38 - Oposição da Ciência | O cético - (parte 10): "O que é o Espiritismo"

CanalFEP 26/02/2026 1:03:43

Seja membro do nosso canal e tenha acesso ao estudo exclusivo! Link para se tornar membro: https://www.youtube.com/channel/UC-oqq-XHFt5pTpyl9t3SUzw/join Estudo completo da obra de Kardec: "O que é o Espiritismo?" Toda Quarta às 20h até 21h Transmitido pelos canais: Estudar Kardec kardectube José Fernando Toledo Paniago KardecTube - Michel Macedo (criador e diretor) Canal sobre o Espiritismo segundo as 23 obras de Allan Kardec. Para todos que desejam conhecer de forma séria, simples e profunda a obra completa de Allan Kardec. Nos siga nas demais redes sociais: Facebook: https://www.facebook.com/kardectube/ Instagram: https://www.instagram.com/allan_kardec_tube/ @allan_kardec_tube Tiktok: kardectube Dúvidas, Críticas e Sugestões: allanKardectube@gmail.com #espiritismo #allankardec #kardectube #estudo #espírita #movimentoespirita #centroespirita #cienciaespirita #espiritismonaoereligiao 🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/4983804296036352

Transcrição

Boa noite a todos. Sejam bem-vindos a mais um estudo aqui do Kardec Tube. Eu sou Michel Macedo e nós estudamos toda quarta às 20 horas O que é o Espiritismo, essa obra tão importante de Allan Kardec. Além do estudo da quarta noite, nós temos lives todas as noites e todas as tardes aqui no Cardecube, de segunda a sexta-feira às 14 horas, estudamos todos os dias o Evangelho Segundo Espiritismo. Na segunda-feira o Livro dos Espíritos na terça-feira às 16:30 agora, nós estudamos criticamente o nosso lar. Quarta-feira, que é o Espiritismo. Na quinta-feira, amanhã às 20 horas, estudamos um artigo do site revistaespesespírita.net. E na sexta às 20 horas nós estudamos o livro dos médiuns. O livro dos médiuns é um estudo fechado para os assinantes. Então se você quer estudar conosco o livro dos médiuns, você assina o Kardecube e pode estudar conosco essa obra. Para você assinar, você clica aqui no canal em Seja Membro ou no link que está na descrição desta live ou nos deixa uma mensagem aqui, um comentário que a gente ajuda a assinar. Assinando, você contribui paraa manutenção e ampliação do projeto do Kardec Tube e também estuda conosco o livro dos médiuns. Nosso objetivo é até o final de 2026 chegar em 100 assinantes e já estamos indo para a metade. Quando a gente chegar nos 50 assinantes, além de proporcionar o estudo do livro dos médiuns, a gente vai criar um grupo no WhatsApp e vamos sortear uma vez por mês uma obra espírita ou de filosofia de qualidade entre os assinantes. Então, assine o Kardecube. E você que tá chegando agora, se não quer assinar agora, se não pode assinar, tem nove lives que você pode assistir conosco aqui e também você ajuda se inscrevendo no canal. Então se inscreva se você não é inscrito no canal, é rapidinho, clica aqui em inscrever-se já nos ajuda muito. Lembrando que tudo que a gente produz aqui fica gravado. Você pode ter acesso na playlist, não consegue assistir ao vivo, assista depois fica tudo sempre bem organizado e gravado. Estamos estudando aí a obra que Kardec indica

gente produz aqui fica gravado. Você pode ter acesso na playlist, não consegue assistir ao vivo, assista depois fica tudo sempre bem organizado e gravado. Estamos estudando aí a obra que Kardec indica como para os iniciantes do Espiritismo. Ele construiu três obras para isto. Ele escreveu o Espiritismo. sua mais simples expressão. Nós estudamos toda essa obra aqui. Ele escreveu resumo da lei dos fenômenos espíritas para os iniciantes. Nós estudamos toda ela aqui e agora nós estamos estudando a terceira obra para os iniciantes que ele construiu, que foi o que é o espiritismo. Estamos aí já há 38 semanas estudando. E esse essa obra que é o espiritismo, ela é dividida em diálogos na sua primeira parte. Kardec discute com o crítico, com o cético e com o padre. Nós estamos na parte do diálogo com o cético, já vimos todo o diálogo com o crítico, já vimos também a definição do que é o espiritismo que Kardec dá no início dessa obra e agora estamos no diálogo com o cético, que é dividido por temas. E o tema que a gente tá vendo aí já há algumas semanas é a oposição da ciência. Então você que não assistiu antes, assista na playlist e é daqui que a gente parte. Para me ajudar nesses estudos, ten os meus amigos José Paniago e Lauro Rodrigues. Eu passo para eles darem as boas-vindas. Muito boa noite a todos, aos amigos. Boa noite, Michel. Boa noite, Lauro, aos que estão nos acompanhando no chat. Mais uma vez estudando a obra de Kardec e tratando desse tema da relação da ciência com o Espiritismo. Desejo excelente estudo a todos nós. >> É isso aí. Boa noite, Michel. Boa noite, José. E boa noite a você que está conosco para o estudo, né, da da obra que é o Espiritismo. Então, sejam bem-vindos e participem comentando e trazendo as suas questões, as suas dúvidas, tá bom, pessoal? Que tenhamos um bom estudo. É isso aí, pessoal. Aos pouquinhos vai chegando. A gente já tem aqui nos comentários o Daniel do Rio de Janeiro, que é um dos nossos últimos assinantes, que está sempre presente nas nossas

bom estudo. É isso aí, pessoal. Aos pouquinhos vai chegando. A gente já tem aqui nos comentários o Daniel do Rio de Janeiro, que é um dos nossos últimos assinantes, que está sempre presente nas nossas lives. Seja bem-vindo. E vamos ao texto, né? Nós lemos, iniciamos mais uma parte desse assunto semana passada, em que Kardec está tratando aí da relação do espiritismo com as demais ciências acadêmicas, com cientistas, mostrando como que funciona essa relação, o que pode, o que não pode, os limites, como funciona, tecendo diversos comentários. E agora a gente vai continuar o texto. A gente parou na metade da resposta de Kardec e eu vou ler aqui e a gente segue aí na rodada de comentários. Boa noite já também paraa Luciana aí com a nossa mascotinha. Seja bem-vindo ao estudo. Vamos ao texto. Então vai dizer Kardec: "As corporações sábias e aqui é no sentido das corporações científicas, né? Não podem nem jamais poderão pronunciar-se nesta questão. Ela está fora dos limites do seu domínio como a de decretar se Deus existe ou não. É, pois um erro fazê-las juiz delas. O espiritismo é uma questão de crença pessoal. que não pode depender do voto de uma assembleia, porque esse voto, embora lhe fosse favorável, não tem o poder de forçar convicções. Quando a opinião pública se tiver formado a respeito, os membros dessas corporações a aceitarão sobre o poder dos fatos. Deixai passar esta geração, levando os prejuízos do seu obstinado amor próprio, e vereis que se há de dar com o espiritismo o mesmo que se deu com tantas outras verdades tão combatidas e de que hoje seria ridículo duvidar. Hoje chamam loucos aos crentes. Amanhã será a vez dos que não creem crerem. Foi o mesmo que se deu com os que acreditavam no movimento de rotação da terra. Nem todos os sábios, porém, julgaram do mesmo modo. E notai que agora chamo sábios aos homens de estudo e saber, tenho ou não um título oficial. Muitos fizeram o seguinte raciocínio: não há efeito sem causa e os efeitos mais vulgares podem conduzir-nos à

notai que agora chamo sábios aos homens de estudo e saber, tenho ou não um título oficial. Muitos fizeram o seguinte raciocínio: não há efeito sem causa e os efeitos mais vulgares podem conduzir-nos à solução dos mais difíceis problemas. Se Newton não tivesse prestado atenção à queda de uma maçã, se Galvani tivesse repelido sua serva e lhe chamasse visionária louca, quando esta lhe falou das rãs que dançavam no prato, talvez ainda estivéssemos sem conhecer a admirável lei da gravitação universal e as fecundas propriedades da pilha elétrica. O fenômeno burlescamente designado sobre o nome de dança das mesas não é mais ridículo do que as danças das a dança das rãs. E talvez encerre alguns desses segredos da natureza que quando se tem a chave para explicá-los revoluciona a humanidade. Eles disseram ainda, já que tanta gente se ocupa com eles e homens notáveis fizeram deles o objeto do seu estudo, é preciso que alguma coisa de verdade se encontreis fenômenos. Uma ilusão, uma farsa, se o quiserem, não pode ter esse caráter de generalidade. Seria divertimento para certo ciclo, para certa sociedade, mas não daria volta ao mundo. Guardemo-nos, pois, de negar a possibilidade do que não compreendemos, com receio de receber mais cedo ou mais tarde o desmentido que desabonaria nossa perspicácia. Então, Kardec encerra mais essa parte tratando aí da relação entre espiritismo e ciência. E, evidentemente, como nós estamos num assunto em que, principalmente o José está ligado aí pelos seus estudos, a gente passa para ele iniciar os comentários. José, >> esse mais um trecho muito bom de Kardec, né, tratando desse tema da oposição da ciência. Ah, é só para relembrar, né, na semana passada a gente comentou bastante sobre eh a maneira como a ciência por vezes se engana no modo como ela acha que deve experimentar com os fenômenos, né? Kardec deixa bem claro que a maneira como você experimenta com os fenômenos espíritas não é exatamente a maneira como se experimenta com os fenômenos da física ou da

experimentar com os fenômenos, né? Kardec deixa bem claro que a maneira como você experimenta com os fenômenos espíritas não é exatamente a maneira como se experimenta com os fenômenos da física ou da química, porque os fenômenos da espíritas eles não estão sujeitos à manipulação, à vontade do experimentador, como são os elementos da química. O cara vai fazer um experimento na química, ele tem lá os elementos químicos, né? cloro, iodo, magnésio, enfim, toda a tabela periódica, ele mistura e e vê o resultado. Na física também, você fazer experimentos, sei lá, movimento dos corpos, medir aceleração, velocidade, massa, força, esse tipo de coisa, você pode experimentar à vontade. Agora, no caso, os fenômenos espíritas, não, né? Eh, você precisa se pôr em condições específicas para experimentar aquele fenômeno. É claro que a gente faz essa diferença entre a física, a química e a e o espiritismo, mas se a gente parar para pensar bem também na física e na química, nas ciências naturais em geral, você tem você tem condições muito específicas e às vezes até bem difíceis para fazer um experimento. Os exemplos que eu dei são mais simples, né, da física e da química. Mas se você for para mecânica quântica, nenhuma pessoa consegue fazer um experimento de mecânica quântica facilmente na sua casa. Alguns de vocês devem conhecer o acelerador de partícula chamado CERNE, que fica lá na Suíça, né? Tem pesquisador brasileiro, eu conheço inclusive pessoas da física que saem daqui do Brasil para ir até lá fazer pesquisa. Então o cara não consegue experimentar facilmente com a com eh situações ali da mecânica quântica. ele precisa viajar para outro país com uma um aparelho que custou milhões e milhões de dólares, muito caro, para poder fazer aqueles experimentos. Da mesma maneira, esse é um exemplo que o Cosm já deu, né? As pessoas dizem assim: "Para ser ciência, você precisa conseguir reproduzir aquele fenômeno." Aí o Cosm diz assim: "Mas na economia, como é que você reproduz a crise de 29?"

lo que o Cosm já deu, né? As pessoas dizem assim: "Para ser ciência, você precisa conseguir reproduzir aquele fenômeno." Aí o Cosm diz assim: "Mas na economia, como é que você reproduz a crise de 29?" Como vamos quebrar todas as empresas, vamos quebrar todos os bancos, a bolsa de valores para reproduzir o fenômeno e a gente conseguir observar? não faz nenhum sentido. Então, a cada ciência vai ter a sua maneira específica de lidar com o fenômeno. No caso do espiritismo, é a maneira como a gente conhece, fazer evocação, eh, conhecimento teórico prévio, tudo aquilo que Kardec Kardec coloca em o livro dos médiuns, né? Então, só retomando essa parte da da experimentação da semana passada que que a gente acabou comentando. Agora, com relação ao texto que nós lemos agora, o trecho do texto que nós lemos agora, Kardec vai falar sobre as corporações sábias não podem jamais eh pronunciar-se nesta questão. existiam, a gente vem comentando sobre isso, né, aqui no estudo, na época o o cientista, que a gente usa a palavra cientista hoje, era chamado de sábio, né? é a mesma coisa, é o homem de ciência, mas a gente hoje usamos a palavra cientista, na época se usava a palavra sábio, porque a palavra cientista foi inventada no século XIX, mas ela demora, como toda a palavra, ela demora um pouco para pegar, para pegar no tranco, né? E só depois é que a gente vai usar cientista. Então, existiam muitas corporações científicas, sociedades científicas, né? Kardecva de várias. Era comum que a classe intelectual naquele período participasse de corporações científicas. Era o local de debates e de encontros para desenvolvimentos, de pesquisas, etc. Ah, hoje isso tá mais hoje isso está mais restrito à universidade, né? Esses locais de debate, de pesquisa, etc. Isso tá mais restrito à universidade. Mas na época não era assim. os intelectuais que faziam as suas pesquisas de maneira autônoma, independente, sem necessariamente est vinculado a uma universidade, faziam seus grupos, faziam suas corporações científicas, assim como

s intelectuais que faziam as suas pesquisas de maneira autônoma, independente, sem necessariamente est vinculado a uma universidade, faziam seus grupos, faziam suas corporações científicas, assim como Kardec criou a Sociedade Espírita de Paris, né? Era comum isso. Eu a gente vê na história do Espiritismo que várias pessoas letradas ali no entorno de Kardecaram as suas sociedades também. O Lemari fundou, Delian fundou, eh, vários personagens ali do contexto do espiritismo, né? E essa é uma outra coisa que Kardec vai dizer aqui. São duas coisas. Primeiro, as corporações sábias não têm uma opinião a dar porque elas ah tratam de outros temas. Simplesmente os físicos, os químicos não têm uma opinião a dar sobre espiritismo, não faz nenhum sentido. E ainda que tivessem algum conhecimento sobre o tema, não é através do voto que se decide a realidade de um fenômeno ou a explicação de um fenômeno. Se uma corporação declara, como ocorreu lá na época, né? Se uma corporação científica declara que tal teoria não é válida, isso é só a opinião daquela corporação, nada mais do que isso. Quem vai decidir a verdade é a razão humana e os fatos. Cada um é que vai avaliar aquela teoria. cada pessoa que vai ler, estudar aquela teoria, avaliar se ela tem algum fundamento sólido ou não. Qual é o problema? Às vezes a pessoa não tem capacidade de avaliar a teoria e acaba ficando dependente da opinião de outros e aí ela acaba sendo levada a concluir certas coisas, mas não por ã não porque ela por si mesma estudou e avaliou aquilo, mas porque ela tá seguindo a opinião de outros. Mas isso é um problema. a pessoa não poderia emitir uma opinião muito categórica sobre a falsidade de uma teoria como a teoria espírita, sendo que ela mesma não avaliou. No máximo, ela deveria falar: "Olha, se eu não tenho capacidade para avaliar, eu vou suspender juízo, eu não vou emitir uma opinião". ou se ela tiver muita persistência, vontade e humildade, ela vai buscar os meios para isso, vai estudar, se qualificar para poder avaliar aquilo.

u vou suspender juízo, eu não vou emitir uma opinião". ou se ela tiver muita persistência, vontade e humildade, ela vai buscar os meios para isso, vai estudar, se qualificar para poder avaliar aquilo. Então é isso que Kardec tá falando aqui. O o espiritismo ser uma ciência ou não, os fenômenos espíritas serem reais ou não, não depende da opinião de uma ou outra corporação. O espiritismo é uma questão de crença pessoal. Essa frase é o que eu acabei de falar. Cada um vai avaliar aquela teoria segundo a sua própria razão. Cada pessoa é juiz da verdade daquela teoria. A pessoa vai ler, estudar e avaliar. E uma questão aqui importante, aí eu já passo para vocês. Quando ele usa a crença pessoal aqui, ele não está usando no sentido religioso, tá bom? A palavra crença, ela tem vários sentidos. Usualmente nós utilizamos crença como algo religioso. Você crê em Deus, né? Mas ele tá usando no sentido epistemológico aqui, no sentido de conhecimento. Se eu sou um cientista e eu adoto a teoria de Galileu, eu creio. Não é aquela teoria. Se eu sou um cientista ou uma pessoa qualquer e adoto o sistema de Newton, eu creio naquela naquela teoria, naquele sistema. Então, nada mais é do que isso. Ah, na história da ciência, é muito comum as teorias terem um ar do caminho até serem aceitas. Isso as pessoas não param para pensar. Hoje nas escolas é ensinado o heliocentrismo de Galileu, é ensinada a mecânica de Newton, é são ensinadas várias teorias que para nós se tornaram muito triviais e são verdades incontestáveis. Só que nem sempre foi assim. Todas as teorias encontraram muita resistência, muita resistência. O espiritismo também encontrou resistência e encontra ainda. Mas isso não não difere do normal da história da ciência. O normal é uma guerra entre as teorias, entre os cientistas, debates, argumentações, tentativas de refutação. Ah, Newton teve que argumentar muito para defender a teoria dele. Não é simplesmente aqui estão as evidências, toma agora aceitem. Não é isso. Ele teve que suar muito para que os os

ivas de refutação. Ah, Newton teve que argumentar muito para defender a teoria dele. Não é simplesmente aqui estão as evidências, toma agora aceitem. Não é isso. Ele teve que suar muito para que os os pares dele pudessem começar a mudar a opinião. Muitos morreram sem aceitar a mecânica de Newton, gente. Muitos morreram sem aceitar o heliocentrismo de Galileu. Isso é natural na história da ciência. As pessoas desconfiavam da gravitação, achavam que era ocultismo da parte do Newton, achar que à distância um corpo podia exercer força sobre o outro. Isso é a gravitação. Uma força invisível de um corpo exercendo força sobre o outro. As pessoas achavam que era coisa mística, ocultista. Já comentei isso aqui. Então, ah, voltando, não é uma assembleia que vota e decide a verdade de uma teoria. Cada pessoa avaliando vai julgar. E quando a opinião geral tiver sido convencida, eh, aí a universidade vai ter que dar ouvidos aquilo e aí eles vão ter que se debruçar seriamente sobre aquela teoria. Hoje, só para finalizar, eu passo para vocês, essa questão do peso da opinião pública é muito forte. É muito forte. Ah, a gente vê que as instituições, o Estado, a justiça, hoje em dia levam muito em conta a opinião pública. A gente vê até julgamentos na esfera jurídica sendo influenciados pela opinião pública. Então, hoje em dia, muitas vezes, é mais vantajoso a pessoa, e hoje o instrumento melhor para isso é a internet. É muito mais vantajoso a pessoa ganhar opinião pública do que ganhar um processo na justiça. Muitas vezes, só para dar dimensão disso, se o cara consegue viralizar um vídeo e fazer muito dinheiro, que importa ele pagar uma indenização e perder um processo jurídico se ele tiver a opinião pública ao lado dele. Percebe? Então, o que que eu quero dizer? A gente acha, o Estado é forte, sim. A justiça é forte, sim. A universidade é forte, sim. Só que muitas vezes essas instituições elas devem se curvar ao peso da opinião pública. E Kardec já sabia disso, claro, usando pro bem aqui, né?

m. A justiça é forte, sim. A universidade é forte, sim. Só que muitas vezes essas instituições elas devem se curvar ao peso da opinião pública. E Kardec já sabia disso, claro, usando pro bem aqui, né? Quando as pessoas passarem a valorizar aquela teoria, chega uma hora que não dá mais paraa universidade ficar em silêncio. E aí ela vai ter que se debruçar seriamente sobre aquilo, ela vai ter que curvar o seu orgulho, vai ter que abandonar os seus preconceitos e encarar seriamente aquela teoria. Porque o grande problema é isso. Nenhum cientista, nenhum filósofo que se opõe ao espiritismo jamais estudou a fundo e seriamente a teoria espírita. Isso a gente precisa reconhecer. Eu não conheço nenhum até hoje. Eu nunca vi um trabalho exaustivo de refutação do espiritismo. Ponto a ponto. Eu nunca vi. O que a gente tem são trabalhos assim, não são nem trabalhos, são às vezes opiniões risíveis de pessoas que nitidamente não conhecem do que estão tratando. E aí a gente volta lá no crítico. Primeiro dever do crítico sério é conhecer do objeto de que tá tratando. Então a gente não pode levar a sério esse tipo de crítica. Eu eu penso eh eh também eu fico imaginando que quando o Carec em vários momentos, né, na revista espírita, em suas obras, ele vai combater a ideia, né, que de que o espiritismo era era uma religião. Tanto é que, né, na sua em 1868, na revista espírita de 1868, em dezembro, ele aborda esse assunto de forma definitiva, né? eh deixando claro que o espiritismo não é religião, porque eu acredito que como um um visionário que era alguém que que poderia prever o futuro de alguma forma, que as pessoas não levariam o espiritismo para o terreno científico e levaria o espiritismo para um terreno mesmo religioso, como isso ocorreu, né? E e isso se tornou um problema, porque como que eh as pessoas vão olhar para algo que se diz uma ciência, porque isso é repetido pelos espíritas, que o espiritismo tem até um tríplice aspecto, mas como que as pessoas sérias vão olhar para algo onde esse algo é tratado com

para algo que se diz uma ciência, porque isso é repetido pelos espíritas, que o espiritismo tem até um tríplice aspecto, mas como que as pessoas sérias vão olhar para algo onde esse algo é tratado com tanta levindade, né? Então, se se as se se nós tivéssemos, né, a o as pessoas que contemporâneas a Kardecam e não eh eh eh a não entenderam a proposta de Kardec enquanto espiritismo ciência, como o próprio Flamion, Leon de e Companhia Limitada. Se esse tivesse compreendido, o espiritismo adotasse aqui no Brasil aquele método científico aplicado por Kardec, com certeza, né, a as pessoas viriam até os próprios acadêmicos poderiam ver o espiritismo como mais uma ciência a ser estudado, mas não estudado por eles, né, como acadêmicos nas suas áreas, não, estudado dentro daquele corpo eh metodológico eh eh criterioso que CADEC eh organizou, né? Eu acho que o prejuízo tá muito muito nesse sentido e e se e se isso tivesse ocorrido, as pessoas se renderiam, né, a a às evidências, falar: "Olha, realmente eh eh nós temos que olhar essas essa esse espiritismo como uma ciência, porque ele tem critérios que devem ser obedecidos para a a desenvolver, né, essa essa ciência, não é? Deus dará ou como a minha ciência, como a ciência do fulano, ou seja, química, biologia, astronomia, que é pelo contrário, tem que seguir aqueles critérios que foram muito bem estabelecidos por Kardec, né? E basta ler a com cuidado, além das revistas espíritas, principalmente o livro dos médiuns, que a pessoa vai observar que isso Kardec, né, destacou com tanta tanta clareza. Então, eu acho que ah eu eu penso que se hoje o espiritismo é tratado como é tratado, porque faltou desde morte de Kardecus chamados pioneiros, que muitos, ah, os pioneiros do espiritismo e deveriam, se tivessem entendido o espiritismo como ciência, talvez eu imagino que seria teria uma grande contribuição, né, para que se adotasse essa ideia aqui. Quero lembrar que a própria história, né, do espiritismo no Brasil, eu já deixo isso claro, que havia grupos científicos aqui

a teria uma grande contribuição, né, para que se adotasse essa ideia aqui. Quero lembrar que a própria história, né, do espiritismo no Brasil, eu já deixo isso claro, que havia grupos científicos aqui no Brasil que tratava o Espiritismo como a ciência, então eles adotavam aquele aquele método de pesquisa, mas teve um o o grupo religioso e esse grupo religioso com grandes influências naquele século, no século XX, e que acabou abafando e e e acobertando, por assim dizer, né? o esse esse grupo eh científico. Então, o prejuízo, ao meu sentir, parte por esse lado, né? Eh, eh, é necessário talvez reler sempre esse texto, porque Kardec vai em vários momentos deixar claro que o espiritismo não é da alçada de nenhuma outra ciência, que o espiritismo é uma ciência independente. Ela tem os seus a sua base, ela tem os seus critérios e que tem que ser seguido dessa forma. Michel, é isso aí. A gente segue nessa nessa nessa discussão tão atual, né, sobre a questão da relação do espiritismo com as demais ciências e na questão do próprio espiritismo enquanto ciência. São dois pontos que que até hoje são muito muito tratados aí na na sociedade e no meio espírita em particular, né? E a gente vê aí muita confusão de ambas os lados sobre a questão e como Kardec tratou disso no seu tempo, né? deixou aí, como a gente tá vendo aqui nesse texto, considerações para que a gente pudesse entender. A gente vê que o espiritismo como uma ciência nova e com o espiritismo, eu costumo dizer, ele tem duas características a que naturalmente já dão um um trabalho, uma luta de ideias e debates natural, né? O primeiro que é uma ciência nova, ou seja, toda ciência nova ela tem, como o José citou, esse período aí de de muitos embates e avaliações e opiniões e e grupos que aceitam, grupos que não. Então, naturalmente, uma teoria nova, ela tem que enfrentar a crítica, o debate de ideias, né? E o espiritismo, além de ser uma teoria nova, é uma teoria nova de um objeto novo que vai exatamente na contramão de tudo que era feito, né?

a, ela tem que enfrentar a crítica, o debate de ideias, né? E o espiritismo, além de ser uma teoria nova, é uma teoria nova de um objeto novo que vai exatamente na contramão de tudo que era feito, né? Porque vai tratar aí do como objeto de estudo dos espíritos. Então ele tem um um elemento que ainda faz ser mais eh eh difícil a sua aceitação. Então ele tem o período, né, de ser compreendido, ser feito, estudado, compreendido, praticado, comprovado. Há todo um, há naturalmente um tempo que é preciso para que as coisas avancem, né? um tempo natural e que a gente vê acontecendo esse eh isso tudo na época de Kardec, né? a gente vê Kardecindo a doutrina, ao mesmo tempo defendendo esta teoria, fundamentando essa teoria, dialogando com os diversos eh eh campos ali da ramos da sociedade para mostrar, olha, o espiritismo é uma essência nova. O Espiritismo trata dos espíritos, ele faz isso de uma maneira científica. Ele não é uma religião. A gente vê Kardec tratando disso e explicando isso, né? Agora, claro, a gente vê pelos textos dele que ele sabia muito bem das dificuldades e das confusões que poderiam surgir e que surgiram. Ele teve muito sucesso à sua época, porque o jeito que ele fazia era de uma forma com as da melhor forma possível, com as com a melhor tática e com um trabalho de como ele tinha um trabalho de excelência, ele teve muito sucesso nessa, digamos, nessa disputa de ideias, né? e tanto na disputa quanto no entendimento, na construção e na prática dessa ciência, todas as maneiras que ele ali desenvolvia, ele foi muito exitoso, né? E mesmo assim precisou de tempo, discussão e enfrentou seus embates, né? Agora, claro, se fazendo do jeito dele, a gente ainda precisa de um tempo até que a sociedade vá entendendo esta nova ciência. Imagina agora se afastando dele e fazendo com menos qualidade ou com nenhuma qualidade. Aí aumenta mais ainda a dificuldade, né? Que foi exatamente o que aconteceu, né? Aí você vai ter as pessoas agora falando em espiritismo, não seguindo a racionalidade, os fatos e

om nenhuma qualidade. Aí aumenta mais ainda a dificuldade, né? Que foi exatamente o que aconteceu, né? Aí você vai ter as pessoas agora falando em espiritismo, não seguindo a racionalidade, os fatos e tudo que ele fazia. Então isso vai gerar mais contradição e descredibilidade. E você tem aí um avanço num num misticismo com uma doutrina que é uma espécie de salada de superstição com crendice. Bom, aí quando você cai nesse terreno, você vai se afastando da discussão sábia, filosófica, científica e todos os que participam dessas discussões naturalmente vão cada vez mais não dando bola para esse espiritismo, né? Porque ela, as pessoas que em geral têm um certo grau de inteligência, elas vão olhar e dizer assim: "Ah, isso aqui eu não tenho tempo para para perder com essas bobagens, né? Então você soma uma dificuldade natural com a ação dos próprios espíritas e aí você soma isso e tem o que aconteceu. O espiritismo se afastou do terreno da razão e da ciência. Os os homens de ciência não é que os homens de ciência hoje tô falando dos dos sérios, né? Não é que eles neguem o espiritismo, eles nem sabem que o espiritismo existe. A gente tem pessoas isoladas aqui, ali, que são graduadas em alguma coisa falando mal do espiritismo, porque a mãe dele era espírita, ele frequentou ser de espírita umas duas vezes e agora ele fez uma graduação lá em alguma área do cérebro e aí ele despreza. Você tem pessoas mais levianas assim, mas os grandes teóricos intelectuais da humanidade nem sabem que existe espiritismo, que não era assim na época de Kardec, né? Na época de Kardec, eh, até os que negavam o Espiritismo, vejam, é porque o espiritismo tava sendo discutido até mesmo entre os intelectuais. Agora não, agora virou eh qual qual é a biblioteca que você vai aqui mesmo no Brasil, biblioteca ou livraria que você vai no Brasil, principalmente no mundo, que você vai encontrar as obras de Kardecão de ciência e filosofia. O pessoal nem sabe que existe, né? Os car não é que eles criem obras

ca ou livraria que você vai no Brasil, principalmente no mundo, que você vai encontrar as obras de Kardecão de ciência e filosofia. O pessoal nem sabe que existe, né? Os car não é que eles criem obras contra o espiritismo, eles nem falam, porque para eles aquilo já nem é mais. E isso tem a ver também com o que os próprios espíritas fizeram, né? Então você tem um erro dos adeptos, fazendo do espiritismo não uma ciência, porque o a os adep muitos adeptos viram o assunto moral, Jesus, fé, prece, caridade, vida após a morte. Eles achavam que ah, isso aí deve ser religião, no máximo, uma filosofia tem esse essa confusão. Você tem os próprios adeptos não entendendo muito bem como é que funciona uma ciência e achando que cabe a ciência no futuro estudar os o espiritismo para comprová-la. Então você tem esses equívocos ou você tem, como a gente citou semana passada, os próprios adeptos achando que quando fala em ciência significa espíritos falando de química, física e biologia através da mediunidade. Olha, você tem uma série de equívocos e você tem aí do outro lado alguns alguns e eu digo, não são os mais importantes, mas você tem alguns acadêmicos aqui e ali que levianamente simplesmente negam o espiritismo. Car, eu estudo neurociência, então eu posso provar que o espiritismo é uma bobagem. Aí você vai ver a fala dele, ele não leu, não conhece o espiritismo e não conhece nem como é que se como é que se critica a cientificidade de alguma coisa. Então se perdeu muito da qualidade da discussão. De um lado nem existe ou tem poucos fazendo levamente. Do lado de cá também tem uma falta de compreensão da do da própria obra de Kardec, né? Então isso dificultou muito. Mas o que que Kardec? O espiritismo é uma ciência própria. Ele mostra as razões disso e o conjunto de fenômenos. mostra os critérios, mostra o histórico, como é que tudo foi feito, mostra a documentação, mostra a universalidade, mostra, deixa tudo bem encaminhadinho. Ele mesmo explica as confusões que muitos espíritos poderiam fazer por

ra o histórico, como é que tudo foi feito, mostra a documentação, mostra a universalidade, mostra, deixa tudo bem encaminhadinho. Ele mesmo explica as confusões que muitos espíritos poderiam fazer por ignorância e até mesmo para tentar combater o espiritismo. Ele vai mostrando e ele dá um caminho muito interessante, como ele tratou aqui nesse texto. O caminho para ele é: estude o espiritismo através das obras dele, pratique as evocações, que aí você vai ter teoria e fenômenos. E você mesmo no interior da sua reunião familiar, na sua vida pessoal, vai ter a chamada comprovação espontânea dos fenômenos, o que aumenta muito mais a confiança e a fé. Porque você tem acesso aos fatos intimamente, internamente, e reproduza isso num nível familiar. Ou seja, você tem toda a sociedade praticando isso, fazendo com que isso se espalhe de uma maneira muito mais eficaz. E esse espalhamento acaba pela força das coisas fazendo os a própria academia e os intelectuais tendo que prestar atenção e admitir que isso é um fato. e admitir também ao se debruçar sobre a teoria que já existe, que ele deixou também mostrar que olha lá no 19 teve um senhor que construiu uma teoria muito bem feita, que atendeu aí aos critérios e deixou uma ciência da alma muito bem feita. Esse é mais ou menos o caminho. Qual é a etapa que a gente tá hoje? A gente tá numa etapa interna de novo, né? A gente tá numa disputa interna em que se diz: "Olha, volte a estudar a teoria que já foi feita primeiro, veja como ela é a a a melhor teoria. Volte a praticar o o que envolve os fenômenos dessa ciência, que são as evocações, para depois isso voltar a ser um debate público e chamar a atenção dos mais sábios, né? Então, a gente tá numa retomada muito lenta, né? E claro, se a gente for tentar estudar porque que tudo isso aconteceu, eu costumo concordar com o que os estudiosos mais profundos de Kardec dizem, é que de uma certa maneira, se você o dia que a sociedade admitir, não como hipótese, mas como uma evidência científica tudo que o espiritismo diz,

o que os estudiosos mais profundos de Kardec dizem, é que de uma certa maneira, se você o dia que a sociedade admitir, não como hipótese, mas como uma evidência científica tudo que o espiritismo diz, isso mexe muito com os interesses da sociedade, né? Então, talvez no fundo psicologicamente as razões sejam essas, né? Mexe muito com as estruturas de como a sociedade funciona você admitir isso como real de verdade, não como uma simples crença, né? Então, talvez por trás tenha tenha isso, né? Essa resistência é porque o resultado é tão o resultado é tão revolucionário, como ele diz no texto, que a resistência acaba sendo grande, né? é tão revolucionário se isso realmente ser admit for admitido, que a resistência ainda é muito grande. Mas notem que ele sempre faz eh analogias com as outras ciências, né? Sempre faz, sempre faz. Aqui ele citou o Newton e o Galvani, né? Ele sempre faz analogias com outras teorias científicas para mostrar como ele tá no mesmo terreno, né? E aí no finalzinho, para concluir a minha fala, ele deixa ali como é que é que os cientistas devem proceder, qual é o a o bom procedimento de quem se deparar aí com o espiritismo ou com os fenômenos espíritos, que aí ele dá o exemplo daqueles que tiveram a a ação correta, né? Ele diz, ó, muitos fizeram o seguinte raciocínio: "Não há efeitos sem causa e os efeitos mais lugares podem conduzir-nos a solução dos mais difíceis problemas." Deixa eu botar aqui na tela. Tá um pouquinho para cima aí. Começa com muitos fizeram esse raciocínio. Mais um aí, ó. Muitos fizeram o seguinte raciocínio, ó. Não há efeito sem car. Então ele mostra aqui, olha como é que muitos cientistas da época procederam e é o comportamento certo, o comportamento justo, né? Ele diz, né? O a pessoa tem que o verdadeiro estudioso que é imparcial vai raciocinar assim: "Olha, não há efeito sem causa. E realmente dos efeitos mais vulgares, as ciências já mostraram que podem vir a solução dos problemas mais difíceis, mais revolucionários. Então eu não posso

nar assim: "Olha, não há efeito sem causa. E realmente dos efeitos mais vulgares, as ciências já mostraram que podem vir a solução dos problemas mais difíceis, mais revolucionários. Então eu não posso desprezar os fenômenos espíritas, porque dentro das nossas ciências já há exemplos de coisas vulgares em que quando se prestou atenção isso revolucionou a humanidade. Aí ele dá o exemplo do Newton e do Galvani e diz, né, eles disseram ainda, já que tanta gente se ocupa com eles e homens notáveis fizeram dele objeto de de seu estudo, é preciso que alguma coisa de verdade se encontre. Então tá mais um para baixo aí onde agora onde eu tô lendo aí, ó. Então esse deveria ser o pensamento do bom cientista. Olha, eu não posso desdenhar dos fenômenos porque a história da ciência já mostrou que isso é um erro. E já que tem tantas pessoas se ocupando com isso, inclusive pessoas de muito saber se ocuparam com isso, eu tenho que prestar atenção e e ver se tem alguma coisa de sério ou não nisso. Ou seja, então a pessoa, qual é o comportamento sério do bom cientista? Não é que ele vai aceitar, mas ele tem que ter esse comportamento aqui de dizer: "Olha, vamos prestar atenção, estudar os fenômenos, estudar a teoria para daí sim ver se ver o que que tem de sério nisso tudo." E aí ele diz, ele termina: "Guardemos, pois de negar a possibilidade do que não compreendemos com receio de receber mais cedo ou mais tarde o desmentido que desabonaria a nossa perspicácia." Então veja, se você nega por leviandade, por preconceito alguma coisa, a o tempo passa, a história passa e você vai ficar na história como alguém que desdenhou e foi leviano de uma coisa séria e revolucionária. Então ele mostra aqui o comportamento racional e prudente do bom cientista que todo que todo cientista deve ter ao falar do espiritismo. E claro, também o espírita, né? Claro, embora que ele esteja falando do comportamento sem todo o espírita tem que ser assim: vamos estudar, vamos avaliar e aí depois a gente tira as conclusões.

tismo. E claro, também o espírita, né? Claro, embora que ele esteja falando do comportamento sem todo o espírita tem que ser assim: vamos estudar, vamos avaliar e aí depois a gente tira as conclusões. É o comportamento sério, né? É a postura séria de alguém que não é crédulo de uma maneira irracional, porque ele não sai acreditando, mas também não é preconceituoso e um e um negacionista, né? Como são muitas pessoas, elas simplesmente negam. Ah, elas negam. Então, eh, não pode ser assim. Por quê? Porque não pode ser assim. Como muitas pessoas que às vezes se colocam como científicas, elas se comportam, né? Não, o espiritismo não é ciência, porque ah, não, porque não pode ser assim, porque não pode ser reproduzido em laboratório, porque a gente fez uns, a gente tem que fazer uns testes e não passou nos, ela não pode simplesmente negar porque o fenômeno não ou a teoria não atendeu os desejos dela. Ela tá sendo leviana dessa maneira, né? Então, esse deve ser o comportamento de todos, né? E o comportamento dos espíritas é entender que não é papel da academia. provar o espiritismo, porque ele já está no seu sentido rigoroso de prova científica, provado nas obras de Kardec e que não compete a eles. É um engano você esperar isso deles. E você tem que eh entender a ciência espírita para enxergar essa essa beleza, né? E você vai entender estudando e praticando a evocação. E aí você vai tendo as comprovações necessárias, né? passo para vocês aí para se quiserem fazer mais considerações. >> É, eu ia eu ia comentar dois pontos, né? Ah, que são interessantes, Kardec coloca ali no texto, que é a questão do do Galvani e a dança das rãs, como se chamava na época, né? e também o a ideia de cientistas agindo fora da universidade. Então, eh só para fazer um comentário sobre isso, algumas pessoas poderiam duvidar de que fosse possível tirar alguma ciência séria a partir de das chamadas mesas girantes, né, ou dança das mesas, como se dizia na época. a pessoa poderia ver aqueles fenômenos e achar que era

duvidar de que fosse possível tirar alguma ciência séria a partir de das chamadas mesas girantes, né, ou dança das mesas, como se dizia na época. a pessoa poderia ver aqueles fenômenos e achar que era um passatempo, uma coisa besta que você não deveria dar atenção, né? Mas Kardecita esses fatos muito simples na história da ciência que vão dar origem a teorias muito importantes e que se tira algo de sério dali, né? Então, a genialidade do cientista é exatamente dar atenção a um fato aparentemente corriqueiro, trivial e aparentemente sem importância, mas ele dá atenção aquilo e resolve investigar. É o é a intuição do cientista, né? Então, Newton fez isso com a queda da maçã, diz a lenda, né? A queda da maçã. H, e o Luigi Galvani fez isso com a a ideia das rãs, né? Ele conta a história que acidentalmente ele pendurou duas patas de rãs do lado de fora do do laboratório. E quando elas encostaram na grade metálica, elas se mexeram, elas se movimentaram, ou seja, formou uma corrente elétrica ali. Quando a a pata da rã encostou na nos dois metais, fechou a corrente e aí passou a corrente elétrica. A pata da ran se mexeu. Dali o Luig Galvani vai falar: "Opa, tem alguma coisa a mais aqui que eu não tava prevendo". E aí ele percebe a ideia da da da eletricidade relacionado com a fisiologia, né? Os seres vivos. E depois isso vai, eu tava até dando uma pesquisada aqui, depois isso vai influenciar o outro físico, Alessandre, Alessandro Volta a desenvolver a pilha elétrica, né? porque o princípio é o mesmo. Ah, então é isso. Na história da ciência, esses eles esses episódios eles se multiplicam, né, de uma coisa aparentemente simples. Você tira toda uma teoria, todo um princípio que vai explicar uma lei da natureza muito importante. E o outro comentário que eu ia fazer é essa questão do espiritismo não estar dentro da universidade. Já vi várias pessoas argumentarem isso. Então, o espiritismo não tá dentro da universidade, não é aceito pelos cientistas. Eh, então ele não pode ser considerado

ismo não estar dentro da universidade. Já vi várias pessoas argumentarem isso. Então, o espiritismo não tá dentro da universidade, não é aceito pelos cientistas. Eh, então ele não pode ser considerado uma ciência. Só que quando você pega a própria história da ciência, grandes descobertas foram feitas fora da universidade. A maneira como a universidade se organiza hoje, burocratizada, essa a com a com várias regras dentro das instituições, ela é uma coisa muito recente. Muitas descobertas foram realizadas fora da universidade, pessoas trabalhando de maneira de maneira autônoma, independente e até pessoas que não tinham uma carreira de cientista. Os pensadores nos séculos passados, eles eram generalistas, eles eram professores, cientistas, filósofos, médicos, advogados, artistas. muitas vezes eh não existia a especialização como nós temos hoje. Então, as esses caras eles se dedicavam a várias atividades e eventualmente acabavam se dedicando a alguma pesquisa que ia trazer uma contribuição pra humanidade. Aí, só para finalizar esse comentário, tempos atrás eu tava, eu trabalho em escola, tava conversando com os professores de física e aí eles disseram: "Olha, eles hoje, hoje não só nos tempos antigos, mas hoje, atualmente existem muitos astrônomos amadores." astrônomos, que o cara não é astrônomo profissional, ele é ele é jornalista, ele é advogado, ele é pedreiro, ele tem qualquer outra profissão, só que o cara é apaixonado por astronomia e ele tem uma um telescópio em casa, fica fazendo observação do do céu. E eventualmente o cara pode observar algum fenômeno importante pra pra astronomia, ele vai lá, registra, publica aquilo e os astrônomos profissionais recebem esses dados e passam a dar atenção. E essa professora que me dizia isso, ela disse: "Essas pesquisas são muito bem-vindas dos dos amadores, porque os o universo é muito grande. O número de astrônomos profissionais que existem não dá conta para fazer todas as observações necessárias do céu. Muitos fenômenos

ito bem-vindas dos dos amadores, porque os o universo é muito grande. O número de astrônomos profissionais que existem não dá conta para fazer todas as observações necessárias do céu. Muitos fenômenos acabam se perdendo porque, claro, você tem um número limitado de de profissionais atuando nisso, né? Então, são muito bem-vindas essas pesquisas dos astrônomos amadores, diletantes. E tem alguns até que ficam famosos. O cara faz uma descoberta importante, imagina, o cara é técnico de TI. arruma o computador durante o dia e à noite ele vai observar o céu, faz uma descoberta importante e manda pros pesquisadores, ó, eu vi um negócio aqui. Ou seja, uma observação científica valiosa não precisa necessariamente estar dentro da universidade e seguir todos os protocolos da universidade. Pelo contrário, né, às vezes a universidade mais atrapalha do que ajuda o desenvolvimento da ciência, porque ela tem tantas regras, tanta burocracia, que se você tivesse uma pesquisa mais livre, talvez a ciência caminhasse até mais rápido, né? Tudo isso para dizer que o fato de um espiritismo não estar na ciência, o fato de Kardec ter criado o espiritismo, a teoria espírita fora da universidade, não é demérito algum. E talvez a falta de compreensão disso, né, e a gente tem batido muito nessa tecla, que é a a como o movimento espírita eh enxerga a os ditos palestrantes médiuns com essa ideia de ser uma pessoa destacada, porque ela tem um título qualquer, né? Então vamos aqui pegar como um exemplo. Ah, ela é ela é um ele essa pessoa é um físico. Então logo ela tem a autoridade para falar de espiritismo, porque ela é físico, né? E a gente tem nessa tecla. Pelo menos eu defendo a ideia de que quando você fala assim: "Ah, é um físico espírita, se você entender que ela é um físico espírita numa questão de crença, de ser adepto, perfeito. Ela pode ser um físico católica, um físico protestante, perfeito. Mas quando nós entendemos que a pessoa quer e eh ter um destaque no espiritismo ou uma autoridade, porque

ça, de ser adepto, perfeito. Ela pode ser um físico católica, um físico protestante, perfeito. Mas quando nós entendemos que a pessoa quer e eh ter um destaque no espiritismo ou uma autoridade, porque ela é um físico, então ela deveria ainda, a gente deveria olhar para ela, sim, ela é físico porque ela, ela ela tem competência, autoridade para falar de física e ela é espírita porque ela estuda profundamente as obras de Allan Kardec e ela, né, tem eh eh autoridade para falar falar sobre a ciência espírita. Então, ela é um um físico, por exemplo, e também é espírita do ponto de vista científico, mas, né, ao meu ver, para por aí. Não porque ela tem autoridade para falar de espiritismo, porque ela é físico e estuda ma mal ou nem estuda Kardec. Então, eh, esse, esse título acadêmico não serve como critério ou como autoridade para falar de espiritismo. A gente tem abordado muito isso, porque quando, né, quando as pessoas vão falar de espiritismo, a primeira coisa que elas querem usar são os seus títulos, os seus status, né? E isso não deveria prevalecer. Cada que faz essa essas separações, né? E e e deixando claro que para que você compreenda o espiritismo, você tem que estudá-lo, estudá-lo profundamente. Aí sim você vai compreender do do do você vai falar desse assunto espiritismo com conhecimento, não com leviandade, né? E o que é estranho é você ver um um cientista, né? quando vai falar de espiritismo, fala de certa forma com leviandade, porque ele não estudou essa ciência, mesmo que ele não queira enxergar o espiritismo como uma ciência, mas pelo menos ele ter a a honestidade de dizer assim: "Não, eu vou estudar primeiro isso que vocês chamam de ciência, depois eu dou minha opinião". Isso seria, né? Eh, eh, algo de de uma honestidade muito grande que falta. É o que o Michel falou. Eh, eh, hoje os debates eles estão muito vagos, porque as pessoas falam de tudo, de tudo querem debater, mas não se aprofundam em nada, ou pelo menos naquilo que elas querem debater. Esse é um problema, Michel.

je os debates eles estão muito vagos, porque as pessoas falam de tudo, de tudo querem debater, mas não se aprofundam em nada, ou pelo menos naquilo que elas querem debater. Esse é um problema, Michel. É o que acontece muito também é é a pessoa ela quer adaptar o estudo do espiritismo, que é uma ciência própria com ela quer adaptar ao jeito de estudar das ciências acadêmicas. acontece muito, tem muito espírita que quer, que, por exemplo, que acha que se, por exemplo, se você for falar de espiritismo, tem que fazer um artigo com as regrinhas certinho. Ele acha que a única maneira de tratar ali do espiritismo tem que ser assim, ele quer levar para aqueles moldes uma coisa, só que não tem necessidade, né? Porque você não vai fazer com o espiritismo o que você faz com outras ciências, tanto os desenvolvimentos quanto as a a as utilidades daquela daquilo que você for fazer. Não não é a mesma coisa. Tem um outro fim no espiritismo, né? É uma ciência que é que tem como objetivo o progresso moral. não, ele não tem a mesma função eh profissional ou institucional que tem as outras ciências. Então a pessoa ela é daquele meio e aí ela acha, bom, eu como eu estudo assim aqui agora na para o espiritismo, eu vou ter que tentar dar picardec estaria ultrapassado, porque eu tenho que ele ele ele tá muito mais preocupado com a forma e a burocracia para fazer aquele estudo do que entender propriamente o contexto que aquela teoria foi feita e o que que ela tá querendo dizer. Ela tá muito, ela tá menos preocupada com os significados, com aquilo que aquela teoria disse naquele contexto ali do século XIX. Ela tá mais preocupada com a forma, com a regra, com a burocracia, com aquele modos operante, porque ela acha na cabeça dela que você tem que criar uma instituição espírita igual você tem nos outros moldes das outras instituições científicas. Ela acha que se você fizer assim, você pode evoluir a ciência espírita. Tem muito espírita que acha que você evolui o espiritismo da mesma maneira que você evolui as outras

s instituições científicas. Ela acha que se você fizer assim, você pode evoluir a ciência espírita. Tem muito espírita que acha que você evolui o espiritismo da mesma maneira que você evolui as outras ciências. Então você monta institutos, monta grupos de pesquisa, monta toda uma regra e aí você vai eh aplicar aquela teoria e desenvolver aquela ciência. Só que o espiritismo, por isso que eu digo, ela é uma ciência própria, ela vai por outro caminho que não é esse. E não adianta tentar fazer igual, porque aí quando você começa a fazer igual, há certas há certos detalhes no entendimento da própria teoria espírita que você acaba ou passando ou se equivocando. Está acontecendo muito eh no no próprio meio espírita, né? Então são pessoas que são sérias nas suas intenções, têm realmente um gabarito acadêmico, valorizam Kardec, valorizam a racionalidade, a pesquisa, o estudo. Então, elas estão muito mais próximas daquilo que o Espiritismo eh pregava nas obras de Kardec, porque elas estão distantes do da idolatria de médiuns, de aceitar qualquer coisa dos espíritos, de enxergar como uma religião. Então, elas estão longe disso, mas elas acabam caindo em outros exageros que tá muito ligado às especialidades dela, que acabam fazendo com que ela não entenda bem a a teoria de Kardec. Por isso Kardec vai dizer lá, ele diz isso em vários lugares, mas lá na naquele famoso item oito da introdução do livro dos espíritos, ele vai dizer que para você estudar o espiritismo, como que você faz com qualquer teoria nova, você tem que estudar sem preconceito. Você tem que ouvir o que o autor está dizendo, entender o que que ele disse, o que que ele fez, entender o contexto em que ele no que ele tava fazendo para você poder extrair o que o autor quis dizer. Se você fica interferindo demais com as suas especialidades, você pode às vezes ir para caminhos equivocados e não consegue interpretar direito aquele texto. Então isso acontece muito. E tem um livro aí que tá para sair que eu tô muito curioso, eu ainda não vou opinar,

e às vezes ir para caminhos equivocados e não consegue interpretar direito aquele texto. Então isso acontece muito. E tem um livro aí que tá para sair que eu tô muito curioso, eu ainda não vou opinar, né? Tem um livro que se propõe a fazer uma análise crítica da obra de Kardec e que eu tô muito curioso assim que sair para ler. Daqui a pouco a gente vaza até uma live sobre isso e convido de repente o autor se ele aceitar porque eu acho que eu acho e posso errar completamente porque eu tô falando sem ler. Acho que o autor vai se equivocar, mas vai ser bom porque vai, a gente vai ter um exemplo claro do que é tentar usar às vezes outros jeitos para estudar uma teoria que tem o seu o seu jeito próprio, né? Isso vai servir para isso e talvez seja um um momento que a gente vai ter algo materializado para poder mostrar a aonde que o autor errou e isso vai servir como um aprendizado pros próximos que tentam fazer o mesmo, né? Bom, mas dito isso, eu quero já da minha da minha parte agradecer ao José, agradecer ao Lauro, agradecer todos que aqui estiveram. Semana que vem nós vamos continuar nesse assunto, ainda não terminou, ainda tem mais. Então, estejam aqui e claro, todos os dias de tarde, de noite, nós temos as demais lives. Amanhã às 14 horas temos mais um estudo do Evangelho Segundo Espiritismo. Às 20 horas temos mais um estudo do revista da revistaespírita.net. Então, estão todos convidados e eu sei, aproveito para fazer o comercial aqui, José. Eu sei que amanhã o José tem uma entrevista que ele vai falar sobre um assunto que tá ligado a isso, né? Ele vai falar na acho que no Instagram, no perfil do Paradigma Espírita. Eu não vou poder assistir ao vivo porque eu vou estar em live aqui, mas depois eu quero assistir porque fica gravado, né? Então eu vou deixar pro José mesmo fazer a a propaganda da live dele, mas eu vou, como a gente vai estar em live também ao mesmo tempo, eu vou ter que assistir só depois. Quem assistir a gente assiste o José depois. Quem assistiu José assiste

a propaganda da live dele, mas eu vou, como a gente vai estar em live também ao mesmo tempo, eu vou ter que assistir só depois. Quem assistir a gente assiste o José depois. Quem assistiu José assiste a gente depois, mas eu deixo para ele também dar o recado melhor do horário e como encontrar a live dele, mas é um tema muito importante e eu fico feliz que seja o o José que vai falar, porque eu sei que ele vai contribuir muito com os estudos dele, né? E agradeço a vocês. Quem não é inscrito, se inscreva. Quem quiser assinar, assine ou me chame. E uma boa noite a todos. Eu passo para vocês se despedirem e darem e darem os recados. É isso aí. Excelente tudo. Mais uma vez, obrigado pessoal que tá no que está nos acompanhando, né? Como Michel falou, amanhã eu vou participar de uma live com o tema filosofia da ciência e espiritismo. É o tema que eu gosto bastante, né? Venho estudando um pouco. Então vai ser bem interessante se vocês puderem eh acompanhar, mandar lá perguntas, participar. É um tema fundamental e que se relaciona com o nosso tema aqui do estudo de quarta-feira. atualmente, né? O canal é no YouTube, a live canal Paradigma Espírita. Vocês podem até procurar a página no Instagram para seguir. É o Sésio, né? Sésio Santiago, é o dono da página Paradigma Espírita. Vai ser amanhã às 20 horas no canal do YouTube Paradigma Espírita do Sésio Santiago. Estão todos convidados. Então é isso. Quem tiver assistindo amanhã nos vemos lá. assistam a minha ou assistam do Michel vice-versa, como como ele já colocou, né? E aí na quarta-feira que vem nós nos vemos novamente aqui para seguir o estudo de que é o espiritismo. Grande abraço. Boa noite a todos. >> Boa noite, pessoal. Até amanhã às 2 da tarde com estudo do Evangelho. Um abraço a todos.

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