A eles poderá confessar suas dúvidas, eles o compreenderão. São pessoas perseguidas,

perimenta uma curiosa sensação de gratidão. São recebidos com simplicidade, sem alusões, porém calorosos e alegres. A eles poderá confessar suas dúvidas, eles o compreenderão. São pessoas perseguidas, experientes na dor. Vai esperar a ocasião propícia. É já um entdecer outoniço quase noite. As steps se tingem com tons de frutos maduros. Naquela macia atmosfera entram, sentam-se e mergulham num suave silêncio. De súbito, o nome atinge os seus ouvidos e ele estremece. Jesus oram e ao chamamento daquele nome, Eonoico encontra o novo companheiro. Seus sentimentos se acalmam, seus pensamentos se pacificam. A substituição está feita. O coração dele já não é mais das bigas, não é mais daquela sensação de disputa, daquele desejo de vencer a qualquer custo, de conquistar a fama e o poder, né? O seu coração já foi tomado por outros desejos, por outros ensinamentos. Por isso que ela escreve, né? Substituição está feita. Que lindo, né? Agora o nosso outro personagem, valente. Detenham-no, detenham-no! Grita um dos soldados. O homem corre ladeira abaixo pela rua quase deserta e correndo tem exclamações de terror. Apela para os deuses Júpiter e fortuna com gestos desesperados. Em seu rosto pinta-se o desvario. Seu corpo é extremamente magro, de maneira que as roupas dançam-lhe sobre os ossos. As pernas são tão finas que valente põe-se a dar gargalhadas. Sua corrida, entretanto, é vigorosa, como se o desejo de escapar lhe emprestasse uma energia inesperada. Valente está a passear pela tarde quando isso se dá. Encontra-se no bairro dos trabalhadores, nem sabe porquê, uma vez que Dantes nunca chegara até ali. De pernas abertas, bem firmado sobre a ba, assiste ao que se passa. As portas das casas se fecham com apressuramento, pois a população pobre não faz causa comum com as autoridades. Vendedores ambulantes e transuntes desaparecem nos becos. O homem corre bem pelo meio da rua, fugindo também aos obstáculos. E em seu encalço, os perseguidores gritam: "Detenham-no! Detenham-no! Valente não sabe por entra

e transuntes desaparecem nos becos. O homem corre bem pelo meio da rua, fugindo também aos obstáculos. E em seu encalço, os perseguidores gritam: "Detenham-no! Detenham-no! Valente não sabe por entra na perseguição. Os cavalos de sua bigraduras nervosamente sobre o chão e partem na carreira. Agora o homem não tem esperanças de escapar. Põe-se a bufar, a soltar gritos de misericórdia. Os guardas, ele e os os guardas, ele os tinha deixado bem para trás. Porém, a biga acerca-se mais e mais. Na confluência de uma viela, o perseguido tenta um plano desesperado. O espaço é estreito demais para a Biga. Assim faz uma rápida manobra e ganha o beco. Talvez possa pôr-se a salvo. Mais valente também medir a passagem do caminho transversal, descrevendo um círculo com a habilidade que as disputas do hipódromo e do círculo lhe tinham dado, confiando no governo sobre os animais, em sua visão perfeita e em seu celebrado arrojo, investe pelo declive. As rédias palpitam em suas mãos. As rodas do carro quase roçam as paredes laterais. O homem cresce à sua frente. Valente ouve um grito agudo que se desarticula. O fugitivo desaparece sobre as patas dos cavalos, sobre o carro, sob ele mesmo. Então qualquer coisa desaba fragorosamente dentro dele. Um clamor terrível levanta-se em seus ouvidos. Um arrepio de gelo toma-lhe a espinha. Asco e horror estatelam-lhe os olhos. Com um brusco gesto contém a parelha, salta do pequeno veículo e volta atrás. Espera encontrar o homem como uma massa informe. Porém, o milagre acaba de se dar. Ele se ergue do solo arquejante, sujo de lama, tordoado, com os cabelos ralos colados à cabeça, porém vivo, salvo. Valente o homem se defrontam siderados e despertam, um para um novo terror, outro para uma nova alegria. "Estás bem?", pergunta-lhe o moço, tocando-lhe os ombros com as mãos geladas. "Sim, sim, bem, contrai-se e recua. Estremeça com estremece como a caça encurralada. Vinde então depressa diz-lhe Valente com apressuramento. Puxa o outro pelo braço, arrasta-o,

s com as mãos geladas. "Sim, sim, bem, contrai-se e recua. Estremeça com estremece como a caça encurralada. Vinde então depressa diz-lhe Valente com apressuramento. Puxa o outro pelo braço, arrasta-o, embora sua débil reação. Não é o que pensais. Subi na biga. Eu vos tirarei daqui. Estareis a salvo. Vamos. Não podeis correr mais. Falta-vos fôlego, eles os prenderão. Vai deixá-lo bem longe, junto à porta de Látiaa. E quando o homenzinho escapa a correr, movimentando esperta espertamente suas pernas finas, ri-se outra vez e diz a si mesmo: "Ora, vede, ora só, valente, o que fazes de ti? Mas sua alegria é tão autêntica e sua paz tão grande que não pode guardá-las para si apenas. Onde porém ir? Não suporta ninguém, nem nenhum local dos que conhece. Nuns e noutros riceão dele. Olha a pensativ de redor e então lembra-se: "Há um ponto de largas perspectivas para todos e ele o conhece. manobra para sair quando Eu Nóquio passa por ele em disparada, abstrato, sem vê-lo, Valente segue o companheiro. Ao longo da step, uma curiosa sensação o possui. Pesadas cortinas acabam de cair. Existem outras mais leves que precisam ser descidas. Depois, então, talvez ele alcance a perfeita lucidez, a precisão, aquela esperança que Jesus representa. Sim, Jesus. Valente pensa que esteve a rastejar e que está a voar agora. Ei, Eunoico, espera-me. Ai, ai. Eu tô aqui parado pensando, né? Quantas vezes será que nós já não passamos por essa mesma situação e ao invés de estendermos o braço para ajudar a pessoa que tava precisando de ajuda, a gente fingiu que não era com a gente. E aí perdemos a chance de sentir essa mesma alegria, esse mesmo contentamento que não cabe dentro do peito, não é? A gente perde tanta chance de não é de ajudar os outros, não é isso. É, é tá muito acima dessa, dessa concepção, sabe? Ah, eu vou ajudar alguém. Não, não, não é isso. É fazer o certo porque o certo e porque o certo nos dá uma alegria essa sensação de leveza que ele teve agora, não é mesmo? A gente precisa ficar atento para

u vou ajudar alguém. Não, não, não é isso. É fazer o certo porque o certo e porque o certo nos dá uma alegria essa sensação de leveza que ele teve agora, não é mesmo? A gente precisa ficar atento para perceber esses momentos que nós temos, porque eles passam e eles não voltam mais. Nós já poderíamos estar muito à frente se nós não tivéssemos deixado a pedra da esquina se transformar em pó, não é? Mas nós deixamos, né? Infelizmente nós deixamos. Então não percamos essa chance de novo. Oi, Graça. Aqui chove agora parou, né? Agora tá dando só uns pinguinhos, mas parou. Somos direcionados. É isso, Terezinha. Mas a gente precisa estar atento para perceber esse direcionamento e aproveitar ao máximo esse direcionamento, que é isso que eles estão fazendo. Eles estão largando tudo, tudo. Não, isso não importa. Não importa se eu sou famoso porque eu sou corredor de biga. Não importa se eu ganho dinheiro com isso. Não importa, não importa se as pessoas me respeitam ou não respeitam. Isso não importa. importa é que eu entendi o quanto é importante Jesus na minha vida e eu agora vou segui-lo. De que jeito? Não, não sei, mas eu esse passado não me interessa. Me interessa é o que eu vou viver agora. É fantástica. Oi, rei querida. Que bom que você chegou, meu bem. Boa noite. Nada é por acaso. Em tudo existe algo para aprender. Sem dúvida é a alegria da alma. O bem nos transformas. É isso mesmo, meu bem. É isso. Essas aventuras nos levam ao passado, não é? E dá um aperto no coração. Bom, mas vamos lá, continuando aqui. Aquela noite, Heráclio propõe que cantem. Ora, de muito não se faz isso na igreja, por temor de despertar as atenções ou alvoroçar os vizinhos e passantes. Zenóbia e eles tinham boas vozes e ali, na solidão do vale, podiam cantar à vontade. Isso fizeram. Velhos hinos, com os quais as primeiras gerações enfrentavam as feras nos circos foram recordados e outros aprendidos. iam os cantos corais a meio quando escutei o inconfundível som de uma lira. "Quem foi que tocou a lira?", perguntei

eiras gerações enfrentavam as feras nos circos foram recordados e outros aprendidos. iam os cantos corais a meio quando escutei o inconfundível som de uma lira. "Quem foi que tocou a lira?", perguntei depois a mamãe querendo adivinhar. Imagina quem? Teu avô, não é? De admirar. Assim pensei: "O prejuízo material havido não é tão grande que não possa ser esquecido". Esse pensamento alegrou-me como me alegrara no decorrer de todas aquelas horas, pois que prisco pudera ouvir a prece de Filotemo e porque chorara. Outra vez a casa adormeceu envolta num influxo balsamizante. O redil se tranquilizara de todo. Estávamos, como disse mamãe, prontos para outra. Devo ter dormido uma hora, senão menos quando acordei pressentindo que prisco estaria lá fora. Vesti-me e envolvi-me em minha manta mais escura. Dentro da casa, fatigados, dormiam pesado sono sobre o qual falavam as respirações ritmadas e tranquilas. Afastei a tranca e deixei que a folha corresse devagarinho. Puxei-a as minhas costas, mas ainda fraca. teria caído se Prisco, transpondo os degraus que nos separavam, não me tivesse amparado. Ajudou-me a descer a escada, apertando-me nos braços, e foi uma das melhores maiores aproximações que tivemos em toda a nossa vida. No patamar respirei fundo e o ar da noite me fortaleceu. "Sinto-me bem agora", disse ele, e me afastei sem precipitação. Descemos para a margem do rio, para perto da nora, onde o barco se achava. Tudo aconteceu sem temores nem pressa. Nem me pareceu singular essa sensação que sentíamos juntos, embora de cada vez nossos encontros fossem inequivocadamente furtivos e insólitos. Perturbava o verificar que no amor podia haver a força da destruição. E sobre isso esteve a falar. Intui o que queria significar e tentei lhe explicar o processo da decomposição do amor. Ele, porém, me interrompeu brevemente. Sentes sentes-te infeliz. Basta que imagines como eras antes e como és agora. Tudo se fez pior. Neguei com veemência. Não tem sido fácil, é verdade, mas não me sinto infeliz. Tu

nterrompeu brevemente. Sentes sentes-te infeliz. Basta que imagines como eras antes e como és agora. Tudo se fez pior. Neguei com veemência. Não tem sido fácil, é verdade, mas não me sinto infeliz. Tu não compreendes ou ainda não compreendeste as coisas como eu. Há uma força que nos arrasta. Nadamos contra a correnteza, mas é dever nosso alcançar a margem. Pensas que nos atiraram inocentemente nas águas revoltas? Duvido que tenha sido assim. Nós caminhamos para ela distraídamente quando? Onde? Em outras vidas. Onde? Não sei. Por aí, entre outras fronteiras. O ódio de Otávia não é gratuito. Sabe Deus o que lhe fizemos. Sentirmo-nos infelizes é tão fácil. Compreender é difícil. Ele ficou um instante a pensar, depois perguntou: "Não te arrependes então de termos nos encontrado?" "Não. Essas dificuldades todas existiam em nós. Nosso encontro fez apenas que aflorassem. Nós as ignorávamos, mas existiam. Eram como espinhos ocultos". Ele repetiu várias vezes a palavra espinhos. "É difícil. É difícil", disse baixinho. "Não, querido, não é." Eu protestei com carinho. É apenas o momento de aprendermos de vez a dizer sim ou não, de aprendermos a nos a nos ajudar a nós mesmos. Prisco se agitou. Como podemos saber que o bem é mesmo o bem e se o mal é mesmo mal? Não hesitei em responder. Jesus nos ensina seguramente. A sua respiração esteve um momento suspensa. Tive a impressão de que todo ele gelara. Não respondeu de pronto. Mas não serve para mim. Falou em seguida, afastando-se bruscamente. Soltam-vos as bestas em cima e falais de paz. Havia na voz dele um surdo ressentimento. Eu retruquei quase com violência. Sim, de paz. Querias que eu fosse como Otávia? Seria melhor assim? Prisco se olhou para mim impetuosamente, se voltou para mim impetuosamente. Ó, não, não. Então, enchi-me de pena. Prisco, voltei a dizer. Otávia é infeliz porque não a amas. Eu sou feliz porque tu me amas. Isso me basta. Houve um longo silêncio entre nós e e percebi que ao repetir de novo o nome de Jesus, eu pusera tudo a perder.

dizer. Otávia é infeliz porque não a amas. Eu sou feliz porque tu me amas. Isso me basta. Houve um longo silêncio entre nós e e percebi que ao repetir de novo o nome de Jesus, eu pusera tudo a perder. Estávamos em margens diferentes. Ele olhou para mim e à luz do pá do luar eu deveria estar magra, abatida e feia, a imagem mesmo da desolação. Uma vez mais, nossa conversa percorreu o círculo, o mesmo círculo, e se perdera. "Quem se confunde? Tu ou eu?", Prisco perguntou. Nunca me confundo. Tu fica sem saber o que seria melhor para nós. Onde existe o amor, não existe a decepção. Essa frase doeu em mim, porém não respondi. Ele prosseguiu. É tão fácil viver, morrer, sofrer, ser feliz, se possível. É horrível transferir para depois da morte o nosso quinhão. Talvez o mais horrível seja a perda de nossas esperanças, Prisco. Com a palheta individual cobrimos o que nos cerca, o próprio futuro com as cores de nossa preferência. Depois, o tempo resseca as tintas gretadas, elas caem, as cores naturais surgem, nós choramos. Ele olhou espantado para mim, porém não me desviei do mesmo tom perempitório e franco. Sim, isso mesmo. E depois dizeis que nós, os cristãos, somos os visionários. Quero que saibas também que o grupo de que faço parte não pesa sobre mim. O que quer que faça saberão perdoar-me. Sou a artífice de mim mesma e por mim mesma quero que o meu caminho não passe sobre o dos outros. A morte não me importa, pois ela não existe. Nosso quinhão no mundo, tal como os direitos, como tu os vês, são as instituições que os criam. Essas instituições, entretanto, passam. Hoje assim dispõe. Amanhã como disporão? O problema aqui na Terra é antes de luta, e o risco é lutar por um ruim partido, que mesmo sendo nosso, continua sendo um ruim partido. Ele não disse nada. Eu, porém, me fatigara e minha cabeça pendeu-me sobre o peito. Voltamos dentro daquele silêncio. Nossos pensamentos pairavam distantes, diferentes. Depois ele me desconcertou, dizendo sem amargura, mas pensativamente.

igara e minha cabeça pendeu-me sobre o peito. Voltamos dentro daquele silêncio. Nossos pensamentos pairavam distantes, diferentes. Depois ele me desconcertou, dizendo sem amargura, mas pensativamente. Em minha terra, nas núpcias, a multidão nos grita. Atalázio, é o grito da alegria. Meus pais o ouviram e meus avós. Atalázio, vi o jardim das rosas, as ondas escochoando em torno do promontório. Atalázio. Atalázio. É, é isso. Então, esse amor não vai longe, né? Porque aí há um abismo separando eh separando os dois, que é o fato dele dela não abrir mão de Jesus. é o fato dele, dela não abrir mão de Jesus e ele não aceitar que as benéces vão ser que a nossa benéces não é o termo, né? Mas que a nossa vitória só vai colher frutos quando a gente desencarnar. Ele não entende isso. Ele quer eh aproveitar os frutos das ações nessa encarnação agora já, né? É isso. Maria das Graças. São esses pequenos gestos que zeramos algo que deixamos de resolver em um passado distante. É ficarmos atentos. Sem dúvida. Você estava na US pela manhã e eu não te vi para te dar um abraço. Ah, que pena. Eu só vi o César. Ah, que triste. Você tava lá? Ô, puxa vida. Eu tava lá na US hoje para apresentar o momento espírita. Foi muito bom. Tânia, decomposição do amor. Não lembro de ter ouvido isso. Pois é, eu também não. Eu também não. Decomposição do amor, que é ele se deixar de ser amor para ser outro sentimento, né? Mas eu de vocês voltava um pouco nesse capítulo e fazer umas anotações, porque tem algumas coisas ali que são muito interessantes, né? muito interessantes. Nós vamos continuar na próxima semana e eu espero que vocês todos estejam aqui paraa gente poder continuar com essa leitura e com essas reflexões desse comportamento fantástico que esses nossos irmãos, os cristãos primitivos, eh, experimentaram, viveram, né? e que nós possamos também viver, né? Um beijo grande para vocês, tenham uma ótima semana. Descem nesse discurso da gala, naquilo que ela fala para Prisco. Voltem aí no livro, leiam de novo, porque essa fala

nós possamos também viver, né? Um beijo grande para vocês, tenham uma ótima semana. Descem nesse discurso da gala, naquilo que ela fala para Prisco. Voltem aí no livro, leiam de novo, porque essa fala dela para Prisco é extremamente importante, profunda, profunda. Mas acho que essa é uma leitura que nós precisamos fazer individualmente. Um beijo grande para vocês. Fiquem com Deus e até a semana que vem. เ

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