1º Congresso dos Militares Espíritas - A visão neurológica da felicidade - Anete Guimarães
Neurologia é a especialidade médica que trata dos distúrbios estruturais do sistema nervoso. A médica e palestrante, Anete Guimarães explica como a emoção do sentimento de felicidade se manifesta no cérebro e explica, com base em pesquisas médicas, como os efeitos desse sentimento trazem a saúde emocional e psíquica. - FEBtv, TV da Federação Espírita Brasileira, tem transmissão ao vivo, 24h pelo site www.febtv.com.br. Baixe APP gratuito; SIGA no Instagram; CURTA no Facebook; e seja um amigo ...
É um prazer e uma alegria estarmos com vocês participando deste evento assim histórico e uma grande alegria pela vitória de associarmos a paz e a atividade militar. Muitas pessoas esquecem que o real objetivo de uma estrutura militar é manter a paz. Bom, eh, por que visão neurológica da felicidade? Por que esse tema assim? É muito comum as pessoas perguntarem de onde você tira os temas, né? E inclusive alguns perguntaram assim: "Isso é uma palestra espírita?" E eu recentemente eu tenho dado um esclarecimento dizendo o seguinte: como eu nasci, meus pais eram espíritas, meu avô era espírita. E eu fui morar numa cidade longe da família de todas as pessoas que eu conheci eram espírita. Eu não sei como é não ser espírita. Então, se não é espírita, eu não sei o que seria se falar de espiritismo. A ideia é que, como meus pais já eram oradores espíritas, meu pai escolhia os temas primeiro. Ele gostava muito de falar de filosofia, então ele escolhia primeiro, ele falava do livro dos espíritos. A minha mãe, em segundo lugar, ela gostava muito de falar do evangelho e eu pegava os temas que sobravam. era Gênese, livro dos médiuns e ficou um hábito e a gente já tinha algum interesse na matéria e passamos a falar. Então, como é que surgem os temas? Normalmente a gente recebe muito material de pesquisa, a gente tem uma rede grande de ex-alunos, de participantes. E quando a gente encontra uma pesquisa que venha eh dar reforço à tese espírita ou fundamentar essa tese espírita, nós costumamos apresentar e fazer o paralelo com a tese espírita. É normalmente o que a gente faz. e disse assim: "Então você não fala de espirit não? Eu falo sobre pesquisas que acontecem e para que servveria? Serve para você conversar na hora do almoço com o seu cunhado ateu, né, no trabalho, numa roda de amigos". Então você pode dizer assim: "Nossa, aquela ideia espírita tem uma fundamentação, tem uma base de verdade". E foi assim que nós nos acostumamos a fazer. Então, quando as pessoas perguntam o nome da palestra,
ocê pode dizer assim: "Nossa, aquela ideia espírita tem uma fundamentação, tem uma base de verdade". E foi assim que nós nos acostumamos a fazer. Então, quando as pessoas perguntam o nome da palestra, eu nunca boto nome, eu tenho, eu me lembro da pesquisa e da associação. Eh, nunca fica igual uma a outra. Por quê? Porque muitos apresentam como orador ou palestrante, não é o meu caso. Eu sou professora, sempre fui professora. O professor tem um papel diferente do orador e do palestrante. O orador e o palestrante é tipo um artista. ele vende uma ideia, ele reveste ela artisticamente. O professor tem a função de desenvolver um raciocínio, desenvolver um tema. Então, é mais ou menos como nós abordamos, não foi uma técnica inventada por nós, na verdade é muito antiga. Então, a gente vai questionando e vai desenvolvendo um pensamento conjuntamente. Então, eh, a primeira vez que nós ouvimos falar deste trabalho foi através de um livro, a pessoa se pergunta qual é a fonte. Nesse caso, especificamente, foi um livro. E esse livro eh fala primeiro superficialmente dessa pesquisa que nós apresentamos e no link no final na bibliografia ele tem alguns links em que você pode acessar os institutos de pesquisa que deram origem a esses trabalhos e lá aprofundar o tema como nós fizemos. E normalmente pessoa pergunta: "E qual é o livro?" Aí eu dou o nome do livro, vou dar antes dessa vez, mas eu vou pedir a vocês tenham muito cuidado ao comprar o livro, porque a primeira pessoa que teve problemas com esse livro foi minha mãe. Ela perguntou: "Mas onde é que tá escrito isso?" Aí eu dei o nome do livro e ela foi num a livraria no aeroporto comprar o livro. E ela chegou para a jovem vendedora e perguntou: "Minha filha, você tem o cérebro imperfeito?" E ela achou ruim. Por isso, quando vocês forem comprar o livro, tenha cuidado. Diga: "O nome do livro é O Cérebro imperfeito". Esse livro fala de bugs cerebrais, eh, pequenas estruturas, pequenas falhas ou que nós consideramos falhas de funcionamento que permitem que
ha cuidado. Diga: "O nome do livro é O Cérebro imperfeito". Esse livro fala de bugs cerebrais, eh, pequenas estruturas, pequenas falhas ou que nós consideramos falhas de funcionamento que permitem que alguns acontecimentos interessantes a estejam vivendo no cérebro. Então, dali, desse livro, eu tenho duas palestras. Então a pessoa sempre pergunta ali tem superficialmente os detalhes que nós apresentamos, você vai ter que entrar no instituto e vai ter que ler as pesquisas originais, tá? Que não estão traduzidas. A pesquisa que nós vamos relatar hoje, na verdade, não é uma única pesquisa. Você não vai encontrar uma coisa só. Eu tô eh perguntando porque um a gente tava pegando uns e-mails, umas pessoas perguntando no Facebook, uma coisa assim. Tem uma equipe, vem a net perguntas são essas. Eh, não é uma pessoa só fazendo. Na verdade, a gente tem uma hora pra gente apresentar alguma coisa que levaram anos de pesquisa e são vários pesquisadores diferentes. Quando a gente fala, parece que foi feito assim rapidamente. É quando você lê um livro do Hermínio Miranda, né? Né? Eh, "Nossos filhos são espíritos". E você acha que ele foi uma reunião, na verdade são anos. E ele foi selecionando e construiu o livro. Então você lê, nossa, numa reunião o cara doutrinou, fez tudo isso, não foi Paulo latinamente e ele no livro, para você não ficar falando, reunião número um, reunião número dois, ele junta todo assim. Então é mais ou menos como nós vamos fazer. Então cada um dos passos dessa pesquisa foram feitos por instituições diferentes. Nós juntamos para efeito visual ou no caso auditivo, para ficar de maneira mais eh plausível pra gente escutar numa palestra de uma hora. Então, como é que começaram essas pesquisas e essa, especificamente foi tão interessante? Eh, com relação à medicina, nós praticamente desvendamos o corpo humano. Basicamente sabemos como funciona eh o sistema digestório, o respiratório, o escretor, com detalhes. E com o fim do projeto Genoma, até a estrutura genética foi decifrada também.
damos o corpo humano. Basicamente sabemos como funciona eh o sistema digestório, o respiratório, o escretor, com detalhes. E com o fim do projeto Genoma, até a estrutura genética foi decifrada também. Porém, nós ainda temos um grande mistério na medicina, que é o cérebro. Apesar dos inúmeros estudos que vêm sendo realizados em torno do cérebro humano, ele ainda é uma incógnita. Nós temos muito mais perguntas do que respostas. E um dos motivos disso é que o cérebro humano não tem equivalente. Para estudarmos, por exemplo, o sistema imunológico, nós podemos comparar o ser humano com os porcos, com os cavalos. Muitas vacinas que nós utilizamos são testadas em cavalos, porque o sistema imunológico é muito semelhante. E com isso, por comparação, nós podemos testar exaustivamente, procurar similaridades e diferenças e com isso é mais fácil de estudar. Mas o cérebro humano é inigualável. O nosso primo mais próximo, Orangutango, tem tais e tais significativas diferenças que estudar o cérebro dele é irrelevante para a compreensão do cérebro humano, porque o funcionamento, o tamanho, a distância, a forma, tudo se dá de maneira diferente. De que maneira então poderíamos estudar o cérebro sem matar o paciente? Isso era um acontecimento impossível até pouco tempo atrás. Então, a maior parte dos achados na área da neurologia, das abordagens cirúrgicas ou mesmo do funcionamento do cérebro, aconteciam através de acidentes, acontecimentos, encontros momentos fortuitos. E eu me lembro Divaldo, contando algumas palestras, né? Então, por exemplo, com relação à esquizofrenia, eh, um paciente esquizofrênico pulou de um prédio, caiu sobre cabos de alta tensão, tomou um choque e acordou bom. E aí escreveram: "Choque elétrico se não mata, cura esquizofrenia". É engraçado quando ele conta. É muito engraçado, porém estamos dizendo a mais pura realidade. Então nós temos um caso de um homem que teve um acidente de trem e um cab um barra de ferro atravessou o cérebro e ele não morreu e não apresentou sintomas neurolog
amos dizendo a mais pura realidade. Então nós temos um caso de um homem que teve um acidente de trem e um cab um barra de ferro atravessou o cérebro e ele não morreu e não apresentou sintomas neurolog significativos, mudou apenas o seu comportamento. Então, acidentes como esse é que deram origem a muitas descobertas, por exemplo, na área da neurologia, da neuroanatomia e inclusive os primórdios do mapeamento das áreas cerebrais. Então, quando vocês ouvem falar da certeira circunvolução de brocá e já devem ter ouvido falar sobre uma forma muito comum de chamarem, por exemplo, pessoas com perturbações mentais, esse homem é tantã. Por incrível que pareça, tantã é o nome dado a um paciente que a única palavra que ele era capaz de pronunciar era tan. Então, qualquer coisa você falasse com ele, respondia tan. E se ele ficava nervoso, tan tã. E esse homem parecia inteligente, apesar de não ser capaz de verbalizar nada. E depois da sua morte, ao cérebro dele ser estudado, verificou-se que havia uma lesão específica numa área. E Brocá, que foi responsável pela cirurgia, delimitou a partir dele e de outros pacientes com problemas similares o que seria a terceira circunvolução de brocá ou a área da fala. Então, as descobertas eram feitas assim por acaso, porque nós não podíamos pegar o paciente e abrir o cérebro dele para ver como é que funcionava, porque era muito difícil. o acesso complicado e isso é antiético. Nesse sentido, então, o cérebro foi ficando para trás em termos de descobertas. Até que na década de 90 a ciência então chegou à conclusão que a última fronteira seria o cérebro humano. Então começou isso nos Estados Unidos da América do Norte, que realizou uma série de incentivos financeiros diversos tipos a pesquisas do cérebro. Então eles colocaram uma série de investimentos, de prêmios para pessoas da que desenvolvessem pesquisas na área. E com isso a década de 90 ficou conhecida como a década do cérebro. E essa essa década foi muito fecunda porque trouxe pra gente várias
de prêmios para pessoas da que desenvolvessem pesquisas na área. E com isso a década de 90 ficou conhecida como a década do cérebro. E essa essa década foi muito fecunda porque trouxe pra gente várias tecnologias que permitiram então estudar o cérebro com mais profundidade sem matar o paciente. Entre todas elas que nós temos, vamos juntar todas, nós começamos com a tomografia computadorizada, evoluímos para ressonância magnética, depois a ressonância funcional, depois juntamos várias tecnologias diferentes e nós temos hoje o que a gente chama de scanner cerebral. Que que é um scanner cerebral? É um equipamento. Aí recentemente alguém perguntou: "Mas o que que é emissão de Positron?" Não sei, já perguntei para várias pessoas, eu sei o que faz, mas o que que é um Pitron? Ninguém me disse ainda de uma maneira razoável. Então, é um troço que emite pósitrons e esse troço que emite positrons mapeia o cérebro em funcionamento. Então você tem o computador recebendo essas informações e em tempo real, de maneira tridimensional, você constrói o modelo do cérebro usando sequências de cores e intensidade. Com isso, você sabe, por exemplo, onde está tendo atividade metabólica, onde está sendo gasta e energia, onde o calor está aumentando, onde no cérebro tem atividade elétrica. E com isso junto você tem um panorama o mais próximo possível de que a área do cérebro estaria em funcionamento no momento em que você realiza uma tarefa. E é a partir daí que eles começaram novamente a mapear as áreas cerebrais. E com isso, muitas das coisas que haviam sido ditas a respeito do cérebro foram confirmadas. A terceira circunvulação de Brocá, graças ao Tantã, foi confirmada, uma série de outras áreas foram confirmadas e nós começamos a ter um avanço mais significativo. Porém, chegamos aquele momento em que as áreas chamadas fisiológicas, as áreas chamadas motoras, estavam mapeadas, que eram fáceis de serem identificadas e entramos naqueles processos mais complexos. Onde fica a moral? Onde fica exatamente a
áreas chamadas fisiológicas, as áreas chamadas motoras, estavam mapeadas, que eram fáceis de serem identificadas e entramos naqueles processos mais complexos. Onde fica a moral? Onde fica exatamente a inteligência? Como o homem escolhe alguma coisa? O que lhe dá liberdade de consciência? São perguntas: é o cérebro? Porque muitas pessoas consideram que, na verdade, nós somos nada mais do que uma máquina. uma máquina que de repente acordou e penso logo existo, o que não é uma coisa muito razoável, mas muitos tentam identificar de que você não é nada mais do que fruto do acaso. Você na loteria genética teve a sorte grande, por isso você tem essas características. Muitas pessoas discordam e na busca por respostas, usando essa nova tecnologia, eles começaram um novo nível de mapeamento cerebral. Eles queriam agora mapear os chamados processos abstratos, porque processos objetivos ou concretos, por exemplo, sensibilidade. Então, se algo toca na minha mão, qual é a área do cérebro correspondente para eu identificar essa relação? Isso tudo foi determinado. Então, nós temos no cérebro uma área responsável pelas nossas sensações físicas. Que sensações são essas? Pressão, o tato, a diferença entre uma pressão mais intensa e mais leve. Então, toda a sensibilidade que o cérebro pode registrar a partir dos nossos órgãos sensoriais foi identificado. Mas aí vem a pergunta: por algumas pessoas identificam determinadas contatos com prazer e outros não? O que é que define o prazer? O prazer é um processo de natureza sensorial ou o prazer é alguma coisa de natureza emocional ou abstrata? Então, foram perguntas que começaram a ser feitas e agora já tinha o equipamento para acompanhar essas perguntas. E a primeira área considerada abstrata a ser mapeada no cérebro foi justamente a área do prazer localizada no sistema límbico. O circuito de papéis, que foi a pessoa que estava realizando aquele estudo já tinha identificado inicialmente, ficou conhecido como centro do prazer. Por descobriram que todo prazer que você
límbico. O circuito de papéis, que foi a pessoa que estava realizando aquele estudo já tinha identificado inicialmente, ficou conhecido como centro do prazer. Por descobriram que todo prazer que você sente, todo prazer da sua vida, você ele existe quando esta área é acionada. Se essa área não for acionada, você não entende aquela experiência como prazerosa. Como assim? Então, a gente é uma máquina. Não se antecipem. É um estudo. Como assim? Por exemplo, comer é um prazer? Tem certeza? Assim, deixa eu fazer uma pausa. Eu converso com a plateia. Minha mãe tentou me curar disso, nunca conseguiu. Até porque eu dava aula à noite, se você não conversa o povo dorme. Então, eh, comer é um prazer. E se eu oferecer um prato de fígado cru, continua sendo um prazer, mas alimenta do mesmo jeito. Então, o fígado crua tanto como o bife é cebolado. Por que um é prazeroso e o outro não. E porque a mesma experiência sensorial para uma pessoa é considerada prazerosa e outra não. Por exemplo, para aquele que ama a ópera é um grande prazer. E para aquele que odeia heavy metal é uma tortura física e mental. Ou seja, a experiência do som pode ser prazerosa para um e essa mesma experiência sonora pode não ser prazerosa para outro. Por exemplo, arte. Alguém olha, observa uma coisa, nossa, que linda a obra de arte. Nossa, não tô vendo absolutamente nada aí. O que que faz com que determinadas experiências sejam prazerosas ou não? A única coisa em termos mecânicos que podemos identificar é o seguinte: toda vez que você identifica uma sensação qualquer que seja ela como prazerosa, esta área está ativa. E quando ela não está ativa, você não identifica a experiência como prazerosa. Então, entre pessoas cuja a mesma experiência não tinham mais resposta, eles verificaram essa diferença e com isso eles delimitaram que seria vulgarmente conhecido como o centro do prazer. E descobrimos que todos os prazeres são processados ali. E quando há uma lesão nessa área, você se torna incapaz de sentir prazer. E descobrimos também que
lgarmente conhecido como o centro do prazer. E descobrimos que todos os prazeres são processados ali. E quando há uma lesão nessa área, você se torna incapaz de sentir prazer. E descobrimos também que isso é fatal. Pessoas com lesões no centro do prazer normalmente vão à óbito. Não é nemum processo depressivo, elas definham. Aparentemente o prazer é uma necessidade biológica. Então não sabe por ele tem um quadro depressivo, mas não é exatamente isso. Ele definha. Ele simplesmente não come como deveria, não vive mais como deveria viver. Por isso, esses pacientes normalmente vão a óbito, pessoas que adquirem lesões nesta área. Então, a primeira área considerada abstrata porque, veja bem, o centro do prazer não processa sensações, ele trabalha as sensações e dá uma resposta abstrata, porque o prazer não é uma experiência sensorial, é uma experiência abstrata. A experiência sensorial do carinho, por exemplo, é processada em outra área cerebral, mas é aí nessa área que você associa essa experiência sensorial com o prazer. Então, foi a primeira chamada área abstrata a ser identificada no cérebro. De posse dessa informação, alguns cientistas ficaram animados e descobriram. Agora a gente pode fazer uma resposta com uma pergunta assim muito interessante, porque durante muito tempo a gente deve ter ouvido e no dicionário tem uma palavrinha chamada masoquismo. Qual é a definição de masoquismo no dicionário? Então tá lá especificamente, é aquele que sente prazer com a dor. Para algumas pessoas, entender isso é impossível. Como assim? Você sente prazer na dor, inclusive prazer sexual, com estímulos dolorosos. Para algumas pessoas, isso é tão incompatível que durante muito tempo, o tal do masoquismo foi considerado no rol dos transtornos mentais ou comportamentais. E mas ele depois de um tempo foi reabilitado. Não é um gosto adquirido, é um direito de cada um, mas havia controvérsias nos meios científicos. Se o masoquismo seria um traço de caráter ou seria uma anomalia. De posse da informação que foi
itado. Não é um gosto adquirido, é um direito de cada um, mas havia controvérsias nos meios científicos. Se o masoquismo seria um traço de caráter ou seria uma anomalia. De posse da informação que foi identificado a área do prazer, alguns cientistas resolveram assim: "Agora a gente pode responder a questão do masoquismo, que muitas pessoas dizem que a pessoa não, não é verdade, ela mente ou tem uma distorção ou a percepção dela tá alterada, ela tem algum defeito." Então eles resolveram analisar, pegaram alguns pacientes, algumas pessoas, desculpa, eu falei pacientes, né? para que eles não consideram, para algumas pessoas que se autodenominavam masoquistas, ou seja, que tinham prazer em estímulos dolorosos para submeterem-se a um scanner cerebral para analisar a atividade no centro do prazer. Bom, se o estímulo doloroso doloroso lhe causa prazer, você vai ter estímulo na área. Porque eles podem, lembra que eles verificaram, por exemplo, a música? Quando você chega assim, eu adoro música clássica, enquanto a gente canea, seu cébelo, a você ouvir, não acontece nada, que na verdade você gostava de forró, mas não tinha coragem de dizer. Então, com isso, eles poderiam confirmar se era uma realidade ou não. E eles pegaram então os pacientes. Então, de novo, falei paciente, foi um lapso. Pegaram os voluntários e ele afirmava que sentir é um prazer orgásmico com estímulos dolorosos. E quantos caneavam o cérebro? E aí que foi o primeiro problema. O primeiro problema foi que ele não tinha uma intensa atividade no centro do prazer compatível com o que ele descrevia como um prazer orgásmico. Não estava tão ativo assim. Pera aí. Ele afirmava sentir prazer, ele demonstrava isso. Às vezes orgasmo físico acontecia, porém um correspondente cerebral não era significativo. Era mais fácil encontrar mais prazer comendo bolo de chocolate do que naquela situação. Então ele está mentindo, ele tem uma alteração da percepção. Qual é o problema? É uma leitura equivocada. Como você não pode publicar uma coisa imediatamente assim
e chocolate do que naquela situação. Então ele está mentindo, ele tem uma alteração da percepção. Qual é o problema? É uma leitura equivocada. Como você não pode publicar uma coisa imediatamente assim que haviam várias variáveis, haviam série de consequências na publicação, eles seguraram o estudo tentando interpretar de maneira mais profunda esse fato. Mas foi graças a esse estudo que uma outra área de natureza abstrata foi descoberta, porque é verdade que ele não tinha uma intensa atividade no Centro do Prazer, como ele afirmava ter. Porém, havia uma área próxima em que a atividade era muito intensa e essa área era muito próxima ao centro do prazer. Seria isso? Eles teriam uma diferença anatômica de outras pessoas com relação ao sendo prazer? Seria uma coisa diferente. Porém, eles descobriram que outras pessoas também ativavam a área. Mas quando essa área estava ativa, qual era a lembram? Não é um processo fisiológico, biológico ou sensorial. é um processo abstrato, ou seja, você vai descrever a sensação que você está tendo quando esta área do cérebro está sendo estimulada. Qual era a palavra normalmente associada quando esta área estava ativa? Por incrível que passe a parecer, 80% dos voluntários que tinham atividade nessa área descreviam a sensação como felicidade. Pera aí. Felicidade é felicidade, lembram? É uma coisa abstrata. O que que é estar feliz? Porém, quando essa área estava ativa, eles afirmavam estar se sentindo felizes. E especificamente no caso dos masoquistas, eles estavam tendo prazer. O que é muito comum é que quando a área do prazer está ativa, esta área também está ativa. Então, inicialmente eles acharam que eram áreas contínuas ou uma expansão do sendo prazer. Passado muito tempo, eles chegaram à conclusão que era uma área diferente e com objetivos distintos. A área do prazer delimitava uma resposta de natureza emocional a um estímulo sensorial. E esta área já tinha um fator intelectual mais intenso, era a área da satisfação. Ela tinha nítidas eh
istintos. A área do prazer delimitava uma resposta de natureza emocional a um estímulo sensorial. E esta área já tinha um fator intelectual mais intenso, era a área da satisfação. Ela tinha nítidas eh ligações com lobo frontal e ela tinha um componente de natureza intelectual. Então, descobriram a área do prazer era uma e a área da satisfação foi o nome que eles deram, porque felicidade é um negócio difícil. Então, satisfação é menos comprometedor. Então, a área da satisfação ou como alguns dissidente quer dizer recompensa, a área da recompensa. Há uma controvérsia, alguns querem chamar de recompensa ou de satisfação. Então, eu vou ficar com os voluntários chamaram de felicidade. É uma escolha pessoal. Ela foi batizada oficialmente como centro da satisfação, tá? Um pequeno grupo de acidentes chama de recompensa e os voluntários, quando tinham área ativa, diziam estar felizes. Área da satisfação. Descobriram que havia uma diferença também a nível biológico entre a o centro do prazer e o da satisfação. O centro do prazer, apesar de ser um processo de natureza abstrata, ele tinha um componente biológico. Centro do prazer produz substâncias ou ele estimula o hipotálamo a liberar substâncias na corrente sanguínea. Então elas são as endorfinas, né, as encefalinas. Então são substâncias que causam respostas sistêmicas no organismo. Nós temos em todas as células do corpo receptores para estas substâncias e elas provocam respostas de natureza hormonal. análogo ao prazer. E a partir dessa descoberta dos chamados neuropeptídeos, eles descobriram uma outra área análoga à área do prazer. Se existe o centro do prazer, eles descobriram que existe também o centro do sofrimento. O centro do sofrimento foi descoberto de maneira indireta, enquanto que o prazer, sensações que provocavam prazer e produziam substâncias de ação sistêmica, eles descobriram que o sofrimento, a partir dessa substância sistêmica, chegaram à área do sofrimento. O que é o sofrimento? É o oposto do prazer. O sofrimento é um
ziam substâncias de ação sistêmica, eles descobriram que o sofrimento, a partir dessa substância sistêmica, chegaram à área do sofrimento. O que é o sofrimento? É o oposto do prazer. O sofrimento é um processo de natureza abstrata, não é sensorial, porque a dor é processada em outra área, assim como o carinho também. São áreas sensoriais, só que um você identifica como prazeroso e o outro como doloroso. O que é sofrimento? Toda vez que você sente dor, você sofre. Mas não é apenas a dor que produz sofrimento. Lembranças, pensamentos produzem também sofrimento. E o que é especificamente sofrimento? Sofrimento, para algumas pessoas é difícil de definir, né? Seria um estado de natureza mental como prazer também. Só que como o prazer produz substância de ação sistêmica, você tem uma resposta orgânica. Então você pode associar o prazer com uma resposta orgânica. E muitas pessoas essa resposta tão intimamente associada que eles misturam as estações. Então eles falam de certas sensações, respostas orgânicas como sendo o prazer. Quando na verdade o prazer acontece no cérebro, o sofrimento é a mesma coisa. O sofrimento produz uma gama da chamada família dos cortisol. Cortisol que na corrente sanguínea também tem efeitos sistêmicos. E o efeito mais pronunciado que ele tem é no sistema imunológico. Aparentemente, o cortisol diminui as respostas imunológicas, ou seja, o sofrimento, além da impressão dolorosa, ele também a nível sistêmico tem um efeito no organismo. Enquanto que o prazer estimula, o sofrimento desestimula. Enquanto o prazer favorece a saúde, o sofrimento desfavorece a saúde, não diretamente, indiretamente, porém os dois estão intimamente ligados ao nosso equilíbrio homeostático. Então, descobriram o prazer, descobriram o sofrimento e descobriram a satisfação, que não era nem sofrimento, nem prazer, era uma terceira coisa. O que é satisfação? Satisfação aparentemente você sente quando alguma coisa aconteceu corretamente a um nível emocional. Você tem essa resposta com relação à
mento, nem prazer, era uma terceira coisa. O que é satisfação? Satisfação aparentemente você sente quando alguma coisa aconteceu corretamente a um nível emocional. Você tem essa resposta com relação à satisfação. Quando eles estavam estudando aqueles que diziam masoquistas e afirmavam sentir prazer, que que eles descobriram? que se sistemicamente, se neurologicamente não tinha uma grande atividade no centro prazer, havia uma intensa atividade na chamada área da satisfação. E como a satisfação e prazer normalmente andam juntos, é muito comum as pessoas confundirem uma coisa e outra. Por exemplo, você pode ter prazer e não ter satisfação. E você pode ter satisfação e não ter nenhum prazer. Como assim? Por exemplo, você realiza um trabalho e esse trabalho é doloroso. Você termina o trabalho, está com dores nas costas, nas pernas, no pescoço, em toda parte. Aí você até diz: "Estou moído, mas plenamente satisfeito". Estou totalmente feliz com os resultados do trabalho. Mesmo a dor e o sofrimento estando presentes, a sua resposta é de felicidade ou de alegria. Da mesma maneira, você tá de dieta, uma dieta restrita, tá conseguindo ir muito bem e de repente cai na tentação e come bolo de chocolate. No momento que você come, o prazer é muito intenso, mas o sofrimento depois, nesse caso, não é nem sofrimento, a insatisfação provinda do ato é muito grande. Então você pode ter prazer e não ter satisfação. Pode ter satisfação e não ter prazer, mas normalmente o prazer e a satisfação andam juntos. Mas olha que interessante, quando a área de satisfação está ativa, o que é que os voluntários dizem? sensação de felicidade. E aí alguns cientistas acharam: "Que curioso, será que é felicidade mesmo? Se for felicidade, nós podemos fazer o estudo do século, que seria o quê? O que é que o homem precisa para ser feliz? Se a gente descobriu a área do cérebro responsável pela felicidade, a gente pega as coisas que as pessoas dizem que trazem felicidade, nós testamos para ver se funciona. E aí nós podemos fazer um
liz? Se a gente descobriu a área do cérebro responsável pela felicidade, a gente pega as coisas que as pessoas dizem que trazem felicidade, nós testamos para ver se funciona. E aí nós podemos fazer um estudo de natureza bastante mecânica, bem objetiva, para definir o que é que o homem precisa para ser feliz. Pensaram, foi uma ideia boa, boa, interessante. O que é que o homem precisa fazer feliz? Porque toda a pesquisa você tem que definir a metodologia, né? Quais serão os procedimentos? A gente já sabe, a gente vai fazer um scanner do cérebro. Mas qual vai ser o fator provocativo? O X, as variáveis. Bom, eh, vamos ver a história humana. O que é que o homem precisa para ser feliz? Então, na história, desde que o homem é homem, desde a gente se entende por gente, as principais brigas eram por quê? Riqueza. O homem luta por riqueza. Está sempre lutando por mais território, mais riqueza. Então o que o homem precisa para ser feliz é dinheiro, não é isso? Então você estuda muito para quê? Para ganhar dinheiro. Você trabalha para ganhar dinheiro. Você faz uma série de coisas. Tem pessoas que sacrificam com a própria alma para quê? Ganhar dinheiro. E para que você quer ganhar dinheiro? Ora, para ser feliz. Porque as pessoas associam quanto mais rico, mais feliz. E sem ser rico não pode ser feliz. Vocês concordam? Não. Então por que continuam lutando desesperadamente? Sacrificando família, sacrificando casamento, sacrificando uma série de coisas por uns dólares a mais, se submetendo a uma série de coisas por dólar a mais. Inclusive a perda da saúde. Você trabalha excessivamente, perde a saúde e gasta todo o dinheiro que você ganhou para recuperar a saúde. Faz sentido? faz se você acreditar que o dinheiro traz felicidade. E muita gente acredita mesmo, aqueles que dizem não, no fundo, no fundo é muito engraçado. Pensa bem, você pode não falar em voz alta, dinheiro não traz felicidade, mas ajuda a comprar. Então, em off, bom, então os cientistas chegaram à conclusão que se o que o
, no fundo é muito engraçado. Pensa bem, você pode não falar em voz alta, dinheiro não traz felicidade, mas ajuda a comprar. Então, em off, bom, então os cientistas chegaram à conclusão que se o que o homem mais luta no mundo em termos, por exemplo, de número, estatísticos é a riqueza, é porque o dinheiro é a fonte da felicidade. Bom, então nós temos nosso primeiro experimento. Nós vamos pegar alguns voluntários, vamos oferecer dinheiro para eles e pedir para deixar escanear o cérebro. Então, primeiro voluntário, olha, eu vou te dar ó para você deitar aqui e deixar eu escanear seu cérebro 40 minutos. Só isso, ó. Você vai deitar quietinho, sem fazer nada, vai ganhar ó. Outro voluntário ia ganhar $ para deitar, ficar quietinho para escanear o sério. O outro ganharia 1.000 para fazer a mesma coisa. Qual deles estaria mais feliz? Bem óbvio, não é? pesquisa show essa daí. Realmente fácil. Então, quem estaria mais feliz? Quanto mais dinheiro você ganha, mais feliz você fica. Pensa bem, dinheiro grátis. Antes eles tinham fazer um diferencial e o diferencial foi um bolo de chocolate, tá? Bolo de chocolate dá prazer, dá? Aí eles me diram quanto prazer você sente ao comer um bolo de chocolate. A fatia perfeita de bolo de chocolate. Bom, dinheiro grátis dá prazer. Então precisa andando e acha R$ 100. altamente satisfatório. Então eles queriam saber se é prazeroso. Sim, essa descoberta tem o seu prazer, mas eles queriam saber se vai te deixar feliz, ou seja, satisfação. Então, se eu vou medir o grau de satisfação, eu vou medir o grau de riqueza para produzir essa satisfação. Então, aumentando a contribuição monetária, eu tenho que proporcionalmente aumentar o quê? A satisfação. E fizeram $ 1.000 e os resultados foram inconclusivos. Todo mundo ficou feliz, afinal o dinheiro era grátis, mas não havia um prazer assim muito maior do que bolo de chocolate. Na verdade, na maior parte das vezes, o bolo de chocolate deu uma prazer, inclusive satisfação. Não notaram a discrepância muito grande entre aquele que ganhou $ e
uito maior do que bolo de chocolate. Na verdade, na maior parte das vezes, o bolo de chocolate deu uma prazer, inclusive satisfação. Não notaram a discrepância muito grande entre aquele que ganhou $ e o que ganhou $000. Havia um prazer envolvido. A satisfação não era algo tão cintilante como eles imaginavam. foram resultados inconclusivos. Não conseguiram achar nada que marcasse isso nitidamente. Será que é pouco dinheiro? Se a gente arrumar mais dinheiro, por exemplo, não para doar, mas se a gente pegar gente que ganhou mais dinheiro, talvez fosse mais significativo um milionário, alguém ganhou na Mega Cena ou na loteria, esse tem que tá feliz, não pode escapar, né? ganhou milhões ou alguém que recebeu uma herança, ou alguém que tenha dinheiro deve ser mais feliz do que aqueles que são pobres. Então, vamos fazer os extremos, vamos pegar um bem pobre e um bem rico e vamos comparar se ele tá mais feliz. Também é muito justo, muito lógico isso. E assim fizeram e os resultados foram inconclusivos. Aparentemente ser pobre não deixava mais ou menos feliz do que ser muito rico. Na verdade, eles encontraram mais sofrimento no cara rico. Como assim mais sofrimento? O seu nível de cortisol era mais alto. E a gente já tem uma ideia disso, não? Por exemplo, se você foi assaltado, você liga e conta para todo mundo. Você ganhou na mega cena, você não conta para ninguém, né? Não pode porque senão dá olho gordo de maneira dá muita pressão, né? A riqueza aparentemente isso causa estress e o estress aumenta o cortisol. Então os resultados foram inconclusivos. Eles não encontraram na riqueza nada que tornasse a satisfação maior ou a felicidade mais significativa. Pelo contrário. E aí eles ficaram pensando onde a gente errou? Porque não parecia lógico. No início a gente responderia facilmente onde a gente errou. E um deles teve uma ideia brilhante. Foi metodologia. Nós erramos. Errando o quê? Foi um erro de interpretação. Como assim? Não é ganhar dinheiro que te deixa feliz, é gastar. Por isso que na hora que você
deles teve uma ideia brilhante. Foi metodologia. Nós erramos. Errando o quê? Foi um erro de interpretação. Como assim? Não é ganhar dinheiro que te deixa feliz, é gastar. Por isso que na hora que você ganha o dinheiro, você não vai ver nenhuma diferença. Você teria que pegar a pessoa gastando, vou comprar isso, vou gastar naquilo. Aí sim você teria um parâmetro mais significativo. Tem lógica, tem uma lógica inteira. Tem razão, erramos, foi a interpretação. Então não é ganhar o dinheiro, é gastar. Bom, se é gastar, não é o dinheiro a fonte da felicidade. Bom, pra gente saber o que é que você vai te trazer felicidade, a gente tem que saber em que você gasta o dinheiro. Então, as pessoas lutam para ter riqueza, para fazer o que com ela? Então, vamos procurar. Qual é a área da indústria, da produção, onde o homem mais gasta dinheiro? Onde é que ele derrama a maior parte da sua riqueza? E por incrível que possa parecer, tem um ramo da indústria responsável pelo maior aporte de dinheiro. É a beleza. Vocês podem falar o que você quiser da crise, existem crises enormes, mas tem uma indústria, por exemplo, no Brasil que nunca teve crise, a indústria do esmalte. Você pode, mas não deixa de fazer as unhas, né? Então, se vocês pensarem bem, eh, as pessoas que trabalham na área da beleza são, por exemplo, farmacêuticos, né, bioquímicos. Normalmente, quando você vai estudar farmácia ou bioquímica, você diz que é área da saúde, certo? Porém, 80 a 90% desses profissionais não trabalham na área de saúde, trabalham na área de cosméticos. Os maiores investimentos na área de farmacologia e de bioquímica não são para melhores medicamentos ou tratamentos, são para embelezamento dos cabelos, da pele, né, da celulite, etc. Tanto que hoje em dia nós chegamos a um nível tecnológico que não existe mais, tá, cabelo ruim. Existe mulher pobre, porque para tudo tem jeito. Não importa o que você acha que é, tem uma tecnologia adequada para você ter o que você quiser. Não gostou, a cirurgia plástica, os cosméticos, a pele, aí vai,
ulher pobre, porque para tudo tem jeito. Não importa o que você acha que é, tem uma tecnologia adequada para você ter o que você quiser. Não gostou, a cirurgia plástica, os cosméticos, a pele, aí vai, tá? Inclusive as fantasias também, para vocês terem ideia, ah, você tá exagerando? Não. Tem uma coisa que sempre me chama atenção na TV a cabo, né? Não é todo mundo tem TV a cabo. TV a cabo é um signo, por exemplo, de status. E tem um comercial na TV a Cabo que sempre me chama atenção. Como é possível? É um creme de beleza chamado veneno de cobra. Não sei se já ouviram falar, né? Então, uma mulher anuncia o creme veneno de cobra. O creme funciona assim. Você passa na pele, vai dormir e acorda mais magra e o nome do creme é veneno de cobra. Eu fui pensando, será que a pessoa não nos tivesse um troço assim, não havia mais gordo no planeta? Povo se bezuntar de creme para acordar mais. Pensem bem, gente. Mas se o a pessoa bota propaganda é porque ela deve ter retorno. A pessoa não é louca de ficar pagando uma propaganda e durante tanto tempo assim, se ela não tá tendo retorno, tem gente que compra um creme milagroso. Você passa, dorme e acorda mais magra. A indústria do emagrecimento envolve hoje cerca de 5 bilhões de dólares. É mais ou menos tanto que a gripe dá também. É a indústria do emagrecimento, dos shakes, dos produtos milagrosos, das pírulas. E sem falar das outras partes. Os a quantidade de creme. Se você juntar todos os cremes que prometem acabar com as rugas, melhorar a pele e assim vai. uma quantidade enorme de dinheiro. Na verdade é a indústria mais fluorescente do planeta, porque você deixa de comer, mas não deixa de comprar seu creme. Com isso, bom, então o dinheiro é o meio para atingir um fim. E qual é esse fim? Beleza. Então o que que o homem precisa fazer feliz? Ser bonito. Bom, se a beleza é o fator de felicidade, aí eles acharam que era simples. É simples. As pessoas mais bonitas serão mais felizes. É ou não é? Se a beleza traz felicidade, então é simples. A gente pega uma pessoa muito
é o fator de felicidade, aí eles acharam que era simples. É simples. As pessoas mais bonitas serão mais felizes. É ou não é? Se a beleza traz felicidade, então é simples. A gente pega uma pessoa muito feia, analisa o cérebro dela e pega uma pessoa muito linda e compara. Com certeza aquela que é linda vai ser o quê? Muito mais feliz do que aquele que é feio. Então o que que eles fizeram? Modelos, pessoas consideradas ícones da beleza, etc. Para ter o cérebro escanear. E é fácil que as pessoas lindas gostam de serem lindas, né? expressar isso. Então eles conseguiram inúmeros voluntários para fazer o exame e o resultado foi inconclusiv. Eles inclusive botaram cara a cara um bem feio, um bem bonito para ver inconclusivo. Ele era bem feio, mas não tava tão infeliz assim como a gente achava que deveria ser por ser feio. E aquela que era linda, não só não estava tão feliz como o seu nível de cortesol era altíssimo. O seu nível de sofrimento era tão grande que estava comprometendo sua saúde, mesmo quando ela dizia que estou totalmente feliz. Uma pessoa me perguntou, eu procurei a Miss Texas, olha só, eh, na pesquisa não parece Miss Texas, é Miss T. Eu botei podia ser Tenesi, podia ser qualquer nome, mas para ficar assim, Mister T fica estranho, né? Então é uma jovem que participava de concurso de beleza e ela descreve lá que o sonho da vida dela era ser a mulher mais linda dos Estados Unidos e ela desde pequena foi para concurso de beleza, etc. e que ela tinha ganhado um concurso e ela era Miss T, não sei o que que é M T, vamosar Miss Texas, ficava legal, preenche o vazio da imaginação. E ela estava totalmente feliz com aquele sorriso de pasta de dente. E o sorriso de Ms, né, quando a Miss ganha, chega ela assim, nossa e ela tava totalmente feliz, vamos escanear. Não só a área da satisfação não estava ativa como deveria, como ela dizia ser. Como o sofrimento que ela estava vivendo era muito grande, o que era incompatível com a descrição. Pera aí. Olhando na cara da mulher, tá totalmente feliz. Olhando no
como deveria, como ela dizia ser. Como o sofrimento que ela estava vivendo era muito grande, o que era incompatível com a descrição. Pera aí. Olhando na cara da mulher, tá totalmente feliz. Olhando no aparelho, lembram? É uma coisa interessante, né, que a gente vê no mundo, quem vê cara não vê coração. Nada foi mais preciso do que esse momento, né? Ela falando uma coisa e eles comparando a atividade cerebral. Ela estava sofrendo no momento em que dizia que estava totalmente feliz. Por quê? E isso foi uma constante. Eles encontraram esse mesmo padrão em outras pessoas consideradas ícones da beleza. Esse sofrimento grande. Por quê? Elas são lindas, são representativas, são reconhecidamente lindas e as pessoas lutam desesperadamente para ter aquele cabelo, aquela boca, aquela pele. Por que que elas não tão satisfeitas com o que têm? E ficou aquele problema inconclusivo. E aí, como é que a gente explica isso? E passado algum tempo, diz: "Ah, de novo, erro de interpretação." E também dá pra gente entender algumas coisas, né? Com relação a conceitos de beleza. Mas e dizendo assim, é que talvez não seja beleza. Talvez a beleza seja um meio para alcançar um fim. Inclusive você começa a entender porque que essas jovens sofrem tanto. Imagine, você é uma modelo belíssima, lindíssima, reconhecidamente linda, tem um vestido deslumbrante que você ganhou grátis de uma grife para ir numa festa de Hollywood maravilhosa, daquelas assim de milhões de dólares. Aí você se veste maravilhosamente, vai pra festa e chega lá na festa, comida, bebida e você faminta. e não pode comer nada, porque se engordar fica feia. Tem lógica. Como é que você pode ser feliz se você tá faminta? A gente entende também por essas atrizes, essas pessoas agridem, por exemplo, funcionários, empregado, assessorista, volta e meia uma delas, gente, ela é tão linda, porque tão mal humorada. É simples. Olha o ódio que deve ser, né? a fome e aquela mulher comendo na minha frente eu não posso. Deve dar ódio, não é? Porque quando o assistido vai na
, ela é tão linda, porque tão mal humorada. É simples. Olha o ódio que deve ser, né? a fome e aquela mulher comendo na minha frente eu não posso. Deve dar ódio, não é? Porque quando o assistido vai na casa, a primeira coisa dá um prato de comida. Não é não, não vai falar de uma coisa, dá comida pra pessoa. Então imagina se a pessoa voluntariamente faminta. Pensa bem, quando você tá com muita fome, tá dor de cabeça, dor nas pernas, dor no corpo. Então essas mulheres, vai lá, uma mulher com 1,80 m pesando 60 kg. E eu tô dizendo exagerando, tem que ser 50, segundo alguns padrões, né? Estilo anorético. Como deve ser a sensação que essa mulher tem? O sofrimento. Só que aparece nos exames neurológicos. O sofrimento é visível, não é visível na cara sorridente, naquele visto delumbrante e quando aparece na TV, mas é visível nos exames e no nível de cortisol sanguíneo. Então o estress de manter aquilo, o sofrimento voluntário, né, que quando você vai ver a o nível de fome é algo absurdo. Elas têm comprometimentos em vários níveis, tá? bailarinas e outras pessoas se dedicam determinadas atividades que tem uma K, um ônus fisiológico muito grande para manter aquela aparência. Pensa bem, operar e tirar duas costelas para ficar marm. Teve uma época no carnaval do Rio, né, que o busto, né, a a operação, então tava na moda do busto grande. A menina botou silicone, aí o busto, o busto aumentou, ela botou mais silicone, aí no olho ela tirou, na próxima operação vai pôr um zíper para ficar mais fácil. que tira, põe, tira, põe para atender os quesitos da moda. Você subete uma uma cirurgia. Toda cirurgia você tem que fazer uma coisa chamada risco cirúrgico. Por quê? Porque tem risco. E você acha válido por alguns momentos num carro alegórico. Turbinar, tem que turbinar o se para poder aparecer no carnaval. Então, qual é o nível de comprometimento? Qual o nível de dor? E outra coisa, se elas tivessem tão felizes como parecem estar, por que se drogam? Porque a enorme quantidade de overdoses que a gente vê ocasionalmente.
nível de comprometimento? Qual o nível de dor? E outra coisa, se elas tivessem tão felizes como parecem estar, por que se drogam? Porque a enorme quantidade de overdoses que a gente vê ocasionalmente. Mely morrou era linda, maravilhosa, rica, famosa. Morreu de quê exatamente? E assim com inúmeras outras modelos, etc. Por quê? Porque a gente entende que a droga é um remédio para te deixar mais feliz, certo? Ué, mas ela não tem tudo o que o homem precisa para ser feliz? Bom, chegaram à conclusão, então, que a beleza não trazia felicidade. Bom, isso é interessante, porque quem tá dizendo isso não são monges, não são teólogos, são neurologistas ateus. Então, dinheiro e beleza não traz felicidade. Então, o que que traz? Então, se não é o dinheiro e a beleza, por que que você corre atrás disso? Então é porque na verdade tem alguma coisa por trás. E aí eles acharam foi um erro de interpretação e chegaram à conclusão que não. O motivo de tudo isso é o terceiro, que é o tripé que as pessoas diziam do sucesso, né? Dinheiro, beleza e poder. Então eles chegaram à conclusão que o dinheiro e a beleza são para ter o terceiro, que é o poder. Então o pessoal diz, né? É, não é bonito, tem dinheiro, mas se não tem mais tiver poder, é um afrodisíaco fantástico. Dizem ou não dizem? Então, na verdade é o poder. E o poder, quando a gente fala, não é só o poder temporal, é a fama também, que é a fal de poder. Que que é fama? É ser VIP, very important person. é aquele que vai entrar primeiro, que vai sentar na frente, que vai estar no topo da cadeia alimentar. Então, quem está no topo da cadeia alimentar come primeiro, entra primeiro, usufrui primeiro. E isso é poder. E o dinheiro e a beleza seriam um caminho para atingir o poder. Então, na verdade, na verdade, o que traz felicidade é o poder. Bom, então aí a gente já pode fazer a pesquisa. Vamos fazer o seguinte. O que que é poder? Vamos fazer o seguinte experimento. Vamos pegar alguém que está por baixo da cadeia, que tem que obedecer um
Bom, então aí a gente já pode fazer a pesquisa. Vamos fazer o seguinte. O que que é poder? Vamos fazer o seguinte experimento. Vamos pegar alguém que está por baixo da cadeia, que tem que obedecer um empregado, um subaltermo e alguém da mesma posição que foi promovido a chefe. Tem que tá feliz. Ele era um empregado que obedecia, agora vai mandar. Tem que tá totalmente realizado. Então vamos comparar pessoas que têm que obedecer e as pessoas que mandam para ver quem é mais feliz. Quem obedece ou quem manda? Pessoal di, né? Quem manda com certeza é mais feliz. Certo? Inconclusivo. Não só inconclusivo. Aparentemente as pessoas que mantam na mesma situação de mis Texas, o sofrimento é muito grande. Bem, e agora é pouco poder isso aí? vão pegar gente com mais poder. Então eles conseguiram um voluntário assim importante, um senador recém-empoado dos Estados Unidos, da América do Norte, a nação mais poderosa do planeta. Tem que tá feliz. Tem que tá feliz. Mais feliz que ele só o Trump mesmo. Ele tem que tá realizado. Foi eleito senador, depois só presidente, então tem que tá feliz. pegaram um céu de uma grande multinacional. É aquele que com uma assinatura destrói a vida de centenas de pessoas. Ou seja, ele tem na palma da mão a vida de muita gente. Ou seja, as suas decisões refletem. Ele tem que ser totalmente feliz. Ele pode comprar o que quiser. As mulheres mais lindas do planeta estão a seus pés, tem que estar feliz. fizeram experimento e inconclusivo. Não só não estavam mais felizes do que o pobre miserável que tinham que obedecer, como o sofrimento era muito grande. Aparentemente pessoas ricas sofrem, pessoas poderosas sofrem ainda mais do que os ricos e bonitos. Por quê? Aparentemente o estresse de se manter no poder ou se manter no auge da fama é altamente comprometedor para a saúde. Então o nível de estresse que esses homens viviam era muito grande. Era tal que muitos deles estavam no limear do comprometimento com relação ao sistema imunológico. Ou seja, uma coisa que a gente tinha visto na década
stresse que esses homens viviam era muito grande. Era tal que muitos deles estavam no limear do comprometimento com relação ao sistema imunológico. Ou seja, uma coisa que a gente tinha visto na década de 60, comparando, por exemplo, a problemas respiratórios, foi quando eles descobriram o tal do stress, né? A saúde é um fator físico e mental. Como é que descobriram a coisa no mental? Simples. A saúde é um fator físico, alimentação, genética, etc. Então eles se compararam pessoas com baixa nutrição, né, submetidas a uma série de processos físicos aviltantes e autos executivos de Wall Street. E descobriram que eles eram mais suscetíveis de infecções respiratórias como pneumonia do que a população de baixa renda. Por quê? Estress. O est afeta o sistema imunológico, então compromete a saúde. E esses homens estavam em vias de terem sérios comprometimentos biológicos. Bom, e aí como é que a gente faz? Então, o que é que o homem precisa para ser feliz? Se não é dinheiro, não é beleza, não é poder. Do que é que a gente precisa para ser feliz? Foi aí que, como essas foram inconclusivas, eles resolveram pegar um espaço amostral aleatório para encontrar pessoas que tivessem mais atividade na área do que outras e perguntar que que você tá fazendo? De repente a gente acha um padrão. Fizeram isso. E no primeiro momento houve uma pequena distorção da pesquisa. Porque eles acharam que a felicidade estava associada à idade cronológica. Por quê? Porque os jovens eram mais felizes do que as pessoas mais velhas. Ah, então a juventude não. Depois eles refinaram a pesquisa e descobriram que não era exatamente a juventude, mas sim uma atividade típica da juventude que está diretamente ligada à satisfação ou à felicidade. E aí então eles fizeram a primeira descoberta. Qual a atividade humana que mais acende a área da satisfação, que causa maior atividade nessa área e que, em vista disso, provoca maior resposta? de todas as atividades analisadas em espaços amostrais diferentes, a conclusão inequívoca e bem distante da
isfação, que causa maior atividade nessa área e que, em vista disso, provoca maior resposta? de todas as atividades analisadas em espaços amostrais diferentes, a conclusão inequívoca e bem distante da segundo lugar, ou seja, absoluta primazia é aprender. Nada, nada sem demais o centro da felicidade, vou chamar de felicidade ou satisfação, se vocês quiserem, pros puristas, do que aprender. Como é que é aprender? Não, não faz sentido. Presta atenção. Você vai ver que faz sentido. Pensa bem, né? Vamos naquele momento em que você já maduro diz a seguinte frase e falam mesmo. Eu era feliz e não sabia. Muito comum, né? Mas ele tá no auge da carreira, é rico, tem sua casa, tem tudo. Eu era feliz e não sabia quando era pobre, né? miserável criança lá na juventude. Não aproveitei. Fala ou não fala? E a gente erroneamente atribui isso à juventude, ao estado de juventude, a juventude que me fazia feliz. Não aprender. Eles descobriram isso, que quando pessoas adultas ou pessoas mais velhas voltam a um estado de aprendizado mais intenso, elas recuperam aquele estado de felicidade. Será? Agora vamos pensar, né? Lembra? Eu falei de ganhar dinheiro, comer bolo de chocolate? várias coisas, mas quando a criança chega para você, aprendi a amarrar os sapatos, qual é a cara que ela faz? É ou não é? Tem alguém que ao conseguir ou entender alguma coisa, pensa bem, eu pergunto assim: "Entenderam?" Aí a pessoa faz aquela cara, entendi. Já sabe que não entendeu, né? Porque quando é, qual a cara que você faz quando entende? Ah, entendi. É ou não é? Você tava assim e sorrir sempre o mais cisudo. Tava assim, entendi o negócio. Ou tava no quebra-cab conseguiu. Ele pode ser que mais hermético e dá aquele sorriso. Consegui. Entendi. Tô sabendo. Então, normalmente, qual é a expressão facial associada ao entendimento? Ah, entendi. Sempre é um sorriso, que é uma expressão associada por automativo cerebral ao estado de bem-estar, de felicidade. Então, nós ficamos imensamente felizes quando entendemos
ao entendimento? Ah, entendi. Sempre é um sorriso, que é uma expressão associada por automativo cerebral ao estado de bem-estar, de felicidade. Então, nós ficamos imensamente felizes quando entendemos alguma coisa e quanto mais difícil, mais gostoso. Então, aprender é a maior causa de felicidade humana. Isso tem uma lógica biológica também. Eh, nós como eh animais somos assim, em termos de design deixamos bastante a desejar, por exemplo, não temos garras, não temos força física, nem pelos, nem nada. entre nós e um tigre, o tigre ganha 10 a 0 em qualquer tipo de competição. A nossa força está no nossa capacidade de aprender. É isso que nos faz o que somos. Então o tigre pode ser forte, pode ter garra, mas quem é que tá no topo da cadeia alimentar? Se o tigre vier encarar, ele é extinto, como normalmente nós fazemos com qualquer um que entre em competição direta com conosco. Então nós estamos no topo da cadeia alimentar. E o que nos dá essa vantagem? A capacidade de acumular conhecimento e usar a nosso favor. Então essa capacidade de aprender nos dá uma vantagem evolucionária formidável e isso reflete-se também no nosso processo de desenvolvimento. Então se é tão importante assim para nós como espécie o aprendizado, ele tem que produzir em termos homeostáticos uma resposta intensa. E é então quando você aprende você se sente feliz. Por isso, algumas pessoas que não entendem a dinâmica é o seguinte: você estuda para quê? para ganhar dinheiro. E para quê? Para ser feliz. E aí você ganha o dinheiro, faz a companhia fantástica e aí larga tudo que você construiu para comprar uma pousada na costa do Sauip e ser fiscal da natureza. Por quê? Você chegou lá, não tô feliz. E agora vamos para as coisas mais simples. E aí muitos descobrem que as coisas mais simples é o quê? aprender. E é isso que te promove felicidade. Então, quando é que as pessoas permanecem jovens? Quando aprendem. E, infelizmente, muitas pessoas deixam de aprender coisas aos 30 anos, né? Já tenho tudo, agora vou ficar
que te promove felicidade. Então, quando é que as pessoas permanecem jovens? Quando aprendem. E, infelizmente, muitas pessoas deixam de aprender coisas aos 30 anos, né? Já tenho tudo, agora vou ficar rico. E deixa de aprender. É quando ele começa a morrer. Por quê? Lembram? Se a maior fonte de satisfação humana é essa, satisfação e prazer andam muito próximos, que que acontece? Você perdeu uma grande percentagem da satisfação que você pode sentir em viver. Então, pessoas que apenas sobrevivem não são tão felizes assim. E como nós vimos, os ricos e famosos não estão aí nessa distraação, né? Agora fingir, eles fingem porque nem gosta de ser inferir sozinho, né? Você quer que todo mundo seja junto. Então, por isso que eles fingem. Mas não é só isso. Em segundo lugar, eles encontraram a segunda maior fonte de satisfação humana. E essa foi muito interessante. Eh, o nome, eu não vi a tradução, é superação. Quando eu digo superação, não é questão da competição, é superar um limite, tá? Então, essa superação é superar um limite. Por isso o homem ama esporte, olimpíadas, corrida de carro. Mas não é só correr entre competidores. Por exemplo, o cara subiu à montanha lá em Malaia, perdeu três dedos do pé, quase e finca lá e o sorriso. Gente, ele acabou de perder três dedos do pé. E por que que você fez isso? Por que você subiu a montanha? Porque ela estava lá. Por que que ele fez isso? Superar um limite. Disseram que não podia. E você prova que pode. Supera o limite. Pode ser entre outras pessoas. Você, por exemplo, seu filho chega, tirei oito. Oito filhos, a maior nota de todos. Pode ser um oito, mas foi o maior, não é? Não foi o mais rápido, o mais veloz. Isso é muito interessante. Então, superar um limite é a segunda maior fonte de satisfação humana. E o mais interessante que na pesquisa eles mostram um pugilista, tá? um pugilista tinha ganhado o título e escanearam o cérebro dele e tava aceso com uma árvore de Natal, né? Então, naquele momento, ah, o cara ganhou, é o campeão mundial, beleza. Mas olha que
ista, tá? um pugilista tinha ganhado o título e escanearam o cérebro dele e tava aceso com uma árvore de Natal, né? Então, naquele momento, ah, o cara ganhou, é o campeão mundial, beleza. Mas olha que interessante, eles pegaram um ex-pugilista que havia ganhado um título mundial há 10 anos atrás e eles escaneavam o cérebro dele na hora que ele estava contando o nocout que lhe deu o título. E na hora que ele tava contando, acendeu igual. igualzinho o cara que acabou de ganhar o título. Então ele lembrando daquela vivência acendeu do mesmo tanto que aquele cara que tinha acabado de ganhar o título. E é claro que nesse momento eu entendi um mistério do mundo masculino que eu não tinha entendido. Eu tinha uma dificuldade de entender e depois dessa pesquisa eu passei a entender, ficou mais fácil. É aquela coisa, né? Eh, vai assistir o jogo de futebol, ele assiste o jogo, né? Tá ali o torcedor time, aquela coisa. Quando termina o jogo, ele assiste o comentário do jogo, o VT, o comentário do VT, o comentário do comentário do VT. A, Mas você não viu o jogo? Já sabe o que que deu? É porque lembrar acende de novo. Por isso que ele fica repetindo aquilo toda hora. Muitas mulheres não tinham entendido, mas é por isso. Acende novamente a lembrança. E por que as pessoas se dedicam horas para centésimos de segundo? Porque pessoal, ah, para ganhar medalha, ficar gente, muitos desses medalhistas não ganh tanto que vocês estão imaginando não. Você pega nesses outros países a medalha, na verdade ele paga muito mais do que ele receberia por alguns minutos. E são minutos insignificantes assim, né? Mas ele sacrifica uma boa parte da sua vida por aqueles minutos. É a fama. Não, eu sou o mais rápido, eu sou o mais veloz, eu ganhei. E às vezes eles ganham dele mesmo, né? Que não basta ganhar, ele quer quebrar o recorde mundial. Então o recorde mundial de quem? De mim mesma. Então vou ganhar de mim mesmo. E isso é motivo suficiente se você dedica 16 horas de treinamento para bater um recorde de milésimos de segundo, que é o
. Então o recorde mundial de quem? De mim mesma. Então vou ganhar de mim mesmo. E isso é motivo suficiente se você dedica 16 horas de treinamento para bater um recorde de milésimos de segundo, que é o que você não vai nem notar na TV. Por quê? Porque isso causa o quê? Satisfação. Então, aprender é o primeiro lugar e o segundo lugar superar um limite. Mas o que realmente deu problema na pesquisa, a gente viu que esses dois fazem sentido, mas o que realmente deu problema na pesquisa foi o terceiro lugar. Qual a terceira maior fonte de felicidade humana? Isso foi um problema. A terceira maior fonte de felicidade humana é sofrer. Mas não pode. Por que não pode? Uma coisa que eu disse sobre o sofrimento anteriormente, continua sendo verdade, é que toda dor causa sofrimento. Mas não é só dor que causa sofrimento. Pensamentos, lembranças causam sofrimento. Mas todo sofrimento produz cortisol. E o cortisol compromete o sistema imunológico. Quanto maior a quantidade de cortisol circulando, menor a eficácia da sua saúde. Isso é verdade. Bom, então como você pode ter satisfação em sofrer? Não tem lógica, não é biologicamente viável. Que nós temos uma coisa, somos animais. E o instinto de sobrevivência onde fica? Nós somos programados para sobreviver e nos manter como espécies. Então isso seria uma falha evolucionária. Sentir prazer em sofrer seria sentir prazer em morrer. Quer dizer, nós estamos cultivando o autocsídio para separar de suicídio. Suicídio é o processo direto. O autocsídio é o processo indireto, né? Da onde vem isso? Como não tinha lógica esse processo, né? Por isso, foi aí que nós chegamos essa pesquisa com o cérebro imperfeito, os bugs cerebrais. Descobriram que que é um bug cerebral? Bug vem de inseto, mas na verdade tá fazendo uma referência aos processos tecnológicos computador, né? Que que é um curto circuito? Por exemplo, nós temos lâmpadas acesas aqui, significa que a eletricidade tá circulando. Você tem uma fonte elétrica, ela passa, acende a luz e continua circulando, não
é? Que que é um curto circuito? Por exemplo, nós temos lâmpadas acesas aqui, significa que a eletricidade tá circulando. Você tem uma fonte elétrica, ela passa, acende a luz e continua circulando, não é verdade? Bom, se a gente enfiar um garfo na tomada, tá? e fechar o circuito, chama curto circuito, o que que vai acontecer? Vai ter uma explosãozinha, né? E a luz vai apagar naquele é ou não é? Por quê? Houve um curto circuito, aí desarmou lá o troço. Por quê? Porque a energia que deveria estar circulando no lugar ficou presa num circuito anômalo. A gente chama isso de curto circuito. Então esse curto circuito inviabilizou o funcionamento normal. Vocês sabem que a linguagem do cérebro também é elétrica. A eletricidade circula e muitos nossos processos cerebrais vêm dessa circulação de eletricidade. Então o que que seria um circuito anômalo cerebral? Significa que a energia em vez de circular por onde deveria, está presa em algum lugar, tá? E é isso que causa os chamados bugs, tá? Ou determinados erros de sistema. E é nesse erro de sistema que você pode ser enganado. Como assim ser enganado? Você acha que viu, mas não viu. Você acha que parece, mas não parece. E você nota que foi o quê? Uma ilusão de ótica, um erro de cálculo, que na verdade foi a gente usando uma pequena fratura no funcionamento do cérebro. E eles descobriram um bug cerebral interessante que explicava este resultado, o circuito culpa recompensa. Para vocês entenderem o circuito culpa recompensa, eu tenho que entender que o cérebro é uma máquina. Eu sei que vocês são espíritas, tá? O espírito opera a máquina, mas é uma máquina. Se a máquina não funcionar, tá? Como é que vocês fazem? Por exemplo, você pega o seu iPhone e diz assim: "Esse iPhone não gosta de mim". Por que você acha que ele não gosta de você? Ele não faz o que eu tô mandando ele fazer. Tem certeza que o iPhone não gosta de você ou você não deu o comando correto? Qual a probabilidade maior? O iPhone não gosta nem desgosta. Assim, seu cérebro também não. Ele faz o
mandando ele fazer. Tem certeza que o iPhone não gosta de você ou você não deu o comando correto? Qual a probabilidade maior? O iPhone não gosta nem desgosta. Assim, seu cérebro também não. Ele faz o que você manda. Então, se você der comandos corretos, ele faz o que você quer que faça. Agora, tem coisas que são impossíveis de serem feitas. Como assim? Vou dar um exemplo para vocês, que existe uma diferença entre o processo físico e o processo intelectual. Existem coisas que intelectualmente, que no mundo das ideias existe com naturalidade, mas fisicamente são impossíveis. Querem ver? Vou dar um exemplo. Pensem num canguru. Pensem num canguru. Aquele bichinho da Austrália. Pensem num canguru. Tão pensando no canguru? Vocês entenderam o que eu pedi? Uma coisa super simples, pensem no canguru. É uma ordem simples e fácil ser cumprida. Vou pedir outra coisa, igualmente simples, igualmente fácil de entender, tá? Não pensem no canguru. Não pensem no canguru. Não entenderam o que eu pedi? Entenderam? Entenderam? Por que não fizeram? Espírito ruim. teimosia, espírito inferior. Não, isso é o quê? Um paradoxo. É impossível que no momento você terminar a frase, "Não pense no canguru". O que que você já fez? Então, você dar uma ordem negativa ao cérebro é impossível. É um paradoxo. Intelectualmente você entende, você entende o que que significa não pense no canguru. Porém, é impossível para você realizar isso simultaneamente a fala. Por quê? Porque não pensa no canguru pressupõe o quê? Pensar no canguru. Vocês entenderam? Isso ficou fácil? Ok. Então, por que que vocês continuam dizendo pro seu filho: "Não bata no seu irmão? Não bata no seu irmão. Mas eu não quero que ele bata no irmão. É, é isso que você quer? Então não pode falar assim. E vou falar como? Fala de uma maneira que funcione. Porque o importante não é o que você diz, é o que você quer, certo? E o que é que você quer? Você quer que ele não bata no irmão. Então toda vez você disser: "Não bata no seu irmão". O que que fica? Bata no seu
mportante não é o que você diz, é o que você quer, certo? E o que é que você quer? Você quer que ele não bata no irmão. Então toda vez você disser: "Não bata no seu irmão". O que que fica? Bata no seu irmão? Você não quer que ele bata. Então, como é que a gente faz? Você faz uma coisa, você vê um monte de livro de autoajuda que as pessoas falam desde que o mundo é mundo, mas aparentemente só com o neurologista falando é que você vai entender, né? O cérebro só entende processos positivos, afirmativos, não negativos. Então, se você quer que ele não bate seu irmão, abrace o irmão. Amigo, outra vez. Irmão é para abraçar. Irmão, é seu amigo, irmão. O não é um reforço negativo. Se o que você não quer que aconteça é isso, então não diga não bata no seu irmão, não coma esse biscoito, não. Tô de dieta. Não vou comer esse bolo, não vou. Já comeu, filha? Se funcionasse todo mundo era magro, entendeu? Agora tem uma coisa que funciona. Sim, tem coisas que funcionam. né? É simples. Eh, não diga eu vou perder peso. Não perde. Como você não perde? Que você sempre acha, tá em algum lugar, né? O não adianta. O que que adianta? O sim. Vou ficar mais leve, vou ficar mais saudável? Vou comer uma salada porque é mais nutritivo? Vou vou fazer alguma coisa? funciona. Não vou fazer isso. Nunca funcionou desde que o mundo é mundo. E a gente já tá cansado de ver exemplos sobre isso. Mas a gente assim insiste. Isso tem um componente meio neurótico, mas a gente vai chegar lá. Então, o cérebro é uma máquina. Então, pensa, não pensa no canguru. Não funciona. Não funciona com nada, filha. Com absolutamente nada. Então, o que é que funciona? É o positivo. Ele é uma máquina. Só funciona. Você chega pro computador, computador, quanto não é do Não é isso? Então você vai usar o quê? De maneira eficaz. É uma máquina. Se você der comandos adequados, ele vai fazer exatamente o que você quer. A gente tem até um nome bonito para isso, programação neurolinguística, que é o quê? a linguagem apropriada para você obter um
Se você der comandos adequados, ele vai fazer exatamente o que você quer. A gente tem até um nome bonito para isso, programação neurolinguística, que é o quê? a linguagem apropriada para você obter um resultado. Eh, eu vou contar um mistério para você, um segredo, né, da de alguns eh psicoterapeutas. Muitos não dizem para você, você já tem visto aquele médico, né, só de falar com você, eu me sinto melhor. Nem acontece você chegou, falou para ele dos negócios, ele falou qualquer coisa, nossa, já me sinto melhor. Nem você nem me deu remédio, eu já me sinto melhor. Vou dizer um segredo para você. Só dele falar, ele faz você se sentir melhor. Por quê? Se você usar o verbo corretamente, você pode fazer uma pessoa se sentir melhor de qualquer coisa. Como assim? Porque intelectualmente esse verbo parece fazer a mesma função, mas fisicamente não. Por exemplo, vamos fazer o mesmo experimento do canguru, né? Pensem no momento em que você estava caminhando. Pensaram? OK. Agora vou pedir outra coisa igualmente simples, igualmente fácil. Pense no momento em que você deu uma caminhada. É a mesma coisa. Mesma coisa. Não, não é a mesma coisa. Em termos intelectuais, sim, você tá na mesma situação no tempo. E teoricamente o verbo só diz o tempo, né? Só que quando você usa um verbo, quando você imagina é um filme, o outro é uma foto. Então, usando um tempo verbal apropriado, você pode associar a pessoa a um estado ou dissociar a pessoa do estado. Então, se você usa verbos dissociativos, a pessoa vai falar do seu problema e ela já se sente melhor porque você dissociou-a daquele elemento. Então, existem pessoas que usando a linguagem apropriadamente fazem você se sentir melhor com 5 minutos de conversa. Cara, é bom. Cara, é bom. Falei 5 minutos, já tô me sentindo. Sim, ele dissociou você do estado. Vocês estão entendendo então que usar a linguagem adequada para o cérebro faz diferença? Então, quando nós falamos do não, ficou claro para vocês? Então, outra coisa sobre o cérebro, lembra que
stado. Vocês estão entendendo então que usar a linguagem adequada para o cérebro faz diferença? Então, quando nós falamos do não, ficou claro para vocês? Então, outra coisa sobre o cérebro, lembra que o cérebro é uma máquina e é uma máquina que funciona assim como qualquer outra máquina. a fornece energia, faz o pedido, ela dá resposta, correto? E o cérebro funciona mediante recompensa. Nós somos programados assim, tá? Então, toda vez que você realiza alguma coisa impulsionado por uma fome, por um desejo, você tem como resultado uma recompensa, tá? Então, custo recompensa. Então, quanto maior a recompensa, justifica o custo. Deu para entender? Então, nós trabalhamos com esse equilíbrio homeostático. Isso não é só intelectual, é também hormonal. Então, por exemplo, uma fome maior é porque maiores substâncias foram produzidas e sim vice-versa. E o cérebro entende o seguinte: quando você faz uma coisa boa, sua recompensa é o prazer. Quando você faz uma coisa má, sua recompensa é o sofrimento. Quem disse isso? Você disse. Como assim? Eu disse toda vez que você faz a dicotomia bem e mal, você diz isso. Então, coisas boas produzem coisas boas, coisas mais têm resultados maus. É assim que você separa o bem e o mal, tá? Então, no momento em que você fez esse pensamento, tá, maniqueísta, intelectualmente, você programou o seu cérebro para responder de acordo. Então, quando você faz uma coisa boa, sua recompensa é o Quando você faz uma coisa má, sua recompensa é o sofrimento. Foi. Mas prazer e sofrimento são respostas automáticas a um estímulo, certo? Um estímulo sensorial. Então, estímulos sensoriais prazerosos, estímulos sensoriais dolorosos, foi? Porém, recompensa fica onde? Lembra da satisfação? Lá ficou conhecido como centro da recompensa. Então, sua recompensa acontece lá. Então, quando você faz uma coisa boa, você espera prazer, mas na verdade o que você espera é o quê? satisfação. Então você só fica satisfeito quando você obtém o que você esperava, correto? Então, por exemplo, eu prometo
az uma coisa boa, você espera prazer, mas na verdade o que você espera é o quê? satisfação. Então você só fica satisfeito quando você obtém o que você esperava, correto? Então, por exemplo, eu prometo a você, se fizer esse trabalho, eu te dou esse salário. Aí você faz o trabalho e fica esperando o quê? O salário. E eu não dou, não te dou o seu salário. Que é que você sente? É uma coisa agradável. Mas eu não digo que não vou te dar o salário. Você vai esperar um pouco. Aí você começa a esperar. Espera mais e mais e mais. Que que acontece? Você desenvolve uma coisa, uma angústia, uma expectativa. Só que o nosso corpo tem um limite para o tamanho dessa expectativa e o tamanho dessa angústia. O nome dela é ansiedade. Só que tem um momento em que esta ansiedade se torna prejudicial. Então você quer uma conclusão, você precisa de uma conclusão para acabar com ansiedade. Vamos dar um exemplo. Pago o aluguel e fico sem ter o que comer ou como bem e fico sem ter onde morar? O que que eu faço? É uma escolha difícil, não é? E aí você fica sem dormir, a preocupação te consome, aquela coisa toda. Aí sabe do que mais? Vou pagar logo isso. Aí você paga. Seus problemas acabaram. Não, você não tem onde cair morto, não tem o que comer, mas você dorme. Por quê? O que foi que acabou? Não foram os problemas, foi a ansiedade, essa expectativa que você tem de uma conclusão. O nome disso é recompensa, tá? Só a recompensa dentro da sua expectativa lhe dá alívio. Que alívio é esse? Satisfação. Um outro nome usado paraa área é plenitude. Satisfeito, não precisa de mais nada. saciedade. Então, a pessoa se deixe feliz quando ela está saciada, não preciso de mais nada. Então, outro nome dado a essa sensação é plenitude. E quando você não consegue, o que que é, qual a descrição do estado de ansiedade? Um vazio, um buraco, alguma coisa que me consome? Então é a sensação. Então quando você faz uma coisa má, você espera o sofrimento e se ele não vem, você entra em estado de ansiedade, de angústia. E essa angústia pode ser tão
ma coisa que me consome? Então é a sensação. Então quando você faz uma coisa má, você espera o sofrimento e se ele não vem, você entra em estado de ansiedade, de angústia. E essa angústia pode ser tão intensa que você vai ir atrás do sofrimento. E quando o sofrimento acontece, tipo assim, vai acontecer uma desgraça. Vai acontecer uma desgraça, vai acontecer. Aconteceu, graças a Deus, já aconteceu. Que alívio. Que sensação foi essa? Acabou de acontecer uma desgraça e você sente alívio. Sim, satisfação. Finalmente você teve o que merecia. Isso dá um alívio enorme. Você fica esperando, fica esperando. Esperar é pior. Então você abraça com satisfação o sofrimento. O nome disso é circuito culpa, recompensa. Ah, mas você não tem lógica. Eu não disse que tinha. Não tem nenhuma. Vocês têm toda a razão, não tem nenhuma lógica. Mas como é que a gente faz isso? Faz sem lógica. Como assim? Faz sem pensar. Como assim? Exatamente assim. Não pensa nada. Não é possível. É, vou dar um exemplo para vocês, tá? Se a gente fosse fazer um teste agora, eu distribo para você pinos, tá? Então, todos vocês vão notar que vocês têm um pino quadrado na mão e eu dou para vocês um buraco redondo. Quantas tentativas vocês precisam para ver que pino quadrado não encaixa em buraco redondo? Quantas tentativas vocês vão? Pera aí, esse negócio não não tá errado aqui. Automático. Verdade. Isso mesmo. Não vou nem tentar. Não, não. Se você vi alguém tentando, que que vocês vão dizer? Coisa de maluco, né? O cara tentando enfiar o negócio que não cabe. Você automaticamente vai julgar. É maluco. É óbvio que esse troço não encaixa. Só de olhar eu vejo. Sim. Isso é um processo o quê? Intelectual. Raciocínio. Vocês identificaram a forma. Identificaram a forma e não combina. O nome disso chama-se o quê? Raciocínio lógico. Tá? Por mais simplista que seja, o nome disso é raciocínio lógico, tá? Uma pessoa que ficasse tentando, que é que você diria? Que ele tem uma falha no seu? Ok, tem perfeito. Agora vamos testar
lógico. Tá? Por mais simplista que seja, o nome disso é raciocínio lógico, tá? Uma pessoa que ficasse tentando, que é que você diria? Que ele tem uma falha no seu? Ok, tem perfeito. Agora vamos testar isso. Você já deve ter ouvido essa frase ou uma frase semelhante a essa: "Há 10 anos eu grito para esse homem não largar a toalha molhada na cama e ele larga". Já ouviram isso? ou semelhante. E vocês acham isso normal? Perfeitamente lúcida. Há 10 anos você está repetindo um comportamento que não funciona e não traz retorno. 10 anos. Um ano só não dá para saber que não funcionava. Um mês já dava para saber que não ia funcionar. Você faz 10 anos. Isso é ou não há um sintoma de loucura? Há 10 anos você tenta encaixar um pino no buraco quadrado e se acha perfeitamente são. Me diga. E você faz isso constantemente. Há anos eu grito para você. Há anos você grita. Funciona não. Por que continua gritando? A pergunta assim: "O que você está fazendo agora? Te leva onde você quer ir?" Não. Por que que você continua? Você não notou que isso é loucura? Você notou que isso é um sintoma? É um sintoma de bug cerebral. Você tá presa no circuito culpa recompensa. Como assim? Quando você ativa o circuito culpa recompensa, lembra? Fiz uma coisa má, mereço sofrimento. Fiz uma coisa má, mereço sofrimento. Para isso funcionar, você tem que impedir o raciocínio, porque o raciocínio vai ver que isso é maluquí, né? Ficar batendo a cabeça na parede no mesmo lugar, não. Então, para você não ter esse pensamento que estragaria tudo, ele inibe o setor lógico do cérebro. Quando você tá no culpa recompensa, você simplesmente fica burra ou burro, tá? Hum. Não raciocina. Você não vê a quando eu mostro o pino, olha só, não tem envolvimento emocional, tem não. Você olha assim, ah, não cabe. Você consegue ser lógico no seu trabalho. Você consegue ser lógico, ser um engenheiro, ser matemático. Quando chega em casa, emborrece. Toda a matemática foi pro espaço. Engenharia de não funciona mais. E você começa a repetir coisas
rabalho. Você consegue ser lógico, ser um engenheiro, ser matemático. Quando chega em casa, emborrece. Toda a matemática foi pro espaço. Engenharia de não funciona mais. E você começa a repetir coisas ineficazes que você como engenheiro, lembra reengenharia automaticamente, não, esse procedimento não é ajustar, mas em casa não. Fica literalmente incapaz de um raciocínio básico. Não funciona, não vou fazer de novo. Você fica repetindo pá, pá, 10 anos. Por quê? Para obter uma satisfação emocional. Sabe para que que é? Eu mereço sofrer. E aí é seu mecanismo de você satisfazer essa necessidade sua de sofrer, não é verdade? Vamos testar. Vocês podem falar o que quiser, mas o sonho das mulheres é casar, não é? Solteira sonha casar. Sonha. Gente, pode falar o que é. Sonha casar. Mas olha a situação. Um homem lindo, alto, forte, maravilhoso chega para você e diz: "Eu te amo, quer casar comigo?" Qual é o primeiro pensamento? Bom, se a gente fosse fazer uma abordagem intelectual, diria: "Claro, meu amor". Mas a verdade, a verdade é que não é isso. O primeiro pensamento que vem é: "É muita areia pro meu caminhão." Aí tem coisa. Tem alguma coisa errada? É ou não é? Por quê? Vou fazer uma pergunta simples. Um homem maravilhoso, incrível, não pode se apaixonar por você? Teoricamente pode. Por que você não acredita? por um motivo simples, motivo muito muito simples. Eu sei quem sou eu e eu não mereço ser feliz. E aí você faz as coisas mais incríveis. Se aproxima de quem te faz mal. Estreita amizade com quem te puxa para baixo. Não me diga que só tem gente ruim ao seu redor. Tem pessoas que poer para cima que vão te dizer coisas, mas você não procura essas pessoas. Você procura aquelas pessoas que você sabe que te farão mal, que irão te deprimir, que irão te puxar para baixo. Você entra em relacionamentos falidos desde o início. E você sabe que é falido desde o início e entrou sabendo por quê? Circuito culpa, recompensa. Lembra? Eu fiz, eu sou, logo eu mereço sofrer. Então você se aproxima de quem te faz
lidos desde o início. E você sabe que é falido desde o início e entrou sabendo por quê? Circuito culpa, recompensa. Lembra? Eu fiz, eu sou, logo eu mereço sofrer. Então você se aproxima de quem te faz sofrer e se afasta de quem te faz bem. E o pior de tudo, talvez você não, ele diz: "Eu te amo". Aí aí tem coisa, hum, tem uma coisa errada, mas eu não sou boa para vou aceitar. E faz da vida de um cara o inferno até que ele vai embora. Não disse, não falei que era mentira para satisfazer sua necessidade de sofrimento. Porque é inaceitável para você que alguém te trate bem. É inaceitável para você que alguém te dê coisas boas. Você para se ficar satisfeita precisa de sofrimento, não é? Fala sério. Vamos lá. Teve um assalto. Você foi sequestrada. Você liga amiga um sequestro relâmpago junto as amigas para contar e conta. Volupia. Chega escorreda. Como é que foi? Aí quando chega na conversa, né? Alguém chega assim, eu fiz uma cirurgia 3 horas, eu tive 5 horas, eu tive uma hernia, tive três, meu marido, meu, meu é pior e é uma competição. Quem é mais desgraçado? Aí quando chega alguém, e aí que que houve? Nada, nada. Divórcio não. Tudo bem. Que vida chata, né? Tem uma coisa ruim para contar? Nada. Não tem nada para contar. Ah, o que é que você quer contar? Em que você quer competir? Em coisas que satisfaçam a sua necessidade de sofrimento. Então, o que te anima é uma bela desgraça. Nossa, é uma coisa. A gente curte a doença e é comum você tá no centro, a pessoa chega sofrendo, meu marido é uma cruz, ele é uma cruz na minha vida e a gente fica com pena, mas tem que levar o karma, né? E aí ela vai e o tempo passa, ela pessoa sofrendo aí a gente fica com pena passe algum, por que que não larga? Mas ela vai levando a sua cruz. Aí finalmente e aí que ela chega mais desgraçada ainda. Que que houve? Meu marido morreu. Nossa, que bom. Entrou em depressão. Como assim? A desgraça acabou. Agora ela sente um vazio, lembra? Um enorme vazio. O que aquele sofrimento preenchia sua necessidade. Não se enganem.
marido morreu. Nossa, que bom. Entrou em depressão. Como assim? A desgraça acabou. Agora ela sente um vazio, lembra? Um enorme vazio. O que aquele sofrimento preenchia sua necessidade. Não se enganem. É uma curtição. Preenche aquela necessidade. A maneira com que você fala com os filhos, eu me sacrifico por você. Você sabe o esforço, a dor que eu sinto para fazer isso por você. E você, por que não larga de fazer? É pelo prazer de dizer isso. Você precisa desse sofrimento porque tem maneiras práticas de ver. Lembra o pino quadrado, buraco redondo, tá? Eu falo de uma experiência pessoal minha, né, para mostrar que você pode ter uma abordagem mais objetiva, mais racional. Por exemplo, eh, eu viajo muito, faço palestras, essas coisas todas e eu tenho três filhos, né, mais um marido e não tem empregado em casa. Aí, como não tem empregado? Você acha que eu vou viajar e deixar quatro homens em casa com uma mulher? Não tem lógica, né? Então, não temos empregada. a gente faz e aconteceu, gente, se mudou, tinha um local, o banheiro ficar perto do tanque e aconteceu deles jogarem a cueca no tanque. E eu cheguei lá, tinha aquele mão de cueca de no tanque. Gente, que que é isso? Às vezes demorava para voltar e tava aquele mão, não dá, não dá, cada um dava a sua. Então bota no tanque correto para lavar ou na roupa suja, mas não bota ali. Eu falei uma vez, duas vezes, três. Não vou gastar. Neurônios são coisas preciosas, gente. Vou gritar há 10 anos. Não vou descastar sim. É simples. Olha, se não botar no lugar certo, vou jogar fora. Pronto, resolvido. E foi que eu fiz. Joguei tudo fora. Um dia, meu filho chegou: "Mãe, cadê minhas cuecas?" Não tem. Então, acabou. E o que que eu vou fazer? Não vai usar mais cueca. Por que que eu vou gritar 10 anos? Qual o sentido disso? Aí assim, ah, mas isso aqui é meio Sim, mas lembro dos copos, né? É porque quando eles eram bem menores, eu usava muito copo descartável. Eu pegava tudo descartável, jogava tudo fora. Mas aí vê a ecologia, aquele
, mas isso aqui é meio Sim, mas lembro dos copos, né? É porque quando eles eram bem menores, eu usava muito copo descartável. Eu pegava tudo descartável, jogava tudo fora. Mas aí vê a ecologia, aquele negócio, pessoal começou, não, não tem, cada um ter o seu. Que que aconteceu? Chegava, todos os copos estavam usados, largados lá, gente. Não, eles começaram a usar os copos, as xícaras, tudo. OK, gente, olha só, não dá. Cada um lava o seu. Tem um, cada um não. OK, vou jogar fora. OK, joguei. Um dia, chegaram em casa. É claro que eu comprei um copo, botei na minha bolsa para mim. Chegaram em casa, cadê os copos? Não tem. Então, e como é que eu vou beber água? Usa a mão. Que que vocês acham que aconteceu? Pararam de fazer isso. Usa o copo cada um porque não tem. Eu tinha só o meu até comprar outro salário porque eu não ia comprar agora. Pronto, resolveu. Tem uma abordagem mais coerente? Tem uma jeito fácil. Sim. Você curte a dor, você curte a briga, você curte o drama. Culpa recompensa é um prazer. Tá? Agora, por que que eu não vi isso antes? Lembra do bug cerebral? Qual é o antagonista do culpa recompensa? O lobo frontal, a área do raciocínio lógico. Raciocínio lógico. Quando você raciocina, você rompe o culpa recompensa. Para o culpa recompensa funcionar, você não pode raciocinar. Por isso que quando você faz terapia, você leva 10 anos até o dia, meu Deus, sou eu, fica curada. Não levou 10 anos, levou 10 anos pra ficha cair. Você fica curada é quando a ficha cai. Ah, sou eu. Pronto, curou. Quanto tempo levou? Segundos. É quando você compreende que não faz sentido e que não faz mesmo, mas é um bug. Então tem solução sim. Livro dos espíritos. Que fazer para alcançar a felicidade e resistir ao mal? Um sábado da antiguidade volo disse: "Conhece-te a ti mesmo". Isso é bonito, sonoro, mas não é prático. OK. E Allan Kardec também pensou assim, tanto que ele disse, reconhecemos a sabedoria dessa más. A dificuldade justamente está em como alcançar o autoconhecimento. E aí vem uma mensagem
não é prático. OK. E Allan Kardec também pensou assim, tanto que ele disse, reconhecemos a sabedoria dessa más. A dificuldade justamente está em como alcançar o autoconhecimento. E aí vem uma mensagem de Santo Agostinho que eu acho uma das mais fantásticas da codificação, tá? A gente devia pegar e reproduzir, principalmente a parte final. E ele começa: "Fazei o que eu fiz quando vivi na terra". E o que foi que ele fez? Santo Agostinho entrou pra história porque ele tinha uma vida consagrada ao prazer, tá? Ele era um hedonista. E aí ele se converte ao cristianismo e ele parte de um extremo para o outro. Então, uma vida de total de regramento para uma vida de castidade. Não é uma coisa fácil, é, mas ele fez e entrou pra história. Santo Agostinho, como é que ele você conseguiu? Tem gente tá tentando há muito tempo. Não, que a E aí nessa mensagem ele diz como conseguiu, fazei o que eu fiz quando vivi na terra. E ele dá uma receita. Mas essa receita é interessante, né? Quando chegar em casa, ele diz: "Passe em revista, analise, avalie, contabilize, escolham as palavras que vocês quiserem. Para fazer o quê? uma avaliação de natureza objetiva do seu comportamento. Que parte do cérebro você usa para fazer isso? Analisar, contabilizar e comparar. Lobo frontal, né? Área lógica, setor. Só que quando você faz isso, uma coisa mágica acontece. Você rompe o circuito culpa recompensa e você começa a enxergar padrões autodestrutivos que você desenvolveu na sua vida. Por quê? Porque é um antagonista. Quando você tá no Culpa recompensa, você simplesmente não raciocina. Você tá tão preso naquele culpa, recompensa, né? Você se acha culpada, busca o sofrimento, ele te satisfaz. Você se acha culpada, busca o sofrimento, ele te satisfaz. que você não consegue sair. E aí quando você para para pensar, que que eu tô fazendo na minha vida, gente? Não faz sentido. É só o que você precisa. Não pode ser tão simples assim, mas é. Mas não pode ser, mas é. Já tentou? Pensa, já tentou. Já tentou analisar sua
ue que eu tô fazendo na minha vida, gente? Não faz sentido. É só o que você precisa. Não pode ser tão simples assim, mas é. Mas não pode ser, mas é. Já tentou? Pensa, já tentou. Já tentou analisar sua vida? Vamos dar um exemplo, né? Nosso professor de psiquiatria era diretor do Instituto Médico Legal e era muito comum levar os alunos para fazer perícia. E um dia a gente dizia uma uma jovem que havia apanhado brutalmente do marido, foi lá fazer corpo delito, tá? Foi lá separação judicial. Passou um tempo, ela voltou, ela arrumou um namorado, o namorado bateu nela e ela foi lá a medida cautelar, foi embora. Aí, olha só, não tinha passado seis meses que senão a gente tinha ia paraa outra cadeira. E ela voltou, arrumou outro namorado, namorado bateu nela. Aí um dos garotos começou a brincar, essa daí gosta. Só que o professor viu o quê? E ele foi se defender. Ah, qual é, professor? Todo homem bate mulher. Todo homem bate mulher? Não, ela é muito azarada. Não. Qual o problema? Ela gosta. Tanto não gosta que ela terminou três relacionamentos por causa da violência doméstica. Certo? Se ela gostasse, ficava com o primeiro, batia, mas casou com ela, né? Tanto não gosta que ela terminou três. Qual é o problema dela? Então, se ela entrar numa sala com 100 homens, de quem ela vai se aproximar? Não é daquele que bate, é esse que é o equívoco. Ela não se aproxima daquele que bate, porque ela não gosta de apanhar. Ela se aproxima daquele que ela acha que merece. Se você acha que não merece nada melhor, você se afasta do que te faz bem. Simples assim. Não é que você goste dos resultados. Os resultados são desagradáveis, porque dor causa sofrimento. Não interessa quanto satisfação você tenha disso. Dói. E se dói, você sofre. Mesmo que você esteja satisfeita, o sofrimento é real e ele constrói um estado de mal-estar biológico. Então, mas se você acha que não merece nada melhor, que é que você faz? Não luta, não muda, não cresce, não procura aqueles que te fazem bem, não se aproxima. E o que que isso
de mal-estar biológico. Então, mas se você acha que não merece nada melhor, que é que você faz? Não luta, não muda, não cresce, não procura aqueles que te fazem bem, não se aproxima. E o que que isso faz com você? Que fazer para alcançar a felicidade? Um sábado na antiguidade vos disse: "Conhece-te a ti mesmo." E para você conhecer a si mesmo, você precisa olhar, analisar, avaliar, basicamente racionalizar seu comportamento. Se fizer algo mágico acontece, você se livra do culpa, recompensa e não é tão difícil. Como assim não é tão difícil? Outra fala do livro dos espíritos. Pode o homem, mediante seus esforços, domar suas tendências negativas? Resposta dos espíritos: sim. Só que o problema da resposta não é o sim, é o que vem depois do sim. Sem vírgula, mediante um esforço muito insignificante. O que vos falta é vontade. E o que é vontade? É uma decisão. Só que para tomar uma decisão, você tem que saber quais são as variáveis. E variáveis você só descobre raciocinando, tipo equação de segundo grau, só que nesse caso aplicado à sua vida. Se fizer, vai funcionar. Isso é verdade, segundo o livro dos espíritos, mas também segundo as mais modernas tendências da neurofisiologia moderna. Foi um prazer estar com vocês. Muita paz. เ