Cosme Massi - O Caráter da Revelação Espírita - PARTE 1 (em torno do ano de 2006)

CanalFEP 04/12/2025 29:48

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Transcrição

Tá vendo? Numa palavra, o que caracteriza a revelação espírita é que a fonte, sua fonte, sua origem é divina, que ela partiu da iniciativa dos espíritos e que a elaboração dela foi feita, é produzida ou se realiza através do trabalho dos homens. No fundo são três condições, né, que ele bota separado. Então, por ela tem três condições para ser da revelação. Origem divina é uma delas. A segunda, a iniciativa dos espíritos e a terceira, a elaboração dela é resultado do trabalho dos homens. No português não está errado. Eu apenas quis questão dizer que talvez esteja um pouquinho mais claro, né? né? Numa palavra que car revelação espírita, é o ser divino, a sua origem é fica parecendo que esse divina, né, tá ligado à iniciativa, são coisas separadas, que é é a ser divina, a sua origem da iniciativa dos espíritos e a sua elaboração é fruto do trabalho dos homens. Então ele mostra aí 14. Agora, agora vem o parágraf em que ele trata um pouco de como é que os homens elaboram e como os homens devem elaborar isso, já que ela é fruto do trabalho dos homens, como eu tenho que trabalhar, como os espíritos participam, mas nas ideias fundamentais o trabalho maior é do homem. Então, como é que o homem vai fazer esse trabalho? Desenvolver esta revelação científica? De que maneira o homem deve proceder? Aí ele diz, como meio de elaboração, o espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Ele vai pra experiência e ele vai dar exemplo. Fatos novos se apresentam que não podem ser explicados pelas leis conhecidas. Eles observa, compara, analisa e remontando os efeitos das causas, chega a lei que os reg. Depois desduz as consequências e busca as aplicações úteis. Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida. Eh, assim, não apresentou como hipótese a existência e a intervenção dos espíritos, nem o perespírito, nem a reencarnação, nem qualquer dos princípio da doutrina. Concluiu pela existência dos espíritos, quando essa existência

como hipótese a existência e a intervenção dos espíritos, nem o perespírito, nem a reencarnação, nem qualquer dos princípio da doutrina. Concluiu pela existência dos espíritos, quando essa existência revelou, ressaltou evidente da observação dos fatos, procedendo de igual maneira quanto aos outros princípios. Daí, porque ela não é filosofia, ou seja, ela tem um caráter de ciência. Ah, mas ela também é uma uma doutrina filosófica como consequência. Nós vamos ver, mas sua forma de elaboração é de uma ciência. Como toda ciência dá origem a uma filosofia, nós temos, por exemplo, a filosofia da física, a filosofia da biologia, a filosofia da matemática. Se vocês entrarem na internet, vão pesquisar livros de filosofia da matemática. Matemática não é filosofia. No entanto, você pode fazer uma filosofia em cima da matemática. Você tem filosofia da física. Quem é da área acadêmica conhece textos de filosofia da física. Aliás, sobre esse item 14, tem um belo artigo do Silvio Shibeni que ele trata exatamente sobre epistemologia do Espiritismo, como o método cardequiano, que é o artigo chamado excelência metodológica do Espiritismo. Você pode digitar no Google a Excelência Metodológica do Espiritismo ou o nome Silvio Seno Shibeni, que você acha o artigo em que ele discute esse item 14. Então, o espiritismo é uma filosofia sim, porque é a filosofia que decorre da ciência espírita. Do mesmo jeito que você tem uma filosofia da matemática, uma filosofia da física, mas é uma ciência que tem implicações filosóficas das do das da qual se permite construir uma uma filosofia. Mas uma religião não se constrói de uma ciência, tá? Porque uma religião não tem nenhuma característica que pudesse vir de uma de uma ciência, já que a religião tem essas religião no sentido usual do terramo, no sentido teológico da palavra. Então, eh, da onde que surge essa ideia que surge é ciência promotiva? >> Então, essa é uma ideia curiosa. A gente não sabe de onde surgiu isso, a não ser que surgiu no Brasil.

o teológico da palavra. Então, eh, da onde que surge essa ideia que surge é ciência promotiva? >> Então, essa é uma ideia curiosa. A gente não sabe de onde surgiu isso, a não ser que surgiu no Brasil. Isso é o que a gente tem certeza. Esse livro da Célia, ela procura mostrar que essa é uma criação tupiniquim, criação brasileira. Kardec nunca usou essa expressão. Você não vai encontrar nenhuma definição dele em que ele tratasse do espiritismo com seus triples aspectos, ciência, filosofia e religião. Essa é uma criação nossa brasileira. Então eu vou mostrar já já o texto que ele discute. Muito pelo contrário, se você lê a revista, ele combate o tempo inteiro a ideia de espiritismo como religião. Por exemplo, você vai encontrar eh artigos na revista em que um padre chama o espiritismo de religião e Kardecbate. Os padres chamavam espiritismo de religião e Kardecia. A ideia do espiritismo não é uma religião. Por isso, por isso, por isso, por isso, por isso. Aí em 68, num artigo que daqui a pouco eu posso mostrar para vocês ou amanhã, é o artigo em que ele diz: "Espiritismo é religião no sentido filosófico do termo." Bom, mas o sentido filosófico não é o teológico. Ele diz no sentido em que você pode dizer que a política é uma religião, que a torcida do Corinthians é uma religião. Ele vai dizer, se você usar a palavra religião no religare de algo que liga as pessoas, ser corintiano é uma religião, ser flamenguista também, ele vai dizer a política é uma religião nesse sentido. Então, se você usa a palavra religião, religião no sentido etimológico e filosófico do termo de religare, de ligação do homem que faz a comunhão das pessoas, aí Kardec fala: "Bom, se você quiser usar nesse sentido, você pode dizer que é, mas a esse não é o sentido usual". Então eu digo, se você quer usar o tripice aspecto, você tinha que usar assim, espiritismo é uma ciência, é uma filosofia que decorre da ciência e é uma religião no sentido filosófico do tempo e não se mendizer a uma religião, porque se eu não faço

to, você tinha que usar assim, espiritismo é uma ciência, é uma filosofia que decorre da ciência e é uma religião no sentido filosófico do tempo e não se mendizer a uma religião, porque se eu não faço nenhuma restrição ao uso da palavra, o que que a pessoa vai entender? Que é o sentido usual. E no sentido usual, eu vou mostrar o texto, é ele que diz isso. Daqui a pouco vou botar o texto. Ele fala: "No sentido usual do termo espiritismo, não é uma religião, é frase dele, eu vou mostrar já". Ou é no sentido filosófico, etimológico. Mas quem é que usa? Eu vivo isso na pele, né? Quem é que usa? Chega para uma pessoa de espirit uma religião, o que que ela pensa? Bom, uma religião, quem é o sacerdote? Quais são os seus dogmas? Quais são as suas práticas exteriores? que me apresente uma religião que não tenha isto. Me dê exemplo de uma religião que não tenha essa coisa mística de alguma coisa que veio de cima para baixo, que não tenha seus dogmas, que não tenha seus rituais, suas práticas. Me apresente uma, vai. Então, qual é o sentido da palavra religião? >> A reencarnação não é um >> Então, muito boa a sua pergunta. De novo, a policemia. A palavra dogma tem 1 significados diferentes, inclusive o significado de lei, de princípio. A geometria tem seus dogmas. Axioma também pode ser chamado de dogma. A palavra dogma tem mil significados, significado de princípio. Por isso que a palavra dogma tem o significado teológico do dogma. Se você pegar um bom dicionário, vai dogma, significado etimológico da palavra. Aí você vai pegar que a palavra etimologicamente significa uma proposição, uma afirmativa que se considere verdadeira. Então, se você olhar o sentido etimológico, a geometria tem dogma, a ciência tem dó. Aí você pega o sentido teológico, não é uma uma afirmativa considerada verdadeira ou proposta verdadeira indiscutível, que deve ser aceita como imposta como verdadeira. Bom, aí o espiritismo não tem dóg, nenhuma ciência tem. De novo, anfibologia. Carec pergunta no livro dos

dadeira ou proposta verdadeira indiscutível, que deve ser aceita como imposta como verdadeira. Bom, aí o espiritismo não tem dóg, nenhuma ciência tem. De novo, anfibologia. Carec pergunta no livro dos espíritos, eu não sei de cabeça aqui o número da pergunta. Ele qual é eh eh eh onde se fundamenta do dogma da reencarnação? >> 875 >> 875. Não lembro o número. Sei que tem essa pergunta agora. Então ao perguntar sobre o fundamento, eu acho que não é isso tudo não. É antes, viu? Não é 8 75. Não acho que não. Vai lá. Tem que ser antes, porque o capítulo em que trata disso é o capítulo da prioridade das existências, cuja última pergunta é 221. Desculpa, >> eh, como eu sei a estrutura da obra na cabeça, eu sei que o capítulo da pul da existência, a última pergunta dele é 221. E, portanto, como tá nesse, hein? >> 171, tá vendo? Eu não sabia exatamente qual era, mas eu sabia o limite até onde ela ia. Veja se esse capítulo não termina na na 2 1. >> Ó, coisa de advogado. Tá vendo como o advogado descobriu rapidamente? A pergunta era 171. Tinha que ser um advogado, não é? 2 21 2 1 a última. Então eu sabia, eu sabia disso porque a pergunta 2 2 eu nunca esqueço. Os três patinhos na Alagoa é um belíssimo texto que se chama considerações sobre a ploridade das existências. Então esse texto é maravilhoso, que é o título do capítulo. Bom, então aí de novo a policemia. Se você me pergunta, espiritismo tem dogma? Que que eu tenho que responder para você? Qual é o sentido da palavra dogma que você que tá na sua cabeça quando você me faz a pergunta? >> O sentido religioso é algo contestado. >> Então, >> no sentido filosófico é algo que pode ser >> Sim, claro. É uma é uma proposição enunciada verdadeira que pode ser discutida ou questionada. Então, toda ciência tem dogmas. Nesse sentido, >> a pergunta que eu lhe faço é o seguinte: existiria espiritismo sem encarnação? >> Não, de jeito nenhum. De jeito nenhum. >> Seria algo incontestável? >> Não, não. Você teria outra coisa. Se você me perguntasse assim, existiria

é o seguinte: existiria espiritismo sem encarnação? >> Não, de jeito nenhum. De jeito nenhum. >> Seria algo incontestável? >> Não, não. Você teria outra coisa. Se você me perguntasse assim, existiria relatividade sem o princípio da relatividade que diz que a velocidade da luz é uma constante em qualquer referencial é o princípio fundamental do Não. Se você violar esse princípio, você constrói outra teoria, não mais a relatividade. Existiria a mecânica quântica sem o princípio de incerteza de Heisenberg? Não. Se você jogar esse princípio fora, você tá em outra coisa. Por uma mecânica de Newton. Por que que quando o Einstein criou um outro princípio diferente do Newton, ele teve que mudar o nome? Ele chamou mecânica relativística e não mecânica clássica, que era o nome que deram a física de Newton. Porque se ele mudou um princípio fundamental da ciência, é o que dizem os epistemólogos, você faz uma nova ciência. Então, se você faz uma nova coisa, manda o bom senso para evitar a anfibologia, que você cuide e crie uma outra palavra. Senão você vai criando anfibologia, você vai multiplicando a policemia. É o que fizeram com a palavra espiritismo. Tem tantos que você criou a policemia. E hoje você é obrigado a dizer assim: "Eu sou espírita cardecista". Pasmem, vocês sabem disso. A palavra foi criada por ele para designar aquela doutrina que ele criou. Mas a gente inventou tantas outras coisas e chamou de espiritismo que você precisou dar uma vírgula, uma um aposto, uma explicação. >> Kardec quase ninguém conhece. Fala que é mesa branca é mais fácil. Eita! Espiritismo, mesa branca, mesa preta, espiritismo. E aí vai. Eu eu nunca li na na nos escritos de Kardecida. É, é uma, >> não. Aí você vai você tem sim Kardec tratando no livro dos médiuns e na revista espírita. Aliás, pergunta 556, você faz o seguinte, ó. Vamos provocar aqui no IPA com a sua resposta, já que vale a pena a gente entrar. Se é uma coisa, um é um ritual, é uma coisa que você não não é um ritual, é uma prática

a 556, você faz o seguinte, ó. Vamos provocar aqui no IPA com a sua resposta, já que vale a pena a gente entrar. Se é uma coisa, um é um ritual, é uma coisa que você não não é um ritual, é uma prática que deve ser estudada. Que nós façamos dele um ritual é outra coisa. Não confunda a discussão sobre o passe com o que a gente faz de ritual dele. Como acontece com a prece. O Kardec propõe a prece e mostra que a prece é fundamental, mas jamais coloca a prece como um ritual. Ele fala por o espiritismo defende a prece cientificamente falando e dá todo o fundamento científico dela, a importância dela, como você deve praticá-la, qual é o seu efeito, o que ela produz. Agora, se você transforma a prece num ritual, você tá fazendo outra coisa. Não a proposta dele. Que o passe tenha sido transformado em ritual, sim, mas que ele discute o passe, explica e questiona isso. Aliás, nós vamos aproveitar aqui pra gente fazer mais propaganda para vocês estudarem o site. Vocês vão chegar aqui, ó, só para você ter uma ideia, você quer estudar o passo em Allan Kardec, você vai fazer isso aqui, ó. Você vai clicar aqui o livro dos espíritos, vai clicar aqui do mundo espírito ao mundo dos espíritos. da intervenção dos espíritos no mundo corporal, poder oculto talismãs, feiticeiros. E vai digitar, anote aí, porque eu tenho de cabeça, você vai esquecer. Pergunta, perdão, cliquei no lugar errado. Ah, para, para, para, para. 556. Vamos ver se ele deu tempo ainda de abrir. Ô, 556. Vamos ali. Ó, tem aí ele fala, tem algumas pessoas verdadeiramente o poder de curar pelo simples contato. O poder magnético pode chegar até aí, hã, que é o poder de cura. Aí ele tem agora o estudo sobre o passe. Você tá preparada? Olha aqui, ó. Vamos passar, ó. Então, pode começar. E ainda não botamos tudo. Então você pode chegar aqui, você vai descobrir algo interessante. Kardec coloca o passe como deve ser, como uma prática científica e diga algo aqui que o movimento não diz. É assustador o que ele diz aqui. E eu posso até dizer onde.

vai descobrir algo interessante. Kardec coloca o passe como deve ser, como uma prática científica e diga algo aqui que o movimento não diz. É assustador o que ele diz aqui. E eu posso até dizer onde. Nessa aqui, ó, da mediunidade curadora, ó, essa de revista espírita setembro de 65. Não vou entrar aqui porque não é o tema, mas você vai ver ele discutir que passe pode fazer mal. Já ouviram alguém falar nisso que toma Ele diz que é uma irresponsabilidade tomar passe de qualquer um. É uma imprudência, não é irresponsabilidade tomar passe de qualquer um. Porque é uma coisa científica. Você mostra que o passe é o reflexo de dois combinação de dois fluidos, do fluído que você produz com que o espírito produz. E ele mostra que essa combinação, imagina se você tá mal, nervoso, chateado, o fluido que você emite tem todas as características desses seus, das suas emoções. Dá passe no alguém pode te fazer muito mal. E a gente não escuta isso, as pessoas fal: "Não, mas eu oro aqui, meu pai". Kardec jamais transformou o passe num ritual que todo mundo tem que tomar e de qualquer um. Isso não existe. Isso existe no movimento espírita, não existe na obra cardequiana. E aqui nesse texto ele discute contra isso na revista espírita e diz que é uma imprudência tomar passe de qualquer um, que o passe pode fazer mal, porque ele trata coisas cientificamente, não como ritual. No ritual é assim, não, mas ali Deus tá vendo, Deus protege. Entrou na casa espírita. Sim. Então, na casa espírita você não pega infecção, beija um adético, pega sangue dele. Eu tô na casa espírita. Como um elemento estragado na Ninguém nunca comeu elemento estragado na casa espírita e passou mal. Não, nunca, né? Isso nunca aconteceu. Tem caso da pessoa passar mal. Uma vez eu vi um caso de uma pessoa passou mal, foi pro hospital durante a minha palestra. Deve ser o cósmico, obsidiado, mas eu tava numa casa espírita. As pessoas não têm infarto na casa espírita, as pessoas não passam mal na casa espírita, as pessoas, isso é uma

durante a minha palestra. Deve ser o cósmico, obsidiado, mas eu tava numa casa espírita. As pessoas não têm infarto na casa espírita, as pessoas não passam mal na casa espírita, as pessoas, isso é uma ingenuidade. É tratar a coisa de respeitando uma ciência. A ciência tem leis. O passe, Kardec estuda as leis sobre ele, como é que se dá a combinação fluídica, como se dá a transmissão fluídica, de que maneira a qualidade do fluído é colocada e que pode fazer mal se essas combinações, Isso é ciência. Ciência você diz como funciona e os efeitos. Injeção é um negócio muito legal, não é? Depende do que que você tá injetando em você, né? Reze bastante e tome uma injeção de uma substância venenosa e reze, esteja na casa espírita que você tem muita fé. Vamos parar com essa, quer dizer, essas ingenuidades que o Kardec jamais admitiu. Jamais. Porque isso é ciência. Ciência. Você tem que conhecer as leis, como funciona. Mas claro, o indivíduo pode tratar o passe religiosamente. Eu respeito. Aí eu já nem quero discutir com ele. Se ele considera o passe algo religioso, ele quer tratar religiosamente, eu respeito. Ele não quer discutir comigo. É isso. >> Mas aí eu respeito. Agora ele me dá o direito de não concordar com ele. Do mesmo jeito que eu respeito, ele tem que me respeitar e eu não vou entrar na discussão com ele. Não >> é nesse sentido que eu quis perguntar tem gente que vai na casa se não p >> Sim. Le? Então aqui, ó, você tem aqui, ó, vai dar aí, vai gastar um tempinho para ler, muitas horas, mas vale a pena. Anotou? Pegue aqui. É o mais completo estudo sobre passe que a gente já identificou até agora nas obras de Carec. Só que ainda tem mais coisa para colocar. Não acabamos não, mas já botamos bastante aqui. E aqui tem coisas incríveis como essa que eu tô falando, Kardec falando que o passe pode fazer um grave mal e que é uma imprudência tomar passe de qualquer um. Mas na religião a gente cria, todo mundo vira missionário, né? É essa coisa do religioso. Você você vive assim, você vai você tem que

r um grave mal e que é uma imprudência tomar passe de qualquer um. Mas na religião a gente cria, todo mundo vira missionário, né? É essa coisa do religioso. Você você vive assim, você vai você tem que respeitar o cara. Você não pode discutir com ele. Acredita naquilo tudo. Ele não quer discutir o assunto. Aí ele vem, Deus pode aqui tá protegido. Bem, então por que que um bandido entra na casa de uma mulher religiosa e caridosa, mata a filha dela grávida ou mata ela grávida? Ela ama, ela tem. É como se a gente é muito ingênuo, né? Quer dizer, não para para pensar que em qual lugar que não é sagrado. A mania de lugar sagrado. Qual o lugar que não é sagrado? Me aponte um. Tudo é obra de Deus. O universo inteiro é divino. Que história é essa de achar que um lugar é sagrado, o outro não. Isso é uma loucura, porque se Deus fez o universo, se o universo é a obra dele, não tem um lugar que não seja sagrado. Então a gente cria essas coisas. Quer dizer, a gente vai tratando a coisa sem refletir. Se a pessoa quer assim, você não vai, ou você, se ela quer discutir, ou seja, se ela tá disposta ao diálogo, a discussão, você produz o argumento. Mas se ela começa, não, mas eu acredito nisso, então fique você com a sua crença, eu te respeito. A discussão para, porque a gente tá discutindo, não disputando. Se o sujeito já tá acreditando naquilo tudo, ele acha que aquilo tudo é a verdade, ele não tá disposto a ouvir o argumento, o que que você faz com ele? respeitam e não tem que tentar mudar o sujeito, que ele aceite o seu ponto de vista. Isso é um desrespeito. Tem que ficar impondo o seu ponto de vista a ninguém. Então você aprenda logo. Entrou numa discussão dessa com cara, não, mas tá lá na obra tal, eu acredito nisso. Então fique com Deus. Ele não tá disposto a refletir sobre o que ele leu ou sobre o que alguém propôs. Ele quer simplesmente aceitar sem reflexão. Você o respeita. Você não tem que violentá-lo, discutir com ele, perder seu tempo. Ele tá bem na crença dele. Ele tá, ele acha que ele tá certo.

uém propôs. Ele quer simplesmente aceitar sem reflexão. Você o respeita. Você não tem que violentá-lo, discutir com ele, perder seu tempo. Ele tá bem na crença dele. Ele tá, ele acha que ele tá certo. Então, paciência. Agora você tem o direito de ter o seu ponto de vista. Veja, né? Todo mundo que transmite e recebe tem o livre exame, o livre arbítrio, o raciocínio. Não posso dispensar disso. Eu não tô convencido. Kardec produz os argumentos aqui muito bem feitos. Vale a pena ler os textos que estão aqui sobre o passe. E a gente lê pouco a revista espírita. na revista ele dá exemplo, ele discute. Um leitor manda para ele lá a proposta de de fazer o passe para todo mundo. Você vai ver ele discutindo isso aqui. Só não tem contraindicação a prece por definição de prece, porque a Kardec define a prece de forma muito curiosa. Orar é entrar em comunicação com Deus. Portanto, a prece não pode ter contraindicação. Veja que ele é muito cuidadoso. Eu não tô dizendo que você pensar ou refletir não tem conticação, não. Se você pensar num espírito ruim, ficar vibrando para ele, ele define prece como ato de comunicar-se com Deus. Por isso que ela não tem contindicação. Você pode recomendar sempre. Se alguém falar assim: "Não, mas a minha prece é pro espírito mal, então você tá usando mal o nome". Isso não é prece, isso é sintonia com o espírito mal, comunicação com ele. Kardec não chama isso de prece, porque ele define a palavra prece como o ato em que o ser se coloca e procura se colocar em comunicação com Deus. É isso ele chama de prece, mal. Sim, >> hein, >> de >> Sim. Para pedir para um espírito mal, nós devemos fazer muita prece para um espírito mal e não uma por ele, né? E não para ele, né? peço para ele a Deus e não exatamente entro em sintonia com ele, tá certo? Então essa é uma diferença importantíssima. Então a gente diz que que não tem contra, qual é qual é a terapia colocada pro Kardec que não tem contraindicação? A prece, por definição da prece, porque se ele tivesse colocado a prece como um ato de

ntão a gente diz que que não tem contra, qual é qual é a terapia colocada pro Kardec que não tem contraindicação? A prece, por definição da prece, porque se ele tivesse colocado a prece como um ato de comunicação qualquer, ela teria contraindicações quando você entrasse em comunicação com o espírito mal. Mas ele não define prece assim. Ele define a prece um ato de comunicação com a divindade e com os bons espíritos. Por isso a prece não tem contraindicação. Por isso ele recomenda como uma prática que você deve praticar sempre. Por isso ele tem um capítulo inteiro no evangelho em que ele trata da prece com um detalhe além de o livro dos espíritos para que você entenda o que ele tá chamando de prece. Agora o passe não. O passe é uma troca fluídica. Como troca fluídica pode ser fluído bom ou fluído ruim. Então, como você define o passe como uma troca de fluidos entre espíritos, você pode ter o bom e o ruim. Se tivesse definido o passe como a troca de fluidos bons, aí você podia dizer que o passe não tem contidicação. Mas não é essa definição do passe que se deu antes de Kardec nos magnetizadores. Era uma troca fluídica que pode ser boa ou pode ser ruim. É o que o Kardec estuda. Por isso, o passe pode ter efeitos ruins, porque é uma troca de fluido depende de quem dá o fluido e de quem recebe. E aí ele pode fazer mal. Bom, voltamos aqui onde eu tava aqui, né, no 14. Aí ele diz: "É, pois rigorosamente exato dizer-se que o espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação. Então ele é uma ciência de observação e não produto de eh uma imaginação." Depois ele vai discutir em vários textos que a gente não vai mostrar aqui porque não dá tempo de que o espiritismo também é uma ciência, mas de uma filosofia. O que ele demonstra aí, por que que ele não pode ser uma ciência e uma religião? Por definição de religião no sentido usual. Nenhuma ciência pode ser uma religião no sentido usual. É só você olhar o que que tem numa religião. Dogmas, verdades indiscutíveis. Tem numa ciência? Não.

Por definição de religião no sentido usual. Nenhuma ciência pode ser uma religião no sentido usual. É só você olhar o que que tem numa religião. Dogmas, verdades indiscutíveis. Tem numa ciência? Não. Tem numa religião. Então, uma ciência não pode ser uma religião. Profetas que falam em nome de Deus tem numa ciência? Não. Tem numa religião. Sim. Práticas exteriores de adoração e culto tem numa ciência? Não. Tem numa religião. Sim. sacerdotes tem uma ciência, não tem que são aqueles que falam em nome de Deus, que representam o pensamento. Tem numa ciência? Não. Qualquer cientista é criticado. Nenhum deles fala em nome da ciência. A ciência não tem porta-voz. Então, algo pode ser uma ciência e uma religião no sentido usual. Não, não pode. Por definição. O que é um é definido no sentido usual, entra em contradição com o outro. Então não pode, por definição, não tem como poder ser as duas coisas. Então, por isso é que ele não vai usar nunca a expressão. E eu digo que quando a gente usa a expressão sem tomar cuidado, a gente entra em contradição. É como eu dissesse assim: "O espiritismo é uma ciência e uma religião". Então o espiritismo tem dogma e não tem dogma, né? Porque se eu digo ele é uma ciência, ele não tem dogma. Se eu digo ele é uma religião, ele tem dogma. Então, a minha frase é contraditória o tempo todo. Eu digo assim: "O espiritismo é uma ciência, é uma religião." Então, eu tô dizendo que o espiritismo tem verdades absolutas. Não tem. Se ele é uma ciência, não tem. Se ele é uma religião, tem o espiritismo, ou seja, a as palavras entram em contradição pelas definições dela. Então, não posso dizer que ele é as duas coisas. Imagina, é uma coisa maluca. Quando você faz isso na academia ou acadêmico, eu vivo na academia, eu sou pró-reitor de uma universidade e encontro isso toda hora com os materialistas, né? Porque quando eu falo com o espírito de ciência, eles me batem, né? Mas como ele é uma religião, como uma religião nunca pode ser uma ciência? Aí eu tenho que engolir. Não dizer é uma

terialistas, né? Porque quando eu falo com o espírito de ciência, eles me batem, né? Mas como ele é uma religião, como uma religião nunca pode ser uma ciência? Aí eu tenho que engolir. Não dizer é uma ciência, não é uma religião. Mas aí ele fala: "Não, é uma". Aí a discussão. Então ele tem que dizer: "Não, é uma ciência, por isso ela não é uma religião." Ou seja, é por ser uma ciência que ela não é uma religião no sentido usual do termo. Tá claro? Quer dizer, parece uma questão de palavras, mas é uma questão de palavra irrelevante, porque a palavra não vem sozinha, a palavra vem com aquilo que a define. Por isso que a revelação não vem sozinha, é uma revelação. O que que você tá chamando de revelação? A palavra nunca vem sozinha, ela vem com seu significado. Ou você me diz o que você tá trazendo com a palavra, ou você me deixa numa enrascada. Como você perguntou lá, tritismo, tem dogma? Ou você me diz o que tá vindo com a palavra dogma, ou a minha resposta pode ser sim ou pode ser não. Depende do que você tá trazendo com a palavra. A palavra não vem sozinha, ela vem com seu significado. Ou você me mostra qual é o seu significado, ou a resposta não pode ser dada. Ou a resposta pode ser ambígua, pode ser sim ou não, dependendo do que você traga. Ah, não, mas religião é religar, vem do latim, não sei o quê, significa que os indivíduos se ligam entre si. Bom, mas aí tudo a religião, Kardec chega a dizer, até a política é religião, porque ela liga as pessoas, um partido é uma religião, né? Porque que que liga o partido? Aqueles seus aqueles seus conceitos, aquelas suas propostas ligam o clube de futebol. As pessoas se ligam pela paixão ao Corinthians, o amor à camisa. Então, carec vai dizer isso. Amanhã a gente bota a mensagem, não usando a expressão Coríntios, eu tô dizendo, vai dizer a ideia de que a eh se você usa a religião nesse sentido, que que não é, né? Fica até difícil você imaginar algo que não una as pessoas em alguma proposta que não seja uma religião. Cadê que fala religião da

de que a eh se você usa a religião nesse sentido, que que não é, né? Fica até difícil você imaginar algo que não una as pessoas em alguma proposta que não seja uma religião. Cadê que fala religião da família? A família é uma religião nesse sentido, porque as pessoas se unem em torno da família, dos laços familiares. Então, no sentido e eh etimológico, espiritismo é religião, mas aí ele não difere de quase nada. Agora no sentido usual, não, não é não é por isso, por isso, por isso. Então ele faz questão de criar essa distinção. Se alguém pergunta, >> esse é o meu problema que eu vivo sempre. Em gerar eu digo não, porque a pessoa que me pergunta o que é uma religião, ela traz o significado usual. >> Mas você dis que claro, claro, porque ela traz o significado usual. Eu vivo com uma, né, protestante, já disse aqui, né, pai da religião é uma tem um significado muito claro. E de vez em quando, uma vez ela foi comigo no grupo espírita, ela disse para mim assim: "Nossa, é igualzinha a minha religião, aí que caiu a minha ficha". Eu falei: "Meu Deus, pior que ela tem razão, nós estamos fazendo igualzinho, porque é uma pessoa fala, o mundo de gente escuta, depois alguém lá faz alguma coisa, toma uma aguinha, vai todo mundo embora". Ela falou: "Igualzinho no meu templo". Eu fui com ela no templo é igualzinho, só que é o pastor falando e tem a água lá também que ele distribui igualzinho. Ela falou: "Nossa, sua religião igualzinha a minha. Só as coisas que estão falando lá que não batem muito, mas o resto tá igualzinho." Aí me caiu a ficha. É, >> mas então não >> tá que eu tô dizendo, qual é o sentido da palavra? Como se você carrega a palavra no sentido usual, eu tenho que dizer não. Isso se você adotar o espiritismo a lá Kardec, mas você pode dizer o seguinte: "Não, não concordo". Como muitas pessoas disseram para mim, Cosm, eu não concordo com você. Eu falo, tem razão. Qual é a noção de espiritismo que você tá usando? A cardequiana. Eu tô usando a cardequiana que tá aí, eu

o". Como muitas pessoas disseram para mim, Cosm, eu não concordo com você. Eu falo, tem razão. Qual é a noção de espiritismo que você tá usando? A cardequiana. Eu tô usando a cardequiana que tá aí, eu mostro o texto. Mas a pessoa pode usar uma outra. Existem tantos espiritismos. A palavra teve uma policemia tão grande que hoje você não consegue mais dizer. Se você vai lá no templo, se você vai muitas casas espíritas do Brasil, afora não diferem nada de uma sessão religiosa.

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